CNN anuncia serviço de streaming CNN Plus

E é provável que chegue eventualmente a Portugal.

Foi no passado mês de maio que ficámos a saber que a CNN ia chegar a Portugal, substituindo o canal de informação TVI24. E apesar do canal ser programado e operado pela holding portuguesa, a própria CNN “fornecerá formação, consultoria e acesso a conteúdo de todo o portfólio da CNN”. No fundo, é uma parceria cujos moldes são semelhantes àqueles que deram origem à CNN Brasil.

Mas isto nós já sabíamos. Agora, e até porque o streaming está na moda, a CNN anunciou que vai lançar o seu próprio serviço de streaming no início de 2022. Com o nome de CNN Plus, não se sabe ao certo o tipo de programação desta plataforma, mas o nosso palpite vai para algo na linha do serviço de streaming OPTO, da SIC, que além de ter programas informativos, tem também documentários, grandes reportagens, séries exclusivas e muitos outros conteúdos que foram sendo exibidos ao longo dos anos.

Ainda assim, o CNN Plus deverá ser algo diferente, uma vez que Jeff Zucker, presidente da CNN Worldwide, referiu numa reunião com os seus funcionários que o serviço terá entre 8 a 12 horas de conteúdos originais, e ao vivo, por dia. Será, no fundo, um complemento do canal tradicional.

Já em declarações à Variety, Andrew Morse, chief digital officer da CNN Worldwide, avançou que a empresa vai contratar cerca de 450 pessoas nos próximos meses para dar suporte ao novo serviço, garantindo ainda que não será algo focado na política.

O preço não foi divulgado, mas sabe-se, sim, que não será (pelo menos na altura do lançamento) uma plataforma com blocos de publicidade. O que nos levou a elaborar este texto foi o facto de Morse ter referido que, apesar do lançamento estar previsto para o primeiro trimestre do próximo ano nos Estados Unidos, a CNN tem pretensões de expandir esse serviço em todo o mundo.

Dito isto, e como Portugal vai ter a sua versão da CNN, é bem provável que, algures em 2022, ou talvez em 2023, chegue um novo serviço de streaming.

Algumas fontes referiram ainda à Variety que é bem provável que o novo CNN Plus acabe por fazer parte de um pacote onde estarão incluídos a HBO Max e Discovery+. Seria bastante interessante se algo do género acontecesse por cá.

Funchal passa a contar com um sistema de videovigilância

Um total de 81 câmaras.

Esta segunda-feira, dia 18 de julho, ficámos a saber sobre o alargamento do sistema de videovigilância instalado na cidade de Leiria, que passará a contar com um total de 61 câmaras. Mas esta não é a única novidade relacionada com esta temática.

Também hoje, o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, autorizou a instalação e utilização de um sistema de videovigilância na cidade do Funchal, composto por 81 câmaras, para segurança de pessoas e bens e prevenção da prática de crimes em locais com risco da sua ocorrência.

O sistema de videovigilância abrange os arruamentos entre o jardim municipal e o mercado municipal do Funchal, assim como a zona marginal da baixa da cidade.

Tal como esperado, o sistema de videovigilância funcionará ininterruptamente, 24 horas por dia, em todos os dias da semana, sendo que a captação e gravação de som é permitida sempre que se verifique uma situação de perigo concreto para a segurança de pessoas e bens.

A autorização para o funcionamento deste sistema de videovigilância é válida por um período de dois anos a contar da data da sua ativação.

Análise – The Procession to Calvary (PlayStation 4)

Nunca uma visita ao museu foi tão empolgante como neste point and click que chegou recentemente às consolas.

De certeza que já ouviram a expressão “parece um quadro em movimento” para descrever a arte e estilo visual de um filme ou videojogo. Esta comparação, que nasce da direção artística, nunca foi tão direta e real como em The Procession to Calvary, um título point-and-click, saído da mente de Joe Richardson, que utiliza várias obras de arte renascentista para contar a sua estória sobre uma guerreira sanguinária desgostosa com o final da guerra que consumiu o seu país.

A combinação entre pinturas, que culmina num corte e recorte de várias obras num só cenário, constitui todo o mundo de The Procession to Calvary. Apesar da animação rudimentar, com os modelos a moverem-se limitados pela sua perspetiva, os quadros dão vida a uma realidade surreal onde campos se enchem de Messias fingidos, que afinal são mágicos de rua, de cavernas com adoradores de Satanás – acompanhados por um coro de gatos –, ou edifícios megalómanos que refletem a mesquinhez das várias castas sociais numa crítica mordaz à História da Humanidade. E tudo isto sem abandonar uma única vez o seu estilo particular, mantendo a atenção numa tela virtual e gigantesca, onde as comparações à obra de Terry Gilliam e dos Monty Python seriam impossível de não tecer.

É um estilo muito próprio e que raramente vemos neste meio com uma determinação tão louvável, no sentido em que Joe Richardson nunca se expande para além do conceito do jogo. Apesar do caos visual, existe uma mensagem, um olhar artístico e um tema recorrente que interligam a loucura que encontramos nas montagens. O absurdismo é tão reconfortante que se torna eletrizante descobrir que bizarria iremos descobrir de seguida, com o jogo a nunca desiludir ao longo das suas três horas de duração. Num momento poderemos estar a roubar a cabeça de um homem crucificado – vendida por uma senhora que está a criar merchandising em torno da crucificação – ou a utilizar uma doninha para forçarmos a abertura de uma janela. E o mais surpreendente em The Procession to Cavalry é a sua coesão lógica com regras bem definidas dentro do seu mundo, o que o torna num dos point and click mais acessíveis que já joguei.

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Se a arte é o seu ponto de venda, o humor é seguramente o que vos irá manter presos à sua mescla de épocas e estilos artísticos. As comparações a Monty Python não se ficam pela arte e pelas animações de Terry Gilliam, mas sim pela aleatoriedade do seu humor, que é muitas vezes depreciativo e de ocasião, mas sempre inteligente e mordaz enquanto crítica. Existem piadas mais físicas e fáceis, caindo num humor mais escatológico, mas o tom é consistente e a escrita é muito forte, não necessitando da representação de atores para dar vida aos momentos mais peculiares da campanha. É o equivalente a uma série de humor inglesa, de seis episódios, ou a uma longa-metragem de alguns dos melhores artistas do meio, onde a inteligência se mistura com o absurdismo e um tom mais popular para brincar com temas atuais.

No fundo, The Procession to Cavalry foi divertido do princípio ao fim e deixou-me rendido ao seu humor, mas existe, claro, uma certa subjetividade associada à experiência que proporciona e o que é uma piada forte para mim poderá ser uma oportunidade perdida para vocês. Porém, sinto que Joe Richardson foi muito inteligente na forma como conciliou o humor com as obras de arte escolhidas, e mesmo que não se deleitem, como eu, pelas aventuras desta guerreira sem paciência, existem pormenores suficientemente interessantes que irão satisfazer os amantes de História de Arte. É uma continuação perfeita para Four Last Things, o projeto anterior de Richardson, que utiliza o mesmo estilo visual.

Há um pouco de tudo em The Procession to Cavalry, o que é um feito para uma campanha tão curta, mas consistente e sem pontas soltas ou momentos mortos, onde todas as sequências complementam perfeitamente a nossa viagem em busca de Heavenly Peter, o antigo tirano do país. A narrativa não perde tempo com trivialidades e coloca a nossa guerreira, desgostosa com o final da guerra e da carnificina, em busca desta figura tirânica enquanto observa o mundo à sua volta a mudar lentamente. O humor exponencia o conceito e tal não seria possível, na minha opinião, se The Procession to Cavalry se esforçasse em criar situações desnecessárias para aumentar a sua duração. O seu conceito é invulgar, mas só funciona num ambiente controlado e com limites muito definidos, e Richardson foi inteligente na sua abordagem.

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Como se trata de um point and click, a duração de The Procession to Cavalry irá sempre depender da vossa destreza na resolução dos quebra-cabeça, mas posso confirmar que é uma das experiências mais acessíveis que já encontrei no género. Com um cursor, podemos mover a personagem ao longo dos cenários e aceder a pontos de interesse bem definidos nos cenários – e longe dos tempos de pixel-hunting –, onde têm a possibilidade de falar, observar ou tocar nos objetos e pessoas. Também existe um sistema de recolha de itens, que fica localizado no topo do ecrã – num menu escondido –, onde poderão arrastar intuitivamente os itens para os mapas. E existe também a oportunidade de matarem grande parte das personagens. Para tal, só precisam de brandir a vossa espada, mas fica o aviso: gravem sempre antes de tentarem tal façanha.

Os puzzles não sofrem de lógicas tresloucadas ou irrealistas e o jogo faz um excelente trabalho na exposição de dicas e na aplicação das regras do seu mundo. Mesmo com um humor absurdista, The Procession to Cavalry funciona sobre uma lógica interna muito forte e nunca me senti perdido ou frustrado por não saber o que tinha de fazer, mas sim envolvido e até motivado a experimentar regularmente com as peças que tinha. Com uma campanha curta e direcionada, cria-se também uma ligação perfeita entre os vários acontecimentos, com um problema a dar origem logicamente a outro, sempre intercalados pelo excelente sentido de humor. E mesmo que tenham problemas em identificar todos os pontos de interesse, o jogo tem a opção de tornarem visíveis os objetos interativos nos cenários.

Penso que já perceberam que adorei o meu tempo com The Procession to Cavalry, ao ponto de ver os seus três finais e todas as tarefas/ações secundárias. A minha cara moldou-se num enorme sorriso como não acontecia há muito tempo e as gargalhadas, a alta voz, foram uma constante. Pode não ser o point and click mais inspirado a nível mecânico que encontrarão no género, mas é um jogo seguro de si e da sua identidade, cuja confiança jorra por todos os seus poros: não só na arte, como na sua excelente banda sonora, que é acompanhada por composições de Bach, Beethoven, Vivaldi, entre outros.

É o equivalente a jogarmos um episódio de Black Adder, mas com a acidez de Black Books e o surrealismo de Garth Mareghi’s Darkplace. Resumindo, é recomendado para todos os fãs de bom humor.

Nota: Excelente - Recomendado

Disponível para: PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch
Jogado na PlayStation 4
Cópia para análise cedida pela Digerati.

Os novos Razer Blade trazem consigo novos processadores Intel

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A atualização da Razer traz consigo o processador Intel mais potente utilizado nos seus portáteis.  

Recentemente, a Razer atualizou o seu Razer Blade 15, o portátil mais fino do mercado com uma Geforce RTX, e agora chegou a vez de fazer mesmo ao Razer Blade 17 e ao modelo base do Blade 15, com novos processadores e placas gráficas. Os novos modelos vêm com uma nova geração de processadores Intel que, segundo a marca, são os mais potentes alguma vez usados nos seus portáteis.

Assim, os Razer Blade 17 poderão ser configurados com processadores da 11ª Geração Intel Core Série H, os i9-11900H, e com os novos GPUs da NVIDIA, as placas gráficas GeForce RTX 3080, juntando assim dois dos componentes mais avançados e importantes para jogadores e criadores de conteúdo.

As características destes processadores Intel dizem que estão equipados com 8 núcleos e 16 threads, com frequência máxima até 4.90Ghz, em modo turbo, e fazem-se acompanhar de uma gráfica GeForce RTX 3080, que promete proporcionar jogos em alta qualidade nos monitores 4K destes portáteis.

Além disso, diz a marca que os novos Blade 17 introduzem novas características de melhoria da qualidade de vida dos utilizadores, como maior memória, mais armazenamento e conectividade Thunderbolt 4 de duas direções.

O modelo base do Razer Blade 15 é também atualizado com processadores de 11ª geração, com a opção de escolha de um Intel Core i7-11800H, com GPU NVIDIA GeForce RTX 3070, entre outras novidades.

Podem ficar a conhecer melhor os portáteis da Razer na sua página oficial, onde poderão também encomendá-los.

Mergulha na história de Psychonauts 2 no novo trailer

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Tem lançamento no PC e consolas a 25 de agosto.

Já falta pouco! Cerca de um mês. Vá, um pouco mais que isso, mas ainda assim menos do que poderia ser. E para celebrar o regresso de Psychonauts, a Xbox e a Double Fine revelaram um novo trailer dedicado à história da sua sequela.

Novamente desenvolvido pela mente criativa de Tim Schafer (Grim Fandango, Broken Age, Brutal Legend), Psychonauts 2 continua os eventos do primeiro jogo e volta a colocar-nos na pele de Raz, com as suas icónicas habilidades de poder viajar para dentro da mente dos outros.

O trailer de história (aqui legendado em Português através da página de Facebook da Xbox Portugal) foca-se exclusivamente em cinemáticas que nos dão um breve olhar à premissa desta nova aventura, prometendo-nos levar para mundos bizarros e alucinantes, cheios de cor e horrores.

Com lançamento no Xbox Game Pass, Psychonauts 2 chega ao PC, Xbox One, Xbox Series X|S e também às consolas PlayStation.

Para ficarem a conhecer melhor as novidades do jogo, podem ler a sua antevisão na página oficial da Xbox.

Levanta voo com a nova Nave de Ataque da República da coleção LEGO Star Wars

Um dos sets mais antecipados pelos fãs ganha finalmente forma.

Vencedora de uma votação na página LEGO Ideas, a Nave de Ataque da República torna-se realidade, com mais de 30 mil votos.

Composto por 3292 peças, o novo set é inspirado numa das naves mais icónicas das histórias das prequelas de Star Wars e séries como The Clone Wars, altamente detalhada até ao mais pequeno pormenor e de dimensões que vão orgulhar todos os fãs de Star Wars.

O set tem uma envergadura de 74cm e conta com algumas das maiores peças de LEGO alguma vez criadas na coleção LEGO Star Wars. Como seria de esperar, é um set de coleção e que, no que toca a extras, inclui uma placa informativa da nave e duas miniaturas do Mestre Jedi Mace Windu e de um Clone Trooper Commander.

O set LEGO Star Wars Nave de Ataque da República tem lançamento marcado para o dia 1 de agosto por um preço recomendado de 349,99€.

Leiria passa a contar com um total de 61 câmaras de videovigilância

O sistema de videovigilância funcionará ininterruptamente, 24 horas por dia, em todos os dias da semana.

Até aqui, a cidade de Leiria contava com 19 câmaras de videovigilância, um sistema pensado para manter a segurança dos cidadãos e para prevenir a prática de crimes em locais com risco da sua ocorrência.

A funcionar desde março de 2018, a autorização para o funcionamento destas câmaras foi renovada em abril de 2020 por um período de dois anos. Agora, ficámos a saber que este sistema será alargado, passando a contar com mais 42 câmaras. Ao todo, a cidade terá 61 câmaras de videovigilância instaladas.

O seu alargamento abrange a Via Polis e os parques de lazer adjacentes, na área contígua ao rio Lis, assim como as principais artérias da zona urbana da cidade. O sistema de videovigilância funcionará ininterruptamente, 24 horas por dia, em todos os dias da semana.

Prozis aposta na entrega de pratos pré-preparados ao domicílio com a Uber Eats

Quem diria que iríamos chegar a este ponto.

Começou por surgir em 2007, na altura para colmatar a falta de opções no que à nutrição desportiva diz respeito. Anos depois, a empresa transformou-se, apostando não só na alimentação saudável, mas também no vestuário e, imagine-se, produtos tecnológicos. Assim tem sido a vida da Prozis, empresa portuguesa que é, também, a maior loja de nutrição desportiva da Europa.

Agora, e tendo em conta que a empresa tem vindo a crescer no segmento das refeições, eis que é hora de apostar em algo que acaba por fazer todo o sentido: entregas ao domicílio com a Uber Eats.

A partir de hoje, passou a ser possível pedir não só refeições, mas também gelados, da conhecida loja. Existem várias coisas, desde entradas, onde têm alguns snacks; refeições pré-preparadas das gamas World, Diet ou Vegan/Keto; vários tipos de gelados, como artesanais, bio, de fruta ou proteicos; e ainda outro tipo de sobremesas, como waffles, brownies ou pequenas tabletes de chocolate.

O único senão é que, por agora, as entregas estão limitadas ao centro de Lisboa, mas o objetivo será expandir para novas zonas.

E não, não pensem que conseguirão adquirir suplementos a partir do Uber Eats. A lógica desta parceria com a plataforma de delivery é mesmo entregar refeições, gelados e snacks, e não produtos orientados para a nutrição desportiva.

O Echo Boomer tem descontos e ofertas para os leitores que façam compras na Prozis!

PROZIS - CUPÃO ECHOBOOMER JANEIRO 2024

Certamente que já viram por aí uma panóplia de códigos espalhados, com cada um a dar direito a ofertas em específico. Ora, o Echo Boomer juntou-se recentemente à Prozis, o que significa que também temos um cupão! É simples e direto: ECHOBOOMER.

O cupão ECHOBOOMER dá direito a 10% de desconto na Prozis, juntamente com algumas ofertas que escolhemos a pensar nos nossos leitores. Basta que, antes de terminarem uma encomenda, insiram o nosso cupão no local indicado. Ora atentem nas ofertas:

Em compras de valor superior a 100€: Podem escolher receber de oferta duas unidades de Billion Protein Peanut Bar 65 g ou Brownie – Original 60 g ou Sachet Natural Pure Native Whey Isolate 25 g Chocolate ou Zero Protein Chips 25 g Paprika ou Zero Protein Bar 40 g – Low Sugars Cookies and Cream e recebem ainda uma embalagem de Oat Flakes – Small Flakes 500 g Natural, uma embalagem de Peanut Butter 500 g Smooth e uma embalagem de Protein Puffies – Milk Chocolate Coating 150g;

Além de tudo isto, ainda juntam ProzisPoints com cada encomenda, que são pontos que ganham na compra de qualquer produto – cada produto tem atribuído um determinado número de pontos. Cada ProzisPoint vale 0,01€.

E não, os ProzisPoints não permitem descontar o valor da encomenda, até porque servem é para terem mais ofertas grátis. Por exemplo, podem ter uma Manteiga de Amendoim com Chocolate 250g de borla se usarem 369 ProzisPoints, uma caixa de 12 Mini Muffins de Cacau e Coco com Baixo Teor de Açúcares por 699 ProzisPoints, uma caixa de comprimidos Multi PRZ Evo – 30 doses por 1949 ProzisPoints, Pasta de Pistácio 180g – Pistacchio Verde di Bronte DOP por 2999 ProzisPoints… Existem várias ofertas, sendo que podem escolher entre Manteigas e Cremes para BarrarBarras e SnacksNutriçãoVestuário Mulher/Homem e Tecnologia.

Entregas rapidíssimas de um dia para o outro

Quando se tem um bom suporte ao cliente, e que é capaz de fazer chegar produtos rapidamente, essa é logo uma grande vantagem para chegar a mais pessoas.

No caso das Prozis, têm sempre até às 23h59 do dia anterior para que a vossa encomenda seja entregue até às 19h do dia seguinte. Sim, funciona mesmo.

Dando o exemplo da nossa encomenda, foi entregue no dia seguinte pela própria transportadora da Prozis, que dá pelo nome de PROZIS NOW, e que funciona que é uma maravilha. Mas a empresa também trabalha com outras empresas, como é o caso dos CTTNacexDPD e DHL. No fundo, seja qual for a transportadora, a garantia é que a vossa encomenda chegue à vossa morada no dia seguinte (exceto se estivermos a falar dos fins de semana).

Os portes de envio são grátis a partir de encomendas de valor igual ou superior a 24,99€. E não se esqueçam: o cupão ECHOBOOMER dá 10% de desconto no valor total da encomenda na Prozis e, ainda, direito a ofertas.

Marca KitKat quer ser neutra em carbono até 2025

Atualmente, a marca está a colaborar com a The Carbon Trust, uma consultora global ligada à sustentabilidade e às alterações climáticas, de modo a medir a sua pegada de carbono atual.

A KitKat, uma das marcas de chocolate mais conhecidas do mundo, compromete-se em tornar-se neutra em carbono até 2025. A marca tem como objetivo reduzir em mais de 50% as emissões de carbono geradas através do abastecimento das matérias-primas, da fabricação dos produtos e da sua distribuição.

A maioria das emissões ocorre durante a produção das matérias-primas do chocolate KitKat, como o cacau e o leite. A marca reduzirá essas emissões ao máximo, através de inúmeras iniciativas como a regeneração das florestas e o apoio à transição para a agricultura regenerativa.

Quaisquer emissões que não possam ser eliminadas, a marca investirá em projetos compensatórios de elevada qualidade, com base em soluções climáticas naturais.

Atualmente, a marca está a trabalhar para melhorar a pegada ambiental das suas fábricas. Aliás, já reduziu a energia necessária para fabricar os seus produtos em mais de 40% por tonelada de produto, desde 2000.

A companhia irá também largar o seu trabalho junto dos produtores de cacau, óleo de palma (de origem sustentável), cereais, açúcar e laticínios para implementar práticas regenerativas. Métodos agrícolas, como redução de fertilizantes químicos, melhor gestão dos solos e plantação de árvores, podem ajudar a eliminar carbono da atmosfera, aumentar a biodiversidade e aumentar a produtividade nos campos agrícolas.

A Nestlé já está a usar eletricidade renovável nas suas unidades de produção de KitKat e continuará a encontrar novas formas de acabar com a dependência de combustíveis fósseis e usar 100% de eletricidade renovável em todas as fábricas de produção de KitKat, antes do final de 2025.

KEO, vencedor dos Prémios PlayStation Talents, ganha um novo trailer e página na Steam

O jogo da açoriana Redcatpig Studio está mais próximo do lançamento.

Vencedor da 4ª edição dos prémios PlayStation Talents, KEO, da açoriana Redcatpig Studio, prepara-se para um sinal de partida já em setembro.

Anunciado nas redes sociais do jogo, KEO recebeu agora uma página na Steam, para a sua versão de PC, onde os mais curiosos podem juntar o jogo à sua lista de interesses. Segundo a conta oficial, há até uma fase de testes para breve (já este fim de semana) e todos podem juntar-se à festa.

Além da página, tivemos ainda direito a um novíssimo trailer de jogabilidade, cheio de explosões, com um novo olhar aos diferentes veículos e um até um pequeno gosto musical do compositor Tee Lopes (Sonic Mania, Streets of Rage).

KEO é um jogo de corridas e combate em ambiente pós-apocalítico e tem lançamento previsto para PC e mais tarde chegará também à PlayStation.  

Empresa portuguesa cria solução que permite rentabilizar carregamento de veículos elétricos com recurso a energia fotovoltaica

Esta solução é a ponte perfeita entre o sistema fotovoltaico e a estação de carregamento elétrico.

Maximizar os carregamentos rápidos (DC), rentabilizando a utilização da energia fotovoltaica, realizar carregamentos lentos (AC) ao longo do dia, evitando, inclusive, o recurso a baterias de armazenamento, reduzir o custo na fatura da eletricidade e diminuir a pegada ecológica. Estas são algumas das muitas vantagens do sistema inteligente, sustentável e amigo do ambiente, adaptado às necessidades das empresas, que a empresa portuguesa Volt-e acaba de lançar.

Em suma, esta solução rentabiliza a utilização dos painéis fotovoltaicos, promove a poupança e permite tirar o máximo partido de cada carregamento.

O objetivo, de acordo com Júnior Braga, CEO da Volt-e, passa por “conseguir otimizar os carregamentos elétricos associados à energia fotovoltaica, seja para carregamentos realizados num curto espaço de tempo, suprindo uma necessidade de carregamento rápida, ou carregamentos mais lentos que podem acontecer ao longo do dia, no caso de veículos elétricos que ficam mais tempo na empresa”.

A missão é clara: mais poupança, mais autoconsumo e mais planeta para as gerações futuras.

M.Ou.Co.. Novo espaço cultural e hoteleiro inaugurado no Porto já em agosto

O investimento é de oito milhões de euros.

Um hotel. Um restaurante. Uma sala de espetáculos. Uma musicoteca. Todos reunidos num só. É esta a proposta do M.Ou.Co., novo espaço cultural e hoteleiro que está prestes a inaugurar na cidade do Porto, mais especificamente na zona do Bonfim.

Com uma área total de 5.000 m2, o M.Ou.Co. integra um total de 62 quartos, num local onde os visitantes terão a oportunidade de descobrir a coleção de discos de vinil e livros dedicados ao universo musical. O projeto conta, ainda, com três salas de ensaios, um espaço inovador dedicado à saúde do músico e, também, áreas exteriores de jardim, piscina, bar e esplanada.

Apesar de todo o projeto “respirar” cultura, o destaque desta vertente centra-se na Sala M.Ou.Co., um espaço multifacetado, com palco flexível, com luz natural e acesso direto para o exterior. Com 240 metros m2, tem capacidade para 300 pessoas (em pé) ou 180 pessoas (sentadas).

O M.Ou.Co. terá programação própria, desenhada de forma trimestral, maioritariamente dedicada à área da música. Mas além dos concertos, o espaço terá também workshops, masterclasses e talks.

Outro dos aspetos diferenciadores do M.Ou.Co. passa pela promoção do bem-estar físico e mental dos músicos. Este novo espaço oferece uma área de “Saúde do Músico”, com acompanhamento especializado e integrará um conjunto de iniciativas personalizadas, pensadas exclusivamente nas necessidades específicas para o bem-estar destes profissionais.

Falta ainda referir o restaurante, onde poderão encontrar ma combinação perfeita entre a “comida de conforto” – inspirada na tradicional gastronomia portuguesa –, mas sempre com um toque de inovação e criatividade. O espaço de restauração contará com um menu executivo ao almoço, com jantar à carta e, ainda, com uma carta de snacks com opções clássicas e propostas originais e irreverentes, destacando-se, aqui, as propostas vegans e vegetarianas.

O M.Ou.Co. abre já no próximo mês de agosto, em regime de soft opening, embora a inauguração oficial esteja prevista para setembro. Este projeto – cuja vertente hoteleira é a primeira do país com um conceito multidisciplinar e assumidamente dirigido para a componente musical – resulta de um investimento de oito milhões de euros (que contou com financiamento no âmbito do Programa Norte 2020).

EMEL disponibiliza avenças mensais para residentes em Lisboa em diversos parques de estacionamento

Caso a procura seja superior à disponibilidade de lugares, haverá lugar a sorteio entre os interessados.

De modo a aumentar a capacidade de estacionamento na proximidade dos residentes e reduzir a pressão na via pública, a Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com a EMEL e a Empark, disponibiliza avenças mensais a 40€ para residentes em diversos parques de estacionamento.

No site da EMEL, na área do perfil, os moradores podem verificar quais os parques disponíveis, registar-se e fazer o seu pedido de Avença Residente 24h Bonificada (Avença R24+) no parque de estacionamento da respetiva zona de residência.

A pré-reserva fica registada e a avença será atribuída a partir de 1 de agosto, consoante a disponibilidade de lugares de cada parque. Caso a procura seja superior à disponibilidade de lugares, haverá lugar a sorteio entre os interessados.

Esta é uma nova alternativa de estacionamento garantida e de maior conforto aos titulares de dístico de residente.

Festival L’Agosto regressa este ano ao centro histórico de Guimarães

E já tem cartaz completo.

Apesar dos tempo difíceis que vivemos, a vida em si não pode parar, pelo que há que continuar a promover eventos e outro tipo de iniciativas. Afinal de contas, todos precisamos desses momentos, ainda que, atualmente, com as devidas distâncias, de modo a que possamos manter a nossa sanidade mental.

Desta vez falamo-vos do L’Agosto, um dos mais recentes festivais de verão do Minho, com lugar no coração da cidade de Guimarães. O evento, que acontece desde 2017, já teve nomes como White Haus, PAUS, The Parkinsons, JIBÓIA, Sensible Soccers e até os britânicos TOY (não confundir com o cantor português).

Já para este ano, com o festival a acontecer de 5 a 7 de agosto nos jardins do Museu Alberto Sampaio, o cartaz é totalmente nacional: Lula Pena e Gator the Aligator no primeiro dia, 10.000 Russos e Lena d’Água no dia do meio, e Luís Severo e Sean Riley and the Slowriders no terceiro e último dia do festival.

Quanto aos bilhetes, o custo é de 10€ para o primeiro dia (5 de agosto) e 20€ cada bilhete para os restantes dias do festival.

Câmara do Porto promove 24 miradouros da cidade em novo vídeo

São muitas panorâmicas para contemplar a cidade.

Em setembro do ano passado, a Câmara do Porto anunciou que, até final de 2022, iria lançar um conjunto de vídeos promocionais temáticos, cujo objetivo era o de valorizar e divulgar o potencial da cidade, bem como promovê-la a nível local, nacional e internacional.

Agora, e já depois de alguns vídeos, entre os quais um dedicado à “Gastronomia e Vinhos” e outro dedicado ao “Artesanato”, chega um novo vídeo que vai agradar a quem está de visita à cidade: “Miradouros”.

No novo vídeo, o município convida para uma viagem através das imagens que podem contemplar-se em 24 miradouros da cidade – alguns surpreendentes, outros icónicos. Há também sugestões de lugares ainda secretos ou pouco conhecidos, como os miradouros do Parque das Águas, do Elevador da Lada e da Bandeirinha da Saúde.

Aos mais audazes, fica o desafio para subir aos miradouros que se localizam nos pontos mais altos e desfrutar de algumas das melhores vistas de 360 graus da cidade e do rio Douro. É, por exemplo, o caso da cúpula do Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, nos jardins do Palácio de Cristal, da Torre dos Clérigos ou da Torre da Igreja da Sra. da Conceição, no Marquês.

Muitos outros miradouros, também pontos de paragem obrigatórios, fazem parte deste roteiro em vídeo: a Ribeira do Porto, o Terreiro da Sé e a Ponte Luiz I são alguns dos pontos que convidam a (re)descobrir uma cidade de diferentes arquiteturas.

Novo canal Sport TV6 chega já em agosto

E não terá custo acrescido para novos ou atuais subscritores.

Foi no passado mês de junho, graças a um pedido de autorização endereçado à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que ficámos a saber das pretensões da Sport TV Portugal em criar um novo canal desportivo no país.

O nome era óbvio – Sport TV6 -, com o novo canal a estar focado “nas diversas modalidades que apresentam maiores índices de popularidade tais como o basquetebol, o andebol, o voleibol ou desportos motorizados, não esquecendo as que são seguidas por nichos de audiência, contribuindo assim para o incremento do interesse geral dos portugueses pelo desporto em geral”. Também há espaço para o futebol, sim, mas será muito reduzido.

Ora, tudo isto nós já sabíamos, apenas não tínhamos indicação de uma data de lançamento… até agora. Em comunicado, a empresa veio referir que o novo canal arranca com as emissões já em agosto, embora não tenha definido um dia específico desse mês.

O Sport TV6 “prevê emissões em períodos limitados de tempo, com especial incidência nos períodos das tardes e fim de semana. Nos dias úteis, as emissões terão lugar entre as 18h e as 22h e ao fim-de-semana, entre as 12h e as 21h”. Ou seja, será um canal para diretos.

Os restantes cinco canais da Sport TV “continuarão a transmitir as principais provas de cerca de 50 modalidades”.

Deftones cancelam concerto no North Music Festival

Era o único concerto da banda agendado para este ano na Europa.

Com uma pandemia em curso, muitos acreditam ser difícil que um festival como o North Music Festival, programado para acontecer de 30 de setembro a 2 de outubro, possa acontecer nos moldes normais que todos conhecemos (ou algo parecido). Ora, também os Deftones não estão muito seguros da situação, tendo cancelado o concerto previsto para acontecer no festival.

Em comunicado, a organização do North Music Festival refere que a banda “decidiu cancelar a tour americana de Verão e a única atuação a realizar na Europa, concretamente em Portugal, e que estava agendada para 30 de setembro”, dizendo que, neste momento, está a “trabalhar no fecho do cartaz da próxima edição” com a banda substituta dos Deftones e respetivo cartaz completo do festival a serem anunciados em breve.

Face a este cancelamento dos Deftones, o festival adianta que “todos aqueles que pretendam devolver o bilhete relativo ao dia 30 de setembro, e receber o reembolso do valor, poderão solicitá-lo no ponto de venda onde o adquiriram, no prazo de 14 dias úteis, após o dia previsto para a realização do concerto”. Além disso, “todos os portadores de bilhete que mantenham a intenção de assistir ao cartaz do primeiro dia terão obrigatoriamente de efetuar a troca de bilhete (sem qualquer custo associado)”, neste caso no ponto de venda onde adquiriram a respetiva entrada no festival.

De resto, a organização mantém-se convicta de que existem todas as condições para que o North Music Festival possa realizar-se este ano, não só devido à evolução positiva do processo de vacinação em Portugal, mas também graças à adoção do certificado digital.

Recorde-se que, apesar deste cancelamento por parte dos Deftones, o festival continua a garantir as presenças dos The Script, One Republic e The Waterboys, entre outros.

Fórmula 1 – Grande Prémio da Grã-Bretanha: Arise, Sir Hamilton! Britânico vence após acidente com Max Verstappen

O fim de semana do Grande Prémio da Grã-Bretanha começou com emoção e acabou com emoção. Sexta-feira com qualificação, sprint race no sábado e Grande Prémio no domingo. Um novo formato que trouxe emoção aos três dias de GP com o culminar desse sentimento a acontecer durante primeira volta da corrida: um acidente aparatoso levou Max Verstappen a ficar de fora e Lewis Hamilton a receber uma penalização de 10 segundos. No fim, Hamilton fez um resto de corrida perfeito e acabou no lugar mais alto do pódio.

Estamos de volta à Fórmula 1, 15 dias depois, com um sábado que nos deu uma corrida de qualificação com 17 voltas onde Max Verstappen conquistou o primeiro lugar e, consequentemente, três pontos e a pole position para a corrida de domingo. Agora, é altura de aquecer, e muito, os pneus e partir para o Grande Prémio da Grã-Bretanha.

Arranca o Grande Prémio e Charles Leclerc mostra que foi até ao Reino Unido para lutar por uma boa posição, pois depressa passou Valtteri Bottas e segue de perto os dois da frente, Max Verstappen e Lewis Hamilton. Estamos agora a seguir os carros da frente enquanto estes passam Wellington Straight, Lewis tenta, lado a lado com Max, mas não consegue. Lewis, com melhor trajetória em Luffield, aproxima-se de Max em Woodcote… e o piloto britânico, sem muito espaço, fica por dentro a aproximar-se de Copse. E com os dois pilotos provavelmente a pensar “nah, ele desiste”, o contacto acaba mesmo por existir e o Red Bull de Max segue em direção aos pneus de proteção do lado exterior da curva. Max de fora e 10 segundos de penalização para Lewis Hamilton.

Sim muitos vão dizer que a FIA foi branda com Hamilton, que devia ter sido pior, que o acidente foi assustador. E sim, numa coisa concordamos: o acidente foi assustador. Mas se a FIA foi branda? Não acho. Dois grandes pilotos estão a correr lado a lado pela conquista de mais pontos e de um campeonato do mundo, nenhum deles quer perder e, por isso, nenhum deles pensou, nem por uma fração de segundo, em desistir da batalha. No fim, devido a esta teimosia presente em todos os grandes atletas, o resultado foi o que todos vimos. Ninguém quer acidentes onde pessoas saem magoadas, mas, em simultâneo, todos pedimos o mesmo: corridas mais agressivas, com mais batalhas e com mais disputas de posição.

São corridas, corridas com carros muito rápidos. Por vezes, este tipo de hard racing que todos queremos acaba com acidentes. Que os carros, os tais muito rápidos, sejam seguros o suficiente para manter os pilotos sem lesões depois deste tipo de acidente.

Continuando, bandeira vermelha para reparar a barreira. E nova partida, desta vez com Leclerc na frente, após passar Lewis durante o acidente com Max. Em P2 está Lewis, seguido de Valtteri Bottas e Lando Norris.

Depois do segundo arranque da edição de 2021 do Grande Prémio da Grã-Bretanha, Leclerc consegue um excelente arranque e mantém a P1. Também Lando Norris arrancou muito bem e consegue passar Bottas, que ficou assim em P4. Por esta altura Sebastian Vettel dá meio pião, algo que provavelmente acabou por fazer com que o piloto da Aston Martin tivesse que acabar a corrida umas voltas antes do esperado, e parece haver problemas com o McLaren de Daniel Ricciardo.

Com a temperatura do asfalto a rondar os 50ºc, e o ambiente nos 30ºc, não estava fácil para nenhum dos pilotos conseguir fazer ultrapassagens, apenas Sergio Pérez parecia conseguir ultrapassar sem problemas. O mexicano estava agora em P12 após ter começado, na segunda “tentativa”, em P19… tudo muito giro, mas a verdade é que o piloto da Red Bull acabou por ficar em 16º, já que esta agressividade extra acabou por fazer com que as paragens nas boxes fossem também em maior número que a competição.

As primeiras paragens começam a acontecer e algumas das equipas acabam por ter problemas, talvez devido ao calor, e as pit stops demoram mais que o costume. Lando Norris foi um dos pilotos com uma paragem mais demorada, o que levou o McLaren a descer para P6, posição que depressa desapareceu ao ultrapassar Fernando Alonso, que ainda não tinha parado. A oportunidade de um pódio no Grande Prémio da Grã-Bretanha para os carros laranja ficava aqui mais distante.

Grande Prémio da Grã Bretanha
Imagem: Formula1.com

Hamilton faz a sua pit stop e volta à pista em P5.

Leclerc pára também e sai em P1, com 6.8 segundos de vantagem em relação a Bottas, 11.5 de Norris e ainda 13.1 de Hamilton. Foi a partir deste momento, na volta 30, que Lewis ajustou as luvas e começou a voar baixinho.

Hamilton passa Lando Norris, por dentro, em Copse.

Charles teve alguns problemas no motor, mas nada que não ficasse resolvido depois de carregar em dois ou três botões no volante, a mais de 200Km/h. Tudo tranquilo.

Hamilton cada vez mais perto de Bottas e a equipa diz – “Vá Valtteri, deixa o Lewis passar”.

Hamilton continua a voar em direção a Leclerc, na tentativa de o apanhar antes do fim da volta 52.

Volta 44 e Lewis continua a ganhar tempo.

Início da volta 46: Charles <4 segundo> Lewis

Início da volta 48: Charles <1.4 segundo> Lewis

Início da volta 50: Charles <0.8 segundo> Lewis

Estamos na volta 50, Hamilton aproxima-se de Leclerc em Woodcote… estamos a chegar a Copse. Hamilton está por dentro. Ambos os pilotos dão espaço, mas Charles vai largo demais e Lewis acaba por passar. Está feito, uma corrida quase perfeita de Lewis Hamilton leva o piloto britânico ao lugar mais alto do pódio e o público em Silverstone ao delírio. É caso para dizer: Arise, Sir Lewis! Que corrida!

Por fim, destacar a volta mais rápida de Sergio Perez, que rouba um ponto a Lewis Hamilton, e ainda o fantástico trabalho de Daniel Ricciardo, que conseguiu defender-se de todas as investidas de Carlos Sainz Jr. e acabou por conquistar o seu primeiro top 5 de 2021. Pontos bastante importantes para a McLaren, que conquistou assim um P4 e P5 no Grande Prémio da Grã-Bretanha. Silverstone nunca falha, que corrida!

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 10 por pilotos

PosiçãoPilotoEquipaPontos
1Max VerstappenRed Bull Racing Honda185
2Lewis HamiltonMercedes177
3Lando NorrisMclaren Mercedes113
4Valtteri BottasMercedes108
5Setgio PerezRed Bull Racing Honda104
6Charles LeclercFerrari80
7Carlos SainzFerrari68
8Daniel RicciardoMclaren Mercedes50
9Pierre GaslyAlphaTauri Honda39
10Sebastian VettelAston Martin Mercedes30

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 5 por equipas

PosiçãoEquipaPontos
1Red Bull Racing Honda289
2Mercedes285
3Mclaren Mercedes163
4Ferrari148
5AlphaTauri Honda49

Mini-Críticas Cinema – Edição 2021

Normalmente preparo este tipo de artigo perto do final de cada ano com mini-críticas que fui guardando de alguns filmes para os quais não tive tempo de escrever uma opinião mais extensa.

2021 será um bocado diferente, de forma a que consiga publicar as minhas análises sobre todos os filmes que assistir durante este ano sem perder nenhum. Apesar da menor quantidade de películas em 2020, não deixei de ter dificuldades com o tempo, por isso, antecipo que 2021 seguirá pelo mesmo caminho, mais tarde ou mais cedo.

Sendo assim, este artigo contém as mesmas opiniões concisas que já leram em outros posts semelhantes. Pequenas críticas de alguns filmes aos quais não posso oferecer 800 palavras ou mais devido a situações externas que podem ocorrer na minha vida. Na maioria dos casos, estes serão filmes que não terão impacto na minha reflexão de fim de ano dos melhores/piores filmes que vi em 2021.

Esta secção será atualizada sempre que adicionar uma nova entrada, bem como sua data de publicação, para que essas opiniões compactas possam ser vistas por todos a qualquer momento.

Spencer

Sinopse: “O casamento da Princesa Diana (Kristen Stewart) e do Príncipe Charles (Jack Farthing) há muito se transformou numa relação gélida. Entre abundantes rumores de casos extraconjugais e divórcio, a paz é encomendada para celebrar as festividades de Natal na propriedade real de Sandringham House. Há comida e bebida, tiro ao alvo e caça. Diana conhece o jogo. Mas desta vez, as coisas vão ser muito diferentes.”

Crítica: Não sabia absolutamente nada sobre este filme de antemão. Ouvi/li reações extraordinariamente positivas que elevaram as minhas expetativas. Mas uma vez que o meu conhecimento geral sobre a Princesa Diana e a sua vida foi e ainda é extremamente básico, Spencer é um daqueles raros exemplos em que entrar completamente às cegas no cinema não funcionou em meu favor de forma alguma. Encontrei-me a tentar procurar algo a que me pudesse agarrar e, apesar de alguns atributos técnicos verdadeiramente notáveis, o argumento de Steven Knight (Locked Down) não oferece o suficiente para prender a minha atenção.

Spencer é, sem dúvida, um character piece fictício que só se mantém de pé devido a uma das prestações principais mais fascinantes do ano. Kristen Stewart (Underwater), uma atriz que ainda recebe muito ódio injusto apesar da sua clara evolução para um dos atores mais subvalorizados da atualidade, entrega um retrato da Princesa Diana que marcará a sua carreira para sempre e que os espetadores dificilmente esquecerão. Não me consigo recordar da última vez que testemunhei um ator desaparecer por completo no seu papel. Uma verdadeira masterclass digna de cada prémio que vai inevitavelmente receber. O resto do elenco também é excelente.

Tecnicamente, tenho muito pouco por onde reclamar. A realização distinta de Pablo Larraín (Jackie) encaixa-se adequadamente na história frustrante e claustrofóbica. Adoro como Claire Mathon (Portrait of a Lady on Fire) se move entre os close-ups íntimos e planos amplos deslumbrantes. Como esperado, o guarda-roupa e a produção artística parecem fabulosos, mas a banda sonora de Jonny Greenwood (You Were Never Really Here) não funcionou comigo. A mistura de jazz com sequências de alta tensão torna-se muito estranha, distraindo os espetadores da narrativa, o que me leva ao meu maior problema.

Para alguém com o meu conhecimento e expetativas, Spencer torna-se um daqueles filmes em que “nada acontece”, mas que geralmente surpreendem os espetadores com a sua abordagem narrativa única. Encontro-me sempre a favor de qualquer tipo de obra, mas tirando a exibição de Stewart, tive dificuldades em sentir-me cativado pelo que quer que estivesse a acontecer. Um estudo de personagem supostamente interessante e consistente transformou-se num espetáculo longo e repetitivo conduzido por uma só mulher, onde não consegui descobrir para onde se encaminhava. Entendo o propósito de fazer o público sentir como Diana se sentiu durante o seu casamento e a sua vida dentro da realeza britânica, mas a execução de Larraín não me deixou emocionalmente satisfeito.

Uma segunda visualização provavelmente melhorará e fortalecerá a minha opinião sobre o filme. Por enquanto, possuo poucas certezas sobre Spencer, mas vou deixar esta crítica como positiva, acreditando que irei gradualmente desfrutar mais do filme após cada visualização.

Nota: ★★★

Army of Thieves

Sinopse: “Neste prequela de Army of the Dead, o insignificante caixa de um banco Dieter (Matthias Schweighöfer) é atraído para uma aventura única quando uma mulher misteriosa o recruta para se juntar a um grupo de criminosos procurados da Interpol, que planeiam assaltar uma sequência de cofres-fortes lendários e impenetráveis por toda a Europa.”

Crítica: Army of the Dead esteve longe de superar quaisquer expetativas, mas no meio dos seus vários problemas, Zack Snyder realmente criou um mundo pós-apocalíptico algo interessante. Com Matthias Schweighöfer a assumir dois dos papéis mais significativos no cinema – realizador e ator principal – Army of Thieves parece mais um spin-off da sua personagem do que uma prequela em si de uma aparentemente nova franchise.

Nesse respeito, o protagonista apaixonado, Dieter, é convincente o suficiente para carregar a maior parte do filme estilizado. Matthias entrega uma prestação divertida e envolvente que, infelizmente, é parcialmente prejudicada pelas piadas excessivas e aborrecidas. O resto da equipa segue arquétipos incrivelmente clichês e esquecíveis, apesar de não conseguir atribuir culpas à interpretação de Nathalie Emmanuel (F9).

Realizar uma prequela a um filme de zombies original sem zombies instantaneamente diminui os níveis de entusiasmo, mas as sequências de assalto são razoavelmente cativantes. A banda sonora de Hans Zimmer e Steve Mazzaro definitivamente faz este filme parecer e soar muito mais épico e emocionalmente poderoso do que realmente é. No geral, Army of Thieves prolonga em demasia a sua estadia e as cenas de abertura dos cofres tornam-se cada vez menos excitantes com uma gradual falta de criatividade a tomar conta de cada roubo.

No final, admito que este universo tem algum potencial, mas, até agora, continuo à espera de um filme que possa genuinamente adorar e apoiar.

Nota: ★★½

Kate

Sinopse: “Meticulosa e hábil, Kate (Mary Elizabeth Winstead) é a perfeita assassina. Inesperadamente, falha uma missão contra um membro da Yakuza, em Tóquio. Pouco depois, descobre que foi envenenada, uma morte brutalmente lenta que lhe dá menos de 24 horas para se vingar dos seus assassinos. À medida que o seu corpo se deteriora, Kate estabelece uma improvável ligação com a filha adolescente de uma das suas vítimas anteriores.”

Crítica: Filmes de ação com sequências de luta longas, sem cortes e bem coreografadas protagonizadas por um par de atores conhecidos parecem ser uma das mais novas tendências de Hollywood. Kate é mais uma entrada na lista exponencialmente crescente de peças de ação com um trabalho de stunts extraordinário, mas sem personagens aprofundadas nem uma história original. Mary Elizabeth Winstead (Birds of Prey) prova o seu valor no departamento de combate, carregando o filme – que de outra forma seria maçador – aos seus ombros. Infelizmente, a notável atriz não é forte o suficiente para elevar o que é apenas mais uma narrativa derivativa de uma assassina que os espetadores já testemunharam inúmeras vezes.

Nota: ★★½

Candyman

Sinopse: “Nos dias de hoje, uma década após a derrocada das últimas torres de Cabrini, o artista visual Anthony McCoy (Yahya Abdul-Mateen II) e a sua namorada, Brianna Cartwright (Teyonah Parris), diretora de uma galeria de arte, mudam-se para um luxuoso condomínio no novo bairro gentrificado de Cabrini, agora habitado por millennials em ascensão. Com a carreira de Anthony estagnada, o encontro casual com um antigo habitante de Cabrini Green (Colman Domingo) expõe-no à natureza horrível da verdadeira história por detrás do Candyman. Ansioso por manter o seu estatuto no mundo da arte de Chicago, Anthony começa a explorar esses detalhes macabros com uma nova série de obras, sem saber que está a abrir uma porta para um passado complexo que coloca em risco a sua própria sanidade e desencadeia uma imparável onda de violência viral.”

Crítica: Reassisti Candyman, de 1992, em preparação para esta sequela direta de Nia DaCosta (Little Woods), de forma a poder retirar o máximo proveito do último sem ter que forçar a minha memória a entrar em ação. Apesar de me encontrar viciado na banda sonora de Philip Glass do filme original, a versão de Bernard Rose sobre o conto de Clive Barker não é exatamente um dos meus clássicos favoritos, embora o aprecie bastante. Em termos de expetativas, não conhecia a realizadora de antemão, mas estava curioso para ver o que DaCosta podia trazer para a famoso história.

Infelizmente, não sou a pessoa certa para abordar os temas pesados retratados neste segundo filme da carreira da cineasta. Desde uma opinião evidente e firme sobre a gentrificação às lentes brancas tendenciosas da crítica, a realizadora tem uma visão clara e mensagens fortes sobre a injustiça cultural. Como um jovem europeu branco, não vou fingir ter experiência ou mesmo conhecimento suficiente para desenvolver estes debates necessários e sensíveis, portanto deixarei outros críticos, nomeadamente autores negros, oferecerem as suas vozes.

No entanto, possui sentimentos mistos sobre esta sequela. Apesar de ser lindamente filmada (cinematografia por John Guleserian), editada (Catrin Hedström) e musicalmente composta (Robert A. A. Lowe), o argumento temático parece frequentemente forçado e ocasionalmente moralista. As personagens são pouco desenvolvidas durante o tempo de execução surpreendentemente muito curto. As recapitulações intermináveis através de silhuetas sobre o filme anterior são desnecessárias e, estranhamente, uma grande revelação desta sequela é parcialmente arruinada por simplesmente (re)assistir à obra de 1992. O gore extremo continua presente, embora ligeiramente reduzido, pelo menos da minha perspetiva.

Tecnicamente e visualmente, é realmente um dos filmes mais interessantes do ano. Infelizmente, não é capaz de transmitir a mesma qualidade para os dois pilares do cinema – história e personagens.

Nota: ★★½

Those Who Wish Me Dead

Sinopse: “Um adolescente testemunha de um homicídio e a especialista em fogos florestais que o tenta proteger são perseguidos por assassinos nas zonas remotas do Montana enquanto um incêndio ameaça consumi-los a todos.”

Crítica: Apesar de adorar a última tentativa de realização por parte de Taylor Sheridan (Wind River), este thriller de ação carece daquele elemento incrivelmente cativante dos seus argumentos anteriores (Hell or High Water, Sicario). Ostentando performances notáveis de Angelina Jolie (The One and Only Ivan), Nicholas Hoult (True History of the Kelly Gang) e Aidan Gillen (Bohemian Rhapsody), a narrativa bem dirigida peca pela falta de criatividade e energia necessárias para elevar o filme no geral. Uma história com menos suspense e tensão do que era expetável com demasiados altos e baixos para uma visualização que deveria ser constantemente envolvente.

Nota: ★★½

Nobody

Sinopse: “Um dócil homem de família lentamente revela o seu verdadeiro caráter depois da sua casa ser assaltada por dois ladrões mesquinhos, o que, coincidentemente, o leva a uma guerra sangrenta com uma máfia liderado por um chefe russo.”

Crítica: Com um trabalho de stunts excecional (Greg Rementer, Dan Skene) e uma realização notável (Ilya Naishuller), Nobody é um sucesso principalmente devido ao casting surpreendente de Bob Odenkirk (Little Women) como o protagonista durão e vulnerável. Derek Kolstad – criador da franchise John Wick – basicamente escreve o que pode ser facilmente caraterizado como um spin-off da popular saga de ação protagonizada por Keanu Reeves, algo que tem os seus prós e contras. Por um lado, a narrativa formulaica não é única, contendo um vilão desapontantemente cliché e uma falta de personagens convincentes para além da principal. Por outro lado, apresenta sequências de luta insanamente sangrentas, gory e bem coreografadas, onde Odenkirk brilha tremendamente – o ator realiza uma quantidade impressionante de stunts. Em termos de expetativas, oferece os altos níveis de entretenimento que o público deseja, logo não posso deixar de recomendar este filme de ação.

Nota: ★★★½

The Little Things

Sinopse: “O xerife adjunto do condado de Kern, Joe “Deke” Deacon (Denzel Washington) é enviado a Los Angeles para o que deveria ter sido uma simples recolha de provas. Em vez disso, envolve-se na perseguição a um assassino em série que aterroriza a cidade. O líder da busca, o sargento Jim Baxter (Rami Malek) do Departamento do Xerife de L.A., fica impressionado com os instintos de Deke e pede-lhe para o ajudar de forma oficiosa. Mas enquanto tentam descobrir o rasto do homicida, Baxter desconhece que a investigação está a desenterrar ecos do passado de Deke e a revelar segredos perturbadores.”

Crítica: Possuindo um dos piores trabalhos de montagem dos últimos anos, John Lee Hancock (The Highwaymen) entrega uma narrativa que imitia Se7en e que, naturalmente, carece do interesse e impacto geral do clássico. Apesar das boas prestações do elenco, a história supostamente misteriosa e tensa em torno de um serial killer é meramente uma variação da mesma fórmula que os espetadores já viram centenas de vezes. Personagens, relacionamentos e pontos de enredo encontram-se longe de ser convincentes, fazendo com que toda a obra se sinta extremamente forçada e um tanto previsível. Sem qualquer factor surpresa e desenvolvimento nada inovador, o tempo de execução sobrecarregado torna-se cada vez mais pesado… Um desperdício completo de atores notáveis.

Nota:½

Pig

Sinopse: “A viver sozinho na zona selvagem de Oregon, um caçador de trufas (Nicolas Cage) retorna a Portland para encontrar a pessoa que roubou o seu querido porco.”

Crítica: Não assistir a trailers tem vantagens infinitas. Desde entrar no cinema sem uma única pista visual sobre o que será projetado no grande ecrã até à capacidade de evitar clips com spoilers que estragam momentos supostamente surpreendentes, esta é uma metodologia que tenho empregue de forma estrita na minha vida. Até aos dias de hoje, apenas recebi sessões espetaculares. Ver um filme totalmente às cegas é uma experiência que recomendo a todos os amantes de cinema. Esta introdução serve para explicar as razões pelas quais fiquei tão impressionado com a narrativa calma, desprovida de ação e character-driven de Pig.

Sem observar nenhum trailer e apenas lendo a sinopse, é impossível não esperar um filme de vingança absurdamente louco protagonizado pelo lendário Nicolas Cage (Prisoners of the Ghostland). Bem, Michael Sarnoski entrega uma longa-metragem subversiva na sua primeira experiência cinematográfica enquanto realizador, focando-se no sempre pesado tema do luto. A personagem de Cage é um chef reformado que perdeu alguém que verdadeiramente amava, sendo que o (adorável) porco é o único ser vivo que associa à sua mais-que-tudo. Em vez de seguir um caminho sangrento e repleto de ação homicida para ajudar a lidar com a sua perda emocional como John Wick, Pig desvia o foco para os sentimentos do protagonista.

É um estudo de personagem maravilhosamente escrito, apresentando uma banda sonora comovente (Alexis Grapsas, Philip Klein) e diálogos incrivelmente cativantes e inesquecíveis que substituem as tais sequências de ação antecipadas. Cage oferece uma das prestações mais detalhadas e complexas da sua carreira, provando que é um dos atores mais talentosos da sua geração. É uma pena que a maioria das pessoas apenas o reconheça como a fonte infindável de memes de Hollywood. Alex Wolff (Hereditary) também é fantástico ao interpretar um jovem com problemas paternos, embora o seu enredo secundário não seja tão interessante quanto a narrativa principal, afetando ligeiramente o ritmo geral.

Apesar de antecipar imensas cenas de ação, a falta das mesmas não resultou numa desilusão, mas sim numa agradável surpresa. Recomendo vivamente a visualização, caso tenham oportunidade.

Nota: ★★★★

Fatherhood

Sinopse: “Um viúvo (Kevin Hart) tenta criar a sua filha bebé após a morte inesperada da mulher, um dia após ter dado à luz.”

Crítica: Existem muitos filmes sobre a parentalidade, mas Fatherhood chamou-me à atenção devido ao ator principal e ao realizador. Kevin Hart (Jumanji: The Next Level) é um dos rostos mais conhecidos e famosos do mundo da comédia, logo vê-lo reduzir a sua intensidade – por vezes, exagerada – para retratar uma personagem mais terra-a-terra lidando com um momento de vida emocionalmente devastador é, no mínimo, cativante. Para além disso, Paul Weitz, um dos realizadores de American Pie, lidera este filme da Netflix. Como é possível alguém não se sentir minimamente interessado em testemunhar o resultado final?

Fatherhood pode passar pelos desenvolvimentos de enredo e construção de personagem habituais do género, mas Hart oferece uma prestação brilhante como o protagonista convincente que irá atrair a atenção de todos os espectadores. O ator prova, mais uma vez, que não é um homem de um só instrumento, incorporando perfeitamente os sentimentos complexos da sua personagem. Desde perder a mulher que ama a criar uma filha sozinho, as emoções acumuladas fazem com que valha a pena investir no filme. Alfre Woodard (The Lion King) é excecional como sempre, mas Lil Rel Howery (Judas and the Black Messiah) não é capaz de superar os problemas de argumento no que toca às partes cómicas.

As piadas em si são aceitáveis, mas muitas vezes são inseridas no momento errado. Existem várias cenas em que uma piada até podia ajudar a aliviar o ambiente pesado e deprimente, mas estas são guardadas para diálogos que não precisam das mesmas. Howery é normalmente hilariante, mas neste filme, a sua personagem roça o irritante. Apesar de uma estadia extensa, é um filme que consigo imaginar a ajudar muitos pais e mães em situações semelhantes, ao mesmo tempo que é esclarecedor e entretido para outros espectadores.

Nota: ★★★

The Hitman’s Wife’s Bodyguard

Sinopse: “O par mais estranho e letal do mundo – o guarda-costas Michael Bryce (Ryan Reynolds) e o assassino profissional Darius Kincaid (Samuel L. Jackson) – estão de volta noutra missão em que correm perigo de vida. Ainda sem licença profissional e sob escrutínio, Bryce é obrigado a voltar à ação pela infame vigarista internacional Sonia Kincaid (Salma Hayek), mulher de Darius, e ainda mais volátil do que o marido. Enquanto Bryce é levado à beira do abismo pelos seus clientes mais perigosos, o trio envolve-se numa trama global e percebe rapidamente que é a única barreira que pode salvar a Europa do caos total. Para ajudar à diversão e à destruição letal, temos Antonio Banderas no papel de um vingativo e poderoso lunático, e Morgan Freeman no papel de… bem, só mesmo vendo.”

Crítica: Apesar de possuir um dos piores títulos de sequela da história do cinema, The Hitman’s Wife’s Bodyguard seria sempre um filme no qual teria interesse em assistir. O original foi uma comédia de ação simples e tonta, com um monte de estrelas de Hollywood ligadas ao projeto, por isso, seria inevitavelmente um sucesso financeiro. Atores cómicos, favoritos de muitos fãs, como Ryan Reynolds (Pokémon Detective Pikachu) e Samuel L. Jackson (Spiral) a trocarem bocas durante mais de uma hora e meia? É claro que os espectadores vão a correr para os cinemas…

Esta sequela segue praticamente as mesmas fórmulas do seu antecessor. Todos os momentos ou enredos remotamente emocionais são substituídos por piadas aleatórias ou sequências de ação sem sentido. A grande maioria dos diálogos tem uma vibe de comédia stand-up ou pura improvisação dos atores. Até o vilão retratado por Antonio Banderas (Dolittle) coloca o “certo” em todas as checkboxes caricaturais do “mau da fita”. Desde a escrita à realização de Patrick Hughes (The Hitman’s Bodyguard), tudo parece muito familiar e desinteressante.

O tempo de execução demasiado longo, a quantidade avassaladora de piadas e alguma linguagem mais violenta podem ser demasiado para alguns membros do público, mas a química fenomenal entre os elementos do elenco é suficiente para compensar um filme que seria, de outra forma, totalmente esquecível. É preciso ter esperança que um terceiro filme (mais do que certo) não adicione mais apóstrofos ao seu título…

Nota: ★★½

Awake

Sinopse: “O caos instala-se na sequência de um fenómeno global que afeta todos os equipamentos eletrónicos e retira aos seres humanos a capacidade de dormir. Apenas Jill (Gina Rodriguez), uma ex-militar com um passado conturbado, pode ter na sua filha (Ariana Greenblatt) a chave para a cura deste problema. Conseguirá ela entregar a filha em segurança e salvar o mundo, ou será atraiçoada pela sua mente antes de conseguir cumprir a missão?”

Crítica: Filmes de desastre são provavelmente o tipo de película mais próximo de ser um “guilty pleasure” pessoal. Defendo firmemente que todos os géneros têm filmes fenomenais e horríveis, os quais devem ser vistos pelo público. Frequentemente, as pessoas ignoram os ditos “maus filmes” como se não fossem necessários, mas sem os mesmos, cinéfilos não seriam capazes de realmente apreciar uma obra-prima quando esta aparecesse. Awake não se encaixa em nenhuma das categorias, mas apresenta uma ideia original que podia ter sido muito melhor explorada.

Gina Rodriguez (Kajillionaire) é excelente enquanto uma mãe preocupada, mas prestações só carregam um filme até certo ponto. O argumento de Joseph Raso e Mark Raso não é capaz de desenvolver um conceito de “fim do mundo” único de uma maneira surpreendente e cativante, seguindo os pontos de enredo genéricos e os resultados previsíveis. Apesar do curto tempo de execução, contém ainda alguns problemas de ritmo que arrastam desnecessariamente a obra. Tal como todos os outros filmes do género, ações e eventos questionáveis ​​devem ser aceites cegamente pelo público para evitar que fiquem a coçar a cabeça sobre problemas de lógica.

Não deixa de possuir algum entretenimento devido ao género em si, mas tudo parece desapontante em comparação com a premissa genuinamente interessante.

Nota: ★★

Infinite

Sinopse: “Um jovem perturbado, assombrado por memórias de duas vidas passadas, depara-se com uma antiga sociedade secreta de indivíduos semelhantes e ousa juntar-se a eles.”

Crítica: Aprecio bastante a carreira de Antoine Fuqua enquanto realizador. Desde o grande clássico Training Day à duologia cheia de entretenimento, The Equalizer, Fuqua tem demonstrado talento na abordagem a sequências de ação. Como era de esperar, Infinite oferece várias cenas de luta e perseguições de carros, sendo a maioria entusiasmante e bastante desfrutável. O terceiro ato é extremamente exagerado nestas mesmas set pieces, que só são toleráveis devido a um traço de personagem especial mas subdesenvolvido, acabando por justificar os momentos mais absurdos. O trabalho de câmara de Mauro Fiore e a edição de Conrad Buff IV são suficientemente decentes, mas o último ato contém demasiada shaky cam e cortes excessivos para o meu gosto.

Relativamente à história, as coisas complicam-se. O argumento de Ian Shorr apresenta uma premissa genuinamente interessante com um world-building excitante que a suporta. Contudo, o voice-over cansativo de Mark Wahlberg – que oferece uma boa prestação, tal como o resto do elenco – carrega exposição pesada que é depois repetida em diálogos ao longo do filme, esticando desnecessariamente o tempo de execução. Esta narração raramente acrescenta algo de relevante à história ou sequer tem impacto na opinião do espetador sobre o protagonista.

Adicionalmente, é um daqueles filmes que tem um enorme potencial de storytelling, mas que nunca o chega a atingir. Pessoalmente, considero o conceito verdadeiramente intrigante, mas o seu desenvolvimento não deixa a base da sua premissa. Na verdade, apenas assistindo ao trailer principal, a maior parte do world-building é entregue ao público nesses poucos minutos.

Honestamente, em mãos mais competentes, esta adaptação podia ter sido o início de uma nova franchise com infinitas possibilidades para produzir sequelas, prequelas, spin-offs, ou até mesmo desencadear o início de uma série.

Assim, Infinite não passa de um filme inofensivamente entretido que podia ter sido muito, muito melhor.

Nota: ★★½

The Woman in the Window

  • Realização: Joe Wright
  • Argumento: Tracy Letts
  • Elenco: Amy Adams, Gary Oldman, Anthony Mackie, Fred Hechinger, Wyatt Russell, Brian Tyree Henry, Jennifer Jason Leigh, Jeanine Serralles, Mariah Bozeman, Julianne Moore
  • Duração: 100 min

Sinopse: “Anna Fox (Amy Adams) é uma psicóloga infantil agorafóbica que anda com olho posto na imagem da família perfeita do outro lado da rua através das janelas da sua casa clássica de New York. A sua vida muda drasticamente quando inadvertidamente testemunha um crime brutal.”

Crítica: Quantas vezes já ouviram algo do género “este filme tem atores fenomenais, certamente deve ser muito bom”? Obviamente, inúmeros exemplos defendem ou contradizem esta última afirmação, mas, infelizmente, o espectador comum oferece frequentemente mais crédito ao elenco do que ao(s) realizador(es) e/ou argumentista(s). Isto significa que, quando um filme é verdadeiramente fantástico, os atores recebem os melhores elogios, mesmo que não tenham contribuído tanto como as outras duas posições de filmmaking. Contudo, quando uma longa-metragem acaba por ser uma grande desilusão, o elenco raramente recebe os piores comentários.

The Woman in the Window é o exemplo perfeito de um filme que nunca deveria ter criado altas expetativas. Ao contrário do que as pessoas possam pensar, este filme de Joe Wright passou por adiamentos constantes, mesmo antes da pandemia ter começado. A Netflix nem sequer era a distribuidora original, mas o público em geral não se preocupa com os problemas de produção. Se o elenco contém alguns atores bem conhecidos e favoritos dos fãs, a maioria dos espectadores antecipa imenso esse filme sem nunca pensar quem o realiza ou escreve. Portanto, não é nenhuma surpresa que esta adaptação do livro de A.J. Finn seja um forte candidato para os Razzies do próximo ano…

Desde o confuso trabalho de edição (Valerio Bonelli) – provavelmente devido às várias re-edições – aos diálogos tremendamente forçados, o argumento de Tracy Letts encontra-se repleto com problemas relacionados com praticamente todas as interações entre personagens. A narrativa geral é uma trapalhada total que nunca encontra o bom caminho, terminando num filme irregular, sem sentido e incrivelmente falso. Tudo parece demasiado dramático, extremamente ficcional e sem qualquer emoção. Amy Adams, Gary Oldman, Julianne Moore e todos os outros atores populares encontram tantas dificuldades com os seus guiões que alguns entregam genuinamente uma caricatura horrível de si mesmos.

Honestamente, a única razão pela qual esta obra não recebe a nota mais baixa possível deve-se, curiosamente, a um par de atores que realmente tentam tornar a história um pouco menos insuportável.

Nota:

Monster

  • Realização: Anthony Mandler
  • Argumento: Radha Blank, Cole Wiley, Janece Shaffer
  • Elenco: Kelvin Harrison Jr., Jennifer Hudson, Jeffrey Wright, Jharrel Jerome, Jennifer Ehle, Rakim Mayers, Nasir ‘Nas’ Jones, Tim Blake Nelson, John David Washington
  • Duração: 98 min

Sinopse: “A história de Steve Harmon (Kelvin Harrison Jr.), um aluno distinto de 17 anos cujo mundo desaba quando se vê acusado de homicídio qualificado. O filme acompanha a viagem dramática de um amável estudante de cinema de Harlem que frequenta um liceu de elite e se vê forçado a enfrentar uma complexa batalha jurídica, correndo o risco de passar o resto da vida na prisão.”

Crítica: Já escrevi isto milhares de vezes, mas repito novamente: adoro filmes decorridos numa só localização. Não sei exatamente se a maioria das cenas de Monster é realmente desenvolvida dentro do tribunal, mas dá essa sensação. Na verdade, acredito que todas as cenas fora deste lugar são contadas através de flashbacks prolongados com narração de Steve Harmon sobre o que aconteceu antes e no dia do crime. Como o protagonista é um estudante de cinema, a sua narração contém descrições frequentemente vistas em argumentos, o que é agradável no início, mas depois torna-se exagerado.

O julgamento é, definitivamente, a parte mais cativante da história. Anthony Mandler (primeira longa-metragem) e a sua equipa de argumentistas demonstram perfeitamente alguns aspetos da vida real de como a lei funciona. Desde a conhecida desconexão emocional de (alguns) advogados com os seus clientes até ao tratamento preconceituoso de pessoas de cor, as sequências do tribunal mantêm o filme interessante até à sua conclusão um tanto previsível e pouco surpreendente. No entanto, apesar das prestações excecionais de todos os envolvidos, especialmente Kelvin Harrison Jr. (The Trial of the Chicago 7), o caso em si termina com perguntas sem resposta e algumas mensagens perdidas na transmissão.

Enquanto que os espectadores passam toda a duração do filme seguindo Steve a ser um bom filho, irmão e amigo, as outras personagens negras que estão a ser acusadas não recebem o mesmo tratamento. Em determinado momento do filme, alguém refere que “têm que considerá-lo inocente até que algo surja que o prove culpado”, mas tal só se aplica ao protagonista, visto que os restantes são considerados culpados desde o início sem que o público veja ou ouça o seu ponto de vista ou conheça as razões pelas quais se cometeu o crime.

Além disso, apesar de os espectadores conhecerem o veredito, o verdadeiro impacto de Steve no homicídio permanece questionável devido aos últimos flashbacks, o que levanta a questão: “é suposto torcermos por esta personagem?”

Nota: ★★½

Things Heard & Seen

  • Realização: Shari Springer Berman, Robert Pulcini
  • Argumento: Shari Springer Berman, Robert Pulcini
  • Elenco: Amanda Seyfried, James Norton, Natalia Dyer, Rhea Seehorn, Alex Neustaedter, F. Murray Abraham, Jack Gore
  • Duração: 119 min

Sinopse: “Um casal de Manhattan muda-se para uma casa histórica em Hudson Valley, onde acaba por descobrir que o seu casamento está envolto por uma penumbra tão sinistra quanto a que envolve a história da nova casa.”

Crítica: Horror é definitivamente um dos meus géneros favoritos. Considero este tipo de filme extremamente impactante quando realizado de forma eficiente. Desde noites sem dormir a imagens inesquecíveis, nunca me canso de horror. No entanto, tal como qualquer outro género popular, chegou a um ponto em que os estúdios se preocupam mais em construir franchises baseadas em argumentos formulaicos do que realmente entregar histórias originais, criativas e únicas. A Netflix não é conhecida por conteúdo de horror excecional, logo encontrava-me algo cético em relação a este filme.

Things Heard & Seen pode ter uma premissa genérica, mas Shari Springer Berman e Robert Pulcini são capazes de adicionar substância suficiente para o tornar minimamente interessante. Amanda Seyfried (Mank) e James Norton (Little Women) oferecem duas prestações notáveis, interpretando duas personagens distintas que, de alguma forma, acabaram juntas. Ambas têm as suas próprias falhas, mas o marido é retratado de uma maneira tão negativa que se torna desafiador acompanhar alguém tão desprezível. A narrativa principal contém um pequeno twist na história de fantasmas habitual, tornando-a mais do que apenas um festival de jumpscares previsíveis, para além de possuir uma cena particularmente violenta que não é nada menos do que surpreendente.

Apesar da atmosfera repleta de suspense, o ritmo lento arrasta um filme demasiado longo que, infelizmente, apresenta um final desapontante. O início do terceiro ato atinge o auge de entusiasmo através de decisões de personagem cativantes que certamente aumentam o valor de entretenimento. No entanto, a mistura de temas feministas com a narrativa sobrenatural está longe de obter o equilíbrio certo, terminando como mais um filme de horror que tinha tudo para ser muito, muito melhor.

Nota: ★★★

Stowaway

  • Realização: Joe Penna
  • Argumento: Joe Penna, Ryan Morrison
  • Elenco: Anna Kendrick, Daniel Dae Kim, Shamier Anderson, Toni Collette
  • Duração: 116 min

Sinopse: “Durante uma missão a Marte, um passageiro clandestino involuntário provoca danos graves aos sistemas de suporte de vida da nave. Com os recursos a esgotarem-se e confrontada com a possibilidade de um desfecho fatal, a tripulação é obrigada a tomar uma terrível decisão.”

Crítica: Sou um verdadeiro amante de todos os géneros de cinema, mas ficção científica é um dos meus favoritos absolutos. Dentro desta área de storytelling, considero filmes espaciais de uma só localização – geralmente dentro de uma nave de algum tipo – incrivelmente cativantes quando bem aproveitados. Joe Penna (Arctic) realiza e co-escreve o seu segundo filme num ambiente muito difícil para qualquer cineasta de topo, quanto mais para alguém que está a começar a construir a sua carreira. Criar uma história e desenvolvê-la pelos mesmos corredores, paredes e divisões por duas horas não é, com certeza, uma tarefa fácil se o objetivo passa por convencer os espetadores a ficarem até ao fim. Tanto em termos de entretenimento como a nível técnico, é um desafio tremendo.

Dito isto, Stowaway é a primeira grande surpresa de 2021. Penna e Ryan Morrison montam um argumento emocionalmente convincente, repleto de dilemas morais excruciantes e a melhor prestação da carreira de Anna Kendrick (A Simple Favor, Pitch Perfect). A atriz eleva o seu nível ao ser a protagonista de um filme que também tem Daniel Dae Kim (Raya and the Last Dragon, Hellboy) e Toni Collette (I’m Thinking of Ending Things, Knives Out), roubando os holofotes ao demonstrar o seu lado mais dramático em vez da sua zona de conforto mais cómica. Shamier Anderson (Destroyer, Love Jacked) também oferece uma exibição notável, que provavelmente o catapultará para fazer mais aparições com atores deste patamar ou superior.

Os trailers podem levar alguns espectadores a pensar que Stowaway tem uma narrativa acelerada e orientada para o entretenimento, mas a premissa interessante – apesar de genérica – é levada por uma perspetiva muito mais humana e fundamentada sobre as decisões mais complexas da vida. Com exceção do arco de personagem de Collette, todos os outros astronautas recebem um guião bem escrito que lhes dá uma personalidade totalmente desenvolvida com uma backstory completa e diálogos dinâmicos e autênticos. Infelizmente, apesar de Collette entregar uma interpretação fantástica como sempre, a sua personagem passa a maior parte do tempo conversando com um engenheiro aleatório e invisível do planeta Terra numa sala separada, quase como se a atriz tivesse sido mantida à parte do resto do elenco. O ritmo lento é impactado negativamente por esta decisão narrativa questionável.

Tecnicamente, enormes elogios ao design futurista da cenografia, que permitiu que a câmara se movesse através da estação espacial com facilidade, dando a Penna e Klemens Becker (diretor de fotografia) a oportunidade de empregar takes longos e de tracking que ajudam a tornar a atmosfera menos monótona. Os responsáveis pelos efeitos especiais também merecem nota muito positiva por tudo o que os espectadores veem fora da estação espacial. Imagens linda, dignas de papel de parede, encontram-se espalhadas por todo o tempo de execução do filme.

O último ato apresenta situações de suspense e extremamente nervosas, mas ainda mais importante, possui um final que desencadeará conversas mesmo após os créditos. É um argumento previsível e formulaico? Não se pode negar, mas é lindamente realizado por um cineasta extraordinariamente dedicado e talentoso que recomendo a todos que sigam de perto.

Nota: ★★★½

French Exit

  • Realização: Azazel Jacobs
  • Argumento: Patrick deWitt
  • Elenco: Michelle Pfeiffer, Lucas Hedges, Valerie Mahaffey, Imogen Poots, Susan Coyne, Danielle Macdonald, Isaach de Bankolé, Daniel Di Tomasso, Tracy Letts
  • Duração: 110 min

Sinopse: “O meu plano era morrer antes que o dinheiro acabasse”, diz a socialite falida de Manhattan, Frances Price (Michelle Pfeiffer), de 60 anos, mas as coisas não correram como planeado. O seu marido, Franklin, encontra-se morto há 12 anos e com a sua vasta herança desaparecida, ela levanta o equivalente monetário ao seu último pertence e resolve viver os seus dias de crepúsculo anonimamente num apartamento emprestado em Paris, acompanhada pelo seu filho desorientado, Malcolm (Lucas Hedges), e um gato chamado Small Frank – que pode ou não incorporar o espírito do marido morto de Frances.”

Crítica: Olho para comédia surreal como um dos subgéneros mais complexos de apreciar. Pela minha experiência, o humor deve ser perfeito para que realmente solte gargalhadas durante todo o tempo de execução de um filme propositadamente absurdo. Além disso, necessito de sentir algum tipo de conexão com o protagonista. Caso contrário, será extremamente complicado verdadeiramente desfrutar da diversão dentro de todo o caos. Nunca vi um filme de Azazel Jacobs (The Lovers, Terri), que traz o mesmo argumentista do seu último filme, Patrick deWitt.

Michelle Pfeiffer entrega uma prestação fenomenal, mostrando um enorme alcance emocional e uma experiência que lhe permite navegar perfeitamente qualquer guião atirado para cima dela. Em última análise, Pfeiffer prova que ainda tem o que é preciso para liderar os maiores filmes de cada ano. Infelizmente, French Exit é, de facto, um filme incrivelmente difícil de apreciar. Desde as performances restantes dececionantes – Lucas Hedges é frustrantemente irritante no seu papel – à falta de interesse na narrativa geral, é um daqueles filmes que os espectadores ou se conseguem deixar cativar imediatamente ou não será fácil de se assistir.

A comédia surreal implica um argumento sem sentido, o que pode deixar algumas pessoas de pé atrás logo à partida. É um tipo extremamente específico de humor que normalmente não atinge grandes grupos de espetadores. Azazel Jacobs traz a história de Patrick deWitt para o ecrã com um compromisso notável, mas, no final, é um filme lento que estica a sua duração desnecessariamente, sem muitos risos para oferecer.

Nota: ★★

The Dig

Sinopse: “Com o aproximar da Segunda Guerra Mundial, uma viúva abastada contrata um arqueólogo amador para escavar antigas estruturas funerárias na sua propriedade. Quando fazem uma descoberta histórica, os ecos do passado britânico enfrentam um futuro incerto‎.”

Crítica: Antes de assistir a este filme, não possuía absolutamente qualquer conhecimento sobre quem eram Basil Brown (Ralph Fiennes), Edith Pretty (Carey Mulligan) ou até Peggy Piggott (Lily James) e o que faziam. Enquanto engenheiro e entusiasta de ciência, raramente tenho dificuldades em encontrar algum tipo de desfrutação em filmes baseados em histórias verdadeiras sobre descobertas científicas, avanços tecnológicos ou eventos históricos impactantes. Portanto, apesar de uma premissa que não convence de forma imediata, Simon Stone faz um trabalho maravilhoso ao tornar esta peça bastante interessante.

A cinematografia de Mike Eley produz alguns dos planos mais deslumbrantes do ano, transformando The Dig num filme visualmente prazeroso. A narrativa principal concentra-se na própria escavação e na descoberta de um navio (Anglo-Saxónico) muito antigo, um enredo que acaba por ser mais cativante do que alguma vez antecipei. No entanto, o subplot romântico envolvendo Peggy Piggott parece deslocado e um tanto enfadonho, considerando o objetivo deste filme. Prejudica realmente o ritmo geral, arrastando um filme até bem equilibrado.

O já excelente argumento de Moira Buffini ainda é elevado pelo elenco notável. Fiennes (Harry Potter) e Mulligan (Promising Young Woman) partilham uma química de fazer aquecer o coração, encaixando-se na perfeição nas suas personagens. Lily James (Rebecca) também demonstra o seu impressionante alcance emocional novamente. No geral, recomendo para qualquer espetador que esteja interessado em saber mais sobre a história verdadeira ou que seja simplesmente um fã deste género em específico.

Nota: ★★★½

Locked Down

  • Realização: Doug Liman
  • Argumento: Steven Knight
  • Elenco: Anne Hathaway, Chiwetel Ejiofor, Stephen Merchant, Mindy Kaling, Lucy Boynton, Dulé Hill, Jazmyn Simon, Ben Stiller, Ben Kingsley
  • Duração 118 min

Sinopse: “Em Locked Down, assim que decidem em separar-se, Linda (Anne Hathaway) e Paxton (Chiwetel Ejiofor) descobrem que a vida tem outros planos quando ficam presos em casa num confinamento obrigatório. A co-habitação prova ser um desafio, mas alimentada por poesia e grandes quantidades de vinho, irá aproximá-los da maneira mais surpreendente.”

Crítica: Assistir a um filme que decorre durante uma pandemia global enquanto estamos ainda a tentar ultrapassar uma verdadeira pandemia global pode ter um impacto negativo significativo nos espectadores, dependendo de como estes últimos se sentem sobre o problema atual do nosso mundo. Honestamente, as minhas expetativas encontravam-se muito baixas, mas Locked Down é uma das surpresas mais agradáveis que tive a sorte de encontrar nos últimos meses.

O argumento de Steven Knight é bem-humorado, repleto com piadas sobre os comportamentos mais tolos da humanidade durante um confinamento. Desde a quantidade ridícula de rolos de papel higiénico à discussão sobre os temas domésticos mais irrelevantes e sem importância, Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor elevam profundamente uma narrativa simples, mas cheia de entretenimento, com duas prestações incrivelmente divertidas. A sua química está no ponto e as suas personagens são igualmente engraçadas.

Doug Liman criou uma história de duas horas agradável, inofensiva e mais realista do que antecipava sobre um casal que precisa de encontrar o que os fez apaixonarem-se… pelo menos até ao início do terceiro ato, que é totalmente absurdo. Sim, todo o filme segue uma fórmula genérica carregada de clichês, mas a última meia hora muda para uma ridícula missão de assalto que realmente não se adequa às personagens ou à história até esse ponto (e nem vou tocar nas dezenas de problemas lógicos que levanta).

No geral, recomendo a qualquer espectador que tenha algumas horas extras para assistir algo leve na sua televisão. Porém, se desejam escapar ou esquecer a situação global atual, então talvez seja melhor guardar esta peça para outra altura.

Nota: ★★★

Shadow in the Cloud

  • Realização: Roseanne Liang
  • Argumento: Max Landis, Roseanne Liang
  • Elenco: Chloë Grace Moretz, Taylor John Smith, Nick Robinson, Beulah Koale, Callan Mulvey
    Duração: 83 min

Sinopse: “No auge da Segunda Guerra Mundial, Captain Maude Garrett (Chloë Grace Moretz) junta-se à tripulação masculina de um bombardeiro B-17 com um pacote ultrassecreto. Apanhados de surpresa pela presença de uma mulher num voo militar, a tripulação testa todos os movimentos de Maude. Logo quando a sua inteligência rápida parece estar a conquistá-los, acontecimentos estranhos e buracos na sua backstory incitam paranóia em torno da sua verdadeira missão. Mas esta tripulação tem mais a temer… espreitando nas sombras, algo sinistro está a destruir o interior do avião. Presos entre uma emboscada aérea e um mal escondido dentro do avião, Maude tem que ultrapassar os seus limites para salvar a tripulação azarada e proteger a sua carga misteriosa.”

Crítica: Considero Chloë Grace Moretz (Greta) uma das melhores atrizes da sua geração. Ficaria surpreendido se não conseguisse, pelo menos, uma nomeação para os Óscares nos próximos 10 anos. Embora seja verdade que as suas escolhas nem sempre acabam por ser bons filmes, raramente é a culpada quando as coisas não dão certo. Neste filme de Roseanne Liang, ela é, sem dúvida, a cola que mantém tudo ligado. Moretz lida perfeitamente com o que está perto de ser um filme a solo – encontra-se literalmente presa dentro de um mini-cockpit – demonstrando um alcance emocional extraordinário.

Durante a maior parte do tempo de execução, os espectadores são colocados dentro de um lugar claustrofóbico, assistindo à protagonista a comunicar através do rádio com os outros membros da tripulação que, por acaso, são personagens masculinas extremamente sexistas e irritantes. Apesar de entender a intenção que origina este arquétipo de personagem, torna-se tão “chapado no ecrã” que quase faz a realizadora e o seu co-argumentista, Max Landis, parecerem pessoas que aparentemente nunca conheceram qualquer outro tipo de homens do exército. A narrativa contém tantas ideias distintas que vão de um filme de monstros a um drama de guerra e o equilíbrio de tudo está um pouco por todo o lado, tal como a banda sonora (Mahuia Bridgman-Cooper).

A partir do momento em que o mistério à volta do pacote confidencial é revelado e as sequências de ação começam a tomar o palco principal, a história dá um grande salto para o totalmente absurdo. Desde um dos usos mais chocantemente hilariantes de uma explosão de um avião à incredibilidade de tudo o que acontece no terceiro ato, não é fácil desligar o cérebro quando o filme até este ponto estava mais próximo da representação algo realista de como é ser uma mulher isolada na Força Aérea do que um filme de ficção científica/monstros/ação.

Independentemente de tudo isto, não consigo negar o valor de entretenimento e o desempenho principal excecional.

Nota: ★★★

Uma casa mais ecológica e sustentável: 12 dicas para uma maior eficiência energética

Ter uma casa mais ecológica e sustentável é uma daquelas soluções win-win em que todos ganham. Ganham o ambiente e o planeta Terra, por terem mais alguém a contribuir diretamente para uma causa que é de todos.

Mas também ganham vocês, não só pela gratificação de dar esse contributo, como pela poupança ao nível da eficiência energética. E o que é, afinal, eficiência energética? Não é mais do que usar de forma inteligente a energia, otimizando os gastos para alcançar melhores níveis de poupança.

Partilhamos 12 dicas para terem maior eficiência energética. 

1. Certificado Energético (CE)

O certificado energético é um relatório produzido por especialistas que irá medir a eficiência energética da vossa casa. Depois de uma vistoria, é emitido um documento – válido por 10 anos – com sugestões para melhorar a eficiência energética do imóvel. O CE classifica o imóvel através de uma escala em que a classe A+ corresponde a um imóvel com melhor desempenho energético, e a F a um imóvel de pior desempenho energético. Ter este documento é um bom ponto de partida para começar a melhorar a eficiência energética na vossa casa.

2. Mais e melhor luz natural

Sabemos que cores claras nos tetos e paredes refletem a luz natural de melhor forma, mantendo a casa confortável. É claro que isso será mais fácil quando as janelas estão orientadas a Sul e podem beneficiar de luz solar direta.

3. Poupem na água

Pequenos gestos conduzem a grandes mudanças. Não utilizem mais água do que aquela que precisam, seja a lavar a loiça, tomar banho ou lavar os dentes. Sabiam que, com chuveiros inteligentes, podem poupar até 40%?

4. Ar condicionado e aquecimento central

Os dados são claros: nos meses mais frios, as despesas com aquecimento podem representar um aumento de 20% nas faturas. Investir num ar condicionado pode ser uma solução interessante e económica a longo prazo. Um ar condicionado apresenta quatro vezes mais eficiência do que um aquecedor elétrico. Quanto ao aquecimento central, saibam que há empresas, como a Climatec, que prestam serviços de assistência na área da reparação de caldeiras, pelo que a manutenção também estará assegurada.

5. Eletrodomésticos

Os eletrodomésticos de classe A são os mais eficientes. Ainda que o investimento inicial possa parecer mais elevado, a verdade é que acaba por compensar a longo prazo. Outro ponto muito importante relativamente aos eletrodomésticos é que estes não devem ser deixados em standby. Para poupanças substanciais, devem desligá-los sempre! Sugestão: optem por ter estes equipamentos numa única tomada com botão on e off, desligando-a quando estes não estiverem a ser usados.

6. Lâmpadas LED

Sim, as lâmpadas LED são mais caras, mas são também um investimento rentável. Podem ajudar a poupar até 90%, para além de terem 40 anos de vida útil.

7. Painéis Solares

Sabemos que nem toda a gente tem a possibilidade de ter um espaço para a instalação de painéis solares, nem o capital para investir num equipamento destes, mas a respetiva instalação pode reduzir em 60% do consumo de energia. O investimento inicial é alto, mas compensa muito, até pelos benefícios fiscais que garante.

8. Isolamento térmico

Nem todas as casas são novas e, portanto, nem todos os materiais serão de última geração. Se for possível, instalem vidros duplos com caixilharia em PVC nas janelas para um melhor isolamento térmico. Se possível, isolem também as paredes e o chão.

9. Criem reservatórios de água

É uma sugestão simples, mas eficaz: podem reutilizar as águas da vossa casa tanto nas descargas da sanita, como na rega das plantas. Aproveitem cada gota!

10. Calafetagem

Um bom isolamento é uma das características mais importantes numa casa porque, durante o inverno, permitirá reter o calor gerado pelo seu sistema de aquecimento e, no verão, evitar que a casa aqueça em demasia. E o que se deve isolar? Há dados que respondem a essa questão: através da cobertura, perde-se, em média, 30% do calor. Paredes (25%) e janelas (20%) são outros dos locais por onde se perde calor, pelo que devem ser foco do vosso cuidado e atenção. Ter tudo isto em conta pode representar uma poupança de até 10%.

11. Usem o micro-ondas

A poupança será maior se usarem o micro-ondas em vez do fogão ou do forno.

12. Uso das máquinas

Fator importante é usar as máquinas de lavar roupa e loiça com a carga máxima indicada pelo fabricante em cada programa específico.