Crítica – Prisoners of the Ghostland (Sundance 2021)

Prisoners of the Ghostland é tão absurdo, ridículo, estúpido e insanamente divertido como antecipava. Nicolas Cage no seu melhor.

Prisoners of the Ghostland
Foto: Sundance Institute
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Sinopse: “Na traiçoeira cidade fronteira de Samurai Town, um assaltante de banco implacável (Nicolas Cage) é resgatado da prisão pelo chefe de guerra, The Governor (Bill Moseley), cuja neta adotiva Bernice (Sofia Boutella) desapareceu. The Governor oferece ao prisioneiro a sua liberdade em troca da descoberta da sua neta. Amarrado com um fato de cabedal que se autodestruirá dentro de cinco dias, o bandido parte numa viagem para encontrar a jovem – e o seu próprio caminho para a redenção.”

Absurdo. Ridículo. Simplesmente estúpido. Estas palavras servem geralmente para descrever um filme horrível que tento esquecer para sempre. No entanto, algumas peças extremamente raras de cinema absolutamente louco também são caracterizadas pelos adjetivos acima, oferecendo-me os minutos mais divertidos que eu poderia pedir. Um exemplo disso mesmo é Prisoners of the Ghostland. É excecionalmente estúpido, segue uma narrativa completamente desprovida de qualquer lógica e mistura dezenas de géneros usando diferentes trajes, todos os tipos de bandas-sonoras épicas e arquétipos de personagens.

Com uma produção e cenografia impressionantes (os principais estúdios de Hollywood devem ter inveja), Sion Sono oferece ao público precisamente o que este espera de um filme protagonizado pelo ator mais louco do mundo, Nicolas Cage. Desde as bem coreografadas, bem editadas, explosivamente sangrentas e hilariantes sequências de ação até às infinitas histórias, os espectadores ou aceitam qualquer ponto de enredo alucinante que o filme lança para o público, ou este vai ser um festival de apontar o que há de errado com Prisoners of the Ghostland. Profecias, guerras nucleares, zombies, samurais, cowboys… cada desenvolvimento genérico e personagens formulaicos que vemos em todos os géneros estão presentes neste amálgama de puro caos.

Como esperado, Cage brilha noutro papel que, provavelmente, vai gerar milhares de novos memes, mas, desta vez, Sofia Boutella e Bill Moseley também apresentam duas performances cativantes que me mantiveram interessado enquanto Cage não estava em cena.

O único problema que tenho com este tipo de filme é o equilíbrio de toda a loucura. Não me importo que cada minuto esteja cheio de coisas ridículas, mas quando começa a ficar genuinamente confuso, é quando se torna demais para que consiga lidar com isso. No entanto, enquanto mantiverem a vossa mente aberta e se concentrarem na missão principal do protagonista – e apenas nisso – serão capazes de desfrutar deste filme tanto ou mais do que eu.

Prisoners of the Ghostland é tudo aquilo que se espera de um filme protagonizado por Nicolas Cage. Possuindo atributos técnicos de fazer os maiores estúdios de Hollywood esconderem-se descaradamente com inveja, este filme de Sion Sono é tão ilógico, absurdo, ridículo, estúpido e insanamente divertido como esperava que fosse.

Ao misturar dezenas de géneros distintos, a premissa direta é sugada para dentro de um mundo de anarquia total, onde samurais, cowboys, explosões nucleares, carros modernos e muito mais colidem, rodeando uma narrativa simples com histórias secundárias sem nexo, mas hilariantes e sequências de ação incríveis.

Sofia Boutella e Bill Moseley ajudam Cage a enfrentar o caos, mas este último é o destaque absoluto devido à sua notável experiência em filmes de loucura total. Apesar de ocasionalmente ultrapassar a minha linha pessoal do exagero – torna-se seriamente confuso – desde que os espectadores estejam bem preparados para aceitar todos os novos desenvolvimentos de fazer cair o queixo, o entretenimento está garantido com esta sátira brilhante.

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