O MOCHE XL Esports 2020 foi cancelado

A organização revelou que o cancelamento do MOCHE XL Esports deve-se a questões de segurança.

MOCHE XL ESPORTS

Com data agendada originalmente para 27 e 28 de junho, o MOCHE XL Esports, promovido pela E2Tech com o apoio do MOCHE, dedicado às competições de desportos eletrónicos, ficou, este ano, sem efeito.

A organização explica o cancelamento daquele que seria a terceira edição do evento, a ocorrer na Altice Arena, em Lisboa, devido ao atual panorama global do surto de COVID-19.

Assim, a E2Tech irá seguir todas as orientações da Direção Geral de Saúde, que implica restrições em eventos e espetáculos públicos, como este campeonato, que atraem milhares de adeptos e entusiastas.

No que toca à devolução dos bilhetes, a organização explica que “a devolução dos bilhetes adquiridos será feita automaticamente pela Blueticket através dos seus canais oficiais. O prazo para solicitar a devolução dos bilhetes adquiridos é de até 30 dias após a data original do evento a partir de dia 28 de junho de 2020.

Para já, não há ainda informações ou datas sobre uma futura edição do MOCHE XL Esports.

Análise – John Wick Hex

Um olhar ao que vai na mente do Baba Yaga nos momentos mais delicados.

John Wick Hex

Lançado originalmente no final do ano passado para PC e Mac, depois da febre do terceiro capítulo da saga de ação cinematográfica, John Wick dispara finalmente nas consolas, mais precisamente na PlayStation 4.

Parece que há um consenso generalizado na crítica e na comunidade: John Wick Hex, a primeira adaptação a jogo licenciada da saga, é uma surpresa, no sentido em que não é o shooter tradicional na primeira ou na terceira pessoa que facilmente seria traduzido para os mundos virtuais, mas sim um jogo tático, reminescente de jogos de tabuleiro e estratégia.

Esta abordagem faz todo o sentido quando percebemos o que está em jogo, que é o tempo e os reflexos rápidos da personagem titular, ou seja, as habilidades que lhe dão a vantagem nas frenéticas cenas de ação dos filmes. Em John Wick Hex, nós não só controlamos Wick pelos vários níveis, como espreitamos como funciona a sua “mente”, ao podermos escolher a melhor e mais eficaz ação em pequenas frações de tempo.

Esta descrição poderá dar a entender que John Wick Hex é rápido e frenético, mas, neste caso, não é bem assim. Para cada ação ou movimento, há uma porção de tempo que é gasta e apresentada na parte superior do ecrã, com o relógio do jogo em pausa entre cada uma dessas ações. E para apimentar a coisa, a escolha de cada uma dessas ações afeta o movimento do mundo, incluindo inimigos que se aproximam ou atuam autonomamente para nos atacar, criando regularmente momentos de tensão e ansiedade a cada encontro.

Na mesma barra de tempo que nos mostra o gasto por ação, temos também linhas de tempo para cada ação dos inimigos que podem demorar mais ou menos do que as nossas, dando-lhes vantagem ou desvantagem nas rápidas trocas de tiros. É um jogo de estratégia ativo, inspirado no modelo por turnos, mas com um twist bastante interessante, obrigando-nos a tomar as decisões mais eficazes possíveis.

John Wick Hex

A jogabilidade torna-se ligeiramente mais profunda com a atenção a pormenores mais tradicionais de videojogos, como a gestão de energia – importante para movimentos mais rápidos de cobertura ou para ataques corpo a corpo -, gestão de vida e, como seria de esperar, a gestão das munições, fazendo com que tenhamos de mudar constantemente de arma com as que vão sendo deixadas pelos inimigos.

Felizmente, o jogo conta com uma variedade de armas muito limitada, o que nos retira a preocupação de apanhar “as melhores” e, assim, qualquer arma serve. O sucesso das nossas missões depende mais da nossa habilidade em percorrer o mapa eficazmente do que limpar todos os inimigos.

Removendo toda esta camada estratégica, conseguimos imaginar como é que este modelo traduz tão bem o que pensa John Wick durante os seus combates nos filmes. Aliás, é para isso que serve o modo de replay, que mostra, de uma forma mais ou menos cinemática, como foi o nosso desempenho ao longo dos níveis.

Lançado depois de Chapter 3, John Wick Hex é uma prequela da trilogia, com uma missão tão simples e direta como a dos filmes. Em vez de uma missão de vingança ou fuga, em Hex temos uma missão de resgate dos amigos de John Wick, Winston e Charon (que são novamente protagonizados pelos atores dos filmes, Ian McShane e Lance Reddick), das amarras do vilão titular, Hex, aqui protagonizado por Troy Baker.

A história do jogo é contada através de painéis estáticos, narrados pelos três atores, que vão trocando linhas de diálogo à medida que John Wick, neste jogo mudo, viaja entre ruas, discotecas, galerias de arte, montanhas e outros locais para derrotar a rede de Hex.

John Wick Hex

A apresentação do jogo é altamente inspirada na estética de banda desenhada, com uma palete de cores limitada a tons de rosa e roxo e modelos de personagens exagerados. A direção de arte é, no geral, interessante, mas, tal como o género do jogo, distancia-se do tom cinemático dos filmes, sendo muito fácil distanciarmo-nos desse mundo.

A nível de animações, John Wick Hex é também relativamente simples, e a sua quantidade de ações limitadas vão tornando o jogo relativamente repetitivo de missão para missão, com apenas um pano de fundo e, eventualmente, a estratégia de ataque contra bosses e inimigos mais poderosos.

John Wick Hex é uma recomendação estranha para quem é fã da ação explosiva dos filmes. É uma aposta inesperada, mas curiosa, e que merece a atenção dos jogadores que procuram um jogo de estratégia, mas não muito cerebral.

Oferece um olhar interessante ao mundo de John Wick, com mais um capítulo no seu currículo, mas que poderá ser facilmente descartável até para os grandes fãs.

John Wick Hex está disponível para PC, Mac e, agora, na PlayStation 4.

Nota: Bom

Plataforma: PC, Mac e PlayStation 4
Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela Cosmocover.

Crítica – I Know This Much Is True

A nova aposta dramática da HBO com Mark Ruffallo não é para estômagos fracos.

I know this much is true

I Know This Much Is True é a nova aposta da HBO baseada na obra literária com o mesmo nome da autoria de Wally Lamb. A história aborda toda o drama de uma família com fundações italianas, mas que vive perseguida pela tragédia. O foco principal da história é a relação entre dois irmãos gémeos, Dominic e Thomas Birdsey, sendo que o último sofre de esquizofrenia paranóide.

Apesar de abordar ao pormenor a espiral descendente em que Dominic e Thomas se encontram no presente, durante o desenrolar da história somos transportados a momentos no passado onde é explicado com consistência e clareza como é que as coisas chegaram a este ponto de situação. No entanto, todo o plano principal da narrativa assenta nos ombros de Dominic Birdsey, que é também o narrador da história em voz off. O ritmo da série é lento, por isso, os seis episódios são um número ideal para I Know This Much Is True. Há tempo para tudo ser bem explorado e explicado, até mesmo nos momentos do passado que referi anteriormente.

Dominic e Thomas Birdsey são interpretados por Mark Ruffallo, que assume dois papéis algo distintos. Nunca valorizei muito o trabalho de Ruffallo por não estar familiarizado com o seu historial, mas posso garantir que, nesta mini-série, tem uma prestação digna de Emmy/Globo de Ouro. O argumento é muito pesado, no entanto, Ruffallo tem a capacidade de nos absorver e manter-nos intrigados devido à forma como aborda todas as interações sociais e como carrega praticamente toda a carga emocional de uma ponta à outra da série sem inconsistências.

Esta produção contém ainda uma carga emocional acrescida, visto que trazer à vida o livro de Wally Lamb era um projeto que Mark Ruffallo já tinha em mente há algum tempo, sendo que tal foi possível com a ajuda de Derek Cianfrance. Ao fazê-lo, o ator quis dedicar a série ao seu falecido irmão, Scott Ruffallo (1969-2008). Entretanto, a série foi também dedicada a Megan Cianfrance (1983-2019), irmã de Derek, que faleceu durante as filmagens da série.

Não aconselho quem não tem estômago ou não se encontra num bom momento atualmente a ver a série. Muito menos aconselho a fazerem o mesmo que eu e ver três episódios seguidos de cada vez (isto se não quiserem seguir I Know This Much Is True semanalmente).

I know this much is true

É, de facto, um trabalho excelente, mas não é ordinário, nada hollywoodesco e não tem qualquer tipo de filtros. É um drama nu e cru bastante perturbador. Ainda por cima, estando quase toda a gente em isolamento ou obrigada a mudar/adaptar muitos hábitos antigos, gerando algum desconforto, ver I Know This Much Is True não vos vai ajudar em nada. A fotografia raramente capta momentos de luz e felicidade e a banda sonora e a edição de som é bastante sombria.

Se a vossa mente estiver sã e se se sentirem “frescos”, é uma aposta sólida. Mas aviso já: caso se deixem emergir no enredo da série e tentarem absorver bem a história, vão dar por vocês a acabarem os episódios exaustos mentalmente.

Só para perceberem melhor a sensação, tenho uma analogia que encaixa na perfeição para vos explicar como se irão sentir caso decidam entregar-se de alma e corpo a esta produção. Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (J.K. Rowling) são introduzidos os Dementores (monstros que sugam a alma) e, ao estar na presença de um Dementor, a sensação com que se fica é descrita como se toda a luz e felicidade do mundo vos tivesse sido roubada.

Penso que muita gente não vai gostar do novo de Ruffallo e Cianfrance pelo motivo que decompus anteriormente: é perturbadora e não é a melhor altura para este tipo de séries.

Pessoalmente, defendo que o nosso julgamento crítico jamais pode ser toldado pelo nosso estado de espírito, caso contrário não há imparcialidade. E estando farto de séries de ocasião sem profundidade emocional só para entreter, prefiro (de longe) produções que me façam pensar, sentir e, sobretudo, que mexam com o meu estado de espírito. I Know This Much Is True é uma aposta segura.

I Know This Much Is True estreou hoje na HBO Portugal.

I’M THE CHANGE. Chegaram as pulseiras solidárias para ajudar no combate à COVID-19

Continuam as iniciativas que pretendem ajudar quem tanto já faz por nós.

pulseiras solidárias

Sim, é mais uma iniciativa do Tech4COVID19, movimento de um grupo de empreendedores que está a criar soluções tecnológicas para ajudar a população a ultrapassar os desafios trazidos pela pandemia. O montante angariado será destinado às diversas iniciativas do movimento, que têm como objetivo ajudar diversas esferas da população, inclusive os profissionais de saúde.

Portanto, e para ajudar quem já tanto fez por nós, eis que chegam as pulseiras solidárias I’M THE CHANGE. São pulseiras que procuram aproximar quem hoje está afastado e incentivar cada um a lutar contra o novo coronavírus.

Cada pulseira tem um custo de 5 euros, estando também disponível o conjunto das cinco pelo valor de 20 euros. “I’m the future”, “I’m for everyone” e “I’m with you” são algumas das mensagens presentes nas pulseiras solidárias. Depois, se quiserem, podem partilhar fotos dessas pulseira nas redes sociais, utilizando a hashtag #imthechange.

Os “donativos”, por assim dizer, servirão para apoiar projetos como o STOPCOVID-19, para a angariação de fundos para compra de material médico em falta, ou o projeto Material Hospitalar, que tem como objetivo adquirir equipamentos de proteção individual, ventiladores e testes de despiste à doença.

Humble Bundle apresenta promoção limitada de ebooks de Dungeons & Dragons

A Humble Bundle, em parceria com a Wizards of the Coast, está a fazer, por tempo limitado, uma promoção de ebooks da saga Forgotten Realms.

Graças a esta promoção, vão poder explorar mais a fundo o trabalho de alguns dos maiores nomes da escrita do universo de Dungeons & Dragons, tais como R.A. Salvatore, Richard Lee Byers, Thomas M. Reid, Richard Baker ou Lisa Smedman.

É possível fazer download em formato EPUB ou em PDF, pelo que podem ler os livros a partir da aplicação Kindle ou semelhante. Se forem puristas, podem sempre imprimir o PDF, encadernar e ter tudo em formato físico.

O objetivo desta parceria passa não só por ajudar a editora, mas também para que possam direcionar parte (ou a totalidade) do dinheiro que escolherem dar para a fundação Extra Life.

A estrutura é simples, sendo em forma de bundles (conjuntos). A partir de 1€ conseguem o bundle de 6 livros; já se optarem contribuir com 7,50€ ou mais ficam com 14 livros. Caso queiram contribuir com 13,50€, aí terão acesso a um bundle com um total de 23 livros.

Em condições normais, se fossem adquirir estes livros de Dungeons & Dragons em separado, nunca iriam gastar menos que 170€.

Não se esqueçam é que esta promoção está disponível por um tempo limitado, mais precisamente até à próxima quarta-feira, dia 13 de maio, às 19h. Por isso, se estiverem interessados, aproveitem!

Regresso às aulas. DGS publica orientação para os 11.º e 12.º anos

No mesmo dia em que saíram as orientações para os estabelecimentos de restauração e bebidas, foram também disponibilizadas as regras que as escolas devem cumprir no regresso às aulas.

aulas presenciais

No mesmo dia em que os restaurantes poderão começar a receber novamente clientes no interior dos espaços, também as escolas reabrem, mas para um regresso às aulas bastante diferente.

A 18 de maio, os alunos do 11.º e 12.º anos voltam a contar com aulas presenciais. São mais de 800 escolas a reabrir portas e, segundo o que se sabe, só haverá aulas para as disciplinas com oferta de exame nacional.

Especificamente, os alunos do 11.º ano deverão ter somente quatro disciplinas presenciais, realizando-se as restantes à distância. Já os alunos do 12.º terão somente duas disciplinas em regime presencial, segundo refere o Público.

Então mas e em relação às medidas para o regresso às aulas? Bom, a DGS divulgou na passada sexta-feira um documento com diversas regras que as escolas devem cumprir.

O documento, que pode ser lido na totalidade aqui, diz que “com a evolução epidemiológica e a necessidade de assegurar a continuidade do ano letivo de 2019/2020 foi aprovado um conjunto de medidas que prevê a minimização da interrupção do ensino e que, ao mesmo tempo, que reforça a prevenção da COVID-19 em ambiente escolar, para os 11.º e 12.º anos de escolaridade e para os 2.º 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário, nas disciplinas que têm oferta de exame final nacional“.

Já no que toca às medidas gerais, começa logo com um desafio: cada agrupamento de escolhas ou escola não agrupada deve “elaborar e/ou atualizar o Plano de Contingência para a COVID-19, de acordo com a Orientação 006/2020 da DGS, antes do início das atividades letivas em regime presencial”.

Cada plano deve ser específico para cada estabelecimento de ensino. Nesse plano, as escolas devem “prever quais os procedimentos a adotar perante um caso suspeito de COVID-19, bem como ter uma área de solamento equipada com telefone, cadeira, água e alguns alimentos não perecíveis, e acesso a instalação sanitária”.

A alínea c) das medidas gerais refere que as escolas devem confirmar que “apresentam as condições sanitárias necessárias para a promoção das boas práticas de higiene, nomeadamente a higienização das mãos com água e sabão, e secagem com toalhetes de papel”. Se tivermos em conta que, numa era pré-COVID, existiam escolas sem papel higiénico, então esta será uma medida difícil de cumprir.

As escolhas devem ainda “procurar garantir as condições necessárias para se manter o distanciamento físico, dentro e fora do edifício escolar, bem como garantir a existência de material e produtos de limpeza para os procedimentos adequados de desinfeção e limpeza dos edifícios escolares”.

Como seria de esperar, o uso de máscaras será obrigatório, tanto por parte dos alunos como por parte dos funcionários docentes e não docentes. Além disso, deve ser “acautelada a higienização das mãos à entrada e à saída das salas, com solução antisséptica de base alcoólica (SABA)”.

Porém, será a parte da organização geral que trará mais desafios neste regresso às aulas.

Diz o documento que os “alunos devem ser organizados em grupos e manter esta organização ao longo de todo período que permanecem na escola. Este grupo deve ter, na medida do possível, horários de aulas, intervalos e refeições organizados de forma a evitar o contacto com outros grupos”. Além disso, “docente e não docente e os alunos devem respeitar as regras de segurança e de distanciamento físico de 2 metros”.

No que toca ao seccionamento do espaço escolar, as orientações da DGS dizem que deve ser atribuída uma zona da escola a cada grupo. Devem também ser definidos circuitos de entrada e saída da sala de aula para cada grupo, de forma a impedir um maior cruzamento de pessoas e, além disso, “cada sala de aula deve ser, sempre que possível, utilizada pelo mesmo grupo de alunos, de acordo com a dimensão e características da escola”.

E os intervalos? Bom, nada será como dantes, pois o distanciamento físico deve ser mantido nas pausas.

Relativamente ao acesso ao recinto escolar, as escolas devem “estabelecer horários desfasados entre turmas, sempre que possível, de forma a evitar aglomeração de pessoas à entrada e à saída do recinto escolar”. Como seria de esperar, “bufetes/bares, as salas de apoio, as salas de convívio de alunos e outros devem ser encerrados”.

Contudo, diz o documento que, “se por motivos de garantia de equidade, for necessário disponibilizar o acesso à biblioteca ou à sala de informática, estas devem reduzir a lotação máxima, e dispor de uma sinalética que indique os lugares que podem ser ocupados de forma a garantir as regras de distanciamento físico. Devem também ser higienizadas e desinfetadas após cada utilização”.

Além disso, esqueçam portões e portas abertas. Agora tudo tem de ficar aberto de “forma a evitar o toque frequente em superfícies”.

No que diz respeito à disposição da sala de aula, deve-se “garantir uma maximização do espaço entre alunos e alunos/docentes, por forma a garantir o distanciamento físico de 1,5-2 metros“. Para isso, “as mesas devem ser dispostas o mais possível junto das paredes e janelas, de acordo com a estrutura física das salas de aula. Devem também estar dispostas com a mesma orientação, evitando uma disposição que implique alunos virados de frente uns para os outros”.

Já quanto à desinfeção, e tal como deixámos antever acima, terá de ser frequente. Numa escola, existem várias superfícies tocadas por muitas pessoas, logo com maior risco de contaminação, como maçanetas de portas, interruptores de luz, telefones, tablets, teclados e ratos de computadores, botões de elevadores, torneiras de lavatórios, manípulos de autoclismos, mesas, bancadas, cadeiras, corrimãos, dinheiro, controlos remotos, entre outros, pelo que tudo isso terá de ser desinfetado.

Além da desinfeção, os espaços “devem ser ventilados, de acordo com as suas características, por forma a permitir a renovação do ar interior, idealmente, através de ventilação natural pela abertura de portas e janelas. Em caso de utilização de ar condicionado, esta deve ser feita em modo de extração e nunca em modo de recirculação do ar”.

E quanto aos refeitórios? Bom, o documento refere alguns pontos, com ser necessário desinfetar, “pelo menos duas vezes por dia, e com recurso a detergentes adequados, todas as zonas de contato frequente (ex.: zonas de atendimento, balcões, etc.)”, bem como “higienizar as mesas com produtos recomendados após cada utilização”. Decorações nas mesas, se existirem, devem ser removidas, e recomenda-se também uma boa ventilação e renovação frequente de ar.

São muitas as medidas da DGS. Resta saber se as escolas conseguem cumprir este regresso às aulas que se prevê, no mínimo, diferente.

Análise – Energy Sistem Frame Speaker

O Energy Sistem Frame Speaker não é apenas um equipamento de áudio. É também uma obra de arte.

Frame Speaker

Já imaginaram como seria se os quadros falassem? Quanto a mim, o primeiro contacto que tive com este conceito foi ao visualizar os filmes da saga Harry Potter, da qual sou fã acérrimo. Portanto, podem imaginar o meu deleite quando fui presenteado com um Frame Speaker da Energy Sistem, um quadro com um poderoso altifalante integrado que reproduz música por Bluetooth, Rádio FM, USB e cartão de memória micro SD até 128GB, e verificar este conceito na vida real.

O quadro vem numa embalagem compacta e bastante bem isolado por duas placas de esferovite no topo e na base. A embalagem contém também um comando com alcance até 10 metros, um guia rápido e um cabo USB tipo A – microUSB para carregar o quadro. Porém, a caixa não traz o adaptador para a tomada. No meu caso não é problema, já que colecionei vários de outros dispositivos ao longo dos últimos anos, mas é algo a ter em atenção caso pretendam adquirir este Frame Speaker.

O guia rápido contém as habituais instruções de utilização do aparelho, apresentadas de forma bastante elegante, um cartão do Club Energy para acumulação de pontos e ativação da garantia de 36 meses, um aviso de informação legal, um pequeno desdobrável promocional de demais aparelhos de som da marca, sete autocolantes e um cartão de apresentação do artista que concebeu a arte frontal do quadro. No nosso caso, trata-se do fotógrafo espanhol Samuel Cano. Considero este último pormenor de bastante bom gosto.

Quanto ao comando, o mesmo é de cor preta, bastante leve e discreto, funcionando mediante duas pilhas AAA incluídas na embalagem. Quanto aos botões, os mesmos, apesar serem de borracha, são de boa qualidade, resultando em interações bastante satisfatórias. A exceção vai para o botão de ligar e desligar, que considero ser demasiado grande e inconsistente – a sensação de carregar no centro do botão é completamente diferente da de carregar numa posição menos central, piorando quanto mais longe pressionarmos do centro. Neste aspeto, um botão menor seria bastante melhor.

No que toca à afixação do quadro, o mesmo deve ser afixado na vertical com os botões a constar no lado esquerdo da moldura, dado que é esta a posição permitida pelos suportes que constam nas costas da moldura. Não tem nada que enganar.

Recomendo, no entanto, atenção quanto ao local onde decidem fixar o quadro, pois caso não pretendam estar sempre a retirá-lo da parede para carregar a bateria, o quadro deverá ser afixado, no máximo, a 1,60 metros de distância de uma tomada, dado que este é o comprimento do cabo. Claro, podem tentar arranjar um cabo maior.

Energy Sistem Frame Speaker

De acordo com informação da marca, a bateria demora cerca de sete horas a carregar na totalidade, reproduzindo até 20 horas de música no volume médio. Como seria de esperar, este é um valor aproximado.

A autonomia depende do volume selecionado e do tipo de música a reproduzir, mas posso avançar que, nas últimas três semanas, passei bastante tempo em casa, tendo utilizado o quadro todas as manhãs e quase todas as tardes, pelo que apenas precisei de carregar a bateria por três vezes. Importa também referir que o manual do produto avança que, com o volume no máximo (definição que raramente utilizei), o tempo estimado da bateria será de cinco horas. Quando faltam apenas 10% de bateria, o quadro emite um aviso sonoro.

Relativamente à moldura, a mesma é inteiramente composta por madeira, à exceção do painel lateral, onde constam as entradas USB e micro SD, bem como os botões de ligar/desligar, mudar modo reprodução e regular o volume de reprodução.

Para a parte frontal existem três opções de escolha: Forest, East Beach e Flamingo. Para esta análise, decidimos avançar com um retrato fotográfico de uma calma e estóica floresta na Suíça. No entanto, é pena a seleção ser tão limitada, Além disso, não existe a possibilidade de personalização, e isso pode ser um problema, pois é possível que nenhum dos designs existentes combine com a decoração já estabelecida nos nossos lares.

A qualidade do som é bastante elevada, com bons graves derivados de altifalante próprio com 30W de potência, complementados por dois altifalantes para frequências médias de 10W cada, perfazendo um total de 50W. Para ajudar, conta ainda com bass reflex proporcionado por um corte na lateral direito da moldura com o efeito de aumentar as frequências baixas. Neste capítulo, este produto é francamente melhor que o Energy Sistem Smart Speaker que analisámos em fevereiro deste ano. Se tiverem também um segundo quadro semelhante, podem emparelhar ambos para aumentar o volume total, através da tecnologia True Wireless Stereo.

O emparelhamento com dispositivos Bluetooth é bastante standard, pelo que não tive qualquer problema em ouvir os meus podcasts habituais ou o último álbum de Childish Gambino. Atenção que, na primeira utilização do Rádio FM, são necessários alguns minutos para sintonizar as estações. Mas após essa primeira vez, as utilizações seguintes são quase instantâneas.

Resta, portanto, falar de dois tópicos: as funções que eu gostaria de ver num futuro modelo do Frame Speaker e o preço.

Quanto ao primeiro tópico, é uma pena o Frame Speaker não emparelhar com outros aparelhos da marca que não outro Frame Speaker. Exemplo disso seria o Smart Speaker que tenho e o facto de não ter a Alexa incluída. Caso fosse possível esse emparelhamento, tornar-se-ia num smart device, contribuindo, assim, de forma discreta, para um ecossistema de smart house. Estas são as duas principais recomendações para designs futuros, pelo que não constituem críticas aos design atual.

Quanto ao preço, importa referir que o mesmo é de 139,90€. O preço não é nada por aí além, porém, não recomendo que o comprem neste momento. É que, por vezes, a Energy Sistem faz algumas promoções, pelo que este Frame Speaker já chegou a custar 99,90€. Muito mais apetecível.

Texto de: Cláudio Araújo

Nota: Bom

Este dispositivo foi cedido para análise pela Energy Sistem.

Crítica – The Lodge

The Lodge não é um filme de horror normal. E ainda bem. Estamos perante uma das melhores películas de 2020 até à data.

the lodge critica echo boomer 1

The Lodge conta a história de uma família que vai de férias para uma casa remota na neve. Quando o pai (Richard Armitage) se vê forçado a voltar à cidade em trabalho, este deixa os seus filhos, Aidan (Jaeden Martell) e Mia (Lia McHugh), ao cuidado da sua nova namorada, Grace (Riley Keough). Isolados e sozinhos, uma tempestade deixa-os presos na casa enquanto eventos aterrorizantes trazem de volta o passado sombrio de Grace.

Como já devem saber, sou um grande fã de horror. Um filme de horror excecional é quase sempre um dos melhores filmes do ano para mim. É algo frustrante saber que muitas pessoas não valorizam este género tanto como outros, especialmente porque o público em geral costuma gostar das narrativas mais genéricas, repletas com jump scares previsíveis e histórias formulaicas. Nada contra isso, obviamente, qualquer pessoa pode gostar do que bem entender! No entanto, quando comparado com outros géneros, horror é uma espécie de “patinho feio”, sendo apenas verdadeiramente seguido por um grupo específico de pessoas, apesar de, admitidamente, ter crescido nos últimos anos.

Não esperava muito de The Lodge, algo que, provavelmente, ajudou-me a apreciá-lo ainda mais, visto que é um dos meus filmes favoritos de 2020 até agora. É, sem dúvida, o filme de horror menos formulaico desde há algum tempo. Apesar disso, apresenta ingredientes que o público geral não costuma gostar muito: narrativa visual, ritmo lento e praticamente zero jump scares. O primeiro é incrivelmente cativante não só devido ao framing e mise-en-scène inteligentes, mas também porque a atmosfera sombria enche a casa de uma maneira bastante inquietante. O pouco diálogo durante o tempo de execução pode tornar o filme aborrecido para algumas pessoas, mas adoro quando os filmes “show, don’t tell”.

O ritmo propositadamente lento é muito bem equilibrado. Tirando um curto período durante o segundo ato, onde nada realmente acontece (não existe nova informação sobre a história ou sobre as personagens para ser dada ao espetador), todas as outras cenas são significativas, seja para desenvolver personagens ou mover a história para a frente. O argumento é estruturado de uma forma que nunca deixa de ser interessante: algo impactante ocorre, as personagens reagem, algo importante é descoberto… e assim sucessivamente. Entre os grandes eventos, a atmosfera nunca deixa de ser “assustadora”, e o diálogo escasso (mas eficiente) é notavelmente intrigante.

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É um filme que, sem dúvida, ganha muito com os seus atributos técnicos notáveis. Desde a cinematografia deslumbrantemente única (Thimios Bakatakis, que trabalhou com Yorgos Lanthimos em quatro filmes) à produção artística excecional, este filme baseado em apenas um local oferece um ambiente claustrofóbico elevado por prestações brilhantes. Riley Keough entrega uma das suas melhores performances, criando aquele equilíbrio perfeito que deixa o espetador a questionar se a sua personagem é sã ou louca. O mistério em torno de Grace é parcialmente devido à interpretação fantástica de Riley.

Jaeden Martell é muito bom e fico feliz que esteja a receber convites para projetos de qualidade. No entanto, Lia McHugh é o destaque inegável, na minha opinião. Com apenas doze anos, Lia oferece uma prestação fenomenal. A sua última cena do filme, que partilha com Jaeden, é digna de todos os prémios. Ambos são incríveis e emocionalmente convincentes durante esse momento. Interpretações impressionantes de todos.

Infelizmente, tenho alguns problemas com as personagens. O passado de Grace é o maior ponto de interrogação da história, sendo demasiado ambíguo. The Lodge confia imenso na sua narrativa visual, mas, neste aspeto em particular, acredito que uma explicação mais explícita teria ajudado o espetador a entender melhor o desenvolvimento de Grace. O meu outro problema está relacionado com as motivações das crianças, mas tenho que ser muito vago devido a eventuais spoilers.

Basicamente, as suas ações ao longo do filme são justificadas por algo que, embora consiga entender parcialmente a vontade deles, não acredito honestamente que estas crianças pequenas sejam capazes de sequer pensar sobre isso, muito menos executar na perfeição. Esta última frase é o melhor que consigo fazer para descrever esta minha crítica. Assim, tenho alguns problemas com as personagens, mas a história possui momentos genuinamente chocantes (o primeiro ato é brilhante) e um final extremamente impactante e ousado.

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The Lodge é um dos meus filmes favoritos de 2020 até à data. No entanto, possui caraterísticas que não costumam conquistar o público em geral. Para algumas pessoas, a sua narrativa visual pode ser demasiado ambígua, o seu ritmo lento pode ser demasiado aborrecido e a falta de jump scares pode causar estragos relativamente ao entretenimento. Felizmente, adoro todos estes aspetos.

Este filme de horror atmosférico é elevado pelos seus atributos técnicos notáveis, em especial a cinematografia bizarra de Thimios Bakatakis, bem como a produção artística claustrofóbica. Com uma prestação impressionante de Riley Keough e interpretações incríveis de Jaeden Martell e Lia McHugh (destaque com apenas doze anos de idade), o duo de realizadores austríacos (Severin Fiala, Veronika Franz) entrega um dos filmes de horror menos genéricos dos últimos tempos.

Ainda assim, as três personagens principais mereciam melhor desenvolvimento e motivações mais transparentes. Recomendo para os verdadeiros fãs de horror, mas, se preferem um filme mais “ativo” dentro do género (e não há absolutamente nada de errado com isso), talvez seja melhor deixarem outros desfrutar deste.

The Lodge chega às plataformas digitais a 18 de maio.

App Sem Filas já informa sobre os tempos de espera nas lojas CTT

Mas claro, tudo depende do contributo dos utilizadores da aplicação.

Sem Filas

Não é primeira vez que falamos aqui desta fabulosa app que permite saber em tempo real os tempos de espera em diversos estabelecimentos. Porém, se anteriormente era mais focada em supermercados – afinal de contas, quando estávamos em Estado de Emergência, apenas devíamos ir a esses estabelecimentos e, quanto muito, farmácias -, a Sem Filas agora evoluiu, servindo para informar sobre a existência de filas noutras superfícies comerciais.

Por exemplo, as lojas dos CTT são das mais frequentadas pelos portugueses. Logo, porque não tornar a app compatível com esses estabelecimentos? Foi precisamente isso que aconteceu.

Os CTT e o Banco CTT aderiram à app desenvolvida pela portuguesa InnoWave, pelo que, a partir de agora, os utilizadores pode ter acesso em tempo real aos tempos de espera nas lojas CTT.

Claro, a Sem Filas apenas funciona com o contributo dos outros, pelo que terão ser os utilizadores a fazer o respetivo report do estado das filas para entrar nesta ou naquela loja.

Neste tempo em que o distanciamento social é necessário, a app Sem Filas procura minimizar a exposição dos portugueses ao risco de contágio no âmbito da pandemia COVID-19.

Neste momento, a app Sem Filas conta já com 80 mil visitantes e 10 mil reports de fila, tendo sido já carregados no serviço mais de 20 mil estabelecimentos e 600 praias.

10 Fest Açores. Maior evento gastronómico do arquipélago foi adiado para 2021

A organização promete uma “experiência imperdível a decorrer entre 10 e 19 de junho do próximo ano”.

10 Fest Açores

Estava previsto acontecer de 11 a 18 de junho deste ano, mas a pandemia de COVID-19 veio trocar as voltas. Falamos do 10 Fest Açores, o maior evento gastronómico do arquipélago, que foi adiado para o próximo ano.

Assim, o festival acontecerá entre os dias 10 e 19 de junho de 2021, com a organização a prometer uma “experiência imperdível”.

“Trata-se de uma medida preventiva, tomada por respeito e consideração por todos os envolvidos no evento que convida para 10 jantares de experiências gastronómicas ímpares com chefs nacionais e internacionais, em que se reinventam os ingredientes da região no restaurante Anfiteatro, um espaço com vista privilegiada para a baía de Ponta Delgada”, refere Maria da Graça Teixeira, diretora executiva da Escola de Formação Turística e Hoteleira (EFTH).

O 10 Fest Açores começou por ser um acontecimento que assinalou os 10 anos da escola EFTH e reuniu 10 chefs convidados para prepararem 10 dias de experiências gastronómicas. Atualmente, trata-se de uma marca registada de referência internacional para a cozinha contemporânea nos Açores, em que se recriam os produtos regionais de uma forma inovadora, de acordo com a inspiração de cada chef, contribuindo também para o reconhecimento internacional do melhor dos Açores.

Avenida da Liberdade volta a ganhar vida a 18 de maio

As lojas e demais ocupantes da zona comercial mais emblemática de Lisboa reabrem portas com novas regras.

Avenida da Liberdade

Qual o lisboeta que nunca terá passado pela conhecida Avenida da Liberdade, que se assume como um espaço comercial ao ar livre, repleto de marcas de luxo e premium, bem como os melhores hotéis, restaurantes e escritórios da capital? Muitos poucos certamente.

Pois bem, é já no próximo dia 18 de maio que as lojas da zona comercial mais emblemática da cidade reabrem portas. Tal está de acordo com as medidas de desconfinamento do Governo graças ao Estado de Calamidade.

Assim, e para retomar a atividade, foram implementadas todas as boas práticas para o Comércio e Serviço, conforme o protocolo assinado entre a CCP e a DGS, bem como adotadas as melhores medidas internacionais de higiene e segurança para os clientes e colaboradores.

Portanto, e como esperado, o uso de máscara é obrigatório em todos os espaços. Além disso, será feita uma higienização frequente em cada loja, com o número de clientes no interior a estar limitado, assegurando as distâncias exigidas. E não menos importante, provadores e peças de roupa, bem como acessórios e calçado, serão higienizados após cada utilização.

Os espaços comerciais vão promover um horário idêntico entre si, abrindo a partir das 11h e encerrando, no máximo, às 20h, seis dias por semana.

Será ainda disponibilizado um serviço de click & collect que permite realizar compras online, via telefone ou email diretamente com as lojas, e fazer a recolha e levantamento sem ter de sair do carro.

Em breve deverão também existir algumas iniciativas, organizadas ao ar livre e em segurança, de modo a recuperar o dinamismo da Avenida da Liberdade.

Motas elétricas da Acciona voltam a ficar disponíveis esta segunda-feira

Aos poucos e poucos, os serviços começam as suas operações. E o serviço de motas elétricas da Acciona é um deles.

Motas elétricas

Desde há algum tempo que os portugueses ficaram sem acesso a diversos serviços. E aqui também se incluem uns que as pessoas têm vindo a adorar: os serviços de sharing, isto é, de partilha.

Entre trotinetes, bicicletas, motas e carros, esses serviços ficaram suspensos por tempo indeterminado. Agora, e uma vez que estamos em pleno Estado de Calamidade, alguns empresas estão a tentar regressar à normalidade. E a Acciona, conhecida pela partilha de motas elétricas, é uma delas.

A partir de amanhã, segunda-feira, dia 11 de maio, as scooters da Acciona voltam a ficar disponíveis para todos.

“Voltamos mais fortes do que nunca com um estrito protocolo de desinfeção e higiene através de uma equipa de especialistas que se encarregará de que tudo esteja perfeito, além disso proporcionamos-te um KIT TOP Higiene encontrarás no baú”, diz um email enviado pela empresa aos seus utilizadores.

Nesse mesmo email, a Acciona recomenda que usar luvas próprias, bem como máscara e óculos de sol. No final de cada viagem, os utilizadores devem limpar as mãos, telemóvel e mota com o liquido desinfetante e toalhitas.

Para garantir a desinfeção de todos os motociclos e a substituição de equipamentos de proteção individual, o horário do serviço foi modificado, sendo agora das 6h às 2 da manhã (antes da pandemia da Covid19 o horário era 24/7).

O melhor de tudo? É que a Acciona volta ao mercado com um novo tarifário: 0,21€ por minuto. Recorde-se que, até agora, os preços começavam nos 0,26€ por minuto para o modo de condução Standard “S”. Também o serviço de Modo C sofre uma redução de 0,02€, pelo que passam a ser cobrados 0,26€ por minuto.

Apesar do novo preço, não é o mais económico até à data. Se formos ao site oficial, verificamos que podemos comprar um pacote de 500 minutos, por exemplo, por 100€, o que equivale a 0,20€ por minuto.

Ou seja, é sempre mais económico comprar pacotes de minutos. E faz sentido que assim seja.

Análise – Deliver Us The Moon

Deliver Us The Moon é uma viagem empolgante, ainda que pouco surpreendente, por um futuro onde o planeta Terra está à beira do fim.

Maio promete acalmar o panorama mundial, mas também o lançamento sucessivo de videojogos que se focam em futuros pós-apocalípticos ou em cenários de pandemia. Antes de regressarmos ao normal, no entanto, a KeokeN Interactive leva-nos numa última viagem por um planeta Terra à beira do fim, esgotado das suas reservas naturais, em Deliver Us The Moon, um jogo de ação e suspense que é tão cativante… como aborrecido.

Ao contrário do que temos visto nas últimas semanas, o futuro de Deliver Us The Moon não é assustador ou aterrorizante, mas sim melancólico. O planeta está a morrer, os recursos estão a desaparecer e a última tentativa de mudar o destino da raça humana parecia ter falhado. Algo aconteceu na estação lunar da WSA (World Space Agency), uma base fundada para a exploração energética da Lua, que resultou num estranho e inexplicável blackout. A ligação com a base foi cortada e ninguém sabe o que aconteceu com a equipa que estava encarregue de proceder com as investigações. Até agora. Com a missão de recuperar os dados e reativar a energia na base abandonada, que trará ao nosso planeta os recursos que tanto necessita, aqui intitulados de WPT, somos o último astronauta que se aventura sozinho pela lua em busca de respostas e de um futuro para o planeta Terra.

Não joguei COSMONAUT, da portuguesa Ground Control Games, ou outro jogo que se foque na exploração espacial, mas a KeokeN Interactive conseguiu criar uma experiência deliciosa. Como uma longa e árdua odisseia, Deliver Us The Moon representa todas os passos difíceis que o nosso astronauta, numa viagem sem regresso antecipado, precisa de dar, sozinho e a milhares de quilómetros de outro ser humano, para salvar o planeta desolado, agora atacado por tempestades de areia que ameaçam destruir tudo à sua passagem. A forma como retrata esta viagem, desde o lançamento do foguetão à viagem, em gravidade zero, pela estação espacial abandonada, tornam Deliver Us The Moon numa demanda emocionante repleta de pormenores que irão deliciar os amantes do género.

Esta aventura, que se divide por trechos na primeira e na terceira pessoa, acaba por ser uma mistura saudável entre exploração, resolução de puzzles e investigação que nos proporciona uma experiência tensa, melancólica, mas igualmente bela.

Deliver Us the Moon

Deliver Us The Moon não é muito original e os seus puzzles podiam ser mais desafiantes, relegando-se, muitas vezes, à descoberta de um painel ou à combinação de peças importantes, juntamente com a já tradicional – e aborrecida – ferramenta de análise (que permite encontrar novas informações adicionais), mas o seu forte está no ambiente. Como um jogo de ficção científica, deleita-se nos pormenores, nas sequências de voo, de exploração espacial e numa aposta realista no design de estações e bases em gravidade zero. Apesar de sentir alguma linearidade, não fosse Deliver Us The Moon um título de aventura, vi-me a explorar e a descobrir ambientes vividos, misteriosos e carregados de uma beleza artificial que são exponenciados por uma estória que nos mantém na expetativa até ao último momento.

A solidão é um ponto forte, apesar da companhia de ASE, a IA que nos acompanha ao longo da aventura – e com a qual podemos contar para resolver quebra-cabeças específicos –, e há algo de mágico e intenso na ideia de explorarmos uma estação abandonada a tantos quilómetros do planeta Terra. Sem método de regresso e com uma missão tão importante, Deliver Us The Moon desenrola-se como um longo mistério de “quem o fez e qual o motivo que o levou a fazê-lo”, mantendo o seu foco nas personagens que protagonizaram o corte nas comunicações e no blackout.

Explorar os corredores vazios e frios da base, caminhar pelas planícies estáticas da Lua e sentir o peso da nossa missão são sentimentos que a KeokeN Interactive conseguiu captar perfeitamente ao longo da campanha, mas não foi capaz de evitar uma certa rotina que se instala cedo na campanha. Deliver Us The Moon tem o coração no sítio certo, mas tem uma estrutura pouco ou nada surpreendente que divide esta viagem à Lua por constantes paragens para a resolução de problemas. Sempre que descobrimos um novo espaço, somos levados a resolver um puzzle – muitas das vezes simples e pouco empolgante – que nos desbloqueia uma nova parte da base e assim sucessivamente.

Entre momentos de exploração, vamos encontrando notas e gravações, semelhantes a Tacoma, da Fullbright, que nos dão uma nova perspetiva sobre os acontecimentos na base, mas é impossível não sentir um certo cansaço na falta de criatividade do jogo. O mistério também podia ter sido mais espaçado e estruturado, mas funciona tal como está, ainda que possa desiludir alguns jogadores.

Deliver Us the Moon

Para uma equipa pequena, Deliver Us The Moon é um marco. Desde sequências mais focadas na ação – como a explosão na estação espacial, que nos atira para o vazio do espaço – até ao jogo de luz eficaz na base lunar, existem momentos de pura beleza neste jogo independente. De perto, conseguimos ver alguns problemas, como texturas pouco competentes e dithering, mas seria de esperar. O que me retirou da experiência foram, no entanto, alguns bugs que encontrei e que me impossibilitaram de avançar, como ficar preso nos cenários ou bloquear o carro espacial numa das portas da base. De resto, o desempenho manteve-se sólido, registando, que valha a pena referenciar, as paragens forçadas sempre que o jogo gravava automaticamente.

Deliver Us The Moon é uma viagem perfeita para os fãs do género e um trabalho repleto de amor por uma equipa que ambicionou contar-nos uma estória de esperança face a todas as adversidades. Apesar dos seus problemas, Deliver Us The Moon vale pela soma dos seus momentos mais marcantes e pela banda sonora de Sander van Zanten, que serve de catalisador para toda a experiência. Que maio seja o início de algo novo e que os futuros apocalípticos possam finalmente descansar longe da nossa imaginação.

Nota: Bom

Plataformas: PC, PlayStation 4 e Xbox One
Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela Heaven Media.

Ainda não têm o “novo” Facebook? É normal. Pode depender do browser

Experimentem mudar de browser e digam-nos o que aconteceu.

novo Facebook

Foi ontem, sexta-feira, dia 8 de maio, que o Facebook anunciou a disponibilização a nível global da nova interface da rede social. Este redesign foi oficializado na conferência F8 do ano passado e, essencialmente, os responsáveis prometeram na altura um Facebook mais rápido e intuitivo.

Há alguns meses que milhões de utilizadores, incluindo uns quantos portugueses, têm acesso a esta nova versão. Logicamente, muitos esperavam ter por esta altura acesso ao novo design. Mas não é isso que está a acontecer.

Falo do meu caso em específico. Como utilizador MacOS, dei por mim, logo de início, a usar o Safari para tudo e mais alguma coisa, o browser exclusivo para equipamentos da Apple.

Ora, há muito tempo que estranhava não ter acesso a esta versão… e finalmente descobri porquê. Com esta disponibilização do novo Facebook a nível global, e até porque a minha conta já tem alguns anos, estranhei não ter acesso. Razão? Devido ao browser que utilizo.

Como uso o Facebook no Safari, se clicar na seta no canto superior direito para ter acesso às definições, não tenho acesso à opção “Mudar para o novo Facebook“. Pura e simplesmente não aparece.

No entanto, se fizer login noutro browser, tipo Chrome, essa opção já aparece disponível. Porém, se tentar no Firefox, a opção também não está disponível.

Mas esta não é a única razão. Apesar de o Facebook ter disponibilizado globalmente a nova versão, isso não quer dizer que esteja disponível para todos os utilizadores.

Imaginando que, neste caso, acedia ao Facebook via Chrome. Aí teria acesso à nova versão. Porém, outra qualquer pessoa, que também aceda à rede social através do browser da Google, pode ainda não ter disponível o novo redesign da plataforma de Mark Zuckerberg.

Resumindo e concluindo, se ainda não têm o Facebook, nada temam. Basta esperarem uns dias para que, eventualmente, fique disponível na vossa conta. No entanto, não ficaria muito ansioso. Há vários relatos de utilizadores que se queixam não só da extrema lentidão da nova versão, mas também da dificuldade em encontrar diversas opções que usavam anteriormente.

MB Way lança vídeo no YouTube sobre como evitar burlas

Mas há quem não esteja satisfeito com esta demora.

Quem nos lê sabe bem a quantidade de vezes que já falámos no MB Way. Ora para falar de novas funcionalidades, ora para alertar de novos esquemas de burla, tentamos sempre informar da melhor forma os nossos leitores.

Agora, e após milhares de queixas/reclamações relacionadas com roubo de dinheiro, a SIBS resolveu lançar um vídeo no YouTube sobre como evitar burlas no MB Way.

“Eu sei que você sabe que o MB Way é uma ferramenta muito segura.” É assim que começa o pequeno vídeo com a duração de um minuto e 37 segundos. Em formato animado, a SIBS dá algumas dicas fundamentais para evitarem burlas.

Na descrição do vídeo, pode ler-se o seguinte:

  • Não forneças os teus dados MB WAY (como o código PIN);
  • Não associes à tua conta bancária um número de telemóvel que não seja o teu;
  • Verifica o extrato da tua conta bancária com regularidade;
  • Não partilhes o teu código MB WAY

Pena é este vídeo ter somente estreado há uns dias. Além disso, nos poucos comentários que existem, uns quantos lamentam a demora da SIBS em resolver os problemas existentes com o MB Way e com a forma de evitar burlas. Anteriormente, a única referência existente no canal sobre este tema era um vídeo do youtuber MedHug

Num artigo que publicámos esta semana, referimos que há, em média, 34 burlas por dia. GNR e PSP receberam 4111 queixas relacionadas com roubos via MB Way nos primeiros quatro meses deste ano.

2.ª temporada de Narcos vai ser transmitida na AMC

E ainda este mês!

De Narcos

O acordo entre a Netflix e a AMC para a transmissão da 1.ª temporada de Narcos no canal de cabo aconteceu há pouco tempo. Agora, chega-nos a informação de que a segunda temporada vai também ser transmitida naquele AMC.

Apontem na agenda: a chegada da 2.ª temporada de Narcos à AMC acontece já a 21 de maio, a partir das 22h10. Cada episódio será depois exibido semanalmente.

Não deixa de ser uma escolha interessante por parte da Netflix em transmitir uma série original num canal de cabo, até porque, por esta altura, muita gente já terá visto a popular série. Mas não é caso único. Recentemente, a AMC transmitiu Sobrevivente Designado, série que surgiu no mercado por parte da ABC, mas que, na terceira temporada, tornou-se exclusiva da popular plataforma de streaming.

Narcos conta a história de Pablo Escobar (Wagner Moura) e o império de droga criado pelo traficante durante três temporadas. O sucesso foi tanto deu origem a uma espécie de spin-off – Narcos: México.

“Até já”. Bruno Nogueira despede-se dos diretos no Instagram na próxima sexta-feira

Como é Que o Bicho Mexe já tem fim anunciado. Mas será o adeus definitivo?

Foi em meados de março, quando estávamos em Estado de Emergência, que o humorista Bruno Nogueira teve a ideia de fazer diretos no seu Instagram. “Para manter a minha própria sanidade mental, para exercitar o improviso, para não me acomodar, e para alimentar a vontade de estar com outros”, referia o próprio num post que fez naquela rede social uns dias depois de ter começado essas lives.

O programa viria a ganhar o nome de Como é Que o Bicho Mexe. Começou pequeno, com pouca gente, mas, desde então, tem reunido uma média de 50-60 mil pessoas em direto, que, desde as 23h, até por volta da 1h da manhã, ficam agarradas ao telemóvel a ver o que se passa no pequeno ecrã.

No fundo, Como é Que o Bicho Mexe é uma espécie de late night show virtual: começa com o anfitrião a dizer umas quantas palermices, passa depois para conversas com diversos convidados e, no fim, termina com um número musical. É assim que acontece na TV; neste caso, é assim que acontece no Instagram. E o sucesso tem sido tremendo.

Bruno Nogueira tem Nuno Markl e Filipe Melo como convidados fixos neste Como é Que o Bicho MexeMexe. E não admira. Afinal de contas, Melo já trabalhou com Bruno em diversos espetáculos, como Deixem o Pimba em Paz, e Markl também já fez diversas coisas com Nogueira. Estes três, em conjunto, criaram o podcast Uma Nêspera no Cu, algo que fez tanto sucesso que levaram o projeto para o palco.

De resto, vão surgindo nomes como João Quadros, Salvador Martina, Beatriz Gosta, Nuno Lopes, João Manzarra, Jessica Athayde, Mariana Cabral (Bumba na Fofinha)… Até Eunice Muñoz e José Castelo Branco já deram um ar de sua graça.

Muito do sucesso do programa deve-se, lá está, ao facto de muitos de nós estarmos por casa, sem trabalho ou regime de teletrabalho. Foi assim que se criou uma grande família, família essa que, todas as noites, de segunda a sexta, se reúne para algo especial.

Mas tudo o que é bom acaba, e Como é que um Bicho Mexe já tem fim anunciado. Bruno Nogueira já tinha avisado que o programa estaria prestes a terminar e, na emissão de ontem, dia 8 de maio, revelou a data final.

“Inicialmente tinha pensado terminar o programa na próxima segunda-feira, mas, e como vi que ia estar uma semana de merda [referindo-se ao estado do tempo previsto], vamos acabar na sexta”, disse o humorista.

“Não é um adeus. Ninguém sabe como as coisas estarão daqui a um ou dois meses. É um até já”, deixando antever que, caso fiquemos novamente confinados em casa, teremos uma segunda temporada de Como é que um Bicho Mexe.

De resto, há muita gente que tem pedido que o também ator faça uma live no Instagram uma vez por semana, mas Bruno Nogueira ainda não se pronunciou sobre esses comentários.

Para a despedida, espera-se um programa especial. A próxima sexta-feira promete.

Festa do Avante! poderá vir a realizar-se. “A atividade política do PCP ou de qualquer outro partido não está proibida”, disse António Costa

Um assunto que tem causado polémica… e que vai continuar a causar.

cerca de duas semanas, revelámos aqui no Echo Boomer que o PCP já se encontrava a preparar mais uma edição da Festa do Avante!, num post de Facebook onde revelava várias melhorias que estavam a ser preparadas para este ano.

Pois bem, a polémica estalou desde que se soube que os festivais de música estariam proibidos até 30 de setembro deste ano. Aí, o PCP alertou que a Festa do Avante! não era um “festival de música”, mas sim uma “grande realização político-cultural”.

Isso fez com que, mais tarde, o Governo corrigisse a redação do comunicado do Conselho de Ministros, proibindo a realização de “festivais e espetáculos de natureza análoga”. Mas não se sabe ao certo o que isso significa, pelo que tudo ficou ainda mais confuso.

Por sua vez, um comunicado do PCP remeteu uma decisão final para o “conhecimento concreto da disposição legal que venha a ser adotada”, pelo que, afinal, há a hipótese de o evento não vir a realizar-se.

Ou haveria. É que, em entrevista ao Porto Canal, o primeiro-ministro António Costa referiu que “a atividade política do PCP ou de qualquer outro partido não está proibida”.

“Nem nos passa pela cabeça, creio eu que a ninguém, proibir a atividade política. Agora, essas atividades vão ter de ser realizadas de acordo com as regras [da DGS]. No meu partido tínhamos o congresso marcado para maio, está adiado ‘sine die'”, disse António Costa ao canal.

O primeiro-ministro foi ainda mais longe: “Não há nada que permita na Constituição, na lei, onde quer que seja, a proibição do exercício de atividades políticas. Cada partido é responsável, obviamente, pela forma como organiza a sua agenda.”

No fundo, uma decisão final ficará remitida para a Assembleia da República. Depois, se a DGS o permitir, então a Festa do Avante! poderá mesmo realizar-se este ano.

Há, contudo, que ter algo em atenção. Se o PCP não considera a Festa do Avante! um “simples festival da música”, então qualquer performance nesse sentido não poderá acontecer. Relembre-se que, para a edição deste ano, estava previsto que o cartaz musical a apresentar fosse totalmente nacional, ou seja, composto exclusivamente por artistas e bandas portuguesas.

Festas e romarias poderão realizar-se este verão, diz a ministra da Cultura

Foi Graça Fonseca quem o disse em entrevista ao programa Você na TV, na TVI.

Festas

Os festivais estão proibidos até 30 de setembro e muitos deles já só pensam na edição do próximo ano. Porém, uma proposta de lei hoje publicada diz que os festivais podem afinal acontecer, desde que com lugares marcados, de modo a que possam cumprir o distanciamento social necessário.

Agora, Graça Fonseca, ministra da Cultura, veio a público dizer que vamos ter festas e romarias este verão.

“Nós vamos definir com a DGS quais são as regras que podem ser definidas. E se cumprirem essas regras, quais festas e romarias é que se podem realizar”, afirmou a governante em entrevista ao programa Você na TV, na TVI.

A ministra disse ainda que os espetáculos serão retomados gradualmente a partir de junho, sempre seguindo as recomendações da Direção Geral da Saúde.

“Num verão que vai ser muito atípico – nunca nenhum de nós viveu um verão como vai ser este ano – não teremos praticamente nenhum turismo externo, a maioria de nós vai provavelmente ir para fora cá dentro – temos que conseguir ter programação cultural em todo o território que ocupe aquilo que foi deixado vazio com muitos cancelamentos que aconteceram”, referiu Graça Fonseca.

Na emissão do Você na TV, a governante foi questionada como poderá o teatro sobreviver com somente metade da lotação. Como seria de esperar, Graça Fonseca admitiu que ainda não existe uma medida concreta para o sector. “Do ponto de vista do ciclo de apoios às artes, estamos a rever toda a metodologia construída em fevereiro para no final deste semestre lançar um conjunto de iniciativas”, garantiu.

A ministra insurgiu-se ainda contra os concertos gratuitos nas redes sociais. “Nunca tantas pessoas estiveram em casa. Temos que dar às pessoas o que a Cultura tem de melhor. Mas não pode ser gratuitamente em lives. Temos que terminar com isso.”

BONS SONS já tem datas para 2021

Continua a dança das datas para 2021. Desta vez, é o festival da aldeia de Cem Soldos a garantir que irá realizar-se no próximo ano.

BONS SONS
Foto de: Vera Marmelo

Já falámos aqui de uns quantos festivais, mas ainda não nos tínhamos pronunciado sobre o BONS SONS, belíssimo evento que acontece ao longo da aldeia de Cem Soldos, em Tomar.

Pois bem, também este festival, naturalmente adiado devido à proibição de realização de festivais até 30 de setembro, teve de ser adiado. A boa notícia é que já tem datas para 2021.

Toca a apontar na agenda: 12, 13, 14 e 15 de agosto. São estes os dias para viver a aldeia.

“Este ano, o contexto impede-nos de viver estes momentos. Agora, estarmos juntos é adiarmos este encontro para daqui a uns meses, permanecendo próximos até lá e que, em conjunto – festival, parceiros, público – possamos garantir o futuro de um festival que vive, em grande parte, de receitas próprias. Neste caminho, há perdas para todos e a vários níveis: artistas, técnicos, agentes, fornecedores, parceiros e serviços da região, que deixam de beneficiar do impacto sócio-económico e mediático significativo deste festival, estimado em 3,5 milhões de euros, em 2019“, diz a organização em comunicado.

“Durante os próximos dias, logo que a Assembleia da República transforme em lei a decisão do Governo comunicada ontem, iremos partilhar informações mais concretas, na esperança de que proteja tanto os nossos visitantes como a população de Cem Soldos e os projetos sociais que a associação cultural desta aldeia dinamiza”, refere a mesma nota.

No entanto, não há qualquer menção ao cartaz, mas é de crer que possa ser mantido na totalidade, ou lá perto, uma vez que é feito exclusivamente de artistas nacionais e, como tal, acaba por ser mais fácil fechar datas. Além disso, vários artistas têm um carinho especial pelo BONS SONS, pelo que se prevê uma belíssima 11ª edição em 2021.