Análise – XIII Remake (PlayStation 4)

Um regresso ao passado que desvirtua a memória do jogo original para um lucro rápido da produtora.

XIII Remake

O crítico é um sádico: que fique bem assente. Não quero, no entanto, desvalorizar o seu papel na análise e na apreciação da arte em geral, mas há um certo sadismo nesta área, seja pela forma como deambulamos e nos deleitamos por projetos menos competentes ou pelo tom que assumimos quando decidimos escrever sobre esses projetos. Há uma certa facilidade em criticar, em dizer mal, qual cantiga de escárnio e mal dizer, que nos alimenta a alma. Talvez esta introdução sirva mais de terapia do que propriamente de análise, mas são estes os sentimentos que combato e tento equilibrar quando penso e escrevo sobre XIII Remake.

Para todos os efeitos, XIII Remake é um jogo horrível. Espero que a história não seja cruel e misture esta atrocidade com o título original, lançado em 2003, assassinando assim qualquer respeito e notoriedade que o clássico da Ubisoft recebeu algo longo de 17 anos. Este remake, a mando da Playmagic, cai como uma afronta ao género, à série e até à banda desenhada em que se inspira, por Jean Van Hamme e William Vance, apresentando um dos jogos mais feios e difíceis de jogar que tive o desprazer de experimentar em 2020. Vou mais longe: se tiver de personificar este ano, seria XIII.

Mas estarei a ser injusto? Será que estou a exagerar, já que admiti que há em mim um lado mais sádico? Infelizmente, não. O que joguei é bastante real e incontornável. XIII Remake é um jogo de ação e furtividade na primeira pessoa que utiliza as suas origens como banda desenhada para criar uma campanha cheia de reviravoltas e estórias fantásticas que conta através de painéis desenhados e de um estilo próximo do cel-shaded; dando-lhe assim uma certa aproximação às suas origens.

No entanto, não estou a falar do remake, mas sim do original. O título da Ubisoft , que espero que não seja esquecido ou mal identificado por esta trampa, mantém-se resistente ao teste do tempo e apresenta um equilíbrio saudável entre ação e elementos furtivos, permitindo várias abordagens aos níveis e oferecendo um leque interessante de armas e ferramentas que podemos utilizar na campanha. Simples, direto, eficaz e muito desafiante – ainda que a precisar de uma revisão dos controlos.

XIII Remake

XIII, na sua interação de 2020 – não fosse ela tão irónica –, é um jogo de ação e quase nenhuma furtividade que se apresenta com gráficos próximos de lama, quase sem cores ou o efeito clássico em cel-shaded, cuja inteligência artificial está tão quebrada que não existe um pingo de estratégia no seu corpo moribundo. O design dos níveis continua a ser próximo do original e encontramos a mesma aposta em contar a estória atrás de painéis de banda desenhada – naquele que é um dos pontos fortes do jogo, ainda que menos eficaz –, mas nunca há uma sensação de controlo, de desafio ou de imersão devido à baixa qualidade gráfica, que nos presenteia regularmente com bugs visuais e um desempenho atroz – com quedas acentuadas de frames, dithering e pop-ups –, e à jogabilidade rígida dos seus controlos.

O que acho mais fascinante é que XIII Remake corre perfeitamente bem nas cutscenes: até chega aos 60fps. No entanto, quando começamos a jogar, o jogo atira-se do penhasco mais próximo e recusa-se a funcionar corretamente, algo que criou em mim uma dissonância tão forte que só me pude rir perante tal diferença. Aliás, XIII Remake consegue ser mais cómico do que envolvente, especialmente quando vemos os soldados inimigos a tentarem a todo o custo perceber onde estão e como se deslocam nos cenários, muitas vezes ficando presos e sem a destreza de código para se libertarem.

Os problemas não se ficam pelo desempenho e os gráficos. XIII Remake está tão mal otimizado que os sons tornam-se repetitivos e são cortados regularmente entre sequência de exploração e de combate. É raro encontrarmos momentos em que tudo funciona como deveria. Depois temos os problemas na jogabilidade, na mira difícil de controlar, na rigidez dos movimentos e a sensação constante de falta de cuidado no manuseamento de menus. Parece que foi tudo feito em cima do joelho, sem atenção aos pormenores, e ficamos com a sensação que é um jogo que não está terminado. Os disparos são insatisfatórios, a furtividade é descartável – não fosse fácil simplesmente eliminar tudo e todos em campo – e é difícil ler os níveis devido à falta de cuidado visual, ao ponto de precisarmos de um ponto de objetivo para nos localizarmos.

Mas existe assim tanta falta de cuidado? Bem, deixo-vos com um exemplo. Em XIII Remake, podemos recolher objetos mundanos, como garrafas e cadeiras, e utilizá-los para atordoar os inimigos. A ideia, em si, é boa. No entanto, tenham cuidado ao utilizá-los, isto porque o jogo associa que atacaram alguém sempre que carregam no R2. Se tiverem um cinzeiro nas mãos, por exemplo, o nosso agente parte-o no ar e descarta-o. Sim, no ar, sem efeitos sonoros ou outro auxilio audiovisual que suavize a estranheza do que estamos a assistir. Assim é XIII Remake.

XIII Remake

Enquanto escrevia esta análise, a Microids e a Playmagic lançaram um comunicado onde admitem que enfrentaram problemas de produção que levaram ao lançamento do jogo neste estado lastimável, prometendo, como um rabo a fugir à seringa, que vão continuar a trabalhar em patches e nas melhorias necessárias. Espero que consigam dar aos fãs o remake que merecem, especialmente quando confirmam que todos os conteúdos adicionais serão gratuitos, mas agora pergunto: porque lançaram o jogo neste estado? Talvez tenha sido uma tentativa de recuperar o investimento para continuarem a trabalhar nas melhorias, uma decisão que não pode ter sido fácil.

Só há um problema: o jogo está no mercado e foi comprado por fãs da série que não desconfiavam do seu estado impróprio para consumo. Há aqui uma falha de comunicação e o dano está feito. Louvados sejam os críticos!

Quando analisamos títulos como XIII Remake, o sadismo muitas vezes é dissociável de um certo masoquismo. Isto porque somos nós, críticos, que escolhemos o que queremos analisar e nos deixamos levar pela promessa de descobrir algo novo, talvez interessante ou curioso o suficiente para escrevermos uma análise. Infelizmente, é uma dicotomia sem fim, onde ninguém ganha.

Contudo, que este masoquismo sirva um bem maior, que é dizermos: por favor, não joguem XIII Remake. Evitem esta versão e joguem o original. E é assim.

Nota: Mau

Disponível para: PC, Xbox One, PlayStation 4
Jogado na PlayStation 4
Cópia para análise cedida pela Microids.

Todas as temporadas de Twin Peaks chegam amanhã à HBO Portugal

Sim, além das duas temporadas originais, também a mais recente, de 2017, estará disponível.

2020 celebra o 30º aniversário da estreia de Twin Peaks, a aclamada série de crime, drama e mistério de David Lynch. As duas primeiras temporadas datam de 1990 e 1991 e foram um autêntico fenómeno na cultura popular nos anos 90, ganhando, até, três Globos de Ouro.

Agora, e numa altura em que a série não está disponível em nenhum serviço de streaming em Portugal, eis que a HBO Portugal nos dá uma bela novidade: todas as temporadas ficam disponíveis amanhã, dia 18 de novembro, naquela plataforma.

Sim, quando falamos de todas as temporadas, referimos também a mais recente, de 2017, que acontece 25 anos depois dos habitantes da pitoresca cidade de Twin Peaks terem sido surpreendidos com a misteriosa morte da sua rainha do baile de finalistas.

Teatro-Cine de Torres Vedras tem novo espaço dedicado aos vinhos do concelho

O espaço promocional dos néctares de Torres Vedras é uma das novidades do Teatro-Cine.

enoteatro

Foi no passado dia 10 de novembro que o renovado Teatro-Cine de Torres Vedras reabriu portas na cidade. E há uma belíssima novidade para quem é fã de vinhos: o Enoteatro.

Este novo espaço promocional dos néctares de Torres Vedras encontra-se no primeiro piso deste equipamento cultural, apresentando variados vinhos de Torres Vedras que estão disponíveis por 1,5€ por uma prova ou 3€ por três provas.

O Enoteatro funciona à sexta-feira e ao sábado, entre as 17h e as 20h.

De resto, salientar que as obras de beneficiação do Teatro-Cine de Torres Vedras consistiram na substituição do telhado, na remoção das chapas de fibrocimento com amianto da cobertura, na execução de drenagens e impermeabilizações de terraços e caleiras, na revisão do sistema de segurança contra incêndios bem como do sistema de climatização, na execução da pintura interior e exterior do edifício, no reforço da cobertura do palco com instalação de painéis acústicos e térmicos, na reabilitação do pavimento do palco, na instalação de soalho de madeira maciça na sala de espetáculos e no arranjo da zona de estacionamento.

O Teatro-Cine de Torres Vedras é um local quase centenário, tendo sido inaugurado em 1923.

Portugália Cervejaria e Sumol têm 35 mil prémios para distribuir, incluindo estadias em hotéis e vouchers FNAC

O melhor de tudo é que ganham sempre alguma coisa.

Portugália Cervejaria Sumol

Se não passam sem o Bife à Portugália, os deliciosos croquetes quentinhos ou o tradicional pudim flan da Portugália Cervejaria, fiquem a saber que há uma nova iniciativa que oferece milhares de prémios aos clientes.

Em parceria com a Sumol, a Portugália Cervejaria tem para oferecer 35.000 prémios. Além das especialidades da marca, há prémios ainda mais apetecíveis, como uma estadia nos Hotéis Vila Galé (no valor de 200€), um vale na FNAC (no valor de 50€) ou ainda bilhetes para o Zoomarine ou para o Jardim Zoológico.

É muito fácil participar. Basta que, num dos restaurantes da marca espalhados pelo país, peçam o vosso prato favorito acompanhado de uma bebida (Sumol, Pepsi, Lipton, 7Up). Aí, irão receber um cartão com um código. Seguidamente, só precisam de inserir esse mesmo código aqui para saber o que ganharam.

Esta campanha da Portugália Cervejaria e Sumol está também em vigor em pedidos de take-away. É válida até 16 de janeiro de 2021.

Restaurante Subway de Setúbal celebra seis anos de existência

Já vendeu um quarto de milhão de subs, o equivalente a 57km de pão!

subway setubal

Foi em novembro de 2014 que a Subway chegou à cidade de Setúbal. Instalado desde então no Centro Comercial Alegro Setúbal, o espaço da conhecida marca tem vindo a dar aos setubalenses o poder de comerem uma refeição à sua maneira, com ingredientes frescos, preparados no restaurante no próprio dia.

Só para terem noção, aquele restaurante serviu, desde a sua abertura, 260.000 subs, o que dá o equivalente a duas por cada habitante da cidade e o equivalente a 57km de deliciosas sandes, com pão cozido diariamente no restaurante, o equivalente à distância do centro comercial a Alcácer do Sal, por exemplo (56,6km).

Sem surpresas, até porque é das subs mais deliciosas à disposição, a sub preferida dos setubalenses é a de Frango Teriyaki, seguida de perto pela de Atum e a de Peito de Frango.

Segundo Gil Silva, franchisado do restaurante de Setúbal, diz: “Setúbal era uma cidade prioritária nos planos da marca para a abertura de um restaurante. Uma vez que já tinha experiência de alguns anos no negócio e dado que a abertura de um novo restaurante é um baixo investimento, assim que houve esta oportunidade decidimos agarrá-la em conjunto. Nem sempre é fácil para uma marca entrar numa cidade com uma cultura e identidade tão fortes, mas os setubalenses aderiram muito bem ao conceito Subway e nestes seis anos o restaurante tem crescido a bom ritmo.”

De resto, não se esqueçam que, até 25 de novembro, podem devorar a nova sub Frango Carbonara, composta por frango às tiras, queijo a derreter, um cremoso molho com queijo parmesão, bacon estaladiço e mix de pimentas, juntamente com um pão italiano cozido no próprio dia.

Glovo cria solução para os típicos jantares de Natal de empresa, mas à distância

Não é a mesma coisa, mas há que manter a tradição.

jantar Natal

Todos os anos, em dezembro, muitas são as empresas que, habitualmente, promovem um jantar de Natal com os seus colaboradores. Afinal de contas, é sempre bom estar com os colegas fora do contexto de trabalho, sendo também uma oportunidade para estreitar laços, para a timidez desaparecer e, claro, para consumir muito álcool (não abusem, vá).

Contudo, em ano de pandemia, essas iniciativas não irão acontecer… pelo menos não da forma habitual. A Glovo lançou agora uma solução que permite às empresas realizarem o típico jantar de Natal… mas à distância.

Sim, não é a mesma coisa, mas há que manter a tradição. Basicamente, a empresa de entrega de refeições (e não só) ao domícilio tem duas vertentes: Christmas Virtual Dinner e Christmas Gift.

O Christmas Virtual Dinner é, tal como o nome indica, um jantar virtual de Natal, para que, mesmo obrigados ao distanciamento social devido à pandemia, os trabalhadores de uma empresa possam comemorar a ocisão e organizar o jantar de empresa tão tradicional a nível nacional. As empresas que desejem promover este jantar para os colaboradores podem adquirir, junto da Glovo, códigos promocionais com vários valores de 15€, 25€, 35€ ou 50€ para oferecer aos seus trabalhadores.

Bastará a cada membro da equipa introduzir o código na app, solicitar o que lhe apetece comer de qualquer restaurante disponível na app da Glovo e, depois, marcarem uma data e uma hora para reunirem virtualmente e jantar todos juntos. Em apenas 30 minutos após o pedido, a Glovo faz chegar a casa o jantar de natal da empresa para que todos, nos respetivos lares, possam, em segurança, desfrutar virtualmente da ceia de natal com os seus colegas de trabalho.

Já o Christmas Gift é um código com um valor para descontar em pedidos Glovo. Com este presente, cada colaborador terá a liberdade de escolha para encomendar a ceia para a sua família a gosto, de comprar presentes ou ainda encomendar mercearias para casa.

Análise – Just Dance 2021 (PlayStation 4)

Com as novas consolas aí à porta, Just Dance 2021 chega just in time, para meter a malta a suar sem sair de casa.

Just Dance 2021

À semelhança de outros jogos musicais, como Guitar Hero/Band Hero ou Singstar, Just Dance chegou ao auge de popularidade durante o arranque da Playstation 3 nos mercados mundiais, mas é dos poucos que prevalece no mercado e parece estar de boa saúde (e quem o joga também).

Desde 2009 que a Ubisoft tem lançado um jogo por ano e, em 2020, tal não é exceção, num título com 40 faixas disponíveis. No entanto, há muito mais por onde escolher, caso subscrevam o Just Dance Unlimited, serviço de assinatura do jogo cujo contém mais de 600 músicas por onde escolher.

Juntamente com este Just Dance 2021, vem um mês grátis para testar esse mesmo serviço. Se tiverem a intenção de continuar, podem assinar por 24 horas (2,99€), um mês (3,99€), três meses (9,99€) ou um ano (24,99€). Posto isto, a melhor opção é a de um ano em detrimento das outras, visto que caso queiram jogar com regularidade sem restrição, é a que compensa mais, de longe.

O propósito do jogo é muito simples: meter quem está a jogar a mexer-se e a tentar dançar em troca de pontos. Para isso, basta seguir os movimentos que vão aparecendo em pictogramas no rodapé do lado direito, enquanto que, no centro do ecrã, aparecem avatares a dançá-los, de forma a associar as imagens aos movimentos em si. Não é particularmente fácil acertar à primeira, ou à segunda, mas com o treino tudo acaba por ir ao sítio. No que toca à eficácia de movimentos, depende do que usarem para os seguir. Neste jogo há três opções: via câmara, via controlos Playstation Move ou via smartphone (com a app Just Dance Controller).

Usando o smartphone (que é o meu caso por não ter nenhuma das outras opções), apesar de tentar fazer a dança o mais fiel possível ao pedido, os pontos atribuídos prendem-se apenas com os movimentos da mão direita, acabando por haver um bocado de desleixo. A nível ergonómico, não é a melhor experiência, ainda pior se tiverem um smartphone grande tipo o meu (iPhone XS Max). Para além disso, correm o risco de largar o smartphone num movimento a alta velocidade, que é idêntico a atirar o smartphone voluntariamente contra uma parede ou para o chão – o resultado não vai ser bom. Para além disso, a bateria descarrega num instante.

As outras duas opções para seguir os movimentos feitos nas danças, apesar de não ter testado, parecem-me muito melhores. Podem, por exemplo, utilizar dois Playstation Move em simultâneo, exigindo, assim, o movimento correto das duas mãos. E são mais ergonómicos.

Já usando a câmara, é possível pontuar usando o corpo todo. Porém, e segundo o que li, a câmara VR da PS4 não tem uma captação de profundidade boa, logo duvido que a experiência seja fantástica em condições de fraca luminosidade. Posso confirmar que o velhinho Kinnect, da Xbox, faz melhor trabalho nessa área, visto que possuo o acessório e já o usei para muitas horas de jogo. O grande ponto positivo de jogar com câmara é não ter de segurar em nenhum acessório, que é o mais ergonómico que pode haver.

Em relação aos menus do jogo, não surpreenderam. Primeiramente porque, para entrar no mesmo, é preciso ter um dos acessórios conectados à PS4 e, no caso de ser o vosso smartphone, ficam restringidos de usar. Isto porque, ao fim de um tempo fora da app, desconecta e têm de voltar a conectar para continuar a jogar. Voltando aos menus, não são muito intuitivos e a organização das músicas não é a melhor.

A pontuação é atribuída de acordo com a precisão posicional e de trajetória de movimentos, bem como o seu timing. A pontuação varia entre 0 e 13333 (número que não faz sentido nenhum) e a soma que é feita ao longo da música depende no número de movimentos Perfect, Super, Good e Ok. Às vezes o ecrã fica dourado, durante o qual é possível fazer um movimento que vale o “Yeah” e dá uma quantidade maior de pontos.

Cada música de Just Dance 2021 apresenta anexado o nível de dificuldade (Easy, Normal, Hard, Extreme), havendo algumas com coreografias ajustadas a dois níveis de dificuldade distintos, oferecendo, assim, mais do que uma opção para quem for mesmo fã da música em causa. Algumas músicas têm modo Sweat, que estima a quantidade de calorias perdidas enquanto se dança determinada música. No entanto, não há nenhuma forma precisa de fazer essa medição, logo deve ser estimado com base no ritmo e dificuldade.

No que toca a modos de jogo, dá para jogar sozinho; em Battle, onde há competição para fazer mais pontos que o adversário; e em cooperativo, onde a pontuação final é a dos dois jogadores combinada. Em relação ao número de jogadores, pode ir até seis, fazendo deste o jogo perfeito para festa com família ou amigos. O facto de ter secção para crianças ainda torna o jogo mais inclusivo, mas cuidado, pois tem a “Baby Shark” nas opções.

Tem ainda a secção de playlists, onde podem criar a vossa, definindo um grupo de músicas que querem dançar e, dessa forma, vêm todas seguidas. Se tiverem uma temática em mente, podem optar por escolher uma playlist pré-definida. Outra característica que tem é músicas com letras, onde é possível dançar e cantar em simultâneo. As letras aparecem em rodapé no canto inferior oposto a onde aparecem os passos de dança, no entanto, o tamanho da letra podia ser maior.

No geral, é um jogo divertido e, sendo fã de Singstar (infelizmente já foi descontinuado), não tenho dúvidas nenhumas que anima qualquer festa, apesar de, nesta altura, não dar bem para comprovar isso. Just Dance 2021 perde um bocado pela confusão que é a interface dos menus e o facto de só dar para navegar no jogo com o smartphone conectado (no caso não ter acessórios). Podia também ter mais músicas icónicas, apesar de ganhar por ter uma boa diversidade cultural.

Creio que, por ser muito específico, não é um jogo para toda a gente, apesar de qualquer pessoa poder jogar, mesmo que seja um pé de chumbo autêntico. Não cheguei a comprar câmara para a PS4, por saber que a qualidade da mesma é duvidosa, mas vou investigar sobre a nova câmara para a PS5, que espero que seja tão boa (pelo menos) como o Kinnect.

Caso tenham interesse em aulas de aeróbica e zumba sem gastar dinheiro ou perder tempo em ginásios enquanto se divertem, este jogo é perfeito para vocês, mas aconselho a comprarem acessórios próprios ou câmara, porque com smartphone a experiência não é tão boa.

Nota: Não houve feridos a testar este jogo, exceto um smartphone a cair ao chão e a partir a película de vidro. Cuidado caso joguem numa divisão sem carpete, pois com a transpiração, o chão tende a ficar escorregadio. Ui, e se vão transpirar…

Nota: Muito Bom

Disponível para: Xbox One, Xbox Series X|S, PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch
Jogado na PlayStation 4
Cópia para análise cedida pela Ubisoft.

Novo serviço dos CTT garante entrega no dia seguinte em vários países

O serviço Expresso Internacional Premium consiste no envio de documentos e mercadorias até 30kg.

reclamações

Os CTT – Correios de Portugal acabam de lançar um novo serviço de entrega expresso no dia seguinte em vários destinos internacionais. Chama-se Expresso Internacional Premium e consiste no envio de documentos e mercadorias até 30kg, por via aérea, com origem em Portugal, para praticamente todos os Países e territórios do mundo, para mais de 220 destinos.

Os CTT oferecem também este serviço para entrega no dia seguinte para mais de 20 países da Europa e Norte de África: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Kosovo, Luxemburgo, Marrocos, Noruega, Polónia, Reino Unido, República Checa, Sérvia, Suécia, Suíça e Turquia.

Sendo que este serviço vem reforçar a oferta expresso dos CTT, diz aquela empresa que, atualmente, tem “a oferta mais completa do mercado ibérico”.

As várias temporadas dos Gato Fedorento vão estar na OPTO

Contudo, somente deverão figurar no serviço de streaming os programas que foram originalmente exibidos pela SIC.

Gato Fedorento

Corria o ano de 2003 quando Ricardo de Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela, na altura argumentistas nas Produções Fictícias, foram convidados para fazerem sketches humorísticos no programa O Perfeito Anormal, da SIC Radical . Algum tempo depois, Francisco Penim, então diretor da SIC Radical, convidou as duas personalidades para um programa independente. E já com Tiago Dores e Miguel Góis, foi assim que surgiram os Gato Fedorento.

Antes de se terem mudado para a RTP, os Gato Fedorento tiveram três temporadas na estação de Paço de Arcos: Série Fonseca, Série Meireles e Série Barbosa. Anos mais tarde, em 2008, regressaram à SIC, apresentando programas como Zé Carlos e Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios.

Ou seja, tudo isto para dizer que as várias temporadas dos Gato Fedorento vão estar disponíveis na OPTO, novo serviço de streaming da SIC. Contudo, essa disponibilização dos episódios somente deverá dizer respeito às séries originalmente emitidas pela SIC, pelo que programas como Diz que é uma espécie de Magazine não deverão constar do catálogo do serviço.

E numa altura em que os Gato Fedorento já não existem, sabe-se que Ricardo Araújo Pereira, o mais conhecido do grupo, terá conteúdos exclusivos na OPTO, com vários sketches originais, além dos programas das duas vagas de Isto é gozar com quem trabalha.

Em relação a outros programas de humor, está prometido para o dia de estreia da OPTO o documentário exclusivo sobre o histórico episódio final, em maio, de Como é que o Bicho Mexe, de Bruno Nogueira, que conquistou as redes sociais durante o confinamento, e que agora voltou.

moey! vai passar a cobrar comissão de substituição do cartão virtual

Mas atenção que esta situação diz somente respeito ao cartão virtual gerado pela própria aplicação.

Quando um utilizador abre uma conta na moey!, fica logo com acesso a um cartão de débito virtual. Afinal de contas, sendo este um banco 100% digital, é perfeitamente natural esta situação. O cliente nem sequer é obrigado a encomendar um cartão físico, podendo somente utilizar a moey! para compras online.

Se for esse o vosso caso, e se, por algum motivo, quiserem substituir o vosso cartão virtual, saibam que, a partir do dia 15 de janeiro de 2021, a moey! passará a cobrar uma comissão de 2€ por essa mesma substituição.

“Vamos introduzir esta comissão para o caso do cartão virtual ser substituído na sequência de um cancelamento que não seja motivado por fraude, roubo, apropriação indevida, utilização abusiva e/ou segurança do cartão, defeito do cartão ou falha ou avaria do sistema informática”, lê-se num aviso publicado na app.

Porém, a moey! garante que a conta em si continua a não ter qualquer custo de manutenção e que o cartão virtual que utilizam para compras também continua a ser gratuito.

Atenção: esta alteração diz respeito somente ao cartão de débito virtual gerado pela própria app. Se, por acaso, tiverem cartão físico e o adicionarem ao MB Way, aí poderão gerar cartões virtuais à vontade, tal como acontece com outros bancos.

Drinkies 360. Nova plataforma da Central de Cervejas permite receber (e depois devolver) garrafas de vidro de várias bebidas

Mas, para isso, é preciso que estejam sempre a fazer encomendas.

Drinkies 360

Não seria bom que existisse um serviço que nos permitisse receber em casa várias cervejas, sidras e águas e que, depois, viessem recolher essas garrafas? Pois bem, agora já existe.

Chama-se Drinkies 360 e é a nova plataforma da SCC – Sociedade Central de Cervejas e Bebidas. O objetivo é que os clientes possam encomendar online as suas bebidas de eleição, em garrafas de vidro retornáveis, e que, depois, as devolvam numa próxima encomenda. E é assim que se cumpre um ciclo que permite reduzir o impacto ambiental.

Na Drinkies 360, estão disponíveis as marcas de cervejas, de sidra e de águas da Central de Cervejas, como Sagres, Heineken, Bohemia, Bandido do Pomar, Água Luso e Água Castello. Na plataforma, basta criarem uma conta, selecionarem o que desejam encomendar e, depois, agendar uma data para entrea na morada desejada.

Para já, as entregas serão realizadas nos concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras, de segunda a sexta, das 9h às 13h e das 16h às 20h. Ao sábado, apenas serão efetuadas entregas no período da manhã. São cumpridas todas as recomendações de segurança e normas da DGS.

Em relação à recolha das grades e garrafas de vidro, será feita, como disemos anteriormente, numa próxima encomenda. E até essas entregas/recolhas serão mais amigos do ambiente, pois será privilegiado o uso de veículos elétricos que reduzam as emissões de CO2 nestas deslocações.

O serviço de entrega é gratuito para encomendas superiores a 20€. Está ainda em vigor uma oferta para a primeira encomenda em que com o código promocional “bemvindo” será oferecido um desconto de 5€. O pagamento poderá ser feito com recurso a Multibanco, MB Way ou cartão bancário.

Clã e António Zambujo entre as novas confirmações para o festival O Sol da Caparica 2021

Se tudo correr pelo melhor, o evento irá realizar-se de 12 a 15 de agosto de 2021 no Parque Urbano da Costa da Caparica.

Depois de um verão sem festivais, os promotores já trabalham a todo o gás para terem os respetivos cartazes dos festivais de música fechados o mais rapidamente possível.

No passado mês de agosto, o Grupo Chiado, promotor d’O Sol da Caparica, festival que irá realizar-se de 12 a 15 de agosto no Parque Urbano da Costa da Caparica, começou por anunciar vários nomes. Agora, algum tempo depois, há novas adições ao cartaz: António Zambujo, Clã, Fernando Daniel e Melim no dia 12 de agosto; Alberto Indio no dia 13; e Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra e Twenty Fingers no dia 14.

Estes são nomes que se juntam aos anteriormente confirmados Mão Morta e Moonspell (12 de agosto), Anselmo Ralph, Plutónio, ProfJam e Rui Orlando (13 de agosto) e Diogo Piçarra, HMB e Pablo Martins (dia 14 de agosto).

A 7ª edição do evento também terá algumas novidades, como a Zona Graffiti, o reforço da Zona de Gaming e o aumento do espaço dedicado à restauração. Sabe-se, também, que a Zona Zen terá um lounge diferenciador.

Mantêm-se o o palco principal e o palco secundário, bem como os palcos comédia e dança e ainda o parque de desportos radicais.

No que toca aos bilhetes, podem adquirir o diário (22€), o passe para três dias (45€) e o passe para todos os dias do festival (54€). Há descontos para maiores de 65 anos e recenseados do concelho de Almada, mas terão de dirigir-se ao Posto de Turismo da Costa da Caparica e apresentar prova documental de modo a que possam usufruir desse desconto.

Google Pay está finalmente disponível em Portugal!

Mas para já, somente disponível nas fintech Lydia, Bunq, Curve, Monese, N26, Revolut, Transferwise e Viva Wallet.

Google Pay

Depois de, em junho do ano passado, a Apple ter disponibilizado o serviço Apple Pay em Portugal, é agora hora de, quase um ano e meio depois, a Google fazer o mesmo com o seu Google Pay.

Para já, não temos informações sobre quais bancos portugueses vão disponibilizar, uma vez que, neste momento, a funcionalidade funciona somente nas fintech Lydia, Bunq, Curve, Monese, N26, Revolut, Transferwise e Viva Wallet.

Essencialmente, o Google Pay permite aos utilizadores de Android fazer pagamentos online ou em loja, de forma rápida, simples e com toda a segurança. Além disso, esta novidade faz todo o sentido em contexto de pandemia.

Portanto, basta abrirem as apps que enunciámos anteriormente e, a partir daí, configurar o Google Pay. Devem adicionar o vosso cartão Mastercard ou Visa à vossa carteira digital e, segundos depois, poderão começar a gastar de imediato.

O Google Pay é fácil de configurar e funciona com a maioria dos dispositivos Android. Oferece pagamentos simples e seguros, em qualquer lugar onde os pagamentos contactless sejam aceites. Nesse caso, terão de ativar o NFC e estar ligados à Internet. Depois basta fazer o mesmo que já fazem com os cartões atuais: encostar o smartphone ao terminal de pagamento. E já está.

É também possível finalizar a compra em centenas de apps que tenham o botão de compra Google Pay, sem ser necessário inserir os dados para pagamento.

E fiquem descansados: o Google Pay não partilha o número do cartão com os retalhistas, pelo que os vossos dados estarão sempre seguros.

Bug no macOS Big Sur deixa equipamentos áudio com interferências

A solução é rápida e simples, embora somente temporária.

MacOS Big Sur

Hoje em dia, é bastante normal um sistema operativo, seja algo novo ou uma mera atualização, apresentar bugs chatos e/ou problemas mais graves. Afinal de contas, e por mais testes que se façam, existem sempre milhões de ficheiros criados, bem como tantos outros modificados, o que acaba por afetar a nossa experiência. E, embora o objetivo seja sempre facilitar a vida ao utilizador, a verdade é que, por vezes, podem surgir pequenas chatices que nos deixam algo aborrecidos.

Como expliquei anteriormente no artigo que evidenciava as dificuldades em fazer download do novo macOS Big Sur, uso, desde há muito tempo, um iMac de 27″ para todos os trabalhos relacionados com o Echo Boomer. E, como utilizador Apple (somente na vertente desktop, não me entendo com o iOS), aguardava ansioso pelo iminente lançamento do mais recente sistema operativo da Apple, que, como seria de esperar, prometia estar uns passos à frente do macOS Catalina.

Pois bem, e apesar de, até ao momento, tudo estar a funcionar sem problemas, tanto a nível de desempenho como de compatibilidade com vários produtos, pelo menos no meu caso, deparei-me com um pequeno bug que me está a causar impressão.

Nas minhas sessões de trabalho, tenho por hábito utilizar uns auscultadores AKG Y500 Wireless, que me deixam isolado e concentrado nas minhas tarefas. E se, no anterior sistema operativo, funcionavam sem problemas, parece existir uma falha de ligação via Bluetooth com o Big Sur.

Após ter instalado ontem o novo SO, dia em que foi lançado (16 de novembro), liguei os auscultadores, tal como costumo fazer, e, depois do emparelhamento automático, fui tentar ouvir umas músicas no TIDAL. Sim, o “tentar” foi propositado, até porque, assim que meti a faixa a dar, o som chegava cheio de interferências, sendo impossível perceber o que estava a escutar.

Até podia ser problema do TIDAL, mas experimentei com Spotify, YouTube e afins, mas o problema persistia. Em conversa com um amigo, aconselhou-me a remover os auscultadores da lista de dispositivos emparelhados com o Mac e voltar a emparelhar. E não é que funcionou?

O problema é que este bug voltou a surgir durante o dia de hoje. E para resolver, lá vem a solução temporária: remover dos dispositivos emparelhados e voltar a emparelhar. Ou seja, vou ter de fazer esta ação até que a Apple lance uma atualização que corrija este problema.

Confesso que não experimentei com outros equipamentos áudio que possuo, pelo que pode até ser uma “implicação” do Big Sur com este modelo específico de auscultadores da AKG.

E desse lado, já repararem em alguns bugs?

SWR Barroselas Metalfest não vai acontecer no próximo ano

Prevendo que o próximo ano também será difícil, os responsáveis optaram por somente realizar o festival… em 2022.

SWR Barroselas Metalfest

“Não, desta vez não anunciamos bandas para o próximo ano. Estes tempos sombrios não nos permitem imaginar Barroselas como nos velhos tempos nem o nosso coração aceita um novo desfecho decepcionante.” É assim que começa o pequeno comunicado do SWR Barroselas Metalfest no Facebook, dando conta de que, devido à pandemia, o evento não irá realizar-se em 2021.

“Mesmo correndo o risco de voltar a errar, preferimos adiar o SWR BARROSELAS METALFEST 23 para 28 Abril – 01 Maio 2022 e encarar o futuro com optimismo e bom senso. Vamos aproveitar para trabalhar novas ideias e preparar mais uma edição com calma e ponderação. É muito triste, mesmo deprimente e até revoltante, mas um guerreiro será sempre um guerreiro”, refere ainda o mesmo texto.

Naturalmente, os bilhetes previamente adquiridos serão válidos para 2022. A organização promete dar mais detalhes em breve relativamente a procedimentos de reembolso.

Apesar de esta ser uma decisão arriscada (afinal de contas, muitos promotores não deverão aguentar dois anos sem realizar festivais), é perfeitamente compreensível. Até porque, mesmo que as novidades relativamente a vacinas sejam animadoras e tenham vindo a deixar todo o mundo otimista, é preciso olhar para essas soluções com cautela.

Aliás, vacinar milhões e milhões de pessoas por todo o mundo é algo que vai demorar uns bons meses, havendo especialistas que, para já, prevêem que o próximo inverno possa ser normal. Mas da previsão à realidade vai uma boa distância.

Resta saber se, em 2021, mais festivais irão juntar-se ao SWR Barroselas Metalfest. O tempo o dirá.

Crítica – Relic

Relic é um daqueles típicos filmes de horror que dividem críticos e audiências um pouco por todo o mundo.

Relic

Sinopse: “Quando Edna (Robyn Nevin), a matriarca idosa e viúva da família, desaparece, a sua filha Kay (Emily Mortimer) e a sua neta Sam (Bella Heathcote) viajam para a remota casa de família para a encontrar. Logo após o seu regresso, começam a descobrir uma presença sinistra que assombra a casa e assume o controlo de Edna.”

A COVID-19 afetou o número de filmes lançados em 2020, mas o género de horror não parece realmente ter sofrido com a pandemia. A qualidade será sempre subjetiva, mas, na minha opinião, este ano tem exemplos em todos os pontos do espetro. Testemunhei alguns filmes de horror terríveis (Fantasy Island, The Grudge, The Turning, You Should Have Left), alguns exemplos de “potencial desperdiçado” (Gretel & Hansel, The Rental, The New Mutants), alguns bastante decentes (Underwater, Antebellum, Come Play) e mais do que apenas um par de filmes incríveis, alguns podem até terminar no meu Top10 do ano (The Invisible Man, The Lodge). Não sabia muito sobre Relic, mas a sua premissa deixou-me interessado.

Esta é a estreia de Natalie Erika James na cadeira da realização, bem como o primeiro argumento de longa-metragem, co-escrito com o também estreante Christian White. Com um elenco relativamente desconhecido (para mim, pelo menos), não consigo esconder a minha surpresa sobre o quanto desfrutei deste filme. Obras de horror ambíguas com temas subjacentes estão longe de ser um subgénero favorito do público, muito pelo contrário. Normalmente, este tipo de filme possui traços que a maioria dos espetadores realmente não procura quando vai ao cinema: um ritmo lento, uma série de sequências de suspense que não levam ao jumpscare genérico e, por último, um final que aparentemente tem falta de algum tipo de explicação, deixando o público a sentir-se desapontado.

Ora, adoro este subgénero, especialmente quando realmente me atinge no coração. Tem todos os ingredientes acima que sei que vai fazer a maioria das pessoas pensar “isto não faz qualquer sentido, é tão aborrecido”. Muitos espetadores vão esperar apenas mais um filme de horror assustador, sobrenatural e psicológico, mas a desilusão irá, inevitavelmente, atingi-los. Na verdade, a narrativa carrega muito mais do que o que está presente na superfície e, honestamente, é algo que fica bem claro desde cedo. Na sua essência, Relic é uma representação bastante realista do que acontece com os membros mais velhos de algumas famílias (infelizmente, mais do que deviam ser) e aborda temas extremamente sensíveis, como a demência e o abandono de idosos em lares.

Relic

O argumento de Natalie e Christian não se esconde de entregar algumas mensagens sobre estes dois tópicos. A demência é uma doença terrível que, entre outras coisas, faz as pessoas perderem o que as torna únicas, o que as torna humanas, esquecendo-se de quem realmente são. Se os nossos pais cuidaram de nós durante toda a nossa vida jovem, é, no mínimo, justo, que cuidemos deles quando/se começarem a não o conseguir fazer por eles próprios. Não só devemos fazê-lo porque já fizeram o mesmo por nós, mas também pela possibilidade dos nossos descendentes poderem ter que passar pelo mesmo quando nós envelhecermos. É uma variação do conhecido ciclo da vida.

O amor deve estar sempre presente, não importa as circunstâncias. Um pedacinho da minha vida pessoal: o meu avô não estava bem presente no seu fim. Gradualmente, tornou-se incapaz de conduzir, andar e, eventualmente, falar. Escolhi não o ver tanto como costumava nas suas últimas semanas, simplesmente porque não me queria lembrar dele como alguém que nunca foi. A minha memória está intacta com os melhores momentos que passei com ele e não aquela fase deprimente num lar, apenas deitado na cama, à espera que o seu tempo neste mundo terminasse… É uma pequena parte da minha vida que partilho com os leitores, de forma a entenderem como Relic pode impactar tantos espetadores se os mesmos derem ao filme uma oportunidade legítima com expetativas adequadas.

As prestações são todas fenomenais. Robyn Nevin pode ser assustadora ao interpretar a avó Edna, mas, no final, é o gatilho emocional que me deixou de lágrimas nos olhos. Existem pequenos pormenores nas suas expressões que dão mais força à sua performance geral. Emily Mortimer também é notável como a mãe, Kay, que tem de passar por todas as fases de lidar com um parente com demência. Da rejeição e separação à aceitação e ao amor incondicional, Kay é a personagem que ganha um foco mais significativo. Bella Heathcote pode ter menos tempo de ecrã do que as outras colegas, mas também é fantástica enquanto Sam, particularmente nas sequências de horror. No entanto, é precisamente este último ponto que prejudica o filme.

A atmosfera da casa está repleta com um suspense tremendo, mas o terceiro ato traz um nível inesperado de horror, que acredito ser exagerado. O equilíbrio entre horror e drama familiar foi excelente ao longo dos dois primeiros atos, exceto em curtos períodos ocasionais, mas os últimos 20 minutos seguem um caminho tão over-the-top, estranho e extremamente ficcional que acaba por arruinar esse equilíbrio quase perfeito. É quase como se os produtores tivessem entrado e dito “precisamos de mais horror”, então filmaram um conjunto de cenas esquisitas, alucinantes e questionáveis. A narrativa não necessitava de nada deste género e deveria ter mantido o holofote principal no drama intrigante em vez de forçar o horror perturbador.

Relic

Tecnicamente, o trabalho de câmara de Charlie Sarroff é impecável. Com a ajuda da edição de Denise Haratzi e Sean Lahiff, os takes longos melhoram bastante o build-up para as sequências assustadoras, gerando níveis excecionais de tensão e suspense. A banda sonora de Brian Reitzell é interessante, mas existe uma parte em que a sua presença se torna estranha, tendo em mente a cena em questão, mas não prejudica o seu trabalho, no geral. Excelente controlo do ritmo, tempo de execução adequado e um final bonito, sincero e emocionalmente relevante que, infelizmente, alguns espetadores não serão capazes de ver além do seu clímax aparentemente underwhelming.

No fim, Relic é um daqueles típicos filmes de horror que dividem críticos e audiências um pouco por todo o mundo. Desta vez, apenas falsas expetativas podem levar à desilusão. A estreia de Natalie Erika James como realizadora está longe de ser uma obra de horror genérica, mas sim um drama familiar com um assunto muito sensível no seu centro. Com a ajuda do também estreante Christian White, ambos entregam uma história excecionalmente bem escrita, verdadeiramente triste, mas realista, sobre a demência e como os idosos são tratados a partir do momento em que não conseguem mais viver sozinhos. Uma narrativa notavelmente ambígua, repleta de temas subjacentes que levam a um final emocionalmente poderoso se o espetador for capaz de entender as mensagens implícitas espalhadas pelo filme.

Tecnicamente, a cinematografia “persistente” e a edição limpa criam um ambiente com um nível de suspense extraordinário. No entanto, o terceiro ato mergulha em demasia no horror, contendo sequências desnecessárias que acabam por arruinar o tom do filme, levantando questões que não pertencem ao filme. Ainda assim, recomendo imenso a qualquer leitor que goste deste tipo de filme, mas por favor, controlem as vossas expetativas, tornando-as o mais justas possível.

Relic é lançado esta terça-feira, dia 17 de novembro, em Blu-ray.

Análise – DIRT 5 (PlayStation 4)

DIRT 5 é o grande rival de WRC, mas, com este capítulo, distancia-se bastante do rally puro, sem descurar da oferta de doses grandes de diversão.

dirt 5 review echo boomer 1

A Codemasters sabe bem o que faz, visto que já com F1 2020 conseguiu levar a franquia ao melhor capítulo em muitos anos. Com DIRT 5, levam o jogo para outros caminhos, mais longe do rally puro de Colin McRae e mais perto do todo-terreno em modo Arcade (idêntico a Project Cars 3).

A imagem e interface do jogo sofreram alterações, com foco nas cores vivas e berrantes e desenhos animados, se bem que um pouco infantis. É ousado, mas acredito que o intuito passe por cativar os mais novos, sem desagradar aos fãs mais antigos. Pessoalmente não me incomoda muito, visto que já venho habituado de FIFA que, cada vez mais, opta por grafismos berrantes em detrimento dos grafismos sólidos de tempos passados.

O menu é bastante simples e intuitivo, sendo de ecrã único e estando dividido em seis opções das quais quatro são de competição. Há, portanto o perfil (onde criamos e alteramos o cartão de jogador), a nacionalidade/região, o número usado no carro em corridas, ter acesso às definições de jogo e ver os créditos.

Em garagem temos acesso à lista de todos os carros do jogo, na qual alguns deles já estão disponíveis de início, enquanto que outros podem ser comprados com o dinheiro que se faz nas corridas. Em cada carro, há a possibilidade de usarem o modelo pré-definido, personalizar a gosto (com quatro slots distintos disponíveis) ou usar personalizações clássicas de corrida desbloqueadas com o nível de reputação ou add-ons baixados da store.

Nas personalizações existem uma porrada de opções (desbloqueáveis por evolução ou com dinheiro ganho nas corridas), mas prendem-se apenas com a “skin” do carro (cores/padrões do carro e jantes, stickers e sponsors). A nível estrutural, não há possibilidade de alterar o carro. Por um lado, os carros em si já estão alterados estruturalmente e grande parte dos modelos são brutais, mas, por outro, há sempre aquela vontade de poder personalizar além do aspeto gráfico. Compreendo, mas julgo que não havia problema se fosse permitido aventurarmo-nos mais na garagem.

A variedade de carros é gigante, setorizados por categorias que, na altura de correr, mediante a pista, podemos escolher de um leque de veículos que não é extenso, mas suficiente. Isto porque, no geral, há dezenas de modelos, mas estão dispersos por 12 categorias distintas (Off-Road, Rally GT, Classic Rally, Cross Raid, Rock Bouncer, Rally Cross, etc), daí parecerem poucos.

dirt 5 review echo boomer 2

A melhor forma para desbloquear carros, enquanto se divertem, é embarcar no modo de carreira. A interface do modo de carreira é muito simples com três áreas apenas (Events, Throwdowns, Sponsors). Events é a principal, com uma lógica de organigrama, onde podem optar por dar rush, seguindo apenas uma linha de eventos para chegar ao fim do jogo o mais rápido possível, ou fazer todos os eventos de cada etapa. À medida que completam etapas, desbloqueiam os Throwdowns, onde também podem competir, apesar de não ser muito claro o objetivo.

Sponsor é uma área muito mal desenvolvida, onde podem definir qual o vosso patrocinador com base em bónus de corrida. O facto de ser do mais simples que há faz com que fique facilmente esquecida.

Basicamente, aparte dos Events, que têm uma sequência, o modo de carreira deixa muito a desejar. A nível de opções é bastante limitado ,e no que toca a acompanhamento, tem apenas uma voz de fundo que interage pontualmente, mais em tom de conversa ocasional do que orientação. Ou seja, se não existisse, não fazia diferença nenhuma.

Fora do modo de carreira, os outros modos que existem para competir são: Online, que não funciona muito bem, pois volta e meia vai abaixo (que é um problema geral do jogo); Arcade, que serve para competir da mesma forma que no modo carreira, mas podemos escolher a pista que queremos em vez de ter de seguir o organigrama a competir até chegar à pista que queremos, sendo ainda possível competir contra amigos em splitscreen; e o Playgrounds, deveras interessante (caso o jogo esteja a funcionar online), na medida em que podem competir em pistas criadas por jogadores do mundo todo (existem muitas brutais e bastante originais). Em Playgrounds, podem também criar a vossa própria pista, sendo o editor relativamente intuitivo e a diversidade do que se pode criar é excelente (à semelhança de Tony Hawk Pro Skater 1+2).

A jogabilidade é boa e muito simples de dominar (a dificuldade intermédia é fácil), o que vai agradar aos mais inexperientes em jogos de corridas, pois com meia dúzia de corridas em cada pista já ficam a conhecer o terreno e a abordagem a ter em cada curva. Para os jogadores mais experientes, não é o maior desafio, pois como simulador de corridas, DIRT 5 fica um pouco aquém de outros jogos do género. No entanto, a condução é divertida, independentemente das pistas.

As pistas são todas elas magníficas, com particularidades interessantes em cada tipo de piso, variando entre o alcatrão (bastante aderência), a gravilha (com alguma aderência), a terra (com pouca aderência), o gelo (zero aderência) e a lama (que oferece resistência). Pessoalmente, adorei jogar nas pistas de lama no Brasil e China, que são as duas pistas disponíveis enquanto o jogo está a instalar, bem como na pista de gelo no Nepal, na path finder em Marrocos (que é enduro), na pedreira em Itália em gravilha e no circuito da Noruega, num misto entre gravilha e neve.

Parte da diversão passa muito pela diversidade de pistas, pisos e resposta dos carros à mesma. Deixa é um bocado a desejar a forma com são expostas as características de cada carro, mais uma vez por ser demasiado simples.

dirt 5 review echo boomer 3

Chego agora ao ponto que, para mim, torna este jogo brutal, que é tudo o que envolve os gráficos, que por si só já valem o preço do jogo. Ainda na geração da PlayStation 4 e Xbox One, as pistas estão perfeitas e recheadas de pormenores fantásticos. Os carros estão “só” magníficos, quer nos detalhes, no brilho, nos contrastes, nas sombras e, sobretudo, nos danos sofridos. Há muita atenção aos pormenores, por exemplo quando há danos no para-choques frontal, de onde salta um pedaço e fica a ver-se o que há dentro do carro – muito bem construído.

A meteorologia e tempo dinâmico estão fenomenais, principalmente nas tempestades de areia nos desertos em determinadas alturas da corrida/zonas da pista, o encadeamento quando estamos a conduzir contra o sol ou a dependência das luzes dos faróis quando estamos a conduzir de noite. Às vezes é fácil esquecermo-nos de que é só um jogo e não a realidade.

No update para a PS5, a nível de gráficos há melhorias, mas o que capta a atenção é mesmo o comportamento do comando durante a condução. No entanto foi sol de pouca dura, pois quando experimentei WRC 9, percebi o quão mal aproveitado está o DualSense em DIRT 5. A decisão simplificar o simulador de condução trouxe as suas desvantagens, mas considero que também houve desleixo por parte da codemasters.

O facto desta franquia se ter afastado um bocado do rally puro poderia ser um ponto negativo, na medida em que ofereceu o monopólio a WRC 9, mas o facto de ter conseguido usar esse distanciamento em proveito próprio para explorar um segmento de mercado diferente pode trazer frutos a médio prazo. Não considero que seja uma decisão estratégica mal pensada.

No geral, DIRT 5 é um jogo muito bom, mas com várias fragilidades. Temos um modo de carreira mal desenvolvido, um modo online que precisa de um patch rápido para o meter a funcionar com consistência e um simulador de condução que precisa de ser desenvolvido ao ponto de ser mais desafiante para quem tem mais prática em jogos de corrida, de forma a usufruir da experiência em pleno. Considero, também, que a playlist podia ter mais músicas, se bem que as que tem estão bem escolhidas.

Como pontos positivos, DIRT 5 oferece facilidade de adaptação para novatos, sendo fácil aprender a conduzir, além de oferecer gráficos magníficos e de apresentar pistas divertidas onde dá gosto conduzir. Isto, por si só, torna DIRT 5 num jogo apetecível e eye-candy para pessoas com o mínimo interesse em jogos de corrida, mas que não sabem ao certo por onde começar. O facto de ter uma atualização gratuita para a nova geração torna-o num bom investimento para quem tem PlayStation 4 ou Xbox One, mas está a pensar comprar uma das novas consolas em breve, pois dá para jogar em ambas, adaptado ao sistema de cada uma delas.

Dito isto, não recomendo DIRT 5 ao pessoal com experiência em simuladores do género, cuja pretensão é adquirir um jogo desafiante, com detalhe e realismo na condução. Muito menos recomendo a quem procura conteúdo complexo dentro do jogo, uma vez que é mesmo muito simples. Recomendo, sim, à malta fã de carros e corridas todo-terreno, que procure sobretudo passar um bom momento a conduzir, com o objetivo de diversão e descontração.

Pessoalmente, no fim de semana em que testei o jogo a sério, senti dificuldades em parar de jogar para ir dormir e acordei a pensar no jogo. A primeira coisa que fiz foi ligar a consola para fazer uma prova rápida antes de comer o pequeno-almoço. Acho mais desafiante e realista jogar F1 ou WRC, mas nenhum deles viciou da mesma forma que DIRT 5 que, como jogo de Arcade de corridas, deve ser dos melhores que aí andam.

Nota: Muito Bom

Disponível para: PC, Xbox One, Xbox Series X|S, PlayStation 4 e PlayStation 5
Jogado na PlayStation 4
Cópia para análise cedida pela Ecoplay.

Análise – Watch Dogs: Legion (Xbox Series S)

Uma aposta ambiciosa e cheia de estilo, mas com pouca substância.

Watch Dogs: Legion análise

De tempos a tempos surge um jogo que me faz questionar quem sou e qual é o meu objetivo. Não o digo a nível pessoal, mas sim no contexto da oferta do próprio jogo, algo que aconteceu demasiado rápido em Watch Dogs: Legion, a nova aposta da Ubisoft, na série antissistema que, desta vez, nos deixa pertencer a uma rebelião que luta pela liberdade da cidade de Londres.

Politicamente relevante e quase premonitória do que poderá ser um futuro próximo, se o mundo continuar na direção em que se encontra, Watch Dogs: Legion apresenta uma visão arrojada de um futuro onde as ferramentas e os sistemas tecnológicos que tanto nos fazem falta no nosso dia a dia,+ podem ser usados contra nós, de uma forma mais clara e explícita do que já acontece atualmente.

O terceiro jogo da série chega com grandes ambições, maioritariamente técnicas, no ponto de vista de produção de um jogo. Em Watch Dogs: Legion podemos interagir com todos os habitantes londrinos com quem nos cruzamos, que contam com linhas de diálogo próprias, caras, vozes e histórias criadas por inteligência artificial. Além disso, temos também um jogo de transição de gerações nas consolas que tira partido das novas capacidades das Xbox Series X e Series S e da PlayStation 5, apresentando um mundo mais rico, detalhado e vivo.

Em Watch Dogs: Legion, estas ambições e inovações estão bem presentes, tornando esta versão cyperpunk de Londres, meticulosamente recriada com os seus pontos de interesse mais icónicos e outras supressas para quem conhece a cidade, num assustador, mas muito interessante, destino para explorar durante horas e horas a fio. Contudo, a minha viagem por Watch Dogs: Legion ao longo dessas horas não me impressionou, nem me agarrou tanto como estava à espera, porque, como indiquei no início, não encontrei o meu rumo ou o rumo das suas personagens.

Com a possibilidade de podermos ser qualquer um dos habitantes desta cidade virtual, que variam entre as figuras mais estereotipadas da sociedade atual, a caricaturas de perfis bem problemáticos, o jogo não nos dá a liberdade de criarmos um avatar nosso, nem nos dá acesso a um protagonista protagonista. O protagonista em Watch Dogs: Legion é mais do que uma pessoa, é uma entidade, a organização DedSec, composta pelas personagens que vamos recrutando, de alguma forma aleatória, ao longo das nossas missões, e que são as nossas pessoas que vamos ter que vestir a pele e controlar.

Watch Dogs: Legion análise

O conceito é interessante, sem dúvida, mas acaba por ser bem mais limitador do que parece, pois os seus perfis, estatísticas e habilidades são sempre aleatórias e nem sempre se ajustam às nossas formas de jogar. Isto significa que é o jogador que tem que se moldar às suas habilidades e propostas do jogo, antes de embarcar confortavelmente em missões de ação furtiva e hacking recorrentes.

Podermos ser todos, mas nenhum em particular, faz de Watch Dogs: Legion um jogo com falta de identidade e de uma ressonância emocional, algo que torna pouco motivante o avançar da sua história maioritariamente contada através de conversas áudio, logs e, eventualmente, uma ou outra cinemática ou videochamada. É assim difícil ficar investido ou envolvido na missão da DedSec, que até apresenta motivações bastante fortes para a sua atuação.

Como qualquer jogo de mundo aberto do género, a história pode passar para segundo plano, pelo que a exploração e diversão pela caixa de areia que nos é oferecida pode ser um profundo poço onde podemos gastar horas. A versão digital de Londres em Watch Dogs: Legion é, sem dúvida, bela. Apesar dos exageros do “tsunami” tecnológico que mergulhou a cidade de neons, hologramas, drones e pontos de controlo com scans e turrets, é uma cidade muito autêntica, com uma atmosfera fantástica, cheia de atividades para explorar e muitos segredos para apanhar.

Apesar de ser um jogo da Ubisoft, normalmente criticado e até gozado pelo excesso de pontos de interesse, fui surpreendido pela sua quantidade limitada aqui apresentada e por não me fazer sentir tentado em limpar o mapa com tanta frequência. É refrescante poder explorar o jogo ao nosso ritmo apenas com o objetivo seguinte em mente e, lá pelo meio, ter um ou outro ponto de interesse que nos propõe algo diferente.

A jogabilidade de Watch Dogs: Legion não é muito diferente dos jogos passados, com um foco no hacking de equipamento, armadilhas e veículos que podem ser usados para nossa vantagem. O mundo torna-se num puzzle em tempo real, onde as decisões têm que ser tomadas numa fração de segundo para o sucesso da nossa missão, com eventos inesperados e, por vezes, cómicos, a fazerem parte desta experiência.

As mecânicas de tiro e cobertura mantêm-se mais ou menos as mesmas, dependendo de personagem para personagem, com algumas das suas habilidades secundárias, que abrem as portas a novas maneiras de abordar um conflito, a diferenciarem-se de perfil para perfil. No início podemos estar limitados, mas, com um simples sistema de progressão com troca de créditos, podemos tornar as nossas personagens mais aptas a qualquer situação, independentemente de quem sejam.

Watch Dogs: Legion análise

É nessa altura que o jogo se torna mais divertido e motivante de embarcar nas missões propostas, já que o leque de opções para nos infiltrarmos numa determinada zona para hackear um computador ou roubar informações importantes é mais vasto, criativo e emocionante.

No entanto, a repetição torna-se rapidamente uma constante nas suas missões, assim como as áreas que vamos explorando, onde se sente um excesso de minijogos de lógica, com recurso a drones e aranhas mecânicas que, infelizmente, ajudam a quebrar o ritmo e o fator de diversão.

Watch Dogs: Legion parece ter sido lançado também com uma missão: apresentar um jogo capaz de mostrar o poder da nova geração de consolas e placas gráficas. O Ray-Tracing é o grande destaque, capaz de apresentar uma cidade muito mais realista, onde os vidros não são totalmente transparentes e apresentam alguma refletividade, onde as poças de água revelam os neons e as luzes dinâmicas dos carros e veículos que por elas passam e que, por vezes, ajudam a dar uma pequena vantagem ao jogador durante os confrontos ao ver inimigos atrás de si, graças às superfícies refletivas na sua frente.

Aliado à capacidade de produzir efeitos de luz e sombra mais naturais, Watch Dogs: Legion, em situações ideais, é belíssimo. Infelizmente, nem sempre é assim, especialmente se estivermos a falar na versão para Xbox Series S, onde tive a oportunidade de experimentar o jogo com estas tecnologias, que se estreiam na plataforma, precisamente, com Watch Dogs: Legion.

Com uma resolução dinâmica, no melhor cenário, o jogo tem uma qualidade de imagem brutal e os visuais são tão apelativos como imersivos. Por outro lado, em situações mais caóticas e com efeitos atmosféricos mais acentuados, como a chuva, existe um efeito negativo na qualidade de imagem, com muito desfoque e ruído. Não tem uma apresentação constante e, infelizmente, acontece com tanta frequência e severidade que acaba por nos tirar da experiência. As coisas são melhores na geração atual, nomeadamente na Xbox One X, onde a não existência de Ray-Tracing torna a experiência mais constante, mas com o pequeno sacrifício das inovações.

Watch Dogs: Legion acaba por ser um jogo estranho e mais contido do que aparenta. As suas ambições estão concretizadas, mas parecem impactar demasiado a experiência e potencial do jogo, com detalhes que passarão por baixo do radar de muitos jogadores. É interessante do ponto de vista de design, mas acaba por ser um produto onde o estilo se sobrepõe à substância, com falta de identidade, rumo ou urgência.

Nota: Satisfatorio

Disponível para: PC, Xbox One, Xbox Series X|S, PlayStation 4 e PlayStation 5
Jogado na Xbox Series S
Cópia para análise cedida pela Xbox Portugal.

Continente vai eliminar os microplásticos nos produtos de higiene e beleza da marca própria

Até ao final do ano.

Mylabel higiene beleza

É uma decisão que se estende à marca exclusiva MyLABEL, que oferece atualmente uma gama com mais de 300 produtos cosméticos nas categorias de cuidados para o rosto, corpo e cabelo.

Esta decisão da Sonae MC, que segue os passos do Lidl, antecede a medida agora aprovada pelo Governo, no Orçamento do Estado para 2021, que visa interditar a comercialização de produtos cosméticos e detergentes que contenham microesferas ou microplásticos.

Habitualmente utilizados para dar opacidade a fórmulas transparentes e torná-las mais cremosas, ou nos produtos de esfoliação, os microplásticos são pequenas partículas, com menos de cinco milímetros, com um elevado impacto ambiental. Os microplásticos têm a capacidade de absorver produtos tóxicos como pesticidas ou metais pesados e a sua ingestão por parte de animais marinhos pode prolongar-se pela cadeia alimentar até ao organismo humano.

Os microplásticos eliminados em produtos cosméticos são, em alguns casos, substituídos por alternativas de origem vegetal. Em esfoliantes, por exemplo, as microesferas são provenientes de caroços de fruta, como alperces ou cerejas, em vez das habituais microesferas de polietileno.

O compromisso assumido pelo Continente é o de antecipar, para 2025, a ambição definida pela União Europeia de, em 2030, reduzir ou mesmo eliminar a utilização de materiais de plástico de origem fóssil, nos seus produtos e embalagens.

Empresa portuguesa lança solução que permite receber os resultados do teste à COVID-19 no smartphone

Tal permitiu à Cruz Vermelha Portuguesa aumentar a capacidade de testes, na região de Lisboa, para 3.500 testes (colheitas e análises) por dia.

COVID-19 smartphone

Enquanto uma vacina não chega, os testes são cada vez mais cruciais no controlo da pandemia. A pensar nessa problemática, a empresa portuguesa Penguin Formula lançou a solução SnapTest, uma nova tecnologia de teste COVID-19 que está a ser implementada em colaboração com a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), e que permite aos utilizadores agendar, reservar e receber os resultados diretamente no seu dispositivo móvel.

Implementado em dois dias, o SnapTest da Penguin Formula permitiu à Cruz Vermelha Portuguesa aumentar a capacidade de testes, na região de Lisboa, para 3.500 testes (colheitas e análises) por dia.

A CVP tem um posto fixo em Lisboa com duas linhas drive-thru, em que o utente não precisa sair do carro, e quatro linhas walk-thru.

O fator diferenciador deste teste é poder ser utilizado fora do edifício hospitalar e, dependendo do tipo de teste, os resultados serão entregues em 15 minutos a até 48 horas. A colaboração com a CVP é a primeira instância a ser replicada para fornecer resultados de teste mais rápidos e melhorar as capacidades de teste em pontos de atendimento em tempos tão incertos da atual segunda vaga.

O SnapTest da Penguin Formula foi projetado para dar suporte a centros de testes e outros recursos das organizações de saúde.