A Nintendo não vai permitir recriações das suas personagens e jogos em Dreams para a PS4

A Media Molecule lançou em fevereiro um dos projetos criativos mais ambiciosos desta geração.

Em Dreams, os jogadores são convidados a criar, partilhar e experimentar as criações de outros utilizadores com um nível de detalhe tão grande como os limites da imaginação.

Com uma ferramenta tão poderosa, são muitos os jogadores que tentam recriar não só o que vai na sua imaginação, mas também jogos, mundos e personagens das suas histórias favoritas. E entre tudo isso incluem-se, obviamente, personagens de outros jogos, como por exemplo jogos da Nintendo.

Na perseguição a quem infringe os direitos legais das propriedades intelectuais, a Nintendo começou a “caçar” alguns utilizadores que tenham criado personagens dos seus jogos em Dreams.

Segundo o portal Nintendo Everything, um destes casos aconteceu com o utilizador do Twitter Piece_of_Craft, que recebeu um email da Nintendo a pedir-lhe para remover a sua criação inspirada no Super Mario.

Apesar de uma medida extrema e bastante limitadora para o jogo da PlayStation 4, faz algum sentido que a Nintendo tente proteger a sua imagem, especialmente quando se trata de algo feito numa plataforma onde não tem controlo.

Por outro lado, também revela o poder de Dreams e daquilo que o jogo é capaz de oferecer aos jogadores, onde é possível criar jogos quase tão bons e detalhados como alguns lançamentos que vemos por aí.

Quanto à questão dos direitos de autor, a própria Media Molecule pode remover os projetos que possam comprometer os jogadores. Recentemente, a empresa começou a estudar formas de proteger os direitos de autor de várias propriedades, de forma a que alguns os utilizadores possam, em breve, rentabilizar as suas criações.

O mundial de Rally está de volta às provas virtuais com WRC 9

O futuro dos eventos motodesportivos, assim como muitas outras áreas, está suspenso. Mas não nos mundos virtuais.

A Nacon, juntamente com o estúdio KT Racing, revelaram não só o seu próximo projeto, como o que vem a seguir, que vai trazer de volta as emoções do Rally, com mais um jogo oficial do FIA World Rally Championship.

Em breve, os fãs do rally vão poder vestir o fato de piloto com mais uma carreira em WRC 9, e a produtora francesa KT Racing revela que já está preparada para WRC 10 e WRC 11, que serão lançados até 2022, sob a licença oficial WRC.

Tendo como destino o PC, PlayStation 4 e Xbox One, WRC 9 vai também chegar à Nintendo Switch e terá versões da PlayStation 5 e da Xbox Series X.

As novidades para esta edição ainda são vagas, mas incluem uma campanha melhorada e baseada em WRC 8 graças ao feedback dos fãs, com jogabilidade aprimorada, melhores oportunidades de atualização da equipa, novos tipos de eventos e uma ligação mais próxima aos eventos da futura temporada.

WRC 9 vai contar com o regresso de novas localizações icónicas como o rally do Quénia, com o Safari Rally, o Rally do Japão e o Rally da Nova Zelândia.

WRC 10 e WRC 11 serão lançados em 2021 e 2022, respetivamente.

OLX cria parceria com a uppOut para dar um local de descanso aos profissionais de saúde

Sejam médicos, enfermeiros ou auxiliares de saúde, esta é uma iniciativa do OLX, juntamente com a uppOut, para que estes profissionais possam ter uma habitação nas proximidades dos hospitais e, assim, terem a possibilidade de descansar sem colocar em risco a saúde dos seus familiares.

de saúde

O projeto solidário surgiu após alguns profissionais terem demonstrado o receio de irem para casa e, assim, entrarem em contacto com as suas famílias. Esta é uma solução e também uma forma de agradecimento a todos os médicos, enfermeiros e técnicos de saúde que têm estado na linha da frente a combater a Covid-19 e que todos os dias se mostram incansáveis perante a pandemia que o país vive.

O OLX criou ainda no site uma categoria com o nome “ajuda Covid-19”, onde os utilizadores da plataforma encontram informação referente aos diferentes projetos que estão em curso para ajudar famílias carenciadas, pessoas idosas e também profissionais de saúde, centros hospitalares e centros de saúde que necessitam urgentemente de equipamentos de proteção individual como máscaras, luvas e batas.

Enóphilo Wine Fest já tem nova data para Lisboa

Após o adiamento do evento agendado para abril, devido à pandemia da COVID-19, a organização do Enóphilo Wine Fest Lisboa anunciou agora que o evento deverá realizar-se a 6 de junho, no Lisbon Marriott Hotel. No entanto, e como não se sabe se tudo estará resolvido até lá, este é uma data que se encontra sob avaliação posterior, podendo não ser definitiva.

Time Out

Quando se realizar, o Enóphilo Wine Fest Lisboa irá reunir 40 produtores de Norte a Sul de Portugal com mais de 300 vinhos à prova para todos os presentes. Além das três provas especiais e do jantar vínico que encerra o evento, a edição deste ano contará com o Velhíssimas, um evento totalmente dedicado às aguardentes nacionais que irá realizar em paralelo com o Enóphilo Wine Fest.

Além desta novidade, e de forma a apoiar os produtores nacionais a venderem diretamente os seus vinhos aos enófilos interessados, a organização anunciou também a disponibilização de um Marketplace no seu site oficial.

Esta é uma plataforma com o propósito de apoiar os produtores nacionais a ultrapassar este momento. A venda é efetuada diretamente entre produtor e consumidor, e as entregas garantidas também pelo produtor em questão, em total segurança e de acordo com todas as normas instauradas pela Direção Geral de Saúde.

Como renovar documentos pessoais sem sair de casa?

A situação de pandemia que vivemos em todo o mundo está a condicionar muito a vida das pessoas. O Estado de Emergência Nacional declarado recentemente, para evitar a propagação da COVID-19, levou a que muitas rotinas fossem reajustadas e reavaliadas.

O Governo anunciou que os documentos caducados a partir de 9 de março serão aceites até 30 de junho de 2020. Neste contexto, e porque não utilizarem a Chave Móvel Digital para renovar e assinar documentos, mas sem sair de casa?

O primeiro passo é, lá está, ativar esse serviço que, entre outras funções, permite renovar documentos e assiná-los. Tudo à distância de alguns cliques. Para pedirem a Chave Móvel Digital, os únicos dados necessários são o número de contribuinte, senha de acesso ao Portal das Finanças, número de telemóvel e e-mail.

Para isso, devem começar por aceder aqui e, logo de seguida, clicarem em Pedido de Chave. Devem depois escolher a “opção b) “Através do Portal das Finanças” para que sejam reencaminhados para o Portal das Finanças, onde devem fazer o login. Neste passo só precisam do número de contribuinte e da senha de acesso.

Seguidamente deverão autorizar que o Portal das Finanças forneça os vossos dados à Chave Móvel Digital e, então, devem criar um novo registo, associando o vosso número de telemóvel e o vosso e-mail.

Finalmente recebem um código de segurança por SMS, devendo inseri-lo onde é pedido. Depois é só esperar cinco dias para que recebam na vossa morada uma carta com o PIN.

É a partir desse momento que poderão começar a usar a Chave Móvel Digital, fazendo a autenticação com o e-mail ou número de telefone e o código PIN.

A utilidade da Chave Móvel Digital (CMD) é muito abrangente, uma vez que nos dá acesso a uma grande lista de portais que nos permite tratar de várias questões, como por exemplo ePortugal, Instituto dos Registos e Notoriado, Segurança Social, Autoridade Tributária e Aduaneira, Caixa Geral de Depósitos, Portal SNS, Millennium BCP, Novo Banco, IMT, Registo Criminal Online, Activobank, ADSE e EDP Comercial.

Com a CMD, poderão ainda renovar o cartão de cidadão sem a necessidade de se deslocarem a um balcão, tendo ainda com um desconto adicional de 10%. Todas as pessoas com mais de 25 anos podem usar esta ferramenta, desde que o CC tenha caducado há menos de 30 dias e tenha sido pedido antes de 1 de outubro de 2017.

Caso tenham o vosso cartão de cidadão caducado, só será possível utilizarem esta solução se já tiverem ativado previamente a CMD. Por outro lado, pessoas com menos de 25 anos têm obrigatoriamente de ir a um balcão.

Numa renovação online, o custo será de, no máximo, 16,20€. Presencialmente este valor sobe para os 18€ (excetuando pedidos urgentes).

Além disso, é também possível fazer a renovação da carta de condução graças à Chave Móvel Digital. À semelhança do que se passa com o cartão de cidadão, há um desconto de 10% face aos 30€ que pagamos se nos dirigirmos a um balcão. De realçar que este valor é apenas para pessoas até aos 70 anos. A partir dessa idade o custo da renovação é de 15€.

Contagion. Filme de Steven Soderbergh volta a ganhar interesse devido à COVID-19

Não é propriamente surpreendente, mas, durante estes dias, milhares e milhares de pessoas têm procurado assistir a filmes, documentários ou séries que retratem pandemias. E um deles é Contagion, filme de 2011 realizado por Steven Soderbergh que parece ter chegado a todo um novo público.

Lançado em outubro de 2011 pela Warner Bros. Pictures em Portugal, Contagion conta com um elenco de peso, ou não tivesse nomes como Matt Damon, Kate Winslet, Jude Law, Laurence Fishburne e Gwyneth Paltrow, e conta a história de um grupo de pessoas que tenta sobreviver numa sociedade consumida por uma pandemia. Esta pandemia surgiu devido a um vírus transmitido pelo ar, sendo altamente contagioso e capaz de matar rapidamente.

Ora, só por isto que referimos dá para perceber as semelhanças com a realidade que vivemos e o surto de COVID-19 que enfrentamos atualmente. Apesar de esta não ser, de todo, uma altura recomendável para assistir a este filme, a verdade é que tem sido muito procurado.

No entanto, o vírus apresentando em Contagion é muito mais grave que o novo coronavírus. A forma de transmissão apresentada no filme – pelo ar – e a taxa de mortalidade são duas das principais diferenças.

Curiosamente, a longa-metragem de Steven Soderbergh tem estado novamente a causar burburinho devido ao facto de, na história, tudo começar quando uma personagem decide visitar a China, ficando lá infetada e trazendo a doença para os Estados Unidos. E pronto, a partir daqui já conseguem adivinhar o que vai acontecer…

A história do filme é baseada no vírus MEV-1 e consta que o argumentista do filme, Scott Z. Burns, pesquisou patologias durante três anos de modo a desenvolver o texto. Aliás, vários cientistas consideraram Contagion bastante preciso.

E agora a questão mais importante: onde ver o filme? Legalmente, podem vê-lo a partir do iTunes, Rakuten, YouTube, Google Play Store e videoclube da MEO.

Campanha “2 por 1 vizinho” da COOKOO pretende apoiar grupos de risco

Não é a primeira vez, nem será a última, que falamos aqui do COOKOO – The Kitchen Hub, plataforma de home delivery que junta num só espaço sete restaurantes. Pois bem, a empresa tem agora uma nova iniciativa que será bem útil para os grupos de risco que não podem sair de casa.

A campanha “2 por 1 vizinho”, tal como o nome indica, sugere que os mais jovens peçam comida a dobrar, ficando o custo da refeição do vizinho por conta do COOKOO. E por vizinho refere-se, lá está, os tais grupos de risco, como idosos que não têm acesso à internet ou conhecimentos digitais que lhes permitam encomendar refeições com entrega ao domicílio.

ZAO

Este 2 por 1, a decorrer até ao dia 27 de março, dá, portanto, 50% de desconto no valor total da encomenda. Basta que, para isso, através do site ou da app COOKOO, peçam refeições de um ou de vários restaurantes disponíveis, utilizando depois o código #2x1vizinho. Depois basta aguardar pela entrega da encomenda em casa, sem qualquer taxa de entrega associada.

Atenção, o desconto aplica-se a encomendas cujo valor atinja, pelo menos, 16€. O COOKOO sugere ainda que, nesta fase, os pagamento sejam realizados via MB Way ou cartão de crédito, evitando, assim, o contacto com o estafeta, que fará a entrega também sem retirar o capacete.

O COOKOO funciona todos os dias ao almoço e jantar, com entregas na zona de Lisboa entre as 12h e as 15h e das 19h às 23h. As encomendas podem ser realizadas em qualquer altura, até com quatro dias de antecedência, preparando a refeições para a semana.

O COOKOO tem disponíveis sete restaurantes distintos, para responder a todos os gostos e necessidades, desde opções para os mais aventureiros, comida caseira para os mais tradicionais e mesmo sopas para as crianças. Conta com o Rosita, mexicano com tacos e burritos, o Tortto, uma autêntica trattoria italiana, e o MOM, com comida de conforto bem ao jeito da mãe. Tem também um fish bar, o Crudo, e um restaurante dedicado ao sushi, o Zao. O Inocente apresenta comida saudável e low carb e o Garden Gourmet é um conceito totalmente vegetariano.

CustoJusto lança nova área no site para destacar alguns serviços online

Depois de ter retirado da plataforma todos os anúncios referentes a equipamentos de proteção para o COVID-19, num esforço para impedir a especulação destes produtos, o CustoJusto tem agora outra novidade.

CustoJusto

A plataforma de classificados passa a disponibilizar uma nova área na sua homepage denominada #CustoJustoemCasa onde serão destacados alguns serviços online, nomeadamente explicações, formação, aulas de ginástica ou de instrumentos musicais, entre outros.

Além disso, a plataforma também criou uma nova categoria para que os restaurantes possam anunciar os seus serviços, quer de takeway, quer de entregas ao domicílio.

O CustoJusto é um dos maiores sites nacionais de anúncios de classificados.

#ANIMALAR. Nova iniciativa sensibiliza-nos para cuidarmos dos animais em tempo de COVID-19

Há algo que algumas pessoas ainda não perceberam: o novo coronavírus não é transmitido nem afeta os animais. E foi graças a esta problemática que surgiu a #ANIMALAR, a nova iniciativa da comunidade tech4COVID19 que pretende sensibilizar os portugueses para a relação dos animais com o surto de COVID-19.

os animais

O principal objetivo da #ANIMALAR é, lá está, evitar o abandono animal. Com o número de casos positivos a aumentar a cada dia e a maior preocupação das pessoas com a sua saúde e o seu bem-estar, os animais nem sempre ficam no topo das prioridades. No entanto, há serviços que estão disponíveis para cuidar deles e a #ANIMALAR surge para lhes dar visibilidade e apoiar os tutores no acompanhamento dos patudos.

Há um website, que podem e devem consultar, que incluí uma série de perguntas e respostas sobre como passear os animais na rua, como cuidar de colónias de gatos, entre outras, para orientar os tutores.

Este foi, de resto, um dos projetos que se juntou ao tech4COVID19, um movimento criado por um grupo de fundadores da comunidade tecnológica portuguesa que pretende criar soluções tecnológicas (estão em curso 20 projetos) que ajudem a população a ultrapassar o desafio da COVID-19.

Crítica – Emma.

A adorada dramédia de Jane Austen sobre a procura da alma gémea para conseguirmos o nosso final feliz é reimaginada nesta nova adaptação ao cinema de Emma.. Bonita, inteligente e rica, Emma Woodhouse (Anya Taylor-Joy) é uma inquieta abelha rainha sem rivais na sua pequena e adormecida cidade. Nesta cintilante sátira das classes sociais e das dores de crescimento, ela tem de se aventurar por equívocos e erros românticos para encontrar o amor.

Emma. é a primeira longa-metragem realizada por Autumn de Wilde, bem como o primeiro argumento (para cinema) de Eleanor Catton. Nunca vi adaptações anteriores e filmes de época não são exatamente “a minha praia”, mas isso não significa que não consiga apreciá-los.

The Favourite e Little Women são os exemplos mais recentes de filmes do mesmo género que adoro. A razão principal pela qual senti necessidade de ver esta adaptação prende-se com o facto desta ser o primeiro papel de Anya Taylor-Joy como a única protagonista.

Acredito profundamente que se tornará numa das atrizes mais famosas da sua geração, ao lado de Florence Pugh, Chloë Grace Moretz, Hailee Steinfeld, Kaitlyn Dever, Saoirse Ronan, entre outras. A sua prestação neste filme é mais um argumento para validar a minha previsão. É fenomenal enquanto Emma!

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Levei algum tempo a acostumar-me à voz dela, visto que Anya aplica um tom muito mais alto do que o habitual. É muito comum vermos atores com sotaques diferentes, mas mudarem a sua voz como Anya faz, mesmo que seja uma simples modificação, mostra o quão comprometida estava com o seu papel.

Por mais clichê que possa soar, Anya carrega toda a história nos seus ombros. É o elo de ligação entre todas as linhas narrativas e as personagens. Sem ela, o filme não funciona, por isso, a sua performance tinha que ser praticamente perfeita. Anya demonstra o seu alcance e habilidade emocional, bem como um controlo perfeito do guião complexo e rico. A maioria dos diálogos possui frases longas com vocabulário sofisticado, algo que só os melhores atores conseguem lidar sem esforço.

Anya brilha, mas a sua personagem também. O arco de Emma é muito interessante. Para além de “bonita, inteligente e rica”, não respeita os pobres, manipula as decisões românticas de quem lhe é próximo e, por vezes, age de forma muito egoísta e arrogante. A sua transformação numa pessoa melhor é o arco mais cativante do argumento, mas também vai de encontro ao meu problema principal com o filme, no seu geral. Dez minutos dentro e já sabia tudo o que ia acontecer.

Tento sempre evitar pensar muito à frente. Mas quando se trata de relações entre personagens, é tudo tão previsível e óbvio que não consigo deixar de imaginar a história inteira. O mesmo “truque” de escrita é usado ao longo do tempo de execução para distorcer certas relações, tornando-se repetitivo e um pouco maçante. Nunca me senti realmente investido no filme até ao fim da primeira metade. O ritmo está bem equilibrado, mas quando nada é surpreendente, inovador ou criativo no que toca à narrativa geral, não há muito que me possa manter cativado.

O primeiro ato é um pouco confuso, com muitas personagens a ser introduzidas muito rápido. Honestamente, apenas descobri enquanto escrevia esta crítica que uma personagem secundária é familiar de uma das principais. História e personagens são os dois pilares de qualquer filme. Sempre escrevi isto. Se estes dois não funcionarem, então tudo irá desmoronar-se. Está longe de entrar em colapso, sendo até muito bem estruturado, mas é como se estes dois pilares fossem como milhares de outros. Não há nenhuma caraterística distinta que os torne únicos.

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Estranhamente, nunca me senti propriamente aborrecido. O elenco faz um bom trabalho ao manter o espetador entretido com tanta prestação notável. Bill Nighy (Mr. Woodhouse) e Miranda Hart (Miss Bates) são muito engraçados. O guarda-roupa é lindo (para além de importante), pois melhora a compreensão da história, identificando claramente quem é rico e pobre.

A produção artística e cenografia são fantásticas, a cinematografia é excelente (Christopher Blauvelt) e a banda sonora é agradável (Isobel Waller-Bridge e David Schweitzer). No entanto, por mais impecável que seja o trabalho técnico, o filme continua carente de um estilo de realização único, algo que é, de alguma forma, esperado, tendo em conta que é a primeira longa-metragem da realizadora Autumn de Wilde.

Resumindo, Emma. não chega ao nível dos últimos filmes de época, como The Favourite ou Little Women, mas é um bom começo para as estreantes Autumn de Wilde e Eleanor Catton.

Anya Taylor-Joy entrega uma prestação excecional ao interpretar uma Emma Woodhouse muito bem escrita, carregando o filme aos seus ombros até ao final, consolidando o seu lugar em Hollywood como uma das atrizes com mais potencial da sua geração. O resto do elenco também é excelente.

O guarda-roupa rouba o “espetáculo técnico”, mas o nível de produção é impressionante. No entanto, a narrativa carece de elementos surpreendentes, tornando a existência desta nova adaptação um pouco questionável. Qual a razão para se fazer outro filme se não há nada de único que o separe dos anteriores? É previsível desde o início, tem um primeiro ato confuso e é muito difícil o espetador sentir-se investido na história antes da primeira hora.

Se gostam de dramédias de época, recomendo. Caso contrário, os outros dois filmes mencionados acima são, provavelmente, uma escolha mais acertada…

Veículos TVDE passaram a circular com limite de passageiros

É algo que vem em linha com as indicações no Decreto n.2-A/2020, artigo 23º alínea e), onde é determinado o estabelecimento da redução do número máximo de passageiros por transporte para um terço de número máximo de lugares, por forma a garantir a distância adequada entre os utentes dos transportes. Assim, as empresas TVDE já começaram a tomar medidas nesse sentido.

Um email enviado pela Bolt aos motoristas da plataforma refere uma redução do número máximo de passageiros por transporte para 1/3 do número máximo de lugares disponíveis.

motoristas

Por exemplo, os veículos que têm capacidade para quatro passageiros (categoria Bolt normal e Bolt Green) poderão transportar apenas um passageiro, ao passo que os veículos que têm capacidade para seis passageiros (categoria XL) poderão transportar apenas dois passageiros.

Não conseguimos descobrir foi se a Uber aplicou as mesmas medidas, mas, num post de Facebook da Kapten, pode ler-se que a empresa refere um máximo de três passageiros por veículo, nunca utilizando o lugar da frente, pedindo ainda que se evita falar diretamente para o motorista e vice versa.

Os motoristas TVDE devem ainda higienizar as mãos com frequência, bem como desinfetar frequentemente o volante e as maçanetas das portas interiores e exteriores com uma solução à base de álcool ou toalhitas desinfetantes.

Há ainda uma outra nota muito importante: a partir das 0h desta segunda-feira, dia 23 de março, as autarquias “podem definir condições excepcionais destes veículos, incluindo a circulação em dias pares para os veículos com número de matrícula par e a restrição de circulação em dias ímpares para os veículos com número de matrícula ímpar”.

Recorde-se que, recentemente, também as empresas de micromobilidade suspenderam temporariamente as suas operações em Portugal.

Glovo passa a entregar medicamentos da Wells em casa

Foi na passada sexta-feira, dia 20 de março, que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinou o decreto do governo que regulamenta o estado de emergência em Portugal. E isto quer dizer que, apesar de não existir uma quarentena obrigatória, as pessoas devem apenas e somente sair de casa para o estritamente necessário, como comprar comida ou medicamentos. Agora, a Glovo vem dar uma ajuda para este último caso.

É desde a passada sexta-feira que é possível pedir aos estafetas da Glovo que passem numa Wells, que faz parte do Grupo Sonae, e recolham medicamentos não sujeitos a receita médica. Esta é uma opção especialmente útil para quem faz parte de grupos de riscos, como idosos e grávidas.

Wells

E há outra boa novidade: na Glovo, a taxa de entrega é inteiramente grátis para encomendas superiores a 6€ até ao dia 9 de abril. No entanto, caso a vosso pedido seja de valor inferior, também pagam somente uma taxa de 1€.

Recorde-se que a Glovo opera em Lisboa, Porto, Braga, Vila Real, Guimarães, Póvoa do Varzim, Aveiro, Coimbra, Covilhã, Viseu, Leiria, Torres Vedras, Barreiro, Almada, Setúbal, Évora, Faro, Funchal e Ponta Delgada.

Durante estes dias, a assinatura no dispositivo do estafeta passa a ser desnecessária. Podem ainda pedir para que o estafeta deixe o pedido à porta de vossa casa.

Jogos grátis para jogar durante a Quarentena

Em época de isolamento, há muitas formas de nos mantermos ocupados. Por aqui, uma delas é com videojogos. Além dos serviços de subscrição, que incluem centenas de títulos par explorar e dos novos lançamentos, há muitos jogos grátis para resgatar, cortesia das produtoras, por tempo limitado. Aqui ficam alguns exemplos.

Tomb Raider

Além destes jogos, que em breve voltarão ao seu preço normal, há muitas demos para explorar tanto no PC, através dos diferentes clientes, Steam, Uplay, GOG, EA Origin, entre outros, como nas consolas, através da Nintendo eShop, da PlayStation Store e da Microsoft Store.

Se nunca usaram nenhuma subscrição de jogos, agora é também uma excelente altura para darem uso ao período de teste das duas mais populares.

No lado da Playstation temos o PS Now, com um trial de sete dias, que contém um catálogo com mais de 700 jogos para jogar via streaming e uma seleção muito curada de jogos para descarregar na PlayStation 4, onde se pode jogar atualmente títulos como Control, Shadow of the Tomb Raider, Horizon Zero Dawn, Uncharted: The Lost Legacy, entre outros.

E do lado da Xbox temos o Xbox Game Pass que, apesar de não ser totalmente gratuito, pode ser testado por apenas 1€ durante um mês inteiro. Está disponível para PC e Xbox One e conta uma seleção de centenas de jogos, entre eles Ori and the Will of the Wisps, Halo: The Master Chief Collection, Forza Horizon 4, Gears 5 e muitos mais.

Musicais de La Féria vão ser transmitidos todos os dias a partir do Facebook

A iniciativa começou ontem, sábado, dia 21 de março, com a transmissão de My Fair Lady – Minha Linda Senhora, protagonizado por Anabela e Carlos Quintas, e estará “em funcionamento” até 8 de maio. Esta foi a forma que o encenador Filipe La Féria encontrou para levar os seus espetáculos a cada vez mais gente.

“Nestes tempos de solidariedade o Teatro Politeama e Filipe La Féria querem estar próximos de todos os portugueses. A transmissão dos seus espetáculos é a sua forma de contribuir para amenizar as dificuldades por que todos estamos a passar e reforçar a confiança de que juntos venceremos”, diz o post publicado pelo teatro na página oficial de Facebook.

Como é que isto funciona? Basicamente, será possível assistir a um espetáculo diferente por semana. Até dia 27 deste mês, Dia Mundial do Teatro, podem aproveitar para assistir então a My Fair Lady – Minha Linda Senhora. De 28 de março a 3 de abril será a vez de Maldita cocaína; de 4 a 10 de abril o protagonismo será de Música no coração; de 11 a 17 de abril toma lugar Jesus Cristo Superstar; depois A evolução de um grande musical: Severa, de 18 a 24 de abril; A canção de Lisboa, de 25 de abril a 1 de maio; e finalmente Judy Garland: O fim do arco-íris, de 2 a 8 de maio.

Os espetáculos podem ser vistos, a partir das 21h30, na página oficial de Facebook do Teatro Politeama.

Há uma novo site que reúne voluntários para ajudar quem mais precisa

Chama-se Quero Ajudar, foi desenvolvido em apenas três dias por um grupo de profissionais portugueses e brasileiros que se juntaram ao Programa E-Commerce Experience e tem como objetivo superar as dificuldades causadas pelo COVID-19 e promover a união entre os grupos de risco e quem pode prestar a ajuda necessária no território português.

voluntário

De forma simples e intuitiva, o site, que os criadores ousam chamar app, permite que quem precisa de ajuda descreva o seu pedido, que é transmitido à rede de voluntários para que, dessa forma, possam analisar o pedido. Pposteriormente, é estabelecida a ligação entre a pessoa que precisa de ajuda e um voluntário da rede, garantindo ao longo de todo o processo a confidencialidade dos dados pessoais.

Por exemplo, quem precisa de ajuda, basta selecionar essa opção no site e, seguidamente, escolher o tipo de ajuda mais adequado, bem como uma descrição detalhada do que pretende. Nessa fase não será necessário indicar os dados pessoais, mas sim dar e ênfase ao apoio necessário.

Por outro lado, se quiserem ajudar e não pedir algo, podem não só registar-se como voluntários, como ter acesso a alguns pedidos de auxílio na plataforma, sendo que, com a Quero Ajudar, podem então fazer uma boa ação.

Há ainda uma funcionalidade de apoio aos profissionais de saúde, sendo possível doar uma refeição ou outro bem essencial para estes heróis, bem como deixar uma palavra de apoio, um abraço solidário, entre outras coisas.

Centros comerciais cumprem novas regras a partir deste domingo

Ir a lojas de roupa ou de calçado? Esqueçam. Passear pelos centros comerciais? Nem pensar. A partir das 00h deste domingo, muitas das lojas consideradas não essenciais estarão fechadas ao público.

Quem o garante é a Associação Portuguesa de Centros Comerciais – APCC, enquanto interlocutor da indústria dos centros comerciais em Portugal, que informa que os seus associados estão preparados para cumprir as novas medidas decretadas pelo Governo.

Centros comerciais

De acordo com o Decreto n.º 2-A/2020, os centros comerciais continuarão abertos de modo a permitir o funcionamento dos serviços, considerados essenciais.

São eles os super e hipermercados, padarias, restauração e bebidas (apenas para take away ou entrega ao domicílio), serviços médicos, farmácias e locais de venda de medicamente não sujeitos a receita médica, estabelecimentos de produtos médicos e ortopédicos, oculistas, estabelecimentos de produtos cosméticos e de higiene, estabelecimentos de produtos naturais e dietéticos, serviços postais, papelarias e tabacarias (jornais, tabaco), jogos sociais, clínicas veterinárias, estabelecimentos de venda de animais de companhia e respetivos alimentos, estabelecimentos de venda de flores (e plantas, sementes e fertilizantes), estabelecimentos de lavagem e limpeza seco de têxteis e peles, drogarias, lojas de ferragens e estabelecimentos de venda de material de bricolage, estabelecimentos de manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos e vendas de peças e acessórios e serviços de reboque, estabelecimentos de venda e reparação de eletrodomésticos, equipamento informático e de comunicação e respetiva reparação, bem como serviços bancários, financeiros e seguros.

Tudo o resto terá de fechar.

Os centros comerciais continuarão a assegurar o cumprimento de todas as medidas de higiene e segurança recomendadas pelas autoridades.

Trotinetes e bicicletas partilhadas estão temporariamente suspensas em Portugal

E os motivos são dois: a declaração do Estado de Emergência pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na passada quarta-feira, e também devido à notória e expectável quebra de utilização desses serviços.

Assim, e de momento, serviços como a Hive, Lime, Jump e GIRA estão temporariamente com a atividade suspensa em Portugal.

Trotinetes da

Num post colocado no Facebook esta quinta-feira, a Câmara Municipal de Lisboa dava conta da suspensão da operação da Rede de Bicicletas Partilhadas de Lisboa – GIRA. Quem tem passes ativos pode ficar descansado, uma vez que os mesmos serão prorrogados pelo período equivalente ao que durar esta suspensão.

Já a Hive, apesar de não ter enviado qualquer informação aos seus utilizadores, colocou uma nota no site oficial a dizer que o serviço, tanto de trotinetes como de bicicletas, parou durante estes dias. A marca diz que depois avisará os seus clientes assim que estiverem novamente online.

O mesmo acontece com a Lime, que suspendeu as operações numa série de países, incluindo Portugal, e com a Uber, neste caso via Jump, que também deixou de disponibilizar temporariamente as suas trotinetes e bicicletas partilhadas por cá.

Porém, os serviços de TVDE continuam a funcionar totalmente. Embora a procura tenha diminuído drasticamente, há quem ainda se arrisque a trabalhar, mesmo que os ganhos possam não compensar. O Echo Boomer sabe que, entretanto, muitos motoristas vão parar durante uns dias, até porque é impossível manter uma distância de segurança dentro de um veículo. Além disso, e como muitos dos veículos são provenientes de empresas de leasing, estas não têm facilitado a vida a quem quer fazer pela vida.

Too Good To Go cria projeto temporário e deixa-nos comprar uma refeição normal para take-away

Bem sabemos que este não é o foco da Too Good To Go, mas dias fora do normal requerem medidas extraordinárias. E foi precisamente isso que os responsáveis da app dinamarquesa fizeram.

Assim, e uma vez que muitos dos estabelecimentos parceiros estão a enfrentar grandes dificuldades nos dias que correm, há agora na famosa aplicação um projeto temporário para apoiar os respetivos parceiros e o comércio local. Basicamente, e de forma excecional, a Too Good To Go deixa que os utilizadores comprem uma refeição normal para take-away diretamente na aplicação.

take-away

Estas refeições são chamadas de WeCare e têm como base o menu original do estabelecimento, não sendo excedente/desperdício, logo a quantidade de comida que vos será dada na Magic Box será a mesma como se comessem dentro de cada restaurante/café.

Esta iniciativa da Too Good To Go não tem fins lucrativos, até porque o objetivo é ajudar negócios locais. Para ajudar, basta então que, na app, pesquisem por WeCare, aparecendo logo os estabelecimentos aderentes. Depois basta escolher a refeição, fazer o pedido e levantar. Pelo que percebemos, esta opção parece somente estar disponível em Lisboa e Porto.

A Too Good To Go diz ainda que teremos uma janela de tempo limitada para o cancelamento do pedido, a fim de se evitar qualquer espera ou risco desnecessário. E aquando do levantamento da refeição, somos a fazer o “swipe” do recibo.

Como referimos, ao não levantarmos excedentes, os utilizadores estarão a pagar muito mais do que o habitual na conhecida aplicação. O “problema” desta solução da Too Good To Go, mesmo que queira ajudar o comércio local, acaba por ser a concorrência.

É que serviços como a Uber Eats não só apresentam uma ampla oferta de estabelecimentos, como por estes dias estão a oferecer vários tipos de descontos, alguns bem apetecíveis. E mesmo que, a nós, uma refeição fique muito em conta (algo valioso durante estes dias em que muitos podem nem ter ordenado para os próximos tempos), o restaurante/café recebe sempre o valor original do pedido.

Além disso, a concorrência tem outra vantagem que este projeto temporário da Too Good To Go, e que recorre ao take-away, não tem: entrega ao domicílio. E nós bem sabemos que não convém sair de casa durante estes dias…

Elisa não deve mesmo representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção

Após termos ficado a saber que a União Europeia de Radiodifusão (EBU) tinha resolvido cancelar a edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção, havia a forte probabilidade da vencedora deste ano, Elisa, não ser efetivamente a representante portuguesa na edição do próximo ano. E agora confirma-se algo: as canções vencedoras deste ano ficam em 2020.

Isto deve-se às regras do festival, que dizem que as composições não podem ter sido lançadas antes do dia 1 de setembro do ano anterior ao da sua realização.

Elisa

No que aos interpretes diz respeito, até podem ser os mesmos deste ano, o problema é que terão de representar o respetivo país com outra canção. Ou seja, e como Elisa ganhou a edição deste ano com a música “Medo de Sentir”, não faz qualquer sentido que a jovem represente Portugal com outra canção completamente diferente.

Afinal, foram os votantes que escolheram a composição vencedora, pelo que tem lógica serem novamente os portugueses a indicar o tema que irá representar o país no próximo ano.

O que a EBU decidiu, para honrar as canções que ficam pelo caminho, é apostar num programação alternativa, mas que não seja, de todo, uma competição. Não foi divulgado ao certo como é que isto irá acontecer, mas esperamos por mais novidades em breve.

Recorde-se que o Festival Eurovisão da Canção deveria realizar-se a 12, 14 e 16 de maio em Roterdão, nos Países Baixos, mas o surto de COVID-19 fez cancelar a edição deste ano. Porém, deverá acontecer naquela cidade em 2021.

Análise – Exit the Gungeon

As mãos ainda soam, os cabelos estão em pé e as mãos tremem descontroladamente – assim é a experiência de Exit the Gungeon, um jogo de plataformas e ação que se despe do género dungeon crawler do título anterior, lançado em 2016, para se focar numa estrutura mais linear e muito mais assente na jogabilidade árcade.

Exit the Gungeon é um spin-off tremendo, no sentido em que consegue readaptar a jogabilidade do original e transformá-la num novo e igualmente desafiante género. As masmorras procedurais desapareceram e deram lugar a arenas verticais que se dividem por vários níveis, onde temos de eliminar todos os inimigos, evitar o mar de balas e enfrentar um boss para avançarmos para a próxima etapa. Os níveis seguem um design simples, com várias plataformas que podemos utilizar para nos desviarmos, mas há uma evolução na sua complexidade e uma variedade interessante no que toca aos perigos que encontramos em cada uma delas.

Se, por exemplo, começamos numa arena sem perigos adicionais, rapidamente passamos para níveis onde o chão se move e somos atacados por caveiras embutidas nas paredes. O ritmo é frenético, imparável e muito intenso, com a dificuldade a aumentar a cada arena que conquistamos.

Exit the Gungeon

O conceito, no entanto, nunca deixa de ser intuitivo e acessível, focando-se unicamente em dois elementos concretos: desviar e disparar. Com arenas fechadas, somos atacados de todas as direções por inimigos de vários tipos, desde explosivos até a atiradores furtivos. As balas vêm de todos os lados e é necessário sermos rápidos e eficazes. O salto e o desvio dão-nos invencibilidade momentânea que nos permitem evitar as balas e continuar a lutar, com Exit the Gungeon a criar padrões de ataques que nos irão levar à loucura. Nos momentos mais intensos, parece que estamos perante um Bullet Hell, onde é estritamente necessário compreender os ataques dos inimigos e dominar o desvio.

Tal como no original, Exit the Gungeon traz consigo um armamento surpreendente, apostando na variedade e na aleatoriedade, onde encontramos pistolas tradicionais, lança-rockets, guitarras, atiradores de gelo e até de bolhas de sabão, entre outros. Cada arma tem a sua vantagem e todas elas, até as mais lentas e que necessitam serem carregadas, funcionam dentro das arenas frenéticas.

No entanto, o elemento aleatório não está presente apenas no poder destas pistolas, mas também na ordem em que as usamos. Exit the Gungeon não nos deixa escolher ou trocar de armas e implementa uma seleção aleatória que vai rodando de acordo com a nossa utilização. Ao fim de poucos minutos, a arma muda automaticamente e vemo-nos com um tipo de disparo diferente, sobre o qual temos de alterar a nossa estratégia. Apesar de ser contra este tipo de ausência de liberdade, devo admitir que a escolha aleatória funciona em Exit the Gungeon, nunca deixando os jogadores indefesos ou com uma arma pouco funcional.

Exit the Gungeon

As raízes roguelite continuam presentes em Exit the Gungeon e é possível, após cada partida, utilizar o dinheiro amealhado para comprar novas armas e itens. Estas armas, que desbloqueiam à medida que avançam na masmorra vertical, ficam disponíveis no jogo e passam a fazer parte da roleta de seleção, adicionando assim mais armamento à campanha. Com mais armas, mais hipóteses de sucesso. Não há, portanto, uma evolução de personagens, mas sim novas opções de combate e de lutadores que dão uma maior variedade à jogabilidade.

Não é uma sequela, mas Exit the Gungeon é um spin-off delicioso que irá entreter os fãs da série, de roguelikes e Bullet Hells/Shoot’em Ups. É divertido, muito difícil e tem o ritmo perfeito para um jogo deste género. Apesar de existirem ainda alguns bugs, não deixem passar este título se procuram algum desafio.

Nota: Muito Bom

Plataformas: PC, Nintendo Switch, iOS
Este jogo (versão Nintendo Switch) foi cedido para análise pela Cosmocover.

Exit the Gungeon não complica e dá-nos uma experiência simples, mas muito desafiante que irá satisfazer os fãs do género.