Mas somente está disponível na versão premium da plataforma da SIC.
Já esteve no cinema, nos videoclubes, nos canais TVCine (onde ainda vai estando em exibição), na SIC Radical em formato de minissérie e, agora, chega ao OPTO. Falamos d’O Filme do Bruno Aleixo, película que está disponível no novo serviço de streaming da SIC.
Aliás, tal não é propriamente surpreendente, uma vez que a conhecida personagem há muito que tem estado presente na grelha da SIC Radical. E tendo a estação de Paço de Arcos lançado a nova plataforma online, faria todo o sentido que lá estivesse.
Mas calma. Somente os membros com acesso à versão premium é que conseguem assistir ao filme. O mesmo que dizer que terão de pagar. E têm duas opções: 3,99€/mês, pelo que podem cancelar quando desejarem, ou a vertente anual, que custa 39,99€.
O ponto positivo é que podem estar dois dispositivos em simultâneo a ver conteúdos no plano premium. É o mesmo que dizer que podem partilhar conta com alguém e, assim, na prática, o plano anual da OPTO fica por 20€ a cada um.
Ainda em relação ao Filme do Bruno Aleixo, e como referimos anteriormente, a longa-metragem vai tendo exibição esporádica nos canais TVCine. A outra alternativa passa por alugar a película no Filmin. Nesse caso, terão de pagar 3,95€, ficando o filme disponível durante 72 horas.
OPTO ainda apresenta alguns problemas
Voltando ao OPTO, e caso já tenham testado a plataforma, decerto já terão reparado que não existe uma divisão por categorias. Existem, sim, secções na página inicial, mas não existem categorias propriamente ditas. Por exemplo, não existe forma de pesquisar tudo o que esteja relacionado com Comédia.
Experimentem fazer uma pesquisa por um certo termo. Nós experimentámos pesquisar algo com a palavra “comédia” e, embora apareçam imensos conteúdos, muitos deles não referem qualquer informação prévia sobre o mesmo. Atentem neste exemplo.
Uma forma de apresentação algo…. estranha.
Como podem reparar, são dimensões algo exageradas, com os próprios thumbnails a serem apresentados com imagens de uma cena qualquer desses mesmos episódios. Não seria melhor, por exemplo, apresentar essas sugestões devidamente agrupadas? Segundo podem reparar, estão ali diversos conteúdos dos Gato Fedorento, mas sem qualquer informação. Afinal, qual é o objetivo aqui?
De resto, o facto da plataforma somente funcionar, na versão browser, no Google Chrome, nesta altura do campeonato, é algo incompreensível. Tudo bem que é o browser mais utilizado, mas convém existir compatibilidade com browsers como o Firefox, Opera, Safari, entre outros.
Por último, resta-nos dizer que a versão gratuita do serviço de streaming OPTO é mesmo muito, muito limitada. Não se recomenda o uso desta plataforma devido ao facto de praticamente tudo o que é de maior interesse estar bloqueado.
Neste investimento, está incluída a adaptação do supermercado de Matosinhos, o primeiro em Portugal a receber o conceito de Loja 6.25. No total, foram adaptadas 72 lojas nos últimos dois meses.
Foi em 2019 que a Mercadona começou a trabalhar na Estratégia 6.25, envolvendo todos os colaboradores no desafio de continuar a cuidar do planeta, tornando os diferentes processos da cadeia de montagem mais sustentáveis. Agora, a conhecida cadeia de supermercados anuncia que planeia investir mais de 140 milhões de euros nos próximos cinco anos para reduzir o plástico.
A Estratégia 6.25, que tem o triplo objetivo de, até 2025, reduzir em 25% o plástico, e que quer tornar todas as embalagens de plástico recicláveis e reciclar todos os resíduos de plástico, está a ser implementada através de seis ações que envolvem mudanças em diferentes processos da empresa.
Nos últimos dois meses, a Mercadona adaptou 72 lojas e transformou-as em Lojas 6.25, nas quais já é possível observar avanços na estratégia e cujo objetivo é ouvir a opinião dos “Chefes” (clientes) e trabalhadores relativamente a todas as ações que a empresa está a desenvolver no âmbito da Estratégia 6.25.
As Lojas 6.25 encontram-se atualmente distribuídas por todas as províncias espanholas e, em Portugal, encontra-se em Matosinhos (distrito do Porto). Este modelo continuará a expandir-se por toda a cadeia ao longo do próximo ano.
A Estratégia 6.25 para a redução do plástico: uma Mercadona mais verde
As primeiras duas ações desta estratégia centram-se no facto de, ao longo de 2020, a Mercadona ter procedido à eliminação dos sacos de plástico de uso único em todas as secções, bem como os descartáveis de plástico de uso único. A terceira ação, a realizar-se até 2025, implica o compromisso da empresa em reduzir em 25% o uso de plástico nas suas embalagens, eliminando o que não acrescenta valor, substituindo-o por outros materiais e incorporando plástico reciclado.
Além disso, a quarta medida demonstra o compromisso da empresa em tornar recicláveis todas as suas embalagens de plástico até 2025.
Na quinta ação da Estratégia 6.25, a Mercadona compromete-se a reciclar 100% dos resíduos de plásticos das Lojas físicas. E, em sexto lugar, a Mercadona ajudará os “Chefes” a reciclar, fornecendo-lhes informações úteis sobre a reciclagem tanto na loja e como nas embalagens, através de pictogramas indicativos.
Após ter sido decidido adiar a edição deste ano do ID NO LIMITS para 13 e 14 de novembro, a Live Experiences volta a adiar o festival, desta vez para 9 e 10 de abril de 2021. A razão? A pandemia de COVID-19, pois claro.
Assim, e depois de ter reconfirmado uma série de nomes para a edição do próximo ano, eis que a organização acaba de anunciar mais quatro artistas/bandas: Ezra Collective, Moses Boyd, Joe Kay e Tristany.
Temos, portanto, três reconfirmações e uma novidade. Neste caso é Tristany, que é considerado um dos artistas que mais se tem destacado no panorama da música que se tem feito em Portugal.
De resto, estão confirmadas atuações de Rejjie Snow, Kelsey Lu, Coucou Chloe, Biig Piig, Lhast, Chong Kwong, PEDRO, Shaka Lion Live Act, Holly, Shapednoise & Pedro Maia Live A/V, L-Ali A/V Vulto, Carla Prata, Vaarwell, Trikk, Ornella, Inês Duarte, DJ Adamm, Co$tanza e Zé Ferreira. Na Cascais Silent Disco estão confirmados Progressivu, Von Di, Matilde Castro e King Kami e, no palco Esquina, estarão Best Boy Grip e Maddruga.
A arte continua a fazer parte do conceito do evento através de uma Art Instalation dos 00:NEKYIA & Multa Collectives, disponível durante os dois dias do festival.
Relativamente ao alinhamento da edição prevista para 9 e 10 de abril, serão anunciadas em breve novas confirmações.
Os bilhetes emitidos para dia 3 e 4 de abril de 2020, bem como da remarcação de 13 e 14 de novembro de 2020, são válidos para a nova data (9 e 10 de abril), não sendo necessário fazer a troca. Em caso de reembolso, e no seguimento da aprovação da Lei 19/2020 de 29 de maio de 2020, os portadores de bilhetes têm direito à emissão de um vale de igual valor ao preço pago, a ser solicitado no local onde adquiriram o bilhete.
Para quem ainda não adquiriu bilhete, saibam que o passe geral custa 45€ até 8 de abril do próximo ano, subindo para os 55€ no dias do evento. Já o bilhete diário pode ser adquirido por 40€.
Para quem nunca jogou Red Dead Redemption 2 e está curioso com o seu modo online, saibam que, em breve, poderão comprar essa parte do jogo, separada da aventura a solo de Arthur.
A partir do dia 1 de dezembro, por 4,99 dólares (preço introdutório com desconto de 75% até 15 de fevereiro), os novos jogadores poderão lançar-se ao Velho Oeste virtual no PC com a versão separada de Red Dead Redemption Online, via Epic Games Store, Steam ou Rockstar Games Launcher, e também nas consolas através da PS Store e da Microsoft Store.
O modo online poderá ser acedido de forma completa, com todas as atualizações já lançadas, mas nas consolas requererá subscrições como o PlayStation Plus e o Xbox Live Gold.
Em comunicado, a Rockstar Games prepara também os jogadores para arranjarem espaço nos seus discos, pois o modo online standalone irá requerer 123GB de espaço. A empresa deixa também a nota que, na PlayStation 5 e Xbox Series X e Series S, Red Dead Redemption Online irá correr através de retrocompatibilidade, ou seja, sem melhorias otimizadas.
Os jogadores que, mais tarde, quiserem aventurar-se na história do jogo, poderão fazê-lo a um preço reduzido com a compra feita através diretamente de Red Dead Redemption Online.
A quinta temporada prepara-se para estrear já em dezembro.
Em 2018, a Amazon salvou a aclamada série de ficção científica The Expanse de um fim após três temporadas. Agora, sabemos que o adeus em definitivo está para breve, com uma sexta e última temporada.
Com a quinta temporada a chegar e, consequentemente, com novos episódios prestes a estrearem no Amazon PrimeVideo já a partir de dia 16 de dezembro, a Amazon revelou que irá dar mais uma temporada à série. Desta forma, a gigante tecnológica irá permitir que a história termine de forma satisfatória para todos os fãs, que embarcaram nesta aventura em 2015, quando estreou no SyFy, e até antes com os livros nos quais a série é inspirada.
The Expanse acompanha a jornada da humanidade durante um período de colonização no sistema solar, sendo confrontada com a possibilidade de explorar locais remotos graças a entidades extraterrestres onde, ao mesmo tempo, várias fações humanas lutam pelo poder e direito de reclamação de zonas habitáveis.
Salva de um cancelamento em 2018, a Amazon comprometeu-se a dar mais três temporadas à série, que regressou no final de 2019 com a quarta temporada, também já disponível no Amazon Prime Video.
O que surge da parceria de dois cineastas perfecionistas e meticulosos? Uma obra magnífica do cinema!
Sinopse:“Em 2003, um estudante de Harvard e génio de computadores, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), começa a trabalhar num novo conceito que eventualmente se transforma na rede social globalmente conhecida como Facebook. Seis anos depois, é um dos bilionários mais jovens de sempre, mas Zuckerberg descobre que o seu sucesso sem precedentes leva a complicações pessoais e legais quando acaba por receber dois processos, um envolvendo o seu melhor amigo (Andrew Garfield).”
Cá estamos com a quarta crítica de um filme de David Fincher esta semana, em preparação para Mank, realizado pela mesma pessoa que entregou filmes fenomenais como Se7en, Fight Club, Zodiac e outros. Agora, é hora de The Social Network, cuja premissa pode ser resumida em “história sobre a criação do Facebook”.
Passaram-se 10 anos desde o seu lançamento e o verdadeiro Mark Zuckerberg já defendeu que a maior parte do filme é baseado em eventos e conversas fictícias. A verdade é que este filme nunca foi publicitado como uma história verdadeira, mas sim como uma adaptação do livro de Ben Mezrich de 2009, The Accidental Billionaires. The Social Network é um filme como qualquer outro, não um relato detalhado do que aconteceu na vida real.
Dito isto, este é facilmente um dos melhores argumentos adaptados de sempre. Aaron Sorkin, o homem por trás de um dos melhores filmes de 2020 (The Trial of the Chicago 7), demonstra os seus atributos de escrita talentosos em The Social Network, provando que é um dos argumentistas mais meticulosos a trabalhar hoje em dia. Se têm acompanhado os meus artigos anteriores, há um par de elogios que continuo repetidamente a reconhecer em Fincher: a sua atenção extrema aos detalhes e a sua dedicação impressionante à narrativa que quer contar.
Então, o que acontece quando se juntam dois dos cineastas mais perfecionistas da história do cinema? Surge das suas mentes brilhantes um candidato a “melhor do ano”, digno de inúmeros prémios.
Não existe muito sobre o que discutir para além da narrativa em si, visto que esta é, de longe, o aspeto que marca The Social Network. Jeff Cronenweth, que trabalhou previamente em Fight Club, traz uma das marcas registadas de Fincher, o visual e sensação realistas através da sua simples, mas poderosa, cinematografia. A banda sonora original de Trent Reznor e Atticus Ross encontra-se repleta com pequenos efeitos que se assemelham a sons de computador, tornando-a bastante viciante ao mesmo tempo que aumenta a energia do filme nas sequências mais entusiasmantes.
Finalmente, tal como em Zodiac, o trabalho de edição (Angus Wall, Kirk Baxter) é absolutamente perfeito e é, definitivamente, o componente técnico que melhor ajuda o argumento de Sorkin a brilhar devido à sua estrutura.
Durante todo o tempo de execução, a história é contada através de linha temporal não linear, misturando a criação do Facebook em si (ideias, planeamento, programação) com os problemas legais futuros que Mark Zuckerberg enfrenta. Esta estrutura permite um par de horas excecionalmente cativante e tremendamente entretido, nunca deixando o ritmo baixar ou ter uma sequência sem algum tipo de evento. O protagonista é acusado de roubar o conceito dos gémeos Winklevoss (ambos interpretados por Armie Hammer), mete-se em problemas com o seu melhor amigo, Eduardo Saverin (Andrew Garfield), sobre a monetização do site, e Sean Parker (Justin Timberlake) funciona parcialmente como gatilho para grande parte do caos que acaba por sobrecarregar a vida de Zuckerberg.
O aspeto mais surpreendente que Sorkin e Fincher conseguiram com The Social Network é o sucesso em fazer o espetador sentir-se investido numa personagem principal que é um “asshole” total, um adjetivo com muito peso no filme. Jesse Eisenberg é notável como uma destas personagens que as pessoas “adoram odiar” (não é por acaso que o verdadeiro Zuckerberg não gostou do filme, visto que o próprio é retratado como um amigo desprezível). Eisenberg tem uma maneira única de falar e maneirismos distintos que são perfeitos para esta personagem. Garfield e Timberlake também são formidáveis, incorporando as suas personagens sem esforço.
Mais uma vez, comparando com Zodiac, The Social Network também é uma narrativa guiada por diálogo, mas esta última ressoou um pouco mais comigo devido à minha área de trabalho.
O único problema que tenho envolve a família Winklevoss. Armie Hammer é excelente como os gémeos, tal como Max Minghella como Divya Narendra, mas este subplot desvia-se ocasionalmente da história principal, perdendo o interesse durante esses momentos curtos. Existe inclusive uma corrida de barco a remo que parece desnecessária, mas admito que é lindamente filmada e acompanhada por uma música fantástica.
Apesar deste pequeno passo em falso, Fincher continua a impressionar-me com os seus métodos enquanto realizador, forçando os atores a provar o seu valor, fazendo-os repetir os seus diálogos rapidamente e implementando takes longos sempre que possível.
Resumindo, The Social Network é mais uma obra magistral do cinema, desta vez entregue não por um, mas por dois cineastas magníficos. David Fincher e Aaron Sorkin empregam o seu perfecionismo mútuo e meticulosidade para criar uma narrativa extraordinariamente envolvente. Possuindo uma estrutura não linear, mas tremendamente eficaz, os dois pilares de qualquer filme – história e personagens – são maravilhosamente construídos, chegando mesmo ao ponto de fazer o espetador sentir-se investido num protagonista desprezível, mas fascinante.
Jesse Eisenberg brilha numa prestação que definiu a sua carreira, mas Andrew Garfield e Justin Timberlake também sobem ao nível necessário de dedicação, lidando com os diálogos rapidíssimos e takes ininterruptos perfeitamente. Tecnicamente, um trabalho de câmara excelente oferece uma atmosfera realista, uma banda sonora viciante aumenta os níveis de entusiasmo e a edição sem quaisquer falhas torna as mudanças em linhas temporais incrivelmente suaves e consistentes.
Apesar de um desvio ocasionalmente desnecessário e irrelevante numa pequena linha narrativa secundária, The Social Network é outra adição brilhante à filmografia de Fincher.
Os burlões tentarão enganar os vendedores com uma “versão alternativa” das Entregas OLX.
Nesta altura do campeonato, muitas das pessoas que utilizam o OLX saberão que a plataforma tem uma parceria com os CTT, de modo a tornar as vendas/compras mais fáceis. As Entregas OLX permitem duas modalidades: CTT Expresso E-Commerce, para entregar e fazer recolha num ponto CTT, e CTT Envios Online, que faz com que os CTT recolham uma encomenda na casa do vendedor e que a entreguem na casa do comprador.
Para que isso seja possível, o vendedor terá de, no momento de publicar o anúncio, ativar a opção Entregas OLX. Depois, parte do comprador chegar a acordo com o vendedor para fazer o envio do produto através desta forma. Neste caso, é o vendedor a tratar de tudo, recebendo os dados necessários para a entrega, pagando pelo serviço e, posteriormente, a definir se deixa a encomenda num ponto CTT ou espera que um funcionário daquela empresa recolha em casa.
Durante este processo, é necessário embalar bem o produto numa caixa adequada, imprimir a guia de transporte e colar na caixa, entre outros passos a seguir.
Essencialmente, esta é uma forma que evita que nos tenhamos de deslocar a uma estação dos CTT. Até aqui tudo certo. Ora, começou a circular uma burla que tenta enganar os vendedores. O vídeo de alerta foi divulgado pelo conhecido youtuber Hugo Medeiros.
O esquema é simples e está bem feito. Essencialmente, alguém entra em contacto a perguntar se determinado produto está disponível e se pode fazer o respetivo envio do produto via Entregas OLX, referindo que quer pagar dessa forma. Além disso, o burlão tenta tornar a coisa ainda mais verídica ao dizer que existe uma oferta especial, em que, se utilizarem esse serviço, a entrega custará somente 3€.
Tudo certo. O problema é, depois, o próximo passo. Neste caso, o comprador diz que existe uma nova forma de fazer a entrega, sendo ele próprio a preparar todos os detalhes, ao invés de ser o vendedor a tratar de todo o processo, como é habitual. E como é que convence o vendedor que tal é de confiar? Com a seguinte imagem:
Atentem na linguagem. O texto nem é dos piores que já vimos, mas não está escrito de uma forma profissional. Os mais atentos irão também reparar que a palavra “link” aparece também escrita como “Link”, o que é de estranhar.
Além disso, o ponto 4 não faz qualquer sentido, muito menos as frases que dizem “O vendedor recebe 3 dias para enviar as mercadorias” ou “O correio embala as mercadorias por contra própria”. Mas lá está, muitos iriam cair na esparrela, não prestando atenção ao cuidado na escrita.
Finalmente, e após convencer o vendedor, este suposto comprador envia um link falso do OLX onde está incluído não só o valor acordado pelo produto, mas também dos respetivos portes de envio. Tudo isto para que insira os dados do cartão de crédito e para que, dessa forma, possa roubar dinheiro.
No caso do vídeo de Hugo Medeiros, o link era o seguinte: olx.pt.entregas.info/cash15089340. Se visitarem este link, irão reparar que ainda é possível fazer o pagamento ao burlão, uma vez que, se selecionarem a opção que diz “Obter fundos“, irá surgir uma página onde podem colocar o número do cartão, prazo de validade e CVC.
O mais curioso é que, nessa página, está um link onde diz “Ao clicar no botão „Obter fundos”, você concorda em concluir um acordo de compra usando o serviço online “transação de forma segura”. E adivinhem o que acontece se clicarem nesse link? São redirecionados para o site do OLX, não existindo qualquer documento que possam ler.
Além disso, atentem no português utilizado, que, novamente, não é o mais correto: “O comprador pagou pela sua compra, dinheiro será transferido para sua conta após a confirmação.”
Já se experimentarem retirar o /cash15089340 e visitarem somente o endereço olx.pt.entregas.info, irão reparar que esse site não existe. Aliás, este domínio foi criado no passado dia 22 de novembro… na Rússia. Ou seja, esta é uma nova forma de burla OLX.
Pensem connosco: não é, de todo, habitual, colocarem os vossos dados do cartão de crédito para receberem um pagamento, certo? Logo, porque é que o iriam fazer aqui?
Normalmente, ou dão o vosso IBAN, conta PayPal ou número de telemóvel para o respetivo pagamento MB Way, pelo que tudo isto não passa de um esquema para enganar os menos entendidos.
Fica o aviso. Caso recebam algum link do género, bloqueiem esse utilizador no imediato e reportem a situação ao OLX.
Uma novidade que surge para fazer face a um pedido há muito feito pelos consumidores.
Tendo em conta todas as opções de café existentes no mercado, é bem possível que nunca tenham constatado isto, mas já repararam que, até aqui, a Buondi não tinha uma variedade de café em grão disponível para consumo em casa?
Sim, não consideremos os pacotes de café em grão disponíveis para profissionais, mas, para os clientes comuns, a Buondi só tinha até aqui café em cápsulas (Nespresso e Dolce Gusto) ou em grão moído. Pois bem, e para fazer face a um pedido há muito feito pelos consumidores, eis que surge finalmente uma variedade de café Buondi de café em grão.
É o lote Extreme, de intensidade 12. Este é um café forte e intenso e que, segundo a Nestlé, apresenta-se “com as qualidades tónicas dos robustas e o aroma subtil dos melhores arábicas”, com um agradável amargor e notas de nozes e cacau. Em chávena, diz a marca, “a torra intensa e as suas notas aromáticas revelam um café expresso com um sabor extremamente envolvente”.
A outra novidade de outono da Nestlé diz respeito à gama SICAL Origens, que recebe agora um café torrado em grão inspirado no Vietname. O café SICAL DAK LAK faz parte da gama SICAL Origens, que já tem vindo a disponibilizar no mercado cafés inspirados em origens de diferentes países. Este é um dos preferidos dos portugueses por ser um café denso, de sabor persistente e com notas de avelã.
Ambas as novidades foram disponibilizadas no formato de 220g – a quantidade ideal para depósitos de máquinas automáticas – e servem até 30 chávenas. Já se encontram disponíveis nas grandes superfícies de todo o país, com os preços a poderem variar de estabelecimento para estabelecimento.
Foi feito um investimento de cerca de seis milhões de euros.
Foi ontem, dia 23 de novembro, que o Auchan Alverca reabriu as portas, a tempo de celebrar 27 anos de vida. E esta reabertura acontece devido a uma renovação total da loja, num espaço que, agora, está mais moderno, oferecendo uma melhor experiência de compra aos seus clientes.
A renovação da Auchan Alverca contemplou a reorganização dos mercados, a substituição dos sistemas de ar condicionado e de frio, a renovação da iluminação e do chão da loja e, ainda, a modernização do espaço Auchan Tecnologia, que permite agora uma maior experimentação.
A loja conta com uma oferta mais diversificada em mercados como queijaria, charcutaria e gastronomia, um novo ponto de sushi e aposta em todos os mercados e produtos relacionados com a saúde (Dietética, Biológicos e Saúde e Bem Estar), com perto de 700 referências bio e 270 avulso.
A loja estreia ainda um novo conceito de cafetaria, que permite ao cliente escolher artigos na loja (como por exemplo sushi, fruta cortada, bebida), efetuar o pagamento numa das caixas da cafetaria e consumir os artigos comprados no espaço de refeições.
Com o objetivo de oferecer ao cliente soluções simples e mais rápidas, o número de caixas com tecnologia Scan Express e Caixas Expresso aumentou para o dobro. O serviço de Drive irá transitar para o piso -1 do parque de estacionamento coberto, ganhando assim mais espaço para continuar a garantir conforto ao cliente, no momento do levantamento das compras.
Tal garante que os objetos aos quais forem aplicadas imposições aduaneiras pela Autoridade Tributária possam ser entregues já com os encargos pagos, não exigindo a cobrança no ato da entrega.
Por esta altura, já muitos saberão que, ao encomendar produtos de países fora da União Europeia, ficarão sujeitos a que o produto fique retido na alfândega, sendo somente desbloqueado após o pagamento de taxas.
Pois bem, e para aqueles que, à partida, terão plena consciência de que terão taxas para pagar, eis que os CTT apresentam uma nova funcionalidade de pré-pagamento.
No Portal Aduaneiro, a plataforma online onde os clientes podem desalfandegar as suas encomendas com origem fora da União Europeia (extracomunitária), os CTT vão permitir que os clientes possam realizar o pré-pagamento de taxas.
Dessa forma, garantem que os objetos aos quais forem aplicadas imposições aduaneiras pela Autoridade Tributária possam ser entregues já com os encargos pagos, não exigindo a cobrança no ato da entrega.
Os clientes poderão proceder ao pagamento de forma digital, quando lhes for conveniente, e com várias opções de pagamento, nomeadamente VISA, Multibanco e Payshop.
Atualmente, os clientes que recebam encomendas fora da EU e que têm de desalfandegar essas encomendas têm de aceder ao Portal Aduaneiro, preencher os dados e submeter documentos no portal, simular os encargos que terão de pagar (passo opcional) e aguardar para que a encomenda tenha autorização pela Autoridade Tributária.
Após autorização de saída, a encomenda é enviada aos clientes, sendo que todos os encargos associados são cobrados no ato de entrega. Ou seja, os compradores só têm noção clara de quanto terão de pagar no ato de entrega, pelo que, com esta nova solução, será possível ter uma maior previsibilidade dos custos.
O jogo promete ser mais imersivo na consola da Sony.
Por esta altura, são muitos os fãs que já andam a dar toques de bola nas suas consolas, mas é só em dezembro que FIFA 21 será (re)lançado com otimizações para as Xbox Series X e Series S e para a PlayStation 5.
Agora, num post do blog da PlayStation, surgem novos detalhes sobre o que os fãs podem esperar da versão next-gen de FIFA 21 e as vantagens na plataforma da Sony.
Como seria de esperar, o ambiente de jogo promete ser mais imersivo, com visuais trabalhados para as novas consolas, que irão tornar os estádios mais vivos e orgânicos, com audiência dinâmica, um sistema de iluminação trabalhado e modelos dos jogadores mais realistas. Além disso, a EA Sports retrabalhou cinemáticas, ângulos de câmara e outros momentos de jogo, tornando a ação dentro do campo muito mais emocionante e aliciante.
As animações dos jogadores também foram retrabalhadas, com as animações e as transições mais fluidas e naturais, aumentando o nível de realismo do jogo. Porém, o grande destaque desta versão vai para uma funcionalidade exclusiva para a PlayStation 5, o uso do DualSense.
O novo comando da PlayStation vai tirar partido das suas capacidades hápticas para podermos sentir todos os toques de bola e vibrações nas corridas dos jogadores, com respostas físicas de quedas, toques e encontrões. Já com os gatilhos adaptativos, os jogadores vão sentir uma resistência cada vez maior à medida que a energia dos jogadores se esgota, tornando a experiência mais realista com uma resposta física ao que está a acontecer no ecrã.
Também exclusivo para a PlayStation 5 será o uso dos cartões de atividade, que permitem aos jogadores, a partir do sistema da consola, entrarem diretamente no modo de jogo que mais gostam, com um simples clique. Ou seja, sem passar por menus, introduções, entre outros momentos.
FIFA 21 faz parte do programa Dual Entitlement, da EA Sports, que dá a oportunidade aos jogadores, neste caso os que começaram os seus treinos na Xbox One e na PlayStation 4, de poderem continuar a sua carreira nas novas consolas.
Quer isto dizer que, quem já tiver FIFA 21, não necessita de comprar uma nova versão do jogo para as plataformas da marca respetiva, pois poderá atualizar automaticamente para a nova versão, sem custos adicionais. Pelo menos até FIFA 22 ser lançado.
FIFA 21 para a Xbox Series X e Series S e PlayStation 5 fica disponível no dia 4 de dezembro. Enquanto esse dia não chega, aproveitem para (re)ler a nossa análise.
Depois de revelar a transformação do McLaren Senna em LEGO, o Grupo LEGO revela agora uma parceria com a Ferrari para encolher o seu carro de competição FERRARI 488 GTE “AF CORSE #51” para um set do catálogo Technic.
Naquele que é um dos Ferrari mais populares da atualidade, os fãs vão poder, neste novo set, construir um modelo cheio de pormenores, onde se destaca a suspensão, o design aerodinâmico e partes mecânicas, como o motor V8 com pistons móveis e o volante funcional.
Este set é para utilizadores mais avançados, recomendado para maiores de 18 anos, e conta com um total de 1677 peças, num modelo de 48cm de comprimento.
O LEGO Technic Ferrari 488 GTE “AF Corse #51” tem lançamento previsto na loja LEGO, por 179,99€, a partir do dia 1 de janeiro de 2021.
Uma oportunidade perfeita para entrar no mundo da realidade virtual.
Há um novo pacote do PS VR a caminho das lojas. A PlayStation anunciou o novo PS VR Mega Pack, tendo como destino os mercados da Europa, Austrália e Nova Zelândia, que inclui as melhores experiências VR desenvolvidas pela PlayStation.
Ao todo, o pacote inclui o headset, a PS Camera e vouchers para cinco jogos, Astro Bot RescueMission, Everybody’s Golf VR, Moss, Blood & Truth e PlayStation VR Worlds.
Apesar de ser destinado ainda para jogadores da PlayStation 4, vem com algumas preparações para os jogadores da PlayStation 5. Entre elas, encontramos Blood & Truth, um dos primeiros jogos de realidade virtual que já recebeu suporte nativo para a nova consola, sendo possível tirar partido de maior fluidez e qualidade de imagens. Mas, mais importante ainda, é sabermos que, dentro do pacote, vem um adaptador para a PlayStation Camera, de modo a que o sistema VR possa ser usado na PlayStation 5.
Contudo, estas experiências de realidade virtual só poderão ser jogadas na nova consola com recurso ao DualShock 4. Por isso, se se estrearem agora no VR, tenham este detalhe em consideração.
O PS VR Mega Pack tem lançamento prometido ainda para este mês de novembro, mas ainda não sabemos o dia em concreto nem sequer o valor deste pack. O atual pacote pode ser encontrado à venda com um valor recomendado de 329,99€ e inclui Astro Bot Rescue Mission, PlayStation VR Worlds, Doom, Skyrim e Wipeout.
É a mais recente unidade do grupo hoteleiro Endutex.
É já amanhã, quarta-feira, dia 25 de novembro, que o grupo hoteleiro português Endutex abre a sua mais recente unidade hoteleira.
Localizado numa das principais áreas comerciais e empresariais da área metropolitana de Lisboa, entre o Lagoas Park e o Taguspark, e ficando bem perto de pontos de interesse turístico, como as praias da costa Oeiras-Estoril-Cascais ou a Serra de Sintra, o Moov Oeiras está vocacionado para o turismo de negócios.
O novo hotel, com um total de 115 quartos divididos por oito pisos, apresenta um valor fixo por quarto desde 54€ por noite – ocupação dupla), disponibilizando todos os serviços essenciais a uma estadia confortável e segura, como pequeno-almoço buffet (+6€ por pessoa, por dia), parque de estacionamento (por 5€/dia, mediante disponibilidade), wi-fi gratuito e receção 24 horas. A reserva é flexível e pode ser cancelada sem custos até às 16h do dia de chegada.
O Moov Oeiras é a quinta unidade hoteleira do grupo Endutex, a quarta em território nacional, e representou um investimento de 6,3 milhões de euros. Nesta primeira fase, foram criados 10 postos de trabalho, sendo que irão ascender a 18 quando estiverem reunidas as condições para a retoma do turismo.
Um projeto que tem o apoio do Ministério da Educação.
Entre março e junho de 2020, crianças e jovens não só foram privadas do ensino presencial de que tanto precisam, como viram acentuadas as desigualdades académicas inerentes às dificuldades de acesso ao ensino à distância. Aliás, a existência da alternativa #Estudoemcasa só veio agravar essa realidade.
É neste contexto que a Fundação Calouste Gulbenkian lança o projeto GAP – Gulbenkian Aprendizagem, uma iniciativa que pretende apoiar pelo menos 5.000 alunos dos ensinos básico e secundário a recuperar aprendizagens perdidas em três áreas disciplinares do currículo: Português, Inglês e Matemática, bem como a desenvolver competências importantes para o estudo autónomo.
O apoio dado aos alunos de cerca de 120 escolas nestas três áreas será prestado através de Mentorias Académicas. Sistema inovador em Portugal, estas mentorias serão levadas a cabo de forma individual, em pequenos grupos ou na sala de aula (em tempo curricular, presencial ou online), por uma bolsa de 30 a 60 mentores da Associação Teach For Portugal, com a colaboração da Associação Portuguesa de Professores de Inglês, da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e das Universidades do Porto e do Minho. Prevê-se que sejam prestadas, entre janeiro e junho de 2021, cerca de mil horas de mentoria semanal.
Em complemento a estas mentorias, a Sociedade Portuguesa de Matemática vai assegurar Aulas de Matemática a um conjunto de turmas deste universo que, devido aos efeitos da situação pandémica, estejam sem professor a esta disciplina. As aulas de Matemática, asseguradas por uma bolsa de professores voluntários constituída pela SPM, serão lecionadas (de forma virtual ou presencial) a partir do mês de dezembro.
Com a época natalícia a aproximar-se, é altura da Olá lançar mais uma edição limitada do gelado Swirl. Assim, e como não poderia deixar de ser, eis que já está disponível o Swirl de Natal, que junta a cremosidade dos brownies à doçura da baunilha e chocolate, com o twist de gomas de framboesas.
A base é de gelado soft de baunilha e no copo juntam-se também três grandes surpresas vindas diretamente do sapatinho, os deliciosos brownies, as raspas de chocolate e as gomas de framboesa.
À venda nos mais de 20 espaços da marca espalhados pelo país, o Swirl de Natal custa 2,99€.
A proposta do PAN foi aprovada no Orçamento do Estado para 2021 e não teve votos contra.
Sabem aquelas situações em que necessitam de ligar para determinado serviço, mas somente existe um número disponível com o prefixo 30 ou 808? Pois bem, essas chamadas de valor acrescentado têm os dias contados.
Foi hoje aprovada no Orçamento do Estado para 2021 uma proposta do PAN que impede a utilização de linhas de valor acrescentado como única forma de contacto entre os consumidores e as empresas prestadoras de serviços, nomeadamente de contratos de seguro e serviços financeiros.
Assim, os fornecedores de bens e prestadores de serviço que disponibilizam linhas telefónicas com prefixos ‘808’ e ‘30’ terão de criar uma alternativa com números telefónicos que comecem pelo prefixo ‘2’, dispondo de um prazo máximo de 90 dias para o fazer.
Atualmente já existe legislação que impede a utilização de linhas telefónicas com os prefixos “7” ou “30” ou dos números azuis iniciados por “808” por parte das entidades públicas e empresas prestadoras de serviços essenciais, mas o PAN considera que o diploma deixou de fora “um manancial de relações jurídicas de consumo nomeadamente no âmbito dos contratos de seguro ou de prestação de serviços financeiros ou bancário”.
O que quer dizer que irão defrontar e jogar com estas personalidades.
Quando, há uns dias, a EA Sports anunciou uma nova atualização (Title Update 5) para o jogo, a empresa fez questão de esconder, propositadamente, alguns detalhes sobre este update. Mas já se sabe como é a Internet.
Os habituais dataminers puseram mãos à obra e, nos ficheiros, encontraram informações curiosas relacionadas com o modo VOLTA, nomeadamente a inclusão de personalidades bastante conhecidas mundialmente. Entretanto, e com esta fuga de informação, a EA Sports veio confirmar o que tinha sido divulgado anteriormente.
Assim, ao longo das próximas semanas, os jogadores poderão defrontar e jogar com nomes como Dua Lipa, Lewis Hamilton, Giannis Antetokounmpo, Patrick Mahomes e Joel Embiid, entre outros. E pelo vídeo divulgado aqui em cima, conseguimos perceber claramente que a EA Sports fez um bom trabalho no que toca à reprodução das faces.
Depois do livro e do filme, uma série de oito episódios.
Marco Delgado, Maria João Bastos, Rui Unas, Joana Pais de Brito, Manuel Marques, Adriano Carvalho e José Raposo. São estes os atores do elenco de Crónica dos Bons Malandros, série que vai chegar à RTP1 já no próximo dia 2 de dezembro.
Depois do romance homónimo de Mário Zambujal e do filme de 1984, eis que surge uma nova abordagem, numa série de ficção com realização de Jorge Paixão da Costa e autoria de Mário Botequilha.
Ao longo de oito episódios, o mítico bando de ladrões, conhecido como os Bons Malandros, empreende um espetacular assalto num período da nossa história em que o espírito da revolução esmorecia e a Europa tardava a chegar.
Os Bons Malandros têm como objetivo fazer o roubo do século: deitar a mão às célebres joias Lalique em exposição no Museu Calouste Gulbenkian. Na Lisboa dos anos 80, os muros pintam-se de cartazes políticos e de publicidade, surgem as primeiras máquinas multibanco e os óculos 3D suscitam a curiosidade dos mais cinéfilos. Este é o pano de fundo da história insólita dos sete assaltantes: Arnaldo, o Figurante; Adelaide, a Magrinha; Flávio, o Doutor; Silvino, o Bitoque; Pedro, o Justiceiro; Renato, o Pacífico e Marlene, a Voadora.
O primeiro episódio é exibido na próxima quarta-feira, dia 2 de dezembro, às 21h, na RTP1. Crónica dos Bons Malandros ficará também disponível na RTP Play.
Baseado numa história verídica, Zodiac é eficaz naquilo que mais importa: convencer a audiência a pesquisar mais sobre o caso real mal o filme termine.
Sinopse:“No final dos anos 1960 e 1970, o medo domina a cidade de San Francisco enquanto um serial killer chamado Zodiac persegue os moradores. Investigadores (Mark Ruffalo, Anthony Edwards) e jornalistas (Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr.) ficam obcecados em aprender a identidade do assassino e levá-lo à justiça. Entretanto, Zodiac apanha vítima após vítima e provoca as autoridades com mensagens enigmáticas, cifras e telefonemas ameaçadores.”
Se me têm acompanhado de perto esta última semana, encontro-me atualmente a (re)assistir a cinco dos filmes de David Fincher em preparação para a sua próxima película, Mank, que estreia na Netflix dentro de alguns dias. Já revisitei Se7en e Fight Club, dois filmes icónicos que não só impactaram profundamente o cinema, mas também a nossa cultura. No entanto, Zodiac não é um dos filmes mais populares de Fincher, e talvez esta seja uma das razões pelas quais o estou a ver pela primeira vez.
Baseado numa história real, a primeira adaptação não-fictícia de Fincher é, também, um dos filmes mais longos da sua carreira. Desconhecia os eventos verdadeiros antes de assistir ao filme, o que me leva ao maior elogio que posso oferecer a peças deste género.
Existem centenas de caraterísticas que um espetador pode observar, analisar e, através das mesmas, formar uma opinião geral sobre um filme. No entanto, quando se trata de adaptações cinematográficas de uma história verídica, existe sempre um aspeto que valorizo tremendamente, que é o quanto o filme me convence a pesquisar sobre a sua história após o fim da visualização.
A verdade é que, a meio de Zodiac, comecei a reconhecer a sua duração extensa. Não se deixem enganar, não é o que as pessoas normalmente apelidam de “filme lento”, muito pelo contrário. É longo, sim, mas encontra-se repleto com diálogos constantes e rápidos que o próprio Fincher pediu aos atores para acelerar, de forma a que o tempo de execução não se alongasse ainda mais.
Durante todo o filme, senti exatamente o mesmo que as personagens principais. Até chegar à primeira hora, o caso vai subindo o interesse, os assassinatos vão aumentando, novos desenvolvimentos emergem, assim como novos suspeitos, cartas, enigmas e tudo o que lidar com este serial killer provoca. Durante este período, senti-me extremamente cativado, mas acaba por chegar uma fase em que as próprias personagens começam a desistir devido à falta de evidências concretas para finalmente condenar um suspeito. Sinto a frustração, a depressão e até a ausência irritante de um caminho claro para o assassino.
No entanto, a obsessão de Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal) com o caso começa a tornar-se a minha e os últimos 30 minutos são incrivelmente stressantes, assustadores e entusiasmantes.
Zodiac possui 157 minutos, sendo que a maioria consiste em conversas e apenas algumas cenas estilosas de homicídios em câmara lenta, logo, obviamente, esta é uma narrativa guiada por diálogos. O argumento de James Vanderbilt está carregado com caraterização detalhada, conversas extensivas e, pelo que pude apurar, uma precisão histórica impressionante. Fincher e Vanderbilt provam o seu compromisso quase inacreditável com a preparação alucinante que tiveram para o filme, que basicamente incluiu uma investigação sobre o caso real (entrevistas às pessoas que dão vida aos protagonistas do filme, membros da família, departamentos da polícia, testemunhas, etc). Mais uma evidência que sustenta a importância da fase de pré-produção no cinema.
Então, no caso de me esquecer de responder à minha própria pergunta, Zodiac cumpriu com a sua missão principal. Mal o filme terminou, encontrei-me a pesquisar tudo sobre o caso real, tentando descobrir novas informações, obcecado com a história intrigante. Não importa se o espetador adora ou não o filme, pois o seu impacto é inegável, visto que a maioria das pessoas sentirá a mesma urgência em entender mais sobre os eventos verdadeiros.
Dois outros atributos contribuem profundamente para este resultado: o elenco e a edição. Este último aspeto é realizado por Angus Wall e o seu trabalho é um dos melhores que já tive o prazer de observar até hoje. É a razão principal pela qual o enorme tempo de execução parece adequado e, também, a razão pela qual a narrativa se move tão bem. Não é por acaso que quase todos os seus trabalhos de edição receberam tantas nomeações para prémios na respetiva categoria.
Finalmente, os atores são todos extraordinários. Mark Ruffalo (Dave Toschi), Anthony Edwards (Bill Armstrong), Robert Downey Jr. (Paul Avery) e Jake Gyllenhaal interpretam personagens distintas e bem desenvolvidas que lidam com o caso cada uma à sua maneira.
Obsessão é, definitivamente, o tema social fundamental presente no filme, retratado de forma diferente com cada personagem. Armstrong segue em frente e nunca volta a olhar para trás. Toschi tenta esquecer, mas não aceita que falhou em cumprir o seu dever. Avery desenvolve uma condição mental e/ou vício devido à sua incapacidade de lidar com a pressão, stress e frustração de escrever sobre o caso. Graysmith deixa a sua obsessão total por Zodiac impactar a sua vida pessoal, afetando a sua família no processo.
Fincher é capaz de representar todos estes comportamentos de uma forma surpreendentemente realista. O uso de takes longos e ininterruptos ajuda as conversas a fluírem melhor e o trabalho de câmara simples e atento de Harry Savides permite ao espetador concentrar-se no que está a ouvir. É um daqueles filmes ao qual não consigo apontar falhas diretas. Existe aquele período durante o segundo ato em que se começa a sentir o cansaço e o desgaste e, apesar da dedicação irrepreensível em fornecer todos os bocadinhos de conhecimento sobre os eventos reais, continua a ser uma quantidade enorme de informação para processar, o que me fez sentir um pouco perdido, ocasionalmente.
Felizmente, o filme termina excelentemente, culminando numa simples, mas poderosa, troca de olhares.
Em suma, Zodiac ganha o elogio mais generoso que um filme baseado numa história verídica pode receber da minha parte. O argumento de James Vanderbilt convenceu-me a pesquisar tudo e mais alguma coisa sobre os eventos reais assim que o filme terminou, o que é inegavelmente um efeito impactante de assistir a uma narrativa tão bem escrita e cativante com personagens bem desenvolvidas e autênticas.
O compromisso de David Fincher em ser o mais historicamente preciso possível é visível no ecrã, um resultado notável de uma preparação titânica que poucos cineastas sequer pensariam fazer. Com um dos melhores trabalhos de edição da história do cinema, o tempo de execução extenso flui melhor do que o esperado, mas a quantidade de informação para digerir é esmagadora e cansativa, diminuindo os níveis de entretenimento, especialmente durante um certo período do segundo ato.
No entanto, um terceiro ato fenomenal, três prestações fantásticas de Mark Ruffalo, Robert Downey Jr. e Jake Gyllenhaal e uma abordagem emocionalmente convincente e realista à obsessão extrema transformam todo o filme num dos melhores do género. É mais uma recomendação gigante deste lado.