Análise – Corsair iCUE LT100

Faça-se luz!

Corsair iCUE LT100

A aposta na iluminação em equipamentos e periféricos para PC é, na sua maioria, um extra a dispositivos com utilidades práticas, mas a Corsair, com o seu iCUE LT100, é uma solução pouco comum, dedicada apenas à personalização.

O sistema Corsair iCUE LT100 é um sistema de iluminação inteligente e modular, semelhante a soluções como a Philips HUE, dedicada para o PC de secretária e aos fãs do ecossistema da Corsair.

Comecemos por olhar para o starter kit, que durante as últimas semanas tem iluminado a traseira e laterais do meu monitor, especialmente à noite, ajudando a criar ambiente e aliviar a iluminação do ecrã em cenários claros e aplicações ou situações mais brilhantes.

O starter kit é semelhante a um sistema áudio stereo, mas, ao invés de som, temos luzes, com duas finas torres de 42cm que integram quase meia centena de LEDs cada uma (46), podendo estas ser sincronizadas com o que temos no ecrã com o que ouvimos, ou, em alternativa, personalizadas ao nosso gosto. Como o nome indica, o starter kit é o ponto de partida para quem quiser montar um sistema, pois conta com uma base que serve de controlo e interface, pelo que é possível ligar mais módulos comprados em separado.

A qualidade de construção do iCUE LT100 é muito boa. Com uma base robusta de dimensões aceitáveis (ainda que pudesse ser um pouquinho mais pequena), toda a composição dos dois módulos é bastante versátil, podendo ser possível alterar a direção da luz para a frente ou para trás, e, claro, podemos colocar as duas torres onde quisermos. Neste starter kit, a Corsair foi também simpática em adicionar uma pequena função com uma peça para colocar numa das torres, algo que permite pendurar os nossos auscultadores.

Na teoria, o iCUE LT100 é bastante interessante, não há dúvida, e ao longo de duas semanas continuo a usá-lo com alguma satisfação. Contudo, sinto que este é apenas um equipamento decorativo, um pouco como os antigos candeeiros de lava dos anos 90, que são cool, criam ambiente, mas eventualmente serão arrumados, guardados e relembrados como “aquela altura em que se usava isto”.

São, sem dúvida alguma, dispositivos desenhados para os fãs da Corsair, principalmente para aqueles que querem manter a sincronia perfeita entre os seus ratos, teclados, componentes do seu PC e mais, com os mesmos tons padrões e reações. Por isso, não é de admirar que a Corsair permita que todas as suas alterações e personalizações sejam feitas através do software iCUE, a versátil ferramenta de controlo de tudo o que é Corsair.

Felizmente, apesar de todos os defeitos que a aplicação possa ter, o uso do sistema iCUE LT100 aqui é muito pouco intrusivo e revela-se bastante simples de utilizar. Na aplicação, há dezenas de efeitos predefinidos com ações básicas, há também efeitos dinâmicos que respondem ao som e, ainda, o meu favorito, o que reage às margens das imagens do monitor, criando aquela sensação de expansão além do ecrã.

Cada efeito é mais eficaz dependendo da direção das torres, sendo que, por exemplo, o efeito dinâmico para a imagem resulta melhor com as torres apontadas para trás, para a parede ou algo refletivo.

O desempenho luminoso leva-me a um pequeno nitpick que gostava de ver resolvido no iCUE LT100; falta-lhe brilho. Os LEDs podiam ser mais brilhantes e fortes e mesmo a aplicação iCUE poderia ter uma forma de reduzir o brilho, especialmente quando as torres estão viradas para nós.

O iCUE LT100 permite ser usado sem a aplicação iCUE, mas fica limitado a efeitos pré-definidos, que podem ser escolhidos e guardados na sua memória. Tal não surpreende, embora fosse interessante que os efeitos dinâmicos também pudessem ser guardados na memória interna.

Apesar dos elogios para um equipamento tão básico, bem construído, versátil, personalizável e de alguma forma interessante, o iCUE LT100 requer demasiados cabos e ligações. Além da obvia ligação ao PC, cada torre é ligada à base central e temos ainda que recorrer a uma ficha de alimentação externa. Teoricamente não surpreende, mas, na prática, sente-se que são demasiados recursos para algo tão simples de se usar.

Por fim temos o seu preço, que pode não ser do agrado de todos. O Starter Kit começa por 139,99€ e cada torre de expansão custa 69,99€. Não tenho dúvidas de que o sistema iCUE LT100 é interessante e terá a sua utilidade para quem quer personalizar o seu setup ao máximo, mas não consigo afastar aquele sentimento de que pode ficar fora do orçamento de muitos fãs, especialmente aqueles que estão apenas curiosos com o conceito.

Os iCUE LT100 Starter Kit e as torres de expansão podem ser adquiridas diretamente através da loja da Corsair.

Nota: Muito Bom

Este dispositivo foi cedido para análise pela Corsair.

moey! chegou ao WhatsApp para esclarecer as dúvidas dos clientes

Serve tanto para clientes atuais como para quem pretender abrir uma conta.

moey!

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Projeto europeu Sonotomia visita o Alentejo este mês de setembro

O objetivo? Criar um registo para a posteridade de paisagens sonoras, algumas em extinção.

Ilha do Pessegueiro - Sonotomia

Inaugurado no Alentejo, em 2019, o projeto europeu Sonotomia volta à região de origem, entre 14 e 21 de setembro, para concretizar a sua primeira residência artística nos concelhos de Odemira, Santiago do Cacém, Sines, Grândola e Alcácer do Sal. O foco são as paisagens sonoras associados ao elemento água. O objetivo passa pela construção de um arquivo das paisagens sonoras do litoral alentejano, com recurso a um inovador suporte tecnológico, 4Sound, desenvolvido por peritos em acústica da Hungria, Países Baixos e Alemanha.

O Atlântico, os velhos rios como o Mira e o Sado, as lagoas de Santo André, da Sancha e de Melides, os charcos temporários, mas também as estruturas devidas à interacção do homem com a natureza, como o cais palafítico da Carrasqueira e vários aquedutos, fontes e barragens, estão entre os territórios e monumentos visitados no decorrer da residência artística. Espaços que são representativos da identidade e do património europeus na sua dimensão sonora.

A residência artística contará com criadores, cientistas, gestores culturais e peritos em património cultural e natural provenientes de vários pontos do globo. Entre os presentes, destacam-se Poul Holleman (Austrália), Wes Broerse (Hungria), João Loureiro (Portugal), Antonio Jiménez (Espanha), Tessa Nijdam (Holanda) e Jamie Man (Reino Unido). Estes e outros especialistas lideram um conjunto de atividades de formação e co-criação que estabelecem, de forma pouco usual, ligações entre as artes performativas e o fenómeno físico do som, expresso num intenso trabalho de recolha e interpretação das geografias sonoras in situ.

Já valiosos em si mesmos, do ponto de vista científico e cultural, estes registos vão estar associados a uma fileira de obras (composições musicais, instalações, peças literárias, land art, etc.) que refletem precisamente sobre o papel da água na vida das comunidades humanas. Em Portugal, o projeto Sonotomia incide, do modo especial, nos ecossistemas aquáticos e nos ambientes que fazem a transição destes meios para os ecossistemas terrestres, as zonas húmidas, pondo em destaque a sua função essencial na defesa dos mais diversos suportes de vida e a sua relevância paisagística. Os resultados do trabalho criativo serão alvo de estreias nas próximas edições do Festival Terras sem Sombra.

TEDxPorto regressa no último trimestre de 2021

A organização está a programar um conjunto de eventos e iniciativas que serão gratuitos para quem já adquiriu bilhetes.

TEDxPorto

A próxima edição do TEDxPorto já tem nova data. Depois do cancelamento da edição deste ano, motivado pela Covid-19, a organização anuncia que o evento regressará ao maior palco de ideias da cidade do Porto já no último trimestre de 2021. O tema – Inconvencional – irá manter-se, assim como os oradores já confirmados, que mantêm a participação no próximo ano.

Até à próxima edição, a organização irá dinamizar um conjunto de eventos e iniciativas – num formato que aliará a presença física à digital – exclusivos e gratuitos para todos aqueles que já adquiriram bilhetes para a edição de 2021.

Recorde-se que a organização tinha decidido adiar – em março, e fruto do contexto de pandemia – o TEDxPorto para este mês de setembro. Contudo, e por acreditar que ainda não estão reunidas as condições necessárias para a realização do evento, a organização optou por cancelar a edição de 2020 e realizá-la em 2021, com o mesmo tema e oradores.

Crítica – Mulan (2020)

Mulan é um filme bem diferente da versão animada e original de 1998. E é provável que muitos fãs não fiquem agradados com esta adaptação live-action.

Mulan (2020)

Sinopse: “Quando o imperador da China decreta que um homem por família deve servir no Exército Imperial para defender o país dos invasores do norte, Hua Mulan (Liu Yifei), a filha mais velha de um honrado guerreiro, intervém para tomar o lugar do seu pai doente. Disfarçada como um homem e sob o nome de Hua Jun, ela vai ser testada numa viagem épica que a transformará numa guerreira respeitada com um pai orgulhoso.”

Como já poderão saber, este remake é, para mim, um dos filmes mais antecipados de 2020 (lista aqui). No mínimo, “gostei” de praticamente todos os remakes que a Disney nos deu até agora, logo estava bastante entusiasmado por saber que Mulan (1998) iria receber o mesmo tratamento.

Niki Caro deixou claro que esta seria uma versão totalmente diferente da história que todos conhecemos e adoramos. Uma visão mais realista sobre o conto chinês, que remove todas as músicas e algumas personagens favoritas dos fãs como Mushu, algo que instantaneamente impactou as expetativas de cada um, variando tremendamente de pessoa para pessoa. Aqueles que adorariam ter um remake bastante semelhante ao original entrarão no filme já um pouco desanimados. No entanto, para todos os que reclamaram durante anos que a Disney simplesmente copiava os seus produtos originais, Mulan pode muito bem ser a melhor oportunidade que tais pessoas têm em gostar de um remake do estúdio.

Na minha opinião, um remake deve ter um pouco de ambos os extremos. Deve manter a essência e a mensagem do original enquanto entrega algo que o distinga do primeiro. Qualquer remake deve sempre provar as razões da sua existência. Deve ter algo que faça os espetadores pensarem: “gosto desta parte que não está no original”. Aladdin tem um novo arco para Jasmine. Beauty and the Beast oferece ao monstro um enredo mais desenvolvido. Até The Lion King, um remake que convenceu muitas pessoas a denominá-lo de shot-for-shot (não é), apresenta uma experiência visual inovadora que é incomparável ao original. Portanto, a minha antecipação para Mulan e para o que Niki Caro poderia trazer com a sua versão mais pragmática encontrava-se em níveis elevados…

Não o consigo negar: sinto-me extremamente desiludido. Na minha crítica do filme original, menciono o quão épico e cinemático este parece. Era um dos aspetos que mais antecipava nesta nova versão. Apesar da bela cenografia e alguns planos verdadeiramente bonitos, esta é a primeira vez que um remake live-action da Disney perde para o seu original em relação aos visuais. A animação 2D de há mais de 20 anos atrás é superior em todos os aspetos. Existe apenas uma imagem em todo o remake a qual colocaria no original e aposto que seria muito mais emocionalmente significativa. As sequências de ação não são imaginativas, sendo repetitivas e incrivelmente desconetadas. Tirando alguns momentos de guerra cativantes, a maioria das cenas de ação encontram-se repletas com CGI excessivo, um HFR (high frame rate) mal empregue e pouca fluidez.

Mulan (2020)

Na verdade, a edição (David Coulson) é estranhamente trabalhada em demasia durante todo o tempo de execução, cortando demais e omitindo sequências que supostamente deviam impactar significativamente a narrativa. Desde momentos que definem personagens até simples ligações entre cenas, parece que o filme está a esconder algo. Necessitei constantemente de recorrer ao conhecimento que possuo do original para me recordar porque é que certos momentos são tão importantes para uma personagem ou para a própria história, visto que o remake remove diretamente estes momentos sem os substituir. Mesmo em termos cronológicos, é desajeitadamente montado, saltando de local em local sem realmente mostrar as personagens a moverem-se de um lugar para o outro.

Finalmente, como última observação sobre os aspetos técnicos, a banda sonora de Harry Gregson-Williams é, parcialmente, também uma deceção. Tal como o resto do filme, existem alguns toques agradáveis e homenagens interessantes às canções que todos apreciam, especialmente “Reflection”. Já me tinha mentalizado para ignorar a ausência das músicas, pois acreditava que Harry encontraria uma maneira de substituí-las por uma música de fundo igualmente épica, a qual iria apreciar. No entanto, a banda sonora de Mulan falha não só em elevar uma única sequência de batalha, mas também em entregar aquela atmosfera cinemática que estava tão ansioso por encontrar. Não tive um único arrepio durante o filme todo. Não transformou nenhum grande momento de qualquer personagem. Talvez assistir em IMAX em vez de em casa pudesse melhorar esta minha opinião, mas duvido muito.

Em termos de história, é um misto de emoções. Niki Caro prometeu uma versão mais realista, totalmente diferente do original e, sem dúvida, cumpriu com o prometido. Este é o remake mais distante do original que a Disney criou até agora. De longe. Desde a substituição de personagens até uma mudança geral da narrativa principal, Mulan é mais fiel ao conto chinês original do que o filme de 1998, mas isso não significa que seja melhor, muito pelo contrário. A essência e a mensagem mantêm-se, mas contadas através de uma perspetiva distinta, algo que algumas pessoas terão dificuldades em aceitar, especialmente fãs mais agarrados ao filme original. No entanto, acredito que Hua Mulan ainda carrega as caraterísticas que me fizeram recordá-la durante décadas.

A sua coragem e bravura em ir para a guerra com o objetivo de salvar o pai de morte certa. O seu amor e devoção à família, que quer tanto honrar. Hua Mulan não quer ser apenas a esposa de um homem qualquer nem estar presa por estereótipos antiquados. Tudo isto está no remake, mas contado através das lentes de uma protagonista que já tem tudo o que precisa para liderar uma nação. Esta é a principal diferença em relação à personagem, mas que não afeta a natureza do original. No entanto, impacta o remake em si. Embora tudo isto soe incrível, Mulan contradiz-se um pouco ao fazer com que a sua personagem principal se sinta única e diferente de todos os outros, distanciando-a mais das restantes personagens em vez de a incluir.

Tal como mencionei acima, esta é uma versão totalmente alterada da história que todos conhecemos. Elogio todas as mudanças feitas, incluindo a remoção de Mushu, Cri-Kee e todas as canções. No entanto, se algo é removido, tem que ser substituído de alguma forma. Mais uma vez, sentimentos mistos. Algumas adições, como a introdução do Chi e da bruxa Xian Lang (Gong Li), são refrescantes, mas mal desenvolvidos. A energia vital está ligada ao meu problema anterior com a mensagem “sê tu mesmo”, enquanto que a nova personagem não só segue um arco previsível, mas prejudica a presença ameaçadora de Bori Khan (Jason Scott Lee).

mulan critica echo boomer 3

O final também me desiludiu em particular. Não só a luta climática entre Hua Mulan e Bori Khan não corresponde às expetativas, mas é executada de uma forma que pouco entusiasma. Esperava que este remake fosse grandioso, magnífico, épico e cinemático, tal como o original ou melhor. Está longe disso. Até os próprios atores podiam ter feito um melhor trabalho. Liu Yifei é fantástica como Hua Mulan, Yoson An oferece uma interpretação subtil, mas eficiente como Chen Honghui, e os atores que interpretam Yao (Chen Tang), Ling (Jimmy Wong) e Chien-Po (Doua Moua) também são divertidos. No entanto, Donnie Yeng como Commander Tung e Jet Li como The Emperor são emocionalmente estáticos, enquanto que Jason Scott Lee é um casting visualmente perfeito como o vilão principal, mas não é capaz de brilhar.

Em suma, Mulan é o remake mais dececionante da Disney até agora. Apesar de Niki Caro ter entregue a versão mais realista e distinta que prometeu, a sua execução é inferior ao filme de animação em todos os sentidos. Seja a nível técnico ou visual, é o primeiro remake live-action do estúdio em que este perde em quase todos os aspetos para a animação 2D de há mais de 20 anos. O filme de 1998 é muito mais épico e cinemático que o seu remake.

A edição desconjunta é trabalhada em demasia ao ponto de omitir e saltar momentos que definem personagens. As cenas de ação encontram-se repletas com CGI desnecessário que retira impacto às set pieces de guerra, que também parecem pequenas em escala. A banda sonora não é capaz de substituir as músicas do original, enchendo o filme com um sentimento estranhamente vazio. Apesar de Liu Yifei oferecer uma boa prestação como protagonista, assim como alguns dos seus colegas, as restantes performances são bastante medíocres no geral.

Relativamente à narrativa, é um misto de emoções. É uma versão inegavelmente única, o mais distante que um remake da Disney alguma vez foi do seu original, algo que vai automaticamente perturbar uns e agradar a outros. Louvo a coragem e a bravura em produzir uma versão tão diferente. Existem dezenas de novas adições que aprecio imenso, mas as suas execuções não carregam qualquer impacto emocional, sendo, em última análise, decisões inferiores às do original.

A mensagem e a essência do original continuam presentes através de outra perspetiva. É o melhor elogio que posso oferecer a um remake que se revela muito desapontante…

Mulan chega a Portugal via Disney Plus no dia 4 de dezembro.

Minecraft vai receber suporte VR na PlayStation

E será numa atualização gratuita.

Minecraft x PSVR

A Mojang prepara-se para adicionar uma nova dimensão a Minecraft, na sua versão PlayStation. Já disponível para PC, a funcionalidade imersiva de realidade virtual vai chegar aos jogadores da PlayStation 4 que poderão usar o PSVR para explorar o mundo de Minecraft numa nova perspetiva imersiva.

A experiência Minecraft x PSVR foi desenhada com base nas tecnologias VR de Minecraft já existentes noutras plataformas, tendo sido apenas ajustada ao ecossistema de realidade virtual da PlayStation.

A funcionalidade VR será lançada ainda este mês através de uma atualização gratuita para a versão da PlayStation 4, permitindo que o jogo seja todo jogado nesta forma. A atualização inclui ainda novas opções, guias e duas formas de jogar em VR, com o modo Immersive, que no dá controlo total dos movimentos, e o Living Room, um modo mais descontraído.

Shenmue vai ser adaptado a anime para a Crunchyroll

Uma forma perfeita para embarcar na jornada de Ryo.

Passaram anos desde que os fãs de Shenmue puderam revisitar o mundo do aclamado jogo da SEGA. Para alguns foi incrível, para outros nem por isso, mas, em breve, tanto os fãs como os curiosos poderão conhecer ou acompanhar de novo a jornada de Ryo Hazuki, em busca do assassino do seu pai, numa série de animação.

A Telecom Animation Film, juntamente com a Crunchyroll e a Adult Swim, estão a desenvolver Shenmue: The Animation, um anime de 13 episódios que vai adaptar a história dos jogos da SEGA com a ajuda do seu criador Yu Suzuki e o diretor da segunda temporada de One Punch Man, Sakurai Chikara.

De fora irão ficar certamente as tarefas mundanas dos jogos e, segundo o diretor criativo da série, Jason DeMarco, será um “épico de artes-marciais muito kick-ass”.

Não há ainda uma data para o lançamento de Shenmue: The Animation, mas tudo aponta que seja uma porta aberta até para quem não conhece a série e que, atualmente, não consegue investir tempo e energias para viver os clássicos originais.

Dirt 5 volta a deslizar até novembro

O novo jogo de corridas da Codemasters sofre mais um atraso.

Dirt 5

Noutra altura estranhávamos, mas agora compreendemos. A Codemasters voltou a adiar o seu próximo grande jogo de corridas, Dirt 5, agora para novembro, isto depois da sua última data, marcada para 16 de outubro, já ter sido um adiamento.

As razões não foram reveladas, mas especula-se que a atual situação global, juntamente com a logística de lançamento do jogo, tenham sido fatores a ter em conta. Já se olharmos para esta alteração de outra forma, percebemos que o lançamento do jogo fica cada vez mais próximo da janela de lançamento das novas consolas da Sony e da Microsoft, que se espera que cheguem ao mercado também algures em novembro.

Este adiamento também adia o acesso antecipado ao jogo para quem reservar a Amplified Edition, pelo que, nesse caso, só poderão começar a jogar a partir do dia 3 de novembro.

Os jogadores que adquirirem o jogo na PlayStation 4 e Xbox One, poderão, se assim entenderem, atualizar gratuitamente e continuar a sua progressão nas consolas da nova geração, assim que estas estiverem disponíveis.

Uber acabou com a recomendação de novos clientes?

A opção de convidar novos membros simplesmente desapareceu.

matrícula

Quem utiliza muito os serviços TVDE é frequente usar e abusar dos descontos, seja promovendo os seus códigos pessoais nas redes sociais ou indicando a amigos que nunca tenham utilizado os serviços de determinada empresa. Pois bem, e pelo menos na Uber, tal parece ter terminado.

Se abrirem a app da Uber, irão reparar que a funcionalidade de convidar/recomendar amigos simplesmente desapareceu. Não se sabe bem o porquê desta alteração, mas a Uber não avisou os seus clientes de que tal iria acontecer.

Ou seja, e a partir de agora, já não é possível recomendar novas pessoas para o conhecido serviço TVDE, pelo que, mesmo que tenham o vosso código espalhado pela Internet fora, já não terão direito ao bónus de 5€ de registo por cada novo cliente indicado.

Isto é algo que acontece por vezes na Uber Eats. A funcionalidade de partilha de códigos deixa de estar temporariamente disponível, mas regressa sempre ao ativo, até porque somente com bastante dinamização é que os serviços sobrevivem.

No caso da Uber enquanto serviço TVDE, parece que esta decisão de acabar com a recomendação de novos clientes já estará em vigor há alguns dias.

Roberto Pereira vai ao Casino Estoril homenagear Rui Sinel de Cordes e Fernando Rocha

Uma homenagem por noite.

Roberto Pereira

Depois de vinte anos a escrever para os maiores humoristas deste país, chega a vez do Roberto Pereira subir ao palco. Agora, e já depois de ter homenageado o humorista Eduardo Madeira, o escritor vai homenagear mais dois nomes já esta semana: Rui Sinel de Cordes e Fernando Rocha.

No que toca ao “cavaleiro do humor negro”, tudo acontece esta sexta-feira, dia 11 de setembro, no Casino Estoril. Já no dia seguinte, no mesmo local, o homenageado será o humorista conhecido por fazer carreira a contar anedotas bem “picantes”, um registo do qual se tem distanciado nos últimos anos.

Ambas as noites irão contar com stand-up comedy, storytelling e conversa, havendo ainda revelações de “histórias” pessoais, opiniões e pontos de vista nunca antes revelados.

No que toca aos bilhetes, ainda estão à venda, podendo ser adquiridos por 14€ cada.

A Portugália Balcão já entrega caixas de croquetes através de delivery

É caso para dizer que a felicidade agora vem numa caixa.

croquetes

São daquelas pessoas que, assim que dão de caras com uma Portugália, não hesitam em ir pedir um croquete? Pois bem, temos boas novidades.

A Portugália Balcão tem disponível desde a semana passada uma box de croquetes em exclusivo no Uber Eats e na Takeaway.com (neste caso para encomenda).

A caixa contém um total de 10 croquetes, mas só pagam nove. E como cada croquete custa 1€ e o décimo é de oferta, tal significa que cada box custa 9€. A este valor acresce ainda a taxa de entrega.

Análise – Shing!

Parem as hordas de demónios neste jogo de ação mediano.

Shing!

Com Streets of Rage 4 e Battletoads, o género brawler parece estar a ressuscitar e a ganhar uma segunda vida. Não só duas das maiores franquias do género estão de regresso com dois capítulos que convenceram os fãs e críticos, como temos visto uma aposta crescente por parte de estúdios independentes que tentam reviver as memórias do passado com os seus próprios projetos. Shing!, da Mass Creation, é uma dessas apostas, um jogo que nos transporta para um Japão fantástico onde um grupo de quatro ninjas tem de combater as hordas de Yokai ao longo de sete níveis. É pena é ser tão mediano.

Desculpem estar a revelar a nota tão cedo, mas Shing! é dos jogos mais banais e pouco surpreendentes da reta para o final do ano. Não há nada que faça mal e não sofre de um desempenho pobre, apesar de ter encontrado dois bugs que não me permitiram avançar, ou de falta de conteúdos – não fosse este género, em si, algo limitado nesse campo –, mas falta-lhe alma, consistência e algo que nos motive a continuar a jogar. Não existiu um único momento em que me sentisse investido na sua estória ou no sistema de combate, mas, ao mesmo tempo, não me senti cansado ou irritado com o que experienciei ao longo das duas três/quatro horas. Como disse: mediano.

Shing! quer criar um universo fantástico e ultraviolento na sua campanha, mas o seu estilo visual não convence. Os modelos são desinteressantes, as animações pouco fluídas e os cenários, apesar de dinâmicos, nunca surpreendem ao longo dos sete níveis. É um jogo que não é ambicioso a nível visual. No entanto, Shing! tenta compensar através da violência, onde podemos cortar os Yokai aos pedaços, e do humor, algo que não me convenceu a 100%. Na verdade, o humor fez-me revirar várias vezes os olhos por ser tão infantil. Uma oportunidade perdida.

Shing!

No entanto, um brawler não vive dos seus gráficos ou do humor, mas sim do seu sistema de combate. Infelizmente, este foi um dos maiores problemas que tive com o jogo, não por ser problemático, mas por não ser fluído o suficiente para mim. Quero sublinhar que isto é um problema pessoal e que vocês poderão ter uma experiência diferente da minha, mas não gosto quando estes jogos utilizam o analógico direito para atacar. Em Shing!, todos os ataques e combinações – que são muito limitadas – fazem-se exclusivamente pelo analógico, relegando o desvio e defesa para os botões tradicionais. Há algo de errado mecanicamente? Não, mas existe uma falta de controlo. Os ataques parecem ser mais aleatórios e há uma falta de controlo.

Diria que a ideia é dar mais liberdade ao jogador e existe um fator positivo neste esquema de controlos: a direção dos ataques. Com o analógico, podemos definir se atacamos em cima, no meio ou em baixo, que é ideal para os Yokai mais pequenos, dando assim mais opções de combate aos jogadores. Existem, por exemplo, inimigos que usam armaduras nas várias partes do corpo e é necessário saber onde atacar para disferirmos golpes mais destrutivos. Isto é muito interessante e tenta complementar a aposta em vários tipos de inimigos e nas hordas constantes que enchem o ecrã, mas, no meio da confusão, perdemos a noção e controlo sobre o analógico e torna-se mais difícil de realizar atempadamente as combinações.

Os combates são rápidos e existe um leque variado de inimigos que nos obrigam a mudar constantemente de estratégia. Alguns Yokai têm escudos, por exemplo, e outros atacam apenas de longe, o que significa que temos de nos manter em movimento para sobreviver. As classes de inimigos estão equilibradas e funcionam muito bem em conjunto, nunca se tornando irritantes ou desniveladas. Para ajudar, os nossos ninjas podem eliminar Yokai e roubar os seus poderes, permitindo-lhe utilizar habilidades especiais, como ataques de raios, bombas e escudos. Não são inovadores, mas a sua presença dá outro ritmo aos combates e possibilita, por exemplo, os ataques à distância e a possibilidade de explorar as fraquezas de certos demónios (por exemplo, as plantas são fracas aos ataques de fogo). No entanto, há um efeito negativo destas habilidades especiais: o caos. Com os poderes, as hordas de inimigos e os ataques rápidos, Shing! torna-se confuso e pouco divertido.

Shing!

Shing! é melhor com amigos e podem jogar até quatro jogadores em simultâneo. Esse é o cenário ideal. No entanto, é possível jogar a solo e controlar as quatro personagens na campanha, alternando entre elas através dos botões direcionais. É semelhante ao sistema de Battletoads e, se uma personagem for derrotada, passamos automaticamente para a próxima. Não é uma mecânica empolgante, esta da troca de personagens, mas dá aos jogadores a possibilidade de experimentarem todos os ninjas à sua vontade. É uma pena que as personagens não sejam mais diversas e com ataques mais empolgantes entre elas. Fora a perda de um ninja, não existem grandes motivos para alterarem o vosso herói principal.

A Mass Creation não elevou a fasquia, mas também não me deixou insatisfeito com a campanha de Shing!. Como disse, é um sentimento muito pessoal, especialmente pela qualidade da direção de arte e das escolhas no sistema de combate, mas Shing! nunca é tão fluído e interessante como os seus rivais. No entanto, fica a nota que o jogo conta com níveis de desafio que poderão aliciar os jogadores que adoram troféus e achievements.

Uma pequena adição: da minha parte, Shing! é perfeito para uma promoção ou para os fãs do género que já tenham terminado Battletoads.

Nota: Satisfatorio

Plataforma: PC e PlayStation 4
Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela Sandbox Strategies.

Novo espetáculo dos Commedia a La Carte deixa que o público faça decisões através de uma app

O objetivo? Humanizar os espetáculos através da tecnologia.

Commedia a la Carte

O espectáculo e digressão de celebração dos 20 anos dos Commedia a La Carte estavam a ser preparados quando eclodiu a pandemia, o que, além da crise sanitária, gerou uma crise económica sem precedentes. Mas tal não significa que tudo fique realmente parado… desde que existam as devidas medidas de segurança, claro.

Como resposta, a Staples e Zeiss uniram-se ao conhecido grupo para, em conjunto, resgatarem a realização de 2020 Futuro a La Carte, uma celebração da cultura através do humor e da tecnologia, imbuídos de genuíno sentido de responsabilidade social: face à impossibilidade de venda das lotações totais das salas, a Staples e a Zeiss entenderam partilhar o risco financeiro dos espetáculos planeados, suportando parte dos bilhetes que não se podem vender e viabilizando a realização destes 32 espetáculos.

Portanto, este 2020 Futuro a La Carte irá materializar-se num espetáculo tecnológico, em que a projeção e videomapping elevam a comédia a outra dimensão. A grande novidade aqui é que os espetadores irão participar, como sempre, no desenrolar do espetáculo, mas desta vez por intermédio de uma app (descarregada antes do espetáculo), através da qual, de forma segura, poderão intervir nas atuações de César Mourão, Carlos M. Cunha e Gustavo Miranda.

Esta aplicação tem como principal objetivo humanizar os espetáculos através da tecnologia e envolver ainda mais o público na base de improviso da arte de Commedia a La Carte, chamando em determinados momentos os espetadores a intervir na narrativa e no processo de decisão: será possível participar na escolha em tempo real de elementos do espectáculo, como músicas ou temas e elementos cenográficos.

Adicionalmente, a app integra ainda menus informativos sobre o espetáculo, conteúdos anteriores e futuros de Commedia a La Carte, bem como informação sobre todos os intervenientes nas atuações.

De resto, falta-nos dizer que serão 20 sessões deste espetáculo no Tivoli BBVA, em Lisboa, e 12 sessões no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais, variando entre os 16€ e os 25€ para Lisboa e entre os 16€ e os 22,50€ para o Porto.

Continente lança 60 novos produtos da marca Continente Equilíbrio

Toda a gama conta agora com uma imagem renovada.

Continente Equilíbrio

Quem frequente o Continente certamente estará familiarizado com a marca Continente Equilíbrio, que contém uma gama de produtos nutricionalmente equilibrados a um preço acessível. Pois bem, não só esses produtos contam agora com uma imagem renovada, como agora a oferta é maior.

Aos produtos que conquistaram as preferências dos clientes nos últimos anos – o leite magro, as bebidas vegetais, os sumos 100% fruta, as tortitas de arroz e milho ou os cereais especial silhueta – juntam-se agora 60 novas referências da marca Continente Equilíbrio, das quais se destacam as barras cruas, os iogurtes triplo 0% (0% açúcares adicionados, 0% matéria gorda e 0% adoçantes artificiais), os flocos de aveia finos e grossos, as massas à base de leguminosas e cereais, as sopas sem sal, os doces 0% açúcares adicionados e os gelados 100% fruta.

Os produtos Continente Equilíbrio têm menos açúcar, sal e gorduras, mais proteínas, fibras, frutas e vegetais e opções integrais e naturalmente mais saudáveis. Todos os produtos são validados pela equipa de nutricionistas do Continente e cumprem critérios nutricionais rigorosos: sem gorduras hidrogenadas, sem óleo de palma e, preferencialmente, sem edulcorantes, corantes e aromas artificiais.

Ao todo, contam-se aproximadamente 200 referências diferentes.

IDLES vêm apresentar novo álbum a Portugal em junho de 2021

E para isso nada melhor que um concerto em nome próprio, claro.

Os Idles têm prometido e correspondido às expetativas, pelo que os fãs estão muito ansiosos por ouvir o novo e terceiro álbum Ultra Mono na totalidade, sucessor do aclamado Joy as an Act of Resistance. E depois de escutarmos em casa, nada como perceber como tudo funciona ao vivo.

É mesmo isso que irá acontecer a 7 de junho de 2021. Nessa noite, os Idles sobem ao palco do Coliseu de Lisboa para mostrar singles como “Grounds” e “Mr.Motivator”, entre outros temas novos e ainda outros já amplamente conhecidos.

Os bilhetes para o concerto da banda punk de Bristol são colocados à venda esta sexta-feira, dia 11 de setembro, nos locais do costume, variando entre os 28€ e os 34€.

Até lá, recordem o concerto que o grupo deu em Lisboa em 2018.

Centro Comercial Colombo e o NorteShopping já têm pop-up stores que vendem as famosas máscaras da MO

É a primeira máscara têxtil testada contra o SARS-CoV-2 pelo Instituto de Medicina Molecular.

MOxAd-Tech

Foi em abril que falámos pela primeira vez nestas máscaras desenvolvidas pela Sonae Fashion, através da sua marca de vestuário MO, em parceria com a comunidade científica e industrial, nomeadamente com a fabricante Adalberto, o centro tecnológico CITEVE, o Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa e a Universidade do Minho. A MOxAd-Tech é a primeira máscara com capacidade comprovada de inativar o vírus que causa a Covid-19.

Assim, não é de admirar que este produto seja promovido aqui e ali. A MO tem desde o início deste mês duas pop-stores para venda de máscaras no Centro Comercial Colombo e o NorteShopping.

As pop-up stores estão localizadas no Piso 0 de ambos os shoppings, onde estarão presentes durante os próximos dois meses. De resto, e como já deverão saber, a MOxAd-Tech está hoje disponível para venda nas mais de 120 Lojas MO e online. Cada unidade custa 10€.

Opeth celebram 30 anos de carreira com concerto em Lisboa

Mas a grande novidade é o facto de que serão os fãs a escolher o alinhamento.

Depois de, no início deste ano, terem andado na estrada do outro lado do Atlântico ainda a promover o mais recente álbum, In Cauda Venenum, de 2019, os Opeth acabam de anunciar uma sequência de oito espetáculos exclusivos e muito especiais no outono de 2021.

Com passagem pelo Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 25 de outubro do próximo ano, a tour denominada Opeth by Request Evolution XXX vai celebrar 30 anos de carreira de uma forma muito especial: serão os fãs a decidir quais os temas que gostariam de ouvir nestes concertos. A votação começa já hoje, 7 de setembro, no site oficial.

A vontade da banda é tocar uma música de cada um dos 13 álbuns que já lançaram. Por isso escolham bem, uma vez que o alinhamento final terá, lá está, 13 temas.

No que toca aos bilhetes, são postos hoje à venda, custando 28€ cada.

Fórmula 1 – Grande Prémio de Itália dá vitória a Pierre Gasly

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A Fórmula 1 voltou a Monza para o Grande Prémio de Itália e a emoção voltou à prova rainha do desporto motorizado. Os dois Ferraris de fora, Lewis Hamilton fora do top 5 e Peirre Gasly como vencedor improvável.

Texto por: André Santos

Esta semana de Fórmula 1 vai ficar para a história. Primeiro a Renault F1 Team anunciou que a partir do próximo ano a equipa mudará de nome, passando agora o testemunho para a marca Alpine F1 Team, nome já bem conhecido no desporto automóvel. O fim de semana de F1 continuou com o fim já anunciado – era esta a última prova com Claire Williams como Team Principal da equipa fundada pelo seu pai, Sir Frank Williams. Depois de ter sido vendida à empresa Norte-Americana Dorilton Capital, o último membro da família Williams deixa o paddock, transformando aquela que era a última equipa “de família” em apenas mais uma equipa. 

Mas claro, as emoções fortes não acabavam por aqui e o Grande Prémio de Itália continuou a debitar adrenalina quando ao fim da primeira volta um dos Mercedes, o de Valtteri Bottas, já ia em 6º lugar e o top 3 à terceira volta era composto por Lewis Hamilton, Carlos Sainz Jr. e o Britânico Lando Norris. Estranho não é? Mas esperem que isto continua… corria-se a 7ª volta e já Sebastian Vettel dizia ter problemas no seu Ferrari SF1000, que se não foram suficientemente visíveis quando lutava para não ser ultrapassado por um Williams na reta da meta acabaram por saltar à vista de todos quando o Alemão teve problemas num dos travões traseiros e seguiu em frente na primeira chicane caindo para 19º e acabando por desistir no fim dessa mesma volta. Um domingo que começava a desenhar-se negro para a Scuderia num Grande Prémio que geralmente é de festa para os Tifosi. 

Numa altura em que a batalha pelo terceiro lugar estava ao rubro, com Norris, Sergio Pérez e Daniel Ricciardo a tentarem o último lugar do pódio, quem também não estava com motivos para sorrir era a Red Bull Racing Honda que via um dos seus carros, o de Max Verstappen, em 5º lugar e o outro, o de Alexander Albon, a levar uma penalização de 5 segundos por não ter mantido o carro nos limites da pista. Passando para a Mercedes, e para a volta 17, existiam dois extremos: Lewis Hamilton continuava a aumentar a sua vantagem, estando agora a mais de 10 segundos de Carlos Sainz Jr. que seguia em segundo lugar, e Valtteri Bottas queixava-se que não conseguia correr com aquele modo de motor, dizendo mesmo que “era ridículo”, neste que foi a primeira prova sem o famoso “Party Mode” – As equipas têm agora que usar o mesmo modo de motor desde a qualificação até ao fim da corrida. 

Se na volta 18 Charles Leclerc, depois da paragem nas boxes, seguia em 17º a mais de 30 segundos do carro à sua frente, foi na volta 20 que o rumo da corrida começava a mudar. O Haas de Kevin Magnussen teve problemas no fim do terceiro sector o que levou o piloto Dinamarquês a parar o mesmo antes da entrada das boxes… até aqui tudo normal, um Hass com problemas, quem nunca? Mas com o carro parado à entrada da pit lane a decisão foi de empurrar o monolugar até ao seu lugar, na garagem da equipa, e para isso era necessário, para além de um safety car, proibir a entrada de carros nas boxes… quem não reparou nesta proibição foi a Alfa Romeo e a Mercedes, dando instruções aos seus pilotos, Antonio Giovinazzi  e Lewis Hamilton, para parar nas boxes e aproveitar o safety car para a normal troca de pneus. 

Ainda não se sabia o resultado desta falta de atenção e já o Ferrari de Charles Leclerc estava enfiado no muro exterior da curva Parabolica. Resultado: Muro para reparar + Red Flag = Corrida interrompida e novo arranque. Hamilton que nesta altura ainda estava no topo da classificação, mas já sabia que tanto ele como Giovinazzi teriam que parar nas boxes durante 10 segundos para cumprir penalização, consegue dar 1.8 segundos de vantagem ao segundo lugar em apenas uma volta depois do segundo arranque da corrida. 

No entanto, o fim estava anunciado, Hamilton cai para último com 30 segundos para recuperar em relação ao improvável primeiro lugar – Pierre Gasly, que mais uma vez estava a fazer uma corrida extraordinária ao volante do seu AlphaTauri. Era esta corrida excelente de Gasly que dava esperança à Honda de conseguir ter um dos seus motores no pódio, já que na volta 31 Max Verstappen ficava de fora depois de os engenheiros terem percebido que existiam problemas mecânicos com o motor do Red Bull. 

Saltemos agora para a fase final deste Grande Prémio de Itália, se o Alfa Romeo de Kimi Raikkonen ia em terceiro lugar, o motor Ferrari do monolugar não ajuda e depressa começou a perder lugares. Primeiro foi Lance Stroll, depois Lando Norris seguido de Bottas e de Ricciardo que também se juntou à festa que ia deixando o piloto da Alfa Romeo cada vez mais para trás, acabando mesmo fora dos pontos, em 13º lugar. 

A 10 voltas do fim Hamilton continuava a escalar na tabela para conseguir acabar em 7º lugar. Esta escalada impressionante do piloto da Mercedes fez com que conseguisse também um ponto extra, ao alcançar a volta mais rápida com 1.22.746. A luta pelos lugares da frente foi até ao último suspiro, até à última volta a emoção estava de volta à Fórmula 1. A McLaren dizia a Carlos Sainz Jr. para usar e abusar do ERS na sua perseguição a Pierre Gasly e ao lugar mais alto do pódio, já o francês defendia a sua posição com unhas e dentes para assim conseguir festejar no fim… ultima volta, ERS, DRS, todas as cartas na mesa para a McLaren e para Sainz, mas nem isso foi suficiente… o Grande Prémio de Itália foi mesmo enorme e acabava com um vencedor improvável, e sem palavras no fim da corrida – Pierre Gasly, seguido de Carlos Sainz Jr. e Lance Stroll, com Lando Norris e Valtteri Bottas a fechar o top 5. 

Agora é altura de despedidas, para a semana estamos de volta a Itália, a Mugello, para o Grande Prémio da Toscana. Uma corrida onde se espera que a emoção continue, e onde os Tifosi esperam ver a sua amada Ferrari de volta aos pontos, pelo menos aos pontos. Os modos de motor diferentes durante a corrida e qualificação continuam de fora e a Williams já não terá Claire na pit lane. A Fórmula 1 está a mudar. 

Até à próxima Claire. 

Circula email falso que se quer fazer passar pelos CTT

Os esquemas não param. E neste em particular, alguém menos atento podem facilmente cair na esparrela.

os CTT

São muitos os emails falsos que circulam por aí e que se querem fazer passar por esta ou aquela entidade. Aqui no Echo Boomer já alertámos para uma série de situações, com burlões a quererem enganar os consumidores, pensando tratar-se de uma empresa com credibilidade.

Desde o SAPO, Netflix, passando pela PSP, GNR ou Autoridade Tributária, muitas são as companhias visadas nestes esquemas. E nem os CTT escapam, com uma nova burla que está a circular há uns dias.

Foi em março que alertámos os nossos leitores para uma burla (dificilmente alguém iria cair no conto do vigário) e, agora, surge uma nova tentativa de roubar dinheiro às pessoas.

Nós aqui deste lado também recebemos esse email. Facilmente entendemos a burla, mas é um facto que nem toda a gente consegue decifrar estas burlas.

ctt burla atualizado

Tudo começa com o título “Seu pacote está disponível (desembaraço aduaneiro)”. Só por aqui deixa-nos logo desconfiados, graças à linguagem utilizada (Português do Brasil). Já no resto do email, embora o burlão ainda tente utilizar uma escrita correta aqui e ali, a falta de pontuação e a forma como se despede no final do email denuncia o esquema.

Para já, muito dificilmente alguém iria-se despedir com “Saudações, Atendimento ao cliente alfandegário”, e isto sem contarmos com a ausência de uma assinatura por parte da pessoa que enviou o email, algo que acontece nos emails “reais” dos CTT.

Depois, existem três aspetos que retiram toda e qualquer credibilidade ao email. Primeiro, NUNCA os CTT iriam pedir que se adquirisse um código PIN Paysafecard para qualquer quaisquer taxas alfandegárias.

Em segundo lugar, é pedido que se envie o código PIN de 16 dígitos para o email servico-alfandegario@correos-aduana.com. Ora, então recebemos um email por parte dos CTT, mas depois temos de enviar um email para os “Correos”? Não faz qualquer sentido.

Por último, e por aqui o esquema perde logo força, é o facto de dizer que existe uma encomenda com o número RS29820L19906951. E se por acaso experimentarem colocar esse código no site dos CTT para acompanhar a encomenda, terão a informação de que o objeto não existe… como é óbvio.

Sim, o facto do email remetente ser noreply@ctt.pt (o email existe mesmo e é usado para comunicações automáticas) pode deixar algumas dúvidas, mas basta pensar um bocadinho e ser desconfiado. Afinal de contas, porque é que alguém haveria de receber um email destes caso não tivesse feito nenhuma encomenda?

Basta terem cuidado. Portanto, se receberem este email, basta apagarem. E depois não precisam de pensar mais no assunto.

Crítica – Mulan (1998)

Mulan é um dos clássicos de animação mais culturalmente significativos do legado da Disney.

Mulan 1998

Sinopse: “A adaptação transcultural da Disney de um conto popular chinês sobre uma camponesa que se disfarça de homem e ocupa o lugar do pai enfraquecido no exército do imperador. Uma transformação que vira o tradicional conto de fadas ao contrário. Desta vez, a princesa salva o príncipe.”

2020 traz-nos mais um remake live-action por parte da Disney. Depois de novas versões de The Jungle Book, Aladdin, The Lion King e muitos outros, chega a vez de Mulan. Como tal, decidi voltar atrás no tempo e reviver um dos últimos capítulos da “Era Renascentista” da Disney.

Quando era criança, mesmo estando longe de ser alguém impactado pela cultura chinesa (e continuo a não ser), sempre gostei do filme pela sua história, personagens e, claro, pela sua banda sonora memorável. No entanto, por alguma razão, nunca se tornou um daqueles clássicos da Disney que revejo todos os anos. Esta pode muito bem ser apenas a 5ª vez que assisto ao filme, algo que, para alguém nascido nos anos 90, me parece estranhamente curto.

Aliás, esta deve ser a primeira vez que revejo Mulan desde que era um jovem adolescente inocente, logo estava realmente intrigado para descobrir se a minha opinião seria muito diferente ou não. Bom, chega de suspense, continuo a adorar!

Aprecio muito mais do que quando era criança, sem dúvida. Na verdade, se tivesse de escolher apenas um filme para ser adaptado ao formato live-action, Mulan seria a minha escolha final, simplesmente devido à atmosfera épica e cinemática. Não quero tirar o foco e o mérito à história fantástica nem às personagens incríveis, mas quando se trata de live-action, Mulan tem tudo para entregar um espetáculo visual arrepiante. Este filme prova como a animação 2D pode ser tão poderosa e emocionalmente avassaladora.

Tal como em todos os filmes da Era Renascentista do estúdio, a animação é deslumbrante. Dezenas de planos de fazer cair o queixo assemelham-se à escala épica de The Lord of the Rings. As sequências de ação são fascinantes e inovadoras, colocando a personagem principal em situações onde a mesma precisa de agir de forma inteligente. Já a música de Jerry Goldsmith tem um papel vital na narrativa. Não só desenvolve personagens de forma significativa, mas ajuda a história a mover-se com canções divertidas e impactantes. Mais uma vez, as sequências de ação também são elevadas por esta banda sonora, que oferece toda outra camada cinemática. Tecnicamente, Mulan é um dos melhores filmes de animação da Disney de sempre.

Mulan 1998

No entanto, como de costume, os dois pilares de qualquer filme são aqueles que as pessoas acabam por guardar no coração e na memória: história e personagens. Com tantos escritores ligados ao crédito do argumento, sinto-me genuinamente surpreso que Mulan tenha uma narrativa tão bem escrita, bem estruturada e emocionalmente ressoante. Repleto de histórias culturalmente significativas, é difícil não me sentir encantado pelo arco de Mulan (Ming-Na Wen). Uma filha que vai para a guerra ao roubar o lugar do pai, protegendo-o da morte certa, enquanto tenta igualmente honrar a sua família. Uma mulher que quer ser mais do que apenas a esposa de um homem qualquer. Batalha contra o aterrorizante Shan-Yu (Miguel Ferrer) e o seu exército, mas também contra estereótipos condescendentes e regras de uma sociedade antiga.

Ming-Na Wen dá uma voz poderosa a Mulan que vale a pena recordar. Passaram mais de mais de 20 anos, mas a sua aventura continua a ser um conto inspirador não só para todas as mulheres e raparigas do planeta, mas para todos os que colocarem os olhos neste filme. Captain Li Shang (BD Wong) também possui o seu próprio arco de tentar provar-se digno da posição que ocupa. Contra todas as probabilidades, consegue treinar as tropas e honrar o pai. Ling (Gedde Watanabe), Yao (Harvey Fierstein) e Chien-Po (Jerry Tondo) são hilariantes, mas também essenciais para salvar a China do inimigo. Shan-Yu funciona perfeitamente como uma presença intimidadora, mesmo que as suas motivações sigam a fórmula genérica dos vilões.

Mulan 1998

Agora, preparem-se, pois o meu único problema com o filme pode ser um famoso “hot take”. Tenho a certeza de que, quando era novo, adorava Mushu e todas as suas piadas. Também tem um enredo convincente da mesma forma que outras personagens. No entanto, ao assistir ao filme nos dias de hoje, só consigo ouvir Eddie Murphy a contar algumas piadas como se fosse uma rotina de standup. Quando ouço Mushu, não penso “Ah, é o Mushu”. Penso “ah, é o Eddie Murphy”. É um filme notavelmente sombrio e negro para combinar com o humor já conhecido da Disney, logo o equilíbrio do tom tem de ser perfeito para que a película funcione. Mushu pode trazer a leveza necessária com uma piada pequena aqui e ali, mas, no geral, é a principal razão pela qual, às vezes, o filme perde a noção de quando levar a história a sério e quando ser engraçado.

Resumindo, Mulan é um dos clássicos de animação mais culturalmente significativos no catálogo da Disney. Mesmo após duas décadas, esta história inspira todas as pessoas que decidam dar uma oportunidade a esta magnífica peça de cinema. A narrativa emocionalmente convincente encontra-se repleta de sequências de ação épicas elevadas por uma banda sonora memorável, que também ajuda a desenvolver personagens e a levar a história adiante. O arco da personagem que dá o título ao filme ainda ressoa com muitas pessoas hoje em dia: uma aventura em que Mulan se prova a si mesma e à família numa guerra contra Hunos e estereótipos. Com um elenco de voz fantástico, praticamente todas as personagens têm um enredo cativante com as suas próprias motivações.

Visualmente, tem um feel cinemático que nenhum outro filme de animação do estúdio respetivo contém, mas em termos de tom, o equilíbrio podia ser melhor. A guerra trágica, sombria e deprimente está presente durante todo o tempo de execução e, apesar de algum humor e leviandade serem definitivamente bem-vindos, algumas piadas destacam-se como desnecessárias, enquanto que Mushu de Eddie Murphy é demasiado brincalhão durante certos momentos. Tendo em mente o público-alvo, não faz sentido reclamar muito. É um pequeno pormenor negativo num filme fenomenal, que recomendo a todos os leitores para que possam também inspirar-se nele como tantas pessoas por todo o mundo.