Razer expande o seu catálogo com novidades na RazerCon 2021

Se perderam a longa apresentação da RazerCon 2021, nós temos um apanhado.

Com um dia dedicado exclusivamente a tudo o que é Razer, na passada quinta-feira não se esperava outra coisa se não muitos anúncios da marca, desde projetos ambiciosos a produtos inovadores.

Máscara Razer Zephyr

Um desses projetos ambiciosos é a já conhecida máscara purificadora de ar da Razer, a Razer Zephyr, que ganha finalmente uma versão final, após uma fase de teste global que contou com a participação de membros da comunidade que puderam dar feedback e partilhar as suas experiências.

Com filtros N95 e várias certificações como o registo FDS e testes em laboratório para 99% de Eficácia na filtragem de bactérias, a Razer Zephyr aponta alto, prometendo uma durabilitade de filtragem três vezes maior do que as máscaras descartáveis.

Com duas ventoinhas internas, a máscara conta com circulação de ar, tem ainda um design transparente para facilitar interações sociais e, claro, iluminação RGB com o sistema Razer Chroma.

Altamente controlada através de uma aplicação para iOS e Android, a Razer Zephyr torna-se real por 109,99€ com conjuntos de 10 filtros por 34,99€. Ou em conjunto inicial por 159,99€.

Cadeiras Razer Enki

Continuando no mundo do Lifestyle e Gaming, a Razer apresentou uma nova cadeira, a Razer Enki, que resulta também de longas investigações, experiências e feedback, para proporcionar uma experiência de conforto imbatível durante longas sessões de jogo ou trabalho.

Os destaques desta aposta vão para o seu novo design para melhor distribuição de peso corporal, os apoios de ombro alongados a 110 graus, um assento ultra espaçoso de 21″, reclinação até 152 graus e apoio lombar integrado.

Construída com materiais amigos do ambiente, como couro sintético ecológico com dupla textura, a Razer Enki conta também com uma versão X, que dispõe de apoios de braço 2D, reclinação até 152 graus e acomoda os utilizadores que se sentam numa posição de alta concentração ou aqueles que preferem recostar-se para relaxar.

E há também uma versão aumentada, a Pro, com acabamento em fibra de carbono no exterior da cadeira, estofada em Alcantara premium e couro sintético sustentável, com encosto com densidade diferente em duas zonas para maior conforto das costas.

Em tons de Razer Verde, Preto e Rosa Quartzo, a Razer Enki Pro, a Razer Enki e a Razer Enki X estão disponíveis a partir de 329,99€.

Razer Kraken V3

A nova geração dos Razer Kraken está aqui e chega com um design completamente novo e elegante e, claro, novas tecnologias, como a inclusão da Razer HyperSense, a tecnologia háptica introduzida nos Razer Nari Ultimate, que aumentam os baixos através de vibração, como a dos comandos de consola, dando uma nova camada sensorial à experiência durante os jogos.

Os Razer Kraken V3 Pro são o modelo sem fios desta nova família, estando também equipados com os altifalantes Razer TriForce Titânio 50mm e certificação THX Spatial Audio. Com suporte do Razer Chroma, incluem ainda um microfone HyperClear Supercardioide removível e carregamento por USB-C.

Seguem-se os Razer Kraker V3 HyperSense, que são basicamente o mesmo modelo dos Pro, mas com ligação com fios, e os Razer Kraken V3, mas sem a resposta háptica.

Estão todos disponíveis no site oficial da marca a partir de 109,99€.

Novos componentes internos de alto desempenho para PCs

Estas podem ter sido as melhores novidades Razer para os consumidores durante a RazerCon 2021, com a marca a apostar num novo mercado: componentes de alto desempenho para PC gaming.

Conheçam as Razer Kunai, o Razer Hanbo, as Razer Katana e o Controlador de Ventoinhas PWM da Razer, um conjunto de ventoinhas e controladores de alto desempenho, de design moderno e altamente configuráveis.

Estas novas soluções são dirigidas aos jogadores mais entusiastas, que procuram o máximo de controlo das suas máquinas e que podem, assim, misturar componentes ou criar algo completamente Razer, dentro do seu ecossistema.

As Razer Kunai são ventoinhas com tecnologia de rolamentos hidráulicos para maximizar o fluxo de ar e o arrefecimento interno e apresentam-se com tamanhos de 120mm e 140mm.

Já os Razer Hanbo são um conjunto All-in-One, com sistema de refrigeração líquida com radiadores de 240 e 360mm e uma bomba silenciosa e de alto desempenho.

E por fim temos as Razer Katana, fontes de alimentação ATX de classificação Platinum disponíveis com modelos de 750, 1200 e 1600 Watts.

Além de tudo isto, há ainda um novo Controlador de Ventoinhas Modulação por Largura de Pulso (PWM) compatível com até oito ventoinhas Razer Kunai, que pode ser ligado ao Razer Synapse para personalização visual da iluminação RGB e, claro, das curvas de resposta das ventoinhas.

As Razer Kunai e o controlador já estão disponíveis a partir de 49,99€ e 54,99€, respetivamente, com os Razer Hanbo a chegarem em novembro e as Razer Katana no início de 2022.

Podem ficar a conhecer em melhor detalhe tudo o que foi apresentado na RazerCon 2021, na sua página oficial, aqui.

Nova iniciativa da Nestlé dá borras de café aos consumidores para um melhor desenvolvimento das plantas

As borras de café podem contribuir para melhorar as características físicas, químicas ou biológicas do solo, com vista ao bom desenvolvimento das plantas.

A Nestlé Profissional anunciou a implementação do Projeto Café Circular, que tem como objetivo disponibilizar borras de café de forma totalmente gratuita para que o consumidor lhes possa dar utilização com vista a um bom desenvolvimento das plantas.

As borras de café são distribuídas em pacotes que podem ser levantados nas cafetarias Bagga e supermercados Go Natural em todo o país, tendo parceria com as marcas de café Sical e Buondi.

Existem diversas formas de aplicar as borras de café, podendo ser diluídas em água ou colocadas diretamente no solo. Podem também ser adicionadas ao composto orgânico como corretivo agrícola.

De momento, as borras disponibilizadas provêm dos cafés servidos sob as marcas Sical e Buondi, mas o objetivo é estender também às marcas Nescafé, Tofa e Christina, dando continuidade à expansão desta medida em muitos mais estabelecimentos em todo o país.

Aldi abre segunda loja de proximidade em Lisboa, desta vez em Campo de Ourique

E promete não ficar por aqui.

Foi no passado mês de junho que a Aldi Portugal começou a apostar em lojas de proximidade, concorrendo contra marcas como o Meu Super. A primeira loja deste formato da empresa alemã abriu no nº10 da Rua Filipe Folque, em Picoas, uma das zonas mais emblemáticas de Lisboa. Agora, esta quarta-feira, dia 27 de outubro, é dia de se inaugurar uma nova loja de proximidade.

Desta vez, o novo espaço ficará localizado no centro de Campo de Ourique, na Rua Tomás da Anunciação nº11, chegando assim a um dos bairros mais característicos da capital.

A nova loja Aldi Campo de Ourique conta com uma área de vendas de cerca de 600m2 e permite a todos os que ali passam encontrar tudo para as suas compras semanais, com especial destaque para as frutas e legumes, que são repostos diariamente, e alguns produtos de takeaway, como saladas e sopas. Também as marcas próprias onde, entre outras, se destacam as referências Pleno Sabor, Tesouros do Mar, Milsani, Alfacinha, Tandil e GUT BIO, bem como os artigos de bazar não alimentares, vão estar disponíveis através de uma experiência de compra facilitada quer seja pela oferta otimizada de produtos, pelos carrinhos de compras de menor dimensão (para facilitar a circulação em loja) ou pelo fast checkout para pagamento.

No contexto do Compromisso Lisboa Capital Verde Europeia 2020, esta loja conta com várias medidas de eficiência energética e do uso eficiente de água, como por exemplo um sistema de iluminação LED integral, detetores de presença de iluminação, equipamentos redutores de água nas torneiras e autoclismo ou controladores de iluminação.

À semelhança do que já acontece com algumas lojas Aldi na zona da Grande Lisboa, também o novo espaço Aldi Campo de Ourique vai estar disponível através da Glovo.

A nova loja Aldi vai criar cerca de 20 novos postos de trabalho e estará aberta diariamente entre as 08h e as 21h.

Maior festival português de blues regressa a Braga

O Nova Arcada Braga Blues regressa à cidade para a 4ª edição com concertos de nomes como José Cid, Rui Veloso, Budda Guedes, Maria João, Rockin Gina & The Sentinels e Archie Lee Hoocker.

De 27 de outubro a 4 de novembro, o Nova Arcada Braga Blues, o maior festival português de blues, está de regresso para a 4ª edição. O evento, que surge da ligação de Budda Guedes e Micha Rudowski a este estilo musical, vai dar música à cidade durante nove dias.

Feito em Braga para Braga, este festival, com a produção a cargo da editora bracarense Mobydick Records e de Micha Rudowski, pretende ser uma celebração do género, nas suas mais variadas facetas, com uma fortíssima componente de criação de públicos. A edição deste ano tem como cabeças-de-cartaz José Cid, Rui Veloso & Budda Gueddes, Archie Lee Hooker, Rockin’ Gina & The Sentinels e Budda Power Blues & Maria João.

De forma a envolver a cidade, o Nova Arcada Braga Blues acontece em múltiplos locais emblemáticos de Braga, como os mais importantes clubes de música da cidade. O programa arranca a 27 de outubro, quarta-feira, no centro comercial Nova Arcada, que dá nome ao festival, com o popular momento de entrevista e concerto Vamos Falar de Blues, nesta edição com o incontornável José Cid.

Já a 4 de novembro é quando termina esta edição do Festival Nova Arcada, com os Budda Power Blues & Maria João, numa atuação que mistura a identidade do trio de Braga com a delicadeza da diva do Jazz.

Os bilhetes, cujo preços variam a cada concerto, já estão à venda no site oficial.

A 4ª edição do Nova Arcada Braga Blues faz parte da programação cultural do Nova Arcada, inserida no projeto Cultura no Centro, lançado este ano pelos centros geridos pela Sonae Sierra com o objetivo de apoiar artistas e entidades de âmbito cultural.

Sociedade Ponto Verde com nova linha de atendimento via WhatsApp

Já podem chamar o Gervásio.

A Sociedade Ponto Verde (SPV) lançou uma nova linha de atendimento, muito funcional e personalizada, que vai permitir responder a todas as perguntas dos portugueses relacionadas com as regras de separação e reciclagem de embalagens.

Será através de uma simples mensagem escrita ou de voz que as dúvidas do dia-a-dia podem ser esclarecidas ou se podem desmistificar alguns mitos associados ao processo de reciclagem, como “Devo separar o rótulo antes de reciclar a garrafa?”, “preciso lavar as embalagens de iogurte antes de as colocar no ecoponto?” ou “onde devo colocar os pacotes de leite?”.

A nova linha de atendimento da SPV, o WhatsApp do Gervásio, está disponível através do número 914619286, de segunda a sexta.

Metro do Porto e de Lisboa vão ter concertos para alertar a população sobre a saúde mental

Dois dias com muita música e um propósito específico.

Esta é mais uma iniciativa do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde no âmbito da promoção da Saúde Mental e conta com a parceria da Filrouge. Há Música ao Fundo do Túnel tem o apoio do Ministério da Saúde, do Ministério da Cultura, o Metro do Porto e de Lisboa e a Produtores Associados.

Há Música ao Fundo do Túnel conta com um conjunto de 18 concertos, divididos por seis estações de metro nas duas maiores cidades do país – três estações no Porto e três estações em Lisboa. Este evento, que decorre nos dias 28 e 29 de outubro, surge com o propósito de alertar a população em geral para a importância de cuidarem de si e de promoverem o seu bem-estar.

Num espaço que representa o pulsar de uma cidade – o metro do Porto e de Lisboa – o Programa Nacional para a Saúde Mental convida as pessoas a reservarem algum tempo do seu dia para apreciarem música ao vivo, pararem a sua rotina e conectarem-se com a arte e cultura. A música é o veículo escolhido para consciencializar as pessoas para a promoção do bem-estar físico, psicológico e social.

No Metro do Porto, irão atuar o Coro do Hospital de Magalhães Lemos, Edu Mundo, Marrokan ZÉ, Filipe Furtado, Nuno Melo, Viajante DHC, Rui Maio e Débora Papa. Já no Metro de Lisboa atuarão David Pessoa, RIOT, Death Disco Disaster, Fio à Meada, Sitah Faya x Spock, Cria e Afixa, Nando Nobre, AVAN GRA e Kra Z Mic.

Os horários dos concertos são os seguintes:

Porto

  • 1ª atuação: No período das 08h30 às 10h30 (Estações Casa da Música, S. Bento e Bolhão);
  • 2ª atuação: No período das 12h30 às 14h30 (Estações Casa da Música, S. Bento e Bolhão);
  • 3ª atuação: No período das 17h30 às 19h30 (Estações Casa da Música, S. Bento e Bolhão).

Lisboa

  • 1ª atuação: No período das 08h30 às 10h30 (estação Cais do Sodré) e no período das 09h às 11h (estação Alameda 2 e Marquês de Pombal 2);
  • 2ª atuação: No período das 12h30 às 14h30 (estações Cais do Sodré/ Alameda 2 e Marquês de Pombal 2);
  • 3ª atuação: No período das 17h30 às 19h30 (estações Cais do Sodré e Alameda 2) e no período das 18h30 às 20h30 (estação Marquês de Pombal).

O ótimo teclado MX Keys da Logitech está finalmente disponível em Português

Demorou, mas aconteceu.

Foi em 2019, na altura num evento da Logitech, que ficámos a conhecer mais um belíssimo teclado da marca: o MX Keys. O problema? A versão apresentada, e que chegou ao mercado nacional, não tinha teclado Português, algo que os fãs da marca não acharam propriamente muita piada.

Demorou dois anos, mas eis que finalmente podemos dizer que o MX Keys está disponível com teclado Português.

O MX Keys, que acaba por ser o sucessor “espiritual” do Craft Keyboard, oferece uma experiência de trabalho avançada, onde cada toque numa tecla soará bem satisfatório.

Este teclado vem equipado com iluminação inteligente, ou seja, é capaz de detetar as nossas mãos (sem que os dedos estejam efetivamente a tocar nas teclas) e ajustar a luminosidade automaticamente, sempre dependendo das condições de iluminação da divisão onde estamos a trabalhar. E claro, essa inteligência também serve para economizar bateria, pelo que o MX Keys é desligado quando não está a ser usado.

A tecnologia aplicada nas teclas é a Perfect Stroke, e, na prática, isto faz com que cada tecla apresente uma espécie de fundo onde o nosso dedo encaixa na perfeição. É algo que faz com que o dedo não faça tanta pressão na tecla e, consequentemente, o esforço acaba por ser menor, bem como o som do “teclar”, que sai suavizado.

No que toca à bateria, a Logitech afirma que tem uma autonomia para 10 dias com a retroiluminação ativada. Se desativarem essa função, a bateria deverá aguentar cerca de cinco meses. Depois basta recarregar na entrada USB-C.

Recomenda-se é a compra do MX Palm Rest, um acessório vendido em separado que consiste numa espécie de barra preta com almofadas lá dentro que serve para descansar as mãos.

É ainda de destacar a tecnologia Logitech Flow, que permite alternar e controlar com facilidade até três computadores Windows ou Mac simultaneamente.

Além disso, o teclado MX Keys é ideal para combinar com o rato MX Anywhere 3, que apresenta um design compacto que se adapta ao formato da mão, uma bateria de longa duração e carregamento rápido.

O Logitech MX Keys com teclado em Português está em pré-venda na PC Diga por um preço de 109,90€. A partir de 7 de novembro estará disponível em todos os revendedores Logitech.

Fórmula 1 – Grande Prémio dos Estados Unidos foi uma das melhores corridas do ano

Com Max Verstappen a partir da pole position, mas depressa a perder a liderança da corrida para Lewis Hamilton, logo se percebeu que o Grande Prémio dos Estados Unidos ia ter emoção. No fim, com a vitória do piloto da Red Bull e a volta mais rápida para o piloto da Mercedes, posso-vos dizer que foi uma das melhores corridas do ano… faltam cinco.

Com Max Verstappen a partir da pole position, logo seguido de Lewis Hamilton e do seu colega de equipa, Sergio Pérez, a sair de P3 (Valtteri Bottas sofreu uma penalização devido à troca de componentes no seu carro e partiu de P9), cabia aos pilotos da Red Bull conseguir segurar o Mercedes para tentar diminuir a vantagem da equipa britânica no mundial de construtores e aumentar a vantagem do piloto holandês face a Lewis Hamilton na luta pelo campeonato de pilotos.

As coisas não começaram bem para Max. Lewis partiu bem e, mesmo com as tentativas agressivas de Max, o britânico conseguiu segurar a primeira posição à saída da curva 1 e estava, poucos metros depois, na liderança do Grande Prémio dos Estados Unidos. Mais atrás, a batalha bonita de se ver era entre os dois McLaren e o Ferrari de Carlos Sainz Jr., que tentavam chegar à P5 a lutar como se de um campeonato se tratasse. Bonito de se ver.

Ao saltar para o início da volta 7, depressa percebemos que só dois dos carros tinham andamento, o de Lewis e o de Max. Se Perez conseguia resistir e ainda “só” tinha perdido 3.3s, Charles Leclerc (em P4) já ia a 12.2s de distância do carro da frente, significando isto que o mais rápido fora dos lugares do pódio ia a perder uma média de 1.742s por volta. É uma diferença abismal para a prova rainha do desporto motorizado, pelo que espero que os novos carros em 2022 venham resolver alguns destes problemas.

As batalhas que aconteciam a meio da tabela dos lugares pontuáveis pareciam ser num universo à parte. Já na frente, Max parava e metia pneus duros. O holandês pára, sai em P4 e, numa excelente jogada estratégica por parte da Red Bull, Max fica mesmo em primeiro lugar depois da paragem de Lewis Hamilton umas voltas depois.

Grande Prémio dos Estados Unidos
Imagem: Formula1.com

Pierre Gasly abandona a corrida com problemas mecânicos. Com 19 carros em pista, estávamos a ter um dos momentos da corrida. Kimi Raikkonen e Fernando Alonso, dois jovens de 42 e 40 anos de idade, numa batalha intensa pelo último dos lugares pontuáveis. Alonso defende e “empurra” Kimi para fora, Kimi mesmo assim ganha a posição e Alonso queixa-se que merece ter a posição de volta. Nada acontece. Mais tarde, Alonso ganha posição fora de pista e passa Antonio Giovinazzi, que tem que devolver a posição. Devolve com inteligência e está na luta novamente… desta vez é Gio que ganha posição fora de pista e tem agora que devolver a posição a Alonso. A emoção era aqui, na batalha pela P10.

Desde este momento até ao fim da corrida só queria uma coisa: que Alonso voltasse a chegar-se perto de Kimi. Queria mais disto. Infelizmente, tanto Alonso como Esteban Ocon viram os seus Alpine recolher às box devido a problemas com os carros.

Saltamos para a frente e Hamilton está agora a menos de 3s de Max, o piloto do Reino Unido está a dar tudo por tudo. Será que consegue? Virtual Safety Car por uns segundos, que nada mudou, e Max pára novamente para novo jogo de duros. Hamilton fica fora por mais oito voltas e, quando sai com novo jogo de duros, tem 8.7 segundos para recuperar nas 19 voltas que restavam do Grande Prémio. Não ia ser fácil.

Por momentos parecia que ia acontecer, Hamilton ia chegar perto. Íamos ter luta entre os dois primeiros. Mas não, sempre que parecia que estava perto deixava de estar. Uma excelente corrida de Max Verstappen a gerir muito bem os seus pneus até ao fim, e uma fantástica corrida de Lewis Hamilton que deu tudo por tudo para apanhar o Red Bull, mas não conseguiu.

Destaque ainda para a P3 de Pérez, que estava sem beber água desde a primeira volta devido a uma falha no “sistema de bebida” do piloto e passa para P4 no campeonato do mundo de pilotos. Destaque também para a volta mais rápida [1.38.485] de Lewis Hamilton e ainda para a P5 de Daniel Ricciardo, o australiano mais americano da McLaren, que conseguiu defender com unhas e dentes a posição que esteve desde o início a ser atacada por Carlos Sainz Jr.

Deixar um abraço a Nikita Mazepin, as coisas não andam fáceis para o russo. Acabou com mais 1.17.318m do que o seu colega de equipa. Isto numa pista em que o tempo por volta ronda os 1.40 minutos. Abracinho.

Grande Prémio dos Estados Unidos
Imagem: Formula1.com

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 10 por pilotos

PosiçãoPilotoEquipaPontos
1Max VerstappenRed Bull Racing Honda287.5
2Lewis HamiltonMercedes275.5
3Valtteri BottasMercedes185
4Sergio PerezRed Bull Racing Honda150
5Lando NorrisMcLaren Mercedes149
6Charles LeclercFerrari128
7Carlos Sainz Jr.Ferrari122.5
8Daniel RicciardoMcLaren Mercedes105
9Pierre GaslyAlphaTauri Honda74
10Fernando AlonsoAlpine Renault 58

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 5 por equipas

PosiçãoEquipaPontos
1Mercedes460.5
2Red Bull Racing Honda437.5
3Mclaren Mercedes254
4Ferrari250.5
5Alpine Renault104

Age of Empires IV – Como as aulas de história podiam ser dadas

A aclamada série de estratégia da Microsoft está de regresso com um jogo completamente novo que funciona como uma janela para o passado dos videojogos e para o passado dos grandes conflitos da humanidade durante a idade média.

Jogos de estratégia em tempo real não são propriamente o meu forte, no entanto, guardo com algum carinho o tempo que passei com Age of Empires, entre memórias nostálgicas de outra vida, e com a sequela, Age of Empires II, já na pré-adolescência.

Admito que não me recordo muito bem da experiência, algures entre 1999 e 2000, mas lembro-me não só de ser dos primeiros jogos que experimentei no meu computador pessoal, como me lembro dos dias que passei agarrado ao teclado, em casa da minha avó, a fazer gestão de aldeias em preparação para atacar territórios inimigos ou defender-me contra eles. Era um pequeno ciclo vicioso, simples, mas extremamente satisfatório, que resultava na observação de pequenos “dioramas” interativos, onde me fazia sentir como uma entidade divina ao controlo dos grandes conflitos da humanidade.

Passaram 20 anos e, como já indiquei, a memória não ajuda, nem o facto de me ter desligado do género ou o facto de não ter experimentado a sua sequela, Age of Empires III, ou as atualizações dos icónicos jogos. Por isso, pegar em Age of Empires IV foi especial em diferentes medidas.

Não resultou numa catarse ou epifania de memórias antigas, mas senti-me numa máquina do tempo, como se olhasse por uma janela para um jogo extremamente familiar, cujos visuais, apesar de modernos, representam o estilo e o registo que a minha mente bem ou mal preservaram. Se me dissessem que este era um remake ou remaster de jogos de outra era, eu acreditaria. Não posso dizer que me tenha sentido impressionado, especialmente com o que os jogos atuais são capazes, mas senti-me em casa, com aquele pequeno sentimento de conforto fantástico que, aliado à sua simples jogabilidade, fizeram-me perder rapidamente mais horas do que estou disposto a admitir.

Algo que me saltou à vista e que me motivou a não largar Age of Empires IV foi a sua estrutura narrativa. Dividida em quatro campanhas, cada uma com uma fação que vamos controlar e acompanhar, temos dezenas de missões e cenários distintos onde a narrativa se desenvolve. Estes cenários não só servem de um excelente tutorial, ao apresentarem novas mecânicas de acordo com os objetivos propostos, como tudo é acompanhado com uma excelente exposição de eventos históricos através de cinemáticas ao estilo de documentários.

Ao nosso dispor temos a Conquista Normanda de Inglaterra, a Guerra dos Cem Anos, a Ascensão de Moscovo e o Império Mongol, com cada uma a apresentar registos/estilos de gestão e manuseamento de recursos, população e exércitos de forma algo bastante distinta. Temos também uma diferença nas fações, com algumas mais dedicadas ao fortalecimento bélico, outras onde ganhamos mais com a construção de edifícios, ou até com a acumulação de recursos para trocas, comprando aliados ou evitando conflitos.

Um jogo deste calibre pode ser extremamente intimidante, pois, apesar da sua simplicidade – e da ação que se desenrola entre cliques em personagens e na designação de tarefas especificas –, rapidamente percebemos que existe uma profundidade enorme que requer alguma ginástica mental semelhante à de um jogo de xadrez. Não o digo como uma comparação barata de estratégia militar, mas pela necessidade de calcular bem os próximos passos, especialmente em dificuldades mais elevadas, onde o uso de atalhos para controlar grupos de personagens pode ser a chave do sucesso para uma batalha mais complicada, cercando os inimigos de forma eficaz, em vez de os atirar todos para a morte.

O mesmo é aplicado à forma como gerimos os recursos, os produzimos e os gastamos, pois um mau cálculo ou escolha podem colocar em risco a nossa missão, ou prolongar desnecessariamente o tempo que passamos nela.

Pela sua natureza, Age of Empires IV exige mais do que duas mãos ou uma cabeça, e é a pensar em cenários mais ambiciosos que apresenta modos multijogador cooperativos e competitivos, onde é possível não só fazer gestão e alianças com amigos, como podemos testar as nossas habilidades contra outros oponentes humanos. E se o lado social for intimidante, é possível também observar outros jogadores e aprender com as suas estratégias.

E por falar em aprender, Age of Empires IV conta com fantásticos modos de aprendizagem das bases e outros a solo que aliam a experimentação em tempo real à aprendizagem de mecânicas e ações, ao mesmo tempo que nos liberta das mãos e nos deixa explorar o jogo ao nosso ritmo, como é o caso do Skirmish e os treinos do Art of War.

Como indiquei no início, Age of Empires IV pode não ser visualmente o jogo mais incrível que encontram no PC, mas preserva uma apresentação tão old-school como moderna, afinada e polida, cheia de detalhes deliciosos e uma representação histórica das várias fações e das suas tecnologias de forma muito credível.

Age of Empires IV é um jogo para PC com requisitos bem modestos, sendo possível jogá-lo com placas mais antigas, como a GeForce GTX 970 ou Radeon RX 570 de 4GB, mas até mesmo num computador mais avançado, com uma NVIDIA RTX da série 20 e um processador Intel i9, tive alguma dificuldade em elevar a experiência 4K a 60fps, tendo que limitar a resolução para valores mais próximos dos 1440p para uma experiência visual ideal.

A verdade é que não esperava ficar tão investido em Age of Empires IV, mas esta nova aposta da World’s Edge Studio e da Relic Entertainment conseguiu agarrar-me durante várias horas. Segundo as mesmas, Age of Empires IV foi desenhado como um sucessor daquele que foi um dos poucos jogos do género onde perdi mais tempo na minha infância, e conseguiram. É uma viagem no tempo, bem adaptada às expectativas de um jogo moderno que respeita a paciência dos jogadores, com um sistema de progressão e de evolução tão aliciante como as histórias que quer contar através do seu formato documental.

Age of Empires IV chega em exclusivo aos PCs via Microsoft Store, Steam e Xbox Game Pass (para PC e Ultimate) no dia 28 de outubro.

Recomendado

Cópia para análise cedida pela Xbox Portugal

Crítica – The Last Duel

The Last Duel é um drama original e cativante que nos surpreende e nos deixa intrigados com o conflito no ecrã.

Ridley Scott está de volta com a sua primeira longa-metragem desde All the Money in the World com The Last Duel, uma história de rivalidade, vingança e de injustiça social no seio da Idade Média. Baseado em factos reais, o filme relata os detalhes sobre o último duelo legal que foi autorizado em França.

Embelezado com elementos dramáticos que podiam ter transformado o filme num melodrama, mas que acabam por torná-lo mais interessante do que merecia ser, The Last Duel mostra-nos o conflito entre Jean de Carrouges, interpretado por Matt Damon, e Jacques Le Gris, interpretado por Adam Driver, dois escudeiros ao serviço do Rei Carlos VI. Estes dois tornam-se rivais na corte e tudo atinge um clímax quando Marguerite de Thibouville, interpretada por Jodie Comer, a mulher de Carrouges, acusa Jacques Le Gris de a violar. O mencionado duelo acontece para apurar o culpado, mas a história é sobre os eventos que levam até ao duelo, e os preconceitos e estigmas impostos que governam a vida da corte e sociedade nesta época. Eventualmente a justiça ficará nas mãos de quem vencer o duelo mortal, mas a verdade na idade média é uma coisa mutável e tendenciosa.

O guião do filme usa uma abordagem semelhante à de Akira Kurosawa com o celebrado Rashomon, apresentando-nos três diferentes relatos sobre a verdade. Este elemento do enredo, junto com a forma como os personagens estão interpretados, os seus conflitos e a crítica óbvia ao patriarcado matrimonial e desigualdades entre os sexos durante a Idade Média, tornam o filme em algo mais interessante que um simples épico medieval.

Outra qualidade do filme é que, apesar de os seus conflitos assentarem em preocupações sociais atuais, The Last Duel nunca se torna condescendente. O guião, escrito por Nicole Holofcener, com participação do próprio Matt Damon e seu parceiro habitual Ben Affleck, que entra no filme no papel secundário do Conde d’Alençon, faz um bom trabalho de nos relacionar com os protagonistas e ajudar-nos a ver o mundo pelos seus olhos, de forma até irónica e satírica.

the last duel echo boomer

Não se pode dizer que The Last Duel é um épico no sentido de entretenimento. Apesar de o filme decorrer durante várias campanhas de guerra da infame guerra dos Cem Anos, os conflitos dramáticos e os personagens são mais interessantes que o elemento de entretenimento. Isso não quer dizer que o filme não tenha uma latitude espetacular, de aventura, combate, aqueles elementos facilmente associados a Ridley Scott nos últimos vinte anos, ou ele não tivesse realizado Gladiator, Kingdom of Heaven e Exodus: Gods and Kings. No entanto, é o drama, a crítica de costumes e sociedade que o filme tece que acaba por destacar-se. É um drama que questiona o conceito de verdade e de perspetiva, num mundo medieval que mesmo sendo longínquo do nosso, não era muito diferente das crises pelas quais passamos agora, nomeadamente, o abuso e maltrato do sexo feminino. É interessante apercebemo-nos ao longo do filme como a verdade é tão mesquinha quanto os homens que a contam.

Agora, apesar de não ser um filme dito de ação ou aventura, a narrativa existe num contexto de guerra medieval, logo tem sequências que nos mostram os detalhes viscerais e horrendos daquele conflito que foi a Guerra dos Cem Anos, e como era ser um soldado e combater nessa época e lugar. As sequências de ação estão muito interessantes porque Scott não glorifica o espetáculo bélico, mas antes dá um realismo aos combates que foi poucas vezes visto no retrato de batalhas medievais. Quanto ao último duelo em si, é um clímax cativante e muito bem feito, mas é a conclusão da batalha em si, a consequência dramática, que acaba por nos conquistar. Scott está a afastar-se do seu percurso de blockbusters épicos para dramas clássicos e interessantes, com um entusiasmo que é surpreendente e que me faz ter melhores expetativas para o vindouro House of Gucci, a estrear em breve.

Mas quem vende mesmo o filme não é a realização, é o guião e os atores. E já tendo falado do guião, devo destacar que os atores estão todos muito bem. Desde o invejoso Carrouges, ao caprichoso Le Gris, ao ocioso d’Alençon, a atuação está espetacular e mostra versatilidade, com Driver e Damon a transitarem facilmente nos seus personagens, entre a ideia que eles têm de si mesmos e a notória e infeliz verdade sobre os seus caracteres. No entanto, é Jodie Comer, no papel de Marguerite, quem brilha mais. Num enredo onde temos três protagonistas, ela acaba por destacar-se como a peça central não só deste conflito, mas como da perspetiva da inocência adulterada, e isso só podia ser possível pela sua capacidade de nos transmitir inocência, fragilidade e finalmente coragem com uma humanidade inquietante.

Este filme não é o épico medieval que prometia ser nos posters, mas é um épico dramático sobre a corrupção de valores como honra e dever em nome do orgulho. No final de contas, este é um retrato de época que poderia ser atual. Bastava substituir o contexto medieval por uma disputa dentro de uma qualquer indústria. A constante é que, apesar de os direitos civis terem evoluído nos dias de hoje, não parece ter mudado muita coisa no que toca a mentalidades. Tal como na corte de França do século 14, o ego continua a predominar.

The Last Duel é um drama original e cativante que nos surpreende e nos deixa intrigados com o conflito no ecrã. Apesar de não ser muito complexo e prolongar-se um pouco demais, faz-nos ver o nosso reflexo no objeto de arte e questionarmo-nos se, ao fim de séculos, alguma coisa realmente mudou no cerne da nossa sociedade. Quem sabe, o futuro o dirá.

Shadow Corridor – Bem vindos ao Tédio

Um jogo de terror demasiado preso à sua fórmula que só é indicado para os amantes de sustos fáceis.

Se é impossível manter-me afastado de jogos de terror, esta relação de dependência agrava-se ainda mais com a chegada de outubro e do Dia das Bruxas. Batem as 12 badaladas do décimo mês do ano e a minha visão muda. É o mês do horror, do oculto e do paranormal, e se no cinema procuro descobrir novos clássicos e revisitar antigos favoritos, o mesmo acontece nos videojogos, em especial nas produções independentes. Shadow Corridor é um misto dos dois, de origens humildes, mas assentes numa vertente do género que sempre achei peculiar, onde os puzzles, a navegação e a furtividade são tão importantes como o ambiente aterrador e opressivo que associamos a este tipo de experiências. Mas Shadow Corridor não é assim.

De facto, Shadow Corridor, que chegou agora à Nintendo Switch e PlayStation 4, é um dos jogos de terror mais diretos e focados que podemos encontrar nas consolas, mas é de tal forma enraizado no seu formato que se torna num detrimento à sua experiência. A história é muito básica e apresenta-se apenas como uma premissa para o que é uma campanha dividida por vários níveis que nos transportam para uma realidade de lendas e folclore. Somos apenas uma personagem que se perde entre ruelas da nossa cidade, ao som das cigarras, enquanto somos encaminhados pelo sino de um gato. Quando menos esperamos, fomos transportados para uma realidade paralela.

Entre lendas e histórias de maldições, assim se constrói a campanha de Shadow Corridor, que agora é acompanhada por um episódio adicional. No entanto, a estrutura não se inspira como devia nas lendas que tenta retratar e traz-nos uma experiência tão segura, como desnecessariamente complexa. Apercebi-me que Shadow Corridor faz parte de outro sub-género, mais focado num jogo de gato e rato – onde podemos incluir Yuoni e White Day –, onde a ação decorre em cenários labirínticos, de design aleatório, com objetivos que nos levam a recolher um número de itens antes de avançarmos para a próxima fase. Os corredores dão lugar a salas rudimentares, onde inspecionamos os mesmos móveis à procura de chaves, que abrem portas perdidas algures entre os labirintos mutáveis entre tentativas. Na minha opinião, um enorme tédio.

Como seria de esperar, existe sempre uma presença opressiva nos corredores das casas, nos caminhos dos jardins e nos salões que visitamos. Uma presença que se faz sentir através da sua máscara Noh, de cor branca, que surge através dos recantos escuros deste mundo em constante mudança. Não temos maneira de nos defender a não ser fugir, correr e esconder-nos algures numa sala, longe da sua visão, e rezar para que não sejamos capturados. Shadow Corridor segue a tradição já bolorenta deste sub-género de terror, onde o design labiríntico dos cenários é tão perigoso como a entidade que nos persegue, obrigando-nos a explorar todos os recantos em busca de um número variado de objetivos enquanto encontramos fontes de luz e outras ferramentas, como bombinhas, para distrair quem nos persegue.

Esta fórmula diz-me pouco. Revelação! E diz-me pouco pela utilização de cenários repetitivos, de corta e cola – que ainda têm pior aspeto na versão Switch –, pela aleatoriedade do posicionamento dos objetos, pela perseguição cansativa e pouco assustadora de uma entidade indestrutível, e pela troca do horror e da construção de ambiente pela tensão momentânea e os sustos fáceis. São jogos de terror pensados para as transmissões em direto e para as coletâneas de sustos no YouTube. Não quero ofender os fãs deste sub-género, mas não é isto que procuro num jogo de terror. Pela sua estética e aposta em cenários saídos do imaginário japonês, especialmente das suas lendas, esperava entrar num videojogo mais assente no horror e no retrato do seu folclore, mas não foi isso que Shadow Corridor me trouxe. Os sustos são fáceis e previsíveis, a aleatoriedade dos cenários é mais enervante do que tensa e a repetição de objetivos, divididos por níveis – que roubam parte da tensão à campanha e a tornam descartável –, cria um marasmo de acontecimentos pouco marcantes que se perdem ao longo das horas de conteúdos.

Não há muito para me sentir imerso neste mundo, o que é uma pena. Shadow Corridor abriu-me o apetite para o mês de Halloween e penso que só Project Zero: Maiden of Black Water, e o seu retrato de histórias e lendas de rituais macabros, poderá satisfazer.

Cópia para análise (versão Nintendo Switch) cedida pela NIS America.

Dicas para reduzir a pegada ambiental

Querem ter uma atitude mais proativa e têm como meta reduzir a vossa pegada ambiental, ao mesmo tempo que poupam na fatura? Então devem mesmo começar pela vossa casa.

Adeus verão, olá outono. É assim desde o passado dia 22 de setembro, altura em que as folhas começam a cair e os dias ficam mais frios, para desilusão daqueles que adoram dias quentes e mergulhos na praia.

Mas se o verão nos levava a passarmos mais tempo fora de casa, com o outono acontece precisamente o contrário. Com os dias mais “tristes”, não existe tanto aquela vontade de passear, e há quem veja ainda isso mesmo como uma boa oportunidade de ficar em casa para aprimorar as suas capacidades enquanto jogador de póquer.

Mas as temperaturas mais baixas são mesmo é convidativas para um chá quente e uma manta, isto para aquelas pessoas que não têm salamandras ou possibilidade de “acenderem a lareira”.

E com os dias mais frios e a passarmos mais tempo em casa, isso significa também uma coisa: um aumento no consumo de eletricidade (logo a fatura sai mais cara) e, consequentemente, um aumento nas emissões de carbono. Mas há formas de reduzir a pegada ambiental. São soluções simples e mais ecológicas.

1. Bombas de calor

Como utilizam energia aerotérmica, as bomba de calor são uma solução de aquecimento ecológico para os sistemas de aquecimento central. Ao extraírem o calor natural do ar, transformam-no em energia capaz de manter as casas numa temperatura confortável. E só por isso são muito eficazes.

2. Uso de dispositivos inteligentes

Hoje em dia não são apenas os smartphones/tvs/tablets que são inteligentes. Também as lâmpadas que temos lá por casa, as fechaduras, os equipamentos que temos na cozinha, os aquecedores… No fundo, podemos dizer que os dispositivos inteligentes não só ajudam a tornar nossas vidas mais fáceis, mas também revolucionam a maneira como pensamos sobre economia de energia.

O que é que isto significa? Bom, imaginem aquelas situações em que possuem aparelhos antigos que vos aquecem a casa, mas que exigem que estejam ligados o dia todo, de modo a que, depois de regressarem do trabalho, o vosso lar esteja com uma temperatura confortável. Ora, isso não acontece com dispositivos inteligentes. Não só funcionam melhor, como podem ser controlados à distância. E só por aí conseguem evitar desperdícios ambientais.

3. Isolamento de janelas

Há quem não dê importância a isto, mas é uma realidade. Com janelas bem vedadas, com boa caixilharia e vidro duplo, conseguem reduzir o desperdício de energia e reduzir a pegada ambiental. Aliás, o Governo apresentou este verão o Programa Edifícios Mais Sustentáveis 2021, que tem como objetivo contribuir para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios, de modo a reduzir em cerca de 30% o consumo de energia primária.

4. Energia solar

Abracem o autoconsumo. Nem todos conseguem ter acesso, mas a verdade é que os painéis solares fotovoltaicos permitem poupar, gerar energia e reduzir as emissões de carbono. Portugal é um dos países que mais beneficia de sol durante grande parte do ano, pelo que apostar na energia solar é uma boa decisão. Sim, o investimento é dispendioso, mas estima-se que os painéis fiquem “pagos” em cerca de 10-15 anos.

Música – Álbuns essenciais (setembro 2021)

Bem-vindos ao melhor mês de 2021 no que toca à qualidade dos álbuns lançados.

Ao longo deste artigo vão poder constatar que grande parte dos álbuns estão extremamente bem avaliados, e não, não é coincidência. Eu próprio fiquei incrédulo e deliciado ao mesmo tempo com o que ouvi este mês.

Fazendo um apanhado rápido: Alessia Cara tem qualquer coisa, aos Amyl and The Sniffers não falta estofo para discutir o trono do Punk, Iron Maiden quase nas bodas de ouro com vitalidade de despedida de solteiro, Kacey Musgraves delicia o nosso coração mesmo que o dela esteja partido, Lil Nas X tornou-se num dos artistas mais excitantes da atualidade, Lindsey Buckingham mostra a sua influência no sucesso dos Fleetwood Mac, Little Simz domina o mundo do rap feminino sem margem para dúvida, Nao conseguiu encontrar o seu som e é único, Poppy afinal tem talento e é entusiasmante o que consegue fazer com ele, Sleigh Bells copiam o memo de MJ em 1995: “I’m back”, Sufjan Stevens juntou-se a Angelo De Augustine e tornou o cinema mais belo e contemplativo e, por fim, os The Vaccines voltaram às origens e lançam o seu melhor álbum.

[Artigo de álbuns essenciais de agosto]

Alessia Cara – In The Meantime

Alessia Cara In The Meantime

Género: Pop/R&B

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Aos 25 anos, Alessia Cara encontrou-se musicalmente e mostrou o seu som à voz maravilhosa que tem e o resultado está à vista. Proveniente do Canadá, onde a acarinhada superestrela é Jessie Reyez, Cara prova que está um ou dois níveis acima da sua compatriota, com In The Meantime.

A nível lírico não há muito a apontar, sendo que continua no caminho certo. Em relação ao teor do álbum em si, acho fascinante por seguir o oposto do que retrata, a nível sonoro. Enquanto a cantora retrata um processo de recuperação emocional, apesar do álbum ter as suas baladas, opta por melodias de ritmo ativo e maioritariamente alegres.

Peca apenas por estender o álbum demais (18 faixas) quando podia muito bem ter terminado na faixa 13 e poucos davam por ela.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Box In The Ocean
> Bluebird
> I Miss You, Don’t Call Me
> Best Days
> Sweet Dream

Amyl and The Sniffers – Comfort To Me

Amyl and The Sniffers Comfort To Me

Género: Punk Rock/Garage Rock

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Com a evolução sonora em Comfort To Me, os Amyl and The Sniffers estão oficialmente prontos para electrizar arenas esgotadas. Evolução essa bastante notória que deixa poucas dúvidas sobre o patamar ao qual a banda acabou de subir: ao de Idles, Fontaines D.C., Touché Amoré, entre outros.

Em 2021, juntam-se a Turnstile, que foram destaque do mês de agosto, na linha da frente dos melhores álbuns de Punk do ano.

Comfort To Me, enquanto mantém o núcleo musical da banda, consegue ser mais empolgante que o seu álbum de estreia, graças a uma atitude de quem encontrou o seu propósito, dentro do género. Coisas brilhantes esperam-se dos Amyl and The Sniffers, e a escola do Punk Rock continua de excelente saúde para anos vindouros.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Guided By Angels
> Securty
> Hertz
> No More Tears
> Don’t Fence Me In
> Knifey

Iron Maiden – Senjutsu

Iron Maiden Senjutsu

Género: Heavy Metal

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Ainda se produz heavy metal de qualidade. Reitero: os Iron Maiden, após quase 50 anos de carreira, ainda são os principais responsáveis por produzir heavy metal de qualidade.
Senjutsu é o melhor álbum da banda em algum tempo, mas a questão que se coloca é: Terá potencial para integrar a ilustre seleção de álbuns célebres da banda? A resposta é um redondo sim, com certezas absolutas.

A dimensão tónica é pesada e sombria, talvez a mais sombria até à data. Contudo, a produção, cheia de riffs brutais, é extremamente dinâmica, positiva e aprazível, quer dentro do leque de álbuns da banda, quer dentro do género.

Colocar Senjutsu num pedestal, no final de 2021, não é errado, visto que é um dos melhores álbuns do ano, até à data.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

Da melodia envolvente de “The Writing On The Wall” às passagens alucinantes de “The Time Machine”, há muito caminho a trilhar onde a cada passo há uma surpresa. Este álbum é composto por 10 músicas que se estendem ao longo de mais de uma hora e merece ser ouvido como um todo. Posto isto, não vou sugerir músicas a ouvir.

Kacey Musgraves – Star-Crossed

Kacey Musgraves Star Crossed

Género: Country Pop

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Kacey Musgraves foi a maior surpresa que tive em 2018 com o álbum Golden Hour, tendo contado com Space Cowboy (96º), Slow Burn (46º) e High Horse (6º) no meu top 100 de melhores músicas desse ano.

Este álbum tende menos para o country, distanciando-se do som western, e apoia-se mais sobre o Pop. Isto fez com que a Recording Academy a riscasse da categoria de country e considerá-la para a categoria pop para os Grammy 2022. Não tenho dúvidas que tenha havido pressão de inúmeros lobbies envolvida nesta decisão mesquinha… Quem não conhece o poder do género country nos Estados Unidos e conflito em torno da sua identidade, que veja o último episódio da série Explained, da Netflix.

Ainda assim, o espírito sulista do country continua bem presente e duvido que isso alguma vez mude. Podes tirar uma pessoa do country, mas não podes tirar o country de uma pessoa.

Sobre o álbum, pode-se dizer que é um trabalho melancólico e reluzente ao mesmo tempo recheado de storytelling (mais uma característica do country, irónico). Isto assenta no facto de praticamente todo o álbum se apoiar nos sentimentos que advieram do processo de divórcio que Kacey Musgraves atravessou no final do ano passado. Quer gostemos ou não da temática, há que respeitar o processo de “luto” de Kacey e que nos leva numa viagem extremamente agradável ao seu íntimo e nos envolve no seu eu mais pessoal e vulnerável. Um álbum deslumbrante que deve pouco a Golden Hour.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Good Wife
> Cherry Blossom
> Simple Times
> Justified
> Breadwinner

Lil Nas X – Montero

Lil Nas X Montero

Género: Hip-Hop/Pop Rap

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Se já em 2019 achava Lil Nas X brilhante pelo reboliço que causou no panorama country, este ano com o lançamento de Montero e tudo o que o envolveu no que toca a marketing e promoção, diria que estamos perante o novo nome forte do Hip-Hop.

É válido dizer que parte da sua popularidade se deve ao quão polémico o rapper norte-americano é. Porém, não podemos, de todo, tentar usar isso para ofuscar o seu talento e criatividade musical.

Montero é o seu álbum de estreia e, por consequente, a sua primeira obra prima. Um álbum gravado a nú e com uma abordagem vulnerável, honest e crua, livre de filtros que o façam parecer o que não é. Lil Nas X é genuíno e não tem medo de mostrar o seu verdadeiro eu, e o melhor é que aparenta divertir-se enquanto produz/apresenta música.

Uma estrela em crescimento vertiginoso, inevitável para uma indústria musical que já o tentou cancelar mais do que uma vez.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> MONTERO (Call Me By Your Name)
> INDUSTRY BABY (ft. Jack Harlow)
> THATS WHAT I WANT
> SCOOP (ft. Doja Cat)
> ONE OF ME (ft. Elton John)
> SUN GOES DOWN
> AM I DREAMING (ft. Miley Cyrus)

Lindsey Buckingham – Lindsey Buckingham

Lindsey Buckingham Lindsey Buckingham

Género: Rock/New Wave

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Lindsey Buckingham, que foi a cara dos Fleetwood Mac durante os anos de ouro da banda, juntamente com Stevie Nicks, desvinculou-se em 2018 do projeto após uma muito aguardada reunião. Apesar da saída inesperada, Lindsey Buckingham, agora com 72, decidiu relançar a sua carreira a solo e tenho a dizer que foi uma decisão que lhe trouxe frutos rapidamente.

O seu novo álbum, apesar de ser um pouco bipolar no que toca a orientação musical, tem uma boa quantidade de músicas cliché que não saem muito das bandas sonoras dos filmes de romance de domingo à tarde (como “Blind Love” ou “Time”). Em contraste, apresenta um punhado de músicas extremamente inventivas que fazem o álbum valer a pena. “Swan Song” é um desses temas, simplesmente brilhante! Se há artistas do tempo de Woodstock com esta criatividade, qual é a desculpa para inúmeras novas bandas que caem no aborrecimento rotineiro ao fim de dois álbuns com tanta tecnologia e história ao seu dispor?

Se para uma coisa este álbum serve, é para provar a influência que Lindsey teve no sucesso dos Fleetwood Mac.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> I Don’t Mind
> On The Wrong Side
> Swan Song
> Power Down

Little Simz – Sometimes I Might Be Introvert

Little Simz Sometimes I Might Be Introvert

Género: Rap

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Em 2019, Little Simz foi a protagonista de um dos melhores álbuns do ano, com Grey Area. Dois anos depois, Sometimes I Might Be Introvert, dotado de cabeça, tronco e membros, vem confirmar que todos os elogios à capacidade de Little Simz enquanto artista se justificam, graças a mais uma produção espetacular. E mais uma vez, outro álbum candidato a álbum do ano!

Este novo álbum é um trabalho fruto de muitas horas de estúdio num corte e cose digno dos maiores alfaiates musicais. O produto final tem uma hora de duração, mas deixa “sede” para mais duas ou três, visto que a qualidade se mantém bem lá em cima ao longo de todo ele. Para além de ser um trabalho ousado e extremamente bem orquestrado, dá bom uso aos interludes que o compõem, com um tom teatral que une as músicas como se de cola se tratassem.

Pode parecer precipitado o que vou dizer a seguir, mas tenho poucas dúvidas que, no panorama atual, haja outra rapper ao nível de Little Simz.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> Introvert
> Woman (ft. Cleo Sol)
> I Love You, I Hate You
> Little Q, Pt. 2
> Rolling Stone
> Point and Kill (ft. Obongjayar)
> How Did You Get Here

Low – Hey What

Low Hey What

Género: Slowcore/Indie Rock

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Slowcore não é para todos, mas após quase 30 anos desde o início da banda, os Low continuam de boa saúde dentro do género e mais inventivos que nunca. Esta capacidade de surpreender ao fim de tantos anos de carreira e tanta música produzida (13 álbuns) é algo completamente estonteante.

A instrumentalização com nuances eletrónicas é o que capta a atenção em primeiro lugar, mas rapidamente percebem que é o contraste empregue pelos vocais harmonioso de Alan Sparhawk e Mimi Parker que definem o quão especial é o produto final.

Sem muito mais a dizer, Hey What é um álbum de calibre de melhores do ano.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:
> White Horses
> Disappearing
> Days Like These
> More

Nao – And Then Life Was Beautiful

Nao And Then Life Was Beautiful

Género: Avant-R&B/Avant-Soul

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Um vida dedicada à música e uma carreira a solo que só peca por ter começado tão tarde, mas a cada álbum que a cantora britânica lança, mais admirado me sinto.

Se estiverem à procura de alguma coisa, mas não sabem bem o quê, And Then Life Was Beautiful pode ser a resposta para os vossos problemas existenciais.

Nao apoia-se fortemente em nuances mais avant-garde do R&B e Soul, dando origem a um produto final fantástico.

A escrita não tem inconsistências e até surpreende pela positiva. A nível instrumental estou completamente rendido, acho que este álbum é o trabalho que vai definir o rumo da carreira de Nao e dar-lhe o reconhecimento e destaque que tanto merece.

Posso parecer presunçoso, mas duvido que alguma vez tenham ouvido algo deste género. Nao tem uma capacidade fantástica em torcer os géneros que a definem enquanto artista e dar-lhe o seu toque pessoal, tornando-nos algo único e inconfundível.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> And Then Life Was Beautiful
> Antidote (ft. Adekunle Gold)
> Burn Out
> Good Luck (ft. Lucky Daye)
> Woman (ft. Lianne La Havas)

Poppy – Flux

Poppy

Género: Dream Pop/Punk Rock

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Poppy nunca conseguiu cativar ou prender o meu interesse, nem com o cover da música “All the things she said” (das t.A.T.u.), que bateu um bocado ao lado.

Flux, de certa forma, surge com a promessa de contrariar a tendência e provar que Poppy tem alguma coisa especial, ainda que nem a própria pareça saber o quê. Isto porque este álbum não explora apenas uma vertente musical (pelo contrário), ficando a sensação que a artista aparenta andar a explorar terreno e a tentar perceber o que pode fazer com a música. As boas notícias é que neste álbum consegue tirar alguns coelhos da cartola de forma inesperada, principalmente na faixa “Bloom”, que passa despercebida e está qualquer coisa de fantástica.

Finalmente Poppy acertou. Fica o desejo que esta nova tendência se mantenha, porque há talento e muita capacidade criativa!

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Flux
> So Mean
> Her
> Bloom

Sleigh Bells – Texis

Sleigh Bells

Género: Noise Pop

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Sou um gajo simples. Leio “Sleigh Bells”, aumento o volume ao máximo e carrego no play.
Já lá vão mais de 10 anos desde que esbarrei contra este dynamic duo fantástico e, desde então, nunca encontrei nada que se assemelhasse ao que é produzido por eles.

Ainda que Treats seja o melhor álbum dos Sleigh Bells até à data (e dificilmente alguma vez deixará de ser, pelo impacto que teve na indústria musical), coisa com a qual já fiz pazes, Texis consegue superar Reign of Terror e volta a meter a banda nos trilhos de sucesso. Fico também entusiasmado porque, tanto tempo depois, a banda voltar a recuperar a vitalidade com que se lançou, e Alexis Krauss e Derek Miller surgem rejuvenescidos para mais um trabalho eletrizante, amplo e bastante divertido.

É tão bom ter os “velhos” (e geniais) Sleigh Bells de volta.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> SWEET75
> Locust Laced
> Knowing
> Rosary
> True Seekers

Sufjan Stevens – A Beginner’s Mind

Sufjan Stevens A Beginners Mind

Género: Baroque Pop/Indie Folk

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Em primeiro lugar, quero salientar a incrível simbiose vocal entre Sufjan Stevens e De Angustine, que me apanhou de surpresa e deixou-me admiradíssimo pela beleza que pode surgir da conjugação de duas vozes que nunca trabalharam juntas antes. Não ouvia nada assim desde os primeiros trabalhos de Angus and Julia Stone, pelo que estou naturalmente rendido.

Carrie & Lowell (o S. Sebastião do artista) foi um álbum intemporal e dificilmente Sufjan Stevens o vai conseguir igualar, mas A Beginner’s Mind, pela sua sinceridade, engenho e esplendor de beleza natural, já conquistou um lugar especial no meu coração.

Este novo álbum, extremamente teatral, consegue ainda ser uma delicia para os fãs ávidos de cinema, pois cada faixa tem um filme como foco, de Mad Max a Hellraiser III, passando por Return to Oz, The Silence of the Lambs e muitos mais. Se quiserem um desafio, sem fazerem batota, tentem adivinhar que filme corresponde a cada música, das 14 incluídas.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Reach Out
> Back To Oz
> Olympus
> It’s Your Own Body and Mind
> Cimmerian Shade

The Vaccines – Back In The Love City

The Vaccines Back In The Love City

Género: Indie Rock/Alt-Rock

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Saudades da velha guarda do Indie Rock de intervenção, onde se alinhavam nomes como Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Kasabian, The Wombats ou The Hives? Este álbum tem algo para vocês, aliás, 80% dele é para vocês. Evitem, no entanto, a faixa “Headphones Baby”, que destoa inexplicavelmente do resto do álbum, numa tentativa de Indie Pop comercial (à La Imagine Dragons) falhada. “El Paso” traz o ritmo de locomotiva e recria uma viagem na mesma na perfeição, ritmicamente falando, mas também fica um bocado ao lado do alinhamento sonoro. “Jump Off The Top” também pode ser evitada.

Tirando as três músicas que referi acima (ainda que a “El Paso” seja boa), este é um ótimo álbum de rock e o melhor da banda, que regressa às origens.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Back In Love City
> Wanderlust
> Paranormal Romance
> XCT

Só tenho uma conclusão possível: QUE MÊS!

Álbuns essenciais de outubro

Estatuto cria regime de proteção social para profissionais da cultura

Algo que nunca tinha sido criado em Portugal.

No passado dia 22 de abril, num Conselho de Ministros dedicado à Cultura, a que se seguiu um participado processo de consulta pública, foi aprovado o Estatuto dos Profissionais da Cultura. Esta semana, o Conselho de Ministros aprovou a versão final do Estatuto dos Profissionais da Cultura, o que coloca Portugal no grupo de países da Europa que tem este regime especial.

O Estatuto representa um inovador enquadramento jurídico para o trabalho no setor da cultura, pelo que todos os profissionais do espetáculo, do audiovisual, das artes visuais, da criação literária que exerçam uma atividade autoral, artística, técnico-artística ou de missão cultural estão abrangidos.

O Estatuto inclui o registo dos profissionais, o regime contratual de prestação de trabalho e o regime especial de proteção social, que nunca tinha sido criado em Portugal.

O Estatuto tem como objetivos:

  • Maior proteção social – Foi criado do novo subsídio de suspensão da atividade cultural que abrange todos os profissionais da área da cultura e alarga a proteção social a todas as eventualidades (suspensão, parentalidade, doença e doenças profissionais).
  • Combate à precariedade – Foi reforçada e adaptada a presunção de contrato de trabalho no setor da cultura, tendo sido criadas taxas contributivas diferentes para desincentivar a celebração de contratos mais precários.
  • Combate aos falsos recibos verdes – Foi criada uma nova taxa contributiva a pagar pelas entidades que optem por celebrar contratos de prestação de serviços, sendo acompanhada de uma nova obrigação declarativa de fundamentação dessa opção. Foi igualmente estabelecido um regime próprio de fiscalização.

Além disso, os trabalhadores com contratos de muito curta duração e trabalhadores independentes passam a estar mais protegidos. Isto significa que os profissionais da área da cultura passam a ter direito a um subsídio em caso de suspensão da atividade cultural.

E no que toca a esse mesmo subsídio, que o profissional terá direito quando estiver um mês sem atividade, terá o valor mínimo de 1 IAS (438,81€) e máximo de 2,5 IAS (1.097,03€). Para que possam ter acesso ao subsídio, os profissionais da área da cultura tem de perfazer 180 dias (seis meses) de prestação de atividade (prazo de garantia);

O Estatuto dos Profissionais da Cultura entra em vigor a 1 de janeiro de 2022. Já o regime de proteção social entra em vigor a 1 de julho de 2022.

Delta Q tem novos blends para quem gosta de cafés encorpados e intensos

Três novas opções para descobrir.

Já todos sabemos que a Delta Q é daquelas marcas que vai lançando novidades de forma recorrente ao longo do ano. Este mês, e já depois de termos conhecido esta solução em 2019, a marca lançou, em parceria com o Laboratório Edol, empresa farmacêutica 100% portuguesa, a Delta Q AQtive Coffees, a primeira gama de cafés funcionais no mercado nacional, que podem adquirir exclusivamente nas farmácias.

Entretanto, ficámos a saber da existência de três novos cafés: dois da gama Delta Q Roast Collection e um terceiro blend… sem cafeína.

Comecemos pelo Delta Q Spanish Roast, criando a pensar em todos os apreciadores da torra tradicional espanhola. Uma torra escura que dá origem a um café intenso e de amargor mais acentuado. O Delta Q Spanish Roast é um blend de intensidade 13, que dá origem a um expresso encorpado e rico em notas de cacau, nozes e amêndoas torradas.

Já o Delta Q French Roast foi criado a pensar em todos os apreciadores da torra tradicional francesa. Uma torra escura que dá origem a um café intenso e de amargor mais acentuado. O Delta Q French Roast é um blend de intensidade 13, que dá origem a um expresso encorpado e rico em notas de avelãs torradas, caramelo e frutos vermelhos.

Finalmente, o Delta Q Qalidus decaf nasce da fusão de cafés robusta de Angola e dos Camarões e cafés arábica das Honduras, e resulta num expresso encorpado, de leve acidez e notas de caramelo, sem cafeína. Temos aqui todo o aroma e corpo de um Qalidus, mas agora em descafeínado.

No que toca a preços, cada caixa de 10 cápsulas do Delta Q Spanish Roast ou Delta Q French Roast custa 3,99€, ao passo que cada caixa de Delta Q Qalidus decaf pode ser adquirida por 3,69€.

Taco Bell vai abrir mais três restaurantes até ao final do ano

E com tudo isto, a marca cria mais de 100 novos postos de trabalho.

Recentemente demos conta da abertura de mais um restaurante Taco Bell, neste caso no centro comercial UBBO, na Amadora. Dias depois, foi a vez de a marca chegar a Aveiro, contando com um espaço no remodelado Glicínias Plaza, que reabriu o primeiro e segundo piso após várias obras de requalificação. Mas a Taco Bell não se vai ficar por aqui.

Em comunicado, ficámos a saber que, até ao final do ano, a marca vai abrir restaurantes no Algarveshopping e Aqua Portimão, ambos no Algarve, bem como no Gaiashopping, em Vila Nova de Gaia.

Assim, no final deste ano, a Taco Bell passa a contar com 11 restaurantes em Portugal: quatro no Grande Porto, dois em Lisboa, dois no Algarve, um em Aveiro, um na Amadora e um em Almada. Com estas novas unidades e até ao final do ano, a Taco Bell irá criar mais de 100 novos postos de trabalho.

A oferta da Taco Bell é inspirada na comida mexicana, com uma ampla variedade de sabores, aromas e texturas. Nos spots da marca, podem experimentar os Tacos, os Burritos, as Quesadillas ou o inovador Crunchywrap. Já provámos todos estas opções e podemos dizer que vale bem a pena. E sim, há também opções veggie.

Algarve eleito o melhor destino de praia da Europa pela 8ª vez

Mais uma conquista.

O Algarve conquistou, pela terceira vez consecutiva e oitava no total, o título de Melhor Destino de Praia da Europa. Este prémio foi atribuído na edição deste ano dos World Travel Awards, os mais prestigiados prémios da indústria de turismo e viagens.

A beleza e a diversidade de cenários que as praias da região oferecem ao longo de 200 km de costa, associadas à riqueza da oferta do destino conquistaram, uma vez mais, a preferência dos principais líderes do setor do turismo, que votaram para premiar a melhor oferta turística a nível europeu. O Algarve sagrou-se novamente vencedor numa lista composta por outros destinos de praia de renome mundial, como Cannes (França), Corfu (Grécia), Maiorca (Espanha), Marbella (Espanha), Sardenha (Itália) e também Porto Santo.

Apesar dos desafios que a indústria do turismo enfrentou em 2020, a edição deste ano dos World Travel Awards foi muito participada em termos de votação, revelando que a vontade de viajar e o interesse por destinos de qualidade continuam a manifestar-se em força.

O galardão de ” Melhor Destino de Praia da Europa” foi atribuído ao Algarve nos anos de: 2012 | 2013| 2015 | 2016 | 2017 | 2019 | 2020 | 2021.

Arrendar casa: como arranjar uma boa solução para proprietários e inquilinos

Com o mercado ao rubro, há que procurar alternativas que beneficiem ambos os lados.

É certo e sabido que, desde há alguns anos, a tarefa de comprar ou arrendar casa tem-se revelado extremamente difícil, principalmente nas grandes cidades. Muitos portugueses não têm poder de compra para avançar para a aquisição de uma casa, até porque é necessário dar determinado valor de entrada, pagar custos relacionados com esse processo e definir um valor mensal para ser pago todos os meses ao banco.

E como os bancos, por norma, não facilitam no crédito à habitação, o que pode destruir os sonhos de muitas famílias, os cidadãos tendem a optar por uma alternativa: a de arrendar casa, ainda que seja, como se costuma dizer, “sete cães a um osso”. É cada vez mais difícil encontrar uma casa para arrendar que esteja em boas condições e cujo valores pedidos pelo proprietário não sejam exorbitantes. A adicionar a tudo isto, os senhorios tendem agora a pedir 2/3 meses de caução, na eventualidade de os inquilinos informarem que vão sair da casa através de uma carta de rescisão do contrato ou para cobrir alguns custos de reparação.

Além disso, os senhorios estão cada vez mais exigentes e picuinhas: podem não aceitar pessoas homossexuais, que tenham animais de estimação…

E além de ser cada vez mais difícil, este é um processo bastante chato. Ir às demais plataformas, efetuar contactos, agendar uma visita, ter sorte no timing e ficar com a casa, o senhorio aceitar ceder o imóvel a certas pessoas… É muito complicado e nem todos têm a disponibilidade ou estofo emocional para uma tarefa destas.

Mas existem soluções que podem beneficiar ambas as partes, tanto proprietários como inquilinos. Na Internet, facilmente dão de caras com plataformas que garantem uma boa experiência a ambos os lados.

Por exemplo, recorrer a plataformas dará uma garantia de que os senhorios não ficarão lesados de qualquer mensalidade, com esses sites a garantirem a cobrança pontual da renda num dia definido e específico de cada mês. Além disso, recorrendo a estes serviços, os proprietários podem permanecer anónimos e pedir que estes profissionais fiquem encarregues de qualquer avaria ou incidência que ocorra no imóvel.

Já no que toca aos inquilinos, as vantagens são diversas, desde tratar de todo o processo à distância, fazer visitas virtuais e evitar gastos desnecessários e avales bancários. Tudo para que o arrendamento decorra da melhor forma possível.

Adicionalmente, e embora se saiba que o mercado está ao rubro, recorrer a estas plataformas tem outro benefício para os proprietários: podem arrendar/alugar (há quem ainda não entenda a diferença entre alugar e arrendar) os seus imóveis em menos de 15 dias, o que está francamente abaixo comparativamente à média nacional.

Sim, é verdade que tudo depende da zona onde se pretende alugar casa. Por exemplo, Alenquer, Azambuja e Sobral de Monte Agraço são os concelhos onde menos tempo se demora a arrendar um imóvel devido à taxa de habitação acessível. Pelo contrário, demora-se muito mais tempo a arrendar um apartamento em Cascais, Lisboa e Oeiras, onde os preços estão inflacionados.

E por falar em preços, de acordo com o Índice de Preços Residenciais apurado pela Confidencial Imobiliário para o mês de setembro, os preços de venda das casas no país aumentaram 9,5% desde o início da pandemia (março de 2020).

Após um período de estabilização no primeiro ano de pandemia, com variações acumuladas que não foram muito além dos 2,0%, a subida dos preços no período pós-Covid tem vindo a ganhar ritmo desde abril passado. Assim, se nesse mês a valorização acumulada desde março de 2020 era de 3,5%, no final do junho esse indicador atingia já os 7,2%, acelerando para os 9,5% registados agora em setembro.

Por outras palavras: recorram às plataformas digitais. Até podem pagar mais algum valor inicialmente, sim, mas é uma forma de se certificarem que evitam chatices futuras.

Novo espaço da Croissant da Vila em Lisboa abre antes do final do mês

Desta forma, a marca passa a contar com um total de seis lojas abertas.

No passado mês de setembro, tínhamos dito aqui no Echo Boomer que estava para breve a inauguração de mais uma loja da Croissant da Vila em Lisboa, até porque nos deparámos com a existência desse mesmo spot na Rua Poeta Bocage, em Telheiras.

Pois bem, essa loja entrou em funcionamento esta quinta-feira, dia 21 de outubro, para gáudio de todos aqueles que vivem perto e que não passam sem um ótimo croissant, contando com 28 lugares no interior e uma esplanada. Mas esta não é a única abertura programada para este mês.

Anteriormente, a marca tinha referido que queria abrir mais seis lojas no centro de Lisboa até ao final do ano. Uma já foi inaugurada, ao passo que a próxima abre portas antes do final deste mês de outubro, neste caso na Rua Morais Soares.

Com esta recente abertura e a próxima, a marca passa a contar com um total de seis lojas abertas em Portugal. Porém, 2022 está quase aí a chegar, e a Croissant da Vila deverá ter um ambicioso plano de expansão para o próximo ano.

Simples ou com recheio, o Croissant da Vila aposta na variedade de seleção e combinação de ingredientes. Entre os recheios doces, é possível escolher sabores como chocolate, NutellaKinder BuenoOreo, doce de morango, de ovo ou doce de abóbora. Nos salgados, há ingredientes como presunto e queijo curado, atum, frango, salmão e queijo filadélfia.

Todos os produtos que compõem o menu alinham no mesmo patamar de qualidade, mantendo o sabor autêntico “da vila”. Produzido de forma artesanal por quem faz da pastelaria uma arte, o Croissant da Vila é fiel ao paladar que remonta às memórias de infância, ao mesmo tempo surpreende pela criatividade.

A marca investe também na variedade de ingredientes e em novidades regulares. Por exemplo, o grande destaque por estes dias tem sido o Croissant Gigante. De proporções épicas, este é um produto somente vendido por encomenda, pelo que devem pedir com dois ou três dias de antecedência.

Portugueses vão ter desconto temporário de 10 cêntimos por litro nos combustíveis

Mas para isso, é preciso estar registado na plataforma IVAucher.

Esta sexta-feira, dia 22 de outubro, o Governo aprovou um pacote extraordinário de medidas sobre os combustíveis para fazer frente ao aumento dos preços que se tem vindo a registar.

Entre as medidas já tomadas, destacam-se a devolução do ganho extra de IVA pelo aumento do preço final de venda ao público dos combustíveis, refletindo-se, para já, em dois cêntimos na gasolina e um cêntimo no gasóleo.

O Governo também já tinha decidido conter o preço da eletricidade para as famílias e para as empresas. No mesmo âmbito, será também atribuído a cada contribuinte um desconto de dez cêntimos por litro de combustível até 50 litros por mês entre novembro de 2021 e março de 2022. O desconto será operacionalizado através da plataforma IVAucher, devolvendo-se o valor deste desconto na conta bancária após o primeiro consumo mensal elegível.

Além disso, o Governo decidiu ainda congelar até março de 2022 o valor da taxa de carbono, assim como criar um mecanismo de compensação ao setor do transporte público rodoviário de passageiros (autocarros e táxis), que consiste num apoio one-off a fundo perdido para compensação nos próximos cinco meses do aumento do custo dos combustíveis;