Música: Álbuns essenciais (outubro)

Há poucos paralelismos com o mês de setembro, na medida em que tudo estava controlado até meio do mês.

Álbuns essenciais (outubro 2020)
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De repente, sem aviso prévio, começam a chover álbuns interessantes nos últimos dias. Com isto, precisei de mais 10 dias extra só para ouvir tudo a fundo…

Ficaram pelo caminho alguns álbuns que mereciam atenção, não tivesse sido tanta a afluência de trabalhos notáveis, como por exemplo o álbum de estreia a solo de Matt Berninger (vocalista dos The National).

Adrianne Lenker – Songs

adrianne lenker - songs

Género: Indie Folk/Songwriter

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A vocalista dos Big Thief, que fizeram sucesso em 2019 com o lançamento de dois álbuns, está de volta (desta vez a solo) e lançou dois álbuns bastante pessoais e introspetivos. Apesar de Instrumentals não ser algo que se deva ignorar, é com Songs que a artista norte-americana mostra um lado seu fechado a sete chaves até então.

Gravado enquanto isolada de tudo numa cabana em Massachusetts, com a ajuda de Philip Weinrobe, Songs é um pedaço do seu íntimo que poucos esperariam ouvir de Adrianne Lenker, sendo que esta é conhecida por ser uma pessoa bastante reservada. De repente damos por nós na cabine junto a Lenker, enquanto esta nos narra histórias suas, na voz mais doce e tenra, acompanhada de uma melodia reconfortante.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Two Reverse
  • Ingydar
  • Anything
  • Half Return
  • My Angel

Ariana Grande – Positions

ariana grande - positions

Género: Pop

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Ariana Grande é uma artista muito interessante, na medida em que consegue tornar tudo aquilo em que toca (por mais desinteressante que seja) em algo especial. Positions não é um álbum muito bom como um todo (se calhar nem bom), mas tem ótimas individualidades que o impedem de passar despercebido.

Depois do trauma que deu origem a Thank U, Next, Grande está num bom momento pessoal e isso acaba por refletir-se a nível profissional, dando origem a um álbum mais explícito que o normal, mas não menos mágico e fantasioso a nível melódico que os anteriores. As colaborações são várias e, apesar de com Doja Cat o resultado ser uma música dançante, com The Weeknd o caso muda de figura ganhando tom de balada, ritmo que se mantém brando com Ty Dolla $ign.

Contudo, é nas músicas a solo que brilha mais, continuando a ser a sua voz única o veículo para o sucesso. Verdade seja dita: já é um género à parte.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • 34+35
  • motive (ft. Doja Cat)
  • six thirty
  • positions
  • pov

Beabadoobee – Fake It Flowers

beabadoobee - fake it flowers

Género: Indie Rock/Grunge

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Do seu quarto, onde aprendeu a tocar guitarra através de tutoriais no YouTube, para o mundo. Beatrice Kristi Laus (nascida nas Filipinas) é uma estrela em ascensão no panorama rock e os frutos estão à vista: desde ter acompanhado The 1975 e Clairo em tour, a ser nomeada para os Britt Awards, UK Music Video Awards e Sound of 2020 (da BBC) – juntamente com Georgia, – sem esquecer a conquista do Radar Award (da NME).

A evolução de Beatrice é notável e, ainda que não seja uma liricista fenomenal, Fake It Flowers é uma base sólida para começar a conquistar palcos pelo mundo fora. Fica, assim, o desejo que seja o início de algo gigante, pois a escola de Beabadoobee, que foi o grunge e o rock dos anos 80, deixa boas perspectivas de uma “old soul”.

Um facto curioso sobre Beabadoobee é que já todo o mundo a ouviu a cantar, mas quase ninguém sabe quem é.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Care
  • Worth It
  • Sorry
  • Together

Bruce Springsteen – Letter To You

bruce springsteen - letter to you

Género: Americana/Folk Rock

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Depois de um regresso triunfante em 2019 com o álbum Western Stars, Bruce Springsteen é semelhante a um bom vinho e está de volta com mais um álbum de extrema qualidade. É por artistas como Springsteen que digo com certezas: ser-se músico é uma profissão que se pode ter a vida toda, mantendo a qualidade.

Springsteen já anda nisto há mais de meio século e Letter To You é mais um triunfo que fica bem lá em cima, juntamente com trabalhos como Born To Run, Darkness on the Edge of Town, The Promise ou Born in the U.S.A..

Este álbum marca, também, a reunião com a E Street Band que, ao longo de várias décadas, tem dado vida e energia a uma grande parte dos álbuns de Springsteen com instrumentais fantásticos e cativantes. Não acreditam? Ouçam com atenção “Janey Needs A Shooter”.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Letter To You
  • Janey Needs A Shooter
  • The Power of Prayer
  • If I Was The Priest
  • Ghosts

Future Islands – As Long As You Are

future islands - as long as you are

Género: Synth-Pop/Alt-Rock

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Quem conhece Future Islands é um afortunado, quem não conhece tem em As Long As You Are uma boa introdução a uma das melhores bandas de Synth-Pop dos tempos modernos. O arranque em 2008 não foi famoso, mas, nos anos seguintes, o valor começou a ser percetível.

O poderoso álbum Singles, em 2014, com a dançante e fervorosa “Seasons (Waiting on You)” a abrir o álbum, mudou instantaneamente a perceção que o comum mortal tinha da banda. “Seasons (Waiting On You)” foi, naturalmente, a número 1 do meu Top 50 de 2014 e de quase todos os meios dedicados à análise de música.

Desde então, lançaram The Far Field (2017) que, embora não tenha tido uma música realmente marcante (atenção a “Ran”, em todo caso), o álbum em si foi ótimo.

Com este novo álbum, os Future Islands carimbam na consistência com um trabalho sentido que a, cada reprodução, só se torna mais generoso aos ouvidos e à alma. Acredito piamente que este ainda não é o capítulo ex-libris da banda, mas, mais ano menos ano, ele vai chegar, e se, por essa altura, forem fãs da banda, não tenho dúvidas que vai ser muito gratificante. A paixão está lá e quando se nota é contagiante.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • For Sure
  • Walking
  • Plastic Beach
  • Hit The Coast

Gorillaz – Song Machine, Season One: Strange Timez

gorillaz - song machine season one strange timez

Género: Rap/Rock/Electronic/Alternative

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Damon Albarn é um criativo nato e um artista como poucos, pelo que nunca é fácil saber o que esperar de um novo álbum de Gorillaz. Quer dizer, sabemos que com os vocais de Albarn podemos contar, contudo, a sonoridade vem sempre dentro de uma caixa surpresa. E Song Machine é o trabalho que está mais longe de ser exceção à regra.

Com The Fall (2011), como o nome indica, Damon Albarn entrou numa crise criativa e, após um hiato de seis anos, regressou ao ativo com Humanz, composto por 20 faixas, das quais 14 foram gravadas com a colaboração de 16 artistas. Isto deu origem a um trabalho fresco, onde Albarn pôde levar a sua criatividade mais longe com apoio de artistas de áreas muito distintas.

Song Machine traz novamente as colaborações em força (17 faixas, todas elas colaborativas), entre as quais Robert Smith (The Cure), Peter Hook (Joy Division/New Order), Beck e Elton John, e francamente o resultado é ótimo. O nome do álbum acaba por ser uma metáfora inteligente, visto que o conteúdo é tão diverso que “Song Machine” se adequa na perfeição.

Com a alusão a “Season One“, fica a sensação de, apesar do trabalho ser de Gorillaz, é o primeiro capítulo de uma possível série de álbuns onde Damon Albarn mostra o que consegue fazer com cada artista convidado. É esperar para ver, mas, entretanto, ouçam o álbum que decerto que vão encontrar algo que gostem.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • The Lost Chord (ft. Leee John)
  • Chalk Tablet Towers (ft. St. Vincent)
  • Aries (ft. Peter Hook & Georgia)
  • Désolé (ft. Fatoumata Diawara)
  • Momentary Bliss (ft. Slowthai & Slaves)

Headie One – EDNA

headie one - edna

Género: British Rap/Hip-Hop

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EDNA é, provavelmente, o álbum mais excitante de Headie One até à data, embora se perca algumas vezes no seu tamanho infindável. Ainda assim, este álbum é fundamental para o rapper de Tottenham, pois consegue explorar todo o potencial da sua voz e aperfeiçoar o seu som, ganhando mais espaço no panorama do rap britânico.

Mesmo não sendo um álbum compacto ao ponto de evidenciar a sua qualidade, esse facto é ofuscado por colaborações explosivas como em “Only You Freestyle” com Drake, “Hear No Evil” com Future, “Everything Nice” com Mahalia ou “Ain’t It Different” junto a Stormzy e AJ Tracey, recorrendo a um sample da mítica Butterfly dos Crazy Town. Estas faixas em particular com mais uma ou outra a solo vem colocar Headie One num lugar ao sol. Quanto tempo tenciona lá ficar? Só o futuro dirá.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

  • Ain’t It Different (ft. AJ Tracey & Stormzy)
  • Princess Cuts (ft. Young T & Bugsey)
  • Five Figures
  • Hear No Evil (ft. Future)
  • Only You Freestyle (ft. Drake)

Laura Jane Grace – Stay Alive

laura jane grace - stay alive

Género: Folk Rock/Acoustic Rock

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Stay Alive é o primeiro álbum solo de Laura Jane Grace. Laura destacou-se no panorama punk rock enquanto Thomas James Gabel nos Against Me!, banda da qual é vocalista e guitarrista desde 1997.

Nesta estreia, a abordagem é mais acústica e Laura limita-se a cantar. A cantar como se estivesse sozinha em casa, a puxar pela voz ao mesmo tempo que canta as suas músicas preferidas.

Apesar de não ser um álbum magnífico, é um álbum construído de forma simples e recheado de emoção, propósito e vontade.

Stay Alive foi gravado durante a pandemia e é uma boa companhia para os dias mais incolores, fazendo o isolamento não parecer o fim do mundo. Isto porque, enquanto o ouvimos, temos a companhia de Laura Jane Grace, e temos também a familiaridade com sabor a casa, em “Calendar Song” (com referência ao nosso país).

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

  • Calendar Song
  • Return To OZ
  • Supernatural Posession
  • Ice Cream Song

Laura Veirs – My Echo

laura veirs - my echo

Género: Chamber Folk

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My Echo é o tipo de álbum que segue a fórmula ideal para o álbum perfeito: 10 faixas e pouco mais de meia hora de reprodução. É objetivo e conciso, conjugado na perfeição com o talento vocal e multi-instrumental de Laura Veirs.

Em relação a este “eco”, vem de Laura, numa abordagem a um momento menos bom na sua vida, ilustrando-o com precisão. Quando a música tem o poder de fazer um retrato fiel à vida real, é um verdadeiro doce para quem está a ouvir. Este álbum é a voz de Laura Veirs e ecoa com uma potência desmedida, tornando-o no trabalho mais especial da cantora até à data.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

  • Another Space and Time
  • Turquoise Walls
  • End Times
  • Burn Too Bright
  • Vapor Trails

Open Mike Eagle – Anime, Trauma and Divorce

open mike eagle - anime trauma and divorce

Género: Rap

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It’s october, and I’m tired” – música: “Everything Ends Last Year”

Mike Eagle atira-se a Anime, Trauma and Divorce de cabeça, conseguindo debitar letras de eventos menos prazerosos, provenientes de dias mais cinzentos da sua vida. O incrível é que o faz com uma compostura e um flow fantástico, mostrando, assim, a sua fibra enquanto artista.
Os temas giram em torno do fim do seu noivado de longa data (em 2020), problemas financeiros, ansiedade, dúvidas existenciais e desleixo pessoal.

Compilando tudo, é fantástica a sobriedade com que consegue agarrar nas rédeas e desenvolver um álbum de pronto, que anda na corda bamba entre o humor e o desespero.

Quem está deste lado, a ouvir, vai certamente sentir isso e admirar Open Mike Eagle, que é um dos tesouros musicais mais discretos e bem escondidos deste ano.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Death Parade
  • Headass (Idiot Shinji) [ft. Video Dave]
  • Sweatpants Spiderman
  • Asa’s Bop (ft. Little A$e)
  • I’m a Joestar (Black Power Fantasy)

Róisín Murphy – Róisín Machine

róisín murphy - róisín machine

Género: Electronic/Dance-Pop

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Após quase uma década desde a última vez que ouvimos material novo de Moloko, responsável por incendiar as pistas de dança pelo mundo fora na viragem do milénio, com temas como “Sing It Back” ou “The Time Is Now” (hits que prevaleceram durante mais de 10 anos), Róisín Murphy está de volta aos anos de ouro, passadas quase duas décadas.

Após um breve período de hiatos e um bom par de anos para recuperar o ritmo perdido, no ano passado voltou a mexer com os amantes de música eletrónica, com o lançamento do single “Incapable” (que naturalmente integrou o meu Top 100 de 2019).

Foi-lhe pedido mais e esta lançou Róisín Machine que, resumindo, é o melhor álbum de música eletrónica de 2020. Ficam para trás na corrida nomes como Georgia, Beatrice Dillon, Caribou, Buscabulla ou Haiku Hands, sem pestanejar.

Enquanto o início é mais profundo e calmo, à medida que o espectáculo avança, Róisín presenteia-nos com ritmos dignos de uma festa que 2020 não nos permite participar. Ficamos pelo dançar sozinhos em casa ou bater o pé (para os mais discretos e contidos).

O que é certo é que este álbum consegue trazer toda a nostalgia da música eletrónica de inícios do milénio/finais de 2010, o que é um feito histórico por parte de Murphy.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

  • Simulation
  • Kingdom of Ends
  • Something More
  • Incapable
  • We Got Together
  • Murphy’s Law
  • Jealousy

Shamir – Shamir

shamir - shamir

Género: Indie Pop/Dance Pop

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Em 2014, quando lançou o single “On The Regular”, Shamir era uma pessoa diferente no que toca a abordagem musical. Desde então, lançou uma série de álbuns que passaram despercebidos, até ao segundo álbum de 2020, que acerta em cheio. Este álbum é um pedaço vulnerável do artista, que está cansado de se camuflar para agradar a terceiros.

A sua evolução ao longo dos últimos quatro anos foi notável, resultando numa postura muito própria e uma escrita muito autêntica, que lhe trazem conforto.

O produto final desta evolução é um álbum bastante agradável, perfeito para despertar com tranquilidade e energia, até mesmo naqueles dias em que custa mais a arrancar. Uma analogia perfeita para Shamir, que despertou enquanto artista e agora, que se encontrou com o seu “eu” que o faz sentir em casa. É esperar para ver o que vem daqui nos próximos tempos.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • On My Own
  • Running
  • Other Side
  • Pretty When I’m Sad
  • Diet

The Nude Party – Midnight Manor

the nude party - midnight manor

Género: Garage Rock/Glam Rock

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The Nude Party é um projeto de seis amigos, rapazes que se conheceram enquanto estudavam na universidade (em North Carolina), tendo estes o desejo de tocar como os The Rolling Stones, Creedence Clearwater Revival ou the Kinks, bandas que mexeram com eles enquanto mais novos.

Midnight Manor é o segundo álbum da banda e é, também, o segundo álbum de qualidade incontestável da banda, que capta a essência do garage rock, com influências de americana e algum recurso a lo-fi.

Com este álbum, confirma-se que os The Nude Party não têm quaisquer intenções de fugir aos estereótipos do rock movido a riffs, focado em temas como bebida e mulheres. Contudo, é um álbum bastante sólido, sem músicas só para fazer número e onde se quebraram barreiras entre o artista e a música, denotando uma maior vulnerabilidade na escrita.

Depois de dois anos de tour enquanto a banda, cujo o lema é “Every Tuesday is a house party“, se preparava para a gravação deste álbum e voltar às tours, foi apanhada de surpresa pela pandemia. O que vale é que o álbum já está gravado, agora é só esperar por dias melhores.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Lonely Heather
  • Shiny Your Light
  • Time Moves On
  • Things Fall Apart

Touche Amore – Lament

touche amore - lament

Género: Post-Hardcore/Melodic Hardcore

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Se Lament não é o melhor álbum dos Touché Amoré, está bem lá em cima. A verdade é que é, sem dúvida, o mais acessível ao público geral, pois apesar de ter como base o post-hardcore, é o trabalho mais melódico da banda, aproximando-se um pouco do pop rock com uma componente de screamo.

Numa banda que não se limita a sonhar em ser a melhor dentro do género, mas que faz por sê-lo, está bem patente a paixão e poder contidos em cada faixa deste álbum.

É assim que a música soa, quando se chega a tal patamar de grandeza? Se sim, posso dizer que estou deveras impressionado.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Lament
  • Reminders
  • Limelight
  • I’ll Be Your Host
  • Defector

Só faltam mais dois meses para fechar o ano 2020 que, no que toca a música e ritmo, está a ser ótimo, bem como na diversidade musical de qualidade.

Em outubro houve Indie-Pop, Pop, Grunge, Americana, Synth-Pop, Alternative, Hip-Hop, Folk Rock, Chamber Folk, Rap, Electronic, Dance Pop, Garage Rock e Post Hardcore. Posto isto, dá para todos os gostos ou, caso sejam como eu, tudo vos vais agradar.

Voltamos a falar de música no início de dezembro, até já!

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