Música: Álbuns essenciais (março)

Na seleção deste mês, para além da habitual seleção de álbuns, também incluí aquele que considero o single mais bem conseguido de março, ainda sem disco anunciado.

março

Março tem a particularidade de ter sido o mês em que mais música ouvi neste ano (provavelmente mais de 200 horas). É também um mês onde tivemos surpresas agradáveis da parte de Porridge Radio, Waxahatchee, Lilly Hiatt ou US Girls, bem como regressos muito aguardados de The Weeknd, Dualipa ou dos míticos Pearl Jam.

Mas chega de conversas e vamos passar ao que interessa!

Adam Lambert – Velvet

Adam Lambert – Velvet

Género: Disco/Glam Rock

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A vida de Adam Lambert mudou radicalmente com a conquista do 2º lugar na edição de 2009 do American Idol. Apesar de muitos músicos de concursos desaparecerem após o momentum desse tipo de programa desvanecer, Adam nunca se resignou, tendo inclusive conseguido uma das maiores honras na história da música: uma longa e feliz colaboração com os Queen (como vocalista) que começou em 2011, tomando o lugar do incomparável Freddie Mercury.

Em 2020, Adam lançou Velvet, o seu trabalho mais consistente e com a identidade mais vincada até hoje (com flow dos anos 60/70). Pode muito bem ser o começo de algo especial na sua carreira enquanto músico.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Velvet
  • Loverboy
  • Roses
  • Overglow
  • Love Don’t

Baxter Dury – The Night Chancers

Baxter Dury – The Night Chancers

Género: Indie Rock/Pop

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Olhando para o percurso de Baxter Dury enquanto músico, pode-se dizer que tem sido uma carreira bastante discreta. Foi preciso chegar a 2014 para encontrar o som que viria a chamar de “porto seguro” para a sua voz.

A partir daí foi sempre a trilhar caminho e a aperfeiçoar a sua arte. Em 2020, com The Night Chancers, consegue finalmente arrumar a casa e marcar posição.

Temos neste álbum um trabalho melódico e instrumentais bem arranjados com uso de toques de música clássica e jazz que, por vezes, diluem-se num jogo entre o hip-hop/soul suave, narrativa e coros. Agora que atingiu a maturidade musical que procurava, as expetativas são altas. Sim, é um ótimo álbum, e sim, é um “must listen”!

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • I’m Not Your Dog
  • Slumlord
  • Carla’s Got A Boyfriend
  • The Night Chancers
  • Say Nothing

Caroline Rose – Superstar

Caroline Rose – Superstar

Género: Indie Pop/Synth-Pop

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Nota-se que a temática escolhida para Superstar foi uma aposta segura. No entanto, este álbum continua a ser especial por ter o toque humorístico tão característico de Caroline Rose no que toca à escrita.

Se, possivelmente, tivesse contado com alguma ajuda de terceiros, o produto final teria sido mais consistente. Porém, há que ressalvar muito mérito para Caroline, dado que escreveu (de forma distinta) e produziu o álbum todo sozinha. Acaba por ser um bom álbum, bastante agradável de se ouvir.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

  • Nothing’s Impossible
  • Got To Go My Own Way
  • Feel The Way I Want

Childish Gambino – 3.15.20

Childish Gambino – 3.15.20

Género: R&B/Pop Rock

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As influências são percetíveis. De Prince a David Bowie, passando por uma série de trabalhos de músicos célebres, a tracklist é misteriosa e as músicas imprevisíveis. Num trabalho muito consciente e extremamente atual, Donald Glover aborda temas delicados, conferindo ao álbum um papel documental, fazendo dele intemporal, se bem que um pouco forçosamente.

Ainda assim, com os singles lançados em 2018, e sabendo que Glover anunciou que se vai afastar da produção de música em nome próprio, todo o esforço e dedicação que empregou neste álbum resultou num produto final que ficou um pouco aquém do esperado. Falta algo mais de cativante para além da mensagem, intenção e algumas sonoridades.

Em todo o caso, apesar de não ser tão bom quanto se esperava (nem tão bom como o Awaken, My Love!), continua a ser um bom álbum, essencial para qualquer fã do género e obrigatório para os fãs do trabalho de Glover.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Time
  • 35.31
  • 42.26
  • 47.48
  • 53.49

Dua Lipa – Future Nostalgia

Dua Lipa – Future Nostalgia

Género: Disco-Pop/Dance-Pop

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Na análise de janeiro referi que Halsey (com o álbum Manic) podia gerar concorrência a Taylor Swift e Ariana Grande na corrida pelo cognome de “Rainha da música Pop”. Menos de dois meses depois, Dua Lipa lança Future Nostalgia e ficou claro que há um campeonato à parte, onde se encontram nomes como o de Madonna, Michael Jackson, Kylie Minogue, Lady Gaga ou Beyoncé.

O pop é bastante abrangente, mas, a meu ver, subdivide-se em duas variantes: Pop comercial, com base numa fórmula básica para entreter durante um jornada (ajustado ao mercado atual), acabando esquecido no tempo; e Pop intemporal, com alguma profundidade e maturidade a nível de composição.

As boas notícias é que Future Nostalgia é a 2ª variante e, como o nome indica, tem tudo para ser um trabalho com o potencial de marcar diferentes gerações, sem perder relevância no futuro.

Dua Lipa lançou um dos melhores álbum do ano, sem fillers e com 11 músicas melhores que os lead singles da maioria dos álbuns lançados em 2020.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

  • Pela primeira vez, desde que comecei a fazer estas análises, acho difícil escolher músicas a ouvir. Isto porque torna-se difícil escolher quando todo o álbum é bastante equilibrado. Ao ouvi-lo na íntegra ao fim da primeira vez, até podem estranhar. À segunda começa a crescer em vocês. À terceira entranha-se. Encontrámos a sucessora de Kylie Minogue e Madonna no que toca a Disco-Pop/Dance-Pop.

Jay Electronica – A Written Testimony

Jay Electronica – A Written Testimony

Género: Rap

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A Written Testimony é uma longa e triste história do rapper prodígio que ficou mais de 10 anos à espera de um lugar ao sol para brilhar. E o facto deste álbum de estreia ser excelente só torna as circunstâncias mais excruciantes.

Lembro-me de, em 2013, quando Big Sean lançou o single Control, tendo a colaboração repartida de Kendrick Lamar e Jay Electronica, se falava que tanto Kendrick como Jay iam fazer coisas fantásticas. Desde então, Kendrick lançou três álbuns em quatro anos (dois deles bastante aclamados) e Jay precisou de mais sete anos para lançar o primeiro.

Se valeu a pena a espera? Valeu. Não se vêem álbuns de estreia de rappers com esta complexidade e qualidade de conteúdo e raros são os que seguem este tempo entre o batidas e as letras. Mas ter a estreia oficial aos 46 anos, enquanto rapper, não é a melhor estratégia. De todo.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • The Blinding (feat. Travis Scott)
  • The Never-ending Story
  • Shiny Suit Theory (feat. The-Dream)
  • Universal Soldier
  • A.P.I.D.T.A.

Jessie Reyez – Before Love Came to Kill Us

Jessie Reyez – Before Love Came to Kill Us

Género: R&B/Pop

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Jessie Reyez lançou finalmente o seu álbum de estreia e, como um todo, está bastante satisfatório. A sua voz é o real trunfo e faz com que este primeiro trabalho seja algo fácil de apreciar. No entanto, a cantora canadiana precisa de ganhar maturidade a longo prazo.

O facto de optar por incluir 14 faixas no álbum não jogou a seu favor, sendo que torna difícil encontrar uma linha que una todas as músicas de forma consistente. Com a disparidade de música para música, fica a sensação de que este álbum não passa de uma simples mixtape aleatória, previsível e com alguns fillers sem propósito.

Por outro lado, este álbum deixa a sensação que Reyez até é uma artista completa, mas isso por si só não basta, dada a frágil abordagem em quase todas as músicas.

A missão para o próximo álbum vai ser desafiante, mas vejo na cantora potencial para se tornar num ícone do R&B. Para isto, basta que Reyez ganhe a confiança, foco e consistência na hora de decidir que tipo de álbum quer produzir.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

  • Intruders
  • Kill Us
  • Figures

Låpsley – Through Water

Låpsley – Through Water

Género: Indie Pop/Eletrónica

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Through Water é o trabalho que procede Long Way Home (um dos meus álbuns preferidos de 2016), o aclamado álbum de estreia de Låpsley, que primou por todos os colaboradores envolvidos na produção do mesmo terem ajudado a limar as arestas.

Desta vez, Låpsley decidiu arriscar num trabalho 100% solo e mais limpo de acessórios, de forma a testar a sua capacidade enquanto produtora. E apesar de não brilhar tanto como o antecessor, conseguiu provar que, sozinha, também é capaz de criar coisas bonitas e especiais.

Este álbum acaba, assim, por ser dotado de batidas calmas e melodias simples, complementadas pelo belíssimo timbre da cantora, que serve de prova do quão versátil é.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Through Water
  • First
  • Ligne 3
  • Womxn
  • Speaking of the End

Lil Uzi Vert – Eternal Atake

Lil Uzi Vert – Eternal Atake

Género: Rap

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No mercado emergente de rap moderno que faz reciclagem àquilo que gosto de chamar de “músicos beat based” (por serem imensos a querer uma fatia de sucesso), estar mais do que um ano parado pode ser o suficiente para se cair no esquecimento, e Lil Uzi Vert esteve desde 2017 sem lançar material novo.

O regresso com Eternal Atake ficou marcado pela positiva não só com várias músicas refrescantes recheadas beats originais ou adaptações bem conseguidas, mas também pelo talento do rapper na arte de debitar palavras.

No entanto, o conteúdo lírico continua a ser imaturo e infundado, fazendo com que não seja justificável o número de faixas no álbum.

Apesar de tudo, este continua a ser o melhor álbum de Lil Uzi Vert até à data.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

  • Baby Pluto
  • Lo Mein
  • Prices
  • P2
  • That Way – Bonus Track

Lilly Hiatt – Walking Proof

Lilly Hiatt - Walking Proof

Género: Rock/Country

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Lilly Hiatt tem vindo a aperfeiçoar-se de forma constante ao longo dos últimos anos e, com Walking Proof, consegue o seu trabalho mais expressivo até agora.

É um instrumental floreado com influências de country (produzido com a ajuda de Lincoln Parish, ex-guitarrista dos Cage The Elephant), com a maior parte das letras em tom auto-biográfico cheias de certeza, acompanhadas da voz sensível e convidativa de Lilly. Juntando o útil ao agradável, a capa do álbum reflete em muito o seu conteúdo: é colorido, motivador e a companhia perfeita para dar ritmo aos dias felizes.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • P-Town
  • Some Kind of Drug
  • Candy Lunch
  • Brightest Star
  • Never Play Guitar

Lyra Pramuk – Fountain

Lyra Pramuk - Fountain

Género: Electronic/Experimental

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Lyra Pramuk começou desde nova a treinar as suas cordas vocais ao fazer parte do coro de uma das igrejas que frequentava semanalmente. Com o passar do tempo, percebeu que o seu hobbie lhe conferiu a capacidade de usar a sua voz de inúmeras formas, quase sem limites. Já na universidade, decidiu explorá-la como instrumento musical para sonoridades mais experimentais.

Quando descobriu todo o potencial desenvolvido ao longo de anos de treino e aprimoramento das cordas vocais, usou esse talento para produzir Fountain, o seu álbum de estreia onde 100% dos sons são provenientes da sua voz, tendo resultado num disco muito especial.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Witness
  • Tendril
  • Gossip

Megan Thee Stallion – Suga [EP]

Megan Thee Stallion – Suga [EP]

Género: Rap/R&B

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Megan tomou de assalto todos os charts em 2019 com “Cash Sh*t” (com a colaboração de Suge) e “Hot Summer Girl” (com a colaboração de Nicky Minaj e Ty Dollar $ign), tornando-se a nova rapper sensação.

Em 2020 não perdeu tempo e lançou este Extended Play com músicas que a pintam como uma pessoa de forte carácter, até nos momentos de maior vulnerabilidade. Com Suga, para além de vincar a vertente Rap que a caracteriza, dá também passos firmes enquanto cantora de R&B.

Não, é de todo, algo que vá ficar na história, mas é um trabalho necessário para continuar a fazer crescer a sua fanbase e com hits que prometem marcar 2020.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

  • Savage
  • Hit My Phone (feat. Kehlani)
  • B.I.T.C.H.

Pearl Jam – Gigaton

Pearl Jam – Gigaton

Género: Rock/Grunge

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Esta é, até agora, a grande surpresa positiva do ano, num comeback digno de Hall of Fame! Os Pearl Jam, com Gigaton, conseguem o álbum mais inventivo e excitante em mais de 10 anos.

Na verdade, não há muitas bandas célebres a conseguir este tipo de feito, o de se reinventarem ao fim de várias décadas de carreira.

A importância deste álbum cresce quando estamos num mercado onde o rock já não é o estilo alfa e o grunge é mesmo coisa do passado, tendo assim quase um papel de revival.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

  • Who Ever Said
  • Superblood Wolfmoon
  • Dance Of The Clairvoyants
  • Quick Escape
  • Alright
  • Seven O’Clock
  • Retrograde

Porridge Radio – Every Bad

Porridge Radio – Every Bad

Género: Alt-Rock/Indie Rock

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É apenas o segundo álbum da banda de Brighton, mas a premissa passou de “uma banda de músicas minimalistas para tocar em pequenos anfiteatros com o público sentado”, para “uma banda de músicas providas com o potencial para eletrizar arenas à pinha”.

Enquanto que, neste novo trabalho, os Porridge Radio adaptaram o seu som a um público mais mainstream, conseguiram ao mesmo tempo agarrar-se à estranheza própria que os caracteriza, não perdendo nenhum fragmento de identidade.

Todas as letras estão cuidadosamente compostas e carregadas de emoção. A sonoridade é nua e crua, mas, ao mesmo tempo, pensada e extremamente bem composta, com crescendos que deixam qualquer amante de rock com água na boca por mais discos assim.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Born Confused
  • Sweet
  • Pop Song
  • Give/Take

The James Hunter Six – Nick of Time

The James Hunter Six – Nick of Time

Género: Soul/R&B

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Se a série Suits ainda estivesse em produção, não tenho dúvidas que algumas músicas deste álbum seriam usadas para servir de banda sonora.

A voz de James Hunter é extraordinária, sempre com aquele swing magnífico que dá vontade de dançar. Neste álbum, há a sensação que essa habilidade foi aprimorada, também muito graças ao instrumental magnífico que a acompanha, que dá vida às influências que levaram Hunter a dedicar-se à música.

Uma viagem a sonoridades do passado em pleno ano 2020.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • I Can Change Your Mind
  • Nick of Time
  • Brother or Other
  • Take It As You Find It
  • Paradise for One
  • He’s Your Could’ve Been

The Weeknd – After Hours

The Weeknd – After Hours

Género: R&B/New Wave

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The Weeknd começou a carreira de forma fantástica com três Mixtapes muito interessantes em 2011 (House of Baloons, Thursday e Echoes of Silence), que prometiam algo diferente com base no potencial demonstrado.

No entanto, Kiss Land veio ofuscar essa promessa e transportou The Weeknd para um panorama comercial, adaptando a sua música à cultura mainstream. Posto isto, apesar de ser provido de vários êxitos que chegaram à rádio, After Hours é o trabalho mais equilibrado em nove anos.

O facto de captar uma vibe new wave/dream pop típica dos anos 80 faz deste álbum (tal como o Future Nostalgia da Dua Lipa) um género de Product Placement perfeito ao dia presente, onde usos e costumes dos anos 80/90 têm sido muito procurados e replicados.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Alone Again
  • Too Late
  • Hardest To Love
  • Heartless
  • Blinding Lights
  • After Hours

U.S. Girls – Heavy Light

U.S. Girls – Heavy Light

Género: Indie Rock/Alt-Rock

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Após um início de carreira a meio gás, Meg Remy cresceu a olhos vistos nos últimos três álbuns. E é com In a Podem Unlimited (2018) que dá o seu maior salto até à data.

Heavy Light é um álbum com uma narrativa mais pessoal, mas sem perder o foco em temas fortes, como o trauma ou a sustentabilidade. E se trabalhos anteriores eram movidos com a força da revolta, neste álbum parece que Remy encontrou finalmente paz interior, mostrando ao resto do mundo que a vida é longa, mas sendo possível continuar a crescer e evoluir. A solução é clara: basta que deixemos para trás as coisas menos boas do passado quando são o que teima a puxar-nos para baixo.

A nível instrumental, In a Podem Unlimited perdeu um bocado a força eletrizante das guitarras, mas, em troca, apresenta-nos um som mais vintage com arranjos que nos transportam até ondas dos anos 60. É um álbum mais experimental ao qual U.S. Girls não nos havia habituado, mas a experiência correu lindamente.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • 4 American Girls
  • Overtime
  • IOU
  • And Yet It Moves/Y Se Mueve
  • Denise, Don’t Wait
  • Woodstock ’99

Waxahatchee – Saint Cloud

Waxahatchee – Saint Cloud

Género: Americana/Indie Folk

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Depois de uma passagem pelo alternative rock que coincidiu com uma época mais complicada da vida da cantora de Alabama devido a abuso de substâncias, Katie Crutchfield está de volta a casa com um álbum orientado às suas raízes, sendo, também, o mais sóbrio da sua carreira.

Com o trabalho mais pessoal até à data, Katie mostra estar mais confiante que nunca e em total controlo de Saint Cloud, num paralelismo poético com o controlo que tomou na sua vida. De músicas mais calmas àquelas com ritmos mais efusivos, este é um álbum luminoso que irradia luz em dias mais cinzentos, tornando-se facilmente (na minha opinião) o melhor álbum do ano até à data – não só pelo que representa, mas sobretudo como o faz.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas as ouvir:

  • Oxbow
  • Fire
  • Lilacs
  • Hell
  • Arkadelphia
  • Ruby Falls
  • St. Cloud

Singles do mês de março:

Flume e Toro Y Moi uniram esforços para criar uma música cheia de energia. Quem já conhece o trabalho de ambos os músicos tem aqui um verdadeiro eargasm. A particularidade desta faixa, é que o lançamento mundial foi feito através do spot publicitário da Apple, criando uma simbiose fantástica entre música e imagem.

Narrativa cativante, mistura de som perfeita, edição de imagem fantástica e fotografia no ponto. Aproveito e deixo-vos o vídeo em causa, que podem ver aqui em baixo.

O mês de março foi fantástico a nível de nova música. A prova disso é o facto de haverem tantos álbuns de qualidade, candidatos a melhores do ano, neste primeiro trimestre (algo semelhante só em 2017, talvez).

Estou algo ansioso por ter a compilação do mês de abril em dia, ate porque, de certa forma, já sei o que a casa gastou. Mas ainda em relação a março, qual foi o álbum que mais gostaram desta seleção?

Entretanto, e não o fizerem, descubram a nossa seleção de álbuns de fevereiro.

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