Desenvolvido pela Saber Interactive, WWE 2K Battlegrounds chega ao mercado no outono.
Foi na passada sexta-feira que referimos aqui no Echo Boomer que a World Wrestling Entertainment (WWE) tinha confirmado que este ano não seria lançado qualquer jogo de wrestling. Como se previa, essas palavras diziam respeito à série anual que sai todos os anos, não considerando eventuais spin-offs ou outras abordagens ao género.
Pois bem, e tal como a 2K tinha prometido, acabam de ser reveladas novidades. E são bem interessantes. Vai, sim, existir um novo jogo WWE, mas que nos faz lembrar o divertido WWE All-Stars, lançado em 2011.
Chama-se WWE 2K Battlegrounds e aposta num estilo cartoon, com uma experiência onde o que interessa é a diversão. Pelo trailer, consegue-se perceber que a estrutura corporal dos lutadores é absurda, e ficámos com a sensação que alguns deles terão super poderes.
Além disso, a própria força dos bonecos é elevada ao extremo, sendo possível mandar um lutador para cima de um crocodilo, por exemplo. Os próprios cenários serão diferentes, pelo que, apesar do tradicional ringue continuar a existir, este pode ficar instalado num castelo, num pântano com água à volta… No fundo, será uma experiência diferente do habitual.
A ser desenvolvido pela Saber Interactive, produtora de NBA 2K Playgrounds, WWE 2K Battlegrounds deve chegar ao mercado algures durante o outono.
As duas bandas e o ex-Oasis tocam na Cidade do Rock a 19 de junho de 2021.
Quando surgiu a notícia de que o Rock in Rio Lisboa 2021fora adiado, muitos expressaram preocupação pelo cartaz possivelmente não vir a ser o mesmo que o originalmente apresentado este ano.
Pois bem, temos uma boa novidade. Os Foo Fighters, os The National e Liam Gallagher estão confirmadíssimos na edição do próximo ano do festival, atuando a 19 de junho de 2021.
Quer isto dizer que, quem já tinha bilhete para o dia 21 de junho de 2020, data inicialmente prevista para a atuação das duas bandas e do ex-Oasis, terá o seu bilhete automaticamente válido para dia 19 de junho do próximo ano, pelo que não será necessária qualquer revalidação ou troca. O mesmo aplica-se a todos os que adquiriram passe para o primeiro fim de semana de festival, que se mantém agora válido para os dias 19 e 20 de junho de 2021.
Atenção, diz a organização que, caso o concerto de algum dos artistas inicialmente previstos para atuar no Palco Mundo em 2020 não se confirme para a edição de 2021, os portadores de bilhete para esse dia específico poderão trocar o seu bilhete para uma data à escolha, efetuando um processo de revalidação do mesmo, ou solicitar o reembolso no prazo de 30 dias a contar da data da “não confirmação”.
Estas são as primeiras confirmações para 2021, pelo que nos resta esperar para que a organização do Rock in Rio Lisboa consiga contar com pelo menos boa parte do cartaz original.
O TIDAL veio substituir o Apple Music. Até ver, e nos planos mais caros, o serviço de streaming de música ficará disponível até 31 de dezembro deste ano.
Foi há uns dias que revelámos que o TIDAL, serviço de streaming de música da empresa norueguesa Aspiro, cujo dono é Jay-Z, ia chegar em breve aos tarifários Yorn X. Pois bem, chegou o dia.
Apesar de a página da Yorn ainda não dar os detalhes concretos, a verdade é que, através da app My Vodafone, já é possível subscrever o serviço.
Diz a Yorn que o TIDAL oferece mais de 60 milhões de músicas em qualquer equipamento, alta qualidade de som e lançamentos exclusivos, podcasts e milhares de videoclipes HD, bem como a possibilidade de ouvir as músicas offline e sem anúncios. Mas isto já nós sabíamos.
O que nos faltava saber era qual a modalidade oferecida, bem como a duração da mesma. Pois bem, a Yorn está a oferecer a versão Premium do TIDAL, e não a HiFi. É algo que não surpreende, até porque o custo desta modalidade do TIDAL é o mesmo que o da Apple Music.
A subscrição HiFi, só para terem noção, custa 13,99€, pelo que seria difícil a própria Yorn oferecer este plano.
De resto, sabe-se que os clientes com modalidades Yorn XL e Yorn XM terão direito ao TIDAL até 31 de dezembro deste ano. Já quem tem a versão de 1GB do Yorn X somente terá TIDAL durante três meses.
É a primeira máscara têxtil testada contra o SARS-CoV-2 pelo Instituto de Medicina Molecular.
Há um novo projeto de cooperação entre várias entidades que permitiu desenvolver uma máscara têxtil antimicrobiana inovadora, desenhada e fabricada em Portugal.
Desenvolvidas pela Sonae Fashion, através da sua marca de vestuário MO, em parceria com a comunidade científica e industrial, nomeadamente com a fabricante Adalberto, o centro tecnológico CITEVE, o Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa e a Universidade do Minho, as máscaras MOxAd-Tech apresentam características antimicrobianas com eficácia comprovada contra vírus e bactérias, estando a sua tecnologia acreditada a nível internacional.
O princípio ativo já foi testado com sucesso pelo Institut Pasteur de Lille, em França, nomeadamente contra o vírus H1N1 e vírus Corona-type, bem como contra rotavírus. Após alguns testes específicos efetuadosno Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, em Portugal, esta produto foi certificado como máscara social de nível 2 profissional pelo CITEVE, com capacidade de retenção de partículas (=95%) e respirabilidade para 10 lavagens.
Em França, esta máscara foi certificada pela DGE pela capacidade de retenção de partículas (+95%) e respirabilidade para 50 lavagens.
Desenvolvidas em têxtil técnico com várias camadas distintas, as máscaras são impermeáveis e confortáveis, facilitando a sua utilização. Outra das grandes vantagens é o facto de ser reutilizável, permitindo proteger as pessoas, mas também o ambiente, uma vez que evita a criação de lixo e de focos de contaminação.
As máscaras apresentam uma elevada resistência à lavagem, mantendo um nível de eliminação microbiana de perto de 100%, mesmo depois de 50 lavagens domésticas a 30ºC. Podem ainda usá-las durante quatro horas seguidas sem degradação da capacidade de retenção de partículas nem da respirabilidade.
Estas máscaras reutilizáveis e inovadoras a nível mundial estão já disponíveis na loja online da MO por apenas 10€, valor que inclui a entrega gratuita em casa dos clientes. Estão também à venda nas lojas físicas de outras insígnias da Sonae, nomeadamente na Well’s e no Continente.
A plataforma da NOS poderá ser encontrada na UMA (via A Minha TV) ou na Iris (via Arquivo) a partir da tarde de hoje.
Já toda a gente sabe por esta altura que os alunos do 1º, 2º e 3º não têm aulas presenciais até final do ano letivo. Ao invés disso, apostou-se no antigo formato da TeleEscola, mas atualizado. Chama-se #EstudoEmCasa, está no ativo desde o passado dia 20 de abril e abrange um universo de 850 mil alunos.
Agora, e como dá sempre jeito rever aulas anteriores, a NOS lança uma plataforma partir da qual se pode aceder facilmente às aulas e materiais pedagógicos emitidos na RTP Memória.
Este é um serviço que agrega todas as emissões do programa, organizadas por ano letivo e, em cada ano, por disciplina. O objetivo passa por facilitar revisões da matéria e permitir uma rápida visualização e recuperação das emissões a qualquer hora do dia, com flexibilidade de horários, em função das rotinas e ritmo de cada família.
Para os interessados que sejam clientes NOS, saibam que o poderão fazer através da UMA (via A Minha TV) ou na Iris (via Arquivo. Resta dizer que este serviço é totalmente gratuito, pelo que não requer qualquer subscrição.
Já a partir do próximo dia 4 de maio, será ainda possível encontrar os materiais do #EstudoEmCasa no Videoclube da NOS. Os conteúdos serão atualizados diariamente, mediante a disponibilização dos mesmos por parte da RTP.
Recentemente, os jogadores da PlayStation receberam a triste notícia que um dos jogos mais antecipados da geração fora adiado para uma data indefinida até novas atualizações sobre a COVID-19, que aparentemente criou dificuldades logísticas para o seu lançamento marcado para dia 29 de maio.
Agora, a espera por The Last of Us Part 2 fica mais complicada. Há uma fuga de spoilers e partes importantes da história do novo jogo a serem publicadas na Internet.
Claro que não vamos indicar o que são, mas sim o que aparentemente aconteceu. Segundo informações não confirmadas, a fuga de informações foi feita por um membro da equipa da Naughty Dog, chateado com os seus superiores devido à falta de pagamentos, que começou a publicar vídeos do jogo no YouTube e outras redes sociais. Vídeos esses com momentos narrativos importantes para o desenvolvimento da história.
Independentemente da sua origem e do drama por detrás desta fuga, as redes sociais foram rápidas a disseminar os vídeos, que foram igualmente rápidos a desaparecer, mas o dano parece estar feito e a verdade anda por aí.
Sem uma data de lançamento definida, que agora aponta para lá de dia 29 de maio, a espera por The Last of Us Part 2 vai ser ainda mais complicada. Por isso já sabem, se querem proteger a vossa experiência, cuidado com que procuram na Internet.
Tal como já referimos por diversas vezes, o setor cultural tem sido um dos principais afetados pela pandemia de COVID-19. Não havendo condições, os eventos/espetáculos não se podem realizar. Agora há mais uma baixa de peso. O Festival do Crato não irá realizar-se este ano.
É a própria organização que o refere, num comunicado enviado aos meios de comunicação social.
“A quatro meses da data habitual de realização do Festival do Crato/ Feira de Artesanato e Gastronomia, o Município do Crato, consciente das dificuldades e prioridades a que urge dar resposta, considera que não se encontram reunidas as condições sociais, económicas e culturais para a realização da edição de 2020 do Festival do Crato e da 36.ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato. É uma decisão difícil, em tempos difíceis, mas que se revela da maior importância face à batalha que o mundo inteiro está a enfrentar”, diz a organização em comunicado.
“Assim, atendendo às indicações da Direção Geral de Saúde, da Organização Mundial de Saúde, e conscientes de que, ponderadas as várias opções, esta é a que melhor salvaguarda os interesses dos nossos Munícipes e de todos aqueles que nos visitam, a Câmara Municipal do Crato decidiu que não se irá realizar a edição de 2020 do Festival do Crato e da 36.ª Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato, com a convicção (e a certeza!), de que em 2021 o Festival do Crato e a 36.ª Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato estarão de regresso com toda a qualidade e magia a que todos habituou”, conclui a mesma nota.
O Bairro é lançado pela Agri Marketplace, empresa portuguesa detentora de uma plataforma B2B que liga produtos agrícolas e indústria alimentar.
Estão fartos dos típicos supermercados e preferem adquirir produtos portugueses, ajudando, assim, os pequenos produtores, cooperativas e mercearias locais? Então está na altura de conhecerem O Bairro, uma nova mercearia online.
Esta até podia ser somente mais uma plataforma, mas promete fazer a diferença. Como? É que liga diretamente produtores, comerciantes e consumidores, ou seja, é extremamente fácil comprar online produtos agrícolas frescos e de qualidade.
O Bairro foi criado como uma plataforma de proximidade. Quer isto dizer que os pequenos produtores, cooperativas e mercearias locais têm agora a oportunidade de “expor” os seus produtos agrícolas neste site, onde o consumidor final passa a ter, à sua disposição, uma oferta alargada de produtos frescos nacionais para ir colocando no carrinho de compras.
Há frutas, legumes, verduras, frutos secos e grãos, todos provenientes de produtores nacionais. Os produtos biológicos vão estar igualmente à disposição dos consumidores.
O Bairro vai funcionar por geolocalização, sendo as entregas feitas pelos produtores e comerciantes. O pagamento é feito somente na altura da entrega dos produtos.
Na altura de escrita deste artigo não conseguimos encontrar ainda estes produtos agrícolas à venda, mas tal será questão de tempo até que este O Bairro fique recheado.
A informação é avançada pelo jornal Público, se bem que estas podem não ser as datas finais.
Há algum tempo que se fala no regresso à uma possível normalidade. É expectável que o Governo não avance para um quarto Estado de Emergência, mas antes passe o país para Estado de Calamidade.
Com isso, e porque Portugal não pode permanecer encerrado – vamos ter de aprender a conviver com o vírus -, os responsáveis máximos estudam várias datas para que esse regresso à normalidade seja feito aos poucos.
Vários restaurantes deverão reabrir em breve, muitas empresas e fábricas retomam atividade… Então mas e as escolas? Bom, no que diz respeito às aulas presenciais dos alunos dos 11.º e 12º anos, estas deverão ser retomadas a 18 de maio. Pelo menos é essa data prevista pelo Governo, numa medida de exceção a ser desenvolvida sob o Estado de Calamidade.
Anteriormente, o primeiro-ministro António Costa tinha dito que as recomendações impostas pelo Governo seriam aliviadas a cada duas semanas. Assim, começa por reabrir o pequeno cómercio local a 4 de maio e, duas semanas depois, será a vez das aulas presenciais para os alunos do 11º e 12º anos.
Mas atenção. Serão retomadas as aulas presenciais somente para as 22 disciplinas dos dois últimos anos do secundário cujo exame conta para a média de entrada na universidade e no politécnico. E é bem provável que estas aulas presenciais sejam facultativas; ou seja, caso um aluno não vá à escola, este terá falta justificada.
Claro, para que tudo decorra dentro da “normalidade”, as próprias escolas terão de adaptar-se, dando máscaras aos alunos e obrigando-os a lavar as mãos recorrentemente. Além disso, o maior cuidado deverá ser dos próprios alunos, tendo de ganhar noção enquanto cidadãos em relação à pandemia que atravessamos.
De resto, prevê-se que as creches e comércio geral reabram a 1 de junho, respeitando o tal limite de duas semanas de diferença. Estas são datas passíveis de alteração, não sendo consideradas finais, e tudo dependerá da evolução da COVID-19 em Portugal.
The Turning acaba de entrar na corrida para Pior Filme de 2020.
Por mais de 100 anos, um conto profundamente assombrador tem aterrorizado o público. The Turning leva-nos a uma propriedade misteriosa no interior de Maine, onde a recém-contratada precetora Kate (Mackenzie Davis) é apontada cuidadora de dois órfãos perturbados, Flora (Brooklynn Prince) e Miles (Finn Wolfhard). No entanto, rapidamente descobre que as crianças e a casa estão a esconder segredos obscuros e tudo pode não ser como parece.
Eu… estou… em choque. The Turning teve imensos problemas de desenvolvimento, incluíndo trocas de realizadores (Juan Carlos Fresnadillo foi a primeira escolha), elenco, produtores (Steven Spielberg foi o principal responsável pelo projeto) e quem sabe o que mais. É mais uma adaptação da famosa história de fantasmas, Turn of the Screw de Henry James, logo seria sempre uma tarefa desafiante criar outro filme de horror com algo único que os outros não possuíssem. Depois de tantas mudanças, o filme finalmente decidiu ficar com Mackenzie Davis como a protagonista adulta, enquanto que Finn Wolfhard e Brooklynn Prince interpretam as crianças.
Substituíram tudo e todos, exceto as pessoas culpadas por este filme falhar tão miseravelmente: os argumentistas. Com todo o respeito pelos irmãos Hayes, mas este é o pior tipo de “mau filme”. Não tem uma única qualidade que se possa elogiar. É um filme sobre… nada! Não tem mensagem, nem propósito, nem estrutura e, por último mas não menos importante, não tem um final. Não estou a brincar, The Turning não tem um fim. É como se alguém gritasse abruptamente “passa para créditos” muito antes de qualquer tipo de recompensa ser entregue.
Todo o filme é uma coleção de cenas repetitivas e aborrecidas que só variam na localização. Sequências com jump scares previsíveis e nada assustadores estão espalhadas por todo o tempo de execução, sem qualquer significado ou objetivo no seu interior. São perto de noventa minutos de build-up para absolutamente nada. Este não é um daqueles casos em que o final é simplesmente ambíguo e em que as pessoas podem interpretá-lo de várias maneiras. Por mais desconcertante que possa parecer, este filme de horror monótono, clichê e maçante não possui um final. Tenho que repetir para que realmente acreditem no que estou a escrever.
Mesmo ignorando este último ato (inexistente), o resto do filme continua a ser horrível. Como espetador, saber mais do que a personagem principal sobre o que está a acontecer ou sobre o que está prestes a ser revelado é quase sempre um aspeto perigosamente negativo em relação ao género respetivo. Não só há uma falta de um ambiente assustador ou assombroso, como a narrativa levanta dezenas de perguntas lógicas que eventualmente não recebem resposta. The Turning até começa razoavelmente bem, faz-me investir um pouco na personagem de Davis, mas rapidamente se torna numa das experiências mais provocadoras de bocejos que tive este ano.
Normalmente, tento agarrar-me às prestações do elenco para me ajudarem a ultrapassar as partes mais complicadas do filme. No entanto, Mackenzie Davis (de quem gostei muito em Terminator: Dark Fate) gradualmente começa a tornar-se desinteressante e Finn Wolfhard entrega a pior prestação que alguma vez vi dele. Brooklynn Prince é boa para a idade dela, mas não deixa de ser uma criança de 9 anos, por isso… Barbara Marten como Mrs. Grose é provavelmente a única performance decente, mas, tal como o filme em si, não tem nenhum impacto real em nada. Tecnicamente, a banda sonora é estranha e, em vez de elevar as sequências assustadoras, transforma-as num concerto de rock, por alguma razão. A edição também carece de consistência.
Honestamente, pensei que Fantasy Island seria uma aposta segura para o prémio de “Pior Filme de 2020”, mas The Turning acaba de entrar na corrida. Por mais logicamente absurdo que o primeiro possa ser, pelo menos tem um final. É ridículo, certo, mas é, de facto, um fim. Já o último não só peca por não ter uma recompensa para os noventa minutos de build-up, mas também não possui absolutamente nenhuma qualidade redentora. Descrever um filme numa só palavra nunca foi tão fácil: “nada”.
É um filme sobre nada! Sem significado, sem mensagem, sem propósito, sem sentido lógico. Uma viagem extremamente aborrecida através de uma mansão com jump scares previsíveis, uma banda sonora esquisita e um elenco que entrega prestações desapontantes. É uma história sem qualquer emoção repleta de perguntas sem resposta e não, não é um daqueles casos de “narrativa ambígua”.
Sem quaisquer dúvidas, não recomendo The Turning, a menos que desejem aquela frustração de assistir a um filme incompleto.
O simulador oficial da MotoGP está de volta. Depois da melhoria abismal de 2018 para 2019, as expetativas eram altas. Não desiludiu!
Já lá vão 19 anos desde que comprei um jogo desta franquia (MotoGP 2001). E dito isto sinto, oficialmente, que estou a ficar velho. Com base no pouco que fui acompanhando do desenvolvimento de MotoGP, uma coisa sobre a qual este novo jogo me fez refletir é que os simuladores de corridas são cada vez mais fiéis à realidade, o que os torna muito mais exigentes do que eram há 5-10 anos.
E se, no passado, MotoGP era um jogo de ocasião, como Gran Turismoou Formula 1, onde qualquer miúdo ou graúdo o comprava por ser um simples jogo de corridas e o dominava numa semana, agora a história não é bem assim. E ainda bem.
Os motores que suportam este tipo de jogos evoluíram bastante e, com a nova geração de consolas à porta, a sua evolução está acima das expetativas. Apesar de não ser tão fácil começar a jogar e chegar logo a um nível de domínio como outrora, MotoGP 20 incluí mecanismos de suporte de condução que ajudam até os mais principiantes a ganhar calo e perceção de controlo da moto.
Há muitos pontos positivos na mecânica de jogo. Um deles vai para o desgaste de pneus, mais fiel à realidade (não é uniforme), tendo sido dividido em três zonas (Direita, Central e Esquerda) onde esse desgaste é influenciado pela pista, quantidade de combustível e condução, sendo que a quantidade de combustível também afeta toda a física envolvente da moto.
Outro destaque, e neste caso fundamental, é a gestão de combustível (percebi isso a mal logo no meu primeiro Grande Prémio, pelo motivo de ter ficado a pé a meio). Ao contrário dos treinos/qualificações, nas corridas não há possibilidade de reabastecer, logo é preciso otimizar o consumo de combustível ao máximo para garantir que é possível terminar as corridas.
Em MotoGP 20, a aerodinâmica das motos tornou-se mais realista, logo quaisquer danos sofridos por colisões ou quedas podem influenciar o desempenho da moto durante o resto da corrida. E o que dizer do “ANNA”, o sistema de Inteligência Artificial baseado em “machine learning” de MotoGP? Bom, está a crescer a um bom ritmo. Se no ano passado aprendeu a competir em alta velocidade, em 2020 aprendeu toda a teoria que se prende com gestão de desgaste de pneus e estratégias de uso de combustível, prometendo uma experiência mais desafiante.
No que toca a gráficos, e se, por um lado, deixam a desejar em toda a dinâmica nas pit-stops, em pista não podiam ser mais realistas e satisfatórios. Os cenários sofreram melhorias a vários níveis, entre eles as condições meteorológicas, estruturas das pistas e os danos sofridos na moto durante a corrida. O desempenho do jogo também é um ponto de destaque, especialmente nas consolas premium, a PS4 Pro e a Xbox One X, onde os jogadores têm a opção de aumentar a qualidade e performance do jogo.
Com o “modo de performance” ativo, é possível obter uma experiência estável até 60 fps. E para ajudar ao realismo e à imersão da experiência, pela primeira vez na história do MotoGP, todos os Team Managers mais icónicos foram incluídos no jogo.
A nível de modos de jogo, tanto se podem entreter a fazer time trials, Grand Prix ou Championship no modo rápido, como podem levar a vossa perícia para o palco mundial e competir em multiplayer. Há um pouco de tudo para todos.
Aliás, no que toca à experiência multijogador, é importante saberem que existem servidores dedicados que prometem uma experiência agradável com baixa latência, ligação de qualidade e alta largura de banda em parceria sob a alçada da Amazon Web Services. Até ver não tenho tido razão de queixa, mas isso pode ser por estar habituado à qualidade medíocre dos servidores de FIFA. E já que falei em FIFA, onde perco dias de vida no modo de carreira como treinador, preferindo-o ao Ultimate Team, em MotoGP também podem jogar no modo carreira ou modo histórico, que se assemelham muito aos dois modos de FIFA que referi, respetivamente.
O modo histórico oferece a possibilidade de competir usando ícones da história da competição, ganhando créditos para desbloquear mais ícones (46 disponíveis) ou motos célebres (43 disponíveis). Porém, foi mesmo o modo carreira que mais me surpreendeu, pois tendo menos variáveis do que FIFA, consegue ser mais elaborado e bem explorado/aproveitado. No início, há a opção de assinar contrato por uma das equipas oficiais (low-tier) ou criar uma equipa nova.
Já no decorrer da carreira, é fundamental saber gerir os fundos disponíveis de forma a ser possível contratar o staff necessário (Personal Manager, Chief Engineer e Data Analyst). Para além disso, ainda existe o departamento de Research & Development, que é responsável por todo os trabalho de investigação e desenvolvimento da moto em uso, de forma a torná-la mais eficiente em vários aspetos.
Depois de, em 2019, MotoGP se ter reinventado, mudando por completo o motor de jogo e conseguindo o capítulo mais bem sucedido até à data, este ano não fizeram por menos e otimizaram a experiência com todas as novidades introduzidas (para além de todas as que referi). Como jogador pouco dedicado a simuladores de corrida competitiva, posso dizer que estou bastante surpreendido com a experiência que tive até agora com MotoGP 20.
É óbvio que não é um jogo para toda a gente, mas posso garantir que, se tiverem curiosidade e tempo, este MotoGP 20 é um bom investimento.
Plataformas: PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela TNPR.
Quem o diz é a AML, numa medida que entra em vigor já em maio.
Depois de, há algum tempo, os serviços de transportes de Lisboa terem tornado facultativa a validação dos títulos e passes (não quer dizer que fossem gratuitos, atenção), essa é uma medida que termina já no último dia de abril.
A partir de maio, volta a ser obrigatório a validação de passes e bilhetes nos transportes da Área Metropolitana de Lisboa.
“Estando garantidas as devidas medidas de segurança e proteção, e no sentido de fomentar o regresso progressivo à normalidade, é reposta, a partir de maio, a obrigatoriedade das validações de títulos no serviço público de transporte rodoviário de passageiros”, diz a AML em comunicado oficial.
Quer isto dizer que “todos os passageiros se devem fazer acompanhar de um título de transporte válido, por exemplo passe navegante, que poderão carregar nos locais habituais, incluindo a rede de multibancos, evitando, deste modo, a formação de filas ou concentração em locais de venda e minimizando os contactos pessoais diretos”.
A AML tenta descansar os cidadão, referindo que “todos os operadores estão empenhados em promover a segurança das populações e garantir a máxima confiança dos cidadãos nos serviços de transporte público. As medidas adotadas incluem o reforço da limpeza e desinfeção de veículos, instalações, equipamentos, e equipamentos de bilhética. Recorda-se que todos os operadores na região metropolitana de Lisboa estão equipados com sistemas de bilhética sem contacto, que permite a validação de quaisquer títulos sem necessidade de toque físico”.
O Auchan junta-se à concorrência e passa também a entregar uma seleção de produtos em 48 ou 72 horas.
Desde há algumas semanas que os super e hipermercados têm apostado em serviços que entregam produtos selecionados em apenas dois ou três dias. Agora, é a vez do Auchan também lançar um novo serviço de entrega de compras ao domicílio.
Chama-se Despensa à Porta e, basicamente, permite que os clientes recebam produtos de mercearia em pouquíssimo tempo.
Este é um serviço de entregas próprio, separado das restantes entregas ao domicílio. Quer isto dizer que somente alguns produtos estão aqui incluídos, como massa, bolachas, farinha, enlatados, água, vinho, papel higiénico, detergentes, champô, fraldas, papas para bebé, comida para animais e muito mais. São cerca de 400 artigos diferentes, sendo que não existe qualquer limite por encomenda.
Claro, se desejarem adquirir produtos frescos, como peixe, produtos de pastelaria ou congelados, aí terão mesmo de utilizar o serviço habitual do Auchan.
As entregas são feitas em qualquer zona de Portugal Continental, demorando entre dois a três dias úteis a chegar a casa do cliente.
Atenção, não é possível selecionar o dia e a hora de entrega das encomendas, mas sabemos que são entregues de segunda a sexta-feira, entre as 18h30 e as 18h30. Neste caso, o Auchan envia uma SMS quando a encomenda é expedida e outra SMS, esta no dia de entrega, a informar o intervalo horário em que a compra será entregue.
A taxa de entrega tem um custo de 5,90€, mas, e modo a que mais pessoas possam experimentar este serviço, o Auchan cobra 3,90€ pelo envio. Este preço promocional é somente válido até 15 de maio.
O objetivo? Oferecer soluções práticas, convenientes, de qualidade e a preços acessíveis para levantamento nas lojas Pingo Doce.
Lançado em 2015, o serviço de encomendas de take away do Pingo Doce, estava, até ao momento, reservado a apenas algumas regiões do país. Mas isso mudou. O novo serviço, designado Encomendas Selecção do Chef, passa agora a estar disponível de norte a sul.
Com esta novidade, a Jerónimo Martins pretende oferecer soluções práticas, convenientes, de qualidade e a preços acessíveis para levantamento nas lojas Pingo Doce.
As novas receitas foram preparadas pelo chef executivo do Pingo Doce, Gonçalo Costa, em colaboração com a sua equipa de cozinheiros. São cerca de 30 pratos, indo desde as receitas mais clássicas, como o Arroz de Pato ou o Bacalhau com Natas, até pratos vegetarianos, sobremesas, sopas e acompanhamentos.
Este menu será dinâmico e renovado periodicamente, e a Jerónimo Martins garante que as refeições são confecionadas com todo o rigor e segurança alimentar, dando-se primazia aos ingredientes frescos.
E os preços? São bastante em conta. Por exemplo, 1,50kg de Arroz de Pato, que dá para cinco pessoas, custa 17,99€. Já a mesma quantidade de Bacalhau com Natas custa 18,99€. As quantidades vão variando consoante o prato que encomendarem. O pagamento é feito depois aquando do levantamento na loja.
Contudo, há limites neste serviço. Somente podem encomendar até 15 unidades por encomenda e cinco unidades por prato.
Atenção, se encomendarem entre 2ª e 5ª feira, até às 18h, podem pedir para a que a vossa encomenda seja levantada a partir de 72 horas. Se encomendarem entre 6ª feira e domingo, até às 18h, podem pedir para levantarem a vossa encomenda a partir de 98 horas.
Interessados? Saibam então que podem fazer a vossa encomenda online, no balcão de Take Away das lojas Pingo Doce ou por telefone (808200120). Depois basta levantar nas lojas.
“Isto nunca foi e nunca será apenas um negócio… para nós”, diz a promotora Hell Xis num texto publicado no Facebook.
Continuam as más notícias no setor cultural. A promotora nacional Hell Xis emitiu, via Facebook, um comunicado a respeito da sua atividade, adiantando que os concertos adiados para os próximos tempos foram forçosamente adiados.
“Desde o inicio desta situação que o Mundo está a viver, que temos tentado ir resolvendo situação a situação, concerto a concerto, com a colaboração das bandas e das suas agências. Não tem sido fácil, tem sido mesmo um pesadelo. Lidar com aviões pagos, hotéis pagos, salas de concertos pagas, publicidade paga, cachets pagos e toda a incerteza do que o futuro mais próximo nos reserva”, começa por dizer a promotora no Facebook.
Os responsáveis, também eles fãs de música, claro, garantem que a melhor coisa que podem retirar é o “sorriso de cada um” no final de cada concerto. Assim, é com alguma mágoa que referem que os concertos de Bad Religion, M.O.D. e Mercyful Fate em Portugal foram adiados.
No caso dos Bad Religion e Mercyful Fate, a Hell Xis ainda não tem uma data fechada. No que diz respeito ao concerto dos M.O.D., a promotora já tem data nova, pelo que a anunciará muito em breve.
Relativamente ao concerto dos Terror, os responsáveis da promotora aguardam marcação de nova data, de modo a comunicar ao público assim que possível. Em relação aos espetáculos de The Toy Dolls em Lisboa e Porto, foram adiados para 4 e 5 de outubro, respetivamente.
A Hell Xis apela ainda a que, dentro do possível, ajudemos músicos, bandas e editoras, comprando discos e merchandising.
Uma coisa é certa: tudo será diferente a partir de agora nos restaurantes que conhecemos.
O Governo já o disse: Após ser levantado o Estado de Emergência, o comércio começará a reabrir aos poucos, de 15 em 15 dias. O objetivo é começar pelos negócios de bairros, pequenos estabelecimentos e, gradualmente, ir passando para as grandes superfícies.
Mas e isso no caso dos restaurantes, um setor gravemente afetado por esta pandemia de COVID-19? Bom, o Governo já terá preparado um guião que permite aos restaurantes reabrirem em segurança.
Jorge Santos, empresário da restauração e responsável pelo BB Gourmet no Campo Alegre, no Porto, dá exemplos de algumas regras em entrevista à Agência Lusa.
“O cliente deverá reservar para poder aceder ao restaurante. À chegada iremos medir a temperatura do cliente e, se não corresponder [a um valor seguro], não poderá entrar. Depois levá-lo à mesa. Na mesa, deixaremos cerca de dois metros de distância para a mesa do lado. A escolha do menu será numa aplicação no telemóvel ou no ‘tablet’ do restaurante”, enumera Jorge Santos.
Estas são algumas regras interessantes, mas nem todos os estabelecimentos deverão conseguir implementá-las, isto se forem obrigatórias para todos os espaços. Afinal de contas, dar tablets aos clientes para que estes possam fazer os pedidos significa um custo monetário bastante significativo, principalmente para pequenos negócios.
O mesmo acontece para a questão da app no smartphone, pois desenvolver uma aplicação para dispositivos móveis também acarreta custos.
Já para que a comida chegue às mesas, os funcionários terão de estar munidos de viseiras, máscaras e luvas.
E no que toca ao pagamento? Bom, será dada a possibilidade de pagamento online (MB Way, presumivelmente) ou “dinheiro certo”, de modo a que não seja necessário andar a mexer em trocos.
Além disso, e com o distanciamento social, a capacidade de lotação dos espaços deverá diminuir em cerca de 50%. Por exemplo, no caso do BB Gourmet, se antes existia capacidades para cerca de 100 clientes em simultâneo, nos meses que se seguem a capacidade será de 40 a 50 clientes em simultâneo.
Já no que toca aos funcionários, será feita realização de testes, bem como medição da temperatural corporal à entrada e saída dos turnos.
De resto, e também em entrevista à Lusa, o presidente da associação nacional de restaurantes PRO.VAR (Promover e Inovar a Restauração Nacional), Daniel Serra, recomenda aos empresários do setor que façam uma “desinfeção integral” das mesas e cadeiras após os clientes se irem embora. É que “tem de haver segurança absoluta dos trabalhadores e confiança do cliente para frequentar o restaurante”.
A World Wrestling Entertainment (WWE) confirmou que este ano não será lançado qualquer jogo de wrestling.
Não podemos dizer que é propriamente surpreende. Para quem não se lembra, WWE 2K20 foi lançado no ano passado, mas depressa revelou-se um jogo desastroso. Imensos bugs, glitches e um desempenho embaraçoso levaram a que o título ficasse muitíssimo mal classificado em plataformas como o Metacritic, levando até a que Sony e Microsoft reembolsassem alguns jogadores pelo facto de o jogo ser “injogável”.
A verdade é que os títulos de wrestling da WWE nunca foram muito regulares em termos de qualidade. Uns melhores, outros piores, mas parece que WWE 2K20 foi mesmo a gota de água. Aliás, o facto da série ter passado a ser desenvolvida exclusivamente pela Visual Concepts pode ter sido um severo contratempo.
Daí a decisão da World Wrestling Entertainment (WWE) em não lançar este ano um novo título, ou seja, não haverá WWE 2K21 para ninguém. Foi Frank Riddick, responsável interino das finanças da WWE, quem o revelou durante a reunião dos resultados financeiros do primeiro trimestre do ano.
Como referimos acima, não é uma surpresa sabermos que não haverá um novo título WWE este ano. Aliás, esta era uma rumor que circulava há semanas, pelo que o cancelamento de WWE 2K21 apenas carecia de confirmação.
No entanto, nem tudo parece mau. Numa publicação nas redes sociais, a 2K, subsidiária da Take-Two Interactive, prometeu novidades entusiasmantes para a próxima segunda-feira, às 15h (horário em Portugal Continental).
Não sabemos ao certo o que será. Por um lado, há quem diga que WWE 2K20 poderá sofrer uma enorme atualização e transformar por completo a experiência de wrestling; por outro, fala-se que pode ser anunciado um título ao estilo de WWE All Stars.
Numa última nota, referir que o estúdio japonês Yuke, que até então vinha desenvolvendo a série WWE 2K, está a trabalhar num jogo rival. Uma coisa é certa: as novidades são poucas, mas o futuro poderá ser excitante para os fãs da modalidade.
Tecnicamente maravilhoso, mas com muita pouca emoção para nos importarmos com as personagens.
True History of the Kelly Gang mostra-nos a ascensão e a queda do rebelde australiano Ned Kelly (George MacKay e Orlando Schwerdt), consagrado como o maior bush ranger da história do país. Durante a década de 1870, incentivado pelo fugitivo Harry Power (Russell Crowe) e pela prisão da sua mãe, Kelly recrutou vários rebeldes para planear uma rebelião lendária.
Foi uma crítica bem difícil de escrever. Não possuía conhecimento prévio sobre Ned Kelly nem sobre o seu gangue. Não sei se é uma história bem conhecida fora da Austrália, mas entendo as razões por detrás da sua campanha de marketing quase inexistente pela Europa. Será sempre estranho um filme com um elenco tão fenomenal não receber publicidade suficiente. George MacKay está exponencialmente a receber papéis mais importantes e é, sem dúvida, o destaque deste filme. Uma prestação genuinamente notável de um ator que me impressiona todas as vezes que tenho a oportunidade de o ver.
Russell Crowe não tem muito tempo de ecrã, mas compromete-se sempre a 100% com as suas personagens, e esta não foi exceção. Até presumiria que foi usado como isco para trazer mais espetadores, mas, tal como escrevi acima, não me parece que o estúdio estivesse realmente preocupado com isso. Charlie Hunnam (Sergeant O’Neill) continua a sua série de boas performances, Nicholas Hoult (Constable Fitzpatrick) prova mais uma vez que merece muito mais oportunidades e Essie Davis (Ellen Kelly) é ótima como mãe de Ned.
No entanto, é Thomasin McKenzie (Mary) quem surpreende. Vimo-la extremamente engraçada em Jojo Rabbit, mas agora mostra um alcance dramático totalmente diferente. Como já devem ter percebido, acredito que o elenco é o que de melhor True History of the Kelly Gang tem para oferecer. Justin Kurzel não se conteve em criar um ambiente verdadeiramente realista em relação ao período em que o filme se passa, colocando constantemente os atores em cenas desconfortáveis.
True History of the Kelly Gang é lindamente filmado por Ari Wegner (cinematógrafo) e a banda sonora (Jed Kurzel) também é muito boa. No entanto, não me senti investido na história nem nas suas personagens. Este foi um filme complicado de passar a minha opinião para escrita simplesmente porque, quando terminei de assistir, realmente não sabia como me sentia. Raramente acontece, mas encontrava-me preso neste lugar onde não conseguia descobrir se gostei ou não do mesmo. Esperei um dia inteiro para começar este artigo, pois queria ter a certeza de que escreveria uma crítica justa.
Sendo totalmente honesto, tive muitas dificuldades em importar-me com um único aspeto relacionado com o argumento. Por mais de uma hora, o filme parece não ter um rumo ou propósito claro. Ned cresce e passa de criança a homem, a sua infância é extremamente detalhada (Orlando Schwerdt também é ótimo como um jovem Ned) e tudo o que acontece com ele ou com a sua família é explicitamente mostrado no ecrã. Simplesmente não considero cativante o suficiente para agarrar a minha atenção. Os últimos trinta a quarenta minutos são muito melhores e o final é impactante, assim como chocante…
Mas falta aquela ligação emocional. Importei-me mais com um certo animal morrer baleado do que com os humanos. Convém referir: True History of the Kelly Gang é um filme visualmente chocante com imensas mortes sem qualquer tipo de restrição, repletas de sangue e com todos os tipos de nudez. Se são sensíveis a estes aspetos, deixo o aviso. É um slow-burn onde a vida de Ned é o motor da narrativa, mas é muito difícil ficar encantado com a experiência. É horrível (e preguiçoso) de escrever, eu sei, mas achei um pouco aborrecido.
Talvez conhecer a história real de antemão possa ajudar, não tenho a certeza. Apenas quero deixar claro na minha crítica que não sinto que seja parte do público-alvo deste filme. Parece um filme direcionado a uma audiência que saiba previamente no que se está a meter. Isso ou a obra realmente não faz o suficiente para dar vida ao argumento de Shaun Grant de uma maneira emocionalmente convincente.
Resumindo, True History of the Kelly Gang é tecnicamente maravilhoso e possui um elenco fenomenal, em que todos oferecem prestações incríveis. George MacKay é um protagonista fantástico, provando que merece papéis mais significantes em Hollywood, enquanto que Thomasin McKenzie é a grande surpresa.
A cinematografia é deslumbrante, a banda sonora é excelente e a produção artística é digna de prémios. As cenas visualmente chocantes criam uma atmosfera realista e envolvente, mas tudo isto não é suficiente para superar os problemas narrativos que o filme possui. Com um ritmo lento e uma falta geral de ligação emocional com as personagens, foi complicado sentir-me investido em qualquer aspeto relacionado com a história.
O seu marketing quase inexistente fora da Austrália insinua que pode não ser um filme para alguém que não tenha qualquer conhecimento sobre este gangue famoso da história Australiana. Recomendo-o pelos seus atributos técnicos, mas não consigo negar que, muito provavelmente, não voltarei a vê-lo.
True History of the Kelly Gang fica disponível em Blu-Ray e serviços VOD em breve.
“A 4, 5 e 6 de Setembro lá estaremos, na Festa”. É desta forma que começa a publicação feita no Facebook.
O Estado de Emergência ainda não acabou, mas à medida que o tempo passa, e sabendo nós que vamos ter de lidar com uma nova realidade, muitas empresas e promotoras começam a decidir se realizam os seus eventos, mesmo que os adiem, ou se, por outro lado, optam pelo cancelamento.
No caso da Festa do Avante, parece que um adiamento não está em cima da mesa.
Num post colocado hoje no Facebook, a organização dá conta de que o evento irá realizar-se a 4,5 e 6 de setembro, na Quinta da Atalaia, no Seixal. Aliás, o texto que podem ler praticamente não refere a situação da COVID-19, servindo mais para promover a Festa do Avante em si do que propriamente para descansar quem tem por hábito ir a esta celebração.
Não obstante, o PCP refere que “após a aquisição da Quinta do Cabo e a sua incorporação no terreno da Festa, estão a ser melhoradas as condições para quem a visita, constrói e faz funcionar de modo tão militantemente dedicado”.
“Com o início das jornadas de trabalho marcado para 6 de Junho, estão a ser construídos dormitórios no parque de campismo, a partir de materiais usados em edições anteriores: o resultado final será uma significativa melhoria nas condições de acolhimento dos construtores da Festa”, diz o mesmo post.
Estão ainda a ser “ampliados e qualificados os estaleiros e toda a zona adjacente, com realce particular para os balneários, que sofrerão obras profundas de requalificação”.
A organização adianta, contudo, que serão “reforçados aspectos como os locais para lavar as mãos (munidos do respectivo líquido), a limpeza regular das instalações sanitárias e a recolha selectiva de resíduos”.
Até à data não se conhece qualquer nome confirmado no cartaz da Festa do Avante 2020.
Diz a empresa que as novidades permitem hoje servir diariamente mais do dobro dos clientes.
Quem já tentou fazer uma compra no Continente Online decerto já se terá deparado com diversos problemas. Desde a demora na entrega das encomendas (prazos superiores a um mês), à falta de stock de produtos, passando por compras que chegam muito incompletas, são várias as reclamações dos clientes.
Tendo isto em conta, a Sonae enviou um email a dar conta de algumas novidades no serviço Continente Online. Por exemplo, sabe-se que o site e respetiva aplicação para Android e iOS foram reforçados para suportar o aumento da procura.
Além disso, foram alargadas as equipas de preparação das encomendas, foram também estabelecidas novas parcerias com empresas de transporte e houve ainda um aumento no número de lojas com serviço da Glovo.
O mesmo email dá ainda destaque à disponibilização de cabazes pré-feitos e que podem ser entregues em apenas 48 horas, tal como referimos num artigo anterior.
De resto, relembre-se que existem lojas com benefícios específicos para clientes com 70 ou mais anos, como o facto de não pagarem a entrega de produtos ao domicílio.
Os problemas com o Continente Online deram origem a várias propostas da concorrência. A 360imprimir, por exemplo, lançou um supermercado online. O próprio El Corte Inglés criou um novo serviço de supermercado e promete entregas até cinco dias. E até as lojas Amanhecer já fazem entregas em casa dos clientes.