COVID-19. Praias vão ter restrições no verão e cinemas vão poder vender bilhetes de três em três cadeiras

- Publicidade -

Este é o plano do Governo. Aos poucos, a partir de maio, o país enfrentará uma nova normalidade.

praias

No debate da tarde desta quinta-feira, onde foi aprovada a renovação do estado de emergência por mais 15 dias, o primeiro-ministro António Costa referiu que a sociedade terá de aprender a conviver com o vírus a partir do próximo mês de maio.

Os próximos 15 dias são fundamentais para que em maio possamos retomar, não a normalidade da vida, mas para podermos retomar a capacidade de poder viver em condições de maior normalidade com a garantia de que a pandemia se mantém controlada”, disse o responsável.

O que quer isto dizer? Bom, a ideia é preparar os dias restantes até 2 de maio para que, a partir daí, os cidadãos possam começar a sair à rua novamente, ainda que com diversos cuidados.

Para que isto seja possível, sabe-se que, por exemplo, é necessária a massificação de máscaras de proteção comunitária no mercado português, o mesmo acontecendo para o álcool gel.

Terá, também, de ser feito um reforço nos transportes públicos, de modo a que estes não fiquem sobrelotados, bem como aumentar as normas de higiene.

“Temos de encontrar formas de ter horários desencontrados, uma nova forma de organização do trabalho que não crie ondas de ponta fortes, mas também temos de criar capacidade para que voltemos a circular em segurança nos transportes públicos em Portugal”, referiu o primeiro-ministro.

Contudo, e dentro do que for possível, o teletrabalho deve ser mantido.

A ideia é também a de reabrir creches em maio, bem como apostar em algumas aulas presenciais do 11º e 12º ano, devido à questão dos exames nacionais.

No que toca ao comércio, a ideia de António Costa é que os cabeleireiros, negócios de bairro e serviços de atendimento presencial possam funcionar, mas com regras apertadas, limitando ao máximo o número de pessoas dentro do interior de cada espaço.

E em relação à cultura? E às praias?

Bom, nesse dia, António Costa não foi muito pormenorizado. Disse apenas que “temos de olhar também para as atividades e recintos desportivos, e para o conjunto de outras atividades públicas, também para os espetáculos ao ar livre. Temos de ir criando condições para a cultura, que não pode continuar encerrada à espera de melhores dias”.

Agora, em entrevista ao Expresso (acesso pago), o primeiro-ministro referiu que as praias vão ter restrições no verão, referindo que o governo está a trabalhar com as autarquias de modo a garantir que não haverá aglomeração.

“Há praias de grande extensão onde a aglomeração é facilmente evitável, há outras em que todos sabemos que a aglomeração é grande. A aglomeração não vai poder existir”, referiu António Costa ao Expresso.

E no que toca à cultura? Bom, a prioridade é reabrir espaços com lugares marcados, como os cinemas. Neste caso, poderão funcionar com venda de bilhetes limitada a “bilhetes de duas em duas filas ou de três em três cadeiras”.

O mesmo deverá aplicar-se a outros espetáculos culturais, caso existam. Ou seja, enchentes nos próximos tempos é mesmo para esquecer.

Foto de: Lusa

- Publicidade -

Relacionados