Mais Proteção já produziu mais de 50 mil proteções de acrílico para farmácias, restaurantes e lojas com serviços de primeira necessidade

O próximo passo? Ajudar escritórios, restaurantes, cantinas e centros estéticos.

de acrílico

Em dias em que, muitos de nós, tentam regressar a uma normalidade, ainda que desconhecida, há que ter diversos cuidados. Já os estabelecimentos necessitam de seguir à risca uma série de normas, bem como estar equipados com proteções para minimizar o risco de contágio à COVID-19.

A Mais Proteção é uma das empresas que, desde a sua criação, tem-se focado em desenvolver soluções de segurança. Por esta altura, a companhia está empenhada numa nova realidade, ajudando a que vários negócios possam estar de portas abertas.

Depois de produzir mais de 50 mil proteções de acrílico para farmácias portuguesas e espanholas, restaurantes takeaways e lojas com serviços de primeira necessidade, a Mais Proteção vai dar agora o próximo passo. Qual? Ajudar lugares onde outrora circulávamos sem receios e que, hoje, têm a sua existência em risco. Falamos de escritórios, restaurantes, cantinas e centro estéticos, por exemplo.

Como se sabe, os produtos desenvolvidos têm de seguir uma série de critérios de validação até serem apresentados como os conhecemos. Quer isto dizer que existem versões de peças que podem chegar à 11ª.

Atualmente, os produtos lançados são pensados por uma equipa de quatro designers que trabalha com base na experiência de terreno do dia-a-dia e em pesquisa extensa.

A inspiração veio lá de fora. Foi assim que nasceram as viseiras, as proteções em acrílico, acessórios para as pequenas grandes tarefas (desde abrir portas a manusear objetos), proteções automóvel, balcões portáteis e estruturas em acrílico que vão, por exemplo, tornar a convivência num escritório novamente possível.

Do individual ao coletivo, a marca pensou em formas de gerir filas em espaços públicos e de sinalizar medidas de segurança.

Concerto dos Guns N’ Roses em Portugal foi adiado

Recorde-se que o espetáculo deveria realizar-se a dia 20 deste mês no Passeio Marítimo de Algés.

Guns N' Roses

Demorou, mas finalmente temos notícias relativamente àquele que seria o grande concerto deste mês. O espetáculo dos Guns N’ Roses, originalmente agendado para dia 20 deste mês, foi adiado.

A confirmação foi dada pela promotora Everything Is New, através de um post publicado no Facebook.

Em virtude da atual situação provocada pelo surto de coronavírus Covid-19, e mediante as recomendações da Direção Geral de Saúde e limitações impostas para o mês de maio pelo estado de calamidade, o espetáculo de Guns N’ Roses agendado para o dia 20 de maio, encontra-se adiado”, refere a promotora na nota partilhada.

“Estamos a trabalhar numa nova data, que contamos partilhar em breve, bem como todas as informações relativas aos bilhetes. Agradecemos a vossa paciência e compreensão”, conclui a promotora.

Ou seja, e por enquanto, não se sabe quando é que os Guns N’ Roses poderão regressar a Portugal. E se têm bilhete, o melhor é guardarem o papelinho mágico. É que, se o espetáculo for cancelado, terão naturalmente direito ao reembolso. Porém, se for reagendado para daqui a um ano, a EIN não está a permitir a devolução de bilhetes, pelo que devem mesmo preservar o vosso.

OPPO A91 já está disponível em Portugal

À venda nas principais lojas por 359€.

OPPO A91

Foi em meados do mês passado que referimos que a OPPO iria disponibilizar no mercado português mais dois smartphones. Pois bem, um deles já está disponível. É o OPPO A91 e promete conquistar uns quantos utilizadores.

Este é um equipamento que pesa apenas 172g e que conta com um espessura de corpo de 7,9mm. Tem um ecrã FHD+ AMOLED de 6,4″, processador octa-core MediaTek MT6771V Helio P70, 8GB de RAM, 128GB de armazenamento e bateria de 4025mAh com suporte a tecnologia de carregamento VOOC Flash Charge: 3.0.

No que toca às câmaras, são quatro sensores na traseira – lente principal de 48MP, uma lente macro grande angular de 8MP, uma lente mono e uma lente para retrato. Já a lente frontal é de 16MP, estando localizada no notch frontal em forma de gota.

Este smartphone tem ainda sensor de impressões digitais embutido no ecrã – a OPPO refere que desbloqueia em apenas 0,32 segundos graças à tecnologia In-Display Fingerprint 3.0 – e Gorilla Glass 5 no painel.

Infelizmente, o OPPO A91 traz instalado o ColorOS 6.1.2, baseado no Android 9. Esperemos que, em breve, possa ser atualizado para o ColorOS 7.

No que toca a preços, podem agora adquirir em lojas como Media Markt, FNAC, Worten, El Corte Inglés e PC Diga por 359€.

Disney Plus chega a Portugal em setembro

Finalmente temos uma data para a chegada do serviço de streaming da Disney.

Disney+ pode chegar

Fãs de tudo o que é Disney, Marvel, Star Wars e muito mais, reúnam-se. Marquem nos vossos calendários o mês de setembro, pois é nesse altura que chega a Portugal o serviço de streaming da Disney, Disney Plus.

O anúncio foi feito esta terça-feira depois de uma avaliação financeira da Disney correspondente ao início deste ano de 2020, onde se ficou a saber detalhadamente o sucesso da aposta da Disney no mercado do streaming, que já acumula 54.5 milhões de utilizadores nos territórios onde está atualmente disponível.

Esse número será, certamente, mais alto no final do ano, com a chegada do serviço a novas regiões. Além de Portugal, chegará também ao Japão já em junho; à Bélgica, Luxemburgo e alguns países nórdicos em setembro; e por fim à América Latina, neste caso lá mais para o inverno.

Os números do Disney Plus alinham com as previsões da gigante do entretenimento, que apontava para um número entre os 60 e os 90 milhões de subscritores até ao final dos primeiros cinco anos de vida do serviço. Um número que, agora, parece demasiado modesto, se tivermos em conta os resultados alcançados em apenas seis meses de existência.

A chegada do Disney Plus a Portugal vai dar acesso a um conjunto de filmes e séries muito antecipados que irão ter estreias coincidentes com o seu lançamento. Por exemplo, os fãs de Star Wars, além de poderem ter logo acesso a todos os filmes e séries, vão poder ver logo a primeira série live-action da saga, The Mandalorian, bem como ter rapidamente acesso à sua segunda temporada.

Já os fãs da Marvel, além de todo o universo cinemático da Marvel, vão poder assistir às novas séries, como The Falcon and the Winter Soldier e Wandavision. E isto são apenas aperitivos.

Os preços do serviço ainda são desconhecidos, mas tudo aponta para uma mensalidade bastante acessível de apenas 6.99€.

Unorthodox – Fugir da ortodoxia para renascer

Unorthodox conta-nos uma história de emancipação e redenção no interior da comunidade hassídica ultra-ortodoxa de Williamsburg.

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A ortodoxia envolve a aceitação incondicional de uma doutrina, a adesão a uma rígida disciplina. Nas comunidades que definem códigos comportamentais homologados, a religião representa um motivo de agregação social e serve para construir uma identidade comum. No entanto, o que acontece quando se foge da moral e das restrições impostas por esta ortodoxia?

A história de Esther “Etsy” Shapiro (Shira Haas), personagem protagonista de Unorthodox, recente série da Netflix, realizada por Maria Schrader, é a de uma jovem de 19 anos judia ultra-ortodoxa que deixa a comunidade hassídica dos Satmar (originária da Hungria), onde vive em Williamsburg (no distrito de Brooklyn, em Nova Iorque), asfixiada na condição de subordinação à qual, enquanto mulher, foi confinada.

Após o casamento combinado com Yakov “Yanky” Shapiro (Amit Rahav), Etsy decide fugir de uma vida marcada pela obediência e a devoção ao marido e à família, procurando uma nova vida em Berlim. Ali, Etsy estará sozinha e inadaptada à vida fora da comunidade ortodoxa, tendo, no entanto, a esperança de entrar na Academia de Música – apesar de não ter uma formação musical e cultural sólida – e irá encontrar o apoio da mãe que, por sua vez, foi forçada a fugir e a abandonar a sua própria filha.

A série descreve uma comunidade ortodoxa impenetrável e orgulhosa, focada na preservação da sua própria identidade e marcada pelo trauma do Holocausto, onde a vida social depende das condutas e das regras da Torá, de uma forma quase anacrónica. Uma coletividade suspeitosa em relação ao mundo “fora” e que faz da tradição/ortodoxia uma ferramenta para soldar e garantir a própria sobrevivência. Nesta comunidade, o tempo repete-se e nunca é posto em causa pelo confronto geracional entre os jovens e os velhos, com uma constante perpetuação da mesma mentalidade, dos ritos e dos costumes.

Num primeiro momento, Etsy tenta encaixar-se no papel de esposa e mãe, disponível e subordinada ao marido Yanky – um jovem sensível, mas tradicionalista, completamente incapaz de emancipar-se de uma mãe opressiva – mas é, de facto, prisoneira de um modelo de vida de sentido único, que lhe impõe o rigor da tradição. A pressão psicológica traiçoeira à qual Etsy está sujeita é legitimada pela fé religiosa e pelas regras comportamentais existentes.

Na sua fuga para Berlim, será o próprio Yanky a ir à sua procura, acompanhado pelo primo Moishe Lefkovitch (Jeff Wilbusch), o qual já experimentou uma vida mundana, revelando o seu vício pelo jogo, um aspeto que mostra, também, as contradições da comunidade hassídica. A missão de fazer regressar a jovem a casa é importante para não desmembrar a comunidade Satmar, para que as mulheres cumpram o dever de gerar filhos, repovoando a comunidade judia depois da tragédia do Holocausto.

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Na série Unorthodox (cujo argumento é livremente inspirado no livro Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots, de Deborah Feldman, e readaptado pelas autoras Anna Winger e Alexa Karolinski), entra-se de forma inédita e íntima dentro da cultura ortodoxa hassídica nova iorquina que, sem cair na banalização e nas visões estereotipadas, é explorada por dentro e com uma aderência meticulosa (para além do inglês e do alemão, é interessante a escolha da utilização do idioma iídiche; assim como é extraordinária a caraterização da comunidade Satmar, desde os fatos até à descrição dos momentos sociais).

O caminho para a liberdade da protagonista assenta num paradoxo: Etsy deve fugir de Williamsburg, sair de Nova Iorque, da cidade que deu abrigo aos seus antepassados durante a perseguição nazista, para encontrar uma vida livre em Berlim, a cidade que a sua comunidade considera como um monumento fúnebre, uma “cidade de fantasmas” em relação às vítimas do Holocausto (não é por acaso que algumas sequências são filmadas no cemitério judaico de Weißensee, quase a retomar esta visão).

Etsy, reivindicando o direito à sua emancipação feminina, simbolicamente, resgata também a cidade de Berlim da condição de lugar de morte e faz dela um lugar de vida, onde a brutalidade nazista é derrotada pela integração social e pelo multiculturalismo. Trilhando metaforicamente o caminho inverso (ironicamente uma nova diáspora) para a liberdade, parece dar-se uma segunda chance ao Judaismo na Alemanha, na esperança de ultrapassar o espetro da história.

Neste caminho, a música presente na vida da protagonista representa não só uma escapatória, mas também um instrumento de consciência e de união, através do qual Etsy abaterá a cortina da sua condição, para o seu renascimento.

Missões de infiltração e horror chegam ao PS Now

Há novos jogos no serviço PS Now.

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A PlayStation acabou de adicionar novos jogos à sua plataforma de streaming PS Now.

A partir de agora, os jogadores vão poder juntar-se em partidas de infiltração cooperativas com o FPS tático da Ubisoft, Tom Clancy’s Rainbow Six Siege; viver experiências aterradoras na sequela do êxito de Shinji Mikami em The Evil Within 2; ou vestir a pele de um mercenário com amnésia preso num hospício em Get Even.

Destas novas adições, apenas Tom Clancy’s Rainbow Six Siege ficará disponível temporariamente, com a sua data de saída marcada lá para 2 de novembro.

No mês passado, o PS Now viu a chegada de Marvel’s  Spider-Man e Just Cause 4, que vão estar disponíveis por tempo limitado até 7 de julho e 6 de outubro, respetivamente.

O PlayStation Now é também compatível com o PC, estando disponível em três modalidades, com um mês a custar 9.99€, três meses a custarem 24,99€ e 12 meses a custarem 59,99€. Mas antes de se lançarem nesta aventura, há ainda sete dias de teste para garantir que conseguem jogar estes jogos nas melhores condições possíveis.

Portugueses querem ficar em casa no pós-pandemia

É o que diz uma consulta da FIXANDO realizada junto de 1300 empresas. Afinal, entre tanta coisa má, há que retirar ilações positivas desta pandemia.

pandemia

Será que a pandemia de COVID-19, que obrigou a que as empresas adotassem o teletrabalho, veio mudar mentalidades e o modo de colaborar no futuro? Bom, um inquérito levado a cabo pela FIXANDO refere precisamente os benefícios de trabalhar a partir de casa.

Após ter consultado 1300 empresas e respetivos trabalhadores, a FIXANDO concluiu que tanto patrões como funcionário estão em sintonia quanto à eficácia do teletrabalho.

Do lado dos patrões/empregadores, 45% diz que a produtividade e as receitas aumentaram, embora 31% discorde. Do lado dos trabalhadores, 55% sente-se mais produtivo e a gerar mais receitas a partir de casa.

Por outro lado, dos empregadores inquiridos, 75% defende que não devem regressar já ao trabalho “normal”, ou seja, que devem continuar em teletrabalho.

Já no longo prazo, 65% dos trabalhadores prefere mesmo ficar a trabalhar a partir de casa, contra 20% que prefere ir para os seus locais de trabalho habituais. Já do lado dos empregadores, 59% acredita no teletrabalho a longo prazo como uma solução, contra 22% que não vê essa possibilidade com bons olhos.

Os resultados da consulta adiantam ainda que, com o teletrabalho e o confinamento, resultantes da pandemia, 43% dos portugueses adquiriram hábitos mais sustentáveis, destacando-se a redução da utilização de transportes (48%), a redução de consumo de bens processados (31%) e um aumento no consumo de bens locais (28%). 25% afirma que reduziu ou deixou mesmo de consumir bens não essenciais.

Este verão vais poder lutar contra Darth Vader com o PS VR

Vader Immortal está a caminho da PlayStation.

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Lançado inicialmente para dispositivos VR compatíveis com PC, as aventuras de Darth Vader em Vader Immortal vão chegar este verão à PlayStation 4 e ao PS VR.

Depois de um lançamento episódico, em três partes, os jogadores da consola da Sony vão ter acesso à temporada completa e aos combates dos Lightsaber Dojos, logo no lançamento.

Vader Immortal não é apenas um jogo. É também uma porção canónica do universo de Star Wars, focado numa história única em volta de Darth Vader, que dá a oportunidade aos jogadores de confrontarem, cara a cara, o vilão mais icónico da saga.

Vader Immortal: A Star Wars VR Series é desenvolvido pela ILMxLAB e é um jogo na primeira pessoa, de exploração, resolução de puzzles e, claro, combates de sabres de luz, onde os jogadores vão poder explorar os segredos do covil de Darth Vader, conhecer novas personagens e o Lord Sith em pessoa.

Esta aventura ainda não tem data nem preço revelado, mas irá satisfazer as delícias dos fãs de Star Wars no PS VR ainda este verão.

Space Force. A nova série dos criadores de The Office recebe o primeiro trailer

Steve Carell volta à chefia na nova série da Netflix.

A Netflix revelou o primeiro trailer da sua série de humor, Space Force, que volta a juntar os produtores de The Office.

Mas não, não é bem o The Office no espaço. Aliás, a julgar pelo primeiro trailer, não tem o look de documentário falso da popular série de humor, mas tem tudo para ser um êxito.

Steve Carell regressa à posição de chefia nesta série, mas, em vez de um escritório, vai ter que gerir, contra a sua vontade, um novo ramo das Forças Armadas norte-americanas, a Força Espacial. Ao seu lado, terá um elenco de personagens peculiares que prometem testar a sua paciência, onde encontramos outras estrelas da comédia, como Lisa Kudrow, Ben Schwartz, Jane Lynch e John Malkovich.

Space Force estreia na Netflix dia 29 de maio.

Música: Álbuns essenciais (fevereiro) – Parte 2

Como anunciado no artigo relativo a janeiro, fevereiro foi um mês com um boom considerável de álbuns de qualidade. Por isso, se já ouviram os nove álbuns sugeridos anteriormente, trago-vos mais uma série deles para se entreterem.

álbuns essenciais

Quase o dobro dos álbuns do mês de janeiro, o presente mês em análise não só trouxe quantidade, como qualidade. Preparem-se para uma viagem ao longo das novidades da música em fevereiro (não se esqueçam de atentar a parte 1).

Grimes – Miss Anthropocene

Grimes

Género: Art Pop/Industrial

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Já acompanho Claire Boucher quase há uma década e, por incrível que pareça, o seu trabalho como Grimes nunca me desiludiu. Claire consegue tornar qualquer música em arte, encontrando beleza escondida nos beats mais agressivos. Não obstante, tenho a perfeita noção que esta vertente de música eletrónica com nuances predominantes de art pop/synth-pop/industrial não é para o ouvido de qualquer um. É como o heavy metal ou techno: ou se gosta ou chega a ser difícil suportar.

Em todo o caso, dêem um “vista de ouvidos”. Tenho a certeza que alguma das nuances vos vai interessar. Para ajudar, posso dizer que este álbum é o mais diverso até à data, provido de faixas bastante dançantes.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Delete Forever
  • Violence – Original Mix (feat. i_o)
  • 4ÆM
  • My Name Is Dark – Art Mix
  • You’ll miss me when I’m not around
  • We Appreciate Power (feat. HANA)

Moses Boyd – Dark Matter

Moses Boyd

Género: Jazz

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Aos puristas pode não agradar, mas Moses Boyd sabe bem o que quer e o que faz: abrir as portas do jazz à nova geração, com a ajuda de uma postura moderna e um abordagem diferente, sendo responsável por contribuir com um toque mais eletrónico.

Moses tem uma história rara e interessante. Faz parte da geração que está a elevar o rap britânico, mas, ao contrário da maioria desses miúdos (que estão a fazer mossa nesse género), os seus heróis sempre foram Duke Ellington ou Miles Davis. Uma raridade, tendo sempre causado intriga em todos os mentores que o acompanharam nesta caminhada no Jazz.

Sem dúvida alguma que Dark Matter é um dos grandes álbuns de jazz lançados desde Heaven and Earth (2017), de Kamasi Washington.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Stranger Than Fiction
  • BTB
  • Y.O.Y.O.
  • Shades of You (feat. Poppy Ajudha)
  • 2 Far Gone (feat. Nonku Phiri)

Moses Sumney – Grae: Part. 1

Moses Sumney

Género: R&B/Eletrónica

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Com a segunda parte do álbum a ser lançada em maio, a primeira é um bom presságio para o que aí vem.

Das melhores vozes do panorama atual do R&B, com falsetes invejáveis, Moses Sumney volta em força depois de, em 2017, se ter estreado com o álbum Aromanticism. Este foi considerado pela Pitchfork um dos 200 melhores álbuns da década, tendo inclusive chamado à atenção ao compositor Ramin Djawadi.

Posso dizer que o futuro avizinha-se brilhante para Sumney mas, infelizmente, apesar de estar confirmado para o NOS Alive 2020, há um clima de incerteza sobre a realização do festival.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Cut Me
  • Virile
  • Conveyor
  • Colouour
  • Polly

Nada Surf – Never Not Together

Nada Surf

Género: Pop Rock/Indie Rock

Link para o Spotify

Com alguns altos e baixos ao longo de uma carreira de quase 30 anos, os Nada Surf regressam com um álbum simples, nostálgico, mas seguro. Com estatuto sólido nesta fase da carreira, às vezes mais vale assim do que arriscar. O resultado é bastante satisfatório. Difícil é não gostar de Never Not Together.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • So Much Love
  • Just Wait
  • Looking For You
  • Mathilda

Pat Metheny – From This Place

Pat Metheny

Género: Jazz/Orchestral Jazz

Link para o Spotify

Com uma longa carreira no mundo do jazz e sem muito a provar, Pat Metheny lança mais um álbum bastante agradável de se ouvir e mais “listening friendly” que trabalhos passados.
Nota especial para a faixa “You Are”, que é sublime e, ao mesmo tempo, assombrosa.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

  • You Are
  • Everything Explained
  • Love May Take Awhile

Soccer Mommy – color theory

Soccer Mommy

Género: Pop/Pop Rock

Link para o Spotify

2018 foi um ano ótimo para Sophia Allison, que, aos 20 anos e com o seu 3º álbum (Clean), conseguiu conquistar a crítica. No entanto, é com o som color theory que se destaca, graças à sua abordagem tão particular. Com este álbum, Soccer Mommy, mostra um lado muito sombrio e desmotivado, mas sem nunca perder a ternura que a torna especial.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • bloodstream
  • circle the drain
  • crawling in my skin
  • yellow is the color of her eyes
  • lucy

Spanish Love Songs – Brave Faces Everyone

Spanish Love Songs

Género: Pop Rock/Punk Rock

Link para o Spotify

Confesso que não conhecia a banda e não podia estar mais surpreendido. Toda a sonoridade característica deste álbum traz recordações de música com a qual cresci. Um misto de Jimmy Eat WorldBlink-182 e Yellowcard, mas sem baladas ou música acústica para dar um descanso durante o álbum. Brave Faces Everywhere é uma viagem eletrizante em altas rotações ao auge do punk e pop rock.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Routine Pain
  • Self-Destruction (As a Sensible Career Choice)
  • Generation Loss
  • Kick
  • Beach Front Property
  • Losers
  • Losers 2

Tame Impala – The Slow Rush

Tame Impala

Género: Pop Psycadélico/Disco

Link para o Spotify

Tame Impala, sob a alçada do mastermind Kevin Parker, já é conhecida como uma banda versátil. Com este álbum dissiparam-se todas as dúvidas ainda existentes!

Encostaram-se as guitarras a um canto para soprar o pó aos teclados e sintetizadores e o que é que se conclui? Mesmo com uma mudança abrupta de instrumentos chave, está aqui mais um álbum de extrema qualidade. Nunca se consegue agradar a toda a gente, mas uma coisa é certa: a música saiu a ganhar, mais uma vez!

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

  • One More Year
  • Instant Destiny
  • Borderline
  • Breathe Deeper
  • Lost In Yesterday
  • Is It True
  • It Might Be Time

The Secret Sisters – Saturn Return

The Secret Sisters

Género: Country-Folk/Americana

Link para o Spotify

Nascidas e criadas num ambiente familiar sempre ligado à música, tal explica a naturalidade com que Laura e Lydia conseguem produzir música em conjunto. O facto de, entre a produção e lançamento deste álbum, ambas terem dado à luz, tornou-o mágico. Isto porque captou o estado de espírito das irmãs no virar da página para uma nova fase da vida de ambas (respetivamente). Mais do que um álbum, acaba por ser um diário belíssimo.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Silver
  • Late Bloomer
  • Hand Over My Heart
  • Hold You Dear
  • Water Witch

The Third Mind – The Third Mind

The Third Mind

Género: Blues-Rock/Experimental

Link para o Spotify

“I had a crazy idea and was looking for musicians who perhaps didn’t think it was so insane.” – Dave Alvin.

The Third Mind juntaram-se com um único objetivo: criar música. Ao ler a biografia de Miles Davis, Dave quis replicar a forma de criar música dessa altura, onde os músicos combinavam uma hora e um local, escolhiam um groove e começavam a gravar. E assim era, durante vários dias.

No final, pegavam no material gravado e editavam versões finais de músicas para comporem um álbum. As palavras-chave são espontaneidade e criatividade.
O resultado está à vista… Mais destes álbuns, por favor!

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Claudia Cardinale
  • Morning Dew
  • Reverbation

Se o problema de janeiro foi ter tido pouco material para ouvir, a seleção de fevereiro surge como remédio para todos os vossos males. Já tenho preparado os álbuns essenciais de março, mas concluo que preciso de uma RAM mais potente para o meu MacBook, até porque quero acrescentar um extra no fim da análise aos álbuns: singles!

Link para os álbuns essenciais de março

O Xbox 20/20 vai ser o palco de todas as novidades Xbox até ao final do ano

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A primeira transmissão acontece já esta semana com o Inside Xbox.

A Microsoft e a equipa da Xbox têm, até agora, usado o Inside Xbox como palco para novidades de jogos, conteúdos, eventos comunitários e muito mais. Porém, o conceito está prestes a evoluir.

Como relevado na semana passada, o próximo Inside Xbox acontece já esta quinta-feira, dia 7 de maio, a partir das 16 horas, e, sabe-se agora, vai estrear um novo segmento chamado Xbox 20/20, dedicado inteiramente à próxima geração.

Em comunicado, a equipa da Xbox descreve o Xbox 20/20 como “uma forma de interagirmos, de nos conectarmos e celebrarmos com a nossa comunidade global todas as novidades que serão anunciadas para a próxima geração de videojogos”.

Este novo segmento terá lugar todos os meses até ao lançamento da Xbox Series X, onde são esperadas novidades sobre os jogos dos estúdios da Xbox, atualizações ao serviço Xbox Game Pass e informações sobre o desenvolvimento de novos produtos como o Project xCloud.

Com este anúncio, ficámos também a saber mais concretamente o que podemos esperar do Inside Xbox desta semana.

Como já tinha sido referido, este será um dos primeiros lugares para espreitar a próxima geração de jogos, com trailers e sneak peeks a jogos de parceiros da Xbox.

Adicionalmente, haverá também espaço para conhecermos mais títulos que vão tirar partido do sistema Smart Delivery. Na prática, quer dizer que, se os jogadores comprarem um jogo para a Xbox One, estes terão automaticamente acesso à versão da Xbox Series X (até agora estão confirmados Cyberpunk 2077 e Assassin’s Creed Valhalla).

Além disso, ficámos a saber que tudo o que será demonstrado será otimizado para a nova consola.

Esta transmissão será feita na melhor qualidade possível, ou seja, em 4K, e pode ser acompanhada de diferentes maneiras, via Mixer, Twitch, Facebook, Twitter ou YouTube.

Electronic Arts regressa com evento digital em 2020

O EA Play Live vai voltar a acontecer.

EA Play Live

Apesar de coincidir com a E3, há alguns anos que a Electronic Arts tem um evento dedicado aos seus jogos onde aproveita para revelar novidades sobre as suas próximas apostas.

O facto de, tecnicamente, não dependerem da popular feira de entretenimento, traz algumas vantagens. E este ano é a prova disso. Sem E3? Não há problema, o show vai continuar.

A Electronic Arts revelou que vai apostar num evento especial no dia 11 de junho, onde serão esperadas revelações sobre o futuro dos seus jogos.

https://x.com/EA/status/1257324099807768583

Neste evento, esperam-se novidades no que toda aos jogos anuais, como NFL, FIFA, NBA, mas também de jogos que poderão aparecer na próxima geração de consolas. Ou seja, títulos novos originais, sequelas e, desejamos nós, reboots e remasters há muito esperados.

Este EA Play Live vai fazer parte do Summer Game Fest, anunciado na semana passada, que tem como objetivo celebrar os videojogos durante estes quatro meses de verão. O evento promete levar até aos jogadores não só novidades, mas um conjunto de experiências interativas, até às suas casas.

Star Wars Jedi: Fallen Order convida-nos a rejogar a campanha com uma nova atualização

A última atualização para o jogo vem cheia de conteúdos.

Star Wars Jedi

A Respawn e a EA lançaram uma última atualização gratuita para o seu jogo original do universo de Star Wars, Jedi: Fallen Order.

Como de costume, o título chega com melhorias gerais na experiência de jogo, algumas delas muito bem-vindas, tendo em conta alguns dos problemas notáveis desde o seu lançamento. Porém, a atualização chega também com novas razões para que, quem já jogou, volte até a reviver esta aventura single-player.

A atualização inclui novos modos de treino, acedidos pelos pontos de meditação durante o New Game Plus (agora adicionado), que abrem o acesso a dois modos, Combat Challenges e Battle Grid.

Nos Combat Challenges podemos lutar contra ondas de inimigos, onde, no fim, seremos pontuados e recompensados com skins para o nosso amigo robô, BD-1.

No Battle Grid podemos criar o nosso próprio cenário de combate, colocando inimigos e aliados numa grelha, e definir dificuldades, ativar modificadores, entre outros. No fundo, brincar com o jogo com as nossas regras.

O modo New Game Plus vai permitir o acesso a estes modos durante uma segunda viajem por esta aventura, mas com um twist: as habilidades de Cal terão que ser aprendidas. Contudo, os elementos estéticos e colecionáveis continuarão desbloqueados.

Para ficarem a saber mais sobre Star Wars Jedi: Fallen Order, podem ler aqui a nossa análise, referente ao jogo no seu estado de lançamento.

The Last of Us Part II entra na última fase de produção com mensagem do diretor do jogo

O novo jogo da Naughty Dog já está em fase de duplicação.

The Last of Us Part II

Fase Gold. É como é referida a fase de duplicação do código final de um jogo antes do seu lançamento, pelo que a Naughty Dog partilhou com os seus fãs que The Last of Us Part II está preparadíssimo para o lançamento.

Os últimos meses não têm sido simpáticos para ninguém. Nem para o estúdio da Sony Interactive Entertainment, que viu o seu jogo adiado duas vezes, sendo a segunda devido a limitações logísticas derivada da atual pandemia global.

Como não se bastasse, o título foi também alvo de fugas de informação, partilhadas por grupos de hackers, que resolveram lançar na Internet algumas das cinemáticas mais delicadas da nova aventura.

Agora, no caminho para o lançamento, Neil Druckmann, diretor e argumentista do jogo, lançou uma mensagem em vídeo para os fãs a dar conhecimento da situação e a voltar a garantir que já não falta muito para podermos jogar The Last of Us Part II.

Queremos que saibam que já atingimos a fase Gold. Terás o nosso jogo em poucas semanas e este é um motivo de celebração. Queria aproveitar para parabenizar a nossa equipa porque este é o videojogo mais ambicioso que já criámos“.

Com os comentários desativados e sem referir diretamente as fugas de informação, Druckmann partilha o sentimento da equipa que produziu o jogo e reforça que nada se compara à experiência de jogar o seu jogo: “A nossa equipa está muito orgulhosa e mal podemos esperar para conhecer os vossos pensamentos. Obrigada a todos pela paciência e mensagens de carinho (…) Não importa o que tenhas visto, ouvido ou lido. Nada se compara com jogar este jogo do princípio ao fim. Espero que estejam todos bem, a tomar conta de vocês e dos vossos“.

The Last of Us Part II é a continuação do aclamado jogo narrativo da Naughty Dog, originalmente lançado para a PlayStation 3. Neste novo capítulo iremos focar-nos numa jornada de vingança de Ellie.

The Last of Us Part II chega em exclusivo à PlayStation 4 dia 19 de junho.

MSC Foundation doou 10 mil máscaras FFP2 ao Ministério da Saúde

É mais uma ajuda no combate ao surto de coronavírus em Portugal.

Os próximos temos são incertos, mas há algo que temos como uma certeza: a obrigatoriedade de usar máscara em quase tudo o que é sítio.

Sabendo disto, a MSC Foundation, parte do MSC Grup, fez uma generosa doação de 10 mil máscaras respiratórias FFP2 ao Ministério de Saúde. As máscaras foram entregues diretamente à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Aliás, foi a própria companhia que utilizou os seus meios para fazer chegar a Portugal estas máscaras. As máscaras FFP2 são fabricadas a partir de materiais de polipropileno de elevada qualidade, em cor branca, e suaves para a pele, proporcionando um elevado conforto e respirabilidade aos utilizadores.

Novo saco de peixaria do Continente tem menos 40% de plástico

Boas iniciativas a pensar no planeta.

saco de peixaria

E porque não podemos passar todo o tempo a falar da pandemia de COVID-19, eis que há agora uma boa novidade a pensar no futuro do planeta. Acaba de chegar ao Continente o novo saco Sea Wrap, o mais recente projeto da marca com o objetivo de reduzir a utilização de plástico nas embalagens.

Este é um saco de peixaria feito de papel, 100% reciclável e revestido no interior por uma camada fina de polietileno, que evita o derrame de líquidos e garante a total conservação do produto.

A grande vantagem deste saco de peixaria que conta com menos 40% de plástico do que é habitual. Além disso, e isto já no momento da reciclagem, será possível separar facilmente o papel do plástico, destacando-se na parte de trás a zona assinalada.

Depois, basta colocar o plástico no contentor amarelo e o papel no azul. Aliás, este Sea Wrap o pretexto perfeito para abordar o tema da reciclagem junto dos mais novos.

Recorde-se que, anteriormente, o Continente assumiu o compromisso de antecipar para 2025, a ambição definida pela União Europeia para 2030, de reduzir (ou mesmo eliminar quando possível) a utilização de materiais de plástico de origem fóssil no que diz respeito aos produtos de marca própria. A insígnia irá assegurar que todos têm embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis.

Música: Álbuns essenciais (fevereiro) – Parte 1

Como anunciado no artigo relativo a janeiro, fevereiro foi um mês com um boom considerável de álbuns de qualidade. Por isso, se já ouviram os nove álbuns sugeridos anteriormente, trago-vos mais uma série deles para se entreterem.

álbuns essenciais

Quase o dobro dos álbuns do mês de janeiro, o presente mês em análise não só trouxe quantidade, como qualidade. Preparem-se para uma viagem ao longo das novidades da música em fevereiro.

Bad Bunny – YHLQMDLG

Bad Bunny

Género: Reggaeton/Hip-Hop

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Foi desde “Despacito” (2017) que o panorama de música a nível mundial mudou e os artistas latinos que cantam exclusivamente em castelhano começaram a ganhar espaço no mercado norte-americano. Três deles foram J BalvinRosalía e Bad Bunny.

Este último lançou o primeiro álbum X 100pre (2018) e conquistou a crítica de pronto. No ano seguinte lançou Oasis, em colaboração com J Balvin, e a sua popularidade subiu a pique. Este ano, com YHLQMDLG, vem cimentar a sua posição como sensação de música latina no mercado internacional.

É certo que o reggaeton não é para toda a gente mas, apesar de não ser o maior fã do trabalho de J Balvin, considero as sonoridades de Bad Bunny consistentes como um todo. Tanto que este álbum tem 20 músicas e ainda assim não cansa, tal é a qualidade de produção e diversidade de sonoridades. Podem organizar uma festa e, só com YHLQMDLG, têm uma hora de diversão assegurada.

Se nada mudar, Bad Bunny vem a Portugal em setembro (NOS Primavera Sound) e, com apenas dois álbuns próprios, já tem material para dar um concerto imperdível.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • Si Veo a Tu Mamá
  • La Difícil
  • Pera Ya No
  • La Santa (feat. Daddy Yankee)
  • Soliá
  • Hablamos Mañana

Beatrice Dillon – Workaround

Beatrice Dillon

Género: Eletrónica

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Como citado em entrevista ao The Guardian“The computer always wins, that was my phrase”. É assim que Beatrice Dillon caracteriza o seu som no seu álbum de estreia, após vários anos a apalpar terreno.
O álbum de estreia de Beatrice conta com 14 faixas de sonoridade incomum, mas que facilmente ficam no ouvido pela particularidade que têm. Álbum ideal para quem gosta de eletrónica experimental.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Workaround Two
  • Workaround Four
  • Clouds Strum
  • Workaround Eight

BTS – Map of Soul 7

BTS

Género: K-Pop/Pop Rock

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Mudam-se os gostos, mudam-se as vontades. O fluxo da indústria da música é algo curioso que está em constante mudança e, finalmente, o K-Pop está a ganhar espaço e a correr o mundo.

Apesar de gostar do idioma inglês, considero que o mainstream que houve em torno da música cantada nessa língua está a passar (o mesmo se passa no cinema), muito graças à era digital. Há uma maior facilidade em aprender idiomas ou simplesmente encontrar tradução para tudo e perde-se a barreira linguística, abrindo as portas a um novo mundo por explorar. Um mundo menos generalista, mais multiculturalista, à simples distância de um clique.

É certo que os BTS tiveram de adoptar uma postura híbrida entre o coreano e o inglês para ganhar mercado, mas a verdade é que os resultados estão à vista.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

  • Boy With Luv (feat. Halsey)
  • Make It Right
  • 00:00 (Zero O’Clock)
  • ON (feat. Sia)

Caribou – Suddenly

Caribou

Género: Eletrónica/House

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Dan Snaith, sob o homónimo de Caribou, já conquistou há muito um lugar entre os melhores criativos da música eletrónica. Com Suddenly oferece mais um trabalho de qualidade geral, ainda que explore vertentes mais inconvencionais em relação ao que já estamos habituados da sua parte.

O que é certo é que Snaith está constantemente a testar novas sonoridades (neste trabalho toca em blues/soul/indie pop) e consegue atingir um ponto na sua carreira muito interessante, onde não desilude quem já o acompanha há quase 20 anos. Ao mesmo tempo, tem aqui o seu trabalho mais acessível ao público no geral. Caribou foi uma das confirmações para o NOS Alive 2020.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • You and I
  • New Jade
  • Home
  • Never Come Back
  • Ravi

Christine and the Queens – La Vita Nuova [EP]

Christine and the Queens

Género: Pop

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Héloïse Adelaïde Letissier apareceu de mansinho em 2014 com um álbum em francês, no entanto, foi só em 2016, quando lançou a versão inglesa desde mesmo álbum, que chamou a atenção à crítica. Em 2018 voltou a lançar outro álbum com versão francesa, tendo sido imensamente aclamado na França e Bélgica. Todavia, precaveu-se e lançou também a versão inglesa no mesmo ano, tendo sido considerado um dos melhores álbuns do ano.

Este ano, Christine and the Queens lança pela primeira vez um Extended Play. Desta vez, a artista só lançou uma versão e é o seu melhor trabalho até à data, contando com músicas cantadas em inglês, francês e italiano (parte delas híbridas), como é o caso de “People, I’ve been sad” ou “La Vita Nuova”. É incrível como um trabalho com apenas seis músicas consegue ser tão excitante e ser praticamente todo ele composto por conteúdo Hit Quality. Por vezes, mais vale lançar EPs do que álbuns medonhos com 15 ou 20 músicas onde se aproveitam dois ou três singles.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

  • People I’ve been sad
  • Je disparais dans tes bras
  • Nada
  • La Vita Nuova
  • I disappear in your arms – bonus

Denzel Curry – Unlocked [EP]

Denzel Curry

Género: Rap

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Denzel Curry conseguiu assaltar o mundo do rap em 2019 com o álbum ZUU, universalmente aclamado pela crítica, tendo chegado ao top 50 de álbuns mais ouvidos em 10 países diferentes.

Nem um ano depois oferece-nos mais um trabalho, desta vez em formato de EP (com apenas 18 minutos), que vai direto ao assunto com bastante simplicidade.
Produzido pelo Kenny Beats como Robin do Batman que é Denzel, Unlocked é uma viagem aos beats e ritmos do rap característico dos anos 90, que poucos rappers/produtores têm a capacidade de fazer. Olhos neste menino, pois se há alguém com capacidade de manter o rap puro em bom porto, é ele.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • Take_it_Back_v2
  • DIET_
  • So.Incredible.pkg
  • ‘Cosmic’.m4a

Frazey Ford – U Kin B the Sun

Frazey Ford

Género: Soul/Blues

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Nem toda a música é feita para impressionar e parar o mundo. U Kin B the Sun é especial por conseguir captar um estado de espírito muito particular. Com arranjos belíssimos, aconchegados pela voz quente e cheia de soul de Ford, este álbum sabe a verão e faz magia até nos planos mais cinzentos, tornando os dias felizes em momentos de contemplação, qualquer viagem longa a sós numa experiência de introspeção e as noites mais quentes em momentos de relaxamento para o corpo e mente. Como eu disse, capta um estado de espírito: o de conforto.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

  • U and Me
  • Let’s Start Again
  • Holdin’ It Down
  • Purple and Brown
  • U Kin B the Sun

Link para a 2ª Parte dos álbuns essenciais de Fevereiro

Delta Cafés e Classihy dão desconto de 50% a quem adquirir vouchers para ajudar a restauração

Ou seja, é o mesmo que dizer que oferecem 50% do valor.

Delta Cafés

Mais um dia, mais uma plataforma de apoio à restauração. Desta vez, surge por parte da Delta Cafés em parceria com a startup portuguesa Classihy, tendo o objetivo de ajudar cafés, bares e restaurantes a ultrapassar este momento de crise.

Na #VoltaremosPortugal, os consumidores podem comprar vouchers de consumo de 10€ ou 30€ que poderão ser usados quando os estabelecimentos voltarem a abrir portas. O valor total dos vouchers será transferido para os estabelecimentos aderentes no prazo de 10 dias após a sua compra, ficando o consumidor com a possibilidade de usufruir o seu voucher até um prazo máximo de 12 meses.

O melhor de tudo? No valor adquirido, seja 10€ ou 30€, a Delta Cafés suporta 50% do montante. Ou seja, no caso do voucher de 10€, os consumidores pagam somente 5€, ao passo que, na versão de 30€, os consumidores têm de desembolsar 15€. É ou não é uma bela ajuda?

CP repõe oferta de comboios Urbanos, Regionais e Interregionais

Os Alfa Pendular e Intercidades, porém, mantêm-se com redução de oferta.

atrasos comboios

“Desde o primeiro momento em que foi declarada a pandemia pelo contágio da COVID 19, que a CP tem procurado adaptar a respetiva atividade, conciliando a implementação de medidas de proteção dos seus Clientes e Colaboradores, a par da necessidade de continuar a servir aqueles que têm que se deslocar para salvar vidas, para nos dar segurança, para cuidar da cidade ou trazer alimento às nossas famílias, para que o Portugal continue a funcionar.” É assim que começa o email enviado pela CP a quem está registado no site oficial.

A comunicação hoje enviada serve para dar conhecimento da reposição da oferta de Comboios Urbanos de Lisboa, do Porto e de Coimbra, bem como de Comboios Regionais e Interregionais.

Diz a CP que esta reposição do horário integral é feita com cuidados redobrados, com um conjunto de condições essenciais de segurança, higiene e proteção que a empresa tem vindo a implementar desde o início desta pandemia.

Assim, será mantido o reforço da limpeza e desinfeção dos comboios nas áreas mais utilizadas: bancos, varões, casas de banho, filtros do ar condicionado, equipamentos portáteis de venda, janelas, portas, botões de abertura e fecho de portas e locais de colocação da bagagem.

“Adotámos práticas de bio-segurança em todos os serviços da CP, com particular exigência nas nossas equipas: confirmação antes do início da viagem de que toda a tripulação está saudável, utilização única de luvas descartáveis para controlo de bilhetes, uso de máscara cirúrgica e viseira quando em contacto direto com público e implementação de barreiras físicas contra a projeção de gotículas no atendimento público presencial”, refere a empresa no mesmo email, com as medidas a poderem ser consultadas ao pormenor no site oficial.

No que toca às viagens de longo curso, nos comboios Alfa Pendular e Intercidades, a CP irá continuar com a oferta em vigor desde 14 de abril, com ocupação restrita, esperando-se uma reposição gradual da totalidade da oferta à medida que a contenção da pandemia for estabilizada.

A distribuição de revistas e auriculares e serviço de cafetaria também estão suspensos ou reduzidos durante esta fase.

Na comunicação enviada aos clientes, a CP faz questão de salientar que “todas as equipas da CP estão empenhadas em oferecer aos Clientes viagens seguras para que possam continuar a viajar com confiança”.

E não se esqueçam: o uso de máscara é obrigatório durante a viagem. No final da viagem e após saírem do comboio, se pretenderem eliminar a máscara usada, retirem-na com cuidado e coloquem-na num recipiente de lixo. Depois lavem ou desinfetem as mãos.

Taika Waititi vai mesmo realizar o seu filme de Star Wars

Os rumores eram reais!

Taika Waititi

Há uns meses para cá que circulavam rumores de que Taika Waititi, da fama de Thor Ragnarok e Jojo Rabbit, poderia estar na mira da Lucasfilm para realizar um filme para o universo de Star Wars. Hoje, foi dia dos estúdios confirmarem que tal vai mesmo acontecer.

Waititi, que recebeu o Óscar da Academia pelo melhor guião adaptado na última edição dos Óscares, já conta com uma forte relação com a Disney e com o universo Star Wars, tendo dado uma nova vida a Thor, em Thor Ragnarok, e ao realizar o último episódio da primeira temporada de The Mandalorian, onde o cineasta neozelandês também interpretou o papel do robô IG-11.

A notícia divulgada no site StarWars.com anuncia também que este novo projeto será realizado e escrito por Waititi, o que significa que vamos ter, provavelmente, muito humor, e que irá contar com a ajuda no guião de Krysty Wilson-Cairns, que trabalhou em 1917 e no futuro filme de Edgar Wright, Last Night in Soho.

No comunicado, é também formalizado o novo projeto de Leslye Headland, criadora de Russian Doll, mas tanto esta nova série como o filme de Taika Waititi não contam ainda com datas de estreia.

Atualmente, a lista de projetos Star Wars no cinema e no Disney+ parece não ter fim, com a segunda temporada de The Mandalorian em produção, a série de Cassian Andor em pré-produção, as aventuras de Obi-Wan Kenobi também em fase de preparação e há ainda um projeto mistério de Rian Johnson no limbo.

Uma coisa é certa, não nos vão faltar guerras das estrelas durante muitos anos.