Análise – The Evil Within 2

por David Fialho

The Evil Within 2, como o nome indica, é a sequela de The Evil Within, lançado em 2014, e que nos chegou às mãos pelo diretor Shinji Mikami, famoso pelas sagas Resident Evil e Dino Crisis.

Desta vez, Mikami deixou o posto de diretor e passou para o lugar de produtor à frente da Tango Gameworks, mas, ainda assim, o ADN de Resident Evil é bem latente.

Apesar de sequela, The Evil Within 2 tem um lançamento bastante intrigante e com uma apresentação suficiente para perceber os eventos que vamos estar prestes a acompanhar. Sebastian Castellanos, o protagonista do primeiro jogo, é um polícia assombrado pela perda da sua família, até que, um dia, uma antiga colega de trabalho dá-lhe a oportunidade de salvar a filha que Sebastian pensava estar morta.

A partir daqui somos levados para um pesadelo em forma de jogo fantástico. Tal como o primeiro jogo, o conceito é algo que só um jogo seria capaz de executar. Imaginem o The Matrix, com uma pitada de Inception e com um estilo de jogo que lembra The Last of Us.

The Evil Within 2 é estranho, muito estranho, mas no bom sentido. Em vez de nos tentar assustar em todos os momentos, como este género quase obriga, dá-nos espaço para explorar e evoluir as características do nosso herói, oferecendo ainda momentos de grande ação.

Ao contrário do primeiro jogo, somos presenteados com uma progressão menos linear, apesar de termos níveis e missões que servem apenas para avançar na história, especialmente na segunda parte do jogo. São muitas as missões secundárias que aparecem neste pequeno mundo aberto.

Nesta área, para além da liberdade de escolher a prioridade de eventos da nossa história, temos a oportunidade de explorar todos os cantos possíveis, apanhar utensílios, armas e “pontos” para gastar na árvore de habilidades.

Apesar desta liberdade, The Evil Within 2 corre o perigo de se tornar monótono, principalmente nas primeiras horas. As missões secundárias e as áreas anexas ao mundo aberto são pouco interessantes e servem apenas para encher o jogo, mas importantes na medida em que nos permite ganhar experiência, apanhar novos itens e evoluir a personagem.

Análise – The Evil Within 2The Evil Within 2The Evil Within 2The Evil Within 2

Visualmente, The Evil Within 2 não vai ganhar nenhum prémio no que toca a gráficos. No entanto, a apresentação está muito bem conseguida a nível de design visual, ambientes aterrorizantes e coloridos e na variedade de áreas e de inimigos, que causam sempre um arrepio na espinha cada vez que surgem no ecrã.

A história, apesar da sua premissa e lançamento inicial, cumpre o serviço no que toca a um videojogo, justificando a prática das diferentes mecânicas de jogabilidade e as passagens de nível para nível. Contudo, pode ter o seu charme, especialmente para fãs de filmes de ação de série B em que o desempenho dos atores não é a prioridade.

Longe de tornar-se um jogo de culto como foi Resident Evil 4, The Evil Within 2 apresenta-se como um jogo melhorado e mais refinado que o primeiro, mesmo fora das mãos de Shinji Mikami.

Com duração capaz de ocupar umas 20 horas de jogo, este título oferece ainda um nível de dificuldade acrescido, depois de finalizado, e contém diversos itens colecionáveis para nos “obrigar” a pegar novamente no comando e a regressar a este curioso e peculiar mundo.

The Evil Within 2, da Tango Gameworks e Bethesda Softworks, encontra-se disponível para PC, Playstation 4 e Xbox One.

O jogo (versão Xbox One) foi cedido para análise pela Ecoplay.

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