Muito se tem falado na Festa do Avante!, que irá mesmo realizar-se. Agora, e já depois de termos aqui falado sobre as novidades desta edição e dos bilhetes, eis que existem mais detalhes para divulgar.
Para já, algo importante: a lotação do espaço. Já se sabendo que o Avante! é capaz de ter 100.000 ao mesmo tempo no recinto, tal não poderá acontecer este ano, como é óbvio. Assim sendo, sabemos que a lotação do espaço foi reduzida para 33 mil pessoas por dia.
“O número de presenças em simultâneo na Festa será de ⅓ da capacidade licenciada, assegurando que os 300 mil m2 postos à disposição dos visitantes significam que cada um pode usufruir de uma área superior à que está estabelecida para a frequência de praias e que, em regra, será o dobro daquela que está fixada para espaços similares (no caso, espaço ao ar livre)”, segundo refere o mais recente comunicado do PCP.
Há também alterações no que diz respeito à hora limite para a entrada (e reentrada) na Festa que será fixada nas 00h de sexta-feira e sábado e nas 22h de domingo (em vez, respectivamente, da 01h e das 22h30).
Diz o PCP que “serão ainda adoptados um conjunto de procedimentos quanto à circulação nas imediações e no interior do recinto da Festa. Destacam-se neste domínio corredores de circulação de sentido único, separação de canais de entrada e saída, maior fluidez de acesso a transportes públicos”.
De resto, o partido diz que realizará a “esta do Avante! com toda a responsabilidade e garantindo integralmente as condições para o seu usufruto em tranquilidade e segurança”, aplicando um “conjunto de procedimentos quanto à circulação nas imediações e no interior do recinto da Festa. Destacam-se neste domínio corredores de circulação de sentido único, separação de canais de entrada e saída, maior fluidez de acesso a transportes públicos”.
O PCP não divulgou quantos bilhetes já vendeu para a edição deste ano. Quem quiser pode ainda adquirir a EP por 26€ até 3 de setembro, valor que sobe para os 38€ nos dias do evento. No que toca aos bilhetes diários, estarão à venda exclusivamente nas bilheteiras do certame.
Recorde-se que a Festa do Avante! 2020 realiza-se de 4 a 6 de setembro na Quinta da Atalaia, no Seixal.
Podem comprar café, facas, livros e, claro, muitas bebidas.
Parece que esta é uma sexta-feira da qual Ljubomir Stanisic não se esquecerá tão depressa. Depois do chef jugoslavo ter anunciado que ia mudar de “casa”, saindo da TVI para a SIC, eis que há mais uma novidade para partilhar: uma loja online.
Faz bastante sentido, se pensarmos bem no assunto. O chef gosta de ir descobrindo coisas novas e de, principalmente, criar novos produtos, pelo que disponibilizar estas novidades é como dar um bocadinho de si a todos os portugueses.
Nota-se que foi lançada hoje, até porque o aspeto do site é bastante simples, estando dividindo em quatro categorias: Cozinha, Livros, Bebidas e Mesa.
Precisam de café, sal ou de um novo conjunto de facas? Basta selecionaram a aba Cozinha. Querem saber como fazer os cocktails de Ljubomir Stanisic? Basta então adquirirem o livro 100 Cocktails 100 Maneiras. Preferem vinhos, rum ou cerveja artesanal? Também encontram nesta loja online.
As encomendas podem ser pagas via cartão de crédito, Multibanco ou MB Way, mais portes, que deve depender do tamanho e peso de cada artigo. As entregas, feitas pelos CTT Expresso, deverão chegar a casa do cliente até sete dias úteis após a encomenda.
A iniciativa dá pelo nome da Albufeira Esta é a Praia e surge por parte dos mesmos produtos do Albufeira Carpe Nox.
É já hoje, dia 14 de agosto, até ao próximo dia 20, que as praias dos Salgados, dos Pescadores, dos Olhos d´Água, da Falésia, de Santa Eulalia, entre outras, vão acolher o Albufeira Esta é a Praia, um ciclo de espetáculos protagonizados por aviões de acrobacia aérea sincronizada ao som de algumas das melhores bandas portuguesas.
Os espetáculos acontecem em sete praias diferentes, sem aviso e sem hora marcada, e fundem-se com o universo da praia e do verão e, sobretudo, com as emoções e as memórias das pessoas.
Este ciclo de espetáculos culmina a 20 de agosto, Dia do Município de Albufeira, em que o Albufeira Esta é a Praia se cruza com o festival online Albufeira Summer Live, em que atuam China, Nuno Lopes e The Gift.
O Albufeira Esta é a Praia é criado e produzido pela TAVOLANOSTRA Eventos Globais, os mesmos produtores do Albufeira Carpe Nox, o inesquecível espetáculo de fim de ano que iluminou os céus de Albufeira para mais de 150.000 pessoas.
Vivem em Viana do Castelo, Figueira da Foz e Portimão ou estão de passagem por uma dessas localidades e gostavam de descobrir as cidades de uma forma… diferente? Pois bem, os centros-auto Roady, a insígnia automóvel do Grupo Os Mosqueteiros, têm um desafio: incentivar os portugueses a explorar as ruas dessas cidades em duas rodas. Não, não falamos de bicicletas, mas sim de trotinetes.
Sendo este um tipo de veículo tão em voga hoje em dia, é perfeitamente natural que mais e mais cidades apostem neste tipo de mobilidade. No caso da Trotinetar Portugal, sabe-se que serão disponibilizadas um total de 15 trotinetes, ou seja, cinco por autarquia. O melhor de tudo? Podem ter esta experiência sem pagar um cêntimo que seja.
Em relação às trotinetes propriamente ditas, podemos avançar que os centros-auto Roady comercializam estes modelos, os Urban Glide Ride-69L, tendo uma autonomia máxima de 15km. Essa autonomia pode ser inferior: tudo depende da velocidade a que circulam, pelo que não tenham pressa em pressionar o acelerador.
A entrega das trotinetes será realizada em Viana do Castelo, Figueira da Foz e Portimão nos dias 15, 16 e 29 de agosto, respetivamente. Nos mesmos dias, será realizada ainda uma ação de distribuição de brindes com promotoras nas praias das cidades em questão.
Em relação a toda a logística da iniciativa Trotinetar Portugal, ainda não existem muitos detalhes, uma vez que está a cargo de cada câmara municipal, mas mais novidades serão divulgadas em breve.
É que Ljubomir Stanisic acaba de ser contratado pela SIC!
Tem estado ao rubro o mercado de transferências. Não, não falamos de futebol, mas sim das estações televisivas portuguesas, que têm andado num constantemente rodopio de apresentação de novos nomes. Agora, e já depois de Cristina Ferreira ter saído da SIC novamente para a TVI, eis que há mais uma “bomba”: Ljubomir Stanisic saiu de Queluz de Baixo para abraçar novos projetos na estação de Paço de Arcos.
Em comunicado, a SIC diz que o “chef aceitou integrar um conjunto de novos projectos transversais no Grupo Impresa, que terão expressão máxima na SIC generalista e nos diferentes canais do grupo e também na nova plataforma streaming que a SIC irá lançar”.
Segundo Daniel Oliveira, diretor de programas da SIC, “o Ljubomir tem uma intuição natural para a comunicação e é uma figura única na sociedade e no panorama televisivo português. A sua vinda para a SIC vai permitir que consolidemos a diversificação dos nossos conteúdos sob a matriz da ousadia e da criatividade nas diferentes plataformas”.
Por sua vez, o chef jugoslavo afirma: “Tenho sido muito feliz na televisão, guardo com muito carinho as memórias, os trabalhos e as pessoas com que trabalhei nos últimos anos, agradecerei para sempre à TVI a oportunidade que me deu, o espaço, a liberdade, a confiança, mas quem me conhece sabe que adoro desafios. E este, com a SIC, é um dos grandes. Queremos fazer diferente – e tentar fazer a diferença. Estão na calha novas ideias, novos projectos, que me entusiasmam muito. Gosto de ousadia, de ir mais longe em tudo o que faço na vida. Este novo passo representa tudo isso, por isso não podia estar mais satisfeito com o que aí vem.”
Não se sabe ao certo quais serão os projetos pensados para o chef, mas sabemos, sim, que serão anunciados muito em breve.
Esta é uma péssima notícia para a TVI. Perde uma das suas estrelas e a cara do programa Pesadelo na Cozinha, lider de audiências cada vez que era exibido. Em entrevistas, Ljubomir chegou a referir que tinha contrato assinado com a SIC e que, como tal, iria gravar uma quarta temporada de Pesadelo na Cozinha. Porém, esses planos alteraram-se com a COVID-19 e o contrato pode ter expirado, o que levou a que o chef ficasse livre para assinar por outro canal.
Ao perder Ljubomir, a TVI pode nem sequer pensar na eventual quarta temporada daquele programa. Até pode acontecer, mas, sem Ljubomir ao leme, nunca será a mesma coisa.
A Google e a Apple removeram o jogo das suas lojas.
Esta semana, as duas grandes lojas mobile Google Play Store e Apple Store removeram o popular jogo Fortnite.
Esta ação, que apanhou todos de surpresa, surgiu em resposta à nova forma que a Epic Games decidiu para os jogadores adquirirem V-Bucks, as moedas do jogo. Neste caso, passam a ser compradas diretamente à Epic Games, evitando, assim, uma taxa de 30% em transações que iriam para a Apple e a Google.
Apesar de removidos das lojas, o título continua ativo para quem já o tem instalado, mas os jogadores estão agora limitados a atualizações e compras de itens online. No caso dos dispositivos Android, o jogo pode continuar a ser instalado com o auxílio da Samsung Galaxy Store e de ficheiros .apk.
A Applefoi a primeira a puxar a ficha, o que levou a Epic Games a dar uma resposta rápida com a produção e partilha de uma paródia da publicidade da Apple inspirada na obra 1984, intitulada Nineteen Eighty-Fortnite, onde a produtora pede o apoio dos jogadores.
O vídeo foi partilhado nas redes sociais e passado dentro do próprio jogo, num dos ecrãs gigantes da ilha.
Já a Google removeu o jogo pouco depois, com justificações semelhantes às da Apple. Agora, a Epic Games encontra-se numa luta legal com as duas gigantes tecnológicas, na esperança que estas alterem as suas políticas de monetização com as suas taxas elevadas, uma mudança que pode ser benéfica para produtores independentes e até mesmo consumidores, podendo mudar também a forma como outras empresas, como a Sony, Microsoft e Nintendo, atuam no mercado digital.
Todas as semanas, a Epic Games Store traz ofertas gratuitas para os jogadores de PC, que, por sua vez, podem guardar na biblioteca novos jogos para sempre. E as ofertas desta semana são imperdíveis.
Já disponível para resgatar, até ao dia 20 de agosto, os jogadores de PC podem aventurar-se num mundo de caos e horrores de outras dimensões com o jogo de ação Remnant: From The Ashes, da Gunfire Games.
Para quem preferir uma experiência mais relaxada, poderão também experimentar The Alto Collection e tentar chegar o mais longe possível nos seus belos e fluidos níveis 2D.
Com o lançamento gratuito destes títulos, ficou-se também a conhecer os jogos da próxima semana, que serão Enter the Gungeon e God’s Trigger.
Descubram como resgatar os jogos através da Epic Games Store.
Como juntar futebol e comédia de forma refinada numa série de televisão? A nova série da AppleTV+, que se dá pelo nome de Ted Lasso, traz a resposta a essa questão de forma simples, mas inteligente.
Jason Sudeikis é Ted Lasso, um treinador de futebol americano com um método pouco ortodoxo e que, inesperadamente, é contratado para treinar uma equipa tradicional de futebol… em Inglaterra.
Sabendo que a sua experiência com o futebol é zero, encontra um conjunto de jogadores com um feitio complicado e uma localidade sem qualquer fé no seu trabalho. Fica a questão no ar: Será que Ted Lasso vai conseguir vingar?
Para os que já conhecem Ted Lasso (que surgiu de uma promo da NBC para a Premier League), a temática não é nova e o primeiro episódio contem até conteúdo que já existe no YouTube há uns anos. No entanto, a Apple viu em Ted Lasso uma oportunidade de ouro com potencial para ser explorada mais a fundo e, com base nesta primeira temporada, conclui-se que Ted Lasso é, de facto, uma aposta bem pensada.
Isto também se deve à premissa ser deveras interessante que é construída de forma inteligente, à química entre Jason Sudeikis e Brendan Hunt, mas, sobretudo, a Jason Sudeikis, que é francamente bom no papel de Ted Lasso. A humanidade e paternalidade do ator ajusta-se de forma muito natural ao papel que lhe é empregue.
Eu, como amante de futebol e apreciador de uma boa comédia, posso dizer que Ted Lasso é uma série pela qual vale a pena ter Apple TV+. Esta temporada de estreia completou-se e concluiu-se com distinção, fazendo justiça ao potencial desenvolvimento do enredo e das personagens. A sensação que fica é que Ted Lasso é uma série sobre futebol, mas que o transcende, pegando em tudo de bom que este tem e amplificando-o numa bonita narrativa.
Ted Lasso torna-se, assim, numa série sobre a amizade, companheirismo, bom senso, respeito pelo próximo, transmissão de positividade e fair-play. Chega a ser poético o paralelismo inverso entre o início e o fim da série, sendo que no início Lasso chega ao Reino Unido e é obrigado a aprender tudo sobre o futebol, enquanto é descredibilizado e gozado por todos. Chegamos ao fim da temporada e na realidade foi o “futebol” que aprendeu com ele e quem gozou com ele percebe que fez figura de urso. Fosse a realidade mais parecida com esta ficção e o futebol era um desporto bonito com mais respeito e tolerância entre clubes e adeptos.
As imensas lições que se tiram desta humilde série de comédia são todas elas passadas em tom de brincadeira, mas não podiam ser mais sérias e urgentes. Num mundo cada vez mais dividido em extremismos na falsa busca pela utopia, é refrescante encontrar material de qualidade onde há ordem na diversidade, respeito por opiniões diferentes discutidas com pre-disposição em aprender, evoluir e crescer.
Tudo isto acontece graças à panóplia de personagens distintas e únicas com que somos presenteados e à forma como mentalidades tão diferentes se conseguem entender e complementar. No meio destas personagens fantásticas, é sem dúvida Ted Lasso a estrela que brilha mais intensamente, à semelhança desta primeira temporada.
Apesar de Ted Lasso passar uma mensagem fantástica e ter as ideias no sítio certo, não sei se esta temporada irá ganhar tração para levar a Apple conseguir arrecadar alguns prémios enquanto produtora. No entanto, se não conseguir não é por não merecer, muito menos o Jason Sudeikis, que merece tudo.
Com o recurso à inteligência artificial, os responsáveis do hotel asseguram novos processos de distanciamento e segurança.
Após reabrir no passado dia 15 de julho, uma paragem motivada pela necessidade de reorganização face à pandemia COVID-19, o Hotel Estoril Eden implementou a solução de Inteligência Artificial da HiJiffy, migrando toda a relação com o hóspede para o digital e possibilitando que processos como o check-in, a comunicação com a receção e o check-out sejam realizados através de telemóvel.
Esta aposta surge integrada numa série de medidas de higiene e proteção de hóspedes e colaboradores, destinadas a garantir a segurança e o distanciamento social e que asseguraram à unidade hoteleira a certificação Clean & Safe.
A utilização desta solução tecnológica oferece aos hóspedes do Hotel Estoril Eden um atendimento mais rápido, eficiente e personalizado, através de canais de comunicação como WhatsApp e SMS.
No momento da reserva, um assistente virtual garante um atendimento ao hóspede 24/7, tendo a capacidade de responder a todas as questões, nomeadamente em relação aos protocolos de segurança e higiene e horários de funcionamento de determinados serviços e apresentar disponibilidades e preços. Já durante a estadia, o mesmo assistente permite efetuar o check-in e check-out diretamente no smartphone e disponibiliza um concierge virtual com capacidade para responder instantaneamente a qualquer dúvida ou questão, nomeadamente a marcação de serviços ou a reserva de mesa.
O combate ao desperdício alimentar vai de vento em popa.
Foi em outubro de 2019 que surgiu uma aplicação em Portugal que viria a mudar o mercado. Falamos da Too Good To Go, popular app dinamarquesa que combate o desperdício alimentar. E com uma missão tão nobre, era de esperar que fizesse sucesso.
Segundo a empresa, já foram salvas do desperdício 100.000 refeições, o que equivale a 250 toneladas de CO2 que não foram libertados para a atmosfera, caso essas refeições fossem desperdiçadas, o equivalente a 655 voos de Lisboa-Londres.
Disponível nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, em Braga, Coimbra e Algarve, a Too Good To Go tem o objetivo de chegar a todos os distritos portugueses até final deste ano.
De momento, a app já conta com mais de 221.000 utilizadores e 735 parceiros, podendo ser simples pastelarias ou restaurantes, como grandes grupos, como a Auchan. Recentemente, a marca anunciou uma parceria com a Makro.
Para quem não está a par, a Too Good To Go permite aos utilizadores adquirir excedentes dos estabelecimentos, ou seja, produtos que não chegaram a ser vendidos aos clientes e que, de outra forma, seriam deitados para o lixo.
Em Portugal, sabemos que existe o desperdício anual de um milhão de toneladas de alimentos. Mas este não é um problema somente português. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço de toda a produção alimentar humana é desperdiçada.
O sistema já está ativo na MEO e entra em funcionamento a 17 de agosto na Vodafone e NOS.
Lembram-se quando, este mês, referimos aqui que a MEO iria passar a apresentar anúncios no sistema de Gravações Automáticas? Pois bem, parece que não será a única operadora.
Segundo adianta o jornal Expresso, também a NOS e Vodafone vão apresentar publicidades através desta funcionalidade. A MEO já tem os anúncios em funcionamento, enquanto que, no caso da NOS e Vodafone, tal processo inicia já na próxima segunda-feira, dia 17 de agosto.
Ao que consta, estas publicidades terão a duração de 30 segundos, podendo ser genéricas ou personalizadas. Se escolherem personalizadas, serão exibidos anúncios que se possam enquadrar com o vosso perfil de consumo.
Como é óbvio, somente os canais que suportam a função de gravação automática é que irão apresentar anúncios. E mesmo assim não serão todos. Serão os próprios canais a decidir se aceitam a inserção da publicidade ou não.
Esta funcionalidade de gravações automáticas era muito popular até aqui, uma vez que permitia saltar aos anúncios exibidos numa emissão regular.
Project Power é composto por um elenco cheio de talento, mas o fraco desenvolvimento das personagens fizeram com que não alcançasse o seu potencial.
Sinopse:“Nas ruas de Nova Orleães, surge um rumor sobre um novo e misterioso comprimido que confere superpoderes únicos a cada pessoa que o toma. Mas há um senão: não se sabe o que vai acontecer até se tomar o comprimido. Enquanto algumas pessoas desenvolvem pele à prova de bala, invisibilidade e força sobre-humana, outras têm reações bem mais letais. Mas quando o comprimido faz com que o crime na cidade atinja níveis perigosos, um polícia local (Joseph Gordon-Levitt) forma equipa com uma traficante adolescente (Dominique Fishback) e um ex-soldado movido por uma vingança secreta (Jamie Foxx) para enfrentar poder com poder ao arriscar tomar o comprimido de modo a encontrar e derrubar o grupo responsável pela sua criação.”
Project Power é o projeto mais recente da Netflix com um elenco bem conhecido, mas o que cativou o meu interesse foi a estreia de Mattson Tomlin como argumentista (co-argumentista de The Batman com Matt Reeves). É o mais próximo de um filme de super-heróis que qualquer espetador terá nos meses que se seguem, mas, ao mesmo tempo, não podia ser mais diferente dos filmes habituais do género em questão.
Pouco era o conhecimento que tinha sobre este filme para além da sua sinopse e elenco, logo encontrava-me de mente bem aberta para tudo o que Henry Joost e Ariel Schulman “cozinharam”. O conceito deixou-me intrigado, o elenco convenceu-me e o próprio filme… não atingiu metade do seu potencial, infelizmente.
Começando pelos pontos positivos. Apesar de Dominique Fishback ter participado em The Hate U Give, este é o seu primeiro grande papel num filme também ele bastante antecipado, e a atriz é, provavelmente, a melhor parte deste filme. Dá-nos uma prestação muito boa enquanto Robin, especialmente para alguém que tem que partilhar tanto tempo de ecrã com dois atores tão experientes, mas as suas habilidades como rapper roubam os holofotes. Não só as linhas improvisadas encaixam perfeitamente na sua personagem, Robin, como a forma como as pronuncia dá outra importância a todas as rimas. Como esperado, Jamie Foxx é fantástico como Art, assim como Joseph Gordon-Levitt no papel de Frank. Ambos vestem a pele das suas personagens sem problemas, realizando os diálogos e cenas de ação com facilidade.
Em relação às personagens propriamente ditas, Robin e Art têm arcos genéricos, mas eficientes o suficiente. São guiados por motivações clichês ligadas às suas próprias famílias, mas os atores fazem um trabalho notável para fazer com que tudo seja realista e emocionalmente convincente. O guião de Mattson Tomlin para cada personagem também ajuda, contendo conversas cativantes e linhas de diálogo memoráveis.
No entanto, tanto a história como as personagens restantes não têm qualquer profundidade. Frank não tem qualquer tipo de backstory ou motivos únicos, sendo apenas um polícia que quer proteger a sua cidade. Os “maus da fita” (Rodrigo Santoro, Amy Landecker) representam o aspeto mais genérico de toda a peça: os traficantes de droga do costume. Gananciosos, egocêntricos e movidos pelo poder, versão #271837 registada no cinema.
O conceito é fascinante e a primeira metade da obra faz um excelente trabalho em explorar e expandir essa premissa. Infelizmente, o foco principal lá muda para o plot, com supostamente mais entretenimento e ação. O “supostamente” não foi escrito por acaso, pois as cenas de ação são bastante dececionantes.
Sim, existem algumas sequências que nos fazem abrir bem os nossos olhos, contendo visuais acima da média. No entanto, a maioria encontra-se tão carregada com CGI e com uma edição extremamente difícil de seguir (Jeff McEvoy) que raramente consegui ver de forma clara uma sequência inteira. A cinematografia de Michael Simmonds também emprega movimentos de câmara demasiado instáveis.
Existe até um momento de ação com o intuito de parecer apenas um take, mas, devido aos aspetos mencionados acima, está longe de dar essa sensação. Além disso, os poderes exibidos podiam ter um pouco mais de criatividade. Tendo em mente que todos têm um poder diferente, habilidades como super-força, super-velocidade ou a capacidade de criar fogo não são exatamente poderes inovadores. Com tantos filmes de super-heróis lançados nos últimos anos, Project Power podia ter entregue algo único (certo, existe um poder subestimado retirado de um animal que é bastante badass), mas permaneceu na zona segura.
No geral, a ação e a edição são tão inconsistentes que não consigo atirar a responsabilidade total para cima destes. O aspeto mais desapontante de todos é o pouco desenvolvimento oferecido à narrativa principal. Acredito firmemente que é uma premissa muito interessante para se criar uma série, mas Joost e Schulman podiam ter feito um melhor trabalho com o argumento de Tomlin, que, provavelmente, também receberia uma abordagem muito mais detalhada com um escritor mais experiente. Levando tudo em conta…
Project Power possui um elenco talentoso, com um Jamie Foxx badass e um Joseph Gordon-Levitt notável, mas é Dominique Fishback quem rouba o espetáculo. Ao demonstrar não só as suas qualidades enquanto atriz, mas também as suas habilidades enquanto rapper, Fishback brilha no seu primeiro papel de relevância. A sua personagem e a de Foxx são o coração e a alma do filme, que possui uma visão genuinamente intrigante sobre o conceito dos super-heróis, mas que, infelizmente, não alcança o seu potencial. As personagens restantes são extremamente subdesenvolvidas, especialmente os vilões clichê e sedentos de poder, os quais até tenho dificuldades em relembrar os seus nomes.
Algumas cenas de ação até podem dar aquilo que os espetadores procuram, mas a maioria encontra-se repleta com uma quantidade incompreensível de CGI, uma edição choppy, movimentos de câmara instáveis e uma tremenda falta de imaginação em relação aos poderes mostrados. Se o foco continuasse em contar uma narrativa mais detalhada em vez da ação dececionante, talvez Project Power tivesse sido uma bela surpresa.
Assim, no estado em que é apresentado ao público, está longe de ser um mau filme. Recomendo para quaisquer leitores que desejem um filme de ação genérico, mas levemente divertido para ver na Netflix.
Numa altura em que o verão foi cancelado no que a festivais de verão diz respeito, as promotoras tentam ao máximo garantir o cartaz para o próximo ano. Um desses casos é a Live Experiences, responsável pelo EDP Cool Jazz.
Pois bem, e já depois de ter reconfirmado as atuações de Yann Tiersen, Miguel Araújo, Tiago Nacarato, Lionel Richie, Neneh Cherry, Kokoroko, Herbie Hancok e Jorge Ben Jor, eis que sabemos agora que também John Legend está garantido na edição do próximo ano.
A informação foi avançada pela SIC depois de uma entrevista de Karla Campos, CEO da Live Experiences, àquele canal. Entretanto, também as redes sociais e site oficial já apresentam esta novidade.
Dito isto, sabemos também que John Legend irá atuar a 2 de julho no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais. O cantor regressará a Portugal para apresentar o disco Bigger Love, editado este ano.
Para quem está interessado em ir à 17ª edição do EDP Cool Jazz, que irá decorrer ao longo de julho do próximo ano, saibam que os bilhetes já estão à venda nos locais habituais. E não se esqueçam: os bilhetes adquiridos para a edição deste ano são válidos para 2021.
Ser vítima de um Ataque Distribuído de Negação de Serviço (DDoS) pode ser catastrófico.
O custo médio para uma empresa, isto quando é vítima de um ataque DDoS bem-sucedido, é de cerca de 100.000 dólares para cada hora de ataque, de acordo com a empresa de segurança Cloudflare.
Também existem custos a longo prazo, como perda de reputação, degradação da marca e perda de clientes.
É por isso que vale a pena investir recursos significativos para prevenir um ataque DDoS, ou pelo menos minimizar o risco de ser vítima de um, em vez de se concentrarem em como parar um ataque DDoS depois de iniciado.
Se têm a sorte de ter sobrevivido a um ataque – ou simplesmente são sábios o suficiente para pensar no futuro – vamos abordar em seguida a prevenção de ataques DDoS.
Compreender os ataques DDoS
Um Ataque de Negação de Serviço (DoS) envolve, por norma, o bombardeio de um endereço IP com grandes volumes de tráfego.
Se o endereço IP apontar para um servidor da Web, o tráfego legítimo não conseguirá contactá-lo, pelo que o site ficará indisponível.
Outro tipo de ataque DoS é um ataque de inundação, onde um grupo de servidores é inundado com solicitações que necessitam de ser processadas pelas máquinas das vítimas.
Muitas vezes, estes são gerados em grande número por scripts executados em máquinas comprometidas que fazem parte de um botnet, resultando no esgotamento dos recursos dos servidores das vítimas, como CPU ou memória.
Um ataque DDoS opera nos mesmos princípios. A exceção é que o tráfego malicioso é gerado a partir de várias fontes, embora orquestrado a partir de um ponto central.
O facto de que as fontes de tráfego são distribuídas – geralmente em todo o mundo – torna a prevenção de ataques DDoS muito mais difícil do que impedir ataques DoS originados de um único endereço IP.
Saiba mais sobre os diferentes tipos de ataques DDoS
Outro motivo pelo qual prevenir ataques DDoS é um desafio é que muitos dos ataques atuais são ataques de “amplificação”.
Tal envolve o envio de pequenos pacotes de dados para servidores comprometidos, ou mal configurados, em todo o mundo, que, por sua vez, respondem com o envio de pacotes muito maiores para o servidor sob ataque.
Um exemplo bem conhecido disso é um ataque de amplificação de DNS, em que uma solicitação de DNS de 60 bytes pode resultar no envio de uma resposta de 4.000 bytes para a vítima – um fator de amplificação de cerca de 70 vezes o tamanho do pacote original.
Mais recentemente, os piratas exploraram um recurso de servidor chamado memcache para lançar ataques de amplificação do memcached.
Nesse tipo de ataque, uma solicitação de 15 bytes pode resultar numa resposta de 750 kb, um fator de amplificação de mais de 50.000 vezes o tamanho do pacote original.
O maior ataque DDoS de todos os tempos, lançado contra o Github, foi um ataque de amplificação do memcached que atingiu o pico de 1,35 Tbps de dados, atingindo os servidores do Github.
Seis etapas para prevenir ataques DDoS
Comprem mais largura de banda
De todas as maneiras para prevenir ataques DDoS, a etapa mais básica que podem realizar para tornar a vossa infraestrutura “resistente a DDoS” é garantir que têm largura de banda suficiente para lidar com picos de tráfego que podem ser causados por atividades maliciosas.
No passado, era possível evitar ataques DDoS se tivessem mais largura de banda à vossa disposição do que qualquer invasor provavelmente teria.
Porém, por si só, comprar mais largura de banda não é uma solução para prevenir ataques DDoS.
Criem redundância na vossa infraestrutura
Para tornar o mais difícil possível ao invasor lançar com sucesso um ataque DDoS contra os vossos servidores, certifiquem-se de espalhá-los por vários datacenters com um bom sistema de balanceamento de carga, isto de modo a distribuir o tráfego entre eles.
Se possível, esses datacenters devem estar em países diferentes, ou pelo menos em regiões diferentes do mesmo país.
Para que essa estratégia seja realmente eficaz, é necessário garantir que os datacenters estejam conectados a redes diferentes e que não haja gargalos de rede óbvios ou pontos únicos de falha nessas redes.
Distribuir os vossos servidores de forma geográfica tornará difícil a um invasor atacar com sucesso mais de uma parte dos vossos servidores.
Dessa forma, deixam a outros servidores não afetados a capacidade de assumir pelo menos parte do tráfego extra que os servidores afetados normalmente tratariam.
Configurem o vosso hardware de rede contra ataques DDoS
Existem várias alterações simples de configuração de hardware que podem fazer para ajudar a prevenir um ataque DDoS.
Por exemplo, configurar o vosso firewall ou router para descartar pacotes ICMP de entrada ou bloquear respostas DNS de fora da vossa rede (bloqueando a porta UDP 53) pode ajudar a prevenir certos ataques volumétricos baseados em ping e DNS.
Implantem módulos de hardware e software anti-DDoS
Os vossos servidores devem ser protegidos por firewalls de rede e firewalls de aplicações da web mais especializados. Devem, também, usar balanceadores de carga e proteger o vosso computador com um antivírus.
Podem comparar a eficiência de alguns antivírus aqui e garantir que o vosso servidor também tem essa proteção de software básica.
Além disso, muitas empresas de hardware incluem agora proteção de software contra ataques de protocolo DDoS, como ataques de inundação SYN, por exemplo, monitorizando quantas ligações incompletas existem e libertando-as quando o número atinge um valor limite configurável.
Módulos de software específicos também podem ser adicionados a algum software de servidor da web para fornecer alguma funcionalidade de prevenção de DDoS.
Por exemplo, o Apache 2.2.15 vem com um módulo chamado mod_reqtimeout para que se possa proteger contra ataques de camada de aplicação.
Um desses exemplos de ataques é o Slowloris, que abre ligações para um servidor web, mantendo-as abertas pelo maior tempo possível, e enviando solicitações parciais até o servidor não conseguir aceitar mais novas ligações.
Implantem um dispositivo de proteção DDoS
Muitas empresas de segurança, incluindo a NetScout Arbor, Fortinet, Check Point, Cisco e Radware, oferecem dispositivos que ficam na frente de firewalls de rede e são projetados para bloquear ataques DDoS antes que tenham efeito.
Fazem isso utilizando várias técnicas, incluindo a execução da linha de base do comportamento do tráfego e, em seguida, o bloqueio do tráfego anormal e o bloqueio do tráfego com base em assinaturas de ataque conhecidas.
A principal fraqueza desse tipo de abordagem de prevenção de ataques DDoS é que os próprios dispositivos são limitados na quantidade de taxa de transferência de tráfego que podem suportar.
Embora os dispositivos de última geração possam inspecionar o tráfego que chega a uma taxa de até 80Gbps ou mais, os ataques DDoS de hoje podem facilmente ter uma ordem de magnitude maior do que isso.
Protejam os vossos servidores DNS
Não se esqueçam que um agente mal-intencionado pode ser capaz de colocar os vossos servidores da web offline por DDoS noutros servidores DNS.
É importante, por isso, que os vossos servidores DNS tenham redundância. E também não é má ideia colocá-los em centros de dados diferentes atrás de balanceadores de carga.
A solução indicada pode até ser mudar para um fornecedor de DNS baseado na nuvem, uma vez que oferece alta largura de banda e vários pontos de presença em datacenters em todo o mundo.
Esses serviços são projetados especificamente com a prevenção de DDoS em mente.
A banda norte-americana Linkin Park entrou numa pausa indefinida após a morte do seu vocalista Chester Bennington em 2017 e, desde então, os fãs esperam por novidades sobre o futuro do projeto.
Agora, o grupo mostra um pouco de esperança com a celebração do 20º aniversário do seu primeiro célebre álbum, Hybrid Theory, que é feita com o lançamento inédito de uma das músicas do álbum nunca antes lançada, “She Couldn’t”.
Se, como eu, cresceram com Linkin Park e estavam sempre a par das comunidades online da banda, certamente que já devem ter ouvido o tema, ou pelo menos o seu nome, após a faixa ter aparecido num CD de demo em 2009 à venda no eBay e, mais tarde, partilhado pela internet.
Contudo, é uma ótima surpresa ver uma das primeiras músicas da banda a aparecer de forma oficial, onde podemos ouvir as vozes de Mike e Chester novamente juntas.
Além do novo tema, a banda revelou que vai lançar uma edição especial do seu primeiro álbum, o Hybrid Theory: 20th Anniversary Edition, com chegada ao mercado apontada para 9 de outubro.
Vem em quatro versões diferentes – Super Deluxe Box Set, Vinyl Box Set, Deluxe CD e digital – e conta com conteúdos inéditos, como álbuns e DVDs nunca antes lançados, fotos da banda, imagens de concertos, remixes e versões alternativas de algumas das músicas mais icónicas da banda.
Podem escolher e fazer pré-reserva destas edições através da loja oficial da banda. A versão mais apetecível, a Super Deluxe Box Set, que inclui tudo, pode ser vossa por 194,99€.
Ao elenco de qualidade juntou-se também uma equipa técnica de sonho, mas, apesar de um episódio de arranque magnífico e alguns pelo meio, Lovecraft Country não conseguiu manter a consistência.
Lovecraft Country é a nova série da HBO, baseada no livro do mesmo nome de Matt Ruff, que, por sua vez, tem como base a obra literária do célebre escritor H.P. Lovecraft. De forma a dar um contexto mais concreto, Lovecraft foi o escritor responsável pela revolução do terror enquanto género, fugindo aos clichés que envolviam maioritariamente vampiros, lobisomens e bruxas. A sua mente criativa e perturbada criou monstros que, na altura, ninguém conseguia trazer à vida. O ponto interessante na sua obra é que, ao contrário dos outros escritores do género, colocou sempre o ser humano no fundo, como um ser vulnerável e sem poder face a todo o mal e monstruosidades que o rodeiam.
Para conhecer melhor as bases desta obra, comprei o livro Os Contos Mais Arrepiantes de Howard Phillips Lovecraft, que inclui 15 contos independentes do autor e uma introdução bastante elucidativa ao mesmo que esmiuça as bases da sua vida, cheia de tragédia. Apesar da postura racista que teve de ter até finais da sua juventude devido ao contexto em que cresceu (presente inclusive em alguns dos seus primeiros contos), com o tempo foi-se metamorfizando.
O grande problema de Lovecraft, é que apesar de se ter começado a formar desde muito cedo (auto-didata), já sabendo falar aos dois anos e ler e escrever aos quatro anos, nunca teve uma educação considerada correta, nem formação superior. Graças a isso grande parte da sua vida, teve uma postura que o levava a repelir tudo o que não lhe fosse familiar.
Quem privava com ele revelou que o seu racismo acabou por se provar ser mais cultural do que biológico. E foi-se atenuando ao longo dos anos, chegando inclusive a casar com uma mulher Judaica. Tempos diferentes, mentalidades diferentes, perpetuadas por um sistema de educação repugnante. Isto porque ninguém nasce racista.
Apesar disso, o seu racismo nunca afetou muito a sua obra cósmica. Isto fez dele uma lenda da escrita, em qual centenas de autores, escritores, produtores e realizadores se basearam para criar as suas obras ao longo dos últimos 100 anos – uma das quais devem conhecer muito bem: Stranger Things. No entanto, tudo isto acaba por tornar algo poético o facto de Lovecraft Country ser uma história híbrida, entre elementos da obra de H.P. Lovecraft e o racismo nos Estados Unidos durante os anos 50/60.
Voltando à série, é fundamental ressalvar a equipa técnica em toda a sua glória. Misha Green no comando (que chegou a estar envolvida na escrita de Sons of Anarchy, Spartacus e Helix) tem aqui a sua primeira grande produção enquanto criadora e realizadora, estando acompanhada de grandes nomes: Jordan Peele, que no seu portfólio tem trabalhos como o perturbador Get Out (que lhe rendeu um Óscar para melhor screenplay), o polémico BlacKkKlansman (no qual esteve envolvido na produção) e Us, filme recheado de originalidade (onde foi produtor e escritor); J.J. Abrams, que também tem um percurso recheado de êxitos de onde se destacam Lost, dois filmes da saga Star Wars, Star Trek, Super 8, Missão Impossível, Westworld; entre muitos outros. Temos ainda nomes como Bill Carraro, Dana Robin, David Knoller, Sarah Khan, Ben Stephenson, entre outros. Posto isto, difícil é não criar expectativas.
Pessoalmente, sou um fã ávido de tudo o que envolve ficção, ficção científica, fantasia, thriller e terror. No caso de Lovecraft Country, acaba por inserir-se em todos esses géneros. Isto faria com que, por muita fraca que esta série fosse, acabaria por apreciá-la na mesma, mas, e apesar de ter gostado, não posso deixar de ficar desapontado com esta como um todo.
O ritmo da série não é tão alucinante como o do trailer, sendo que acaba por ser mais psicológica do que explosiva. E esse é, na minha opinião, um grande ponto forte, pois é com a exploração do psicológico das personagens que o terror se compõe e ganha forma. No entanto, esse ritmo lento, que pode desagradar aos consumistas de ação e pirotecnia, apesar de ter conseguido evidenciar pormenores fascinantes (frutos da imaginação dos produtores), acabou por falhar em alguns pontos chave e a narrativa não ganhou a densidade que precisava.
Quem mais contribuiu para esta densidade foi o magnífico elenco escolhido. De todas as estrelas, Jurnee Smollett-Bell foi, sem dúvida, quem brilhou com mais intensidade no papel de Letitia, com uma prestação digna de premiação para Globo de Ouro/Emmy, onde a emoção e convicção com que se entrega à personagem é irrepreensível. Jonathan Majors, no papel de Atticus Freeman, também merece parte dos créditos que lhe são devidos, pois conferiu à personagem o grau de ingenuidade necessário face a tudo com que é confrontado, o que ajudou em muito a trazer credibilidade ao enredo.
Também fantásticos nos seus papéis estiveram Jamie Chang (Ji-Ah), que é responsável por um dos melhores episódios da temporada, e Jada Harris (Diana Freeman), responsável por outro. Para além destas, grande destaque para o ator “da casa” em grandes produções da HBO, Michael K. Williams (no papel Montrose Freeman), que tem o meu apreço e respeito já desde os tempos deThe Wire e Boardwalk Empire (séries nas quais onde foi uma das maiores estrelas). Em Lovecraft Country, Williams protagoniza uma das cenas mais magníficas de toda a temporada, ao som de “Lonely” de Moses Sumney, e a partir daí, é sempre a subir.
Esmiuçando um pouco mais Lovecraft Country, rapidamente cheguei à conclusão que esta é uma série extremamente gráfica e sem filtros (se não é R-Rated, deveria ser). Isto não só lhe acrescenta valor cinematográfico, como a torna fiel à “realidade” apresentada, ao longo destes episódios iniciais. Para além disso, os visuais e efeitos especiais que emprega são brutais e absolutamente eye-candy, ao ponto de me deixar boquiaberto em várias situações.
Em relação à temática ter como pilar o racismo, é só o placement de tema perfeito para a condição social atual. Acredito que ajude Lovecraft Country a ganhar ainda mais visibilidade e protagonismo no mundo da televisão, coisa que merece. No entanto, há, por vezes, tanta divagação a querer passar mensagens importantes, que a narrativa sofre com isso criando alguns momentos anti-climax.
Olhando para a série como um todo, os momentos anti-climax são o que a fazem ser tão inconstante, pois ora chega a pontos muito altos, com uma execução fantástica (Sundown, Meet Me in Daegu, Jig-a-Bobo, Rewind 1921), como bate no fundo sofrendo de escrita preguiçosa, básica e extremamente repetitiva (Whitey’s on the Moon, A History of Violence, Strange Case, Full Circle). Outra grande falha foi o facto de ser tudo tão explicado que acabou por roubar mistério e surpresa à série (coisa que não faltou nos episódios que referi como melhores).
Esta série, que tem imensos elementos e inspiração da obra de H.P. Lovecraft, vem provar que não precisamos de cancelar a cultura, vandalizar monumentos e instaurar a inquisição anti-obras de autores – que no seu tempo foram preconceituosos – para com outras raças que não a sua. Isto porque o brilhantismo da arte de cada um não é uma reflexão do seu carácter.
Ficou também a sensação que de os monstros de Lovecraft foram muito mal aproveitados. Os Shoggoths ainda tiveram algum tempo de antena e influência direta na narrativa, mas foram mais um acessório do que propriamente um bem. Cthulhu foi só um desperdício incrível. As gémeas do episódio Jig-A-Bobo, por outro lado, foram introduzidas de forma subtil, serviram um propósito maior e tiveram um impacto real na série com efeitos a longo prazo.
Chego ao fim e, embora tenha apreciado grande parte da série que tem momentos incríveis, não consigo não ficar desapontado. Com uma equipa técnica tão fantástica, houve demasiadas falha na escrita e algumas inconsistências no enredo. Chega a ser inacreditável o facto de, mesmo com tanta sobre-explicação, a história continuar a ser confusa.
Olhando para os pontos positivos, é uma série boa com uma mensagem muito vincada, um elenco de qualidade e efeitos visuais e especiais sublimes.
Concluindo: tinha tudo para ser muito boa e ficou aquém devido a uma clara falta de planeamento e organização.
Lovecraft Country já está disponível na integra na HBO Portugal.
Estavam à procura dos melhores produtos brasileiros?
Esta pode muito bem ser a novidade do ano para todos os saudosistas dos sabores do Brasil. É que o Fogão Gáucho, conhecido restaurante brasileiro, criou uma mercearia onde é possível encontrar alguns dos mais adorados produtos brasileiros, entre mais de 100 referências.
Entre os produtos comercializados nas três lojas do Fogão Gaúcho (Carnaxide, Alverca e Carregado), estão alguns dos best-sellers preparados diariamente naquelas cozinhas, como a Coxinha, o Pão de queijo e o Kibe. Outra das iguarias que poderão encomendar é Carne de sol, uma preparação típica do nordeste brasileiro.
Para todos os que se querem aventurar a reproduzir alguns dos clássicos da cozinha brasileira em casa, na Mercearia do Brasil by Fogão Gaúcho é possível encontrar Azeite de dendê, Massa de pastel, Polvilho doce,Polvilho azedo, Farinha de mandioca (crua e temperada) e até Massa de tapioca pronta a ser usada.
Nas bebidas, destaca-se a Cerveja Skol, o Café Pilão, a Água de coco, o Chá mate e os ingredientes para a preparação de um chimarrão (uma bebida característica do sul do brasil), incluindo a Cuia e a Erva-mate.
E no caso dos doces? Bom, têm os doces Prestígio, Chokito, chocolate Bis, doce de leite Aurea, Biscoitos de polvilho, Paçoca Moreninha do Rio ou Bombons Sonhos de Valsa. Da marca Predilecta, estão também à venda os tradicionais Marrom glacê, Geleia de goiaba e Goiabada.
Além dos produtos brasileiros, no site pode também encomendar-se carne fresca e congelada e vinhos portugueses.
Mais do que uma oferta, esta campanha é um brinde ao regresso, à amizade e ao convívio.
O confinamento já lá vai, a azáfama do dia-a-dia regressou, mesmo que muitos estejam agora de férias, e é altura de voltar aos convívios, se bem que noutros moldes até que exista uma vacina ou a COVID-19 desapareça subitamente do nada.
E foi a pensar neste regresso à normalidade que a Subway e a Pepsi Max se juntaram para uma campanha que, na compra de um menu (sub, wrap ou salada), permite adquirir um copo térmico por apenas mais 1€. Com este copo, podem depois levar as vossas bebidas, quentes ou frias, para qualquer lado.
O melhor de tudo? Será possível fazer coleção deste copos térmicos, uma vez que existem duas versões: um preto e outro metalizado, cada um com uma frase diferente.
Esta nova campanha acaba por ser um prolongamento daquela que foi lançada no ano passado, em que a Subway apelava aos seus clientes para que escolhessem recusar materiais descartáveis, como tampas de plásticos dos copos, de que não precisassem.
Esta promoção é valida até final de agosto em todos os restaurantes Subway aderentes.
O bizarro jogo de ação na primeira pessoa de ficção científica Atomic Heart está a caminho das consolas da próxima geração, a PlayStation 5 e a Xbox Series X.
Com a novidade revelada, a produtora Mundfishrevelou um novo trailer e novos detalhes sobre a versão next-gen e como o jogo irá beneficiar das características das novas consolas.
Fazendo justiça às promessas da Sony e da Microsoft, Atomic Heart vai tirar partido das altas resoluções, capacidades de ray-tracing, mas irá beneficiar, também, dos SSDs ultra rápidos, eliminando carregamentos e tempos de espera.
Além da PlayStation 5 e Xbox Series X, o jogo irá sair, obviamente, para PC, mas também para a PlayStation 4 e Xbox One.
O novo trailer deixa-nos espreitar um pouco o mundo pós-apocalítico soviético e bizarro de Atomic Heart, que conta com trabalho musical de Mick Gordon, profissional que os fãs reconhecerão dos seus trabalhos em DOOM, DOOM Eternal e PREY.
Tony Hawk está de regresso aos videojogos com um remake dos dois primeiros títulos num só pacote.
Enquanto Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2 não chega, com lançamento marcado para dia 4 de setembro, os skaters virtuais vão poder por as mãos numa demo muito especial inspirada numa popular demo do jogo original, a Warehouse Demo.
Disponível já a partir de amanhã, os jogadores poderão explorar esta icónica localização durate dois minutos e pontuar o máximo que conseguirem e, no fim, voltar a repetir, sem qualquer limite.
A demo ficará disponível já no dia 14 de agosto, amanhã, mas há um pequeno senão: só estará acessível para quem tiver pré-reserva do jogo.
A Warehouse Demo, assim como Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2 no seu lançamento, estará disponível para PC via Epic Games Store, PlayStation 4 e Xbox One.