Carnage fecha o cartaz do festival Dancefloor

No passado dia 3 de julho, a equipa do Echo Boomer foi até Leiria para assistir à conferência de imprensa da apresentação do cartaz final do festival Dancefloor, que promove o melhor da Dance Music e está de regresso, em 2018, ao estádio municipal Dr. Magalhães Pessoa, Leiria. Aquela que será a quarta edição do evento vai voltar a contar com a presença dos maiores e mais mediáticos deejays nacionais e internacionais.

Há um novo plano de subscrição Netflix mais caro?

Com o streaming 4K cada vez mais em voga, a Netflix foi das primeiras plataformas a abraçar a resolução do “futuro”, levando aos utilizadores filmes e séries em 4K e suporte HDR com o seu plano Premium, que é o mais completo e, por consequência, o mais caro.

Agora, parece que há um novo plano acima do Premium, chamado Ultra.

A descoberta surgiu de utilizadores italianos e foi partilhada no site Tutto Android, que dá conta que o novo plano de subscrição Ultra, sendo agora a quarta opção que os fãs de séries podem escolher.

Com os preços dos outros planos a manterem-se no mesmo valor, sendo o Premium o mais caro por 13,99€, o novo plano Ultra surge a 16,99€ por mês, mas com diferenças mínimas, como por exemplo qualidade de áudio melhorada.

Também aqui, no Echo Boomer, fomos confirmar e parece que em Portugal também já se pode aceder a este estranho plano, que, comparativamente ao Premium, é virtualmente igual, oferecendo todas as melhores opções e suporte até quatro dispositivos em simultâneo. Curiosamente, a opção Ultra somente aparece se criarmos uma nova conta.

Menos sorte parecem ter os italianos. Segundo a mesma fonte, o plano Premium parece ter levado um corte, suportando apenas dois dispositivos.

Sem um anúncio oficial da Netflix, pouco se sabe sobre quais serão as vantagens, desvantagens ou alterações breves das nossas subscrições, com a empresa apenas a informar que “está sempre a testar novas coisas”, como diferentes planos de negócio que se ajustem melhor às necessidades dos consumidores.

Como Podes Passar os Melhores Momentos em Lisboa

O turismo tem vindo a aumentar muito nos últimos anos e Lisboa continua a ser a cidade eleita por quem nos visita. Mas não são apenas os turistas estrangeiros que nos visitam, nós os portugueses também gostamos muito de explorar o nosso país repleto de encantos e recantos. Lisboa segue como aquela cidade de sonho sempre cheia de oportunidades e coisas novas para ver e fazer.

Fomos provar os gelados da GROM, a nova gelataria do Chiado

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Já está aberta ao público e promete causar sérios problemas às outras gelatarias do Chiado. Chama-se GROM, foi criada em Itália e surge agora em Lisboa com a primeira loja na capital. Tem apenas 30 m2, pelo que é chegar, pedir, pagar e levar.

Corria o ano de 2002 quando Federico Grom e Guido Martinetti, dois melhores amigos, tiveram uma ideia de negócio: criar uma boa receita de gelado através de matérias-primas de referência, ou, por outras palavras, através de frutas de alta qualidade. Neste caso, as frutas utilizadas para os gelados GROM são cultivadas na quinta de agricultura biológica Mura Mura, em Itália, e são colhidas e tratadas com respeito pela natureza e os seus ciclos. Um ano depois, em 2003, era criada a primeira loja GROM naquele país.

Aqui não há glúten – uma excelente notícia para os intolerantes -, corantes artificiais, conservantes ou emulsionantes. É tudo biológico, de onde se destaca, por exemplo, os verdadeiros grãos de baunilha de Madagáscar, o café da Guatemala, os pistachios do Médio Oriente e o chocolate da Venezuela.

O gelado é, inicialmente, preparado em Turim, sendo depois finalizado na loja lisboeta. São 16 os sabores disponíveis: Gelado da casa, Baunilha, Nata, Pistáchio, Café, Coco e Chocolate (sabor do mês, vai alterando todos os meses), Framboesa, Damasco, Chocolate, Stracciatella, Iogurte, Caramelo Salgado, Avelã, Chocolate Negro, Morango e Limão.

Dos que experimentei, posso dizer que o de Morango sabe verdadeiramente a uma fruta de qualidade; o Caramelo Salgado é delicioso; o Gelado da casa é uma mistura curiosa que leva um biscoito no fim; e o Pistáchio é, provavelmente, um dos gelados mais incríveis que já provei.

Podem pedir um cone normal ou com crocante de chocolate no topo ou, então, copos de diferentes tamanhos, sendo que o preço varia entre os 3,5€ e os 7€. Depois é sempre possível adicionar algum extra como chocolate quente, chantilly fresco ou algum topping. Há ainda a Granita Siciliana, que é uma sobremesa gelada, e, para quem prefere outras coisas, opções como frappè ou chocolate quente.

Há ainda opção de take-away, com o valor mínimo a começar nos 8,50€, no que pode resultar numa excelente surpresa de última hora para a cara metade.

Uma última nota sobre a vertente ambiental de GROM, que suporta ainda a reciclagem de todos os resíduos da sua cadeia de produção e não utiliza plásticos. Os copos, colheres e guardanapos são descartáveis biodegradáveis que, através do processo de compostagem, podem ser transformados em água e biomassa. O papel utilizado tem ainda a certificação da FSC (Forest Stewardship Council).

A GROM fica está situada no nº42 da Rua Garrett, em pleno coração do Chiado, e funciona das 11h às 24h. Não encerra nenhum dia da semana.

As outras gelatarias que se preparem que a coisa vai ficar séria.

NOS Primavera Sound 2018 | Dia 3: por fim, a chuva (também de emoções) para enaltecer o rock

Andámos dois dias a tentar passar entre os pingos da chuva no recinto do NOS Primavera Sound – vá, mais no primeiro, já que ao segundo até chegou a surgir a esperança em como o pior já teria ficado para trás –, para ao terceiro dia se abater sobre nós um verdadeiro temporal sem dó nem piedade. Ora mais forte ora menos picada, a precipitação mostrou-se ininterrupta e, por muito que tentássemos adiar o inevitável, até na expetativa que abrandasse um pouco que fosse, lá tivemos invariavelmente de nos fazer ao festival de céu aberto, onde praticamente só havia escapatória na zona de restauração.

Todos tivemos de nos render aos guarda-chuvas, gabardines, capas de plástico ou pelo menos um qualquer capuz para, de alguma maneira, evitar o que, mesmo assim, seria a realidade para muitos ao fim deste dia: estar completamente encharcado.

Nota positiva para, como viemos a saber, o facto de a organização ter precisamente distribuído alguns desses exímios meios de combate à ensopa, numa tentativa de salvar o máximo possível da experiência deste dia. Com o firmamento macambúzio e as indumentárias, em geral, a não puxarem muito à cor, a alegria só poderia vir dos concertos. Felizmente, foi exatamente isso que aconteceu. Pasmem-se até, tamanho é o poder da música, que em muitos casos o constante dilúvio até haveria de os engrandecer.

Por todo este drama, a entrada fez-se já relativamente tardia, com os Public Service Broadcasting a surgirem no Palco SEAT. Os londrinos, liderados por J. Willgoose, Esq. – personagem que parece um professor de História de há algumas décadas atrás –, não eram estreantes em Portugal, embora tenham editado desde a sua última visita mais dois álbuns a seguir Inform-Educate-Entertain, de 2013, e The Race For Space, de 2015. Do primeiro ouviu-se “Signal 30”, entalada entre “Progress”, do mais recente Every Valley (2017); do segundo escutou-se “Go!”, numa miscelânea de sons que nos transportaram algures entre um post-rock cinemático, com a ajuda das imagens que viamos por trás dos músicos, uma estrutura rítmica bem krautrock e um apoio de electrónica meio synth-pop que culminava na utilização de samples de velhos anúncios de radiodifusão, ao qual a banda foi até buscar o seu nome. Estava a ser um belo concerto mas a sobreposição de horários – também culpa da nossa curiosidade e dos bons nomes sorteados pelos vários palcos – voltou a fazer das suas, o que nos levou a atravessar todo o recinto em direção ao Palco Super Bock.

Joe Goddard, membro dos Hot Chip, já se apresentava ao comando da sua mesa de mistura, acompanhado pela vocalista Valentina e o seu longo vestido amarelo. Munido do seu primeiro longa-duração a solo, Electric Lines, editado no ano passado, competiu ao autor de “Truth Is Light”, “Home” e a já mais antiga “Gabriel” a dura missão de colocar a dançar uma plateia que se via apreensiva quanto à ideia de transformar a relva molhada em lama. Verdade é que se o ambiente não parecia o mais propício, já não só pela queda de água mas também pela antecipação que se fazia crescer sobre o espetáculo do maior cabeça de cartaz deste festival prestes a acontecer no palco logo ali ao lado, a jovialidade de dançar à chuva, como garotos que adoram chapinhar nas poças, acabou por vencer e fazer jus ao celebrado refrão de “Music Is The Answer”: a música foi realmente a resposta para tudo.

Tempo para mais uma corridinha para tentar apanhar um pouco que fosse de Kelsey Lu, que isto de estar parado é para quem está debaixo da terra – ou quem se fia que em movimento se foge à molha. Abrigados por um guarda-chuva já de si partilhado, graças à caridade alheia, conseguimos observar a reta final do set da violoncelista americana, praticamente dedicado ao seu EP Church, que se exibiu ao vivo sem o seu instrumento – ao fundo viu-se uma guitarra, a que eventualmente já tinha recorrido – e primordialmente se dedicou às vozes sobre (e com) os efeitos provenientes do seu sampling pad. Toda a imagética também era digna de se vislumbrar: um volumoso fato branco que fazia lembrar os balões de santos populares e um chapéu de penas pretas, a trazer à memória a excentricidade da sueca do dia anterior, embora com um pouco mais de requinte, até também pela generosa distribuição de flores. Falando nessa nacionalidade, o trabalho vocal invocou um pouco de Lykke Li, talvez num registo relativamente diferente, partilhando até um pouco daquela aura infausta. Neste aspecto, foi um bom enquadramento para o turbilhão que se seguiria.

Foi precisamente há cinco anos a última vez que Nick Cave & The Bad Seeds pisaram solo português, justamente neste mesmo festival (mas com uma ligeira alteração no seu nome). As circunstâncias, no entanto, não podiam ser mais dispares, pautadas pela ainda contínua assimilação da tragédia que o artista australiano sofrera em 2015: a perda de um filho.

Para quem sempre lidou com o lado mais negro da vida nas suas composições, foi através do último álbum Skeleton Tree, de 2016, que conseguiu com a arte expor toda essa mágoa, desconstruí-la em palavras que ecoam essas emoções e, de certa maneira, purgar-se do maior desgosto que um pai pode algum dia vir a sentir. Desse disco foi possível ouvir, na abertura, “Jesus Alone” e “Magneto”, e, sensivelmente a meio do set, a comovente “Girl In Amber”, com o seu refrão “And if you want to bleed just bleed” acompanhado por coros quase angelicais, capazes de sensibilizar até quem não reconhece o trabalho do grupo e se deixou ficar a ver por mera hipnose.

Além do pesar, é por exemplo no equilíbrio da compassada “Do You Love Me?” com as cáusticas “From Her To Eternity” e “Loverman” que o carisma arrebatador de Nick Cave, devidamente apoiado na mestria dos seus Bad Seeds, prevalece naquela mescla de post-punk com rock alternativo que lhes é tão única.

Depois de “Red Right Hand” – há fãs de Peaky Blinders? – seguiu-se “Into My Arms” cantada ao piano, numa prestação que arrancou as vozes de todos os presentes e se tornou num dos momentos mais bonitos da noite. Ainda haveria tempo para uma adequada “The Weeping Song”, com os céus a chorarem veementemente enquanto o maestro sintonizava as nossas palmas, até ao finalizar de “Push The Sky Away”, com o contacto mais íntimo e privilegiado que poderia ter com o seu vasto público. No fim, tudo se resume a uma palavra: libertação. Se a melancolia consegue roçar a tristeza e a empatia nos leva a sentir comiseração, o que Nick Cave conseguiu nesta partilha com aquele mar de gente ascendeu a muito mais do que a sua e a nossa redenção.

Para aligeirar um pouco, pelo menos em comparação, chegou a hora de The War On Drugs no Palco SEAT – uma vez mais a sobreposição de horários, já aliada ao desgaste do clima impiedoso, dificultaria que se pudesse ir ver Nils Frahm no Palco Super Bock ou até ABRA no Palco Pitchfork.

O indie rock de Adam Granduciel, ora com toadas quase psicadélicas ora na sua raiz de recheio americana, estava de volta depois de algumas aparições nos anos anteriores em outros festivais portugueses, desta feita para uma nova aclamação muito devida ao novo A Deeper Understanding, de 2017 – tendo em conta os seus quatro discos, o concerto seria dividido apenas entre os temas deste e do seu antecessor, Lost In The Dream. O pontapé de saída deu-se com “Burning”», evidenciando logo as notáveis influências de Bruce Springsteen e Bob Dylan, umas mais musicais outras mais vocais, logo seguida por “Pain”, um dos mais recentes singles, e o seu jeito de balada auspiciosa. De “An Ocean In Between The Waves” a “Red Eyes”, por exemplo, também sobressai o gosto honesto do líder da banda pela guitarra, alcançado quiçá territórios britânicos e aproximando-o também de um Mark Knopfler e os seus Dire Straits, ora puxando-o para terrenos americanos e alcançando um Neil Young. Entre “Strangest Thing”, “Knocked Down” ou “Under The Pressure” permaneceu aquela atmosfera positiva, quase esperançosa, em que havendo ou não remedeio para a intensa chuva que se fazia sentir, o importante era sentir a música e deixarmo-nos transportar para locais só nossos.

A viagem final foi proporcionada por Mogwai no Palco NOS, para acabar com todas as poucas energias que ainda restassem. A banda escocesa, das mais influentes dentro do género post-rock e com uma existência já a ultrapassar as duas décadas, percorreu quase a totalidade da sua discografia, desde “Mogwai Fear Satan” do seu primeiro registo de 1997, Young Team, atravessando Rock Action (2001) com “2 Rights Make 1 Wrong” e The Hawk Is Howling (2008) com “I’m Jim Morrison, I’m Dead”, e, eventualmente, aproveitando para apresentar o mais recente Every Country’s Sun através de “Party In The Dark” ou “Old Poisons”.

O som expansivo e introspectivo da banda, equilibrado entre momentos de real peso carregado de distorção – chegaram a sentir-se as vibrações de três guitarras ao mesmo tempo! – com instantes mais calmos que pediam para fechar os olhos e sentir as gotas que pingavam na face, revelou-se como a escolha mais que indicada para fechar com chave de ouro o que fora uma verdadeira montanha-russa emocional – tanto de dia como de festival.

Se teríamos dispensado a chuva? Claro que sim. Se sem chuva alguns concertos se tornariam tão memoráveis? Fica a questão. Optemos assim, agora já no calor do lar, por desejar que a próxima edição seja igualmente marcante, como tantas vezes já o têm sido.

Baroness no LAV – Lisboa Ao Vivo: reduzidos a trio acústico mas intactos na tenacidade

Dois anos depois de se terem estreado na capital portuguesa – num concerto bem apinhado no Paradise Garage, que certamente está na memória de quem marcou presença –, os Baroness estiveram de regresso na passada quarta-feira, dia 27 de junho, embora num formato diferente por força das circunstâncias: dias antes do concerto, já na reta final da digressão europeia, o quarteto viu-se sem o seu baterista Sebastian Thomson que, devido à imprevisibilidade duma emergência familiar, teve de regressar a casa por alguns dias.

A banda, ainda assim, decidiu não cancelar o concerto com tão pouca antecedência e, mesmo sem margem para grandes preparos, optou por transformar um percalço numa oportunidade para se reinventar ao apresentar versões acústicas das suas músicas. Esta súbita mudança de planos, chamemos-lhe, foi devidamente explicada pelo próprio John Baizley assim que os três músicos subiram ao palco – se é que havia alguém que ainda pudesse ser apanhado de surpresa, já que a promotora Prime Artists se socorreu de todos os meios para que o público chegasse ao local informado. Antes disso, no entanto, houve tempo para a abertura proporcionada pelos Process Of Guilt.

Por esta altura, a banda eborense já não deveria ser novidade para o público português, ainda que, por vezes, teime em sê-lo: formados em 2002, já contam com quatro registos de longa-duração – dos quais o último, Black Earth, do ano passado, foi integralmente a base de atuação – e têm, como banda de apoio e em nome próprio, tocado por diversas vezes em todo o país e até lá fora. É compreensível, contudo, que o peso monolítico do seu doom conspurcado de sludge e de influências de industrial mescladas com laivos noise rock não fosse o mais direccionado para anteceder uma banda que, mesmo que tenha no seu âmago uma ou outra referência em comum, já se tenha distanciado dessa similaridade.

Não obstante, nem isso nem a meia casa (que foi sucessivamente se compondo) os demoveu de demonstarem cabalmente o porquê de serem uma das melhores bandas portuguesas de música extrema: seguindo a ordem do referido disco, percorreram “(No) Shelter”, “Feral Ground”, “Servant”, “Black Earth” e “Hoax” numa performance crescentemente demolidora e abrasiva, onde ao peso do riff é dada toda a ordem de grandeza, demarcado por ritmos pujantes e arrastados aos quais é impossível negar o merecido headbang. No fim, não vale sequer a pena sobrepor quaisquer palavras ao feedback.

Chegada a hora dos americanos, vemos John Baizley, guitarrista e vocalista, a sentar-se à direita do palco, munido de uma guitarra acústica; Gina Gleason, a nova guitarrista do coletivo, a sentar-se à esquerda; e no centro, dado o inicial espaço vazio, viria a sentar-se Nick Jost para, à falta de secção rítmica, complementar o ambiente com teclados. Foi assim que, depois da já mencionada contextualização do que se iria passar ao longo das onze músicas, atacaram em formato acústico as cinco primeiras músicas do set, todas elas de Yellow & Green, de 2012: “Foolsong”, “March To The Sea”, “Green Theme”, “Cocainium” e “Little Things”. Se a primeira já era análoga, e a terceira era de si instrumental, é nas restantes que conseguimos delinear a suavidade com que são impostos os arranjos a músicas que se sabem mais pesadas. A boa disposição do mentor da banda, que se revelou extremamente comunicativo, veio intercalar ao revelar o quanto estava a gostar de Lisboa, dada a chance de sentir a sua vivacidade sem somente vir cá tocar novamente e ir embora, como tantas vezes acontece numa banda em constante digressão.

Aproveitou para relembrar o quão especial lhes tinha sido a data de há dois anos – “devem ouvir isto imensas vezes mas é mesmo sentido” –, brincou com o facto de que as músicas assim sem bateria e sem baixo até soam “mais tristes, mas que se lixe, gosto delas assim!”. Num momento mais sério, a recontar o impacto da tragédia de 2012 que todos os presentes estariam a par – o sério acidente rodoviário no Reino Unido que quase ditou o fim da banda –, abriu-se perante o público e confessou o quanto a experiência lhe permitiu escrever o que apelidou de uma música de amor, em jeito de agradecimento a todos os que estiveram lá para ele no processo de reabilitação e recuperação. Seguia-se assim “If I Have To Wake Up (Would You Stop The Rain)”, de “Purple”, no que foi o primeiro instante verdadeiramente arrepiante, entre as melodias ouvidas e as palavras aclamadas no seu refrão.

Do mesmo registo, ouvir-se-ia ainda a intro “Fugue” para a também imensamente épica “Chlorine & Wine”, onde as vozes da plateia voltam a dar de si num apoio ao trio que não se podia mostrar mais reluzente de alegria. Ocasião para mais umas gargalhadas, quando Baizley brinca que basicamente transformou as suas “músicas rock em músicas country”, e volta ao penúltimo disco com “Board Up The House” e a majestosa “Eula”. Quando já havia anunciado que seria essa a última música, e com os três a abandonarem o palco, a aclamação foi tal que pouco depois estariam a voltar para tocar “Shock Me”, single maior do último álbum.

Estava consumada a noite, entre sing-alongs e sorrisos espelhados no semblante de todos, que a oportunidade de ver Baroness neste formato ultrapassara as expetativas. Se hoje em dia o seu sludge rock, se o pudermos categorizar assim, até os aproxima mais de uns Thin Lizzy, é igualmente bonito ver uma banda que não tem medo de se lançar ao desafio e saber readaptar-se com elegância perante a adversidade. Quem não foi por receio da falta de peso, é bom que não se arrependa de não ter visto algo verdadeiramente notável.

Adeus Vodafone Mexefest, olá Super Bock em Stock

Muitos de vós podem não saber, mas, antes de se chamar Vodafone Mexefest, o festival intermitente que acontece na Avenida da Liberdade surgiu como Super Bock em Stock, nome que, agora, voltar a assumir com o naming da Super Bock, a marca de cervejas mais associada à música.

Razer Huntsman – Análise: muito básico para um teclado gaming

É pena que, pelos 159,99€ que custa na loja oficial, o Razer Huntsman não inclua nenhum tipo de base de repouso.

Há um novo teclado para jogadores no mercado. É da Razer e promete ser o teclado mais avançado neste momento. E não é para menos. Esqueçam os teclados mecânicos, agora temos os teclados opto-mecânicos com a nova linha Razer Huntsman.

Disponível na sua versão normal e na versão Elite, recebemos a versão mais modesta para análise e, numa primeira impressão, gostámos do que vimos.

Mesmo com a falta de uma base de apoio, da faixa de iluminação que abraça a base ou dos controlos multimédia existentes na versão Elite, o Razer Hunstman normal é dos teclados da marca mais bonitos do catálogo.

O Razer Huntsman é, basicamente, uma placa de alumínio com teclas. A sua simplicidade é altamente apetecível, especialmente para quem tem gosto pelo minimalismo.

Com uma disposição de teclas semelhante a outros teclados da Razer, o Hunstman mantém o teclado numérico nos seus dois modelos e todas as teclas são destacáveis, revelando aquilo que realmente importa – os seus novos switches.

Os teclados da Razer são conhecidos pelos seus switches mecânicos super-rápidos e pela sensação de clique extremamente satisfatória em cada uma das teclas. Com o Huntsman, a Razer quis reinventar o switch mecânico e apresenta os switches opto-mecânicos. A diferença? Maior rapidez de leitura de ações.

Isto é conseguido através dos novos sensores de infravermelhos que detetam o clique muito mais rapidamente e que eliminam a necessidade de um contacto físico para dar sinal da atuação das teclas, tornando o Hunstman num teclado 30 vezes mais rápido que os tradicionais mecânicos.

Uma vez que existe menos contacto físico entre os componentes, há também outra vantagem: o Razer Huntsman promete uma longevidade muito maior – cerca de 100 milhões de cliques -, pois o desgaste não é tão grande.

A qualidade de construção deste teclado também não desilude. Apesar de não ter muito que se lhe diga a nível de design, sente-se que é algo robusto e sólido.

Na traseira temos borrachas antiderrapantes, que, em conjunto com o peso da base de alumínio, não deixa que este fuja.

As teclas são altas, bem distribuídas e apresentam uma ligeira curvatura que é bastante agradável ao toque. Quem está habituado a escrever não terá dificuldade em adaptar-se ao teclado e os jogadores terão sempre os seus atalhos nos sítios certos.

A sensação de clique é, mais uma vez, impecável, e, ainda que seja difícil medir e sentir a ultra rapidez dos novos switches, é fácil sentir a rápida resposta de clique, seja em que situação for. Escrever ou jogar neste teclado é muito satisfatório. Infelizmente, a experiência não é cem por cento perfeita.

O Razer Huntsman é barulhento. Muito barulhento. Estamos a falar de quase 70db por clique, segundo as nossas medições. Se não viverem sozinhos ou usarem este teclado perto de outras pessoas, pode ser um problema. Mesmo usando um par de auscultadores, é possível ouvir-se o clique das teclas. E isto é uma pena, porque é tão satisfatório que a nossa própria utilização torna-se inconscientemente mais rápida e, por arrasto, mais barulhenta. Acaba por ser estranho o Huntsman fazer tanto barulho quando, na teoria, os novos switches deveriam possibilitar uma experiência mais silenciosa.

Outro problema tem a ver com este modelo em específico. O Razer Huntsman Elite, para além de algumas adições úteis como controlos multimédia e decorações de iluminação extra, inclui um belo de um apoio de repouso.

Aqui, este apoio ficou de fora,e isso faz-se sentir. É uma pena, até porque a Razer tem uma das melhores bases de repouso no seu Razer Blackwidow Chroma V2.

O Razer Huntsman é um teclado alto e as suas teclas são também elas bem altas, o que pode criar desconforto mesmo ao fim de pouco tempo de utilização se não tivermos algo para repousar os pulsos.

Como é habitual, a Razer inclui aqui suporte do Chroma, que funciona na perfeição com a luz a sair dos caracteres e por baixo das teclas. Já com a aplicação Synapse é possível criar diferentes perfis de utilização com diferentes atalhos ou, até, trocar algumas teclas de posição e função.

Se a velocidade da luz se faz sentir no Razer Hunstman, a verdade é que é difícil de ter essa perceção. No entanto, assim que o começamos a usar, é fácil perceber que estamos sob algo novo. A utilização é satisfatória e viciante, mesmo com todo o ruído que produz.

Para um teclado gaming, o Hunstman normal é um teclado básico, mas a Razer faz questão de nos deixar configurar e personalizar o periférico de modo a podermos tirar total partido dele. Só é pena que, pelos 159,99€ que ele custa na loja da Razer, não inclua nenhum tipo de base de repouso, uma vez que, para além de caro, não se pode dizer que seja bom usá-lo durante longos períodos de tempo.

Rock in Rio Lisboa 2018 | Jessie J – Um vozeirão que não deixa ninguém indiferente

Pela quarta vez em Portugal, e segunda vez no Rock in Rio Lisboa, Jessie J veio para marcar a sua posição, mostrando que é uma artista com vários talentos escondidos e que consegue conquistar o público além dos seus temas mais conhecidos.

A britânica apresentou um espetáculo com um cenário simples, mas onde se vislumbrava um enorme coração, acabando por ser visualmente atrativo. Esta visita ao nosso país devia-se ao seu mais recente álbum, R.O.S.E., lançado em quatro partes no passado mês de maio, e que foi bem recebido pela crítica especializada.

“Do It Like A Dude” foi o tema que abriu o concerto, aqui interpretado num registo diferente, quase acústico, com Jessie J a ficar agarrada à bandeira de Portugal – a Seleção Nacional tinha sido eliminada nos oitavos-de-final.

Seguiu-se “Burnin’ Up”, onde mostrou a capacidade de brincar com o seu vozeirão, revelando, também, o seu lado mais divertido, interagindo com o público e com a sua banda. Jessie interpretou, como seria de esperar, temas do seu mais recente trabalho, tais como “Play” ou “Easy On Me”, revelando, neste último, que é um tema especial para si devido à relação que tinha com o avô, recentemente falecido, e onde aborda o problema de coração que lhe foi detetado quando era adolescente.

Pouco depois iriam começar a surgir os sucessos conhecidos por todos, como “Domino” ou “Nobody’s Perfect”, iniciado num registo acústico para, uma vez mais, mostrar a importância das palavras misturadas com o poder da sua voz. “Não quero ser perfeita, quero ser a Jessie J“, dizia ela. E a verdade é que ninguém lhe pediu isso – basta ser como é.

Seguiram-se “Flashlight”, tema que criou para o filme Pitch Perfect, “Thunder” e “Stand up”, onde Jessie pediu aos fãs que abraçassem a pessoa ao lado, apelando a um mundo com mais amor. Para terminar este registo mais “acústico” veio a música que marcou a maior parte da audiência, “Who You Are”, onde se percebeu que a artista tinha conseguido tocar em muitos corações. Bastava olhar para os ecrãs gigantes para vermos uns quantos fãs lavados em lágrimas.

Não sendo uma artista estática, como quem diz, que gosta de manter a mesma posição em palco durante todo o concerto, esta desceu do palco e percorreu o corredor entre a multidão para, no fim, abraçar um dos fãs e dizer “está tudo bem, eu estou aqui”, como que a tentar reconfortar alguém que precisava de um ombro amigo. É tão comunicativa e simpática que ia acenando aos fãs que deslizavam pelo slide do festival, dizendo que gostava de terminar o concerto desta forma. Infelizmente, tal não aconteceu.

Pausa para troca de roupa e surge em palco Luke James, artista que veio interpretar um tema seu, “These Arms.”

Já de volta com um novo outfit, ouviram-se os acordes de “Queen”, onde a mesma canta uma mensagem de body positivity e amor próprio, mostrando que se sente poderosa com o seu corpo através de movimentos sensuais e confiantes. E não é para mais, uma vez que está em excelente forma física.

Estávamos quase no final, mas não podíamos deixar de ouvir “Mamma Knows Best”, “Bang Bang” e, claro, a famosíssima  “Price Tag”.

Jessie J deu, para muitos, um dos melhores concertos no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa. E é mesmo impossível não ficar contagiado pela boa vibe da cantora, pelas palavras, pelo sorriso e pela simpatia que traz sempre consigo.

Rock in Rio Lisboa 2018 | Katy Perry – Um mundo popsicle no parque da Bela Vista

Ainda que o slogan do Rock in Rio Lisboa seja “A cidade do rock”, a edição de 2018 claramente ficou marcada pelo Pop. Foi um dos géneros predominantes do cartaz principal e, depois de Demi Lovato, Bruno Mars, Haille Steinfield e Jessie J, o último dia do festival termina em grande com a atuação de Katy Perry.

Com um total de 23 músicas e nada menos do que seis mudanças de roupa (cada outfit mais extravagante que o outro), a artista mostrou que, para a sua primeira vez na versão portuguesa deste festival, dedicou-se à preparação do show e não se mostrou nada menos do que exuberante. Uma autêntica pop star.

O concerto abre com um snippet de um tema do novo álbum, Witness, em que Katy surge por detrás de uma nuvem de fumo branco. Desafiando o público desde um primeiro momento, com a pergunta “Will you be my witness tonight?”, segue para outro tema do novo álbum, “Roulette”, com uma outra provocação, “Will you roll the dice?”. E chovem, sobre o público, confettis com as formas dos naipes de um baralho de cartas.

Se começa o seu concerto com provocações, continua com uma vibe meio obscura, meio sensualizada, com o tema “Dark Horse” – mostrando aqui o lado badass de Katy (que, usualmente, tende a ser mais doce, e cotton-candy-like). De um modo geral, pode-se dizer que Katy é uma artista versátil, encarnando várias personagens, vários estilos tanto visuais como musicais, e isso foi transposto para este concerto. Temos como exemplos clássicos o teenage pop-rock, meio revoltado (com temas como “Part Of Me”) e a versão mais dance eletrónica e muito popsicle pop como “Chained to The Rythm”, “Last Friday Night” e “California Girls”. O concerto foi completo, e até teve direito a uma mascote (muito fofa!) em forma de tubarão durante a música “Teenage Dream”. E, claro, ao longo de toda a atuação, acompanham Katy performers de dança, com outfits extravagantes que tornaram o espectáculo visualmente mais rico.

O seu primeiro hit “I Kissed a Girl” surge exatamente a meio do concerto e é um momento de grande euforia, sobretudo porque neste tema a artista pousa sobre si uma bandeira arco-íris, símbolo da causa LGTB – passando uma mensagem importante e atual, de inclusão, tolerância e aceitação. Katy sabe que tem influência sobre as camadas mais jovens e utiliza a sua popularidade para promover princípios importantes. Foi uma atitude de louvar e aplaudir. Aliás, ainda que possa ser uma “moda”, a verdade é que muitos artistas hoje em dia utilizam a sua influência para defender mensagens importantes; Jessie J, que pisou o palco minutos antes de Katy, também havia passado ao longo do seu concerto algumas mensagens de auto-amor.

Outro momento de grande euforia foi o famoso “Hot n’ Cold”, no qual a artista surge vestida com um painel digital no peito que vai mostrando as palavras “Hot” e “Cold“. Aproveitando o facto de ter ascendência portuguesa (um dos seus tetravôs é dos Açores), cria um momento de interação brutal com o público, questionando como se dizem estas palavras em português; depois de, em uníssono, todos dizermos “quente” e “frio”, a cantora repete as palavras com um sotaque quase perfeito, tudo isto antes de começar a cantar.

O concerto contou, ainda, com bastantes temas do seu recente álbum – “Dejá Vu”, “Power”, “Into Me You See”, “Bon Appetit” (esta, com direito a uma pequena mescla com “What Have You Done For Me Lately” de Janet Jackson, em jeito de tributo) e ainda “Pendulum” como uma das músicas do Encore. Nota-se um crescimento, um amadurecimento evidente de Katy enquanto artista, neste seu último trabalho, em comparação com os anteriores. Se, antes, Katy era muito teenage-highschool-pop, neste último álbum a artista revela, aqui, um lado mais obscuro, e com uma certa influência futurística e tecnológica (talvez o tema também ele comercial “Swish Swish” seja o que mais destoa desta vibe geral do novo álbum, regressando às suas origens mais pop e catchy); ainda assim, continua na linha pop, sendo referenciado pela imprensa como Futurepop – uma junção de synthpop com influências de trance.

Porém, não foram as novas músicas que mais mexeram com o público, foi sim, com os êxitos mais antigos que o pessoal mais vibrou. “ET”, “Wide Awake” e “Roar” – cantada a plenos pulmões, pela Katy e por nós! – e “Fireworks” para o último encore, trouxeram nostalgia aos fãs que a seguem desde sempre.

E foi com “Fireworks” e, mesmo, com fogo-de-artifício, que terminou mais uma edição deste grande festival.

New Gundam Breaker – Análise: é um mau jogo

New Gundam Breaker joga-se muito mal e não oferece objetivos que nos motivem a jogar mais uma partida.

New Gundam Breaker marca a chegada da série Gundam Breaker ao ocidente pela primeira vez, com destino marcado na PlayStation 4.

Após Gundam Breaker 3, considerado o melhor jogo pelos fãs, este podia ser o quarto jogo da saga , fazendo justiça à fasquia agora elevada. Mas a Crafts & Meister, produtora deste jogo, decidiu ir no caminho errado, fazendo um jogo desinspirado, cliché e desajustado.

Em New Gundam Breaker somos atirados para um mundo bem anime e que pouco nos faz pensar em mechas com escudos e canhões laser. O jogo passa-se basicamente numa escola, onde usamos um sistema de realidade virtual para controlar brinquedos robot chamados Gunplas e mostrarmos que somos os melhores da nossa terra, ao mesmo tempo que impressionamos as nossas colegas de turma. É ridículo, parvo, mas algo hilariante. Contudo, aproxima-se bastante do conceito do anime Gundam Build, com toda a questão competitiva entre jovens.

Quando a produtora Crafts & Meister tinha ao seu dispor o motor de jogo Unreal Engine 4, poderia optar por fazer maravilhas, mas, para contar a história de New Gundam Breaker, escolheu um estilo de visual novel, onde nos são apresentadas as personagens, conflitos e missões seguintes.

Quando somos atirados para o jogo há coisas bastante boas, sendo uma delas os seus visuais. Não são os melhores que já vimos, mas neste jogo controlamos figuras de ação, ou seja, brinquedos, e a apresentação destes robôs em miniatura está muito bem conseguida. Desde os materiais de plástico usados em cada um, ao sistema de iluminação realista, aos fundos de salas de aulas, oficinas didáticas e mundos exteriores extremamente realistas. O jogo também faz um trabalho interessante na perspetiva do jogo que reflete a escala de pequenez nestes mundos.

Em New Gundam Breaker vamos poder ter connosco mais dois aliados com o objetivo de fazermos mais pontos que outras duas equipas de três jogadores. Para ganhar pontos só temos que ir a sítios específicos do mapa, apanhar itens ou limpar a zona de inimigos.

Uma das funções mais interessantes deste jogo é a capacidade de podermos perder peças e apanhá-las durante a batalha, ou, até, partes de inimigos para equipar logo no momento. Por vezes, podemos acabar uma partida com um Gunpla basicamente diferente do inicial e, teoricamente, tornando-nos mais ou menos fortes consoante essas partes. No entanto, esta mecânica anula a possibilidade de personalização dos nossos robôs antes de cada partida, onde podemos mudar as partes, as armas e ir para o combate com algo mesmo único.

Infelizmente, o jogo não evolve muito mais do que isto, e, ao fim de muitas horas de jogo, o sentimento de progressão ou de novidade no combate e tipo de objetivos é quase nulo.

Mas se há algo de altamente destrutivo em New Gundam Breaker é mesmo o seu pobre sistema de combate aliado ao desempenho do jogo na PlayStation 4.

New Gundam Breaker tem uma jogabilidade horrível. Os controlos são bem mais simples do que o tutorial inicial nos tenta mostrar e joga-se como um hack and slash, contudo, tem sérios problemas de resposta e pequenos pormenores que são errados.

O tempo de resposta entre carregar um botão e ver a ação acontecer no ecrã está longe do ideal e controlar os Gunplas assemelha-se mais a controlar um tanque do que um brinquedo. É lento e frustrante.

Há também o pormenor dos saltos duplos que se podem executar se ficarmos a pressionar algum tempo no comando, mas, em conjunto com o atraso de tempo de resposta, torna-se quase impossível de utilizar.

Depois temos a performance de jogo inconsistente que flutua com regularidade tornando o jogo, por vezes, muito fluido, ou, então, muito lento, com quebras visíveis. Junta-se tudo e isto acaba por tornar-se um enorme problema em situações caóticas e aumenta a imprecisão de ataques, tornando o jogo difícil, quando deveria de ser fácil.

New Gundam Breaker é um mau jogo. Mesmo excluindo a sua estranha apresentação geral e o estranho conceito que recorre a clichés irritantes durante a campanha com a sua visual novel, New Gundam Breaker joga-se muito mal e não oferece objetivos que nos motivem a jogar mais uma partida.

New Gundam Breakers está disponível para PlayStation 4.

New Gundam Breaker
Nota: 3/10

Este jogo foi cedido para análise pela Bandai Namco.

Fomos experimentar o brunch do restaurante Astória

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Foi no passado sábado, dia 30 de junho, que tivemos oportunidade de conhecer o novo brunch do restaurante Astória, situado no famoso Hotel InterContinental Porto – Palácio das Cardosas, na emblemática baixa portuense.

Com vista para a Avenida dos Aliados e para a estação de São Bento, o restaurante apresenta um elevado requinte, tendo sido a nossa equipa presenteada com uma mesa bem localizada e espaçosa, com cadeiras confortáveis e com vista exterior. Apesar de bastante quente lá fora, o ambiente dentro do Astória estava agradável, havendo, ainda, uma suave música de fundo.

O Astória apresenta-se como tendo o melhor brunch do Porto, estando disponível aos sábados e domingos, das 12h30 às 16h. Além do brunch, com um menu fixo pelo preço de 21,50€ por pessoa (sem bebidas), os adeptos de espumante poderão optar pelo Brunch & Bubbles – 28,50€ por pessoa – no qual o espumante é servido à discrição; ou pelo Brunch & Cattier Champagne, por 49,50€. No nosso caso recebemos o menu Brunch & Bubbles.

Para aqueles que começam com um pequeno almoço mais conservador, a pastelaria é composta por donuts, waffles, croissant’s de amêndoa e pastéis de nata. Relativamente à padaria, temos baguete, bolinha artesanal, pão chapata, pão bouchon e pão artesanal com sementes. Já para os mais fortes de estômago, e geralmente estrangeiros, não faltavam os ovos mexidos, a salsicha toscana, o crispy bacon e o tomate assado. Para os mais adeptos de pequenos-almoços frescos, havia ainda os iogurtes de granola, de frutos silvestres, de compota de banana e de compota de pêssego.

De seguida, como opções mais viradas para o almoço, não faltavam as opções “frias”. Havia a tábua de queijos, a tábua de charcutaria, a quiche lorraine, a salada de beterraba assada com nozes e queijo de cabra; a salada caprese, a salada césar de frango (estava um pouco seca), o salmão marinado com beterraba (simplesmente delicioso!), a salada de abóbora com queijo de cabra e uma variedade de fritos tradicionais que incluía rissóis de carne, camarão e croquetes muito saborosos. Os frios eram complementados também pelas saladas clássicas: salada mista e salada de tomate e manjericão com queijo fresco (muito boa), pepino, vinagrette de limão e guacamole e molho cocktail.

Os quentes eram compostos pela sopa de feijão com couve lombarda, bacalhau com natas e bochecha de porco com molho de vinho tinto. Todos os pratos tinham muito bom aspeto, sendo que o bacalhau com natas era muito saboroso. Contudo, não tinha vestígios de bacalhau – apenas muita cebola. Também achámos a bochecha de porco um pouco ressequida, mas terá sido devido à escolha feita, pois havia bastante molho no fundo do recipiente que a acondicionava.

Da cozinha foi ainda possível pedir o prego de vaca em bolo do caco com pata negra e queijo de cabra e um mini cheese burguer de novilho. O prego estava simplesmente delicioso, muito destacado pela intensidade de sabor do queijo de cabra. Já o cheese burguer não superou as expetativas, pois estava um pouco seco, embora a carne muito tenra e saborosa.

Estava ainda disponível da cozinha os ovos escalfados, ovos benedict e ovos estrelados.

Por fim, aquela que é, sem sombra de dúvidas, a estrela deste brunch: a parte das sobremesas. A mesma é composta pela tarte de limão e merengue, pelo bolo húmido de chocolate e frutos vermelhos, pela seleção de frutas da época, pelo tiramisu tradicional, pelo bolo de bolacha, pela mousse de chocolate e pelo bolo red velvet.

Estava tudo bastante apetitoso, principalmente o bolo de chocolate com frutos vermelhos e o red velvet. Também gostámos muito da variedade de frutas disponíveis: abacaxi, melão, melão, laranja, toranja, maracujá, kiwi, amoras, framboesas, mirtilos e morangos (sempre com folhas – porquê?!). Sabe sempre bem uma fruta fresca no fim de uma refeição pesada.

Terminámos por volta das 15h a nossa degustação de sabores, sendo que o brunch estava disponível até às 16h. Um ponto muito positivo que nos apercebemos foi que não faltou nenhuma comida na sala onde estava exposta – os chefs iam repondo sempre.

Ao longo das quase duas horas e meia que estivemos no Astória, fomos tratados de forma excelente pelos funcionários da sala, que, para além de não deixarem que nunca faltasse espumante nos nossos copos, tinham a amabilidade de questionar se estava tudo bem (faziam-no com todas as mesas).

Se é um daqueles dias em que acordam às 14h e não conseguem decidir onde ir almoçar, se pretendem levar a cara metade a um sítio de elevado requinte, ou, simplesmente, para comemorar uma ocasião especial, experimentem o Astória. Certamente não se irão arrepender.

Rock in Rio Lisboa 2018 | The Chemical Brothers – Um verdadeiro assalto aos sentidos

Há espetáculos que nos prendem desde o primeiro minuto, e a atuação dos The Chemical Brothers é um exemplo disso mesmo. Mais do que simples música, a banda apresenta uma exposição visual incrível, completamente hipnotizante.

“Go” foi o tema eleito para a abertura deste espetáculo – escolha não despropositada pois foi o primeiro single do último álbum Born in Echoes – que acaba por ser muito mais do que um simples concerto. É uma experiência autêntica, do início ao fim. Misturando o género eletrónico com big beat, dance music alternativa e trip-hop (com a sua natureza psicadélica), a banda consegue criar uma sonoridade muito sui generis. Intercalando entre temas que, por si só, já se tornaram históricos na obra dos Chemical Brothers – caso inevitável “Do it Again” do álbum We Are The Night de 2007 (sim… já lá vai uma década), ou indo ainda a hinos mais antigos (“Block Rockin’ Beats”, “Hey Boy Hey Girl” e “Galvanize”) como ainda um cheirinho do que aí virá com a nova “EBW 12”, houve espaço para intrusões à já vasta discografia dos rapazes de Manchester.

Tom Rowlands e Ed Simons, a dupla que forma esta banda, optam por se esconder ao fundo do palco, algo que é já característico dos dois artistas nas suas atuações ao vivo, deixando o destaque dos seus espetáculos ser os efeitos visuais que apresentam, em detrimento de si mesmos. E que espetáculos! Fascinantes, tema após tema, o que se apresenta diante dos olhos do público, puxando por todos os sentidos, sempre com vídeos e efeitos visuais altamente apelativos. Tanto, ao ponto da música em si quase ser secundária, mas fazer ainda mais sentido.

Outra característica dos concertos de The Chemical Brothers: a sensação de continuidade; quase não existe “intervalo” entre as músicas, elas estão sempre ligadas de forma fluída. Uma sensação de expansão – como se sente bem presente nos temas “Escape Velocity” e “Snow/Surface to Air” – é também uma constante.

A música, essa, é feita como que por camadas: começa devagar, de forma básica mas (muito) apelativa, quase previsível… até deixar de o ser, com o acrescentar progressivo de novos sons e batidas. Minimalista conquista-nos até nos assoberbar. E se isto já é arrebatador nos álbuns da banda, ao vivo é ainda melhor, como um exponenciar de sentidos, cada batida que fazia estremecer o chão e entrava no nosso corpo. Isto, com toques psicadélicos de sintetizadores a tocar numa espécie de madness.

No final, a sensação com que sai dum concerto dos The Chemical Brothers é sempre a mesma: um verdadeiro assalto aos sentidos. E o mais impressionante é que a sensação já perdura há uns longos 23 anos.

Hitachi Consulting lança plataforma para responder aos desafios do RGPD

Com a entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), a Hitachi Consulting desenvolveu, em Portugal, uma plataforma de gestão do consentimento para responder aos desafios de empresas nacionais e internacionais. O “Consent Management Hub” integra diversas tecnologias Hitachi que se têm demonstrado líderes neste segmento de gestão segura de conteúdos.

Rock in Rio Lisboa 2018 | The Killers: Diretamente de Las Vegas para a Bela Vista

Os The Killers são aquela banda sem merdas que não precisa de adereços, fogos de artifício ou outras coisas em palco para dar um excelente concerto. Chegam, abrem o jogo e vão-se embora. É assim que faz. E num concerto com sensivelmente uma hora e vinte minutos de duração, a banda originária de Las Vegas, apesar de ter atuado perante “somente” 55 mil pessoas, deu um dos melhores concertos do Rock in Rio Lisboa.

O concerto começou atrasado, por volta das 21h35, ainda hora de jantar. Tinha chovido bastante – o concerto dos Xutos & Pontapés sofreu com isso -, pelo que foi necessário demorar mais tempo a ligar os equipamentos e a, principalmente, tentar retirar toda a água acumulada do Palco Mundo. Meia hora depois, ouviam-se os primeiros acordes de “The Man”, saído do último álbum Wonderful Wonderful.

O começo até pode ter começado algo morno, mas, a partir daí, vieram os temas que todos nós já conhecemos.

Os The Killers, apesar de, neste momento, apenas contarem com o vocalista Brandon Flowers e o baterista Ronnie Vannucci Jr. como membros originais do quarteto, continuam iguais a si próprios: eficazes e muitíssimo competentes.

Tiveram sorte, os americanos, ou, talvez, tenham sido eles a pedir aos céus para parar com a chuva. A verdade é que, logo após a primeira música, a chuva parou por completo, pelo que os milhares que ali estavam para ver os homens de Las Vegas tiveram uma sorte incrível.

Apesar de ter sido a primeira vez que os The Killers atuaram num Rock in Rio Lisboa, a banda já não vinha ao nosso país há pelo menos cinco anos. Poderá isso ter influenciado uma receção algo morna por parte do público? Bem, talvez, mas a verdade é que este público do Rock in Rio Lisboa deixou muito a desejar, mostrando-se sempre pouco participativo, fosse qual fosse o concerto.

Brandon Flowers é o homem que comanda a banda. Sempre comunicativo e de um lado para o outro do palco, Flowers foi sempre puxando pelo publico quando se justificava, com mais ou menos sucesso, parecendo realmente bem disposto e feliz por estar ali, naquele momento.

Este foi o terceiro concerto dos norte-americanos por cá. Por isso, logo após o tema inicial do concerto, os The Killers ofereceram “Somebody Told Me” e “Spaceman” de rajada. Seguiram-se “Shot at the Night”, “Run for Cover” e a já velhinha “Smile Like You Mean It”.

Chegávamos a “For Reasons Unknown” e, ao contrário do que tem acontecido em alguns concertos desta digressão, os The Killers não chamaram nenhum fã a palco para assumir as rédeas da bateria. E não admira, uma vez que os cartazes eram praticamente inexistentes.

Apesar de terem tocado na noite anterior no festival O Son do Camiño, em Santiago de Compostela, isso não retirou energia a nenhum dos membros da banda. E é de louvar; afinal, deram um concerto, fizeram uma viagem e, pelo meio, tiveram ainda de fazer um ensaio geral. Não é muito costume as bandas já com estatuto saltitarem entre países para dar um concerto logo no dia seguinte.

Além do excelente baterista e dos restantes elementos emprestados à banda, as atenções recaem todas em Flowers, que parece ter uma energia inesgotável. Mais parece um one man show, mostrando que não precisa de nada mais além da sua presença e dos seus camaradas para produzir um bom concerto.

Pelo meio, Flowers ainda tentou falar algum português e perguntou se percebíamos o que ele estava a dizer quando comunicava connosco, como quem faz uma subtil aproximação.

São notórias as influências dos The Killers. Esta espécie de new wave rock da década de 80 com laivos de eletrónica, a lembrar uns Talking Heads, ou, até, a recordar-nos de um Bruce Springsteen apaixonado pela América, está patente nas canções destes tipos de Las Vegas, como fizeram questão de anunciar logo no início do concerto.

Com um espetáculo bem montado, os momentos mais fortes chegariam com as quatro músicas que antecederam o encore: “Runaways”, “Read My Mind”, “All These Things That I’ve Done” e “When You Were Young”.

Já no regresso, “Human”, qual mais, e, a fechar a festa, “Mr Brightside”, o melhor tema que a banda alguma vez fez e que, em concerto, é apresentada com a versão “Jacques Lu Cont’s Thin White Duke Remix”. A setlist oficial ainda contava com mais duas faixas, “Just Another Girl” e “The Calling”, mas, talvez devido ao atraso, ou à frieza do público, os The Killers optaram por não as executar.

As câmaras mostravam gente a chorar nas primeiras filas. E não admira. Os The Killers não são banda que venham cá de forma recorrente. Sem precisarem de fogo de artifícios ou outras mariquices, é assim que se monta um espetáculo de querer ver novamente. Certamente que os mais fãs não ficaram desiludidos.

Rock in Rio Lisboa 2018 | Xutos & Pontapés homenagearam Zé Pedro rodeados dos seus amigos

Depois dos Capitão Fausto terem mandado a chuva embora, já o concerto dos Xutos & Pontapés tinha começado quando fomos até ao Palco Mundo para aquele que seria, para muitos, um espetáculo especial.

Os Xutos fazem parte da vida de milhões de portugueses. Quem nunca viu um concerto da maior banda portuguesa? Certamente serão poucos os que se enquadram nesta categoria.

Já com 40 anos de carreira, os Xutos apresentaram-se, claro está, sem o guitarrista e membro fundador Zé Pedro, falecido no ano passado. Não se sabe se, no futuro, não poderão ter um novo guitarrista, mas, por enquanto, contamos apenas com Tim, Gui, Kalú e João Cabeleira, com este último a assumir agora as funções de único guitarrista da banda.

Eram muitos os que viam o concerto, portanto, muitos os que sabiam as letras de cor e salteado, mas o mesmo não se pode dizer dos nossos políticos, que, através das câmaras que os iam filmando, notava-se que estavam algo atrapalhados.

Entre novos temas (“Fim do Mundo”, “Mar de Outono”) e outros da velha guarda (“Não Sou o Único”, “À Minha Maneira”, “Chuva Dissolvente”, “Contentores”, “Circo de Feras”), houve uma surpresa quando chegou “Para Ti Maria”. Tim anunciou que iam “voltar a tocar com o Zé Pedro neste palco”, indo resgatar imagens e som gravados no concerto que assinalou o 30º aniversário da banda. De repente, nos ecrãs do Palco Mundo, surgia Zé Pedro, tão alegre como o conhecíamos.

A chuva tinha despertado e aguardava-se o grande final, a tão esperada homenagem. No fundo, subiram a palco os amigos de longa data da banda para, uma vez mais, cantarem por Zé Pedro. Estiveram a cantar Marcelo Rebelo de Sousa, Ferro Rodrigues, Fernando Medina, António Costa Catarina Martins, todos estes políticos; Cristina Avides, viúva de Zé Pedro; Maria Rueff, Júlia Pinheiro, Pauleta, Sá Pinto, Raquel Tavares, Fred Ferreira, Ramón Galarza, Margarida Pinto Correia e a própria Roberta Medina, entre tantos outros, para, no fim, cantarem, em conjunto, “A Minha Casinha”.

Acabava o concerto sob uma enorme ovação de palmas. Zé Pedro pode já não estar entre nós, mas a sua memória perdurará, para sempre, na história dos Xutos & Pontapés.

Já está disponível o primeiro episódio de Dragon Ball Heroes

Já aqui tínhamos falado deste anime, que serve de promoção ao popular jogo Dragon Ball Heroes, um exclusivo das arcadas no Japão. Pois bem, o anime já estreou o seu primeiro episódio. Problema? Só está disponível de forma legal para residentes no Japão.

Rock in Rio Lisboa 2018 | Os Capitão Fausto tiveram um convidado muito especial

O concerto dos Capitão Fausto tinha começado às 19h, mas só o apanhámos sensivelmente a meio, uma vez que vimos a totalidade do espetáculo dos James.

Ao chegarmos ao Music Valley não vemos somente os membros da banda. Vemos, também, outro músico conhecido. Tratava-se de Luís Severo, convidado especial para este concerto no Rock in Rio Lisboa.

Este foi o segundo concerto do dia naquele palco, após o longo concerto de Manel Cruz. Segundo nos contaram, o microfone do vocalista Tomás Wallenstein não estava bem calibrado no início do tema que abriu o concerto, “Célebre Batalha de Formariz”, mas o problema foi rapidamente resolvido.

Já quando começámos a ver o concerto, com Luís Severo já em palco, percebemos que ali havia algo que podia funcionar muito bem. E se Luís Severo integrasse a equipa dos Capitão Fausto? É que resultou de forma tão harmoniosa que bem que podiam pensar em tornar esta experiência num caso mais sério.

Com esta banda improvisada – chamemos-lhe Capitão Severo -, os presentes foram brindados com versões mais dançáveis de “Planície”, “Boa Companhia” e “Amor e Verdade”, do músico de Odivelas, e, do repertório dos Capitão Fausto, ouviu-se da sua boca alguns versos de “Alvalade Chama Por Mim”. Terminado o tema era altura de Luís Severo sair de palco, mas sem antes receber vários aplausos do público. Apesar de este “quinteto” nunca ter tocado ao vivo em concertos, a verdade é que Severo mostrou ser uma belíssima adição ao cardápio.

Já de regresso ao formato Capitão Fausto, a banda foi brindando as várias centenas de pessoas que os viam com os hits que já se conhecem: “Santa Ana”, “Amanhã Tou Melhor”, “Tem de Ser” e “Morro na Praia”, a fechar o alinhamento. Pelo meio ainda ouvimos o novíssimo single “Sempre Bem”, que faz parte do novo disco que vai sair ainda este ano.

Já se sabia que os Capitão Fausto eram capazes de dar bons concertos, mas não esperávamos que este tivesse sido assim tão bom.

Rock in Rio Lisboa 2018 | James: Abençoados num dia cinzento

Não era a primeira que Portugal recebia os James. De todo. Se os dados estiverem corretos, este terá sido o 31º concerto em solo luso, uns mais bem conseguidos que outros. No concerto do Rock in Rio Lisboa, ainda que não tivessem atuado assim para tanta gente – a chuva não ajudou -, os James, que abriram o Palco Mundo nesse dia, foram iguais a si próprios, conseguindo meter toda a gente a cantar com eles, especialmente nos seus maiores sucessos.

A banda, coesa como sempre, lá foi dando o melhor de si para, talvez, apelar aos céus que parassem com a chuva. E Tim Booth, vocalista da banda com 58 anos de idade, mais parecia um padre em que todos confiam, cantando várias vezes entre o público, e, também, para alguns dedos de conversa. A energia está toda lá e a voz, apesar de já caminhar para os 60 anos de existência, não acusa a “velhice”.

Os James, que dão concertos há 20 e muitos anos em Portugal, estiveram pela última vez em 2012 no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa. Desta feita, trouxeram algumas músicas do próximo álbum de estúdio, Living in Extraordinary Times, a ser editado em agosto, tais como “Hank”, “Heads” ou “Many Faces”, esta última sobre a era Donald Trump, e, provavelmente, um próximo hit da banda.

Perante um público mais velho, como se fossem fãs de longa data, Tim Booth sentiu-se, lá está, em casa, ficando pelo palco poucas vezes e atuando perante os seus seguidores, como aconteceu no tema “Born of Frustration”. Chegou, até, a pedir que a malta largasse os telemóveis: “Vocês querem viver no momento ou numa memória?”, apelando a que os presentes deixassem os pixéis dos ecrãs de bolso e vivessem a experiência com os seus próprios olhos.

Em “Getting Away”, Tim Booth fez uma espécie de crowdsurfing, em “Sit Down or Bells” houve um coro gigantesco, e, já para o final, a inconfundível “Sometimes”.

A finalizar o concerto esteve “Laid”, marcada por alguns problemas de som. “Podem arranjar isto?”, apelava, às tantas, o vocalista Tim Booth.

Terminava a música no Palco Mundo, mas surgia a revolta contra este mundo em que vivemos, com Saul Davies, guitarrista da banda, a envergar uma tshirt “Fuck Brexit“.

Lenny Kravitz hoje em Lisboa. Conhece aqui o alinhamento provável

Começou hoje um novo mês. No primeiro dia de julho, a noite em Lisboa fica marcada por um concerto de Lenny Kravitz, que acontece mais logo, na Altice Arena, e que é o primeiro do músico em salas fechadas no nosso país desde há vários antes. Mais recentemente, em 2015, foi cabeça de cartaz do festival Marés Vivas.