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Rock in Rio Lisboa 2018 | Bruno Mars – Funk & Fogo de Artifício

Bruno Mars é, frequentemente, referenciado pela imprensa como sendo o novo Rei do Pop. Uma comparação clara e direta ao grande Michael Jackson. Ainda que seja uma comparação algo ousada (e muito subjetiva), facto é que os trabalhos artísticos de ambos partilham particularidades muito próprias, misturando estilos como pop, funk, soul, blues, R&B, synthpop e uma pitada de hip-hop, formando tons e ritmos únicos e tornando as obras de ambos extremamente completas. Já para não falar no enorme carisma que têem os dois artistas, assim como a excelente habilidade para a dança.

Talvez por ser comparado a tão grandiosa figura artística, sendo nomeadamente vencedor de inúmeros prémios, Bruno Mars é uma das sensações do momento e foi o único que, este ano, esgotou a lotação máxima do parque da Bela Vista. “Finesse”, o seu mais recente single, é o tema de abertura, trazendo a 2018 sons dos anos 90, com a sua linha de bateria constante acompanhada de efeitos sonóricos nostálgicos. O mote para um concerto todo ele marcado por uma onda old school e funk constantes – como, de resto, está presente um pouco por todos os álbuns do artista.

Segue-se outro grande êxito do momento, “24K Magic” – numa mistura daquela vibe old school muito própria dele, mas com elementos muito atuais – voltando, de seguida, ao seu álbum anterior, com “Treasure”. Sempre numa onda de energia e boa disposição, temas como “Perm” e “Chunky” levam o público ao rubro.

Para além das músicas, os efeitos de luzes foram também uma constante, criando um cenário visual impressionante – incluíndo espetáculos de pirotecnia e fogos-de-artifício não só fora, como dentro do palco, no seu expoente máximo duante o tema “Locked Out of Heaven”. Afinal, que mais pede a música de Bruno Mars, que não festa, confettis e alegria, numa atitude de felicidade contagiosa?! Uma energia absolutamente incrível.

E com um “Lisbon! Come On!” adivinha-se outro grande hit, “That’s What I Like”, levando quase ao êxtase os fãs mais apaixonados… por um artista com um charme incrível e um talento impressionante. Este tema foi muito bem interpretado, com um final em acapella fascinante, back vocals masculinos, numa onda apaixonadamente soul. Aqui notou-se bem a interação que Bruno tem com a sua banda, composta por cinco músicos, dançarinos e artistas; tão fluída, tão bem orquestrada e sincronizada, capaz de trazer um fluxo de energia extraordinário que transparece e contagia quem assiste.

Foto: Kameron T. Whalum

Mas nem só de êxtase e entusiasmo se fez este concerto. Numa onda mais romântica (e, lá está, nunca é demais repetir, extremamente soul-funk), as baladas “Calling All My Lovelies”, “Versace On The Floor” (antecedido por um solo de saxofone absolutamente maravilhoso) e “When I Was Your Man” fizeram as delícias dos corações mais apaixonados da plateia, cujas lanternas do telemóvel conseguiram iluminar todo o espaço de recinto em frente ao palco. Especialmente em “When I Was Your Man”, canção que o artista canta praticamente em acapella, acompanhado apenas pelo coro da sua vasta legião de fãs. Floreando e prolongando-se em cada final de cada balada, presenteando-nos com repetições do refrão e arranjos vocais elaborados a solo e em coro, pejados de romantismo e até meio cheesy, que faz lembrar os não menos míticos no mundo pop/soul, Boyz II Man.

Ainda que este concerto se tenha centrado maioritariamente no seu mais recente álbum, 24k Magic, o artista não podia deixar de nos brindar com alguns dos seus temas de sucesso mais antigos, entre os quais “Runaway Baby”, “Just The Way You Are” e “Marry You” (as três do seu primeiro álbum), – com direito a uma breve atuação só em guitarra (num primeiro momento, a solo), mostrando, mais uma vez, que Bruno Mars é um jovem artista muito versátil nos seus talentos.

E após um show deslumbrante e muito, muito intenso, para o já tão esperado encore, tivemos um outro grande êxito: “Uptown Funk”. Como era de esperar, um dos momentos mais UP da noite para acabar este show de funk, literalmente, em altas.

Bruno Mars trouxe funk, fogo de artifício e extravagância a Lisboa. Desaparece, agora, por detrás de uma enorme nuvem de fumo branco. Rebuscado, como ele é.


 

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