Rock in Rio Lisboa 2018 | Manel Cruz – Nem a chuva demoveu os (poucos) fãs

Foi o primeiro nome forte do dia e, consequentemente, aquele que abria os concertos no Music Valley, palco dedicado em exclusivo à música nacional.

Manel Cruz, que edita Cães e Ossos, o seu primeiro álbum a solo em setembro deste ano, acabou por não ter muita sorte com o tempo: a chuva não deu tréguas e o seu concerto ficou pautado por ter apenas algumas dezenas de fãs a assistirem, equipados com capas ou com algo mais alternativo que lhes permitisse proteger da chuva. Ainda assim, o músico portuense não deixou o crédito por mãos alheias e deu um excelente concerto.

Homem de mil e um projetos – Foge Foge Bandido, Ornatos Violeta, Pluto, etc -, Manel Cruz subiu ao palco acompanhado por António Serginho (percussão), Eduardo Silva (baixo, voz) e Nico Tricot (teclado, voz), mas, desta vez, assumindo-se, enquanto projeto, como Manel Cruz e não como outro nome que gostaria de inventar.

Ao subir ao palco às 17h, o músico, desde logo, não deveria contar com uma grande mancha da público; apesar da sua inegável qualidade, ainda andava pouca gente pelo recinto àquela hora, e, mesmo os que por lá andavam, preferiram experimentar as atrações, colecionar brindes ou aconchegar a barriga. Neste caso, até podemos culpar a chuva, o que obrigou muitos curiosos a abrigarem-se por baixo das árvores do Parque da Bela Vista e, por fim, apreciar ao concerto.

Manel Cruz abriu o concerto com um tema novo, onde se ouve o verso “A minha mulher não é minha”. Aliás, o concerto acabou também por ficar pautado por outros temas do álbum a solo: “Beija-Flor”, “Ainda Não Acabei” e “Cães e Ossos”. São temas onde se percebe a abordagem mais pessoal do artista à nossa música, mas, também, sobre aquilo que pensa, pelo que os fãs poderem esperar um disco com temas que não os irão desiludir.

Igual a si próprio, Manel Cruz esteve sorridente e falador, disse que, em palco, graças à chuva, estavam “bem piores porque não tinham capas protetoras”, mas isso não impediu o músico de ficar em tronco nu, como é seu apanágio.

Além dos temas novos, o concerto serviu também para celebrar um pouco da discografia deste homem e dos seus projetos, pelo que fãs de longa data certamente sentiram-se radiados de felicidade quando escutaram “Canção da Canção Triste”, “Estou Pronto” ou “As Nossas Ideias”, dos Foge Foge Bandido; “Sexo Mono”, dos Pluto, ou até “Ovo”.

Já o concerto estava prestes a acabar quando se ouve “Canção da Canção da Lua”, dos Foge Foge Bandido, mas, surpresa das surpresas, houve um “docinho para compensar a chuva”: era “Capitão Romance”, hino dos Ornatos Violeta, aqui interpretada em ukelele.

Foi um concerto que demorou mais que uma hora – parece que a organização fez de propósito para que o músico pudesse fazer o que quisesse em palco – e, faça chuva ou faça sol, uma coisa é certa: Manel Cruz não consegue dar maus concertos.

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Sigam-nos

12,104FansCurti
4,064SeguidoresSeguir
653SeguidoresSeguir

Relacionados

Trivium regressam a Portugal em 2021

Será que vão ter novamente o cantor Toy como convidado especial?

Música: Álbuns essenciais (outubro)

Há poucos paralelismos com o mês de setembro, na medida em que tudo estava controlado até meio do mês.

Ghostemane regressa a Portugal em novembro de 2021

Ainda este ano, antes da pandemia, Ghostemane deu espetáculos em Portugal.
- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Recentes

Buondi ganha finalmente uma variedade de café em grão

Uma novidade que surge para fazer face a um pedido há muito feito pelos consumidores.

Auchan Alverca celebra 27 anos e apresenta-se mais moderno

Foi feito um investimento de cerca de seis milhões de euros.

Portal Aduaneiro dos CTT vai deixar realizar pré-pagamentos para desalfandegar encomendas

Tal garante que os objetos aos quais forem aplicadas imposições aduaneiras pela Autoridade Tributária possam ser entregues já com os encargos pagos, não exigindo a cobrança no ato da entrega.