Engenheiros e médicos portugueses desenvolveram um ventilador com um balão autoinsuflável

Chama-se PNEUMA e é um ventilador de pandemia com um balão autoinsuflável, de baixo custo e fácil montagem, desenvolvido para apoiar os hospitais portugueses no âmbito do novo coronavírus.

Este ventilador, criado por uma equipa de engenheiros e médicos, liderada pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), tem o objetivo de possibilitar a libertação dos ventiladores convencionais para casos mais graves, oferecendo apoio em hospitais de segunda e terceira linha a doentes que aguardam transferência para hospitais centrais.

ventilador

O dispositivo, inspirado num trabalho original da Universidade de Rice (EUA), é um sistema de compressão e descompressão automática de balão autoinsuflável que mimetiza a utilização manual do balão. Assemelha-se a um ventilador de emergência e transporte e pode ser utilizado sem acesso à rede de energia elétrica.

O melhor de tudo é que a tecnologia aqui usada pode também ser utilizada para ventilação invasiva transitória, em doentes com insuficiência respiratória que exija controlo de volume e frequência respiratória.

Quer isto dizer que, em caso extremo de falta absoluta de ventiladores, o PNEUMA é uma alternativa válida.

Os protótipos produzidos até ao momento seguem as recomendações divulgadas pela Organização Mundial de Saúde e pela agência regulamentar para o medicamento e produtos de saúde do Reino Unido (MHRA).

Podem consultar mais informações sobre o projeto aqui.

Projeto “Preenchido pela Paralisia” põe utentes com paralisia cerebral a declarar IRS dos portugueses

Ora aqui está um tema diferente, pertinente e atual, em nada ligado à pandemia de COVID-19. Há uma equipa de contabilidade, composta por quatro pessoas com paralisia cerebral, totalmente disponível para efetuar o preenchimento do Modelo 3 do IRS de qualquer pessoa.

O projeto surge por parte da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa (APCL), que apela aos portugueses que aproveitem um direito por muitos ainda desconhecido: a consignação de 0,5% do IRS, através do projeto Preenchido Pela Paralisia.

paralisia cerebral

Ou seja, pede-se somente que, para a equipa efetuar a declaração de IRS, efetuem a consignação de 0,5% do imposto à respetiva associação.

A equipa do Preenchido Pela Paralisia estará disponível para contacto via website e todo o processo será sempre acompanhado e supervisionado por um contabilista certificado. Todos os membros desta equipa foram devidamente formados.

Como é óbvio, esta campanha pretende demonstrar que deficiência não significa incapacidade. Aliás, sabiam que uma obrigação fiscal cuja grande parte da população não sabe realizar sem recorrer a ajuda externa é realizada por um grupo de pessoas com paralisia cerebral?

A consignação do IRS permite ao contribuinte encaminhar uma parte do imposto a favor do Estado para uma entidade de cariz social, ambiental ou cultural. É importante reter que num cenário de reembolso o contribuinte não recebe menos, e num cenário de imposto adicional não paga mais.

Só para terem ideia, cerca de 70% dos portugueses não efetuarem a consignação do IRS no ano passado. Na prática, estamos a chegar a um valor que poderia ser superior a 70 milhões de euros, mas que apenas chegou aos 20 milhões, sendo este montante repartido pelas milhares de entidades beneficiárias inscritas.

Análise – Resident Evil 3 Remake

Resident Evil 3 Remake espelha o original de 1999 de forma refrescante e emocionante, num jogo mais coeso e orientado na ação que o seu antecessor, mas que serve também como um excelente complemento para assistir de perto à tragédia de Raccoon City.

Resident Evil 3 Remake

Não há nada mais irónico do que um novo Resident Evil ser lançando num mundo que está a passar uma pandemia global. Depois de uma espera de apenas um ano, a série está de volta com o remake do terceiro jogo da linha principal da série.

Resident Evil 3 Remake tem um lançamento que espelha o do original, chegando um ano depois do seu antecessor e com uma aventura que se passa em paralelo com o mesmo, tornando os dois títulos numa espécie de pacote completo.

Não quero com isto dizer que RE3R poderia ser uma expansão. Nada disso. O novo remake usa claramente muito material utilizado no jogo de 2019, estendendo-se a easter eggs e até a localizações já visitadas, mas com sentido e contexto, ou não se passassem as duas histórias na mesma noite em que Raccoon City se tornou o epicentro da tragédia levada a cabo pela Umbrella Corporation.

Em RE3R tomamos controlo de Jill Valentine que, ao tentar perceber o que se passa na sua cidade, é resgatada e recrutada para ajudar um de muitos militares que está a tentar levar o máximo de pessoas possíveis para fora de Raccoon City. Para quem jogou o original, saberão certamente qual é a sua missão e como a história, no geral, se desenvolve, com uma grande parte a passar-se nas ruas de Raccoon City, antes de afunilar numa aventura mais linear.

resident evil 3 remake review echo boomer 2

Tal como Resident Evil 2 Remake, a perspetiva troca os ângulos fixos pela câmara na terceira pessoa, adotando o aspeto cinemático e imersivo mais comum nestes jogos. É com este novo ângulo que visitamos a cidade, esgotos, a icónica esquadra do segundo jogo, laboratórios e muitos outros locais, sempre detalhados até ao pormenor. Desde o primeiro segundo que tudo é rico em detalhe e atmosfera, com todos os seus elementos – quer os estáticos, como luzes néon, barris, caixas, posters de filmes fictícios, entre outros -, aos próprios inimigos, posicionados e colocados no jogo de forma consciente e predeterminada.

RE3R é um deleite visual que volta a tirar partido do motor de jogo da Capcom, RE Engine (usado em RE7, RE2R e, mais recentemente, em Devil May Cry 5), para dar um aspeto fotorealista. Além do ambiente e atmosfera que permitem que qualquer jogador curioso possa fazer turismo virtual num verdadeiro apocalipse zombie, os visuais de RE3R fazem com que as personagens sejam extremamente realistas, com modelos de personagens que mexem, falam e parecem-se com pessoas que podiam muito bem existir na vida real.

Entre os trechos cinemáticos muito bem realizados e acompanhados por um desempenho impecável dos atores que dão vida a Jill, Carlos e o restante elenco secundário, temos o grosso do jogo. A jogabilidade mantem-se familiar aos jogadores do género e ainda mais para quem jogou RE2R. O sistema de gestão de itens continua semelhante ao jogo antecessor, assim como a forma como gravamos o jogo e exploramos o mapa.

Raccoon City serve de aquecimento para o jogo. Apesar de ter sido marketizado como uma área mais extensa e livre de explorar do que a esquadra de RE2R, funciona de forma muito parecida e é bem mais limitada do que se possa pensar. Há muitas áreas para explorar por itens, chaves e recursos, atalhos para desbloquear e outros tantos para revisitar depois de ter um item que lhes dá acesso, mas todas as voltas e percursos que fazemos pela zona parecem ser ditados e predeterminados de acordo com a história, tal e qual como o jogo anterior.

Este design, presente em todo o jogo, mais numas áreas do que noutras, não é tão prevalente, e Resident Evil 3 Remake aposta mais na linearidade e na ação e menos na exploração e resolução de puzzles, o que, por um lado, abre as portas a momentos mais emocionantes de segundo para segundo, como por outro também evoca uma urgência muito maior.

Mas urgência não significa menos tensão. Antes pelo contrário. Os zombies, monstros e antagonistas continuam a ser as constantes que nos assombram, com zombies mais difíceis de deitar abaixo (é particularmente mais difícil de rebentar as suas cabeças), novas criaturas mais horripilantes e a presença de Nemesis, que vai aparecendo em momentos predeterminados que servem de compasso e de um acumular de ansiedade até aos vários confrontos com ele.

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Nemesis pode ser aterrador, especialmente nas suas primeiras aparições. A dificuldade de entender para onde é o norte, se devemos de lutar ou não contra ele, ou se devemos usar qualquer ferramenta à nossa disposição, é de uma enorme adrenalina. Porém, esse é um sentimento que desaparece rapidamente, uma vez que, ao contrário de Mr. X, que nos perseguia constantemente, como o Xenomorph em Alien: Isolation, a presença de Nemesis é muito específica e é, por vezes, muito fácil de antever a sua aparição. Contudo, não deixa de ser emocionante e de causar alguma ansiedade quando começamos a perceber que o jogo nos dá certas ferramentas para um hipotético combate.

A jogabilidade conta ainda com algumas melhorias, ou diferenças, face ao jogo anterior, como uma faca que, desta vez, é indestrutível; com Jill a poder desviar-se de ataques dos inimigos e que, no momento certo, pode ativar um modo slow motion para apontar a arma e disparar; e com Carlos a poder ativar algo parecido, mas com recurso a um super murro.

Muito se tem falado da longevidade do jogo. Com críticos e fãs a apontarem que Resident Evil 3 Remake é um jogo pequeno, esse não foi, porém, o meu sentimento. Com o meu Clear Time a raspar as seis horas de jogo e com o Total Play Time nas 13 horas, este remake teve para mim, numa primeira aventura, a mesma longevidade que muitos jogos contemporâneos com foco na aventura.

Mesmo com a falta de outros modos, não faltam incentivos para voltar a jogar a aventura na pele de Jill e de Carlos, com tempos a bater, armas novas para usar, skins e modificadores que podem ser desbloqueados na loja do jogo.

Juntamente com RE3R,a Capcom lançou Resident Evil: Resistance, uma experiência multijogador que coloca quatro jogadores no papel de sobreviventes que têm que explorar vários níveis em busca de recursos e formas de escapar para a fase seguinte antes que o relógio chegue ao fim. Um quinto elemento, no papel de mastermind, vai largando armadilhas, zombies, monstros e outros obstáculos para abrandar os sobreviventes e atrapalhar o trabalho cooperativo dos mesmos. Não passei muito tempo com este modo, mas as minhas impressões com o mesmo foram mais negativas do que positivas. Dito isto, não o vou considerar para a minha avaliação de RE3R, até porque Resistance é, no fundo, um extra que, apesar de tudo, merece uma espreitadela.

Com a jogabilidade basicamente retirada dos jogos recentes, o twist do modo foca-se na cooperação com os jogadores a terem papéis ofensivos e defensivos de acordo com os objetivos e com as suas habilidades passivas e ativas, podendo limitar as ações do mastermind, curar a equipa, ter mais poder de ataque entre outras. Tudo poderia funcionar excecionalmente bem se o jogo não requeresse uma comunicação constante entre membros da equipa, obrigado ao uso de party chat, se os níveis não fossem tão claustrofóbicos e houvesse mais tempo de atuação. Tempo esse que aumenta e diminui de acordo com as nossas ações.

O resultado final é caótico, limitador e mais frustrante do que divertido, qualidades essas que provam que Resistance é apenas uma ideia/conceito realizado num pacote para que a Capcom possa monetizar o jogo através da compra de buffs e modificadores comprados com dinheiro real.

Colocando Resistance de parte, Resident Evil 3 Remake é, ainda assim, um pacote muito completo com muitos incentivos para ser jogado e rejogado. E não só funciona extremamente bem como um episódio isolado da série, não havendo uma obrigação de jogar qualquer outro para perceber a sua trama, como é um excelente complemente a RE2R, que, no fim, quase que pede uma sessão de jogo continuam entre os dois títulos.

Resident Evil 3 Remake já está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

Nota: Muito Bom - Recomendado

Plataformas: PC, Xbox One, PlayStation 4
Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela EcoPlay.

Concurso Montepio Acredita Portugal 2020 com inscrições abertas até 25 de abril

Não é a primeira vez que falamos aqui do Concurso Montepio Acredita Portugal, até porque este ano celebra-se a 10ª edição. É o 2º maior concurso de empreendedorismo do mundo e, face ao contexto do impacto da pandemia de COVID-19, está de momento a aceitar inscrições gratuitamente até 25 de abril.

Concurso Montepio Acredita

Além disso, o concurso adotou um formato inicial digital, 100% online, pelo que, depois, o desenvolvimento de ideias submetidas irá decorrer até 17 de maio deste ano.

Os semifinalistas serão conhecidos a 1 de junho e a gala final do concurso deverá acontecer a 12 de setembro. Pelo meio acontece o programa de aceleração, a decorrer entre 4 de julho e 1 de agosto, fase essa que pode também decorrer de forma digital se tal for necessário.

Com mais de 100 mil ideias de negócio e 250 mil empreendedores apoiados, o 10º aniversário do concurso conta com uma edição especial. Entre os prémios para os melhores projetos, há mais de 500 mil euros em jogo, bem como prémios específicos para distinguir caraterísticas essenciais no contexto do empreendedorismo como a “ideia com mais potencial”, a “melhor equipa” e a “maior escalabilidade”.

Os vencedores terão ainda contacto direto com investidores, especialistas e mentores, assim como acesso a formação personalizada e a oportunidade de integrar um programa de pré-aceleração gratuito coorganizado com a CRON.STUDIO, uma empresa especializada no trabalho com startups.

Makro Portugal abre as portas das suas lojas a todos os consumidores

A partir das 06h de hoje, 6 de abril, a Makro Cash & Carry Portugal S.A. abre as portas de todas as suas lojas a nível nacional de forma a garantir a continuidade da cadeia de distribuição de produtos a todos os consumidores.

suas lojas

“A partir deste momento e face à renovação do Estado de Emergência Nacional em que Portugal se encontra em consequência da evolução dos casos de COVID-19, a empresa disponibiliza agora os seus produtos a todos os consumidores”, declara David Antunes, CEO da Makro em Portugal, em comunicado oficial.

Quer isto dizer que, a partir de hoje, qualquer pessoa pode ir a uma superfície da marca no país (Braga, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Coimbra, Leiria, Alfragide, Cascais, Palmela, Faro e Albufeira) e efetuar compras.

Os produtos disponibilizados encontram-se em formato profissional para profissionais e unidade para menores consumos, permitindo a compra de maiores ou menores quantidades.

A empresa reforça ainda que se encontra a agir preventivamente com vista a limitar possíveis contágios por COVID-19, disseminando nas suas lojas todas as regras de segurança e higiene emanadas pela DGS.

Crítica – Sonic the Hedgehog

Baseado no videojogo da Sega, sucesso à escala global, Sonic the Hedgehog conta a história do ouriço mais rápido do mundo a partir do momento em que este chega à sua nova casa – o planeta Terra. Nesta comédia e aventura live-action, Sonic (voz de Ben Schwartz) e o seu novo melhor amigo Tom (James Marsden) juntam-se para defender o planeta do génio do mal, o Dr. Robotnik (Jim Carrey), e dos seus planos para domínio do mundo.

Sonic the Hedgehog era um dos meus filmes mais antecipados de 2020, não porque esperava que fosse um dos melhores do ano, mas devido à polémica gerada. O design original de Sonic era horrível e muitas pessoas ainda culpam os artistas VFX/animadores injustamente. Estas pessoas trabalham horas extras, são mal pagas e receberam um data limite impossível para entregar um trabalho magistral. Felizmente, a maioria das pessoas agora reconhece que o estúdio e todos os seus executivos são os verdadeiros culpados.

A Internet expressou a sua opinião de forma muito educada (como de costume), mas, desta vez, ocorreu um evento sem precedentes: o estúdio ouviu as críticas e decidiu adiar o filme até Sonic receber um melhor tratamento visual.

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Bom, acredito firmemente que, em qualquer outro caso, isto seria extremamente perigoso. Não aceito que o público tenha tanto poder sobre um estúdio, especialmente através das redes sociais. Se os estúdios mudassem os seus filmes sempre que as pessoas criticassem um design ou uma decisão de adaptação, os filmes seriam constantemente adiados. No entanto…

Neste caso em particular, sinto-me super feliz que o tenham feito. Uma pergunta que muita gente pode fazer é: “quanto sucesso teria o filme com o design antigo?“. Nenhum. Não há hipótese alguma das pessoas gostarem deste filme com o Sonic anterior. Este novo design não só honra o visual da personagem, mas complementa o tom do filme. Jim Carrey entrega uma performance incrivelmente cartoonish, que se tornaria muito esquisita se Sonic parecesse (terrivelmente) real. Com o herói e o vilão a ser/agir como se fossem um desenho animado, o tal constrangimento não existe.

Sonic é a melhor parte de todo o filme. Se já jogaram os jogos e se carregam uma ligação emocional com a personagem, existe muito para desfrutarem. Sonic tem um design maravilhoso, soa fantástico (excelente trabalho de voz de Ben Schwartz) e, o melhor de tudo, a sua personalidade assemelha-se à personagem do videojogo. Tudo o que está diretamente relacionado com Sonic é perfeitamente fiel ao material de origem, algo que agradará a todos os fãs do mesmo. Esta é a minha mensagem principal: se são fãs do ouriço azul, não consigo imaginar alguém desiludido.

Infelizmente, a personagem é, honestamente, o único aspeto excecional do filme. É muito engraçado, e até nostálgico, ver Jim Carrey voltar às suas raízes e a divertir-se tanto com o seu papel. No entanto, tanto acerta como falha. Quando ele é condescendente com alguém, é muito engraçado, mas os maneirismos de Carrey nem sempre funcionam. Ainda assim, e voltando ao que tinha dito, acredito que ele é muito fiel ao Dr. Robotnik original, que não era, de forma alguma, uma pessoa “normal”. James Marsden é também muito bom como Tom, mas a sua personagem nunca vai para além de “compincha do Sonic”.

Os meus principais problemas estão relacionados com o argumento. Não, nunca esperei que fosse uma narrativa digna de um Óscar. Apenas desejava uma história simples que permitisse ao Sonic brilhar e, em defesa do filme, é realmente um enredo básico.

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No entanto, a abundância extrema de clichês, a falta de quaisquer surpresas e as questões lógicas criadas por algumas decisões narrativas são demais para se aceitarem, na minha opinião. Existem três cenas de promoção a produtos que são alguns dos exemplos mais preguiçosos, óbvios e cringe-worthy desde Transformers. Parece que o filme vai para intervalo para ter publicidade.

Histórias secundárias que servem para gerar tensão durante o filme não têm uma resolução. Subplots que antes eram importantes são totalmente esquecidos e nunca mais abordados. Todas as personagens servem como comic-relief, todos chegam a ser o “palhaço de serviço”.

Repito: nunca esperei um argumento brilhante. Mas é pedir demais aos argumentistas para terem tanta dedicação e criatividade quanto os artistas VFX que lidaram com Sonic? Este último grupo trabalhou impressionantemente para entregar um design perfeito. Por que razão é que os escritores não se podem esforçar mais e oferecer uma história mais convincente, única e mais racional?

A forma como Dr. Robotnik entra em cena e o nível de permissão que este tem para fazer o que bem lhe apetece cheaga a ser hilariantemente ridícula. Praticamente tudo o que está relacionado com humanos levanta muitas sobrancelhas e revira muitos olhos. Comentei sobre o filme online antes de escrever esta crítica e algumas pessoas abordaram-me referindo: “estás a analisar em demasia/esperavas muito do filme”.

Entendo profundamente estas observações, compreendo genuinamente. Mas… não acredito que estou a pensar demasiado, muito menos a esperar que Sonic the Hedgehog fosse uma obra-prima. As pessoas simplesmente aceitam que o filme “não podia ser melhor do que é”. Porquê? Não se pode pedir para receber o potencial que um filme do Sonic tem em vez de uma tentativa básica? Devo ficar contente com “podia ser pior”?

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Sou completamente honesto: queria gostar de Sonic the Hedgehog muito mais do que a maioria. Toda a polémica à volta do design de Sonic e a culpa injusta que os artistas VFX receberam deixou-me com um desejo tremendo de adorar este filme, para que pudesse apoiar o trabalho impressionante que estas pessoas tiveram.

Adoro tudo o que está relacionado com Sonic no filme. O seu design, voz e personalidade são perfeitos e não consigo imaginar um único fã do ouriço azul desiludido com a personagem. No entanto, mesmo com um elenco muito bom e um Jim Carrey à anos 90, Sonic the Hedgehog encontra-se repleto de clichês extremos e decisões narrativas que fazem revirar muitos olhos.

Há cenas de promoção a produtos das mais óbvias e cringe-worthy desde os filmes da saga Transformers de Michael Bay ,as personagens são construídas a partir da caixa de reciclagem de Hollywood e as histórias secundárias são esquecidas sem resolução. Sonic the Hedgehog é uma aventura divertida que qualquer família pode desfrutar numa tarde de domingo, mas não consigo mentir-me a mim mesmo: desejava que fosse mais divertido e menos frustrante no que toca à sua história.

Digimon Adventure Reboot já está disponível! Saibam aqui como ver

Finalmente! Depois de muitas séries Digimon e de, mais recentemente, ter surgido uma série limitada de seis partes que celebrava os 15 anos da franquia e que servia como sequela direta aos primeiros dois filmes, eis que acaba de ficar disponível o primeiro episódio de Digimon Adventure Reboot.

Sim, a primeira série a surgir no pequeno ecrã foi alvo de reboot, pelo que os próximos episódios serão altamente nostálgicos. Há, claro, diferenças.

Desta vez, o gangue que muitos conhecem constituído por Taichi Yagami, Yamato Ishida, Sora Takenouchi, Koshiro Izumi, Mimi Tachikawa, Jō Kido, Takeru Takaishi e Hikari Yagami, não chega junto ao mundo Digimon. Ao invés disso, cada um deles terá a sua própria aventura antes de se juntarem ao grupo.

Depois, e estando nós em 2020, o próprio anime foi adaptado a essa realidade, uma vez que, agora, há uma predominância em usar produtos eletrónicos, como smartphones, portáteis e tablets.

Algo que não sabíamos e que ficámos a descobrir é que também nós, por cá, de forma legal e sem recorrer a qualquer VPN, podemos ver Digimon Adventure Reboot legalmente. Como? Através da plataforma Crunchyroll.

Basta que sejam membros premium do serviço para que consigam ver desde já o primeiro episódio deste reboot. O melhor de tudo? Existe um período trial que podem aproveitar gratuitamente durante 14 dias.

De momento, só existe um episódio para ver, até porque a série estreou ontem. De resto, espera-se que todas as semanas seja exibido um novo.

Curiosamente, o Crunchyroll dá a informação de que este episódio, que estreou este sábado, dia 4 de abril, ficará disponível para membros comuns, ou seja, não pagantes, no próximo dia 11 de abril.

Não conseguimos perceber se esta lógica irá aplicar-se a todos os episódios, mas, se isso acontecer, significa que cada novo episódio ficará disponível gratuitamente para membros não premium uma semana após a sua estreia. É fantástico.

Para quem quiser ver logo no dia de estreia, pode sempre optar pelo premium, que tem uma mensalidade de 4,99€/mês. Além de no PC, podem ainda ver os episódios nos smartphones e consolas atuais, bem como através do Chromecast, Apple TV e Amazon Fire TV.

Importa realçar que a série, de momento, encontra-se somente disponível em Japonês, existindo a opção de legendagem em várias línguas.

E claro, o Crunchyroll é um mundo no que toca ao anime, pelo que têm muito com que se entreter além desta nova série Digimon.

Meet Now. Novo serviço do Skype permite fazer uma videochamada sem ser necessário criar conta

Nas últimas semanas, serviços como o Zoom registaram um aumento brutal de utilização. Afinal, com tanta gente em casa, profissionais que ficaram em teletrabalho têm usado estas ferramentas de modo a continuar em contacto com os seus clientes. Até professores têm dado aulas recorrendo a estas plataformas.

Porém, e falando no Zoom em específico, o serviço tem estado no centro de várias polémicas. Por exemplo, descobriu-se recentemente que a app para iOS andava a enviar dados para o Facebook. Além disso, ficou-se a saber da existência de um bug para Windows que permite roubar o utilizador e password do sistema, algo que ainda necessita de uma correção.

Meet Now

O Zoom não foi desenhado para utilizadores normais, mas sim para empresas. Afinal de contas, se em dezembro o serviço registava 10 milhões de utilizadores, em três meses esse número subiu para 200 milhões. É uma diferença abismal, e isso faz com que as falhas de segurança ganhem um maior destaque.

E com cada vez mais empresas a desencorajar o uso do Zoom, banindo até a sua utilização, a Microsoft aproveitou a oportunidade para criar uma versão alternativa do Skype que faz com que não seja sequer necessário criar uma conta.

Chama-se Meet Now e o seu funcionamento é extremamente simples. Devem clicar neste link, seguidamente clicar onde diz “Create a free meeting” e, depois, partilhar o link com quem desejam. E é só isto.

Quando estiverem a fazer videochamada, irão perceber que podem não só partilhar o vosso ecrã, como gravar tudo o que está a acontecer.

Atenção, se quiserem usar no PC/Mac, têm de usar os browsers Google Chrome ou Microsoft Edge. Se optarem por usar no smartphone, tenham em atenção que nem todos os dispositivos deverão ser compatíveis com este Meet Now/Skype para a Web.

Swatch está a lançar um relógio por dia durante todo o mês de abril

E porquê? Porque a marca resolveu fazer uma viagem virtual de 30 dias a 30 destinos em todo o mundo durante o mês de abril, incluindo-se, claro, a cidade de Lisboa.

Assim, a campanha SwatchTakesMePlaces, a decorrer no Instagram, faz com que não só seja possível “desfrutar” das vivências culinárias, históricas, artísticas e muitas outras experiências locais de outras cidades, mas também lança um novo relógio por dia, com um padrão Swatch Canvas para cada uma das 30 cidades selecionadas.

Os 30 novos relógios #SwatchTakesMePlaces são designs Swatch X You que, de momento, ficarão somente disponíveis na loja online da marca. O PVP é de 115€ para cada relógio.

APM e CNIS lançam campanha de angariação de fundos para entrega de máscaras

A APM-RedeMut (Associação Portuguesa de Mutualidades) juntou-se à CNIS (Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade) para, em conjunto, criarem uma campanha de angariação de fundos com o objetivo de adquirir EPI – Equipamento de Proteção Individual para doar às Entidades de Economia Social e IPSS.

máscaras

Portanto, os donativos angariados servirão para adquirir diversos equipamentos para as entidades visadas, como máscaras, que, neste momento, estão muito necessitadas para poderem continuar o seu trabalho de apoio aos mais frágeis (seniores, pessoas com deficiência ou em situação de sem-abrigo), em especial no âmbito desta pandemia.

Para isso, a APM e a CNIS criaram uma conta solidária: PT50 0036 0407 99106 019984 28.

A recolha de fundos está a decorrer até 9 de abril.

Agora já podem receber os deliciosos croquetes da Croqueteria em casa

Muitos lisboetas saberão por esta altura que a Croqueteria, o primeiro spot dedicado ao croquete, tem um espaço físico no Time Out Market Lisboa. O que podem não saber, porém, é que o estabelecimento agora tem um restaurante virtual no COOKOO – The Kitchen Hub.

Quer isto dizer que podem desde já receber estes deliciosos croquetes no conforto do lar.

Croqueteria

No menu da Croqueteria, definido pelo chef Manuel Perestrelo, o responsável por toda a oferta COOKOO, estão disponíveis quatro variedades de croquetes – carne, alheira de caça e grelos, atum com tomate seco e orégãos e queijo de cabra e cebola roxa caramelizada. E chegam com três molhos: maionese de alho e limão, maionese de chipotle ou mostrada Dijon.

Para acompanhar, podem optar por esparregado, arroz branco, palitos de batata doce ou quinoa de cogumelos.

Claro, não são obrigados a optar pelo acompanhamento, pelo que estes croquetes podem simplesmente servir como petiscos.

Os croquetes podem ser pedidos através do site ou da app COOKOO, isoladamente ou junto com refeições dos restantes restaurantes do kitchen hub. A plataforma tem disponíveis oito conceitos gastronómicos, desde o italiano, ao mexicano, passando pela comida low carb, caseira ou vegetariana, que podem chegar a casa em simultâneo, numa só encomenda e sem custo de entrega.

O COOKOO funciona todos os dias, tanto ao almoço como ao jantar, e faz entregas na zona de Lisboa entre as 12h e as 15h30 e das 19h às 23h.

Há duas novas variedades de chocolates Nestlé Les Recettes de L’Atelier para esta Páscoa

Quem já provou as tabletes da linha Les Recettes de L’Atelier, da Nestlé, certamente que está familiarizado com o sabor característico de cada variedade. Pois bem, e a pensar na Páscoa, a marca lança agora duas novas tabletes.

Les Recettes

Uma é de chocolate de leite com muesli, pedaços de caramelo com sal e amêndoas, enquanto que a outra leva chocolate preto com muesli, amêndoas e pedaços de avelã com sal caramelizados. Sabores muito diferentes, mas com objetivos comuns: a partilha de bons momentos em família.

Em comunicado, a marca refere ainda que as tabletes Nestlé Les Recettes de L’Atelier utilizam favas de cacau do Nestlé Cocoa Plan, um programa que garante a origem sustentável do cacau.

No que toca a preços, podem encontrar nos super e hipermercados do costume por 3,99€, a não ser que estejam em promoção.

Pic Solution doou medidores de pressão arterial a hospitais

Para ajudar os profissionais de saúde no combate à pandemia da Covid-19, a marca italiana de produtos de autocuidados de saúde Pic Solution doou medidores de pressão arterial para equipar os hospitais de Santa Maria e Curry Cabral, dando resposta a uma das necessidades das respetivas unidades de infecciologia.

Pic Solution

A Pic Solution destaca ainda a importância de todos os cidadãos estarem atentos e a tomarem todas as precauções no âmbito do Covid-19. No site da Pic Solution, é possível acompanhar todas as medidas e cuidados sugeridos pela Organização Mundial de Saúde perante esta pandemia.

Além da Pic Solution, outras empresas/marcas têm trabalhado no sentido de reforçar os hospitais com equipamentos de proteção para ajudar no combate ao novo coronavírus.

Concertos e festivais reagendados não dão direito a reembolso, diz a Ministra da Cultura

Ora aqui está algo que promete causar polémica. São milhares as pessoas que, antes de tudo isto da COVID-19 surgir, iam adquirindo bilhetes para concertos, espetáculos e festivais de verão.

Com o coronavírus em força e sem dar sinais de desaparecer daqui a uns tempos, muitos são os eventos que, inevitavelmente, ou foram reagendados ou cancelados. E se quando acontece um cancelamento o reembolso é garantido, no caso de reagendamento as coisas não são bem assim.

festivais

Quem o diz é Graça Fonseca, Ministra da Cultura, que, em entrevista à SIC Notícias, fez questão de referir que “quando for possível o reagendamento, não há direito à devolução do valor do bilhete, se quiser. Há uma substituição ou seja, o bilhete mantém-se válido”. Estas declarações baseiam-se no Decreto-Lei n.º 10-I/2020.

“Se eu comprar um bilhete para um festival, o festival não se realizou em março e se se realizar, vamos admitir, em julho ou setembro, o meu bilhete é válido. Em caso de cancelamento, as pessoas têm direito ao reembolso do valor do bilhete”, acrescentou Graça Fonseca na mesma entrevista.

A ministra da Cultura lembrou ainda que a cultura “foi o primeiro setor a parar”.

Imaginemos aqueles casos em que alguém comprou um bilhete para um festival longe da sua morada de residência. Isso implica deslocações, estadias e, claro, o bilhete para o evento em questão. Há gente que já perdeu ou vai perder dinheiro devido a muitos dos locais terem uma política de não devolução.

Ou seja, as pessoas estão agora dependentes da boa vontade dos promotores. Apesar de não serem obrigados a proceder ao reembolso do montante gasto, podem sensibilizar-se com as diversas situações de cada um e, por exemplo, criar uma plataforma onde é permitida a revenda de bilhetes, um pouco como irá acontecer com o Boom Festival.

Este ano não há nem Festas de Lisboa nem Casamentos de Santo António

Já se esperava. Dada a elevada concentração de pessoas que todos os anos acontece nesta altura, era um risco a Câmara de Lisboa manter estes eventos tão populares. Assim, esqueçam as marchas, arraiais e casamentos. Não há Festas de Lisboa em 2020.

“Na sequência dessas medidas de redução dos riscos de contágio, e atendendo ao desenrolar da atual pandemia e do período de confinamento e distanciamento social ter inviabilizado os ensaios, a Câmara Municipal decidiu cancelar a edição de 2020 das Marchas Populares de Lisboa”, diz a CML em comunicado.

Festas de Lisboa

“O tema “Amália Rodrigues” transitará para a edição de 2021, permitindo que todo o trabalho realizado (arcos, cenografia, figurinos), possa ser rentabilizado no próximo ano”, refere a mesma nota.

“A elevada concentração de pessoas que marca os Arraiais Populares, vincando a força da sua tradição, é incompatível com a sua realização mesmo num cenário de achatamento da curva de contágio e da diminuição do número de infetados, razão pela qual a edição de 2020 dos Arraiais Populares está cancelada”, explica o município.

No que toca aos Casamentos de Santo António, e uma vez que não foi possível realizar entrevistas e selecionar os nubentes, a edição deste ano também está cancelada.

Neste caso, as candidaturas para 2020 serão automaticamente consideradas para a edição do ano que vem.

Ainda se pensou em adiar as celebrações para o outono, mas essa ideia caiu por terra rapidamente.

A arte da Mistaker Maker para combater o isolamento

Os idosos, apesar de representarem o principal grupo de risco Covid-19, especialmente no que diz respeito ao risco de morte, também estão a ser assolados por um isolamento psicológico e social ainda maior do que normalmente já acontece.

Existem já imensas iniciativas que se dedicam a ajudar a quem mais precisa, seja a entregar medicamentos, comida, mas nunca é suficiente. Afinal, o ser humano é um animal social, pelo que o contacto com outras pessoas é indispensável para mantermos a sanidade mental.

Há agora um novo projeto que, apesar de não nos colocar em contacto direto com os idosos, tem o objetivo de criar empatia. Chama-se Sebenta Quarentena, surge através da Mistaker Maker e, através da arte, pretende minimizar o isolamento.

O objetivo era simples: criar algo capaz de arrancar um sorriso do idoso, de o levantar do sofá, de firmar um pensamento positivo ou de lhe alimentar a alma nos dias estranhos que estão a viver, cimentando a certeza de que há alguém, perto ou longe, a cuidar deles.

O desafio, que surgiu por parte de Lara Seixo Rodrigues, fundadora da Mistaker Maker, foi feito a 40 artistas (ilustradores, artistas plásticos, calígrafos, escritores, artistas urbanos e arquitetos) que, de forma voluntária, contribuíram para a inclusão e acompanhamento dos mais idosos neste momento tão difícil.

Assim, a Sebenta da Quarentena apresenta-se como um compêndio de ilustrações para pintar, com histórias, mensagens, inícios de conversa, quebra-cabeças, palavras ilustradas e novas formas de comunicação.

No fundo, a Sebenta reúne conteúdos capazes de ocupar o tempo e alimentar a alma dos que enfrentam uma enorme solidão.

Pretende-se que esta Sebenta seja impressa e distribuída gratuitamente pelos idosos que têm apoio das Juntas de Freguesia a nível nacional através de voluntários, mas o projeto está também disponível online num website especialmente criado para o efeito.

FNAC e a Kobo disponibilizam mais de 260 mil audiobooks e ebooks gratuitos

António Lobo Antunes, Eça de Queirós, Antoine de Saint Exupéry, Machado de Assis, Louisa May Alcott, Jane Austen, Oscar Wilde, Lewis Carroll, Hermann Hesse, Bram Stoker, Leo Tolstoy e muitos, muito mais. Ao todo, são mais de 260 mil os audiobooks e ebooks que a FNAC, juntamente com a Kobo, disponibilizou gratuitamente.

ebooks

Esta é uma iniciativa a pensar não só nos amantes de leitura, mas também naqueles que ainda não descobriram os prazeres da literatura, uma vez que não podemos somente ver séries, filmes ou jogar vídeojogos.

Estes livros, com acesso totalmente livre e disponíveis em várias línguas, estão disponíveis no site da Kobo, podendo ser lidos na app gratuita da Kobo (disponível para Android e iOS) ou através dos ereaders da marca.

Em Portugal, optar por ebooks é uma realidade que tem vindo a crescer. Segundo a Kobo, durante o mês de março, o tempo que os portugueses dedicaram à leitura aumentou 118%, comparativamente com o mesmo período no ano passado.

Alunos até ao 9º ano vão ter aulas através da televisão

Numa altura em que é cada vez mais certo que as aulas presenciais continuem suspensas para alunos até ao 9º ano, urge encontrar soluções para o terceiro período. Assim, parece que está para chegar uma nova Telescola.

A notícia é avançada pelo jornal Público, referindo que terá um outro nome e formato daquele que ficou conhecido a partir de 1965. Porém, a ideia é mesmo usar os canais da RTP, uma vez que estão disponíveis na TDT em sinal aberto, bem como outras plataformas da televisão pública, como por exemplo a RTP Play.

aulas

Ao que tudo indica, a iniciativa pode mesmo arrancar na primeira semana de aulas do terceiro período, com início previsto a 13 de abril. As aulas serão diárias, de segunda a sexta-feira, tal e qual como se os alunos tivessem na escola, mas desta vez à distância.

Segundo a mesma fonte, os conteúdos programáticos serão apresentados pelo Ministério da Educação, sendo complementares ao acompanhamento que os professores deverão continuar a fazer à distância.

Falta saber é o tempo diário de emissão, bem como perceber como será dividido pelos diferentes níveis de ensino.

Este modelo de ensino, conhecido como Telescola (nome que não será utilizado desta vez) destina-se, como já referimos, aos alunos do ensino básico, isto é, até ao 9º ano.

No que toca ao ensino secundário, as medidas específicas só serão anunciadas daqui a uns dias. O tempo começa a correr, sobretudo para aqueles que têm exames nacionais em junho.

E porque não aproveitar a quarentena para melhorar a caligrafia?

O Estado de Emergência obrigou-nos a fazer uma pausa no ritmo frenético do estilo de vida habitual. E isto significa que, de momento, surgiram boas oportunidades para iniciar atividades ou hobbies que, até agora, se encontravam por explorar por falta de tempo.

Logo, e porque não aproveitarmos para melhorar a nossa caligrafia? Na verdade, novas atividades ou hobbies, como o lettering ou o “bullet journal”, estão a despertar paixões por todo o mundo e a invadir as redes sociais como o Instagram e o Pinterest com criações artísticas únicas.

caligrafia

É um facto que a prática da caligrafia é um treino que requer tempo, calma e dedicação. Aliás, se aproveitarem para escrever fora dos ecrãs, pode-se considerar esta atividade como uma espécie de detox digital.

Assim, fiquem com 10 conselhos para melhorar a vossa caligrafia:

  • Procurar o momento adequado para praticar. Dediquem cerca de 20 minutos por dia a praticar a nova letra com absoluta dedicação e concentração. É importante que este momento não seja partilhado com outras atividades.
  • Escolher um ambiente agradável, sóbrio e cómodo. Não tenham em redor mais do que o necessário: papel, esferográfica e vontade de melhorar.
  • Escrevam com a mesma calma com que respiram e não retenham a respiração. Tenham em conta que uma parte muito importante da beleza e qualidade da escrita é marcada pelo ritmo do tracejado. Tentem encontrar uma cadência nos traços que vos seja confortável. A mão não deve ter um ritmo mais acelerado do que o cérebro para que não perca o controlo. Considerem a possibilidade de converter este momento de relaxamento numa nova forma de meditar e de bem-estar.
  • Manter a postura adequada. Certifiquem-se de que têm espaço para apoiar os braços e evitem cruzar as pernas. Mantenham os pés assentes no chão e as costas sem tensão. Tentem escrever com os pés à frente da cadeira, as costas direitas, e inclinem ligeiramente o papel para a esquerda ou direita consoante a mão utilizada.
  • Prestar atenção ao papel. Coloquem três ou quatro folhas de papel por baixo da folha a usar para que formem um pequeno colchão. Por outro lado, escrever sobre um bloco demasiado grosso pode distorcer a letra.
  • Escolher a esferográfica ou lápis adequado (e agarrem-no corretamente). Normalmente tendemos a segurar a esferográfica formando uma garra, com os dedos dobrados e muito apertados, mas a melhor forma é com os dedos estendidos e o pulso direito, fazendo força a partir do ombro. A caneta deve descansar entre os dedos indicador e polegar. As esferográficas muito finas são mais difíceis de agarrar e podem cansar mais os músculos. Para que a mão tenha um melhor desempenho e de modo a evitarem dores provocadas por longos períodos de escrita, é importante efetuar breves exercícios aos músculos.
  • Praticar os traços. Um dos truques é repetir linhas em ziguezague ou desenhar vários círculos pequenos e escrever letras no interior. O Pinterest pode ser uma fonte de vários exercícios.
  • Tirar tempo. Dediquem meia hora por dia, durante seis ou oito semanas, até alcançarem os resultados pretendidos. Para que não desistam, estipulem-nos como um objetivo a longo prazo. É aconselhável começar com um ritmo lento e acelerar aos poucos. O primeiro passo é reduzir a velocidade da escrita. Em vez de se tornarem monótonos, este gesto permite dedicar a máxima atenção a cada traço, tornando esta atividade muito relaxante. Assimilem este momento com paz e tranquilidade, como uma espécie de mindfulness caligráfico.
  • Usar a criatividade. É importante para não caírem no aborrecimento. Pratiquem usando repetições de frases com aliterações e copiem letras de canções ou fragmentos de livros favoritos.
  • Experimentar os métodos clássicos. Entre os métodos mais populares encontra-se o de Spencer, utilizado em meados do século XIX nas escolas dos Estados Unidos, e que atualmente voltou a ser famoso graças aos seus traços elegantes.

Novo ventilador português vai começar a ser testado em breve

A Escola de Medicina da Universidade do Minho e o Centro Clínico Académico de Braga têm já em curso o processo para a realização de ensaios do novo ventilador português, Atena, em modelos vivos, animal e humano.

O Atena é um ventilador pulmonar português, desenvolvido a partir do CEiiA – Centro de Engenharia para o Desenvolvimento de Produto – com a comunidade médica e científica em resposta à emergência nacional e global de saúde causada pela Covid-19.

ventilador português

Em três semanas, o trabalho conjunto entre 106 engenheiros de várias áreas do CEiiA, intensivistas, pneumologistas, anestesistas e internistas de hospitais públicos e privados do Norte e Sul do país e a Escola de Medicina da Universidade do Minho, chegou à fase de protótipo funcional e está em teste com pulmões artificiais, cumprindo todos os requisitos funcionais definidos para o tratamento de doentes em falência respiratória aguda.

O Atena enquadra-se na tipologia de ventiladores mais avançados e complexos, os chamados “invasivos”, propondo uma arquitetura simples que permita a montagem rápida e a produção descentralizada.

Este novo ventilador português permite controlar todos os parâmetros essenciais para responder à doença respiratória aguda, bem como emitir alarmes críticos à monitorização do paciente. Além disso, pode funcionar a partir da rede de gases hospitalar ou de botijas (versão portátil).

O plano prevê uma primeira produção de 100 unidades no CEiiA até final de abril. Após esta fase, está prevista uma produção de 400 unidades até final de maio. Nos meses seguintes, iniciar-se-á a produção descentralizada com o objetivo de atingir as 10.000 unidades.

A Fundação EDP, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação La Caixa/BPI e REN foram as primeiras entidades a apoiar o projeto. A associação destas fundações e empresas ao projeto Atena é decisiva para os hospitais portugueses disporem já em maio de 100 unidades do modelo de ventilador mecânico invasivo concebido e desenvolvido para salvar a vida de quem entra em falência respiratória aguda.