Lisboa Mágica traz a magia de volta às ruas da capital

O acesso aos espetáculos do Lisboa Mágica é gratuito, mas terão de reservar os vossos lugares antecipadamente através da Ticketline.

O Festival Internacional de Magia de Rua de Lisboa, Lisboa Mágica, surgido em 2006, regressa na sua 9ª edição, no âmbito do programa Lisboa na Rua da EGEAC, trazendo o que de melhor se faz no âmbito da Magia de Rua a nível mundial, numa celebração da universalidade e intemporalidade da linguagem artística, em absoluta e surpreendente interacção com o espaço público.

Sob a direção artística de Luis de Matos, 15 artistas, oriundos de oito países (Argentina, Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Perú e Suécia), apresentarão 158 espetáculos repartidos por 11 locais da cidade.

Este ano, à semelhança de 2020, o programa e os locais foram adaptados por forma a cumprir todas as regras de segurança determinadas pela DGS, em que os locais serão devidamente controlados com contagem de número de pessoas a assistir e colocação de dispensadores de álcool gel desinfetante. Estarão igualmente disponíveis máscaras, caso algum elemento do publico se tenha esquecido.

Serão colocadas alcatifas redondas com diâmetro de um metro, distanciadas entre si por 1,5 metros (ou outra medida entretanto decidida), por forma a garantir o determinado afastamento físico. Cada alcatifa poderá ser ocupada por um único espectador ou partilhada por membros do mesmo agregado familiar, até ao limite da lotação prevista para cada local.

Os espetáculos terão lugar na Praça do Município, no Parque Bensaúde, no Palácio Baldaya, no Museu da Marioneta, no Anfiteatro de Pedra, na Quinta da Alfarrobeira, no Jardim Bedeteca dos Olivais, na Quinta da Granja, no Jardim Museu Lisboa, no Jardim da Biblioteca de Alcântara e no Jardim do Torel. O acesso é gratuito, mas terão de reservar os vossos lugares antecipadamente através da Ticketline.

Fast and Furious 10 já tem data para chegar aos cinemas

Ainda temos de esperar mais de ano e meio.

Os filmes da saga Fast and Furious foram evoluindo ao ponto de se tornarem mais do que meras longas-metragens de ação. Atualmente, se ainda quiserem ir ao cinema ver o mais recente F9, terão de estar preparados para testemunhar cenas desafiadoras das leis da física e personagens a sobreviverem a situações impossíveis. Tudo depende dos níveis de tolerância de cada um.

Por esta altura, já deverão saber que o último filme, Fast and Furious 10, vai ser dividido em duas partes. E já há data de estreia para a primeira parte: abril de 2023, num projeto a ser realizado novamente por Justin Lin e com argumento de Chris Morgan. As filmagens deverão arrancar em janeiro de 2022.

O novo filme deverá contar com o elenco do costume, constituído por Vin DieselMichelle Rodriguez, Tyrese GibsonChris “Ludacris” Bridges e Nathalie Emmanuel. Já Charlize Theron e John Cena podem também regressar, embora seja mais difícil.

F9, mesmo tendo em conta as restrições derivadas da pandemia, já conseguiu, à data de escrita deste artigo, receitas de bilheteira em todo o mundo que ascendem aos 681 milhões de dólares.

IVAucher passa a contabilizar compras de livros e discos

Ainda vão a tempo de se registarem no IVAucher.

Foi no passado dia 1 de junho que arrancou o IVAucher, programa que permite acumular o IVA em consumos feitos nos setores do alojamento, cultura e restauração no terceiro trimestre do ano para que, depois, se possa descontar eventualmente esse valor acumulado como forma de desconto imediato, neste caso entre outubro e dezembro (setembro não conta porque servirá para fazer todas as contas e disponibilizar os respetivos montantes aos contribuintes).

Ora, o objetivo passa por dinamizar e apoiar três setores fortemente afetados pela pandemia – restauração, alojamento e cultura – e, por essa via, contribuir para impulsionar o consumo privado, a economia nacional e a manutenção e criação de emprego. Agora, diz o Público, o governo prepara-se para alargar o programa, numa altura em que faltam duas semanas para o programa terminar.

Assim, compras de discos e de livros passam também a contar para o IVAucher, o que significa que vão poder acumular o IVA correspondente a essas compras. Na prática, o valor do IVA das faturas emitidas com NIF por livrarias ou lojas de discos vai também poder ser gasto em restauração, alojamento e cultura no último trimestre do ano. O decreto-lei com as regras do programa deverá ser alterado na próxima semana, com efeitos retroativos a 1 de junho.

Porém, não se pense que existirá a possibilidade de fazer consumos utilizando somente o valor do IVA acumulado, até porque existe um limite de 50% que pode ser utilizado.

Caso ainda não tenham aderido ao IVAucher, saibam que ainda vão a tempo. Podem fazê-lo online ou nos mais de 3.000 pontos de venda da Pagaqui.

Mastercard vai começar a descartar os cartões com banda magnética a partir de 2024

Já em 2029 não serão produzidos mais cartões com estas características.

À medida que a indústria dos cartões de pagamento se vai tornando cada vez mais segura, seja recorrendo a chips ou pagamentos contactless, há também que ir eliminando características que vão ficando obsoletas. É o caso das bandas magnéticas, que vão começar a desaparecer dos cartões Mastercard a partir de 2024.

Seja em cartões de débito ou crédito, essa transição na Europa por parte da Mastercard vai começar em 2024, ano em que a banda magnética já não será exigida em novos cartões. Nos Estados Unidos, contudo, essa transição só começará em 2027, uma vez que a adoção de pagementos com recurso a chips tem sido mais lenta.

Já em 2029 não serão produzidos mais cartões com estas características e, em 2033, estimam-se que desapareçam da face da Terra.

As bandas magnéticas surgiram na década de 60, tendo sido amplamente utilizadas durante cerca de 30 anos, quando começaram a aparecer os primeiros cartões com chips, ou seja, a partir da década de 90. A Mastercard diz ainda que é a primeira empresa de pagamentos a anunciar publicamente que vai deixar de suportar as bandas magnéticas.

Esta é uma excelente notícia, mas é preciso recebê-la com cautela, uma vez que terminais de pagamento mais obsoletos (encontramos muitos deles em vários estabelecimentos) não costumam ler, por vezes, os cartões com chip, sendo requerido a tal banda magnética. Até 2024, esperemos que essa situação seja resolvida.

Série portuguesa Terra Nova chega à HBO Portugal

A produção nacional fica assim disponível para os subscritores da plataforma de streaming.

Depois de ter estreado na RTP1 em junho do ano passado, a série portuguesa Terra Nova vai agora encontrar uma nova casa. Sim, adivinharam, é na HBO Portugal. A estreia acontece já a 21 de agosto.

Esta série demonstra o dia-a-dia das famílias das comunidades piscatórias da costa portuguesa na década de 1930, numa altura em que dependiam da vida no mar para se sustentarem, enquanto lutavam pela sobrevivência. Filmada em Portugal e no Mar do Norte, Terra Nova traz-nos um retrato social de uma época onde muitas famílias dependiam da vida no mar para o seu sustento, enquanto lutavam pela sobrevivência.

Produzida pela Cinemate, com argumento de Artur Ribeiro e Nuno Duarte e realização de Joaquim Leitão, este projeto original de fição nacional da RTP1 é interpretado por um elenco de luxo, composto por Virgílio Castelo, Sandra Faleiro, Beatriz Barosa, João Jesus, Vítor D’Andrade, João Reis, Pedro Lacerda, Maria João Falcão, Catarina Rebelo, Miguel Borges, Carla Chambel, João Craveiro, João Catarré, Ricardo de Sá, Carolina Amaral, Sara Norte, Vítor Norte, João Baptista, Patrícia André, Miguel Partidário, Dinarte Branco, Rodrigo Soares, Rodrigo Tomás, Figueira Cid, Paulo Manso, Tomás Alves, Manuel Sá Pessoa, Miguel Melo, entre outros.

Hambúrgueres, cachorros-quentes, pizzas e lasanhas têm os dias contados nas escolas

O objetivo? Fazer com que as escolas públicas comecem a oferecer refeições “nutricionalmente equilibradas, saudáveis e seguras”.

Até ao final de setembro, as escolas terão de mudar substancialmente os alimentos que são vendidos nos bares. É o que diz um novo despacho publicado esta terça-feira em Diário da República, onde se poder ler que a “promoção de ambientes saudáveis nas escolas consubstancia-se num valioso contributo para uma coerente educação para a saúde e para o desenvolvimento das competências traçadas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória, permitindo formar cidadãos capazes de promover o bem-estar e a saúde individual e coletiva”.

“O Ministério da Educação, em articulação com as autoridades de saúde, tem vindo a promover o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis, através da emissão de orientações para os bufetes, máquinas de venda automática e refeitórios escolares, bem como através da construção do Referencial de Educação para a Saúde”, diz ainda o mesmo despacho.

Assim, passam a existir uma série de produtos proibidos na escolas, opções que os miúdos tanto gostavam, mas que agora vão deixar de ter acesso. O objetivo de tudo isto é fazer com que as escolas públicas comecem a oferecer refeições “nutricionalmente equilibradas, saudáveis e seguras”.

Dito isto, os bufetes escolares não podem contemplar a venda dos seguintes produtos: bolos ou pastéis com massa folhada e/ou com creme e/ou cobertura; salgados (rissóis, croquetes, empadas, chamuças, pastéis de massa tenra, pastéis de bacalhau ou folhados salgado); pão com recheio doce, pão-de-leite com recheio doce e croissant com recheio doce; sanduíches ou outros produtos que contenham chouriço, salsicha, chourição, mortadela, presunto ou bacon; sandes ou outros produtos que contenham ketchup, maionese ou mostarda; bolachas e biscoitos; refrigerantes; guloseimas (rebuçados, caramelos, pastilhas elásticas com açúcar, chupas ou gomas); snacks doces ou salgados (tiras de milho, batatas fritas, aperitivos, pipocas doces ou salgadas); sobremesas doces (mousse de chocolate, leite-creme ou arroz-doce); barritas de cereais e monodoses de cereais de pequeno-almoço; refeições rápidas (hambúrgueres, cachorros-quentes, pizas ou lasanhas); chocolates; bebidas com álcool; molhos; cremes de barrar; e gelados.

Existem ainda produtos que os bufetes escolares devem disponibilizar obrigatoriamente. São eles: água potável gratuita; garrafas de água mineral natural e água de nascente; leite simples meio-gordo e magro; iogurtes meio-gordo e magro, preferencialmente sem adição de açúcar; pão, preferencialmente de mistura com farinha integral e com menos de 1 g de sal, por 100 g de pão (devem ser prioritariamente recheados com atum, fiambre com baixo teor de gordura e sal, ovo cozido, queijo meio-gordo ou magro ou pasta de produtos de origem vegetal à base de leguminosas ou frutos oleaginosos); fruta fresca, preferencialmente da época, podendo ser apresentada como salada de fruta fresca sem adição de açúcar; saladas; e sopa de hortícolas e leguminosas, no caso dos estabelecimentos com ensino noturno.

Os bufetes escolares podem ainda disponibilizar: Queijos curados com teor de gordura não superior a 45 %, queijos frescos e requeijão; b) Frutos oleaginosos ao natural, sem adição de sal ou açúcar; c) Tisanas e infusões de ervas sem adição de açúcar; d) Bebidas vegetais, em doses individuais, sem adição de açúcar; e) Snacks à base de leguminosas que contenham: pelo menos 50 % de leguminosas e um teor de lípidos por 100 g inferior a 12 g e um teor de sal inferior a 1 g; f) Snacks de fruta desidratada sem adição de açúcares; g) Sumos de fruta e ou vegetais naturais, bebidas que contenham pelo menos 50 % de fruta e ou hortícolas e monodoses de fruta.

No que toca às máquinas de venda automática, só poderão vender o que é permitido nos bares. Além disso, não poderão “disponibilizar chocolate quente nem adicionar mais de cinco gramas de açúcar por cada bebida”.

Finalmente no que toca às refeições escolares, isto falando nas cantinas, “devem contemplar os princípios da dieta mediterrânica”, bem como refeições vegetarianas.

Star Wars: Visions mostra a sua animação num trailer recheado de ação

Star Wars apresenta-se mais radical do que nunca.

Sete estúdios de anime, nove curtas e novas histórias completamente originais. A nova antologia de Star Wars parece, em papel, imperdível, e agora temos um trailer para nos confirmar tal sentimento.

Com data marcada para 22 de setembro, com a estreia das nove curtas no mesmo dia, Star Wars: Visions, funciona como uma longa metragem de diferentes histórias inspiradas nas mitologias de Star Wars, mas sem ligação à sua história principal que acompanhamos nos filmes e nas séries.

Envolvidos no projeto estão estúdios como a Production I.G., responsável por dar vida a Ghost in the Shell; a Trigger, de Kill la Kill; ou a Science Saru, de Devil Man Crybaby.

O projeto foi inicialmente revelado no início de julho, com um olhar aos bastidores, onde ficámos também a conhecer a lista de episódios e os estúdios responsáveis por cada um.

Lista de episódios:

  • Kamikaze Douga –The Duel
  • Geno Studio (Twin Engine) – Lop and Ochō
  • Studio Colorido (Twin Engine) –Tatooine Rhapsody
  • Trigger –The Twins
  • Trigger –The Elder
  • Kinema Citrus –The Village Bride
  • Science Saru – Akakiri
  • Science Saru – T0-B1
  • Production IG –The Ninth Jedi

Star Wars: Visions estreia com todos os episódios no dia 22 de setembro no Disney+.

O Xbox Game Pass recebe mais Star Wars na nuvem e exclusivos

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O Xbox Game Pass Ultimate mostra as suas vantagens com mais nove jogos adicionados ao catálogo.

Chegámos a meio do mês, o que significa que vamos ter novos jogos a caminho do Xbox Game Pass. Agosto conta com a adição de alguns títulos já esperados, como o muito aguardado Twelve Minutes e Psychonauts, mas agora temos a oportunidade de saber também onde os jogar. Em destaque temos também a oferta para o EA Play, que faz parte do Xbox Game Pass Ultimate, que vê a entrada de mais Star wars e Need for Speed ao seu catálogo, para se jogarem em dispositivos móveis.

xbox game pass agosto 21 2

Estes são os jogos que vos esperam:

  • Humankind (PC) – 17 de agosto
  • Need for Speed Heat (Cloud) EA Play – 17 de agosto
  • Star Wars Battlefront II (Cloud) EA Play – 17 de agosto
  • Star Wars Jedi: Fallen Order (Cloud) EA Play – 17 de agosto
  • Recompile (Cloud, Xbox e PC) ID@Xbox – 19 de agosto
  • Train Sim World 2 (Cloud, Xbox e PC) – 19 de agosto
  • Twelve Minutes (Cloud, Xbox e PC) ID@Xbox – 19 de agosto
  • Psychonauts 2 (Cloud, Xbox e PC) – 25 de agosto
  • Myst (Cloud, Xbox ePC) ID@Xbox – 26 de agosto

Essas adições acompanham-se por um crescente número de jogos selecionados com suporte de controlos táteis, via cloud:

  • Hades
  • Bloodroots
  • Farming Simulator 19
  • Going Under
  • Need for Speed Heat (EA Play)
  • Peggle 2 (EA Play)
  • Psychonauts
  • Wasteland 2
  • Wasteland 3
  • Wasteland Remastered

E como não podia deixar de ser, despedimo-nos de alguns jogos, que podem ser adquiridos com 20% de desconto até ao dia 31 de agosto:

  • Blair Witch (Cloud, Xbox, and PC)
  • Double Kick Heroes (Cloud, Xbox, and PC)
  • NBA 2K21 (Cloud e Xbox)
  • Stranger Things 3: The Game (Cloud, Xbox e PC)

Vão viajar para o Reino Unido e não têm as duas doses da mesma vacina? Preparem-se para a quarentena

Visitantes oriundos de Portugal, França, Espanha, Suécia e Holanda têm de ficar em quarentena durante 10 dias. Quem não cumprir arrisca-se a uma multa.

Agora que boa parte da população portuguesa está vacinada, jovens incluídos, são muitos os que pensam começar a viajar para o estrangeiro. Ora, há um pequeno problema: apesar do certificado digital e de alguém comprovar que tem as duas doses, a verdade é que as regras mudam de país para país. Isto significa que algumas medidas que sejam aplicadas por cá possam nem fazer sentido noutros territórios.

Ora, de acordo com o Euronews, o Reino Unido acaba de fazer uma alteração (as regras para França são exatamente as mesmas que para Portugal) que vai afetar imenso aqueles que estavam a pensar visitar o país.

Neste momento, Portugal, França, Espanha, Suécia e Holanda estão na lista amarela do Reino Unido. Isto significa que visitantes oriundos desses países, mesmo que tenham as duas doses da vacina, terão de ficar em quarentena, num local à sua escolha, durante 10 dias, sendo que terão de fazer testes no segundo e oitavo dia de isolamento. Quem interromper a quarentena arrisca-se a uma multa que pode ser superior a 10.000€.

Mas atenção: terão de ficar em quarentena somente aquelas pessoas que têm duas doses de fabricantes diferentes da vacina contra a COVID-19. Por exemplo, se tiverem as duas doses da Pfizer, está tudo certo. Mas se por acaso receberam a primeira dose da AstraZeneca e, depois, tomaram a segunda dose, mas da Moderna ou Pfizer, então fazem parte do grupo de cidadãos que, à chegada ao Reino Unido, terá de fazer quarentena.

E para aqueles que levaram a vacina de uma fabricante que só tem mesmo uma única dose? Bom, aí podem ficar descansados, pois não terão de fazer quarentena, uma vez que é considerada uma vacinação completa.

Yoyoso abre mais uma loja em Portugal, desta vez em Loures

O sucesso da Yoyoso e a iminente estratégia de expansão pelo mercado português continua a ser uma prioridade para a marca coreana.

Após as duas aberturas no Algarve, durante este verão, a nova loja vem reforçar a presença da marca na região de Lisboa, nomeadamente no LoureShopping.

Com mais de 180m2 e 5.000 artigos expostos, a nova loja da Yoyoso, localizada no piso 1 daquele centro comercial, é um mundo completo de tudo o que possam imaginar, com os tão desejados preços low cost, desde os 0,50€ – em artigos de moda, acessórios, beleza, decoração, papelaria, utilitários, brinquedos e alimentação. As inspirações coreanas são a grande atração, com as cores pastel a dominarem nos artigos mais fofinhos e com designs surpreendentes.

A marca Yoyoso já conta com lojas no UBBO, Alegro Setúbal, Rio Sul, Aqua Portimão e Algarve Shopping e continua o projeto de expansão em espaços comerciais de grande dimensão. Até ao final do ano, serão o norte do país e ilhas a receber novas lojas da marca.

Maguro Sushi é o novo all you can eat de Setúbal

Uma nova alternativa aos poucos espaços dedicados da cidade.

Quando alguém visita Setúbal, a primeira coisa que passa pela cabeça é logo escolher o melhor spot para comer choco frito, a iguaria típica da cidade. Porém, há sempre quem não aprecie este prato, e felizmente existem muitas outras opções no município.

Há pizzarias, rodízios de picanha, italianos, paraísos dedicado à carne… mas e sushi? Com tanto peixe de qualidade, era natural que a cidade também tivesse alguns estabelecimentos dedicados às peças que se comem com pauzinhos. Infelizmente, não são tantos quanto seria de esperar.

Quem gosta de sushi e vive em Setúbal ou conhece bem a cidade, tem na mente somente dois espaços de all you can eat: Kodachi, do grupo Emporio Sabores, e Sushima, do proprietário João Shima, que tem alguns restaurantes não só na cidade, mas também em Lisboa. Sim, é verdade que existem outros restaurantes em Setúbal com quantidades avassaladoras de sushi, mas são os típicos buffets, misturados com outras cozinhas, e com qualidade duvidosa. Portanto, quem quisesse uma alternativa ao Kodachi e Sushima, a única solução passaria por procurar fora da cidade, almoçando ou jantando nos vários spots do Sushi da Vila, por exemplo.

Felizmente, há agora um novo spot de sushi all you can eat na cidade de Setúbal. Chama-se Maguro Sushi e abriu no passado dia 21 de julho na Rua do Mormugão, que fica a poucos metros do Estádio do Vitória de Setúbal e de espaços bem conhecidos na cidade, como a pizzaria Don Formozzini ou a fabulosa hamburgueria Burger Wheels.

Uma vez que tem menu de degustação, já sabem como funciona: há um valor fixo que vos permite comer tantas peças quanto quiserem. Ao almoço, o all you can eat custa 14€. Já ao jantar, à semelhança de outros espaços, o preço sobe para os 19€. Há quem não perceba esta diferença de preços, mas explica-se uma vez que, por norma, ao pagarem mais, os clientes têm direito a uma entrada extra ou a peças que não surgem à hora do almoço. Os preços dos menus de degustação, porém, vão estando em promoção, pelo que fiquem atentos às redes sociais do restaurante.

Fora do menu de degustação, o Maguro Sushi tem uma carta com várias opções. Há gyosas, bolinhas de salmão, kimuchi, carpaccio ou ceviche nas entradas; há diversos hot rolls, hosomakis, uramakis, nigiris e peças de sashimi, bem como sushi vegetariano; há saladas, um menu infantil e diversos combinados; e há também alternativas a quem não gosta de sushi ou não está para aí virado, como ramen, yakisoba, nabeki, frango com piri piri ou uma posta de salmão. Podem até ir ao espaço com aquele familiar que não está convencido com sushi, uma vez que haverá alternativa às famosas peças.

Tanto podem devorar o all you can eat na sala interior ou esplanada do Maguro Sushi, como optar pelo takeaway (de momento não há delivery). Se forem levantar a encomenda ao espaço, podem optar pela promoção a dobrar de 44+44 peças, o que dá um total de 88 peças por 33€.

De acordo com a página de Facebook do Maguro Sushi, o restaurante está aberto de terça-feira a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Aos domingos somente está aberto até às 15h. Para encomendas ou reservas, devem ligar para o 265102248.

Dashlane é o primeiro gestor de passwords a utilizar tecnologia Mac Catalyst

Em simultâneo, é também lançada uma atualização para iOS com melhorias de UX/UI, para aceder mais facilmente a passwords com menos cliques.

A Dashlane acaba de anunciar o lançamento da sua aplicação com tecnologia Mac Catalyst, tornando-se no primeiro gestor de passwords a utilizar o novo recurso da Apple. A empresa lança também uma nova atualização para a sua aplicação iOS, que apresenta uma funcionalidade de pesquisa mais inteligente e várias melhorias de UX/UI.

Estas melhorias fazem parte de uma renovação significativa da navegação iOS da Dashlane, que fará parte de uma implementação progressiva, com o intuito de proporcionar uma melhor experiência do utilizador – ajudando, em última análise, a poupar tempo, ao assegurar o acesso a passwords únicas e seguras com menos cliques.

Os utilizadores podem contar com a Dashlane para o preenchimento automático de passwords, pagamentos e detalhes pessoais na Web, em qualquer dispositivo. Ao utilizar a mais recente tecnologia Catalyst da Apple, a Dashlane proporciona agora uma experiência ainda melhor aos utilizadores de MacOS no Safari, com funcionalidade de sincronização instantânea e integrações com as mais recentes melhorias do sistema operativo OS, como o preenchimento automático nativo.

A nova experiência no Safari é realçada pelas capacidades melhoradas de preenchimento automático da Dashlane – o seu mecanismo de análise da Web baseado em Machine Learning está agora amplamente disponível e reconhece campos de formulário 94% mais rápido do que antes. Para além disso, com a Universal Purchase a ser agora o padrão para aplicações Catalyst, é ainda mais fácil para os utilizadores da Apple instalar a Dashlane em todos os seus dispositivos.

A Dashlane lança também atualizações para a sua aplicação iOS, na sequência de uma reformulação no ano passado e antes da maior reestruturação da navegação, que será progressivamente lançada em versão beta. As atualizações hoje disponíveis incluem:

  • Pesquisa mais inteligente: Os resultados são agora ordenados por itens recentemente pesquisados para ajudar a aceder mais rapidamente a passwords, notas seguras e pagamentos, enquanto que o design e os critérios melhorados proporcionam sugestões mais precisas, reduzindo drasticamente o número médio de caracteres a digitar;
  • Criação de conta in-field: A Dashlane deteta agora novas contas criadas em dispositivos iOS e alerta os utilizadores para guardarem as suas passwords dentro da aplicação, eliminando a necessidade de “saltar” entre a aplicação da Dashlane e a aplicação em que o utilizador se está a registar;
  • Histórico de passwords: É possível guardar e recuperar facilmente qualquer password criada com a ferramenta Password Generator;
  • Monitorização melhorada da Dark Web: Fornece aos utilizadores itens de ação mais claros para proteger as suas contas após qualquer potencial violação.

Estas novidades da Dashlane seguem-se ao recente lançamento do seu plano Essentials, que oferece as características mais indispensáveis de um gestor de passwords, ao preço mais acessível. Com este plano, os utilizadores podem armazenar, proteger e aceder a passwords e informações pessoais para uma quantidade ilimitada de contas em dois dispositivos, assim como obter acesso ao único Password Changer no mercado que permite alterar passwords com apenas um clique.

Castelo Rodrigo vai ser a primeira localidade do país com mobilidade 100% sustentável

Ou seja, livre de emissões de CO2 e de ruído.

A Renault Portugal e a Associação Aldeias Históricas de Portugal assinaram um protocolo de colaboração com vista a tornar a Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo a primeira localidade de Portugal Continental com mobilidade 100% sustentável.

Uma frota de modelos elétricos Renault (Twizy, Twingo Electric, ZOE e Kangoo Z.E.) será disponibilizada aos residentes e profissionais que exercem atividade no território, bem como aos visitantes da aldeia. Um projeto-piloto que poderá estender-se a áreas para além da mobilidade, de modo a reforçar a Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo como uma referência no domínio da sustentabilidade.

Pretendem-se, com isto, demonstrar que os automóveis elétricos, por serem zero emissões em utilização, pelo prazer e conforto de condução que proporcionam e pelos imbatíveis custos de utilização, são uma excelente solução (também) para os territórios de baixa densidade e não apenas para os grandes centros urbanos.

Quatro modelos distintos que, pelas suas caraterísticas, irão satisfazer diferentes necessidades: o Renault Twizy que, pela imagem e conceito, promete ser a preferência dos jovens com mais de 16 anos, mas também dos adultos que procuram uma experiência de mobilidade mais irreverente ou ainda de quem sofre de mobilidade reduzida; o Renault Twingo Electric, que certamente impressionará pela agilidade e prazer de condução; o Renault ZOE, que surpreenderá pelos desempenhos nas fantásticas e desafiantes estradas da Beira Alta; e o Renault Kangoo Z.E. que, na versão comercial, deixará rendidos os profissionais dos mais diversos setores de atividade da Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo, inclusivamente dos muitos que se dedicam à agricultura e à pecuária.

Hotel Royal Savoy reabre com várias novidades antes do final de agosto

A recente renovação do Royal Savoy teve início em agosto de 2020 e contou com um investimento de 5 milhões de euros.

Após várias remodelações, que aconteceram tanto em espaços interiores como exteriores, o renovado Royal Savoy, localizado a poucos passos do centro do Funchal, está finalmente preparado para voltar a receber hóspedes, já a partir de 30 de agosto.

Uma das principais novidades é o Thatcher’s Bar, situado no lobby, no 8º andar, e que conta com uma soberba vista sobre o mar. Este novo espaço, cujo nome se deve à ex primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que em 2001 elegeu o Hotel Savoy para celebrar o 50º aniversário de casamento, permite desfrutar de uma bebida refrescante assim que os hóspedes chegam ao hotel e, ao mesmo tempo, apreciarem os detalhes de uma decoração alusiva às viagens marítimas.

As típicas tapeçarias africanas emolduradas em torno de toda a receção e do Thatcher’s Bar, que ganham destaque com o grande espelho do teto central, os detalhes em pedra azul-safira, tradicionalmente indianas, presentes nas diversas mobílias, ou os pequenos pormenores de traços portugueses e ingleses, relembram o legado dos Descobrimentos.

O Royal Savoy, unidade de cinco estrelas da Savoy Signature, conta com duas salas de massagem e agora também com uma sala de estética, que veio enriquecer ainda mais a zona do Spa, que dispõe também de uma fonte de gelo.

Ao entrar no Royal Spa é possível sentir a tranquilidade por detrás do conceito deste lugar, desde a água a correr na piscina, ao silêncio que se faz sentir quando se caminha por entre os diversos espaços. Aqui reina a serenidade, onde o luxo se encontra com o paraíso e se pode usufruir das diversas salas de tratamentos e de terapias, como a nova sauna e banho turco. E só porque uma maravilha nunca vem só, este pequeno éden na terra tem acesso direto à piscina interior e ao ginásio.

No exterior do hotel, procedeu-se também à construção de um campo de padel e ainda à recuperação de algumas zonas, que passou pela reparação do deck de madeira de todo o solário e pela construção de várias rampas de acesso ao mesmo, como também pelo melhoramento de todos os jardins. Há também três piscinas no exterior, sendo que uma delas é destinada a crianças.

Com uma história repleta de encanto, o Royal Savoy dispõe de 174 acomodações, contando com quartos e suites, todos magnificamente decorados com exóticas mobílias e cores com inspiração nas mais empolgantes descobertas dos navegadores portugueses. Todos os quartos apresentam um amplo balcão, já as suites disponibilizam uma kitchenette totalmente equipada. E até o Wi-Fi agora é mais rápido e mais acessível por todo o Royal Savoy.

A oferta gastronómica também não ficou esquecida nesta reabertura, onde a tradição é uma máxima nos dois restaurantes e bares. No restaurante Armada, as requintadas refeições de alta cozinha irão ser o deleite dos apreciadores dos melhores sabores da Madeira, enquanto que os originais refrescos do bar e restaurante Neptunus serão a desculpa perfeita para passar o dia na piscina. Nada como as incomparáveis bebidas do Swim Up Bar ou o Piano Bar, agora integrado no Galley Lounge, com música ao vivo para tornar a experiência no Royal Savoy inesquecível.

Todos os serviços deste intemporal hotel irão estar em pleno funcionamento, desde as piscinas, para poder dar boas braçadas a qualquer hora do dia, ao ginásio, porque mesmo durante as férias é preciso cuidar do corpo, até ao elegante Spa, para desfrutar de momentos de bem-estar.

Eco Festival Azores Burning Summer regressa a Porto Formoso este mês

O Eco Festival Azores Burning Summer não é um festival para massas, mas sim, um evento de acesso equilibrado, seguro e confortável.

Promove uma programação musical de qualidade e integrada no contexto natural da Praia dos Moinhos, a par de uma forte sensibilização ambiental. Assim é o Eco Festival Azores Burning Summer, que regressa de 25 a 28 de agosto à Praia dos Moinhos, em Porto Formoso, na ilha de São Miguel, nos Açores.

O evento caracteriza-se como um laboratório sócio-ambiental, onde o público tem acesso a um conjunto de práticas que visam o desenvolvimento de uma consciência ecológica colectiva com vista à mudança de comportamentos para um modo de vida mais sustentável. Esta estratégia materializa-se não só através das medidas ecológicas introduzidas, testadas e promovidas no evento, mas também por uma programação ecológica que engloba os debates Eco Talks, a exposição de veículos elétricos, a feira de ecodesign Burning Market, projectos de Land Art e o ciclo de Cinema ao ar livre.

A prudência relativamente à realização de eventos culturais com público no atual contexto e a escassez de financiamento obrigam a que a edição de 2021 mantenha um formato restrito e circunscrito à Praia dos Moinhos. A edição de 2021 repete o modelo implementado em 2020, em que o evento decorreu apenas no recinto da esplanada do bar da Praia dos Moinhos, seguindo todas as regras determinadas pela Autoridade de Saúde Regional.

Para a edição de 2021, a organização do festival estabeleceu uma programação diurna, entre as 16h e as 20h, em pleno período balnear, acessível a quem frequentar a Praia dos Moinhos nos dias do evento e uma programação noturna, entre as 20h e as 00h. Todas as performances decorrem sobre o palco montado na esplanada do bar da Praia dos Moinhos.

Durante quatro dias, vários artistas internacionais, regionais e nacionais irão subir ao palco montado na esplanada do bar da Praia dos Moinhos. A edição de 2021 destaca a presença dos Djs anfitriões do festival, a actuação de duas bandas nacionais, a parceria estabelecida com o Festival Internacional de Cinema de Direitos Humanos – NOMA Azores – e o projecto MOINHOS REVIVAL que pretende resgatar a ligação afetiva entre o público e a Praia dos Moinhos através de diversos projetos, entre os quais a instalação da Barraca Pereira e o concerto de covers que irá reunir diversos artistas locais.

Há concertos de We Sea, Eu.Clides e de White Haus, bem como DJ sets de Um Gajo Chamado Keany, Myke Lone, John Stapleton e Adrian Sherwood, entre outros.

Programa Lisboa na Rua arranca esta semana

Neste verão ainda diferente, regressa o Lisboa na Rua.

Entre 21 de agosto e 19 de setembro, ocupando novos espaços, seguros e com controlo de acesso, esta programação organizada pela EGEAC preenche a cidade com música, teatro, dança, cinema, artes plásticas, novo circo…. Através destas propostas multidisciplinares, a edição de 2021 do Lisboa na Rua convida também a uma reflexão sobre temas tão atuais como o ambiente ou o desporto.

O programa começa no dia 21, no Castelo de São Jorge, com o primeiro de cinco concertos integrados no ciclo A Música e o Mundo – Encontros Sonoros Atlânticos. Um concerto de percussão e voz com obras de Philip Glass e duas estreias mundiais dos compositores Ângela da Ponte e Vasco Mendonça interpretadas pelo grupo Druming GP e o contratenor Stephen Diaz.

Nesta edição são também recuperadas as tradições pagãs da cultura popular trazendo de volta o Festival Internacional da Máscara Ibérica (depois de um ano de interregno), agora num novo formato, adaptado ao contexto atual. Durante dois fins de semana, os grupos tradicionais de mascarados, vindos de Miranda do Douro, das Astúrias e da Galiza apresentam-se no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, no Museu da Marioneta e no Castelo de São Jorge.

A videoarte, a dança e a magia fecham com chave de ouro o mês de agosto, com apresentações ao ar livre em vários locais da cidade, através do festival Fuso, do ciclo Dançar a Cidade – que nesta edição transforma bibliotecas, museus e monumentos em pistas de dança seguras – e do Lisboa Mágica.

Em setembro, a artista Grada Kilomba inaugura no MAAT – Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia uma instalação – a primeira instalação de grande escala que se estende junto ao rio por 32 metros de comprimento – que nos confronta com o nosso passado e recorda histórias e identidades esquecidas ao longo do tempo.

Já o CineCidade regressa ao jardim do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta com quatro filmes para ver ao ar livre (todas as sextas e sábados a partir das 21h30) numa edição dedicada aos direitos humanos no mundo do desporto. E é também no jardim do Palácio Pimenta que terá lugar o primeiro espetáculo escrito e encenado pela rapper Capicua, A Tralha, que nos recorda que as preocupações ambientais continuam a ser urgentes.

Ao longo deste mês de programação, destaque ainda para os concertos O Conde de Monte Cristo, interpretado pela Orquestra Orbis, e o concerto de estreia do Maestro Martim Sousa Tavares a dirigir a Orquestra Gulbenkian, para uma “não-edição” do Festival Lisboa Soa, no Castelo de São Jorge, uma exposição de fotografia retrospetiva do projeto Parallel Review e muito mais.

Todos os eventos têm entrada gratuita, mas com lotações reduzidas de acordo com as normas de segurança em vigor. A programação completa pode ser consultada no site oficial.

Segurança Social quer dar apoio alimentar a famílias carenciadas através de vouchers digitais

Estes vouchers poderão ter a forma de cartão eletrónico (tipo cartão bancário) ou de um código que permite o posterior reembolso do comerciante.

O Instituto da Segurança Social lançou esta semana uma consulta preliminar pública para passar a atribuir o apoio alimentar a famílias carenciadas através de cartões eletrónicos, para dar seguimento à medida do Governo de simplificar o acesso a este apoio.

Os e-vouchers permitem o acesso a um conjunto de produtos através do carregamento de um valor de forma periódica. Os destinatários poderão utilizar esses cartões em qualquer rede de estabelecimentos que venha a aderir ao projeto, estando a utilização do cartão limitada à aquisição dos bens elegíveis no âmbito do Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC).

O procedimento servirá para a contratualização de serviços de emissão, gestão, carregamento e reporte financeiro dos cartões eletrónicos. Estes vouchers poderão ter a forma de cartão eletrónico (tipo cartão bancário) ou de um código que permite o posterior reembolso do comerciante.

Os cartões serão recarregados com uma periodicidade, no mínimo, mensal, com um determinado montante financeiro transferido pelo Instituto da Segurança Social. A utilização do cartão eletrónico servirá apenas para a aquisição de bens alimentares elegíveis no âmbito do FEAC, estando proibida a aquisição de bens como bebidas alcoólicas e tabaco.

O objetivo é que estes cartões eletrónicos funcionem na rede de retalhistas do setor alimentar, garantindo uma cobertura geográfica dos serviços em todos os concelhos de Portugal Continental e a ligação aos seus sistemas operativos.

O ISS, I.P. procedeu ao lançamento da consulta preliminar que decorre no prazo de 20 dias seguidos para resposta à consulta. Será ainda realizada uma sessão pública de esclarecimento no dia 25 de agosto pelas 10h, através da plataforma Teams.

Música – Álbuns essenciais (julho 2021)

Poucos mas bons, para animar o verão!

Para ser franco, talvez com exceção de Animal, We’re All Alone In This Together e Vince Staples, todos os álbuns encaixam bem com o calor do momento. Sendo que Private Space, de Durand Jones & The Indications é o álbum que parte da pole position e Pink Noise de Laura Mvula, vem em seguida a completar a linha da frente na corrida por álbum com mais sabor a verão.

Não vou enumerar mais álbuns, caso contrário estragava o factor surpresa. Deixo-vos então com as minhas escolhas relativas ao mês de julho.

[Artigo de álbuns essenciais de junho]

Billie Eilish – Happier Than Ever

billie eilish happier than ever

Género: Pop/Electropop

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O que o álbum anterior trouxe de bom manteve-se sem ser uma réplica descarada. Ainda assim, Happier Than Ever ganha outra profundidade graças a uma Billie Eilish que sabe exatamente em que ponto está, com uma perceção fantástica de como os outros a vêem, agarrando nas rédeas dos media e dominando a opinião pública com uma certeza sem igual.

Essa certeza forma um álbum com alguma diversidade musical, unido pelas melodias cósmicas com a capacidade de embalar qualquer amante de música pop com uma pitada de eletrónica.

Happier Than Ever torna-se, assim, num retrato fiel ao presente de Billie Eilish, funcionando como uma janela aberta para o íntimo da cantora e a alavanca para um início de carreira muito sorridente. Os críticos que vendiam o álbum de estreia como um “One Hit Wonder” devem estar bem escondidos neste momento, porque do nada Eilish passa de estrela emergente a ícone do Pop da sua geração, sucedendo a Lorde (que também está preste a lançar novo álbum ainda este mês).

Nota: aconselho a ouvir este álbum com uns bons auriculares/auscultadores, ao invés de ouvir numa coluna.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> I Didn’t Change My Number
> my future
> Lost Cause
> Your Power
> Therefore I Am
> Happier Than Ever
> Male Fantasy

Charlotte Day Wilson – ALPHA

charlotte day wilson alpha

Género: Soul/Rhythm and Blues

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Após nove longos anos a lançar singles e mixtapes, eis que surge o álbum de estreia de Charlotte Day Wilson. Traz consigo tudo o que prometeu… e ainda mais!

ALPHA podia ter seguido o caminho normal de qualquer álbum com nuances de Jazz e Soul, mas Wilson deixou literalmente tudo “em campo”. Isso envolveu empregar bem a sua mestria a nível lírico e, sobretudo, a forma sensacional como misturou os seus vocais com os instrumentos musicais, criando uma relação de simbiose quase sublime entre os dois.

Na minha honesta opinião, é esta simbiose tão natural que confere um autenticidade sem igual a este álbum. Se são fãs de Jessie Ware, estou certo que vão adorar Charlotte Day Wilson que, com uma voz semelhante, explora áreas musicais mais orgânicas.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Strangers
> I Can Only Whisper (ft. BADBADNOTGOOD)
> If I Could
> Mountains
> Take Care of You (ft. Syd)

Clairo – Sling

clairo sling

Género: Folk Rock/Baroque Pop

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Faz dois anos que Clairo tomou a indústria de assalto com as suas primeiras tentativas bem sucedidas no Bedroom Pop, sendo que Bags constou no meu top 100 de melhores músicas de 2019 (em 6º).

Este ano, os géneros abordados são mais fluidos, fazendo de Sling um álbum maravilhoso e bastante agradável, afastando-o assim da vertente musical de Immunity. Mas se com Immunity se desenvolveu um espetro de intimidade, com Sling esse espetro dilata em algo maior: um ombro amigo sobre o qual nos podemos debruçar, pura e simplesmente pelo conforto do mesmo.

Ainda que Clairo recorra a ídolos como referências (como uma sonoridade característica do Folk dos anos 70), estou certo que, num bom punhado de anos, Clairo seja a referência da próxima geração de músicos.

Pessoalmente fiquei mais fã do primeiro álbum, mas considero que ambos estejam equilibrados a nível de qualidade: um a fugir mais para o Indie, outro para o Folk.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Bambi
> Amoeba
> Zinnias
> Harbor

Dave – We’re All Alone In This Together

dave were all alone in this together

Género: Rap

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Se o primeiro álbum de Dave já tinha impressionado, este deixou-me rendido. Do grind a afrobeats, WAAITT tem de tudo. Contudo, o que impede este álbum de cair no erro de parecer uma coletânea, reside na forma como foi montado, algo sequencial, lógico e que deixa tempo para absorver o sumo de cada abordagem musical – nem que para isso as músicas tenham de ter um comprimento fora do consenso. A maravilha das músicas mais longas deste álbum é que estão extremamente bem orquestradas, principalmente a “Both Sides Of A Smile” com a colaboração de James Blake (cujo novo álbum está em vias de ser lançado).

Falando de colaborações com sucesso, este álbum tem uma ou outra, como nos casos de “Clash” com Stormzy e “System” com Wizkid.

A meticulosidade de WAAITT, elevado pela forte capacidade liricista de Dave, coloca-o na discussão dos melhores rappers da atualidade (com muita facilidade).

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> Verdansk
> Clash (ft. Stormzy)
> In The Fire
> System (ft. WizKid)
> Both Sides Of A Smile (ft. James Blake)
> Twenty To One

Durand Jones & The Indications – Private Space

durand jones and the indications private space

Género: Retro-Soul/Contemporary R&B

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Este estilo de música não se encontra por aí com facilidade. Por isso, por muito clichê que possa ser, acaba por ser sempre uma lufada de ar fresco bem-vinda (principalmente no verão).

Durand Jones & The Indications não inventam nem reinventam a roda, mas com certeza que a fazem rodar em direção a uma pista de dança, onde qualquer um se pode identificar com o flow desta banda e partilhá-lo com o próximo.

Francamente, este álbum é delicioso e o flow é de um positivismo e alegria ímpar. Ouçam, não se vão arrepender.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Love Will Work It Out
> Witchoo
> Ride Or Die
> The Way I Do

Half Waif – Mythopoetics

half waif mythopoetics

Género: Synth-Pop/Electronic

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Após alguns anos a tentar entrar em sintonia com Half Waif, finalmente encontrei o álbum facilitador. Mythopoetics é provavelmente o álbum mais acessível de Ananda Rose Plunkett até à data. É também o álbum que ajuda a compreender melhor o quão completa e flexível é a voz de Plunkett, tendo a capacidade de teletransportar-nos de dimensão em dimensão sem sairmos do lugar, então o vibrato é a cereja no topo do bolo. Vibrato esse que se emancipa muito devido à instrumentalidade deste álbum.

Posso parecer suspeito, mas considero Mythopoetics o “Holy Grail” da carreira de Half Waif. Daqui para a frente, vão ser só coisas boas, pois Plunkett, mais do que a sua voz, encontrou o som perfeito para a mesma.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Swimmer
> Fortress
> Sourdough
> Party’s Over
> Horse Racing

Laura Mvula – Pink Noise

laura mvula pink noise

Género: Synth-Pop/Pop

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Laura Mvula caminhou, devagar, mas caminhou sem nunca parar. Finalmente chegou ao destino que sempre almejou e certamente onde merece estar. Destino esse onde poucos artistas se podem gabar de ter chegado após um início de carreira mais murcho.
O potencial sempre foi imenso e, em Pink Noise, o resultado está à vista: um álbum bem construído, cativante, descontraído e divertido.

A voz de Mvula, cheia de orgulho e coragem, é uma benção para quem é amante dos seus ídolos (tais como Eryka Badu, Des’ree, Lauryn Hill, Diana Ross, entre outros). No que toca à sonoridade, há muitas influências do Pop Norte-Americano típico dos anos 80/inícios dos anos 90.

O ponto mais forte de Pink Noise? O facto de estar tão bem construído torna difícil escolher músicas a ouvir. Como tal, aconselho a ouvirem-no na íntegra. Este é sem dúvida alguma um dos melhores álbuns de 2021!

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> Como referi acima, é essencial ouvir o álbum Pink Noise na íntegra.

LUMP – Animal

lump animal

Género: Retro-Electro/Art Pop

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Sendo que Laura Marling empresta a sua voz a esta colaboração, algum dia ia correr mal? A resposta é um grande “não”.

No ano passado, Marling lançou o álbum Songs For Our Daughter que foi um sucesso e a presença no meu Top 50 de melhores álbuns do ano foi imprescindível. Este ano, em parceria com Mike Lindsay, nasceu LUMP, um projeto que começou com pé direito e tem tudo para continuar a dar certo.

Com sonoridades maioritariamente eletrónicas, carregadas de uma melancolia abismal, Animal é um produto final intoxicante. É fantástico ver o poder da voz da Marling em uníssono com estas melodias retro de ritmo lento, nota-se que está no controlo e ainda bem.

Fica o desejo de chocar com esta parceria mais vezes no futuro. Nos entretantos, se quiserem ouvir algo foram do comum metam este álbum a rodar, fixem o nome: LUMP.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Bloom At Night
> Animal
> Paradise
> We Cannot Resist

Vince Staples – Vince Staples

vince staples vince staples

Género: Hip-Hop

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Longe da mestria e irreverência que tão bem o caracteriza, Vince Staples lança o seu self titled album e apenas cumpre os serviços mínimos.

Ainda que tenha um punhado de faixas cativantes, no projeto mais pessoal do rapper até agora, peca por as músicas não viverem de acordo com todo o potencial que têm. O motivo? Simples. Rara é a música com mais de dois minutos e meio de duração e não há nenhuma com os três minutos de duração convencionais.

É verdade que Vince Staples diz tudo o que precisa e passa a mensagem que quer em pouco tempo. Em 22 minutos para ser mais concreto. Contudo, sabe a muito pouco e quando se espera que a música chegue ao seu clímax, just for the sake of it, esta termina subitamente. Aceito o facto das músicas de Vince Staples nunca terem sido conhecidas pela longa duração, mas neste álbum chegamos a um novo extremo.

O que podia ser mais um álbum memorável do rapper californiano fica só pelo “bom” a cair para o “bom menos”. Na verdade, não passa de uma mixtape pessoal, dotada de uma sonoridade mais agradável que o normal.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> ARE YOU WITH THAT?
> LAW OF AVERAGES
> THE SHINING
> TAKE ME HOME (ft. Fousheé)

WILLOW – lately I feel EVERYTHING

willow lately i feel everything

Género: Pop-Punk/Alternative Rock

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Do R&B para o Rock, em fase inicial de carreira, num estalar de dedos? Deveras surpreendente.

Apesar de não ser um álbum polido, é mais uma afirmação para Willow (filha de Will Smith), composto por várias músicas que ficam no ouvido de quem prezar Pop Rock. Apesar deste registo não ser o mais usual para a jovem cantora, pode-se dizer que, ao longo de toda a panóplia de géneros sobre os quais se debruça, consegue espremer algo especial – seja Alternative Rock, Pop Rock, Pop-Punk, Emo ou até Nu Metal.

As colaborações ajudam bastante a embelezar este álbum e a conferir-lhe outra credibilidade, dando-lhe assim um toque especial, com Travis Barker a brilhar em três faixas, numa das quais entra Avril Lavigne e ainda Tierra Whack, Cherry Glazerr e Ayla Teste-Mabe.

Contudo, se Willow não tivesse talento, não haviam colaborações que salvassem este álbum. Há um longo caminho a percorrer, mas lately I feel EVERYTHING é uma pintura honesta e íntima das emoções de fim de adolescência de Willow Smith.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> t r a n s p a r e n t s o u l (ft. Travis Barker)
> Come Home (ft. Ayla Tesler-Mabe)
> XTRA (ft. Tierra Whack)
> G R O W (ft. Avril Lavigne & Travis Barker)

Yola – Stand For Myself

yola stand for myself

Género: Country Rock/Americana

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Produzido por Dan Auerbach, Stand For Myself é o 3º álbum de uma carreira que pecou por ter começado tarde. Isto porque Yolanda Claire Quartey, nascida em Bristol (em 1983), vem de um contexto social desfavorável, onde o trabalho duro ordinário sempre se sobrepôs ao talento e aspirações artísticas. Ainda assim, apesar de sempre ter sido desencorajada pela sua família a apostar numa carreira musical, Yola nunca desistiu do seu sonho.

Com voz para Rock e Jazz, géneros muito distintos, a sorte não lhe sorriu numa carreira a solo. Começou simplesmente por ser cantora a contrato para bandas menores e a dar voz a músicas soltas de DJ/Produtores. Foi só em 2013, após o falecimento da sua mãe, que Yola despontou com o extra de ter aprendido a tocar guitarra. Três anos depois estava a lançar o seu primeiro álbum em formato de Extended Play. Já em 2019 saltou para as luzes da ribalta, que há mais de uma década estavam acesas à sua espera, com o álbum Walk Through Fire.

Este ano é com Stand For Myself, um álbum fresco e sincero, que se afirma no panorama Country/Americana (o que é interessante, visto que Yolanda é britânica), provando que o talento musical não conhece barreiras nem preconceito.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Barely Alive
> Dancing Away In Tear
> Starlight
> If I Had To Do It All Again
> Now You’re Here

A palavra que melhor sintetiza o mês de julho é “flow”, pois os álbuns que surgiram no arranque do verão foram deliciosos para quem gosta de estar descontraído, acompanhado de música agradável e relaxante.

Em contra-corrente quero ainda deixar a dica para um EP que não entrou na seleção, mas que merece ser referido: American Noir, dos Creeper. Exatamente há um ano estavam a entrar na seleção de álbuns essenciais de julho com Sex, Death & The Infinite Void e posteriormente a carimbar presença na minha seleção de 50 melhores álbuns de 2020, com um modesto 22º lugar. Este ano foram mais discretos, mas a fórmula manteve-se e a qualidade continua bem patente.

Artigo de essenciais de agosto

Crítica – The Green Knight

The Green Knight é um estudo de personagem lento com alguns dos melhores visuais e produção sonora que alguma vez testemunhei.

Sinopse: “A história de Sir Gawain (Dev Patel), o impulsivo e obstinado sobrinho de King Arthur, que embarca numa ousada viagem para enfrentar o Green Knight, um estranho gigante de pele esmeralda que testa os adversários até ao limite. Gawain luta contra fantasmas, gigantes, ladrões e conspiradores, numa jornada que lhe definirá o caráter e o valor aos olhos da família e do reino, perante o mais temível dos adversários.”

Necessito de começar esta crítica com um disclaimer importante. Em primeiro lugar, apesar de ser um ávido fã de épicos de fantasia, nunca li qualquer conteúdo relacionado com este género em particular. Assisti a (alguns) filmes do famoso Rei Artur, mas o meu conhecimento sobre os contos Arturianos é limitado, incluindo o poema original no qual este filme se inspira. Para além disto, fica um aviso aos espectadores que estão a criar expetativas extremamente elevadas para o que antecipam que será um filme repleto de ação, cheio de batalhas épicas, seguindo o estilo de The Lord of the Rings ou peças semelhantes.

The Green Knight não podia estar mais longe desse tipo de cinema. Na verdade, não é exagero afirmar que este filme é desprovido de qualquer sequência de ação envolvendo lutas, seja com espadas ou punhos. É um estudo de personagem slow-burn de Sir Gawain (Dev Patel), o protagonista de uma longa e aventureira jornada de auto-descoberta que, em última análise, se concentra em temas inerentemente ligados ao cavalheirismo, um traço obrigatório de um Knight. De honra a honestidade, sem esquecer humildade e lealdade, Sir Gawain deseja tornar-se um Knight, mas, no início deste conto, é uma personagem incrivelmente “defeituosa”, sem sequer possuir a confiança para ser o que tanto quer.

Sendo totalmente honesto, se não fossem os aspetos técnicos visualmente orgásmicos, teria sido bastante complicado sentir-me cativado por uma personagem que mal demonstra sinais de merecer a minha atenção ou apoio durante a primeira hora. O síndrome de impostor é intenso até ao fim, mas a jornada complexa, distribuída por camadas e de ritmo controlado que Sir Gawain segue, é notavelmente convincente e cheia de elementos de fantasia que agradam visualmente qualquer fã do género respetivo. David Lowery (The Old Man & the Gun) constrói um arco de personagem soberbamente bem estruturado, mesmo que o ritmo possa ser muito pesado para alguns espectadores.

The Green Knight

Por um lado, é gratificante ver uma evolução brilhantemente escrita do protagonista. Um homem que deseja ser um Knight ainda não possui nenhuma das qualidades que deve/tem que ter até que uma jornada aterrada, quase filosófica, o transforma completamente. No entanto, o final do seu arco monstruoso está destinado a tornar o filme um sucesso ou um falhanço para a maioria do público. Uns últimos 20 minutos surpreendentes dividirão opiniões um pouco por todo o mundo, fazendo as pessoas saírem do cinema incertas de como se sentem sobre o filme, tal como eu próprio. Depois de uma boa noite de sono, consegui formar um pensamento sólido sobre o mesmo.

Embora entenda e inclusive aprecie o final em si, a execução de Lowery não funciona muito bem para mim. É uma daquelas ideias que funciona perfeitamente no papel, mas quando se transfere para o ecrã, fica difícil não me sentir ligeiramente desapontado ou desejar que pudesse ter sido feito de uma maneira diferente. No entanto, admito que fiquei perplexo e o impacto dessa sequência particularmente extensa é inegável. Tematicamente, encaixa-se na história e nos seus muitos tópicos instigantes que podem ser examinados através de teses intermináveis.

Por outro lado, a falta de qualquer sequência ou ponto de enredo remotamente energético não é, definitivamente, um atributo que agrade o público geral, o que deixará muitos espectadores desiludidos se estes não criarem expetativas realistas – daí o aviso no início desta crítica. A aventura sem ação afeta profundamente o ritmo já lento, muito mais do que esperava. Felizmente, o trabalho de edição e estrutura narrativa excelentes de Lowery não fazem com que os 130 minutos de tempo de execução se sintam mais longos do que realmente são. Ainda assim, The Green Knight é um filme que, sem dúvida, testa a paciência de toda a audiência.

Passando para o elenco, ninguém fica abaixo do “impressionante”. Dev Patel (The Personal History of David Copperfield) comanda o ecrã com uma prestação poderosa, mas subtil, que se encaixa perfeitamente na sua personagem. Com apenas os seus olhos expressivos, Patel consegue transmitir emoções contrastantes, entregando uma performance com tantas camadas como o seu próprio arco. Alicia Vikander (Tomb Raider) surpreende com não uma, mas duas interpretações notáveis de duas personagens distintas aos olhos de Sir Gawain. Desde sotaques totalmente diferentes a uma mudança drástica no maravilhoso guarda-roupa (Malgosia Turzanska), Vikander brilha em todas as cenas, especialmente durante um longo monólogo sobre a cor verde e o apodrecimento.

The Green Knight

Sean Harris (Mission: Impossible – Fallout) e Kate Dickie (Game of Thrones) retratam lindamente o Rei e a Rainha, respetivamente, algo que realmente me leva a outro elogio. Assumindo que estou longe de ser a única alma cujo conhecimento sobre as histórias Arturianas não é extensivo, adoro o simples facto de como The Green Knight nunca se torna dependente do seu IP mais popular, o Rei Artur. Esta é a história de Sir Gawain, uma que não destaca o famoso Rei que vimos interpretado inúmeras vezes em filmes anteriores. Aprecio verdadeiramente o detalhe do nome do Rei nem sequer ser pronunciado uma única vez, colocando os holofotes apenas em Sir Gawain.

Finalmente, preciso abordar os aspetos técnicos dignos de todos os prémios, pois elevam tremendamente a peça geral. Honestamente, The Green Knight é dos filmes mais deslumbrantes que alguma vez assisti. Sim, de sempre. O ecrã pinga de tanta qualidade visual, digna de produzir dezenas ou mesmo centenas de pinturas de fazer cair o queixo. A cinematografia de Andrew Droz Palermo é nomeação obrigatória quando a temporada de prémios chegar. O escopo épico deste filme é indescritível. É uma daquelas obras que nunca recomendarei assistir em casa, não importa o quão espetacular seja o seu home theater.

As paisagens irlandesas indutoras de lágrimas possuem uma iluminação fabulosa que faz o mundo de The Green Knight parecer genuinamente fantástico, mas, no final, é o sound design poderoso (Johnny Marshall) que ultimamente se destaca. Todos os movimentos ou ações são capturados com imenso impacto e força, nomeadamente os gestos corporais do Green Knight (Ralph Ineson). Mais uma vez, é uma sensação indescritível que só uma sala de cinema consegue oferecer. A banda sonora de Daniel Hart gera uma atmosfera medieval fenomenal que imediatamente coloca o espetador na Era certa, rodeando o público num ambiente que dificilmente esquecerão.

Alguns elementos de fantasia parecem um pouco fora do lugar, no entanto. Enquanto que a maioria das criaturas fictícias, como o habitual guia/espírito animal ou mesmo a existência de bruxaria, têm o seu lugar e significado, alguns componentes visuais já vistos no(s) trailer(s) – os gigantes, por exemplo – carregam pouco ou nenhum impacto na narrativa geral ou mesmo no arco do protagonista. Estes momentos deixaram-me algo perdido, infelizmente. Além disso, o filme contém títulos difíceis de ler durante todo o tempo de execução, estabelecendo os diferentes capítulos. A escolha de fonte medieval, juntamente com o tamanho gigantesco, faz com que até três palavras sejam um pesadelo para perceber.

Mesmo assim, Lowery entrega um filme que tenho a certeza que vai melhorar com o tempo. Tal como Blade Runner 2049, o tempo de execução longo e o ritmo lento não permitem que estes filmes se tornem obras que se revejam instantaneamente. Irei voltar a sentar-me num cinema para assistir a The Green Knight novamente, visto que estreia em Portugal dentro de poucas semanas, mas, mesmo após essa data, não é um daqueles filmes leves que as pessoas simplesmente colocam na sua televisão sempre que se encontram com tempo livre. Espero genuinamente que receba um cult following e ficarei muito interessado em ver uma sequela ou peça semelhante, caso seja anunciada.

The Green Knight é um estudo de personagem lento com alguns dos melhores visuais e produção sonora que alguma vez testemunhei. David Lowery entrega uma narrativa tematicamente rica e soberbamente estruturada, focando-se na jornada de auto-descoberta de Sir Gawain, o protagonista imperfeito. Dev Patel lidera com uma prestação extraordinariamente subtil e poderosa, acompanhado por um elenco secundário igualmente impressionante.

A cinematografia deslumbrante de Andrew Droz Palermo, a banda sonora atmosférica de Daniel Hart e, especialmente, o sound design impactante de Johnny Marshall, elevam profundamente o tremendo escopo épico que o filme possui. No entanto, alguns elementos de fantasia parecem irrelevantes, a falta de qualquer tipo de ação afeta severamente o ritmo “a passo de caracol” e a execução do final não convence por completo, embora seja admitidamente um risco surpreendente.

No seu todo, é um character piece épico, o qual recomendo imenso a qualquer fã de fantasia. Mas cuidado com expetativas irrealistas baseadas em ação.

The Green Knight estreia em Portugal a 9 de setembro.

Oficial: Vodafone Paredes de Coura vai ter cinco dias em 2022

Confirma-se o que João Carvalho, diretor do festival, tinha dito anteriormente.

No passado mês de julho, numa conversa no podcast Posto Emissor, da Blitz, o diretor do Vodafone Paredes de Coura, João Carvalho, tinha referido que pretendia fazer mais dias de festival em 2022.

“Na próxima edição quero fazer mais dias. Se calhar o bom senso dizia-me que temos de fazer uma edição tranquila, depois de dois anos a perder dinheiro, mas vamos investir ainda mais do que tínhamos previsto há dois anos. Vamos elevar o risco, mas quero fazer uma edição histórica”, disse o promotor naquele podcast. Ora, dito e feito.

Através das redes sociais, acaba de ser anunciado um dia extra para a edição de 2022 do Vodafone Paredes de Coura. Assim, o evento minhoto irá agora decorrer de 16 a 20 de agosto, sendo que esse dia extra é inteiramente dedicado à música portuguesa.

Ainda não existe qualquer banda ou artista no cartaz do Vodafone Paredes de Coura 2022, mas a organização deverá começar a anunciar nomes muito em breve. De resto, a próxima edição trará também pequenas alterações no campismo e pequenos apontamentos para melhorar a comodidade das pessoas.