NOS Alive 2018 | Future Islands cumprem; CHVRCHES sofrem com o mau som

Não era fácil manter o nível após os magníficos concertos dos The National e de Queens of the Stone Age, pelo que os Future Islands tinham uma prova de fogo no Palco Sagres.

Estreados há três anos neste mesmo festival, na altura ainda com o incrível Singles fresco na memória, foi com novo álbum na bagagem, The Far Field, que a banda de Sam Harring regressou onde foi feliz.

Lá está, como ficámos até ao final do concerto dos Queens of the Stone Age, já não apanhámos muito tempo dos americanos. Não obstante, o ambiente que se fazia sentir na tenda revelava que o synthpop da banda tinha penetrado, e de que maneira, as almas dos milhares que enchiam a tenda.

Novamente as atenções recaem no vocalista Sam Herring, que, com os seus movimentos de dança muito característicos e forma de cantar, por vezes, como se fosse vocalista de uma banda de metal, são capazes de hipnotizar os olhos de qualquer um.

Embora tenham apenas subido a palco à 1h, isso não impediu que a tenda não estivesse a abarrotar para os receber. Já não apanhámos a fabulosa “A Song for Our Grandfathers” – a minha favorita de Singles – mas ainda espreitei temas como “Seasons (Waiting On You)”, pois claro, “Spirit” e a energética “Vireo’s Eye”, do segundo álbum de estúdio, que encerrou o concerto.

Mais tarde era quando os CHVRCHES subiram a palco, por volta das 2h45. Tendo influência ou não, a verdade é que o som não estava no seu melhor e a voz meio esganiçada da vocalista Lauren Mayberry certamente que deixou bastantes festivaleiros com dores de cabeça.

Conhecidos como trio, ao vivo atuam como quarteto, o que lhes permite expandir ainda mais o seu alcance sonoro.

Apresentando vários álbuns do seu mais recente álbum, Love is Dead, o seu registo mais pessoal e agressivo até à data, os CHVRCHES deixaram boas indicações, apesar do som ter deixado a desejar, lá está, com os novos temas apresentados – “Get Out” logo a abrir, “Graffiti”, “Miracle”, “Forever”, “God’s Plan” e, a fechar o alinhamento em apoteose para quem ali estava, “Never Say Die”.

Pelo meio houve, claro, os temas que os deixaram na boca do mundo, tais como “Bury It”, “Lies”, “Recover” e “The Mother We Share”. De facto teriam ganho bem mais se tivessem tocado noutro horário. A mim, pelo menos, soaram algo deslocados.

NOS Alive 2018 | The National – Emocionantes como sempre

Antes dos Queens of the Stone Age, subia a palco uma banda muito mais calma, mas capaz de criar temas absolutamente viciantes. Falamos, claro está, dos The National, naquele que foi o seu 15º concerto em Portugal.

Na bagagem traziam Sleep Well Beast, disco que já tinham vindo apresentar ao Coliseu de Lisboa a 29 de outubro do ano passado, e que foi aclamado pela crítica e fãs. Aliás, só assim se explica que, em 15 músicas, seis tenham sido retiradas do último trabalho.

Quase que podemos considerar a banda de Matt Berninger como sendo portuguesa, dadas as vezes que já atuaram por cá. Só assim se percebe a facilidade com que as canções são absorvidas, novas ou velhas, e a forma como o vocalista cativa a audiência. Matt Berninger, com a sua voz meio embargada, não é um cantor de excelência – nota-se umas desafinações aqui e ali – mas a alma, a força e a importância que dá a cada interpretação tornam esse detalhe meramente acessório.

Nas primeiras cinco músicas, os The National despacharam logo cinco temas do mais recente álbum, com especial destaque, claro, para o single “The System Only Dreams in Total Darkness”.

Contudo, destacar apenas um tema num concerto dos americanos fica apenas mal. Por exemplo, se “Guilty Party” foi um misto de emoções, “I Need My Girl” foi entoada por todos os presentes; Se “Day I Die” é outro dos pontos altos do novo disco, “Fake Empire” leva-nos de volta a Boxer, de 2007. É assim um concerto destes senhores, sempre com pontos altíssimos, e que, apesar de se considerarem uma banda de rock alternativo, acabam por ter uma atitude mais rockeira e punk que muitas bandas do planeta.

Matt Berninger, sempre irrequieto, andou de um lado ao outro do palco, teve um momento quase poético com uma das câmaras telecomandadas de palco que seguia as suas ordens e, ainda, conseguiu a proeza de ir buscar uma cerveja numa das laterais do recinto. Claro que não a chegou a beber – os fãs entornaram a cerveja e o homem não teve outro remédio senão atirar para a plateia. Coitado de quem levou com aquilo pela cabeça.

Para o final – fortíssimo, diga-se -, ficaram “Mr. November”, “Terrible Love” e a velhinha “About Today” – ao meu lado fãs excitados pediam a faixa insistentemente. Foi feita a vontade.

Um concerto que apenas pecou por não incluir alguns temas considerados obrigatórios pelos fãs, mas que se justifica plenamente pela duração prevista do alinhamento. Foram 15 músicas e uma setlist de luxo, distribuídas por um concerto excelente.

Em 2013 lembro-me de ler um artigo onde o vocalista Matt Berninger referia que, naquele momento, já conseguiam dar um bom concerto. E a verdade é que, não tendo acusado as dores do crescimento, os The National dão um espetáculo que entretém facilmente milhares de festivaleiros.

Assim será o visual de Broly no novo filme de Dragon Ball

Quando, há poucos dias, revelámos o título do novo filme de Dragon Ball, que dará seguimento à história da série Dragon Ball Super, muitos ficaram radiantes ao descobrir que Broly seria o vilão principal do filme. Porém, muitos ficaram também curiosos com este novo Broly, que, segundo o criador Akira Toriyama, seria mais complexo a nível de personalidade e com um visual um pouco diferente.

Pois bem, a revista V-Jump, através da sua conta de Twitter, revelou o novo design de Broly, exibido durante o seu evento de comemoração dos 50 anos de existência.

Segundo as imagens que podem ver, Broly surge com a armadura das Forças Especiais de Freeza, e, segundo vários comentários de fãs nas redes sociais, parece que foi uma escolha acertada, uma vez que demonstram o aspecto selvagem de Broly.

Podem também perceber que Broly surge com cabelo espigado, o que é comum na raça saiyan, e com um manto verde na cintura, a substituir o anterior de cor vermelha, bem a condizer com a sua armadura. Já quando transformado em Super Saiyan o seu cabelo fica ainda mais selvagem e ganha a clássica cor verde. Os seus olhos continuam brancos, bem ao estilo do visual original.

As diferenças notam-se, à primeira vista, mais ao nível de roupa, substituindo as calças brancas por umas lilás e uma botas pretas e brancas ao invés das botas amarelas do design original. Contudo, se olharem mais ao pormenor, vão perceber dois detalhes importantíssimos.

Primeiro, a cicatriz que tem no peito, resultante de uma ferida. Se bem se recordam, no filme original de Broly, quando era um bebé, temeu-se que o seu enorme poder pudesse causar problemas, pelo que resolveram executar o futuro guerreiro. Contudo, a facada não resolveu o problema e Broly não só sobreviveu, como acabou por tornar-se no Lendário Super Guerreiro.

Em segundo lugar, o dispositivo que tem ao pescoço. Novamente a fazer lembrar a versão original, em que tinha algo ao pescoço e que limitava o seu poder, também aqui acontece o mesmo. Claro que é algo que não valerá o esforço, uma vez que, quando transformado, o dispositivo já terá sido destruído.

Dragon Ball Super: Broly vai estrear dia 14 de dezembro no Japão e, meses depois, deverá ser lançado no resto do mundo.

Resta saber se irá chegar aos cinemas portugueses. Sabe-se, sim, que irá chegar aos cinemas brasileiros, mas ainda não foi revelada uma data de estreia.

Call of Duty: Black Ops 4 e Battlefield V com Betas em breve

Call of Duty: Black Ops IIII chega às lojas para PlayStation 4, Xbox One e PC no dia 12 de outubro.

2018 é mais um ano que recebe a dupla de shooters, com Call of Duty e Battlefield a lutarem por um lugar nas prateleiras dos jogadores.

Ainda antes de termos os jogos nas nossas consolas ou PCs, as produtoras dão-nos oportunidade para experimentar os seus modos multijogador e, quem sabe, decidir qual dos jogos a escolher.

Battlefield V

O jogo da DICE teve recentemente um período de acesso privado à sua versão Alpha, onde alguns jogadores e fãs puderam experimentar um dos novos ambientes de jogo com algumas das novidades e mecânicas de jogabilidade e, até, ter a certeza que os seus computadores aguentam a nova versão do Frostbite Engine que permite os impressionantes gráficos do jogo.

Num extenso e detalhado artigo, que podem ler em Battlefield.com, a equipa de produção explica como correu este período de testes, do bom ao mau, levantando, também, informações curiosas sobre como é que os jogadores jogam e se sentiram com as novidades.

Todas estas informações, dados e estatísticas serão colocados em cima da mesa para melhorar a experiência de jogo final.

Nesse artigo é, por exemplo, dito que há muito por testar e que o jogo terá vários tipos de mapas para além do que já foi mostrado.

Levanta-se a pergunta: Quando é que se pode testar ou ver estas novidades?

O próximo passo será uma versão Beta, que, segundo a DICE, vai acontecer no início de setembro, quando a versão mais recente e polida do jogo for apresentada na Gamescom. Espera-se que esta Beta esteja disponível para PC, Xbox One e PlayStation 4.

Battlefield V é lançado no dia 11 de outubro para quem for subscritor dos serviços EA Access e Origin Access (onde poderão também testar uma demonstração do jogo) e no dia 16 de outubro para os restantes jogadores.

Call of Duty: Black Ops IIII

Se a vossa sede em experimentar os shooters mais atuais do momento é grande, há boas notÍcias vindas da Activision e da Treyarch, que anunciaram recentemente a sua versão Beta para Black Ops IIII.

Infelizmente, aceder a esta Beta parece ser uma grande confusão.

Nas consolas, os jogadores precisarão de uma Private Beta Key, obtida com a pré-reserva do jogo. Já no PC basta ter uma conta do Battle.net, com um dia de acesso antecipado para quem pré-reservar.

A agenda também se mostra igualmente fragmentada. Os jogadores de PlayStation 4 poderão experimentar o jogo já no dia 3 de agosto, na Xbox One a 10 de agosto, e, no PC, via Battle.net, a 10 e 11 de agosto, dependendo da pré-reserva.

Quem aceder a esta beta terá garantida alguma vantagem no jogo final através de itens desbloqueáveis.

Espera-se em setembro uma segunda Beta, desta vez já com o novo modo multijogador de Battle Royale, chamado Blackout.

Sabe-se que será de acesso antecipado para os jogadores PlayStation 4, mas fica no ar quando e como fica disponível.

Call of Duty: Black Ops IIII chega às lojas para PlayStation 4, Xbox One e PC no dia 12 de outubro.

Fontes: Battlefield.com/Blog Activision

 

NOS Alive: Bilhetes para a edição de 2019 já estão à venda

E há outra grande novidade no NOS Alive 2019: os preços não aumentaram, mantendo-se nos 65€ para o bilhete diário e 149€ para o passe geral.

O NOS Alive ainda agora terminou com belíssimos concertos, resultando numa edição totalmente esgotada. E se ainda estão a recuperar, saibam que já podem garantir o vosso lugar na edição de 2019.

A organização ainda não divulgou, mas uma visita à Ticketline revela que tanto o bilhete diário como o passe geral já estão à venda.

E há outra grande novidade: os preços não aumentaram. Ao contrário do que sucedeu este ano, em que houve alterações significativos no valor do bilhete diário e passe geral, os valores para a edição de 2019 mantêm-se: 65€ para o bilhete diário e 149€ para o passe geral.

Em conferência de imprensa no rescaldo desta edição, Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, revelou que o município assinou um protocolo com a organização do NOS Alive que permite que o festival fique pelo Passeio Marítimo de Algés por mais cinco anos. Graças a este acordo, o autarca revelou ainda que as condições de mobilidade, acessibilidade e segurança serão melhoradas. Por exemplo, a ligação ao rio irá sofrer transformações.

Outros dados importantes estão relacionados com a reciclagem de plástico, papel e cartão. Quanto ao plástico, e segundo dados da Sociedade Ponto Verde (SPV), foram recolhidas sete toneladas deste material por dia no recinto do NOS Alive, o que dá uma média de 2,3 toneladas por dia, e um aumento de 300% em relação aos dados da edição do ano passado. No que toca ao papel e cartão, a SPV estima ter recolhido 2,2 toneladas para reciclagem, um decréscimo de 400 kg em relação a 2017.

No entanto, e apesar dos 750 contentores disponíveis, o recinto foi ficando cheio de copos de plástico esmagados, como tem vindo a ser habitual. Curiosamente, o lixo de anos anteriores foram transformados nas mesas que estavam na zona de restauração, sendo de crer que o mesmo aconteça na próxima edição, e numa maior escala, dado a aposta do festival em ser amigo do ambiente.

Também de destacar o facto de muitos festivaleiros terem adotado árvores durante os três dias do evento, naquela que foi uma ação da EDP para ajudar a reflorescer as regiões afetadas pelos incêndios.

O NOS Alive está de regresso ao Passeio Marítimo de Algés a 11, 12 e 13 de julho de 2019. Até lá, é sonhar com possíveis nomes no cartaz, sendo que as primeiras confirmações devem surgir por volta de outubro/novembro.

Pikachu vai ser o primeiro Pokémon a ter uma figura Funko Pop!

Se achavam que as populares figuras de secretária já tinham uma versão de tudo o que existe, podem ficar surpreendidos em saber que (ainda) não. E os Pokémon são um exemplo.

Rick and Morty recebe uma bela banda sonora antes da quarta temporada

Está tudo em pulgas para a próxima temporada de Rick and Morty, que, infelizmente, e apesar dos 70 episódios a caminho, ainda não tem data definida para estrear.

Black Widow vai ter finalmente um filme e já se sabe quem vai realizar

Quando Scarlett Johansson apareceu pela primeira vez em Iron-Man 2 no papel de Black Widow, desde logo os fãs começaram a pedir um filme dedicado a esta personagem.

A Marvel, atenta a esses pedidos e à crescente importância da personagem quer no seu Universo Cinemático, quer na importância da representação feminina nos filmes de super-heróis, parece ter tomado finalmente a decisão de lhe dar destaque num filme dedicado.

Segundo o The Hollywood Reporter, o filme de Black Widow já tem realizador, neste caso realizadora, marcando, também, a estreia de uma realizadora a trabalhar sozinha num filme da Marvel.

Cate Shortland foi a escolha feita pelo estúdio de Kevin Feige. A realizadora australiana foi selecionada de uma lista de 70 outros realizadores e conta na sua filmografia com filmes um pouco diferentes das produções de super-heróis, como o drama Somersault, Lore e o filme de mistério e horror, Berlin Syndrome.

Ao que parece, a escolha de Shortland teve ajuda da própria Black Widow, Scarlett Johansson, que mostrou ser fã do trabalho da realizadora.

O novo filme já tem um guião provisório escrito por Jac Schaeffer, que está habituada a trabalhar com histórias centradas em personagens femininas.

O filme de Black Widow, que se espera voltar a contar com Scarlett Johansson, irá contar a história da espia russa/super-heróina antes de se juntar aos Avengers.

Ainda sem data marcada, o filme juntar-se-á ao catalogo do Universo Cinemático da Marvel depois do próximo Avengers e será o segundo filme com uma heroína depois de Captain Marvel, que chega em Março de 2019.

Fonte: The Hollywood Reporter

 

Sushi Corner – Sabores delicados que se derretem no céu da boca

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Se nem sempre foi este o caso, hoje em dia é possível aceder a um menu completo e variado de sushi (seja ele mais puro ou mais de fusão) a preços bastante acessíveis. É o que acontece no SushiCorner – marca que faz parte do Grupo Sushi Cafe e que se distingue pela qualidade da sua matéria-prima, um serviço rápido e com menus e combinações a pensar nos seus clientes, num ambiente descontraído e em horário alargado.

Com um slogan sugestivo, “Love Sushi, Love Yourself”, o espaço SushiCorner do Chiado tem uma boa apresentação e um ambiente convidativo. E foi precisamente neste espaço que fomos extremamente bem recebidos e sentados na melhor mesa, com uma fabulosa vista sobre a cidade de Lisboa e as suas colinas. O atendimento foi excelente do início ao fim, proporcionado por João Lopes, que se mostrou sempre preocupado se estávamos a gostar, se estava tudo bem, se precisávamos de mais alguma coisa. Muito atencioso e prestativo, ao longo do jantar foi, também, elucidando-nos sobre o que nos estava a ser servido (nomes, ingredientes, misturas). Tivemos, também, oportunidade de falar com o chef Nuno Sénica, acerca do seu percurso profissional e o que o apaixona na sua ocupação.

Gunkan com tartaro de camarão
Gunkan com tártaro de camarão
Fotografia: Agência Zero

Para começar uma refeição que se esperava tentadora, para entrada foram servidos dois tártaros: um de atum e outro de salmão. Ambos com sabores exóticos e autênticos – daquelas coisas que, enquanto saboreamos, só murmuramos “hmm!”. O tártaro de atum estava muito apetitoso, sobretudo pelo tempero com abacate e óleo de sésamo. O de salmão não se ficou nada atrás, sendo que o único aspecto menos positivo a apontar foi a dificuldade em (talvez para os mais desajeitados, tal como eu) comê-lo com os “pauzinhos”. Se a expetativa era alta, foi definitivamente começando a ficar satisfeita logo ao início.

De seguida, o Poke Sushicorner: uma taça com arroz de sushi, variados tipos de peixe (atum, corvina, salmão), inari, abacate e pedaços de laranja. Esta opção, fugindo já um pouco ao sushi tradicional, é ideal para quem gosta de aliar, ao sabor mais salgado do sushi, um toque ligeiramente doce, criando, assim, um equilíbrio suave de sabores. O Poke Sushi Corner foi alternado com pedaços de Tuna Lotus – apetecíveis só de olhar – numa mistura bem temperada e harmoniosa.

Para fazer uma pausa nos sabores frescos, é servido um prato quente, o Ebi Low Carb: uma massa de courgette espiralizada em fios bem fininhos, acompanhada de camarão, cogumelos shitake, espargos verdes, rebentos de soja, cenoura, cebolinho e molho tonkatsu. Para dar “aquele” aconchego ao estômago!

Segue-se a mais recente novidade e aposta do Sushi Corner, os Sushi Burritos – uma delicacy que combina os burritos de sushi com outros ingredientes, tais como salmão, espargos, pimentos, alface, e cenoura. Os burritos são envoltos numa folha de alga e acompanhados de batata doce frita (algo que nunca tinha experimentado e fiquei surpreendida pela positiva). Não foi preciso muito tempo para os devorar – de olhos fechados, como se deve saborear a comida, pois é assim que desperta mais os nossos sentidos.

Segundo o chef Nuno Sénica, “o Sushi Burrito é uma adaptação de uma ideia mexicana nos EUA, para os nossos clientes. Achámos que seria uma boa novidade para a nova carta do Sushi Corner”. Confessa, ainda, que não foi uma receita imediata nem automática, sendo resultado de todo um processo de experimentação: “Experimentamos até ficarmos satisfeitos com o resultado final.”

Mas o melhor estaria, ainda, mesmo para o fim, quando chegaram os Tuna Fiesta Makis. Absolutamente deliciosos, com um toque ligeiramente picante mas de forma muito delicada, derreteram-se no céu da boca – como o próprio nome indica, uma f(i)esta para o nosso paladar.

Em todos os pratos que foram servidos, o arroz estava sempre na consistência certa (e quem aprecia sushi sabe a fundamental importância disso), o peixe estava sempre super fresco e a combinação incrível de ingredientes proporcionou momentos de prazer intensos.

Tanto que, já a meio da refeição, estávamos completamente cheios, mas só tínhamos vontade de continuar a comer – e não é assim que sabemos quando a comida está (mesmo) boa?

Para acompanhar, uma limonada de morango com gengibre, super refrescante e ideal para descansar o paladar entre pratos tão ricos em sabor.

Para além de ser muito saboroso, o sushi é apelativo pela sua aparência bonita. Os pratos vêm sempre com uma apresentação muito criativa, sendo que a atenção ao detalhe e a colocação decorativa dos ingredientes fazem toda a diferença. Afinal, os olhos também comem. E não existe limite no que toca à imaginação neste campo.

Conforme referido anteriormente, estivemos à conversa com o sushi maker/chef Nuno Sénica, cuja carreira se iniciou no restaurante do Centro Comercal Amoreiras, em 2012. Nesta altura, deu os primeiros passos neste mundo, apaixonando-se pela forma como os sushimen trabalhavam, “pelo pormenor e sem deixar nada ao acaso, pelo carinho e pela delicadeza colocados em cada prato confeccionado, pelas facas…” o que despertou uma paixão dentro de si e fê-lo querer tentar a sua sorte e evoluir.

Considera sorte o facto de ter tido oportunidade de trabalhar com o chef Daniel Rente, uma grande referência em Portugal na cozinha japonesa, e que tal o fez elevar a fasquia do seu profissionalismo. A Nuno, apaixona-o “o pormenor e combinação de sabores, aliado às cores vivas e vibrantes”. Mas mais do que a comida em si, afirma que é gratificante ver como as pessoas encaram esta experiência gastronómica como um momento de relaxamento e de fuga às preocupações do dia-a-dia. Uma refeição de sushi é, assim, não apenas uma experiência gastronómica, como uma experiência de lazer e evasão.

E porque a confeção de sushi é uma arte autêntica, cada artista precisa de uma fonte de inspiração. No caso do chef Nuno Sénica, a sua esposa é a sua Musa. “Adora experimentar coisas e arrasta-me com ela. Foi ela que me convenceu a ‘experimentar’ um sushibar em 2012”.

Não tendo nenhum ingrediente favorito em particular, adora misturar influências japonesas e mediterrâneas, fazendo, assim, com que a sua confeção recaia mais sobre Sushi de Fusão, o tipo que prefere. “Na minha opinião, comer um nigiri de carapau braseado, temperado com azeite e flor de sal e cubinhos de pimentos assados é uma boa forma de honrar o sushi tradicional e a cozinha portuguesa”. Quanto a nós, mais do que aprovamos esta tendência, esta “aliança” entre dois tipos de gastronomia diferentes!

carta completa balcao

Quando questionado sobre se o facto de trabalhar na confeção de sushi o fez de algum modo enjoar deste tipo de comida, Nuno responde prontamente: “enjoar de sushi??? Não! O que mudou essencialmente é que hoje prefiro um prato mais equilibrado, quer em sabores, quer visualmente”. Nuno não enjoou (é possível enjoar de sushi?!), mas tornou-se mais eclético nas suas preferências.

Nuno Sénica afirma, ainda, que o maior desafio desta profissão é obter um equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal, tendo em conta que há muita pressão numa cozinha, sobretudo colocada por si mesmo (o ser perfecionista, o querer “fazer sempre mais e melhor”), e a capacidade de “desligar” quando se deixa o restaurante e se vai para casa.

Todos os desafios são ultrapassados, porém, com a maior recompensa que um chef pode ter, que é a satisfação do cliente. “Recordo-me de um cliente que estava pela primeira vez no restaurante do Saldanha, com a sua filha, e levantou-se da mesa, a pedido da filha, e dirigindo-se ao sushi bar, saudou-nos com uma salva de palmas! Foi incrível para nós. A sensação de “job well done”… é isso que buscamos diariamente… a toda a hora”. Assim, conclui que, apesar do esforço, dedicação e perfecionismo que leva a colocar pressão sobre si mesmo, tudo acaba por ser compensado com a gratificação de ver clientes satisfeitos e até elogiosos.

Por fim, e se este texto deu ao leitor vontade ou deixou alguma curiosidade em apostar nesta profissão, o chef deixa uma dica fundamental: “O único conselho ou sugestão que posso fazer é que não desistam. Não é fácil trabalhar numa cozinha. Há sempre muitas emoções no plano. Sejam persistentes, mas sempre com e por amor.”.

A nossa dica, para os amantes de sushi ou só para os curiosos, é: visitem qualquer espaço SushiCorner e desfrutem de um belo momento gastronómico e de lazer!

NOS Alive 2018 | Queens of the Stone Age – Podem soar dançáveis, mas ainda desfilam umas boas malhas

Quem tem vindo a acompanhar o percurso dos Queens of the Stone Age, banda de Josh Homme e companhia sabe que, nos anos mais recentes, os rapazes têm-se virado um pouco para um rock mais dançável e não tão destrutivo. Se isso já se notava ligeiramente em … Like Clockwork, de 2013, ficou confirmado com o mais recente Villains, do ano passado, que teve mão de Mark Ronson. E, no NOS Alive, apesar do bom concerto e de nos ter feito esquecer a passagem pelo Rock in Rio Lisboa, já não tivemos uma atitude tão animal como em anos anteriores.

Introduzidos ao som da música “Singin’ in the Rain” e, logo depois, pelo tema do filme Laranja Mecânica, os americanos arrancaram ao som de “Feet Don’t Fail Me”, que é, também o primeiro tema do mais recente álbum de estúdio, e que, curiosamente, ainda não tinham vindo mostrar a Portugal.

Como é óbvio, Villains teve algum destaque no alinhamento do concerto – “The Way You Used to Do”, “Domesticated Animals” e “The Evil Has Landed” -, especialmente com o apelo à dança por parte de Josh Homme, ele que, quando quer, é bem mais brando que o desejável, nem parecendo aquele rocker bad boy como tão bem o conhecemos.

Mesmo tendo entrado em palco com alguns minutos de atraso, percebeu-se a euforia dos fãs mais acérrimos por verem a banda novamente – muitos não os foram ver à Bela Vista, e ainda bem – à espera que tocassem aqueles clássicos.

É, também, curioso percebe que, apesar de Villains não ter agradado a todos os fãs da banda, especialmente dado o seu tom mais descontraído, as músicas do álbum soam mais pesadas ao vivo e enchem-nos mais as medidas.

Sem falar muito com o público além do que é “obrigatório” – os habituais “obrigado”, “adoramo-vos” e “foram incríveis” – Josh Homme e os seus rapazes apenas nos queriam brindar com uma boa noite de Rock&Roll.

É, no entanto, com as músicas do belísismo … Like Clockwork, Era Vulgaris, Lullabies to Paralyze e do portentoso Songs for the Deaf que os festivaleiros mais vibram. “No One Knows”, que contou com um incrível solo do baterista Jon Theodore, foi incrível, “Make It Wit Chu” apelou ao amor e ao sexo, “Little Sister” foi a mais celebrada e, no final, a destruição completa com “Go With the Flow” e, qual mais, “A Song for the Dead”.

Ainda que não tenha sido o melhor concerto que vimos da banda por cá, os Queens of the Stone Age foram muitíssimo competentes durante a cerca de hora e meia de espetáculo que deram perante o seu público. Nota-se, porém, que já não existe tanta agressividade, nem por parte da banda, nem por parte do público, mas isso fica para outro texto e, também, para outro festival. Daqui, ficam as memórias de boas malhas e da certeza que eles não vão parar por aqui.

NOS Alive 2018 | Friendly Fires tentam aquecer, mas é Khalid quem pega fogo

Já o concerto dos Friendly Fires tinha começado há sensivelmente 25 minutos quando conseguimos chegar ao Palco Sagres após o fabuloso concerto dos Nine Inch Nails. E digamos que o contraste entre o negrume dos americanos de Cleveland mais parecia um balde de água fria.

Confesso que já vibrei bastante com os Friendly Fires em anos anteriores. Não só ao ouvir o disco em casa, mas também quando tive oportunidade de ver a banda ao vivo, mais do que uma vez, e vibrar com “Hawaiian Air”, “Kiss of Life”, “Jump in the Pool” ou, claro, “Skeleton Boy”.

Porém, desta vez, alguns anos após o último encontro, já não senti a mesma felicidade, nem lá perto. Não é que a banda não estivesse a esforçar-se, mas o som já parecia muito datado, muito semelhante entre músicas, e nem as danças desenfreadas do vocalista Ed Macfarlane reacenderam em mim a chama que tinha por estes rapazes. Nem o próprio público parecia estar a aderir muito, pelo que fui espreitar os Snow Patrol.

Depois de um concerto esforçadinho dos britânicos no Palco NOS, embora com pouca aderência dos festivaleiros, com Khalid a coisa foi bem diferente no Palco Sagres. Se a memória não me falha, poucos foram os artistas/bandas recebidos em tamanha apoteose como foi o caso do jovem, como se este se tratasse de uma mega estrela.

Tenda ao barrote, público feminino com as letras na ponta da língua, e um artista que ia dançando e cantando sem falhar. Assim foi o concerto de Khalid, do qual se contam 17 temas segundo a setlist oficial. Apenas fiquei até ao mega sucesso “Saved” – afinal, era importante marcar bom lugar para Arctic Monkeys, que foram uma desilusão total – mas, até então, Khalid tinha o público na mão desde o primeiro segundo que entrou em palco.

Destaco, destes temas, “American Teen” (confesso que não conhecia e ficou logo no ouvido) e, claro, a competência da banda que o acompanhava. Um concerto que encheu as medidas das mulheres que por ali deixaram a tenda a rebentar pelas costuras.

NOS Alive 2018 | Jain foi uma boa surpresa e os Wolf Alice confirmaram que são bem melhores ao vivo

Começámos o dia no primeiro dia do NOS Alive com Jain, a francesa que muita gente deve conhecer através da música do anúncio da Levi’s. E a verdade é que, tendo em conta a reação do público, a jovem conseguiu ganhar uns quantos fãs nesta sua primeira visita em Portugal.

Apresentando os temas do seu álbum de estreia, Zanaka, a artista, que se apresentou sozinha em palco, chegou e sobrou para o encher e para mexer com os corpos dos muitos curiosos que iam compondo a tenda do Palco Sagres.

A sua sonoridade pode ser descrita como uma fusão de eletrónica com ritmos africanos, algo que, tanto em disco, como ao vivo, funciona tremendamente bem.

Desfilando entre temas como “Come”, “Star” e “Alright” – estes dois últimos já de um novo álbum que irá sair ainda este ano -, Jean conseguiu meter todos a dançar, uma tarefa nada fácil, especialmente para a hora em que se apresentava. Felizmente, todos contribuíram para um espetáculo muito interessante.

Entusiasmada, a artista teve de sair por uns segundos do palco já quase no final do concerto para perceber se já tinha ultrapassado o tempo previsto da atuação. Afinal, faltava Makeba, a tal música do anúncio. Pediu ao público para se baixar – acedido com sucesso – para, logo depois, a tenda “explodir” no auge do refrão.

Jain marcou pontos e não me admirava se regressasse, em breve, em nome próprio.

Neste mesmo palco seguiriam-se os Wolf Alice, banda de Ellie Rowsell que já tinha estado no festival em 2016. Depois do álbum de estreia My Love Is Cool, que vieram mostrar nessa vinda ao nosso país, o regresso da banda prendia-se com o mais recente Visions Of A Life.

Eram um dos primeiros grandes nomes no Palco Sagres e não deixaram o crédito por mãos alheias. Se, em estúdio, as cancões não parecem assim tão cativantes quanto isso, ao vivo o caso muda de figura, e Ellie Roswell, a frágil vocalista, consegue ir de algo mais intimista a uma faceta mais rockeira num piscar de olhos.

Desta vez não houve “Blush” para ninguém, tema que os deu a conhecer a muita gente, mas houve canções como “Lisbon” (não podia faltar), “Your Loves Whore” ou “You’re a Germ”, que deram força que chegue a um concerto bem vivaço.

Infelizmente tivemos de sair para apanhar o concerto dos Nine Inch Nails, o que se revelou uma decisão acertada, tendo sido um dos melhores concertos em todo o festival.

NOS Alive 2018 | Nine Inch Nails – Uma hora de fúria constante

O horário a que tocavam podia não ser o mais indicado – assistir a um concerto dos Nine Inch Nails em pleno dia não faz muito sentido -, mas a banda de Trent Reznor deu um espetáculo a rasgar e para mais tarde recordar.

Inseridos antes de uns simpáticos Snow Patrol e de uns aborrecidos Arctic Monkeys, os NiN poderiam muito bem ter sido um dos cabeças de cartaz. Têm esse estatuto, na verdade. E, mesmo não o sendo, mostraram que o mereciam sem quaisquer dúvidas, apresentando um set esmagador e que faria corar de inveja muitas bandas jovens que por aí andam.

Do nada, sem qualquer aviso, começamos a ouvir a bateria de “Wish”, para, logo de seguida, chegar toda a banda em palco. Trent Reznor, do alto dos seus 53 anos, estava ali com toda a força e pronto a despachar as suas cartadas. Furioso como o tão bem conhecemos, conquista facilmente a audiência, mesmo que estes não fossem os maiores fãs da banda.

Não foi, porém, um concerto para toda gente. Muitos festivaleiros devem ter ficado, no mínimo, chocados, com a agressividade no som dos americamos. Mas se uns ficaram sem palavras, outros curiosidades chegaram a casa e foram ouvir mais temas no Spotify.

E não é para menos. Afinal, é um som muito caraterístico, este rock industrial cheio de escuridão até mais não, com laivos de Joy Division e Depeche Mode, e dançável q.b., que até pode custar a entrar no ouvido, mas que depois fica na cabeça.

À medida que o concerto ia decorrendo, notava-se a excelente forma da banda, ainda que, aqui e ali, tenha andado algo afastada do palco. Mas não pareceu, uma vez que o fulgor era tanto que só estavam ali para tocar e pouco dados a conversas.

Logo ao terceiro tema gritava Reznor “Let´s Go Pigs!” para, logo de seguida, ouvirmos a icónica “March of the Pigs”. Já do novo álbum Bad Witch escutámos “Shit Mirror” e “God Break Down the Door”, mostrando que, após todos estes anos, continuam a conseguir marcar a diferença.

Seguidamente tivemos a brilhante “Closer”, um clássico de 1994, que meteu toda a gente a entoar o célebre verso “I wanna fuck you like an animal” e, assim que terminou, começou logo “Copy of A”. São temas icónicos que definem uma carreira, ainda que este último tema faça parte de Hesitation Marks, lançado em 2013.

Houve ainda tempo para uma cover de “I’m Afraid of Americans”, de David Bowie, e, claro, de “Head Like a Hole”. Para o final, a calmaria depois da tempestade sonora com “Hurt”, qual mais, a encerrar um concerto com chave de ouro e que colocou milhares de festivaleiros a entoar o refrão do tema. E não é qualquer um que consegue colocar em silêncio um festival onde os presentes falam pelos cotovelos.

Um concerto fortíssimo, intenso e com uma excelente interpretação por parte de Trent Reznor e seus companheiros, que pecou apenas por curto. Pede-se com urgência um concerto em nome próprio.

Já estão disponíveis os horários da 24ª edição do Super Bock Super Rock

É já quinta-feira que começa mais um Super Bock Super Rock. The xx, Justice, Travis Scott e Julian Casablancas & The Voidz são alguns dos destaques.

Falta menos de uma semana para a música invadir o Parque das Nações. The xx, Justice, Travis Scott, Anderson .Paak & The Free Nationals, Julian Casablancas & The Voidz, Benjamin Clementine, Stormzy, The Vaccines, Slow J, Tom Mish, The The, The Alquemist, Sofi Tukker, Sevdaliza e o Tributo “Who The F*ck Is Zé Pedro?” são apenas alguns dos destaques de um cartaz que promete grandes e memoráveis concertos.

Para que seja possível planear atempadamente o roteiro dos concertos a não perder nos quatro palcos do 24º Super Bock Super Rock, deixamos, aqui em baixo, os horários para que possas definir quais preferes ver.

Em relação aos bilhetes, o festival não está esgotado, pelo que ainda podes adquirir o passe geral por 109€ ou o bilhete diário por 55€.

NOS Alive 2018 | Snow Patrol – Até se esforçaram, mas o público não aderiu

Apesar de terem lançado, em 1998, o primeiro álbum de estúdio, foi somente em 2003, com o lançamento de Final Straw, que os Snow Patrol começaram a dar nas vistas e a ser falados além Reino Unido e Estados Unidos. Foi, desse álbum, que saíram os sucessos “Chocolate” e “Run”, que, mais tarde, viria a ganhar uma conhecida cover por parte de Leona Lewis.

É bastante complicado definir os Snow Patrol em 2018. Pode-se dizer que beneficiaram do facto da pop britânica estar no seu auge no começo do novo milénio. Se Final Straw era o primeiro disco com sucesso dos britânicos, Eyes Open ainda o foi mais, tendo-se tornado no álbum que mais vendeu no Reino Unido em 2006. “You’re All I Have”, “Hands Open”, “Open Your Eyes” e o mega sucesso “Chasing Cars”, ainda mais popularizado por ter aparecido na série Anatomia de Grey. Mas o que parecia ser uma carreira auspiciosa dos Snow Patrol rapidamente esfumou-se graças aos bloqueios criativos do vocalista Gary Lightbody.

Poderíamos definir os Snow Patrol como one-hit wonder, bandas apenas conhecidas por aquela música que passava na rádio. A sorte deles, porém, foi que conseguiram fazer um punhado de bons temas em cada álbum que ficaram conhecidos. Porém, esse é também um problema, uma vez que, se apenas esses punhados de temas forem conhecidos do público, eles ficam reféns das suas próprias canções. E, no decurso de uma carreira na área musical, há que conseguir fazer um álbum onde todas as canções sejam boas. Infelizmente, não foi o caso dos Snow Patrol, e isso notou-se no concerto da passada quinta-feira.

Com novo álbum lançado este ano – Wilderness, que chegou somente sete anos após Fallen Empires -, a banda aproveitou para mostrar “Don’t Give In” e “Empress”, do novo registo, mas já sabia que teria de jogar as cartadas para conseguir as atenções de um público adormecido. Lá o conseguiram, especialmente com “Run” e “Chasing Cars”, mas, de resto, a atuação da banda serviu apenas para entreter a malta enquanto não chegavam os Arctic Monkeys.

Gary Lightbody parecia – ou pelo menos disfarçava bem – feliz pelo regresso a Portugal. Sempre simpático e bem-disposto, foram somente 11 as músicas que interpretou. Um concerto curtinho, mas que pode deixar antever o concerto que vão dar no próximo ano no Campo Pequeno. Esperemos que tenham mais sorte.

NOS Alive 2018 | Arctic Monkeys – Onde é que está o rock?

Quando foram anunciados para o NOS Alive, muitos ficaram radiantes por saber que tinham mais uma oportunidade para ver os Arctic Monkeys, eles que já foram felizes nos concertos que deram por cá. Porém, aquele que podia ter sido um grandioso concerto, foi simplesmente aborrecido.

Aquando do lançamento de AM, em 2013, Alex Turner e companhia já davam sinais de que iriam mudar de pele. Apesar de ser um álbum excelente, faixas como “Why’d You Only Call Me When You’re High” e “I Wanna Be Yours” deixavam antever uma mudança na sonoridade. E foi com Tranquility Base Hotel & Casino, que surgiu cinco anos depois, que isso ficou comprovado. O pior é que, ao vivo, tudo se torna mais morno.

“Onde está o barulho?” foi, certamente, uma das questões que passou pela cabeça de muitos festivaleiros quando o concerto já ia a meio. Nota-se que a banda de Alex Turner já não se identifica muito com os sucessos do passado; Tranquility Base Hotel & Casino deixou as guitarras de lado e apostou em canções pouco ou nada amigas de contexto festivaleiro, sendo mais indicadas para um momento de convívio entre amigos.

Minutos depois de terem entrado em palco, a banda arrancou com o mais recente single “Four Out Of Five”, um dos melhores momentos do último disco, mas que peca por se arrastar demasiado nos seus 5:12 minutos de duração.

Logo de seguida “Brianstorm”, que se pedia explosiva, mas alguma coisa não estava bem. Seguiram-se “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”, “Teddy Picker” e, até, “505”, que costumava encerrar concertos apoteóticos mas que, agora, aparece entre as primeiras 10 músicas tocadas.

Finalmente percebia-se: as músicas estavam a ser tocadas a um ritmo mais lento e os próprios arranjos tinham sido alterados, aqui e ali, para que, provavelmente, soassem o mais parecidas possível aos temas do último álbum. Não há mal nenhum nisto; o problema é que retira aquele fator diferenciador, aquela energia e irreverência que os macacos do ártico conseguiam nos seus espetáculos ao vivo.

Ainda que os fãs fossem registando momentos de mais ou menos euforia – “505”, “Why’d You Only Call Me When You’re High?” e “Do I Wanna Know?” entre os destaques –, a verdade é que o concerto em si foi bastante morno. Se eles ainda sabem fazer barulho, não foi certamente no NOS Alive que o demonstraram.

Não se pode, porém, dizer que esta lentidão não assente bem. Necessitam é do contexto ideal, e, no âmbito festivaleiro, a coisa simplesmente não funciona. Num teatro, com lugares sentados, onde Alex Turner pudesse ir falando com o público, talvez a experiência fosse outra.

Nesta sua nova fase de artista, e aos 32 anos de idade, o outrora miúdo de Sheffield quer ser uma persona que ainda não está preparado para o ser. Vimo-lo como um puto rebelde com o seu garage rock que movia multidões, e, na verdade, é essa a pele que lhe assenta que nem uma luva. Ao querer vestir a pele de crooner – bem ao estilo de um Nick Cave – mostra o quão ainda não está preparado para o ser.

Chegávamos a “I Bet You Look Good on the Dancefloor” e Alex Turner mostrava precisamente o quão farto está do passado. “Se esta canção significava pouco quando foi escrita, hoje significa ainda menos”. E isto não caiu nada bem.

Já regressados para um encore – pouco pedido, diga-se – ainda ouve tempo para “Star Treatment”, “Arabella” e “R U Mine?”, a fechar um concerto que podia ter sido muito mais do que foi.

Fica a questão: afinal, quem são, em 2018, os Arctic Monkeys?

Premonições, extraterrestres e o fim do mundo fazem parte de “Extinção” da Netflix

A Netflix tem mais um filme de altas produções prestes a estrear.

Chama-se Extinção e conta a história de um homem que tem pesadelos onde a humanidade é atacada por seres vindos de outro mundo.

Jump Force, o jogo que junta Dragon Ball, Naruto e One Piece, vai também conter personagens de Bleach

Durante a conferência da Microsoft na E3 2018, uma das grandes surpresas anunciadas foi Jump Force, um jogo de lutas feito para os fãs de anime.

Para aqueles que cresceram durante os anos 90 e 2000, ver Naruto a lutar lado a lado com Son Goku é uma delícia, e Jump Force parece estar a ir num bom caminho ao juntar mais personagens de outros universos.

A Bandai Namco anunciou recentemente mais alguns nomes fortes ao catálogo de personagens disponíveis, desta vez da série Bleach.

Jump Force vai receber Ichigo Kurosaki, Rukia Kuchiki e Sasoke Aizen como personagens jogáveis.

Pelo trailer e vídeos de jogabilidade revelados durante a exposição dos videojogos já pudemos ver Son Goku, Frieza, Luffy, Zoro, Naruto, Sasuke e até a dupla Light e Ryuk de Death Note, ainda que estas últimas não pareçam ser jogáveis.

Jump Force é um jogo de luta e ação com equipas de três elementos, onde os jogadores tem que aliar as suas forças para derrotar os inimigos.

Com o PC, PlayStation 4 e Xbox One, como plataformas alvo, Jump Force chega em 2019.

NOS Alive (dia 3): Conhece aqui os horários de todos os palcos

Termina hoje mais uma edição do NOS Alive, festival há muito esgotado. Hoje temos como nome forte os enorme Pearl Jam, embora existam outros nomes excelentes como Jack White, MGMT, Franz Ferdinand, At The Drive In, só para citar alguns.

Como é sempre complicado consultar horários, deixamos-te aqui os horários de todos os palcos deste terceiro e último dia do NOS Alive. Antes disso, clica aqui para veres os horários de transportes e outras novidades.

Palco NOS
17h – The Last Internationale
18h10 – Alice In Chains
19h35 – Franz Ferdinand
21h05 – Jack White
23h15 -Pearl Jam
01h55 – MGMT

Palco Sagres
17h – Churky
17h45 – Marmozets
19h05 – Real Estate
20h35 – Clap Your Hands Say Yeah
22h15 – Mallu Magalhães
01h15 – At the Drive-In
03h – Perfume Genius

Palco NOS Clubbing
17h – Morgan
17h55 – Bateu Matou
19h10 – Lao Ra
20h20 – Throes + The Shine
21h50 – Monarchy
01h – The Gift
02h30 – Xinobi

Palco Comédia
17h45 – João Pinto
19h10 – Ana Garcia Martins
20h35 – Diogo Batáguas
22h35 – Pedro Teixeira Mota
01h15 – Cebola Mol

EDP Fado Café
17h30 – Marta Pereira da Costa
19h10 – Marta Pereira da Costa
20h35 – Jorge Palma
22h35 – Jorge Palma
00h – You Should Be Dancing

Coreto By Arruada
17h25 – Primeira Dama
18h35 – Mighty Sands
20h05 – Cachupa Psicadélica
21h35 – Lotus Fever
23h15 – 800 Gondomar

Poderá haver um novo jogo de The Witcher, mas com um nome diferente

Quem o diz é a produtora polaca CD Projekt Red (CDPR), que já tinha deixado confirmado que The Witcher 3 seria o final da saga, pelo menos com a história de Geralt.