NOS Alive 2018 | Future Islands cumprem; CHVRCHES sofrem com o mau som

Não era fácil manter o nível após os magníficos concertos dos The National e de Queens of the Stone Age, pelo que os Future Islands tinham uma prova de fogo no Palco Sagres.

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Estreados há três anos neste mesmo festival, na altura ainda com o incrível Singles fresco na memória, foi com novo álbum na bagagem, The Far Field, que a banda de Sam Harring regressou onde foi feliz.

Lá está, como ficámos até ao final do concerto dos Queens of the Stone Age, já não apanhámos muito tempo dos americanos. Não obstante, o ambiente que se fazia sentir na tenda revelava que o synthpop da banda tinha penetrado, e de que maneira, as almas dos milhares que enchiam a tenda.

Novamente as atenções recaem no vocalista Sam Herring, que, com os seus movimentos de dança muito característicos e forma de cantar, por vezes, como se fosse vocalista de uma banda de metal, são capazes de hipnotizar os olhos de qualquer um.

Embora tenham apenas subido a palco à 1h, isso não impediu que a tenda não estivesse a abarrotar para os receber. Já não apanhámos a fabulosa “A Song for Our Grandfathers” – a minha favorita de Singles – mas ainda espreitei temas como “Seasons (Waiting On You)”, pois claro, “Spirit” e a energética “Vireo’s Eye”, do segundo álbum de estúdio, que encerrou o concerto.

Mais tarde era quando os CHVRCHES subiram a palco, por volta das 2h45. Tendo influência ou não, a verdade é que o som não estava no seu melhor e a voz meio esganiçada da vocalista Lauren Mayberry certamente que deixou bastantes festivaleiros com dores de cabeça.

Conhecidos como trio, ao vivo atuam como quarteto, o que lhes permite expandir ainda mais o seu alcance sonoro.

Apresentando vários álbuns do seu mais recente álbum, Love is Dead, o seu registo mais pessoal e agressivo até à data, os CHVRCHES deixaram boas indicações, apesar do som ter deixado a desejar, lá está, com os novos temas apresentados – “Get Out” logo a abrir, “Graffiti”, “Miracle”, “Forever”, “God’s Plan” e, a fechar o alinhamento em apoteose para quem ali estava, “Never Say Die”.

Pelo meio houve, claro, os temas que os deixaram na boca do mundo, tais como “Bury It”, “Lies”, “Recover” e “The Mother We Share”. De facto teriam ganho bem mais se tivessem tocado noutro horário. A mim, pelo menos, soaram algo deslocados.

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