NOS Alive 2018 | Jain foi uma boa surpresa e os Wolf Alice confirmaram que são bem melhores ao vivo

Começámos o dia no primeiro dia do NOS Alive com Jain, a francesa que muita gente deve conhecer através da música do anúncio da Levi’s. E a verdade é que, tendo em conta a reação do público, a jovem conseguiu ganhar uns quantos fãs nesta sua primeira visita em Portugal.

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Apresentando os temas do seu álbum de estreia, Zanaka, a artista, que se apresentou sozinha em palco, chegou e sobrou para o encher e para mexer com os corpos dos muitos curiosos que iam compondo a tenda do Palco Sagres.

A sua sonoridade pode ser descrita como uma fusão de eletrónica com ritmos africanos, algo que, tanto em disco, como ao vivo, funciona tremendamente bem.

Desfilando entre temas como “Come”, “Star” e “Alright” – estes dois últimos já de um novo álbum que irá sair ainda este ano -, Jean conseguiu meter todos a dançar, uma tarefa nada fácil, especialmente para a hora em que se apresentava. Felizmente, todos contribuíram para um espetáculo muito interessante.

Entusiasmada, a artista teve de sair por uns segundos do palco já quase no final do concerto para perceber se já tinha ultrapassado o tempo previsto da atuação. Afinal, faltava Makeba, a tal música do anúncio. Pediu ao público para se baixar – acedido com sucesso – para, logo depois, a tenda “explodir” no auge do refrão.

Jain marcou pontos e não me admirava se regressasse, em breve, em nome próprio.

Neste mesmo palco seguiriam-se os Wolf Alice, banda de Ellie Rowsell que já tinha estado no festival em 2016. Depois do álbum de estreia My Love Is Cool, que vieram mostrar nessa vinda ao nosso país, o regresso da banda prendia-se com o mais recente Visions Of A Life.

Eram um dos primeiros grandes nomes no Palco Sagres e não deixaram o crédito por mãos alheias. Se, em estúdio, as cancões não parecem assim tão cativantes quanto isso, ao vivo o caso muda de figura, e Ellie Roswell, a frágil vocalista, consegue ir de algo mais intimista a uma faceta mais rockeira num piscar de olhos.

Desta vez não houve “Blush” para ninguém, tema que os deu a conhecer a muita gente, mas houve canções como “Lisbon” (não podia faltar), “Your Loves Whore” ou “You’re a Germ”, que deram força que chegue a um concerto bem vivaço.

Infelizmente tivemos de sair para apanhar o concerto dos Nine Inch Nails, o que se revelou uma decisão acertada, tendo sido um dos melhores concertos em todo o festival.

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