NOS Alive 2018 | Queens of the Stone Age – Podem soar dançáveis, mas ainda desfilam umas boas malhas

Quem tem vindo a acompanhar o percurso dos Queens of the Stone Age, banda de Josh Homme e companhia sabe que, nos anos mais recentes, os rapazes têm-se virado um pouco para um rock mais dançável e não tão destrutivo. Se isso já se notava ligeiramente em … Like Clockwork, de 2013, ficou confirmado com o mais recente Villains, do ano passado, que teve mão de Mark Ronson. E, no NOS Alive, apesar do bom concerto e de nos ter feito esquecer a passagem pelo Rock in Rio Lisboa, já não tivemos uma atitude tão animal como em anos anteriores.

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Introduzidos ao som da música “Singin’ in the Rain” e, logo depois, pelo tema do filme Laranja Mecânica, os americanos arrancaram ao som de “Feet Don’t Fail Me”, que é, também o primeiro tema do mais recente álbum de estúdio, e que, curiosamente, ainda não tinham vindo mostrar a Portugal.

Como é óbvio, Villains teve algum destaque no alinhamento do concerto – “The Way You Used to Do”, “Domesticated Animals” e “The Evil Has Landed” -, especialmente com o apelo à dança por parte de Josh Homme, ele que, quando quer, é bem mais brando que o desejável, nem parecendo aquele rocker bad boy como tão bem o conhecemos.

Mesmo tendo entrado em palco com alguns minutos de atraso, percebeu-se a euforia dos fãs mais acérrimos por verem a banda novamente – muitos não os foram ver à Bela Vista, e ainda bem – à espera que tocassem aqueles clássicos.

É, também, curioso percebe que, apesar de Villains não ter agradado a todos os fãs da banda, especialmente dado o seu tom mais descontraído, as músicas do álbum soam mais pesadas ao vivo e enchem-nos mais as medidas.

Sem falar muito com o público além do que é “obrigatório” – os habituais “obrigado”, “adoramo-vos” e “foram incríveis” – Josh Homme e os seus rapazes apenas nos queriam brindar com uma boa noite de Rock&Roll.

É, no entanto, com as músicas do belísismo … Like Clockwork, Era Vulgaris, Lullabies to Paralyze e do portentoso Songs for the Deaf que os festivaleiros mais vibram. “No One Knows”, que contou com um incrível solo do baterista Jon Theodore, foi incrível, “Make It Wit Chu” apelou ao amor e ao sexo, “Little Sister” foi a mais celebrada e, no final, a destruição completa com “Go With the Flow” e, qual mais, “A Song for the Dead”.

Ainda que não tenha sido o melhor concerto que vimos da banda por cá, os Queens of the Stone Age foram muitíssimo competentes durante a cerca de hora e meia de espetáculo que deram perante o seu público. Nota-se, porém, que já não existe tanta agressividade, nem por parte da banda, nem por parte do público, mas isso fica para outro texto e, também, para outro festival. Daqui, ficam as memórias de boas malhas e da certeza que eles não vão parar por aqui.

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