A 5º edição do evento Comic Con Portugal, no qual o Echo Boomer esteve presente, terminou na semana passada e, pelo novo recinto, construído de raíz, com 100.000m2, passaram 108.897 visitantes, o que corresponde a um aumento de cerca de 10.000 pessoas em relação à edição anterior.
“The Nun – A Freira Maldita” teve a maior estreia de sempre de um filme de terror em Portugal
The Nun – A Freira Maldita estreou nos cinemas nacionais a 6 de setembro e, durante a primeira semana de exibição, foi visto nos cinemas em Portugal por mais de 150 mil espectadores. Com uma receita bruta de aproximadamente 920 mil euros, esta é a maior estreia de sempre de um filme de terror em Portugal, antecipando-se já um novo recorde nacional para filmes deste género.
Cuco, Dino D’Santiago e Mansionair no Super Bock em Stock
Um dos pontos fortes do Super Bock em Stock sempre foi o ecletismo das propostas, enquanto festival que procura sempre ir apontando os caminhos do futuro. As três novas confirmações para a edição deste ano do festival que regressa à Avenida da Liberdade, em Lisboa, nos dias 23 e 24 de novembro, são exemplo disso: Cuco, Dino D’Santiago e Mansionair.
Sevdaliza de regresso a Portugal para mais um concerto
Sevdaliza tem impressionado o público e a crítica ao longo dos últimos anos. A cantora e artista multidisciplinar de origem iraniana, que cresceu e vive na Holanda, assume-se como uma provocadora, com uma missão política e social à escala mundial, que tem levado a cabo durante a digressão que já passou por vários países da Europa, América, Ásia e Oceânia.
Switch Online chega à consola da Nintendo já na próxima semana
O serviço de subscrição online para a Nintendo Switch já tem uma data da lançamento.
YouTube Kids finalmente disponível em Portugal
A nova aplicação do YouTube – YouTube Kids – desenvolvida para o público mais jovem já está disponível em Portugal. O YouTube Kids conta, hoje, com 70 mil milhões de visualizações em apenas três anos e com catorze milhões de utilizadores ativos todas as semanas, a nível global. A aplicação está disponível em 40 países, entre eles, Estados Unidos, Reino Unido e Índia e está traduzida em 10 idiomas, incluindo o português de Portugal.
Os filmes da DC ficaram sem o seu Super-Homem
Segundo o Hollywood Reporter, Henry Cavill está prestes a pendurar a capa vermelha do icónico super-herói.
A mesma fonte diz que a DC e o ator não chegaram a um acordo para uma potencial aparição noutro filme do universo da DC, Shazam!, devido ao conflito de agenda e do término do contrato.
V-Rally 4 – Análise: pode ser divertido, mas está dependente de quem o estiver a jogar
As inconsistências a nível de design, apresentação e conteúdo tornam V-Rally 4 um jogo pobre e mal trabalhado.
Para quem cresceu com videojogos durante a passagem do milénio, devem certamente recordar-se de ter assistido à ascensão de um género que, com as evoluções tecnológicas de hoje, já não está tão presente. Falamos de jogos de rally arcade, casos de Sega Rally, Colin McRae e uma pérola chamada V-Rally.
Com quase 20 anos de história, V-Rally regressa de uma hibernação que dura desde os tempos da PlayStation 2. Será que em 2018 consegue marcar presença e oferecer algo de novo?
V-Rally 4 é um jogo de rally que não sabe bem o que quer ser. Por vezes comporta-se como um simulador, já outras vezes prefere ser um jogo de arcade. Esta indefinição do estilo de jogo pode ser encontrada em diferentes partes, tornando-o num título bem bizarro para quem gosta de jogos de corridas.
Enquanto que alguns jogos recentes como GRAVEL sabem bem o que querem ser, V-Rally 4 parece que chegou tarde a uma festa e quer integrar-se em diferentes grupos à força.
Desenvolvido pela Kylotonn, também responsável pela atual série WRC, V-Rally 4 poderia funcionar muito bem como um spin-off mais divertido e usar alguma da experiência e do talento de um jogo no outro, mas a sensação que fica é que há uma enorme falta de dedicação artística e monetária na criação deste jogo.
A apresentação de V-Rally 4 não apresenta nada de reminiscente de jogos anteriores. É pobre e mal trabalhada, com menus simples e genéricos e que, durante a sua navegação, contam com uma playlist de cinco músicas de hip-hop em loop. Por exemplo, temos apenas uma a tocar repetidamente nos loadings e no modo campanha. É, no mínimo, chato.
Felizmente, durante o jogo as coisas tornam-se mais agradáveis e temos uns visuais bem conseguidos. Não é o jogo mais fotorealista do momento, mas há um toque de hiper-realismo, com cores que saltam à vista e com locais bem trabalhados e diversos. A filosofia dos jogos antigos em que cada nível ou pista devem ser diferentes uns dos outros faz-se sentir e passar de uma prova num deserto para uma prova numa selva é bastante motivante para fazer longas sessões de jogo.
Os carros também se apresentam sólidos e bem mais detalhados do que o jogo parecia prometer, com modelos que contam com diferentes tipos de materiais que reagem de acordo com a iluminação ambiente. Mas tal como o aspeto mais animado das pistas, os carros também parecem brinquedos.
Contudo, a apresentação entra em conflito com o estilo de jogo. Com uma sensação de velocidade bastante bem conseguida, V-Rally 4 tenta equilibrar a diversão com a adrenalina do realismo, falhando redondamente.
As pistas são largas e contam com grandes porções em reta e curvas que estão a pedir para fazer os melhores drifts do mundo. Por outro lado, o comportamento da maioria dos carros não se ajusta ao design das pistas, tornando a adrenalina do controlo em frustrações constantes ao não se conseguir manter um carro direito.
Esta dificuldade prende-se com o facto de os carros parecerem que deslizam, independentemente do nível de aderência que têm à pista. Outro fenómeno que amplifica esta sensação é a não existência de um centro de massa dos veículos, isto é, por vezes parece que estamos a controlar um pendulo em movimento.
As definições de ajudas também são bastante básicas, dando somente as opções de ligar ou desligar o ABS e o TCS e de trocar a caixa manual com a automática.
V-Rally 4 quer também abraçar outras modalidades como buggies, rallycross, hillclimb, e gymkhana. Estas opções são boas e tornam os jogos variados. Aliás, se há um ponto em que V-Rally 4 deve levar nota bem positivo é na a possibilidade de jogar com ecrã divido com um amigo nosso.
No entanto, todas as modalidades que o jogo nos dá seriam muito mais interessantes se o comportamento dos carros não fosse tão inconsistente… ou se houvesse uma seleção de veículos melhor.
A seleção de carros ao nosso dispor é bastante pobre. Cada modalidade apresenta uma seleção própria, onde encontramos alguns veículos clássicos e outros mais recentes. Porém, faltam imensos ícones, faltam veículos dentro de uma modalidade para tornar o jogo competitivo e a falta de marcas como a Subaru num jogo de rally com marcas licenciadas é criminoso.
A campanha também não oferece grandes emoções. Na realidade é até bastante chatinha, com a inclusão da gestão de equipa e patrocínios que o jogo quase nos obriga a usar, mas que não adicionam absolutamente nada à nossa progressão. A campanha poderia ser muito mais linear para o que o jogo oferece.
E claro, não podiam faltar os bugs que são recorrentes. Não se fala aqui de loadings presos ou saídas do jogo para o sistema da consola, mas sim de sinais e postes indestrutíveis que aparecem no meio das pistas, buracos e elevações de terreno que nos atiram para a estratosfera ou acidentes que quebram as leis da física com o nosso carro a virar uma centrifugadora.
V-Rally 4 pode ser divertido, mas está dependente de quem o estiver a jogar e do modo como se adapta à sua jogabilidade. No entanto, as suas inconsistências a nível de design, apresentação e conteúdo tornam-no num jogo pobre e mal trabalhado.
V-Rally 4 está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.
V-Rally 4
Nota: 4/10
Este jogo foi cedido para análise pela UpLoad.
Oficial: Apple apresentou três novos iPhone
Foi ontem, num evento que começou às 18h de Lisboa, e com um vídeo bem engraçado, que decorreu mais um evento da Apple, o tal que se realiza anualmente em setembro e que revela sempre novos iPhone. E este ano não foi exceção.
Como alguns leaks revelaram, tivemos três iPhone, sendo que o destaque vai precisamente para o Xs e Xs Max, os mais recentes topos de gama. São iguais em todas as especificações técnicas, exceto em dois detalhes: tamanho de ecrã e capacidade da bateria.
Sim, é que o iPhone Xs Max tem um impressionante tamanho de 6,5 polegadas, sendo, por ventura, o maior smartphone da Apple até à data. É até maior que um Samsung Note 9, ou seja, será excelente para visualização de conteúdos multimédia. E é neste modelo gigante e no de proporções mais modestas que encontramos o belo ecrã OLED Super Retina HD que conta com tecnologia HDR. A Apple diz ainda que este ecrã proporciona a maior precisão de cor do mercado, além de suportar uma frequência de 120Hz, uma taxa de refresh ideal para quem é gamer de bolso.
Mas comecemos pelo mais básico, o design. Estes novos modelos, feitos em aço, têm um design idêntico ao do antecessor, o que se explica dada a diferença de apenas um ano em relação à geração interior. É, porém, no interior que tudo muda.
No que toca ao processador, temos aqui o novíssimo A12 Bionic, um chip de 7nm – não Apple, não é o primeiro do mundo a ser fabricado assim – que conta com Neural Engine. É um processador com um desempenho gráfica até 50% mais rápido que o A11 Bionic e é também 50% mais eficiente. Ao contar com Neural Engine, este processador permite excelentes experiências de realidade aumentada.
No que toca às câmaras, parecem não existir muitas diferenças, pelo menos no papel. Temos, para ambos os modelos, uma câmara dupla de 12MP com abertura de f/1.8 e estabilização ótica de imagem (OIS) e outra de 12MP com abertura de f/2.4, OIS e zoom ótico de 2x.
Já a câmara frontal é de 7MP com uma abertura de f/2.2. Depois de os primeiros testes serem feitos, resta saber que a Apple irá conseguir equiparar-se, ou ultrapassar, a concorrência.
Em termos de bateria, é que aqui que temos a outra diferença, além do tamanho do ecrã. Enquanto que o iPhone Xs conta com uma bateria de 2716mAh, o modelo Xs Max passa para uns 3300mAh. Sabemos que o tamanho da bateria nunca foi um ponto de destaque dos smartphones da Apple, pelo que restará saber as maravilhas que o novo processador conseguirá fazer em termos de autonomia de sistema. A Apple promete que ambos os modelos conseguirão até 50% de carga em cerca de 30 minutos.
Entre outras características, destacamos ainda a conetividade Gigabit LTE, o Bluetooth 5.0, o Face ID melhorado, o carregamento sem-fios e, atenção, uma novidade: suporte a dual-SIM. Qual é o problema? Não funciona em Portugal, isto porque, para termos dois cartões, um deles tem de ser um e-SIM, algo que ainda não está disponível em Portugal.
Estas são, basicamente, as novidades da Apple no que toca a topos de gama. Mas ainda havia mais uma revelação: iPhone Xr.
Este modelo difere logo dos anteriores por ser construído em alumínio. Apesar de contar com painéis de vidro na frente e na parte traseira, é no ecrã que está uma das diferenças: é LCD e não OLED. É um Liquid Retina Display, o mais avançado LCD num smartphone, diz a Apple. Tem um tamanho de de 6,1 polegadas, resolução 1125×2436 pixéis e 440 ppi.

O iPhone Xr, apesar de também contar com o novo processador A12 Bionic, tem ainda outra diferença: as câmaras. Na traseira temos apenas um sensor de 12 MP com abertura de f/1.8. Pode parecer pouco, mas a Apple garante que é uma lente fenomenal que recorrer à Inteligência Artificial. Na frente temos então uma câmara TrueDepth de 7MP com abertura de f/2.2.
Teoricamente não parece um dispositivo muito avançado em relação a concorrentes Android, além de ser consideravelmente mais caro que esses modelos, pelo que este pode ser um smartphone capaz de ter alguma dificuldade em afirmar-se no mercado. Ou não, tudo dependerá dos fãs da Apple.
Quanto a preços e disponibilidade, os iPhone Xs e iPhone Xs Max entram em período de reserva a partir das 08h01 do dia 14 de setembro. Os preços começam nos 1179€ para o modelo mais pequeno e nos 1279€ para o modelo Max, podendo atingir uns astronómicos 1679€ para quem optar pela versão de 512GB de memória interna. No que toca a cores, estarão disponíveis em Prateado, Cinzento sideral e Dourado.
Não esquecendo o modelo Xr, vai demorar um pouco mais a chegar ao mercado. As reservas começam a partir das 08h01 do dia 19 de outubro, com os preços a começarem nos 879€. Estará disponível nas cores Branco, Preto, Azul, Amarelo, Coral e (PRODUCT)RED, sendo que, neste último caso, cada compra contribui diretamente para o Fundo Mundial de luta contra a SIDA.
Já é possível experimentar a demo de Forza Horizon 4
Falta menos de um mês para o próximo grande jogo para a Xbox One e Windows 10 ser lançado. Falamos, claro, de Forza Horizon 4, que recebeu uma versão de demonstração na Microsoft Store para que possa ser jogado em PCs Windows 10 com os requisitos necessários e consolas Xbox One.
Apple: Como e onde ver o anúncio dos novos iPhone
É já daqui a pouco, às 18h de Lisboa, que a Apple vai desvendar, como faz anualmente, os seus novos produtos, onde se incluem os tão esperados novos iPhone.
Comic Con Portugal 2018 – Uma viagem ao mundo do entretenimento, ficção e fantasia
Foi na passada semana, entre 6 e 9 de setembro, que a Comic Con Portugal aconteceu pela primeira vez em Oeiras. Este ano, a organização decidiu sair dos moldes das convenções do género: trocou as naves da Exponor pelo Passeio Marítimo de Algés, que todos os anos recebe o NOS Alive. E nós estivemos por lá.
Juntou gamers, youtubers e streamers ao universo das séries, filmes e banda desenhada. O resultado? Tardes muito bem passadas à beira-mar.
Dava para ver uma ante-estreia e experimentar robôs de combate para, em seguida, ir tirar umas selfies com estrelas da televisão e cinema. Se há banda desenhada aí por casa, era melhor trazer: autores e artistas como Maurício de Sousa (Turma da Mónica), Chris Claremont e Mark Waid estavam disponíveis para autógrafos e sessões de Q&A com os entusiastas. O Echo Boomer deixa-vos as impressões que recolheu dos pontos de interesse que acompanhou no evento.
Cosplayers
Não são figurantes contratados. São entusiastas dedicados que gastam horas na confeção de fatos e treino de poses e coreografias para, uma vez por ano, brilharem à séria. Um pedido e um sorriso é o que basta para levar uma foto memorável para casa – e aconselha-se. O incentivo pela organização do evento é tal que estes dispunham de infraestruturas exclusivas para o efeito, com voluntários, bancas, água e café em exclusivo para a comunidade.
Acompanhámos os cosplayers desde o primeiro até ao último dia, que encerrou as atividades da temática com o concurso Heróis do Cosplay. Podem ver as fotos selecionadas na galeria dos cosplayers.
Robôs de Combate
A equipa portuguesa da Robot Extreme Competition esteve presente com uma arena de robôs de combate aberta a inscrições dos interessados. Nos intervalos dos torneios, a equipa reparava os robôs à vista do público enquanto esclarecia as dúvidas dos visitantes sobre a modalidade.
A equipa REC acolhe e incentiva a entrada de novos participantes no mundo da robótica e combate de robôs. Podem dar uma vista de olhos na galeria da atividade aqui. Caso queiram saber mais ou entrar em contacto com a comunidade portuguesa, basta visitarem o fórum da REC.
Lojas de livros, jogos de tabuleiro e merchandising
As boas notícias: o visitante que apenas visitou a edição de Oeiras nunca sentirá a congestão e o calor humano característico das zonas comerciais de eventos do género. O acesso às bancas e às suas atividades, como a experimentação de materiais de desenho e jogos de tabuleiro, fluia na perfeição – tal como o vento e alguma chuva que ameaçou o início da convenção no sábado de manhã.
Caso queiram rever ou conhecer as lojas que visitámos, basta acederem à galeria.
Artistas Convidados
Uma barriga cheia deles. Chris Claremont apareceu como repetente da edição de 2016, fazendo companhia a Mark Waid, Marjorie Liu, Yves Sente, David Rubín, Filipe Melo, Fernando Dórdio e Filipe Faria. Na frente dos artistas gráficos podíamos contar com Maurício de Sousa, Sana Takeda, Tony Sandoval, Joe Prado, Batem, Miguelanxo Prado, Luís Figueiredo, Filipe Andrade, Youri Jigounov, Steven Erikson, Eddy Barrows e Daniel Henriques.
Tanto os argumentistas como os ilustradores estavam disponíveis para sessões de autógrafos e Q&A, com as já habituais filas a servirem para meter conversa com outros fãs ou ficar a ouvir opiniões e histórias apaixonadas. Pouco habitual foi a utilização de uma fila única para ordenar autógrafos para quatro artistas em simultâneo, mas a equipa procedeu imediatamente à separação dos interessados por filas individuais por autor assim que alertada. Na sexta-feira, por exemplo, já haviam separadores no exterior com a identificação do respetivo autor.
Podem ver as (poucas) fotos que conseguimos das sessões de autógrafos e Q&A na galeria.
Séries, TV e Cinema
Dan Fogler, Dichen Lachman, Dolph Lundgren, Elyes Gabel e Nicholas Hoult foram os atores estrangeiros presentes nos painéis, photo booths e sessões de autógrafos da Comic Con Portugal. A eles juntaram-se painéis de streamers, youtubers, atores e cantores nacionais e, até, um workshop de dobragem. Imperdível foi a performance da Lisbon Film Orchestra, que interpretou temas de obras iconográficas de diferentes gerações de fãs, desde Indiana Jones e Star Wars, passando por Harry Potter e Piratas das Caraíbas.
Não se esqueçam de passar pela galeria.
Tecnologia e Gaming
A Sony, ASUS, Nintendo e a HP foram as marcas com maior presença no evento. A ASUS aproveitou inclusive para apresentar o novo smartphone ASUS ROG, que abordamos num artigo em separado. É também de destacar os torneios de videojogos com equipas de relevo no panorama de ciberdesporto nacional. Podem dar uma vista de olhos na galeria para ver do que falamos.
Artistas, artesãos e pequenos comerciantes
Nesta edição, a organização optou por agregar o espaço dos artistas com os pequenos comerciantes e artesãos, o que se compreende, isto se o critério da decisão foi o espaço utilizado ou o volume de facturação. Porém, não foi, de todo, compreensível, a falta de iluminação na quinta-feira e a colocação de artistas e artesãos num beco sem saída – literalmente um beco sem saída na organização espacial da área.
Impressões Finais
Concluído o concurso de Cosplay, dirigimo-nos para os nossos food trucks de eleição dos últimos quatro dias, mas sem grande sorte. Estavámos prestes a abandonar as nossas prioridades alimentares e mudar para o modo “qualquer coisa com uma folha de alface é saudável” quando ouvimos as jovens do food truck mexicano a apostar no marketing agressivo: uma imperial de oferta na compra de nachos e guacamole, anunciada a plenos pulmões. Deal.
Enquanto esperavámos pela comida, metemos conversa com quem aparentava ser o “chefe” do food truck. Não estava nada contente com o retorno do investimento. Bem, nada havendo a fazer, sentámo-nos com imperiais nas mãos, tacos e nachos. Imensos nachos que nos deixaram pensativos…
Já na sexta-feira, o responsável do food truck, do qual éramos clientes regulares, não parecia entusiasmado ou ocupado por aí além. Fazendo as contas, foram perto de 50 food trucks para mais de 100.000 visitantes esperados. As refeições andavam pelos sete euros e o evento encerrava às 20h. Na prática dava uma refeição por dia ou 14.000€ para cada food truck. Mas 100.000 visitantes dificilmente serão 100.000 refeições…
Fã a sério e com limitações de budget traz comida e poupa para o merchandising, ou nem chega a comer de todo. Estamos no início do ano letivo, com manuais, propinas e inscrições a limitar o orçamento. E a maioria dos visitantes não vai aos quatro dias do evento.
Mas estávamos contentes. Muita escolha, filas reduzidas e um espaço de restauração muito agradável – um notável upgrade em relação à Exponor. As condições comerciais e o retorno dos food trucks não eram um problema nosso, dos visitantes ou de quem fosse ler o artigo. Já de estômago aconchegado, levantámo-nos com a determinação necessária para fazer a caminhada até ao carro.
Só que sobravam imensos nachos.
Deitar fora os nachos despertou a Ana Leal que existe dentro de nós. Voltámos aos food trucks regulares, de bloco de notas e caneta na mão. Todos abaixo da linha de água. Confidenciaram-nos que um dos comerciantes, sem muito para fazer no domingo, assentou armas às portas do evento a contar as entradas. Estava a partilhar as suas impressões do evento com um dos responsáveis comerciais da Comic Con junto ao seu food truck.
Seguimos para o Artist’s Alley – aquele beco sem saída e a falta de iluminação na quinta-feira caíram-nos muito mal. A falta de iluminação resolveu-se na sexta-feira, mas não estávamos a compreender o porquê daquele beco sem saída. Aquelas bancas eram mais baratas? Teriam sido as últimas licitações de um sistema de leilões ou de reserva por ordem de pagamento?
Nada disso. A planta recebida por e-mail tinha uma disposição das mesas em “u”, não em “ui”. Não foi atribuído um número de mesa, porque estes simplesmente não existiam. A ocupação dos espaços foi feita por ordem de chegada, sem que tal condição fosse comunicada aos comerciantes aquando da contratação do espaço. Quem chegasse em último tinha tirado o short stick sem o saber.
Lembrámo-nos da reunião que entretanto estava a ocorrer entre o explorador do food truck e um dos responsáveis comerciais do evento. Para os seis locatários que falaram ao Echo Boomer, não aconteceu algo que a tal se assemelhasse. Alguns conseguiram, com dificuldade, esclarecimentos por e-mail nas semanas que antecederam o evento. Mas durante o decurso deste, não existiu contacto com quem tinha, efetivamente, responsabilidade pela contratação e gestão do espaço, ou alguém que servisse de interlocutor. Tiveram de pressionar os voluntários e aguardar pelo escalamento das queixas.
Entretanto já tínhamos efetuado contactos com alguns locatários dos stands exteriores. Queixas de vento, humidade e faturação inferior à anterior edição face a um aumento do preço por metro quadrado dos stands. Depósito de pó no material em exposição. De novo, o retorno dos comerciantes não é um problema do visitante ou do leitor, e um evento à beira-mar implica automaticamente humidade e vento. Chama-se brisa do mar. E estamos certos que ambas as partes contrataram cientes de tal facto. Sobre as condições comerciais não vamos, obviamente, opinar.
Não nos interpretem mal. Como visitantes, repetimos, a experiência foi muito mais agradável que a da Exponor. A expansão do programa para abranger os New Media não nos fez quaisquer cócegas, pois continuámos sem conseguir ver tudo o que queríamos por colisão horária – um bom sinal. Mas julgamos que terá de haver mais diálogo na fase de conceção do espaço ou uma adaptação por parte dos lojistas.
A não repetir: a classificação dos pequenos comerciantes como “bancas amadoras” na página do evento. Houve amadorismo na tenda, mas não foi por parte dos locatários.
Texto por: Ricardo Silvestre
ASUS ZenFone Max Pro (M1) já chegou a Portugal
A ASUS acaba de fazer chegar ao mercado português o ZenFone Max Pro (M1), a nova adição à família de smartphones ZenFone Max – única linha no mundo com baterias de alta capacidade.
Hands-on ao novíssimo Huawei Mate 20 lite
Apresentado em finais de agosto na IFA 2018, o novo Huawei Mate 20 lite foi o primeiro smartphone da linha Mate 20 a ser anunciado e dá-nos excelentes indicadores do que podemos esperar dos outros dispositivos desta gama. E ainda antes da sua chegada ao mercado, a tecnológica chinesa enviou-nos um exemplar para teste.
Minipreço e Clarel vão levar famílias à Disneyland Paris
As lojas Minipreço e Clarel anunciam uma nova campanha promocional, que decorrerá entre os dias 15 de setembro e 24 de dezembro, e que irá sortear diariamente uma viagem para 4 pessoas à Disneyland Paris com pensão completa.
