Comic Con Portugal 2018 – Uma viagem ao mundo do entretenimento, ficção e fantasia

Foi na passada semana, entre 6 e 9 de setembro, que a Comic Con Portugal aconteceu pela primeira vez em Oeiras. Este ano, a organização decidiu sair dos moldes das convenções do género: trocou as naves da Exponor pelo Passeio Marítimo de Algés, que todos os anos recebe o NOS Alive. E nós estivemos por lá.

Juntou gamers, youtubers e streamers ao universo das séries, filmes e banda desenhada. O resultado? Tardes muito bem passadas à beira-mar.

Dava para ver uma ante-estreia e experimentar robôs de combate para, em seguida, ir tirar umas selfies com estrelas da televisão e cinema. Se há banda desenhada aí por casa, era melhor trazer: autores e artistas como Maurício de Sousa (Turma da Mónica), Chris Claremont e Mark Waid estavam disponíveis para autógrafos e sessões de Q&A com os entusiastas. O Echo Boomer deixa-vos as impressões que recolheu dos pontos de interesse que acompanhou no evento.

Cosplayers

Não são figurantes contratados. São entusiastas dedicados que gastam horas na confeção de fatos e treino de poses e coreografias para, uma vez por ano, brilharem à séria. Um pedido e um sorriso é o que basta para levar uma foto memorável para casa – e aconselha-se. O incentivo pela organização do evento é tal que estes dispunham de infraestruturas exclusivas para o efeito, com voluntários, bancas, água e café em exclusivo para a comunidade.

Acompanhámos os cosplayers desde o primeiro até ao último dia, que encerrou as atividades da temática com o concurso Heróis do Cosplay. Podem ver as fotos selecionadas na galeria dos cosplayers.

Robôs de Combate

A equipa portuguesa da Robot Extreme Competition esteve presente com uma arena de robôs de combate aberta a inscrições dos interessados. Nos intervalos dos torneios, a equipa reparava os robôs à vista do público enquanto esclarecia as dúvidas dos visitantes sobre a modalidade.

A equipa REC acolhe e incentiva a entrada de novos participantes no mundo da robótica e combate de robôs. Podem dar uma vista de olhos na galeria da atividade aqui. Caso queiram saber mais ou entrar em contacto com a comunidade portuguesa, basta visitarem o fórum da REC.

Lojas de livros, jogos de tabuleiro e merchandising

As boas notícias: o visitante que apenas visitou a edição de Oeiras nunca sentirá a congestão e o calor humano característico das zonas comerciais de eventos do género. O acesso às bancas e às suas atividades, como a experimentação de materiais de desenho e jogos de tabuleiro, fluia na perfeição – tal como o vento e alguma chuva que ameaçou o início da convenção no sábado de manhã.

Caso queiram rever ou conhecer as lojas que visitámos, basta acederem à galeria.

Artistas Convidados


Uma barriga cheia deles. Chris Claremont apareceu como repetente da edição de 2016, fazendo companhia a Mark Waid, Marjorie Liu, Yves Sente, David Rubín, Filipe Melo, Fernando Dórdio e Filipe Faria. Na frente dos artistas gráficos podíamos contar com Maurício de Sousa, Sana Takeda, Tony Sandoval, Joe Prado, Batem, Miguelanxo Prado, Luís Figueiredo, Filipe Andrade, Youri Jigounov, Steven Erikson, Eddy Barrows e Daniel Henriques.

Tanto os argumentistas como os ilustradores estavam disponíveis para sessões de autógrafos e Q&A, com as já habituais filas a servirem para meter conversa com outros fãs ou ficar a ouvir opiniões e histórias apaixonadas. Pouco habitual foi a utilização de uma fila única para ordenar autógrafos para quatro artistas em simultâneo, mas a equipa procedeu imediatamente à separação dos interessados por filas individuais por autor assim que alertada. Na sexta-feira, por exemplo, já haviam separadores no exterior com a identificação do respetivo autor.

Podem ver as (poucas) fotos que conseguimos das sessões de autógrafos e Q&A na galeria.

Séries, TV e Cinema


Dan Fogler, Dichen Lachman, Dolph Lundgren, Elyes Gabel e Nicholas Hoult foram os atores estrangeiros presentes nos painéis, photo booths e sessões de autógrafos da Comic Con Portugal. A eles juntaram-se painéis de streamers, youtubers, atores e cantores nacionais e, até, um workshop de dobragem. Imperdível foi a performance da Lisbon Film Orchestra, que interpretou temas de obras iconográficas de diferentes gerações de fãs, desde Indiana Jones e Star Wars, passando por Harry Potter e Piratas das Caraíbas.

Não se esqueçam de passar pela galeria.

Tecnologia e Gaming


A Sony, ASUS, Nintendo e a HP foram as marcas com maior presença no evento. A ASUS aproveitou inclusive para apresentar o novo smartphone ASUS ROG, que abordamos num artigo em separado. É também de destacar os torneios de videojogos com equipas de relevo no panorama de ciberdesporto nacional. Podem dar uma vista de olhos na galeria para ver do que falamos.

Artistas, artesãos e pequenos comerciantes

Nesta edição, a organização optou por agregar o espaço dos artistas com os pequenos comerciantes e artesãos, o que se compreende, isto se o critério da decisão foi o espaço utilizado ou o volume de facturação. Porém, não foi, de todo, compreensível, a falta de iluminação na quinta-feira e a colocação de artistas e artesãos num beco sem saída – literalmente um beco sem saída na organização espacial da área.

Caso queiram conhecer (ou recordar) os expositores presentes, visitem a galeria .

Impressões Finais


Concluído o concurso de Cosplay, dirigimo-nos para os nossos food trucks de eleição dos últimos quatro dias, mas sem grande sorte. Estavámos prestes a abandonar as nossas prioridades alimentares e mudar para o modo “qualquer coisa com uma folha de alface é saudável” quando ouvimos as jovens do food truck mexicano a apostar no marketing agressivo: uma imperial de oferta na compra de nachos e guacamole, anunciada a plenos pulmões. Deal.

Enquanto esperavámos pela comida, metemos conversa com quem aparentava ser o “chefe” do food truck. Não estava nada contente com o retorno do investimento. Bem, nada havendo a fazer, sentámo-nos com imperiais nas mãos, tacos e nachos. Imensos nachos que nos deixaram pensativos…

Já na sexta-feira, o responsável do food truck, do qual éramos clientes regulares, não parecia entusiasmado ou ocupado por aí além. Fazendo as contas, foram perto de 50 food trucks para mais de 100.000 visitantes esperados. As refeições andavam pelos sete euros e o evento encerrava às 20h. Na prática dava uma refeição por dia ou 14.000€ para cada food truck. Mas 100.000 visitantes dificilmente serão 100.000 refeições…

Fã a sério e com limitações de budget traz comida e poupa para o merchandising, ou nem chega a comer de todo. Estamos no início do ano letivo, com manuais, propinas e inscrições a limitar o orçamento. E a maioria dos visitantes não vai aos quatro dias do evento.

Mas estávamos contentes. Muita escolha, filas reduzidas e um espaço de restauração muito agradável – um notável upgrade em relação à Exponor. As condições comerciais e o retorno dos food trucks não eram um problema nosso, dos visitantes ou de quem fosse ler o artigo. Já de estômago aconchegado, levantámo-nos com a determinação necessária para fazer a caminhada até ao carro.

Só que sobravam imensos nachos.

Deitar fora os nachos despertou a Ana Leal que existe dentro de nós. Voltámos aos food trucks regulares, de bloco de notas e caneta na mão. Todos abaixo da linha de água. Confidenciaram-nos que um dos comerciantes, sem muito para fazer no domingo, assentou armas às portas do evento a contar as entradas. Estava a partilhar as suas impressões do evento com um dos responsáveis comerciais da Comic Con junto ao seu food truck.

Seguimos para o Artist’s Alley – aquele beco sem saída e a falta de iluminação na quinta-feira caíram-nos muito mal. A falta de iluminação resolveu-se na sexta-feira, mas não estávamos a compreender o porquê daquele beco sem saída. Aquelas bancas eram mais baratas? Teriam sido as últimas licitações de um sistema de leilões ou de reserva por ordem de pagamento?

Nada disso. A planta recebida por e-mail tinha uma disposição das mesas em “u”, não em “ui”. Não foi atribuído um número de mesa, porque estes simplesmente não existiam. A ocupação dos espaços foi feita por ordem de chegada, sem que tal condição fosse comunicada aos comerciantes aquando da contratação do espaço. Quem chegasse em último tinha tirado o short stick sem o saber.

Lembrámo-nos da reunião que entretanto estava a ocorrer entre o explorador do food truck e um dos responsáveis comerciais do evento. Para os seis locatários que falaram ao Echo Boomer, não aconteceu algo que a tal se assemelhasse. Alguns conseguiram, com dificuldade, esclarecimentos por e-mail nas semanas que antecederam o evento. Mas durante o decurso deste, não existiu contacto com quem tinha, efetivamente, responsabilidade pela contratação e gestão do espaço, ou alguém que servisse de interlocutor. Tiveram de pressionar os voluntários e aguardar pelo escalamento das queixas.

Entretanto já tínhamos efetuado contactos com alguns locatários dos stands exteriores. Queixas de vento, humidade e faturação inferior à anterior edição face a um aumento do preço por metro quadrado dos stands. Depósito de pó no material em exposição. De novo, o retorno dos comerciantes não é um problema do visitante ou do leitor, e um evento à beira-mar implica automaticamente humidade e vento. Chama-se brisa do mar. E estamos certos que ambas as partes contrataram cientes de tal facto. Sobre as condições comerciais não vamos, obviamente, opinar.

Não nos interpretem mal. Como visitantes, repetimos, a experiência foi muito mais agradável que a da Exponor. A expansão do programa para abranger os New Media não nos fez quaisquer cócegas, pois continuámos sem conseguir ver tudo o que queríamos por colisão horária – um bom sinal. Mas julgamos que terá de haver mais diálogo na fase de conceção do espaço ou uma adaptação por parte dos lojistas.

A não repetir: a classificação dos pequenos comerciantes como “bancas amadoras” na página do evento. Houve amadorismo na tenda, mas não foi por parte dos locatários.

Texto por: Ricardo Silvestre


 

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