Espetáculos dos Simple Minds em Portugal adiados para junho de 2021

Já se esperava.

Simple Minds em Portugal

Foi em janeiro deste ano que revelámos que os Simple Minds estavam de regresso a Portugal. Pois bem, os espetáculos, agendados para 22 e 23 de junho, no Porto e Lisboa, respetivamente, foram agora adiados. Mas já temos novas datas.

Apontem na agenda: 21 de junho no Coliseu Porto AGEAS e no dia seguinte no Campo Pequeno, em Lisboa.

Naturalmente, os bilhetes já adquiridos mantêm-se válidos para as novas datas. Para quem não adquiriu, os bilhetes já se encontram à venda, variando entre os 22 e os 65€ para o Porto e entre os 29€ e os 65€ para Lisboa.

Jim Kerr e Charlie Burchill prometem um belíssimo espetáculo, cheio de nostalgia, claro, mas também para apresentar os temas de Walk Between Worlds, 18º disco editado em 2018.

Badoca Safari Park reabre portas no Dia Mundial da Criança

Os responsáveis estão prontos para receber toda a gente.

Badoca Safari Park

Foi a 17 de abril, ou seja, praticamente há mês e meio, que os responsáveis do Badoca Safari Park colocaram um apelo no Facebook, na medida em que o parque encontrava-se em risco de fechar portas definitivamente.

Na altura, a maior preocupação era a de garantir a alimentação e o bem-estar dos animais, bem como o pagamento das remunerações dos trabalhadores que, inevitavelmente, foram colocados em regime de layoff.

Nesse sentido, toda a disponibilidade e ajudas eram bem-vindas. Então, todos os que conheciam o parque, e não só, uniram-se, doando não só dinheiro, mas também alimentos para os animais.

Agora, e como divulgado há uns dias, o Badoca Safari Park prepara-se para reabrir portas no Dia Mundial da Criança. Ou seja, não fechou portas… e ainda bem.

O parque obteve através do Turismo de Portugal o selo “Estabelecimento Clean & Safe“, o que significa que é um espaço limpo e apto a receber visitas. Além disso, os responsáveis fizeram também questão de salientar que contrataram a empresa K-med XXI, que irá proceder a todas as normas exigidas através dos seu selos de certificação.

E como seria de esperar, todas as exigências obrigatórias e anunciadas para a reabertura de parques temáticos.

O Badoca Safari Park vai manter, dentro das regras, todas as atividades habituais dos 21 anos de existência. Podem consultá-las na página oficial.

Análise – Those Who Remain

Quem tem medo do escuro que acenda a luz.

Those Who Remain

Destino: Dormont. Uma pequena cidade no norte dos Estados Unidos da América onde coisas estranhas acontecem. Os seus habitantes desapareceram e parecem substituídos por figuras que se escondem no escuro. Há um crime por resolver e uma entidade sobrenatural à espera que seja feita justiça.

As influências desta aposta da portuguesa Camel 101 são claras, desde as obras de Stephen King, H.P Lovecraft, a séries como X-Files e Twin Peaks, de David Lynch, ou jogos como Alan Wake, da Remedy, ou o perdido P.T, de Hideo Kojima.

A lista é extensa, até porque todos eles partilham elementos temáticos e estéticos muito semelhantes entre si, mas Those Who Remain consegue, ainda assim, apresentar-se como uma aposta muito única e, quem sabe, até memorável, pelo menos dentro das produções nacionais.

Those Who Remain segue a história de Edward, um sujeito que, em tempos, tinha a vida perfeita, mas algo mudou quando perdeu a sua filha e a sua mulher. Com a sua vida a bater no fundo devido ao alcoolismo e a relações mais duvidosas, Edward encontra-se em Dormont em busca de redenção, mas a cidade parece tornar esse plano muito mais difícil do que ele estava à espera.

Apesar de lançado em 2020, Those Who Remain é um jogo muito old-school. É uma aventura narrativa na primeira pessoa que obriga à exploração e à leitura do ambiente à medida que vamos clicando em pontos de interesse, descobrindo pistas que tanto revelam informações importantes para o desenrolar da história, como são a chave para resolver puzzles e desafios. É, no fundo, um pouco como um point-and-click mais imersivo e dinâmico.

Se há coisa que admiro em Those Who Remain é a sua ambição e o quão contido o jogo tenta ser de acordo com as suas limitações e orçamentos. Este é um título independente, sem o flair e o brilho de altas produções, e deve ser visto numa lente mais leve.

Ainda assim, é de louvar o quão polido Those Who Remain é, no sentido em que está quase livre de qualquer tipo de bug ou glitch, recorrente em produções do género. No meu caso, só tive um ou dois problemas com controlos que deixaram de responder depois de morrer, mas nada que não se resolvesse com um reload.

Those Who Remain

Não é propriamente um jogo muito bonito, mas esforça-se para nos impressionar onde menos esperamos. Com uma palete escura e sempre em tons castanhos e cinzentos, Those Who Remain tem uma apresentação relativamente simples, mas que, volta e meia, dependendo da zona ou do nível, apresenta-nos ambientes extremamente detalhados e ricos. Enquanto as zonas exteriores são vazias e largas, os interiores são densos em objetos e adereços e com uma variedade enorme, contextualizada a cada área, como bibliotecas, esquadras da policia, igrejas, supermercados, casas, entre outros.

Há também um enorme foco a nível de efeitos de luz, reflexos e um estranho, mas admirável, uso de artes mórbidas e grotescas espalhadas pelos níveis. São tão cativantes como importantes para estabelecer o peso e o tom do mundo de Those Who Remain.

Ao longo do jogo, vamos visitando estas áreas, que funcionam como níveis ou capítulos com o seu início, meio e fim. Em cada um deles, temos que descobrir como avançar ou escapar, explorando as áreas, procurando chaves ou pistas, revisitando-os ou usando jogos de lógica de como aceder a divisões e outros pontos do nível. Além da exploração, e para tornar a experiência mais interessante, temos a resolução de puzzles, sempre variados e simples o quanto basta para nos fazer pensar.

Eu adoro puzzles e exploração em videojogos e gosto ainda mais deles quando estão de mãos dadas. Infelizmente, Those Who Remain é um pouco inconsistente na sua execução, com puzzles extremamente fáceis. Alguns são muito inteligentes, como, por exemplo, os que usam realidades alternativas; já outros são uma autêntica frustração, uma vez que parecem desenhados para serem difíceis (e que são resolvidos por mera sorte), mas acabam por sê-lo por questões meramente técnicas.

Those Who Remain usa a escuridão como mecânica. As zonas escuras escondem as figuras humanoides que nos consomem e, onde houver luz, estamos safos. Por apostar tanto na iluminação, o jogo conta com um excesso de escuridão, com valores de contraste que, por design, escondem imensos detalhes. Isto revelou-se um problema na minha experiência, especialmente quando, nas configurações, apenas podia mexer o slider de gamma, mantendo detalhes ocultos mesmo nas zonas mais escuras. E digo que é um problema porque alguma da exploração necessária ocultava pontos de interesse, como gavetas que guardavam documentos para a progressão.

Outro aspeto menos positivo são sequências onde algumas criaturas andam à nossa procura. Adoro a ideia de termos um stalker atrás de nós, mas, em Those Who Remain, estes fazem parte de puzzles de lógica. Até podem aumentar o risco e a tensão desses momentos, mas a sua inteligência artificial é muito irregular e esses momentos bastante aborrecidos. Acho que o jogo teria ganho mais em mantê-los de fora ou, então, com um ajuste nos checkpoints de acordo com a progressão feita nesses momentos, uma vez que, quando somos apanhados, voltamos muito atrás.

Those Who Remain

Mas voltando às coisas boas. Those Who Remain impressionou-me na sua promessa, no medo induzido pelo mundo e pelas suas criaturas sombrias. Os jump scares são difíceis de se fazer com a recompensa correta. Por um lado, podem cair no cliché e tornam-se repetitivos até perderem a força; por outro, podem existir só para nos chatear. Porém, Those Who Remain faz jump scares perfeitos sem grande esforço: basta o jogador virar a câmara para onde “não deve” durante a exploração e “buh”, as figuras no escuro fazem-nos arrepiar a espinha.

Estamos a navegar por uma área e algo de paranormal acontece, viramos uma esquina e vemos uma figura estática.. São imensos os momentos como estes e, mesmo que nos mentalizemos, é tão fácil perdermo-nos na imersão do jogo que qualquer coisa mais desconcertante nos assusta, como por exemplo a simples alteração de um quadro ou uma televisão desligada que, do nada, revela uma figura sombria. É incrível.

Those Who Remain é também um jogo com a duração certa. Grande e variado o suficiente para nos encher a barriga e pequeno o suficiente para se passar num dia, como um bom filme de terror. O medo induzido pelo mundo relativamente estático de Those Who Remain, juntamente com uma história interessante, com ramificações nas escolhas que tomamos, tornam o jogo aliciante e motivante para ir até ao fim numa só sessão.

Pode não ter o brilho e o polimento de outros grandes jogos, mas é extremamente eficaz na sua promessa. Um título a não perder para os fãs de horror.

Nota: Bom

Plataforma: PC, Xbox One e PlayStation 4
Este jogo (versão PC) foi cedido para análise pela Heaven Media.

Disney+ vai ser lançado a 11 de junho no Japão

É uma das estreias mais esperadas do ano, mas que apenas chega a Portugal em setembro.

Disney+ pode chegar

Ainda assim, sabe-se agora que o Disney+ vai ser lançado no Japão a 11 de junho.

O serviço de streaming da casa do Mickey vai entrar no mercado japonês com uma parceria de peso. O Disney+ entra em força naquele território com a ajuda com a NTT Docomo, a maior companhia telefónica no país.

Ainda assim, e apesar de já estar no país com o serviço Disney Deluxe, que foi lançado no passado, o Disney+ vai fazer a sua estreia no Japão já no próximo mês.

As subscrições do serviço existente vão ser atualizadas para a nova plataforma de streaming.

O Disney+ tem conteúdos da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e da National Geographic.

Já é possível seguir coleções na Peoople

9 em cada 10 pessoas pediram constantemente esta funcionalidade.

Peoople

Não é a primeira vez que falamos aqui da Peoople, app dedicada a recomendações que paga aos utilizadores pelas ações que vão fazendo naquela rede social.

Pois bem, e apesar de tudo o que a plataforma tem, havia algo em falta: não era possível seguir coleções criadas por outros utilizadores. Pois bem, isso mudou.

Para começarem a seguir uma Coleção, só têm que fazer click sobre o botão de “Seguir” que aparece no canto superior esquerdo do ecrã da aplicação.

Portanto, podem agora seguir as vossas coleções favoritas, pelo que serão dos primeiros a saber cada vez que o criador de respetiva coleção adicionar uma nova recomendação.

Diz a Peoople que 9 em cada 10 pessoas pediram constantemente esta funcionalidade.

Deixem o Pimba em Paz no Campo Pequeno já esgotou. Há data extra

Mas os bilhetes são mais caros.

Deixem o Pimba em Paz

Foi ontem, do nada, que a Everything is New, juntamente com a Força de Produção, Campo Pequeno e Audiomatrix, anunciaram em conjunto um espetáculo muito especial de Deixem o Pimba em Paz.

Pois bem, o espetáculo, marcado para a próxima segunda-feira, 1 de junho, esgotou em apenas 11 minutos. Dois mil bilhetes “voaram” assim do nada.

Dado o sucesso, é agora anunciada uma data extra para o dia seguinte, acontecendo no mesmo local. A diferença? O preço.

Enquanto que, para 1 de junho, cada bilhete custava 5€, para esta nova data já custam o dobro: 10€ por ingresso. No entanto, é expectável que esgote também muito rapidamente.

Nas redes sociais, fala-se que serão anunciados ainda mais dois espetáculos, totalizando quatro dias dedicados a Deixem o Pimba em Paz. Tal explica-se porque, em declarações à Antena 3, Alváro Covões, diretor da Everything is New, disse que iam anunciar espetáculos para os dias 1, 2,3 e 4 de junho.

Dois já estão, pelo que faltam somente mais dois. E como foram anunciados espetáculos de Deixem o Pimba em Paz para 1 e 2 de junho, é provável que este seja o tal espetáculo que Álvaro Covões falava. E faz todo o sentido, dado o hype que Bruno Nogueira gerou com os diretos no Instagram, fazendo com que, de momento, tenho 600 mil seguidores por lá.

Em palco, Bruno Nogueira, Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael e Nelson Cascais irão interpretar músicas de Quim Barreiros, Ágata, Marante e Marco Paulo, entre outros, mas com novos arranjos. No fundo, há uma desconstrução da música popular portugueses.

Esta trupe irá contar com as participações especiais de Salvador Sobral e Samuel Úria, pelo que resta-nos esperar para ver no que isto vai dar.

Mi Store Portugal celebra primeiro aniversário e promete descontos de até 500€

“1 ano, 5 lojas, 5 dias de festa, 5 prendas por dia” foi o mote escolhido para a campanha que arrancou hoje.

Mi Store Portugal

Queriam adquirir um produto Xiaomi nas lojas oficiais, mas estavam à espera de um bom desconto? Então talvez tenha chegado a oportunidade certa.

A Mi Store está prestes a celebrar o primeiro ano de existência por cá. Como tal, há que celebrar, pelo que os responsáveis vão assinalar a data com um festival de descontos.

Na prática, serão cinco dias de descontos exclusivos, disponíveis para toda a gente. “1 ano, 5 lojas, 5 dias de festa, 5 prendas por dia” foi o mote escolhido para a campanha que arrancou hoje e que estará ativa até 1 de junho, dia em que se assinala o primeiro aniversário da Mi Store em Portugal.

O melhor de tudo? Estão prometidos descontos que podem chegar aos 500€. No total, são 25 os produtos com desconto – cinco por dia – que vão desde o Mi Projector Laser 150, passando pelo Aspirador Vertical Mi Handheld Vacuum Cleaner, Mi Ninebot Mini, até à Mi Sphere Camera, composta por dois módulos de lente de olho de peixe.

Podem não só fazer as vossas compras no site oficial, como numa das quatro Mi Stores físicas existentes em território nacional: Rua Sá da Bandeira (Porto), Braga Parque, MarShopping (Matosinhos) e Oeiras Parque.

Depois dos menus digitais, há agora uma app para fazer pedidos nos restaurantes

Chega-nos por parte da Pleez, uma startup 100% portuguesa.

Pleez

Por estes dias, são várias as soluções das empresas que disponibilizam aos restaurantes ferramentas para que estes possam criar menus digitais. Mas e porque não apostar logo numa app dedicada?

É essa a proposta da Pleez, uma startup 100% portuguesa. A empresa nasceu no início deste ano com o objetivo de digitalizar a experiência do cliente e facilitar a gestão das equipas no canal Horeca, mas, com a COVID-19, teve de adaptar o seu sistema.

Assim, a startup criou uma app para que os clientes dos restaurantes façam os pedidos nos seus smartphones. Podem consultar o menu, realizar pedidos e pagar, isto sem que tenham de chamar um funcionário do espaço. Desta forma, promove-se o distanciamento social, a não partilha de ementas e evita-se a troca de dinheiro ou manuseamento de TPAs.

A médio e longo prazo, a Pleez tem como objetivo ajudar na organização das equipas nos restaurantes, facilitar a comunicação da cozinha com os empregados de sala, permitir a maior rotatividade das mesas, entre outros.

Sem qualquer investimento inicial para o restaurante, a Pleez apresenta várias modalidades de negócio, bem como várias soluções integradas que vão desde o uso simples da aplicação nos dispositivos móveis do cliente, ao uso de smartphones e tablets pelos empregados do espaço. A startup garante um preço abaixo do mercado e fixo ao longo do tempo, ou seja, sem aumentos pós-COVID.

Ciclovias.pt. Este site mostra um mapa das ciclovias existentes em Portugal

O projeto começou por focar-se em Lisboa. Depois cresceu para o resto do país.

Ciclovias.pt

Estávamos em 2009. As ciclovias andavam então a ser construídas em Lisboa, mas não existia um local, um mapa, que nos indicasse essas localizações.

Foi com esse intuito que, no final desse mesmo ano, começou a ser desenvolvido o portal CicloviasLX, com o objetivo de mapear as novas ciclovias que iam surgindo com o tempo.

O portal, desenvolvido por Francisco Seixas, disponibilizava então um mapa que podia ser editado por qualquer pessoa, uma característica que tornou possível a sua expansão. A partir daí, o site começou a ser descoberto por pessoas do país inteiro, que contribuíram com a adição de ciclovias, parques e outros pontos de interesse ao mapa.

Ou seja, o CicloviasLX acabou por ir crescendo graças ao trabalho voluntários dos interessados por esta matéria.

No entanto, e como o CicloviasLX começou a apresentar informações de todo o país, não fazia sentido manter esse nome. Foi daí que nasceu o Clicovias.pt, com um formato também mais atual, moderno e funcional, carregado de novas funcionalidades.

Lançado no início deste mês, o Ciclovias.pt quer ser O local para descobrir ciclovias, parques e outros pontos de interesse ao mapa. Afinal de contas, existem cada vez mais ciclovias em Portugal, algo que também está relacionado com a crescente procura de bicicletas, ótimos veículos de deslocação para trajetos relativamente curtos.

No novo projeto, além da interface totalmente redesenhada, é possível agora caracterizar as ciclovias quanto ao seu tipo (exclusiva a bicicletas, partilhada com peões ou partilhada com automóveis) e quanto ao sentido de circulação (bidirecional – opção ativa por omissão – ou unidirecional – caso em que, a partir de determinado zoom, aparecem setas indicando o sentido de circulação na ciclovia). O mesmo acontece para os parques, podendo estes ser caracterizados quanto ao seu tipo (em U invertido, tipo entorta-rodas e em onda, parecidos com os de U invertido), quanto à capacidade (por exemplo um parque com 4 Us invertidos dá para 8 bicicletas, uma vez que cada U permite trancar duas bicicletas, uma de cada lado) e quanto à cobertura (se são ou não cobertos, útil principalmente no inverno);

Agora é também possível escolher até três categorias por ponto de interesse, de forma a diferenciá-los no mapa. Além disso, pode-se ainda especificar o sistema de bicicletas partilhadas a que pertence cada estação (Gira, MobiCascais, Agostinhas, entre outras).

Mais do que nunca, o Ciclovias.pt necessita da ajuda dos utilizadores. Se encontrarem algum erro, se sabem de alguma ciclovia não presente no mapa ou se conhecem algum parque não mapeado, são livres de editar o mapa em conformidade, seguindo as instruções apresentadas no mesmo.

De resto, salientar que, como seria de esperar, montar um projeto destes requer muitas horas de trabalho, havendo sempre custos de manutenção envolvidos. O criador está a aceitar donativos e, como podem reparar aqui, os custos foram sempre superiores relativamente aos donativos. Portanto, e embora o futuro do site não dependa dos donativos dos utilizadores, podem sempre ajudar quem tanto se esforçou.

Instagram vai finalmente lançar ferramentas de monetização para os criadores de conteúdo

Mas não esperem ver essas funcionalidades disponíveis por cá nos próximos meses.

monetização

Quem segue os chamados influencers no Instagram, decerto já terá percebido que, de uma forma direta, estes não fazem dinheiro com aquela rede social, tendo de recorrer a formas alternativas de fazer render o seu conteúdo.

Por esta altura, praticamente toda a gente já terá passado por um post ou story com a hashtag #pub. Isto significa que esses criadores estão a ser pagos por marcas e empresas para falar de algo em específico na sua conta. E há também quem aproveite para promover links próprios, especialmente naqueles casos em que têm uma linha de produtos próprio para venda, como por exemplo peças de roupa.

Pois bem, eis que, finalmente, o Instagram lá se decidiu a criar novas ferramentas de monetização para os criadores. Numa primeira fase, serão alterações ao nível dos diretos e do IGTV.

A partir do próximo mês, os utilizadores que seguem os seus ídolos do Instagram vão poder apoiar os criadores com a compra de crachás (ver imagem acima) para demonstrar o seu apoio e contributo. Poderão comprar crachás de 0,99 doláres, 1,99 dólares e 4,99 doláres. Numa primeira fase, a totalidade do dinheiro angariado reveterá na íntegra para esses criadores de conteúdo.

Ainda sobre este caso em específico, os crachás irão aparecer junto do nome do utilizador que os adquiriu. Isto permite que se destaquem perante os outros comentários, pelo que os próprios influencers poderão agradecer em direto a quem contribuiu monetariamente.

Já na próxima semana irão chegar anúncios ao IGTV. Diz o Instagram que os criadores de conteúdo ficarão com 55% das receitas geradas. Neste caso, e numa primeira fase, os anúncios irão aparecer àqueles que virem um vídeo no IGTV, mas através do clique inicial no feed normal do Instagram. Cada anúncio terá uma duração máxima de 15 segundos, estando a ser testados os “spots” para onde colocar cada anúncio ao longo do vídeo. E claro, haverá a possibilidade de “saltar” o anúncio.

Como seria de esperar, estes recursos vão chegar primeiramente a um reduzido número de criadores nos Estados Unidos, escolhidos pelo próprio Instagram.

Já nos próximos meses, os crachás deverão ficar disponíveis em países como Brasil, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Turquia, Espanha e México. Não se sabe quando é que estas ferramentas de monetização estarão disponíveis para os criadores de conteúdos portugueses.

Foals, Local Natives e Boy Pablo no Super Bock Super Rock 2021

São nomes que transitam da agora cancelada edição deste ano para 2021.

Foals - Super Bock Super Rock 2021

Depois da proibição de festivais até 30 de setembro, depois de esses eventos terem sido adiados para o próximo ano, entramos agora numa nova era: a de reconfirmar nomes. E foi isso que o Super Bock Super Rock fez.

A Música no Coração, promotora do festival, reconfirmou agora os concertos de Foals, Local Natives e Boy Pablo para a edição de 2021. Estes três nomes atuam no Meco a 17 de julho.

Os Foals, cabeças de cartaz, atuarão no palco Super Bock, ao passo que os outros têm lugar garantido no palco EDP.

Recorde-se que o Super Bock Super Rock 2021 acontece de 15 a 17 de julho.

Além do Super Bock Super Rock, a Música no Coração tem ainda a seu cargo o Sumol Summer Fest, MEO Sudoeste, Galp Beach Party e o novo Jardins do Marquês – Oeiras Valley que, ao que tudo indica, irá mesmo realizar-se este ano.

Ellie mostra as suas habilidades no novo State of Play dedicado a The Last of Us Part II

25 minutos de jogabilidade, cinemáticas, mecânicas e até easter eggs.

Se não aguentam a espera para The Last of Us Part II, a PlayStation e a Naughty Dog trouxeram-nos um novo olhar profundo ao mundo e mecânicas da aclamada sequela que chega à PlayStation 4 já no próximo mês.

No vídeo, narrado pelo diretor do jogo, Neil Druckmann, ficámos a saber onde a história do jogo começa, com Ellie e Joel alguns anos depois dos eventos do primeiro título. Ficámos também a conhecer um pouco do que nos espera a nível de exploração e combate, agora num jogo mais vasto, com níveis mais abertos e com mais oportunidades de exploração que parecem tirar algumas notas a outros jogos da Naughty Dog, como Uncharted.

Porém, a cereja no topo do bolo são os últimos oito minutos nunca antes vistos, que acompanham uma missão de infiltração de Ellie, onde a podemos ver em ação, com diferentes abordagens, mais furtivas e ofensivas.

Toda a apresentação pode ser vista em 4K, mostrando um pouco de como o jogo se vai apresentar na PlayStation 4 Pro, quando for lançado para as consolas da Sony, já no dia 19 de junho.

Novo espetáculo de Deixem o Pimba em Paz vai acontecer a 1 de junho

E vai ter convidados de luxo.

Deixem o Pimba em Paz

Durante a quarentena, Bruno Nogueira foi entretendo milhares e milhares de pessoas que foram vendo os seus diretos no Instagram. Num deles, o humorista referiu que o disco gravado ao vivo do projeto Deixem o Pimba em Paz ia chegar às plataformas digitais.

Agora, e de modo a aproveitar o hype que Como é Que o Bicho Mexe gerou, a Everything is New juntou-se à Força de Produção, Campo Pequeno e Audiomatrix para, em conjunto, anunciarem um espetáculo muito especial de Deixem o Pimba em Paz.

Tudo acontece a 1 de junho, no Campo Pequeno, em Lisboa, dia em que Bruno Nogueira, Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael e Nelson Cascais sobem a palco para interpretar músicas de Quim Barreiros, Ágata, Marante e Marco Paulo, entre outros, mas com novos arranjos. No fundo, há uma desconstrução da música popular portugueses.

Em palco, esta trupe irá contar com as participações especiais de Salvador Sobral e Samuel Úria, pelo que resta-nos esperar para ver no que isto vai dar.

O melhor de tudo? Os bilhetes custam somente 5€, ficando disponíveis hoje, a partir das 22h, nos locais habituais e Ticketline.

Já sabem, será obrigatório o uso de máscara.

As novidades da Netflix para junho de 2020

Depois de, no dia anterior, a HBO ter divulgado os seus destaques do mês, chegou a vez da plataforma de streaming líder de mercado.

A Netflix divulgou as suas novidades para junho de 2020, onde há um claro destaque para séries, mas não só. Há também muitos filmes e documentários.

Séries:

Queer Eye

Há muita coisa a estrear em junho de 2020 na Netflix, como por exemplo a 5.ª temporada de Queer Eye a dia 5 de junho. Os Fab Five viajam até à histórica Filadélfia para revolucionar o estilo de heróis do dia-a-dia. Na cidade do amor fraternal, o amor-próprio supera tudo.

A Coisa Mais Linda

Destaca-se também a segunda temporada de A Coisa Mais Linda. Enquanto tentam virar a página sobre a sua recente tragédia, Malu e as amigas lidam com desafios profissionais e amorosos e enfrentam as injustiças com coragem. A 2.ª temporada desta série brasileira estreia a 19 de junho.

Dark

Mas o grande destaque do mês vai para Dark. A 3.ª temporada estreia a 27 de junho na Netflix. A série negra que desafia a linha temporal chega à sua conclusão num estranho novo mundo, onde certas coisas parecem familiares e outras nem tanto.

The Sinner: Jamie (19 de junho), Marcella (14 de junho) e The Politician (19 de junho) são outras das entradas no catálogo. Há ainda tempo para a 4.ª temporada da Rainha do Sul.

Filmes:

The Last Days of American Crime

A nível original, o destaque vai para dois filmes. The Last Days of American Crime conta a história de um ladrão que se junta a um plano para executar um último e histórico assalto antes de o governo passar a emitir um sinal público que controla a mente e acaba com o crime. A data de estreia é a 5 de junho.

Bala Perdida estreia a 19 de junho e fala de um um mecânico cadastrado que é recrutado pela polícia para tornar os carros-patrulha mais rápidos nas perseguições de alta velocidade, mas o perigo que o persegue é mais veloz.

A saga inteira de Twilight entra também na plataforma de streaming a 6 de junho.

Documentários:

Há várias entradas fortes este mês. Porém, destacam-se duas produções.

Lenox Hill

Lenox Hill estreia a 10 de junho na Netflix. Do parto à neurocirurgia, esta série documental mostra de perto a rotina de quatro médicos do Hospital Lenox Hill, em Nova Iorque.

Há, ainda, Babies:Parte 2, a 19 de junho. Enquanto os bebés descobrem o mundo à sua volta, uma pesquisa inovadora sugere que estes já nascem preparados para lidar com as complexidades da vida humana.

Crítica – Fetch the Bolt Cutters (Fiona Apple)

Fetch The Bolt Cutters é, até ver, o melhor álbum do ano. Roubar-lhe o lugar não vai ser fácil!

Fetch the Bolt Cutters - Fiona Apple

Já lá vai mais do que uma década desde que comecei a explorar a discografia de Fiona Apple. Quando Idler Wheel… foi lançado, pode-se dizer que fiquei rendido. Num mercado a 1000 à hora, a artista marca o seu próprio passo e, quando produz música, fá-lo com cabeça, tronco e membros.

Oito anos depois, Fiona regressa com um álbum onde, mais do que em controlo, prova que chegou a uma fase da sua vida em que a compreendeu, aceitou e absorveu como ela é. Nem tudo é linear e, muito menos, justo.

Fetch The Bolt Cutters é metafórico e literal ao mesmo tempo, surgindo fruto de uma necessidade de desabafo. É o descarregar de oito anos de pensamentos soltos e divagação, expondo o que precisa de ser exposto (por muito incomodativo que possa ser) e deixa clara a posição da cantora em relação a várias temáticas sensíveis.

O álbum abre com um estrondo. Fiona revelou que o simbolismo de “I Want You To Love Me” já mudou inúmeras vezes: já foi sobre uma relação qualquer, já foi sobre a sua relação com Jonathan Ames… Com o término da relação afetiva com Ames, colocou outro tipo de carga emocional na canção, a de aceitação. No presente, Fiona revelou que fez pazes com o rumo que a sua vida tomou, tanto os momentos positivos e negativos. A verdade é que foi a soma destas duas partes que a tornaram no ser consciente e equilibrado que é hoje.

“Fetch The Bolt Cutters” é a música mais poderosa do álbum, surgindo como um ajuste de contas para com a forma como foi tratada e rotulada em 1997 pelo discurso de aceitação sincero e sem filtros dos VMA, quando os media, a crítica e os fãs esperavam uma postura de menina bonita do Pop. Com a ascensão do Pop como género musical e da Cultura Pop como estilo de vida, nasceu o consumismo estético express, moldando a vida dos jovens para se adaptarem constantemente ao novo “cool“.

Fiona Apple lutou contra o facto de terem tentado moldá-la e rotulá-la de Pop Star, tendo sido quase “excomungada” de tudo o que é cobertura jornalística e de consideração para prémios. Ao fim destes anos todos, enquanto as Pop Stars da turma dos anos 90 ou desapareceram com o tempo ou continuam a moldar-se ao mainstream sem brio e brilho (sobrevivendo de sucessos do passado), Fiona Apple mantém-se fiel a si própria e lança mais um álbum memorável. Se refletirmos bem, acaba por ser irónico a forma como, 23 anos depois, Fiona Apple vem abanar a estrutura Pop, provando que era ela quem estava correta.

“Under The Table” é uma música sobre um momento em particular da vida da cantora, mas que retrata um largo leque de situações com as quais já nos deparámos (ou vamos deparar) muitas vezes ao longo da vida: Quando é suposto sermos politicamente corretos para agradar a alguém (muitas vezes por vontade de terceiros) e decidimos manter a integridade ao invés de cair nas boas graças dessas pessoas que, na realidade, não nos dizem nada. O mais certo é sofrer negligência, mas as pessoas autênticas como Fiona não se deixam afetar.

A meio do álbum surge uma sequência intensa e forte de músicas (“Relay”, “Newspaper” e “Ladies”) que alerta para a necessidade do feminismo como factor de união e respeito entre as mulheres.

A nomeação de Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos e toda a confusão com acusações relativas ao passado do mesmo causou revolta em Fiona. Desta forma, esta decidiu usar “Relay” para expor a agressão sexual que sofreu quando tinha 12 anos e ironizar o facto de, grande parte das vezes, ser considerado que a vítima também tem culpa, só porque o agressor vem de “boas” famílias, como é o caso de Brett: “I resent you for being raised right / I resent you for being tall / I resent you for never getting any opposition at all / I resent you for having each other / I resent you for being so sure / I resent you presenting your life like a fucking propaganda brochure“.

“Newspaper” aborda aquele tipo de relação abusiva onde o homem começa uma relação extra-conjugal e ilude ambas as mulheres até ser descoberto. Nesse momento, a mentira é tão grande que cria atrito entre as duas sem se conhecerem: “I wonder what lies he’s telling you about me / To make sure that we’ll never be friends / And it’s a shame because you and I did not get a witness / We’re the only ones who know“. Para Fiona, é urgente que a união entre as mulheres seja maior, de modo a evitar situações onde ficam uma contra a outra, despenalizando o verdadeiro culpado pela situação.

“Ladies” aproveita o fio condutor de “Newspaper”. A intro com a palavra “Ladies” repetida de forma condescendente (que se repete ao longo da música) vem reforçar a ideia da tentativa do homem em distorcer a traição. Fiona descreve estar confortável com a situação, tendo feito paz com o facto de existirem homens assim, partilhando o tom de condescendência característico da intro: “There’s a dress in the closet / Don’t get rid of it, you’d look good in it / I didn’t fit in it, it was never mine / It belonged to the ex-wife of another ex of mine“.

Já “Heavy Baloon” é uma metáfora que retrata as pessoas que lutam contra a depressão e tentam disfarçar, mostrando que estão felizes e num bom momento. Apple faz a analogia entre esse “sentir” e “mostrar”, usando de forma genial a oposição entre os versos e o refrão. Os versos são sarcásticos e obscuros: “In the middle of the day, it’s like the sun / But the Saharan one, it’s staring me down / Forcing all forms of life inside of me to retreat underground“. Os refrões são agressivos e determinados: “I spread like strawberries / I climb like peas and beans / I’ve been sucking it in so long / That I’m busting at the seams“.

Segundo consta, “Cosmonauts” foi inicialmente escrita para This is 40, de Judd Apatow, que explora a vida familiar e relações humanas. Fiona Apple revelou que foi um desafio, dado que a cantora não sabe se está predisposta à ideia de partilhar a sua vida com alguém a título definitivo, acreditando que a monogamia não é algo impossível: “I did have hope when I was writing that song, and honestly, there’s absolutely hope that I could find a relationship. But I don’t really want to. (…) I like my life how it is, and I don’t feel very romantic these days“. A música não foi incluída na banda sonora do filme, acabando por ser re-trabalhada e lançada oficialmente neste álbum.

Foram precisos oito anos de espera por nova música, mas considero que valeu a pena. Não é um álbum fácil de ouvir, porque é complexo quer na sua composição sonora, quer no teor das letras. Mas se o explorarem devidamente e dedicarem tempo a compreender as mensagens por detrás dele, vão perceber que a genialidade associada a Fiona Apple não é obra do acaso.

Só para finalizar, Fetch The Bolt Cutters vai-se tornar, muito provavelmente, no melhor álbum do ano, num dos melhores desta nova década e, certamente, num álbum intemporal.

O álbum já está disponível em plataformas como o Spotify. O formato físico (CD e Vynil) só será lançado a 17 de julho, mas já é possível fazer pré-reserva.

Análise – Creative Outlier Gold

Os meus novos melhores amigos.

Creative Outlier Gold

O conceito não é novo, nem mesmo quando a Apple introduziu os seus AirPods em 2016, algo que quebrou a indústria dos dispositivos móveis e que fez as grandes marcas questionarem-se sobre a inclusão de fichas áudio em smartphones.

Mas foi também nessa mesma altura que começámos a ver outras marcas de periféricos a produzirem e a tentarem reinventar os produtos, de forma a ir de encontro ao desejo e necessidades dos utilizadores, ao mesmo tempo que se adaptavam à nova realidade de um mundo cada vez com menos fios.

A Creative não é estranha a inovações. Tal com a Apple, a marca teve um papel decisivo no mundo dos leitores MP3, sendo uma solução mais acessível e extremamente popular nos ecossistemas exteriores à Maçã. Por estas razões e pelo facto de ser uma marca dedicada a equipamentos áudio, não seria de estranhar que não nos chegasse com alternativas aos auscultadores sem fios. E é aqui que entram os Creative Outlier Gold.

Durante as últimas semanas tive a oportunidade de utilizar os Creative Outlier Gold de forma bastante regular. Não tenho muita experiência com este tipo de dispositivos, mas estes não foram os primeiros que usei. Na verdade, devo admitir que não sou muito fã da forma como estes produtos funcionam e, por apenas ter experimentado soluções mais budget, já tinha alguns preconceitos provenientes do passado. Porém, posso dizer que os Creative Outlier Gold surpreenderam-me. Pela positiva, claro.

Começo pelo seu design e utilização. Tal como outros equipamentos do género, há uma grande aposta no estilo e na apresentação e, nesse campo, os Creative Outlier Gold não se ficam atrás. Estes tipos de auscultadores podem ser pequenos, simples e livre de fios, mas, se não tiverem uma caixinha onde os possamos guardar, parece que perdem a sua magia.

Creative Outlier Gold

Com um design ovalizado, os Creative Outlier Gold destacam-se pelo seu tom meio dourado e por um grande botão no seu centro, onde um anel luminoso pisca ou mantém-se ligado. O aspeto dos Creative Outlier Gold é extremamente moderno e, apesar de serem uma solução bastante acessível, aparentam ser produtos premium. Mesmo no seu manuseamento, apesar de se notarem os plásticos, os Creative Outlier Gold são sólidos e não são nem pesados o suficiente para parecerem desconfortáveis, nem leves ao ponto de parecerem baratos e frágeis.

O seu design oval, com pontas de borracha, tornam-nos também muito confortáveis de se usar. Atendendo às indicações L e R, não há como enganar. São fáceis e intuitivos de se colocar e, no meu caso, com as borrachas originais, encaixam no meu ouvido com toda a perfeição.

O conforto e utilização dos Creative Outlier Gold é, no mínimo, impressionante. Até mesmo com auscultadores tradicionais, é muito raro encontrar um par que se mantenha estável e confortável nos ouvidos mesmo em movimento. A maioria das vezes que utilizei os Creative Outlier Gold foi a fazer exercício, com muito movimento, e não me lembro conscientemente de alguma vez ter tido necessidade de os tirar ou ajustar.

Este sentimento positivo deve-se também ao facto de ser muito fácil deixarmo-nos levar e esquecermo-nos que os temos posto por ficarem tão fixos e serem tão leves. São tecnicamente “invisíveis”.

Fora de uso, temos a tal caixinha para os guardar. Também com um design muito único, quase cilíndrico, que revela uma gaveta muito satisfatória de se abrir, podemos colocar os Creative Outlier Gold em descanso enquanto carregam a energia gasta graças à bateria de 450mAh interna, carregada via USB-C. Igualmente leve, compacta e fácil de utilizar, não é tão pequena como outras soluções da concorrência, mas faz um excelente trabalho naquilo que pretende e fica bem exposta em qualquer secretária. Esta caixa tem ainda indicadores LED que nos dão informações muito simples, como se está a carregar, se os auscultadores estão lá dentro e se é preciso ou não carga.

Creative Outlier Gold

Com a promessa de que, a cada carregamento, podemos usufruir de 14 horas e atingir as 39 horas apenas com energia da sua caixa, devo dizer que foi muito difícil de medir exaustivamente os limites da sua capacidade. E isto é excelente, na medida em que, quando não precisava dos Creative Outlier Gold, colocava-os na caixa e, mais ou menos de dois em dois dias, colocava a caixa, com os auscultadores lá dentro, a carregar algum tempo sem grande preocupação. Assim, nunca senti necessidade real de os carregar, nem atingi um momento em que ficaram a pedir carga. No fundo, menos uma preocupação.

Os Creative Outlier Gold são à prova de suor, o que é excelente para os mais ativos, e contam com funções integradas dos assistentes Siri e Google Assistant. A sua interface é feita com os seus botões em cada um dos auscultadores, que servem também de botão de sincronização, e é onde a sua ergonomia apresenta alguns desafios. Usar os botões com os Creative Outlier Gold colocados é difícil, pois obriga a que se faça alguma pressão contra os ouvidos, algo que se torna desconfortável. Penso que esta interface poderia ser trabalhada, com botões mais fáceis de clicar. No entanto, isto faz com que, certamente, não existam cliques acidentais.

A nível de funcionalidades, os Creative Outlier Gold contam com tecnologia Bluetooth 5.0, revelando uma qualidade e consistência de sinal fantástica, mostrando apenas algum conflito quando nos afastamos dos equipamentos ou estes começam a ficar sem bateria. E há a possibilidade de fazer chamadas com uma qualidade impecável.

A qualidade do som não é, no entanto, nada de espetacular. É boa para o preço de admissão dos Creative Outlier Gold, com um som claro, mas um pouco seco. Contudo, com a aplicação para smartphones, é possível ajustar o tremble e o bass ao nosso gosto, tornando o som mais encorpado.

Os Creative Outlier Gold contam com tecnologia SXFI, uma melhoria que, na minha experiência, é altamente descartável. Esta função está apenas disponível para smarphones e promete ajustar a experiência sonora através de uma reconstrução holográfica nas nossas cabeças e ouvidos. Esta promessa, que mais parece saída de um filme sci-fi, deixa, no entanto, muito a desejar, aplicando filtros e ecos à experiência que tentam imitar um ambiente espacial de uma sala de concertos ou de cinema.

Creative Outlier Gold

É também de notar que esta função apenas funciona no player da Creative, com ficheiros locais no armazenamento do smartphone. Isto leva-me a crer que a função de scan cranial é uma forma discreta da Creative receber informação do tamanho das nossas cabeças para melhorar futuros produtos.

Apesar dos extras desnecessários e outros que simplesmente não uso, os Creative Outlier Gold converteram-me. Sei que uma qualidade sonora de excelência, livre de ruídos e com cancelamento de ruídos ativos, fica muito além dos orçamento mais contidos, mas não quer dizer que não haja boas soluções no mercado que comecem a substituir facilmente os habituais auscultadores sem fios.

Por 99,99€ (preço recomendado na loja da Creative), os Creative Outlier Gold valem todos os cêntimos. A qualidade de som é muito satisfatória, a consistência da ligação não revela falhas frequentes, são extremamente confortáveis e fáceis de usar e de arrumar. São, sem dúvida, os meus novos melhores amigos para ouvir música e podcasts durante o trabalho e sessões de exercício.

Nota: Muito Bom - Recomendado

Este dispositivo foi cedido para análise pela Creative.

Fast and Furious Crossroads recebe o seu primeiro vídeo de jogabilidade

E tem imensas explosões.

fast and furious crossroads

A série de filmes que começou por contar os dramas de um grupo de ladrões de leitores VHS que fugiam em carros modificados transformou-se numa das séries de ação e aventura mais populares do cinema.

Esta não é a primeira aposta no mundo dos videojogos, mas parece ser aquela que quer ser levada mais a sério. Revelado no final de 2019, Fast and Furious Crossroads continua as aventuras de Vin Diesel e companhia além da história dos filmes, com missões cheias de velocidade e ação à volta do mundo.

O título, que conta com Diesel e Michelle Rodriguez a darem as vozes às suas personagens correspondentes, recebeu agora o primeiro vídeo de jogabilidade, deixando-nos espreitar um pouco a premissa do jogo e os seus visuais.

Fast and Furious Crossroads vem com uma campanha que pode ser jogada a solo ou em equipa, com diferentes níveis e sequências explosivas cheias de adrenalina, mas não parece apostar muito nos visuais, parecendo bem mais old-gen do que muitos jogos atuais.

Desenvolvido pelos estúdios responsáveis por Project CARS, a Slightly Mad Studios, e com lançamento para PC e consolas a 7 de agosto, pode ser que melhore nesse aspeto.

A PlayStation 5 pode ser revelada já para a semana

Estamos todos à espera.

DualSense PlayStation 5

Já se especulava que a Sony fizesse um novo evento dedicado à PlayStation 5 algures entre maio e junho, com a probabilidade de calhar no próximo mês.

Agora, e ainda sem confirmação oficial, tudo indica que o evento aconteça já no próximo dia 3 de junho.

Segundo o portal Bloomberg, os representantes da Sony recusaram-se a comentar os recentes rumores, dando a entender que o evento está muito próximo dessa data, se não for mesmo essa a agendada internamente.

Até agora, os detalhes sobre a consola da próxima geração da Sony têm sido largados a pouco e pouco, como a revelação do logo, das características internas e, mais recentemente, do seu comando.

Para este evento virtual, espera-se que fiquemos a conhecer o seu design, os seus jogos e, quem sabe, o seu preço. Afinal de contas, se queremos uma PlayStation 5 já este Natal, temos que começar a poupar uns trocos.

Depois de Justice League, o realizador de Suicide Squad quer relançar o seu filme

Mas será que queremos ver?

suicide squad

Os fãs juntaram-se, gritaram e pediram. O realizador e até o elenco de Justice League uniram-se. E os estúdios lá cederam. Justice League vai ser relançado em 2021 no HBO Max, numa reedição que promete satisfazer os fãs e a visão do realizador, Zack Snyder.

Esta notícia podia passar despercebida, não fosse Justice League a tentativa de resposta ao trabalho da Marvel com o sucesso dos Avengers, e não fosse abrir portas à possibilidade de virmos a assistir à reedição de filmes menos bem recebidos.

A interferência dos estúdios nas grandes produções não são novidade, mas, ao que parece, há filmes que sofrem mais do que outros. Um desses exemplos parece ser Suicide Squad, o filme de vilões da DC considerado por muitos uma autêntica catástrofe, apesar de ter todos os ingredientes para resultar.

David Ayer, o seu realizador, parece ser bastante vocal quanto à qualidade do seu filme, referindo várias vezes ao longo dos últimos anos que o filme lançado nada tem a ver com a sua visão. Agora, o realizador parece estar com vontade de mostrar a sua versão ao mundo.

Segundo Ayer, a sua versão do filme seria extremamente “fácil de completar”, pois o filme que foi lançado comercialmente foi reeditado até à exaustão, tornando-se bem diferente do que o planeado.

https://x.com/DavidAyerMovies/status/1264976357718515719

Obviamente que este é apenas um desejo e não uma confirmação de que vai acontecer, algo que irá ficar nas mãos da Warner Bros.. Neste momento, a empresa vai dar prioridade à sua espécie de sequela, agora realizada por James Gunn.

Mas mesmo que Zack Snyder’s Justice League se revele minimamente satisfatório e rentável para a WB e HBO em 2021, quão diferente poderia ser este Suicide Squad? E mais importante do que isso, será que o público realmente o quer?

Razer revela um novo tapete de rato gigante

Mas há tamanhos para todas as secretárias.

Gigantus V2

A marca de periféricos gaming Razer revelou quatro novos tapetes dedicados a jogadores, e não só, de tamanhos e feituos diferentes.

Conheçam a coleção Gigantus V2, que, como o seu nome propõe, conta com um modelo bem grande. Mas não é só no tamanho que se destaca. Com uma superfície melhorada, com uma malha mais densa e uma borracha posterior anti-derrapante, o Gigantus V2 promete uma experiência suave e fixa.

O Gigantus V2 surge em quatro tamanhos diferentes. O médio, mais tradicional, de 360 x 275 x 3mm, passando pelo L e o XXL, de 450 x 400 x 3mm e 940 x 410 x 4mm, respetivamente, e terminando no 3XL, de 1,200 x 550 x 4mm.

Estes novos tapetes são simples e contêm um rebordo onde se destaca o acabamento verde icónico da marca, o que, por um lado, significa que não há iluminação personalizada, mas, por outro, poupa-nos uma porta USB do nosso computador.

Porém, os mais exigentes podem sempre personalizar os seus tapetes com imagens e designs oficiais de alguns dos jogos mais populares através da Razer Customs.

Os tapetes Gigantus V2 já se encontram à venda na loja da Razer.