Música – Álbuns essenciais (abril 2021)

No meu mês de anos, antecipava um leque de álbuns de artistas que me são familiares, e foi o que aconteceu. No entanto, foram os que mais desiludiram (das quais The Offspring, Royal Blood e Porter Robinson). Ainda assim, “em abril álbuns mil”, e há alguns que merecem ser falados.

Os destaques? AJ Tracey deu mais um passo na direção certa para se evidenciar no panorama rap do Reino Unido; Brockhampton lançam o primeiro dos dois álbuns finais da banda; Julia Stone regressa com aquele que deve ser o seu melhor trabalho a solo; e Sharon Van Etten faz um remaster de celebração ao seu álbum Epic, com presenças muito distintas e especiais. Isto e muito mais já em seguida.

[Artigo de álbuns essenciais de Março]

AJ Tracey – Flu Game

aj tracey flu game

Género: Rap/Trap

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As referências quer na capa do álbum, quer no nome do mesmo, são claras: Michael Jordan em concreto, basquetebol no geral. Em relação às músicas em si, têm o seu quê de UK Drill, mas concentram-se em batidas mais aproximadas do Rap festivo.

Não é um álbum extraordinário, mas é sólido e tem faixas que, certamente, vão pautar o portfólio deste rapper britânico em ascensão.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Kukoč (ft. NAV)
> Cheerleaders
> Eurostep
> Little More Love
> West Ten (ft. Mabel)

Brockhampton – Roadrunner: New Light, New Machine

brockhampton roadrunner

Género: Rap

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O lançamento deste álbum veio acompanhado de más notícias: será lançado mais um álbum em 2021, que será o último da banda.

O anúncio desta separação levanta um ponto que quero abordar já há algum tempo: a dificuldade crescente de manter bandas unidas, a longo prazo, na indústria musical.

Não é mentira nenhuma quando se diz que os elementos mais difíceis de substituir numa banda são os vocalistas. Apesar de, atualmente, o protagonismo ser menos repartido entre os vocalistas e restantes membros da banda, também existe bastante distinção entre bateristas, baixistas e, sobretudo, guitarristas. O problema prende-se com dois fatores que vieram remar na direção que a indústria musical se encontra: as músicas, para serem comercializáveis, não podem ter mais de quatro minutos (daí muitas vezes existirem versões editadas exclusivamente para rádio), rematando o foco para as partes da músicas com vocais, o que impede os restantes músicos de mostrar o ar da sua graça através de solos; e cada vez mais, um vocalista com formação musical, consegue fazer todo o trabalho de uma banda sozinho.

Julgo que o ponto de viragem em que os vocalistas começaram a perceber o poder que tinham foi após a morte do Freddy Mercury. Mais do que os instrumentos, as vozes são únicas, carismáticas e insubstituíveis e, como tal, diferentes vocalistas mudam completamente qualquer música.
Este problema ganha contornos sérios quando o tema é a divisão de dinheiro, pois é chato haver discrepâncias quando todos os artistas estão em palco a contribuir de forma equilibrada para um produto final que é a “música”.

Os Brockhampton são uma banda composta atualmente por 13 elementos (já foram 16), dos quais 11 estão diretamente ligados à produção musical, sendo que, desses, seis são vocalistas. É difícil imaginar como é feita a distribuição de dinheiro. Depois ainda há outra problemática em manter as bandas unidas: o facto de nem toda a gente conseguir trabalhar bem em conjunto. Quantos mais, maior a probabilidade disso acontecer, graças a egos, teimosias e ideologias distintas. A era digital só veio acelerar o processo de separação das bandas (mas isto já é um ponto para falar noutra ocasião).

Este álbum, apesar de ter vários convidados especiais (A$AP Rocky, A$AP Ferg, Baird, Danny Brown, JPEGMAFIA, SoGone SoFlexy e Charlie Wilson), continua a ser um disco onde os Brockhampton seguem iguais a eles próprios, com exceção deste ser um trabalho mais puro no que toca a Rap, contrastando com álbuns anteriores, onde as sonoridades mais Funky eram uma constante.

O desejo que fica é que, se a banda se vai separar, que seja com estrondo. Este álbum cumpriu com as expectativas com sucesso. Venha o último!

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> BUZZCUT (ft. Danny Brown)
> BANKROLL (ft. A$AP Rocky & A&AP Ferg)
> I’LL TAKE YOU ON (ft. Charlie Wilson)
> WHAT’S THE OCCASION?
> DON’T SHOOT UP THE PARTY

Cory Hanson – Pale Horse Rider

cory hanson pale horse rider

Género: Chamber Pop/Neo-Psychedelia

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Música que faz bem à alma. Gravado no estúdio de casa de Cory Hanson, em Joshua Tree, Pale Horse Rider é daqueles álbuns que transcendem a música e captam o estado de espírito do local onde foram produzidos, neste caso com sonoridade muito cósmica.

É caracterizado por melodias suaves e coesas com um toque de psychedelia e letras que captam sentimentos melancólicos e sorumbáticos, mas que, ao mesmo tempo, aquecem o coração como se de uma mão amiga no ombro de tratasse.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Paper Fog
> Angeles
> Bird of Paradise
> Pigs

Dawn Richard – Second Line

dawn richard second line

Género: Alternative R&B/Electronic

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Longe vão os tempos das Danity Kane sob a alçada de Sean Combs (mais conhecido como P. Diddy), mas Dane Richard aproveitou o empurrão e, das cinco integrantes da banda Pop/R&B montada em laboratório, foi a única que conseguiu materializar as suas qualidades musicais para uma carreira a solo.

Só na última década lançou quatro álbuns, todos eles de qualidade. Nesta década, já com 37 anos, continua o legado com a frescura e brilho de quem acabou de começar a carreira. Second Line parte na linha da frente no que toca a Alternative R&B.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Nostalgia
> Boomerang
> Bussifame
> Pressure
> Mornin | Streetlights
> SELFish (Outro)

Dinosaur Jr. – Sweep It Into Space

dinosaur jr sweep it into space

Género: Alternative Rock

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A primeira coisa que me vem à cabeça quando ouço este álbum dos Dinosaur Jr. é “Pearl Jam”. Apesar de ser muito homogéneo quando colocado a tocar intercalado com trabalhos anteriores, consegue ter a qualidade e força de vontade para se distinguir como um bom álbum. Verdade seja dita também, os Dinosaur Jr. já fazem música juntos desde 1984, logo chega a um ponto que não só é arriscado tentar algo diferente, como imprudente para o legado da banda.

No fim do dia, o mais importante é manter os fãs satisfeitos, conservando o seu apoio, e este álbum é uma autêntica prenda nesse aspeto. Nota para o trabalho de guitarra fantástico de J. Mascis.

Resumindo, os Dinosaur Jr. estão como querem, na flor da sua carreira.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> I Ain’t
> To Be Waiting
> Hide Another Round
> And Me

Dropkick Murphys – Turn Up That Dial

dropkick murphys turn up that dial

Género: Celtic Punk/Hardcore Punk

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Já vem um bocado fora de horas, mas se costumam celebrar o St. Patrick’s Day só pela temática festiva e pelo facto de envolver um ambiente amigável, têm aqui um bom set de músicas para integrar na vossa playlist.

A verdade é que também não existem muitas bandas de Celtic Punk, mas dentro do género, os Dropkick Murphys são os mais populares, muito graças a músicas célebres como “I’m Shipping Up To Boston” ou “Rose Tattoo”.

Este álbum consegue manter a fórmula de sonoridade celta, juntamente com refrães perfeitos para cantar em conjunto. Embora não tenham a pujança de outros tempos, continuam com uma vitalidade invejável, já na casa dos 50.

Classificação do álbum: ★★

Músicas a ouvir:

> Turn Up That Dial
> L-EE-B-O-Y
> Queen Of Suffolk County
> Smash Shit Up

Dry Cleaning – New Long Leg

Dry Cleaning New Long Leg

Género: Post-Punk/Post-Rock

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Tenho a certeza que este é um álbum que vai agradar a poucos à primeira reprodução, porque não tem nenhum “auge” propriamente dito, nem nada que nos falta saltar da cadeira. No entanto, não tem uma única música menos boa, de uma ponta à outra. A forma como Florence Shaw se atira a cada canção, com serenidade, indiferença e ponderação não só cria uma aura cool, como dá espaço ao resto da banda para brilhar nos respetivos instrumentos (nota para os riffs). O resultado desde trabalho conjunto é um produto final hipnotizante, sem pressa para chegar a lado nenhum, mas com o poder de se enraizar nos nossos canais auditivos.

Isto já foi feito no passado por outras bandas e, ainda assim, parece que os Dry Cleaning descobriram a fórmula secreta no seu álbum de estreia.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Scratchcard Lanyard
> Strong Feelings
> Her Hippo
> New Long Leg
> John Wick

girl in red – If I Could Make It Go Quiet

girl in red if i could make it go quiet

Género: Indie Pop/Dream Pop

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Da Noruega para o mundo, Marie Ulven Ringheim lança finalmente o seu álbum de estreia (produzido por Finneas), ao fim de três anos a lançar singles e este é composto por tudo o que foi prometido até então. Sonoridades fáceis de absorver, a um ritmo semi-acelerado com influências do indie rock, que se condensam e misturam quimicamente com a voz “deram-pop” de Ulven.

Já as letras continuam com o grau de intimidade dos singles que começaram a fazer de Ulven o novo prodígio do panorama Teen Pop. Com este álbum, grita que Ulven é mais do que uma wonderkid. É a próxima grande promessa do Pop e já só falta o mundo reconhecer esse facto.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Serotonin
> Body and Mind
> Midnight Love
> You Stupid Bitch

Julia Stone – Sixty Summers

julia stone sixty summers

Género: Folk/Dance-Pop

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Como fã de longa data dos irmãos Stone, que pautaram o panorama Folk na transição para a década que passou e meteram o mundo a cantar a “Big Jet Plane” em uníssono, é sempre com antecipação que aguardo qualquer álbum de Angus e Julia (em conjunto ou a solo). Apesar de não ter gostado particularmente do trabalho que fizeram com Rick Rubin em 2014, nem do álbum que o sucedeu, valeu pelo facto de termos tido outra oportunidade para ver os dois irmãos juntos novamente, após a separação premeditada em 2010.

Ambos lançaram carreiras a solo e Angus Stone foi o primeiro a conseguir atingir o sucesso, neste caso com Broken Brights, em 2012. Já Julia Stone precisou de 11 anos, mas valeram a espera.

Em Sixty Summers, apesar de ter mantido tudo o que a caracteriza a nível vocal, em sonoridade saiu da área de conforto e, com a ajuda da magnífica St. Vincent, produziu um álbum diferente. Quem gosta do material produzido por Lykke Li vai encontrar em Sixty Summers mais um álbum para desfrutar.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Break
> We All Have (ft. Matt Beringer)
> Substance
> Dance
> Who
> Easy

Nick Waterhouse – Promenade Blue

nick waterhouse promenade blue

Género: Rhythm and Blues

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Promenade Blue, com destaque para o “blues”, é um álbum que traz entretenimento e nostalgia de uma ponta à outra. Nos dias de hoje, a abordagem musical que este álbum oferece pode soar estranha, mas, nos anos 60, qualquer uma das faixas deste álbum podia ser ouvida na rádio.

Como alguns chamam a este álbum e eu tenho de concordar: Uma carta de amor a outros tempos.
O mais fascinante é mesmo como Nick Waterhouse se transforma de álbum para álbum. Talento não lha falta, mas a altura de encontrar o seu som e apostar nisso está aí. A questão é: Será que é este?

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Place Names
> Vincentine
> Very Blue
> Proméne Bleu

Rhiannon Giddens – They Are Calling Me Home

rhiannon giddens they are calling me home 1

Género: Folk/Country

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Seis dias na Irlanda (onde tem parte da sua vida), foi o tempo necessário para Rhiannon Giddens criar esta obra de arte. They Are Calling Me Home prima pela simplicidade, sem que para a conseguir tenha sido preciso abdicar do que quer que seja. Tudo neste álbum é glorioso e merece ser celebrizado, mas quero ressalvar a química musical entre Giddens e o multi-instrumentalista Francesco Turrisi (no 2º álbum em conjunto), que é só sublime.

Para além de cantora de Folk, Giddens também tem treino como cantora de ópera e, neste álbum, dá o ar da sua graça com “Si Dolce è’l Tormento”, que apesar de destoar um pouco da lista de músicas integradas, brilha tanto ou mais que as restantes faixas.

Nome recorrente nas listas de nomeados para Grammy’s, tendo já conquistado um, tem aqui a oportunidade prefeita para sacar o 2º (e 3º até).

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Avalon
> Si dolce è’l Tormento
> I Shall Not Be Moved
> O Death
> Waterbound

Royal Blood – Typhoons

royal blood typhoons

Género: Dance-Rock/Alternative-Rock

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Por onde começar? Depois de Foo Fighters, Kings of Leon e The Offspring, foi a vez de os Royal Blood darem a 4ª desfeita do ano, isto no que toca a música rock. Não é que o álbum esteja mau, mas continuo na esperança que consigam igualar o álbum de estreia. Ainda não foi desta.

Continuam a afastar-se do Garage Rock e Stoner Rock e, neste álbum, assumem uma vertente mais festiva a tocar na dance music. Por um lado, é bom assistir à evolução das bandas com base na necessidade, mas, neste caso concreto, acho que os Royal Blood de Rock puro ainda tinham muito para dar.

Ainda assim, dentro do Dance-Rock conseguiram sucesso comercial imediato, visto que a “Trouble’s Coming” aparece no soundtrack dos jogos FIFA 21 e NHL 21.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Trouble’s Coming
> Who Needs Friends
> Limbo
> Mad Visions

Sharon Van Etten – Epic Ten

sharon van etten epic ten

Género: Various Genres

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Como celebração ao 10º aniversário de Epic, Sharon Van Etten relançou o álbum na versão de disco duplo. Enquanto que, no disco 1, podemos revistar as sete músicas originais, no disco 2 somos presenteados com algo muito especial. Falo das mesmas sete músicas, mas interpretadas por oito artistas/bandas distintas: Big Red Machine, IDLES, Lucinda Williams, Shamir, Courtney Barnett & Vagabon, St. Panther e a fantástica Fiona Apple.

Esta reedição vem provar duas coisas: a primeira é que a música de Sharon Van Etten está a envelhecer bem; a segunda é que as sete faixas originais são tão boas que, mesmo sendo interpretadas por artistas tão distintos, com uma abordagem tão díspar no que toca a géneros musicais, continuam todas elas a ser especiais à sua maneira!

Se isto não é um elogio enorme à capacidade criativa e de escrita de Sharon Van Etten, então não sei o que será. Até podia ser suspeito, uma vez que considerei a “Seventeen” a melhor música de 2019, mas a verdade é que Sharon Van Etten é, de facto, fantástica.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

Apesar de achar que há interpretações melhores que outras, também considero que toda a gente devia ouvir a versão original de cada uma, seguida pelo cover da mesma. Espero que encontrem a mesma satisfação que eu e consigam tirar o maior partido deste álbum de celebração.

Quero aproveitar para ressalvar o Extended Play Civilization II, de Kero Kero Bonito, que, apenas com três faixas, está muito bem conseguido. A sonoridade cambaleia entre Grimes, Crystal Castles e The Naked and Famous, o que para fãs de electropop é um álbum a ter em conta.

Começo a recuperar terreno, por isso espero daqui a duas semanas já ter o essenciais de maio pronto. Até já!

Artigo de álbuns essenciais de Maio

Análise – Battle Axe (PlayStation 4)

Um beat’em up inspirado nos clássicos do género, e com arte de Henk Nieborg, que não consegue fazer jus às suas influências.

Esqueçamos o realismo e as altas produções por momentos e viajemos até ao passado, à era dos sprites, da pixel art e das campanhas focadas numa experiência mais arcada. Esta viagem não nasce apenas de saudosismo, mas sim do lançamento de Battle Axe, o novo título da Bitmap Bureau, que parece ter saltado diretamente dos anos 90 e do catálogo da Capcom – onde as inspirações a Dungeons & Dragons: Shadow over Mystara são evidentes. Com a possibilidade de jogarem com um amigo e um modo adicional à disposição, Battle Axe é um jogo de ação, visto de cima, perfeito para uma tarde de memórias e convívio. Mas não mais do que isso.

A Bitmap Bureau foi despretensiosa na concetualização de Battle Axe e focou-se nos elementos infalíveis do género arcada. Com três personagens à nossa disposição, cada uma delas com as suas vantagens e desvantagens, temos um leque de níveis com um design focado em áreas de combate, quase sempre com torres ou geradores que precisamos de destruir, tal como a possibilidade de salvarmos aldeões em perigo. A ação resume-se a ataques à distância, golpes próximos e um botão de desvio, mas também a magias, bombas e outros acessórios temporários que servem para limpar o ecrã das hordas de inimigos. Ao longo dos níveis, que são muito coloridos e cujo destaque vai para os modelos cheios de carisma das personagens, encontramos um desafio acentuado que tenta ser equilibrado dentro do seu desequilíbrio. Passo a explicar.

Battle Axe

Seria de esperar que Battle Axe fosse um jogo difícil, mas alguma coisa falhou na adaptação deste género cada vez mais incomum. Ao contrário de outros clássicos da época, ou de outros géneros – como os shumps, como analisámos recentemente em R-Type Final 2 –, não temos acesso a um sistema de continues. Isto significa que somos obrigados a regressar ao início da campanha sempre que perdemos as duas vidas disponíveis, até mesmo quando jogamos no modo mais acessível. Não consigo compreender esta decisão. Talvez exista uma forma de adquirir continues entre níveis, mas a sua ausência desde o início da campanha injeta alguma frustração à jogabilidade de Battle Axe, que, aliado ao posicionamento injusto de alguns inimigos – que surgem fora de campo e sem aviso prévio –, estraga a experiência como um todo.

Podemos desbloquear e comprar novas vidas, mas a falta de um sistema de continues é demasiado negativa. Não pedia uma campanha mais fácil ou simplificada, mas sim a possibilidade de conhecer os níveis mais avançados para continuar a aprender os seus padrões. Os jogadores mais experientes irão certamente vencer a campanha sem quaisquer problemas, mas fica a questão: porque não adicionar um sistema que faz parte da génese do género? Até mesmo nas arcadas, onde a dificuldade ainda era mais proeminente, tínhamos a possibilidade de colocar mais moedas para continuarmos a campanha.

Mas em Battle Axe não há essa opção. Talvez esteja escondida no modo Infinite, que, como o nome indica, pede-nos para repetir vários níveis em sucessão até sermos derrotados, mas o seu layout foi tão desinteressante que rapidamente desisti. Não há uma desculpa suficientemente válida para justificar esta clara falta de compreensão pelo género que a Bitmap Bureau adaptou.

Battle Axe

Também senti que as personagens são muito desequilibradas, mas era espectável, assim é o género, onde existem sempre opções para todos os tipos de jogador. No entanto, nenhuma personagem foi verdadeiramente satisfatória. Battle Axe precisava de um esquema de controlo twin-stick, com o analógico direito a controlar a mira, mas percebo a decisão da equipa e a verdade é que a jogabilidade é, de longe, a menor das minhas preocupações. A ausência de um número mais justo de frames de invencibilidade era uma revisão muito mais importante.

Para além do modo infinito, Battle Axe apresenta o modo New Game Plus, onde poderão repetir a campanha com os itens já adquiridos, e a possibilidade de jogarem com um amigo. Se quiserem. No final de cada etapa têm acesso à vossa pontuação, que se desdobra num sistema de ranking muito básico, e a possibilidade de comprarem pontos de vida, magias e outras vantagens. Se já jogaram Golden Axe de certeza que reconhecem esta pequena paragem entre níveis. São pequenos incentivos para continuarem a jogar um título que é tão divertido, como frustrante.

Nota: Satisfatorio

Disponível para: PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch 
Jogado na PlayStation 4 
Cópia para análise cedida pela Numskull.

Microsoft vai dizer adeus de vez ao Internet Explorer

Há muito tempo que o uso já não era recomendado.

Foi, em tempos, um dos browsers mais utilizados no mundo, mas à medida que a concorrência surgiu e começou a ser melhor e melhor, passou a ser somente utilizado como aplicação para fazer download de outros browsers. Falamos, claro, do Internet Explorer, que vai finalmente desaparecer no próximo ano.

Numa publicação no seu blog, a Microsoft indica que a aplicação desktop do Internet Explorer 11 será retirada do Windows 10 a 15 de junho. O futuro? O Microsoft Edge, pois claro.

As razões para este desaparecimento do Internet Explorer são óbvias: é um browser lento, inseguro e que não está adaptado aos dias de hoje. Na verdade, muitas empresas somente utilizavam o velhinho browser devido a sites específicos construídos com tecnologias antigas, algo que o Microsoft Edge não era particularmente forte.

Porém, essa dificuldade em apresentar páginas web mais antigas deixou de ser um problema graças ao modo IE, que será suporte até 2029 no browser.

Apesar de tudo, não será um desaparecimento total, pois o Internet continuará disponíveis nas versões Windows 10 LTSC e Windows Server. Mas o consumidor comum deixará mesmo de ter acesso ao Internet Explorer 11.

Festival Dancefloor adiado para 2022

Mais um evento que não acontece este ano.

Em julho de 2020, já depois de ter adiado a edição desse ano, a organização do festival Dancefloor definiu os dias 30 e 31 de julho de 2021 para a realização do evento no Altice Forum Braga. Mas também não é este ano que tal acontecerá.

“O nosso objetivo sempre foi e será, dar ao nosso público momentos únicos na área da música eletrónica, momentos de alegria, loucura e espetáculo, como sempre o fizemos desde a primeira edição. No entanto, esta é a decisão mais respeitosa perante todos os parceiros, sponsors, fornecedores, artistas, cidade de Braga e público. Adiar o evento para poder realizá-lo com segurança e responsabilidade em 2022”, diz a organização num comunicado publicado nas redes sociais.

Com este adiamento, ficámos também a saber que o Dancefloor já tem datas para 2022, estando marcado para os dias 29 e 30 de julho. O local é o mesmo: Altice Forum Braga.

Todos os bilhetes previamente adquiridos são válidos para a edição do próximo ano. Relativamente ao cartaz, a promotora 2MEVENT promete dar novidades em breve. Recorde-se que estavam anunciados nomes como Sefa, Brian Cross, Nghtmre, Gunz for Hire, Carnage e Cat Dealers.

Gulato amplia esplanada e passa a servir waffles, crepes e palitos de gelados artesanais na Comporta

O que já era bom ficou ainda melhor.

A última vez que falámos nos gelados da Gulato foi em junho do ano passado, na altura para destacar a abertura da esplanada Cantinho do Gulato, que fica anexada ao laboratório de onde saem as criações e tentações que deleitam moradores e visitantes da região.

Agora, a marca tem novidades para apresentar, não só ao nível da esplanada, mas também do próprio menu.

Começando pela charmosa esplanada, foi ampliada este ano e está ainda mais agradável com mais sombra, mais lugares sentados e uma floresta de bambu negro no meio de uma mesa monumental de madeira.

No que toca ao menu, agora também servem por ali taças magníficas, waffles tentadores e gulosos crepes com gelado. Para quem tem fome de comida, servem crepes salgados — incluindo um com um requintado gelato de queijo Roquefort. No entanto, a maior novidade para este verão são os Gulitos: palitos de gelado artesanais com decorações diferentes e divertidas.

Para os “sabores estrela” este verão, a Gulato aposta, entre outros, no Amendoim Choco-Melo (um delírio triplo de amendoim, chocolate e caramelo), no Siciliano (Limão cremoso com manteiga de pistachio) e no Chocolate Peruano Melgão (feito com chocolate alentejano Melgão, intenso e delicado).

De resto, poderão encontrar sempre os clássicos Caramelo Salgado, Sorbet de Morango ou Pistachio com Flor de Sal. Já sabores mais aventureiros, como Chai Cardamomo, Banoffee Pie, Alecrim com Mel & Limão ou Mascarpone com Mel, Amêndoas Caramelizadas & Alperce Seco aparecem de forma mais pontual.

Além disso, é finalmente possível levar para casa os já famosos brownies Gulato que derretem na boca, em caixas de seis unidades.

O Cantinho da Gulato fica a 1km da Comporta, na tranquila Aldeia do Possanco,e oferece vistas para o por do sol, o estuário do Sado e a Serra da Arrábida. Para quem não tiver possibilidade de passar pelo local, há também gelados da Gulato na PizzaGira em Santos, nas Madalenas no Restelo e, em breve, na Quinta do Saloio no Estoril.

Crítica – Oxygen

Oxygen é um exemplo fenomenal de filmmaking numa só localização que, infelizmente, escapará ao radar da maioria dos espetadores.

Sinopse: “Uma mulher (Mélanie Laurent) acorda numa cápsula criogénica sem se recordar de quem é ou como lá foi parar. Com o oxigénio a esgotar-se rapidamente, tem de recuperar a memória para conseguir sobreviver.”

Alexandre Aja chamou a minha atenção quando apresentou uma das maiores surpresas de 2010, Piranha 3D. A grande maioria dos espectadores esperava que este filme fosse absolutamente horrível e, embora não o adore, adicionei o realizador à minha lista de cineastas para seguir de perto. Após anos de tentativas e erros, Aja aparentemente encontrou o seu grande breakthrough com Crawl de 2019. Um filme de catástrofe que, mais uma vez, as pessoas antecipavam ser um dos piores filmes do ano e que acabou por ser um dos melhores do género, pelo menos em memória recente. Por isso, não ia obviamente perder Oxygen, um filme francófono que ostenta uma premissa altamente misteriosa.

Filmes como este tornam críticas sem spoilers realmente desafiantes de se escrever. Este filme da Netflix possui dezenas de plot twists e revelações impactantes as quais não posso aprofundar, logo é difícil partilhar os meus pensamentos completos sobre os momentos mais significativos do filme. Sendo assim, trabalharei em torno das respostas explícitas às perguntas intrigantes que acabam por tornar esta longa-metragem incrivelmente cativante. Christie LeBlanc oferece um argumento fascinante repleto com tudo aquilo que um thriller de uma só localização, claustrofóbico e enigmático deve ter para ser bem sucedido. Sinceramente, é um dos guiões mais bem escritos que já testemunhei desde há algum tempo dentro do género.

Para aqueles espectadores que odeiam filmes ambíguos, Oxygen está longe de tal. Todas as questões levantadas pela narrativa são claramente respondidas. Nenhum membro do público ficará desapontado por não compreender significados escondidos ou temas vagos. No entanto, não posso repetir isto vezes suficientes: o argumento de LeBlanc contém literalmente dezenas de perguntas e a mesma quantidade de respostas. É impossível convencer todos na audiência a aceitarem todas as reviravoltas, especialmente durante o terceiro ato, pesado em revelações. A partir de um momento em específico, é um fluxo esmagador de informações chocantes que pode revelar-se demasiado para algumas pessoas. Mesmo assim, existe algo que muitos gostam de criticar e que não está presente neste filme: problemas de “lógica cinematográfica”.

Oxygen

Se os leitores já viram o filme, ou vão concordar totalmente com a minha última afirmação, ou provavelmente pensam que assistimos a filmes diferentes. Como é habitual com este tipo de questões, tudo depende da perspetiva e mentalidade dos espectadores em relação a elementos de ficção científica e tecnologia verdadeiramente avançada. De facto, para muitas audiências por todo o mundo, apenas o facto da personagem de Mélanie Laurent estar presa numa cápsula criogénica com aspeto futurista e com um AI tipo Siri a ajudá-la a compreender o que está a acontecer já é esticar os limites de credibilidade. Nem todos podem suspender a descrença da mesma forma, por isso, não me surpreenderei se Oxygen receber uma resposta mais divisiva por parte do público.

No entanto, acredito firmemente que este vai acabar como um dos filmes mais despercebidos/subvalorizados de 2021. Aja coloca o seu talento tremendo por detrás da câmara à prova ao fazer um filme de média duração dentro de um dos locais mais pequenos onde um protagonista alguma vez esteve preso durante a maior parte do tempo de execução. Todos os novos blocos de informação sobre o onde, como, porquê e quando, relativamente à narrativa principal, são cuidadosamente entregues aos espectadores com apenas as dicas certas para o que realmente se está a passar. Embora o público também esteja “enfiado” no mesmo local durante quase duas horas, Aja e Maxime Alexandre (DP) criam formas inovadoras e cheias de suspense para manter o momentum, nunca deixando o filme tornar-se demasiado monótono ou cansativo.

A prestação excecional de Mélanie Laurent é um dos elementos mais vitais do filme. Sem a sua fantástica exibição, seria extremamente complicado continuar a sentir-me investido na missão da personagem de descobrir tudo o que lhe está a acontecer, incluindo as suas origens. O seu papel requer um alcance emocional ridículo e Laurent demonstra todo o seu imenso talento. Tecnicamente, a cápsula criogénica possui uma tecnologia impressionante, parte dela criada por efeitos visuais notáveis. A banda sonora sinistra de Robin Coudert também traz outra camada de mistério e suspense ao filme já obscuro. No geral, é um exemplo perfeito de como filmes de baixo orçamento podem ser incrivelmente bem feitos.

Oxygen

Finalmente, Aja e LeBlanc trazem vários temas para a mesa, sendo “identidade” provavelmente o maior. O que é que nos torna verdadeiramente humanos? Sentimentos e memórias? Sofrimento físico? É impossível mergulhar neste tema sem estragar alguns dos momentos mais chocantes da história, mas é apenas um dos muitos enredos subjacentes que acabam por fazer de Oxygen um belo exemplo de uma narrativa profunda. Também são abordados temas gerais como a saúde e a política, bem como dilemas morais relacionados com tecnologia extremamente avançada e o que os humanos devem fazer com a mesma. Sinceramente, já passaram vários dias, entretanto assisti a mais quatro filmes e ainda estou a pensar neste…

Oxygen é um exemplo fenomenal de filmmaking numa só localização que, infelizmente, escapará ao radar da maioria dos espectadores. O argumento extremamente detalhado de Christie LeBlanc carrega revelações e twists chocantes e impactantes que não deixarão ninguém indiferente. Dilemas morais cruéis, descobertas surpreendentes sobre a protagonista misteriosa e um “one-woman show” fantástico de Mélanie Laurent mantêm a narrativa lenta e pesada em flashbacks bastante interessante.

Possuindo vários temas subjacentes, Alexandre Aja cria um ambiente tenso e repleto de suspense com uma sensação de urgência que nunca desaparece do ecrã. O trabalho de câmara criativo por parte de Maxime Alexandre e a banda sonora atmosférica de Robin Coudert elevam este estudo profundo sobre a identidade humana sem nunca parecer demasiado ambíguo.

Para os fãs de thrillers claustrofóbicos com elementos de ficção científica, a Netflix atualmente detém um dos meus filmes favoritos deste ano.

Cartoon Network Premium chega à NOS no Dia Mundial da Criança

Os miúdos têm bons motivos para sorrir.

Esta semana, a Dreamia, produtora portuguesa responsável pelos canais temáticos Panda, Biggs, Hollywood, Blast e Casa e Cozinha, revelou que iria lançar a 1 de junho, Dia Mundial da Criança, o canal pop-up Panda Kids, a ficar disponível durante sete meses. Mas parece que essa não é única novidade para os mais novos.

Também nesse dia, a NOS vai passar a contar com o Cartoon Network Premium, um serviço de subscrição de Vídeo on Demand do canal que, até aqui, só estava disponível na MEO.

Entre o vasto catálogo, destacam-se O Elliott da Terra, Hora de Aventuras, Ben 10 ou, ainda, O Incrível Mundo de Gumball e Teen Titans Go!, bem como antestreias exclusivas. O preço? 2,50€/mês.

Outra novidade para os clientes NOS, mas a chegar já na próxima segunda-feira, dia 25 de maio, é o Perfil Kids na Box UMA, que oferece uma experiência de TV totalmente dedicada aos mais pequenos e conteúdos adequados às diferentes faixas etárias.

Através do Perfil Kids, as crianças poderão aceder, de uma forma rápida e simples, aos programas favoritos, rever a programação dos últimos sete dias, ter acesso aos conteúdos infantis alugados ou comprados no Videoclube da NOS, assim como perceber quais são os conteúdos mais vistos e as tendências dos seus canais preferidos.

Free Now passa a oferecer subscrições Zomato Pro, experiências de skydiving e ofertas numa mercearia biológica

Há sempre um prémio garantido no final de cada viagem.

Foi no passado mês de março que a plataforma Free Now renovou o seu programa de fidelização, tendo-o tornado muito mais interessante. A partir desse momento, os clientes passaram a poder girar a roda da sorte no final de cada viagem não só para ganharem descontos de 10%, 20%, 30%, 50% e 100% para utilizarem numa próxima viagem, como vouchers de 75% de desconto em duas refeições na plataforma EatTasty.

Agora, a Free Now resolveu adicionar novos prémios ao programa de fidelização, tornando-o ainda mais interessante. A empresa chama-lhes de Freewards, uma vez que têm direito a um miminho no final de cada viagem. Basta que, assim que saírem do veículo TVDE, abram o menu no canto superior direito da app, acedam ao “Programa de Fidelização” e girem a roda da sorte para ganhar… sempre.

Assim, e aos prémios que já existiam, a Free Now adicionou experiências skydiving (um salto tandem a realizar em quatro possíveis localizações do país), subscrições Zomato Pro (50% de desconto no valor da subscrição ou oferta do valor integral) e vouchers de 8€ para utilizarem na mercearia biológica online da MiAM (oferta apenas disponível em Lisboa).

A Free Now garante que estes novos prémios são os primeiros de muitos Freewards a chegarem à app.

Para quem usa este serviço TVDE, já vos calhou algo? Contem-nos tudo.

Spotify passa a permitir o download de músicas e podcasts no Apple Watch para ouvir offline

E nem sequer precisam de estar com o iPhone por perto.

Usam Spotify na versão Premium e possuem um Apple Watch? Temos boas notícias. A partir de hoje, passa a ser possível descarregar playlists, álbuns e podcasts para ouvi-los offline e sem a necessidade de estar com o smartphone por perto.

O funcionamento é muito simples. Primeiro que tudo devem, obviamente, identificar as músicas e podcasts que desejam descarregar para o relógio. Depois, terão de clicar nos três pontos ao lado (…) e escolher a opção “Baixar no Apple Watch”. Finalmente basta aguardarem que o download termine, sendo que terão uma pequena seta verde que aparecerá ao lado dos conteúdos descarregados para o Apple Watch.

Atenção: apesar de o Spotify ter disponibilizado esta opção, tal não significa que esteja já disponível para todos os utilizadores. Dito isto, caso não tenham a funcionalidade disponível, terão de aguardar algumas semanas.

Além disso, convém ter noção que de, sendo a memória dos Apple Watch bastante limitada, não conseguirão armazenar tantas músicas quanto gostariam. Mas é expectável que essa particularidade não vá constituir um problema para os utilizadores.

Carlsberg inaugura 1.300 novas esplanadas totalmente feitas de material reciclado em Portugal

E são produzidas por cá.

Depois do lançamento do snap pack em Portugal, a inovadora embalagem que permite unir as latas de cerveja, eliminando o plástico de uso único, eis que a Carlsberg tem mais uma novidade que vai agradar aos portugueses: esplanadas 100% recicladas.

Existem 1.300 ao todo espalhadas pelo país, continente e ilhas, o que equivale a 5.200 lugares sentados. As cadeiras verdes são compostas a 100% de materiais com origem em caixas, sacos ou artigos de mobiliário de plástico, bem como de outros plásticos em fim de vida útil. Ao todo, são utilizadas na composição das novas cadeiras da marca cerca de 26 toneladas de plástico proveniente de materiais reprocessados e reciclados.

Carlsberg esplanadas 100% recicladas

Além das cadeiras serem 100% recicláveis, também os tampos das mesas podem ser moídos e transformados em compósitos de madeira e outros aglomerados. Já as pernas das mesas são de metal, um material que pode ser reaproveitado para vários setores como a indústria automóvel ou a construção civil.

Resta dizer que as esplanadas da marca são produzidas em Portugal com resinas ecológicas e livres de fenol, uma substância que é prejudicial para o meio ambiente.

Nova loja Lidl em Lisboa vai ter ao lado um parque infantil

Será a 263ª loja em Portugal e a inauguração acontece a 27 de maio.

Ao mesmo tempo que o Lidl Portugal vai reabilitando lojas para ficarem com um aspeto mais moderno, a marca também vai construindo e inaugurando novos espaços de raiz. É o que vai acontecer com a nova loja de Lisboa, a inaugurar já no próximo dia 27 de maio.

Localizado na Rua Cidade de Bolama, em Olivais Sul, o Lidl de Olivais Sul foi construído de raiz e terá mais de 1.400 m2 onde se incluem uma zona de padaria, com uma máquina de corte de pão, onde são disponibilizadas dezenas de variedades de pão e pastelaria; uma máquina de sumo de laranja natural, espremido na hora; o inovador serviço de frango assado pronto a levar; e uma zona de bacalhau a corte, que vai permitir a todos os clientes um serviço mais adaptado ao seu gosto e às suas necessidades.

No exterior, há um amplo parque de estacionamento onde estão instalados postos de carregamento rápidos. E se estão atentos ao Echo Boomer, já saberão que o Lidl vai assumir a nova tarifa imposta pela Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica, garantindo desta forma que esta taxa adicional não é passada aos seus clientes.

O plano arquitetónico da nova loja Lidl contempla ainda a criação de uma praça dotada de um parque infantil ao nível da cobertura, num benefício para a comunidade.

O Lidl Olivais Sul estará aberto diariamente das 8h às 21h.

H&M lança programa de fidelização que dá descontos e promoções exclusivas

Podem ainda reciclar roupas que já não usam e, com isso, ganhar cupões e pontos que poderão descontar numa próxima compra.

Chama-se H&M Membership e trata-se de um programa de fidelização totalmente digital no qual recebem pontos em todas as vossas compras, tanto nas lojas como online. Também receberão ofertas especiais, recompensas, convites para eventos exclusivos e muito mais.

Existem dos tipos de membros, os H&M Member e H&M Member Plus, sendo que os benefícios variam.

H&M Member:

  • Adesão inteiramente digital na aplicação da H&M
  • Promoção de lançamento: -20% numa compra, de 20 a 30 de maio;
  • Cupões bónus de 4€ por cada 150 pontos acumulados (1 euro em compras = 1 ponto);
  • Recibos digitais;
  • Descontos adicionais nos saldos;
  • Pré-acesso aos saldos online;
  • Promoções exclusivas;
  • Entrega standard grátis durante o período de lançamento, entre 20 a 30 de maio;
  • Preços especiais para membros;
  • Eventos especiais de compras;
  • Presentes de aniversário;
  • Adesão gratuita!

H&M Member Plus:

  • Todos os benefícios de ser Membro;
  • Promoções especiais adicionais
  • Portes standard e devoluções grátis em todas as compras;
  • Experiências exclusivas;
  • Acesso restrito a coleções especiais;
  • Recompensa Plus surpresa

Convém realçar que a transição para Member Plus acontece quando acumulam 300 pontos. Além disso, ganham 20 pontos por preencher o vosso perfil, 20 pontos por reciclar as vossas roupas (bem como um cupão de 5€ para utilizar na próxima compra a partir de 30€) e 50 pontos por cada amigo que, após receber um convite vosso, se torne membro e faça a primeira compra.

A adesão a este programa de fidelização é totalmente gratuita.

Amazon dá luz verde a uma segunda temporada de The Wheel of Time

E a primeira temporada ainda nem sequer estreou.

The Wheel of Time é uma das séries de fantasia mais populares de todos os tempos, com mais de 90 milhões de livros vendidos. Situada num mundo épico e em expansão, onde a magia existe e apenas certas mulheres têm acesso a ela, a história acompanha Moiraine, membro da incrivelmente poderosa organização só de mulheres chamada Aes Sedai, ao chegar à pequena cidade de Two Rivers. Lá, ela embarca numa perigosa jornada mundial com cinco jovens homens e mulheres, um dos quais é profetizado como sendo o Dragão Renascido, que irá salvar ou destruir a humanidade.

Dito isto, não é de admirar que a Amazon Prime Video vá estrear a adaptação televisiva de uma série baseada nos romances de fantasia best-sellers de Robert Jordan, que venderam mais de 90 milhões de cópias em todo o mundo. E enquanto a primeira temporada encerra a sua produção na República Checa, a Amazon Studios anunciou uma segunda temporada de The Wheel of Time.

Por outras palavras, foram encomendados novos episódios antes da série sequer estrear no pequeno ecrã.

The Wheel of Time foi adaptado para a televisão pelo produtor executivo/showrunner Rafe Judkins (Agentes da S.H.I.E.L.D., Hemlock Grove) e ainda não tem data de estreia.

Há uma nova loja Meu Super em Cascais

É a 59ª loja Meu Super no distrito de Lisboa.

Depois de, no mês passado, ter aberto uma loja em Ílhavo, eis que a Meu Super inaugurou hoje, dia 21 de maio, uma nova loja de proximidade em Cascais.

O novo espaço comercial, localizado na zona de Cobre, em Cascais, na Rua de Santa Margarida, conta com uma área total de venda de 98 m2 e, à semelhança dos demais, pretende ser uma referência junto da população local, com uma gama de produtos ajustada à região.

Tal como qualquer outra loja Meu Super, o estabelecimento de Cascais disponibiliza vários produtos das marcas Continente, como a Seleção Continente, Fácil & Bom Continente, Contemporal, Área Viva ou MyLABEL.

Este superfície comercial, a 59ª loja Meu Super no distrito de Lisboa, está a funcionar de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h.

LisbOa viagem é o site/app que vos diz tudo sobre os transportes públicos na região de Lisboa

A LisbOa viagem promete ser a ferramenta indispensável para quem precisa de saber tudo sobre transportes públicos na região de Lisboa.

Criada pela Transporlis, o LisbOa viagem é um projeto que veio disponibilizar soluções amigáveis e intuitivas, que possibilitem a prestação de serviços multimodais de informação de viagens, com vista à melhoria da qualidade de serviço e à eficiência do transporte público de passageiros, enquanto suporte da mobilidade sustentável de pessoas e do acesso a mercados geograficamente dispersos.

Por outras palavras, a plataforma foi criada para que, num único local, os interessados tivessem todas as informações sobre os transportes públicos na região de Lisboa.

A app já existia para Android e iOS, tendo sido disponibilizada no final de 2019. Porém, foi recentemente atualizada, e há um bom motivo para isso: agora, há também a versão site.

Voltaram a ser revistos vários aspetos de usabilidade, que foram, também, incluídos na app LisbOa viagem, por forma a uniformizar as facilidades de navegação disponíveis nas diferentes interfaces com o utilizador.

Tanto no site como na app, poderão escolher o ponto de partida e o destino, utilizar uma série de filtros, saber as carreiras que funcionam nos vários municípios da Área Metropolitana de Lisboa e, ainda, ficar a par dos eventos que se vão realizando ao longo do ano na AML.

DGS atualiza normas para cafés e restaurantes e diz que só as pessoas que vivem na mesma casa podem sentar-se a menos de dois metros

A orientação foi lançada em maio do ano passado, tendo sido agora atualizada.

No ano passado, a Direção Geral da Saúde criou um documento com vários procedimentos em estabelecimentos de restauração e bebidas, de modo a que cafés e restaurantes pudessem funcionar dentro da normalidade possível, mesmo com todas as restrições em vigor. Pois bem, esse documento acaba de ser atualizado.

Diz a DGS que:

  • A disposição dos lugares em diagonal pode facilitar a manutenção da distância de segurança;
  • Os coabitantes podem sentar-se frente a frente ou lado a lado a uma distância inferior a 2 metros;
  • A disposição das cadeiras e mesas no interior do estabelecimento tem de garantir uma distância de, pelo menos, 2 metros entre as pessoas não coabitantes e, no corredor, entre mesas, uma distância de, pelo menos, 2 metros;
  • A disposição das cadeiras e mesas no exterior do estabelecimento (ex: esplanadas) tem de garantir uma distância de, pelo menos, 2 metros entre as pessoas não coabitantes e, no corredor, entre mesas, uma distância de, pelo menos, 1,5 metros;
  • Deve-se impedir que os clientes modifiquem a orientação das mesas e das cadeiras, permitindo que os colaboradores o façam, sempre dentro das recomendações vigentes.

Além disso, “sempre que for possível e aplicável”, deve-se “promover e incentivar o agendamento prévio para reserva de lugares por parte dos clientes”. Quanto aos lugares em pé, e devido à “dificuldade de garantir o distanciamento físico entre as pessoas”, a DGS desaconselha “operações do tipo self-service, nomeadamente, buffets e dispensadores de alimentos que impliquem contato por parte do cliente”.

De resto, continuam a aplicar-se as mesmas normas do ano passado: distanciamento físico de segurança de dois metros entre as pessoas nas filas de espera, boa ventilação dos espaços, substituir as ementas individuais por ementas de uso único ou digitais, retirar os motivos decorativos nas mesas e disponibilizar dispensadores de produto desinfetante de mãos.

Concerto dos The Ocean Collective em Lisboa novamente adiado

E há mudanças no que toca aos concertos de abertura.

Começou por estar marcado para 13 de janeiro deste ano, foi adiado para 8 de junho, mas só vai mesmo acontecer em 2022. Falamos do concerto dos The Ocean Collective em Lisboa, reagendado agora para 16 de janeiro do próximo ano.

Há também mudanças nos concertos de abertura. Os Hypno5e e pg.lost mantêm-se como bandas suporte, mas os Svalbarduk já não estarão presentes. Em substituição teremos os Psychonaut.

Todos os bilhetes já adquiridos são válidos para a nova data. No entanto, quem comprou e não desejar ou não conseguir ir à nova data, pode pedir a devolução no ponto de compra.

Friends: The Reunion afinal também vai estrear na HBO Portugal

Só assim faz sentido.

O mês de maio tem tudo para ser um mês inesquecível para os fãs de Friends. Afinal de contas, é já daqui a uns dias que estreia Friends: The Reunion, num momento em que Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer regressam ao palco da icónica comédia original, o Stage 24, estúdio da Warner Bros., em Burbank, para uma celebração sem guião, na primeira pessoa, dos atores da adorada série.

Porém, e já depois de sabermos a data de estreia e de, esta semana, ter sido lançado um trailer oficial, circulava a informação nos “bastidores” de que Friends: The Reunion não iria ficar disponível em Portugal. Pois bem, temos boas notícias.

A HBO Portugal acaba de confirmar que vai estrear em exclusivo Friends: The Reunion no dia 27 de maio.

Friends: The Reunion tem a participação de vários convidados especiais, tais como David Beckham, Justin Bieber, BTS, James Corden, Cindy Crawford, Cara Delevingne, Lady Gaga, Elliott Gould, Kit Harington, Larry Hankin, Mindy Kaling, Thomas Lennon, Christina Pickles, Tom Selleck, James Michael Tyler, Maggie Wheeler, Reese Witherspoon e Malala Yousafzai.

Ben Winston realizou o especial e foi produtor executivo juntamente com os produtores executivos de Friends, Kevin Bright, Marta Kauffman e David Crane.

Os Jogos como aliados no ensino

Durante muito tempo, os jogos foram vistos como grandes “vilões” que dificultavam a aprendizagem dos alunos, que faziam ter défice de atenção e que não serviam para ganhar conhecimento.

Felizmente, essa maneira de pensar tem deixado de existir e, atualmente, os jogos são vistos como aliados na hora de ensinar.

Com isso, muitos professores aperceberam-se de que os jogos estimulam a percepção dos alunos, aumentam a capacidade de tomar decisões rápidas e ajudam a memorizar os conteúdos lecionados mais rapidamente. Atualmente, existem jogos que auxiliam os alunos a estudar para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio no Brasil), bem como a realizar o pré-projeto de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso no Brasil).

Posto isto, iremos abordar os seguintes tópicos:

  • Jogos: vilões ou heróis?
  • Jogos para ajudar no estudo para o Enem
  • Porque razão devemos inserir os jogos no processo de ensino?

Jogos: Vilões ou Heróis?

Antigamente, havia uma visão de que os videojogos eram os “vilões” da educação. Isto é, deixavam os alunos dispersos, com muitos “especialistas” a afirmarem que incentivavam comportamentos agressivos, entre outros fatores que hostilizavam os videojogos.

Felizmente, com o passar do tempo, essa visão foi-se transformando, e o que antes era visto como um vilão hoje tornou-se uma espécie de herói, um aliado da educação. Apesar disso, ainda existem muitos debates sobre os benefícios dos videojogos na educação.

Uma das maiores discussões tem sido a forma de implementar esse conceito no processo de aprendizagem, até porque, se inserido da maneira errada, poderá atrapalhar no ensino da matéria. Contudo, e apesar dessas discussões sobre o processo de implementação dos jogos no ensino, são vários os benefícios apontados, tais como:

  • Melhoria da memória;
  • Maior atenção;
  • Aprendizagem de várias habilidades;
  • Tomada rápida de decisões;
  • Diversão ao aprender;
  • Um raciocínio lógico mais aprimorado.

Estes são apenas alguns destaques dos benefícios da inserção de jogos no processo de aprendizagem. Existem outros, claro, e, além disso, videojogos são o futuro, pelo que encontrar uma forma de os inserir nas escolas de forma adequada irá garantir outro tipo de segurança no futuro.

Na verdade, a diversão e o relaxamento que os jogos proporcionam podem ser grandes ferramentas na hora de ensinar. Muitos alunos deixam de aprender matérias ou acabam até por desistir da escola por considerarem difícil e não entenderem os métodos de alguns professores. Isto sem contar com a pressão que sofrem na hora de elaborar o pré-projeto de TCC.

Portanto, ao utilizar-se uma ferramenta que, ao mesmo tempo, não só traz diversão e relaxamento, mas que também ensina e educa, cria-se um processo de ensino que só tende a melhorar e, consequentemente, o desempenho dos alunos também.

Jogos para auxiliar no estudo para o Enem

Uma das maiores reclamações que se ouve por parte dos alunos que se preparam para a prova do Enem é a dificuldade de estudar; seja pela concentração, pelo processo de memorização ou devido a outros fatores, a rotina de estudo para o Enem é complexa e cansativa.

Mas e porque não deixar esse processo mais leve e divertido? Será isso possível? A resposta? Sim. Existem jogos no mercado que servem para ajudar a estudar para a prova do Enem. Geralmente, esses jogos são em formato de quiz, ou seja, apresentam perguntas que têm opções de resposta e, à medida que o aluno vai acertando, vai evoluindo no jogo. Vejamos alguns exemplos:

Jogos para o EnemJogos para HistóriaJogos para Química
Desafie-meGod of WarOxygen Not Included
Enem WarsHearts of Iron IVLittle Alchemy
Ludo EducativoAssassin’s CreedChemical Sudoku
Battlefield

Poderão encontrar estes jogos em diferentes plataformas digitais. Aprender deve ser uma experiência prazerosa e, acima de tudo, divertida. Tal faz com que o estudante armazene, de facto, o conhecimento.

Porque razão devemos inserir os jogos no processo de ensino?

Porque os jogos têm a capacidade de fazer com que os estudantes aprendam, principalmente de forma prazerosa e divertida, fazendo com que armazenem o conhecimento por muito mais tempo. Além disso, melhoram comprovadamente o raciocínio lógico.

Os videojogos conseguem prender a atenção dos alunos e fazem com que estes tenham mais vontade de participar nas aulas. Os benefícios que os jogos trazem para o processo de ensino são inúmeros e, a cada dia que passa, serão mais comuns nas salas de aula.

Os jogos trazem a leveza, o nível de interesse e captação de concentração que os alunos precisam hoje em dia. Dito isto, se são professores, ao invés de olharem para os videojogos como “vilões”, experimentem inseri-los no processo de ensino da vossa escola.

The Black Mamba na final do Festival Eurovisão 2021

A banda portuguesa garantiu um lugar na Grande Final do Festival Eurovisão, cerimónia que acontece este sábado, em Roterdão, nos Países Baixos.

Antes de viajarem para Roterdão, os The Black Mamba, banda portuguesa escolhida para representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, estavam tão mal classificados nas casas de apostas que nem sequer figuravam na lista de representantes que iriam passar da semifinal.

Porém, ensaio após ensaio, e após as boas indicações dadas, o grupo foi subindo nas preferências, pelo que seria muito difícil os The Black Mamba não conseguirem um lugar na Grande Final do Festival Eurovisão. E confirmou-se.

https://www.youtube.com/watch?v=koJAGIUlnD0

A banda foi uma das qualificadas nesta segunda seminfinal, com o nome de Portugal a surgir a meio da tabela dos 10 finalistas (nesta fase não se sabem pontos). Agora, os The Black Mamba terão nova prova de fogo este sábado, 22 de maio, dia em que acontece a cerimónia final do Festival Eurovisão da Canção 2021, e tentarão alcançar o melhor resultado possível.

A grande final será transmitida em direto na RTP1, a partir das 20h.