Música – Álbuns essenciais (março 2021)

Março foi um mês extremamente complicado, na medida em que foram lançados imensos álbuns de boa qualidade, mas finalmente consegui chegar à seleção final (já quase em maio, mas consegui).

álbuns essenciais março 2021
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Foram 15 os escolhidos. Sem mais apresentações, ei-los.

[Artigo de álbuns essenciais de Fevereiro]

Adult Mom – Driver

Adult Mom Driver

Género: Indie Rock/Lo-fi

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Que prazer foi a experiência de ouvir este álbum de Adult Mom. Inicialmente começou como um projeto a solo de Stevie Knipe na companhia do seu quarto, mas, ao fim de algum tempo, passou a ser um projeto partilhado com mais gente. Falo pois da banda que, tal como podem ouvir, funciona bem.

A orientação musical também passou de bedroom pop para indie rock. No entanto, não é um indie rock ousado, pelo que falta esse detalhe à banda para chegar ao nível onde merece estar. Contudo, é notável como neste álbum encontraram algo especial na simplicidade. Ouvido o álbum uma, duas, dez vezes, fica a sensação que parece fácil produzir indie rock. Mas não, não o é, por isso muito mérito para Stevie Knipe e companhia.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Breathing
> Berlin
> Sober
> Adam

Arab Strap – As Days Get Dark

arab strap as days get dark

Género: Slowcore/Post-Rock

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Passaram-se mais de 15 anos desde o lançamento do último álbum desta banda escocesa, que se separou pouco depois. A justificação dada? O simples facto de já não terem vontade de produzir música. Ficou no ar se algum dia se iriam voltar a reunir só para se divertirem juntos, novamente. Questão essa que se metaforizou noutra: quem diria que o regresso iria ser assim tão potente?

A verdade é que este álbum é quase sublime, quer em composição, quer em escrita, e é dotado de uma maturidade incrível, podendo muito bem ser o álbum que vai definir uma carreira que começou há 25 anos. Esperemos que não é que não se cansem tão rápido depois desta.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> The Turning of Our Bones
> Comperson Pt. 1
> Here Comes Comus
> Fable of the Urban Fox
> I Once Was a Weak Man

Evanescence – The Bitter Truth

Evanescence The Bitter Truth

Género: Hard Rock/Gothic Rock

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Em 2019, os Evanescence anunciaram que iriam voltar à estrada, para depois começarem a trabalhar no novo álbum. A pandemia trocou-lhes a voltas e chutou a tour para finais de 2020 e, mais tarde, para setembro de 2021. Isto veio fazer com que o álbum saísse antes da tour… e ainda bem!

Da introdução à última música, este álbum respira glória e inventividade que pensava já não existir no seio dos Evanescence. Tal como Amy Lee anunciou, este álbum é, de facto, ousado e poderoso, recheado de conteúdo inesquecível, digno de ser hit.

A verdade é que The Bitter Truth é, sem dúvida, o trabalho mais memorável dos Evanescence desde o álbum de estreia, Fallen (2003). Pena vivermos num contexto musical, em Portugal, onde as bandas que não lançam bons álbum de forma recorrente caem no esquecimento por falta de exposição.

Fica aqui o meu contributo para relembrar que os Evanescence existem e estão de volta! Com sorte, em 2022 poderemos ter a oportunidade de ouvir estas novas baladas de rock ao vivo. Conseguem adivinhar quem é que vai marcar presença se tiver oportunidade?

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Broken Pieces Shine
> Feeding the Dark
> Wasted On You
> Better Without You
> Use My Voice

For Those I Love – For Those I Love

For Those I Love For Those I Love

Género: Electronic

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Este mês houve alguns álbuns que se destacaram, mas este “Self-Titled Album” de For Those I Love é, sem dúvida, a jóia da coroa e provavelmente um dos, se não o melhor, álbum do ano (até agora).

Este projeto a solo de música eletrónica (slow-paced rave style) com um toque muito pessoal nasce pelas mãos de David Balfe e foca-se na sua vida. Cada faixa cambaleia entre histórias que remontam momentos concretos mais duros na vida complicada do artista, bem como opiniões sobre os mais diversos temas que o incomodam ou assombram.

O ponto fulcral assenta no facto deste ser um dos trabalhos mais genuínos que já ouvi em toda a minha vida, dando uso a sonoridades eletrónicas misturadas com uma narração em tom de poesia (algo novo, pelo menos para mim). Todas as faixas são riquíssimas, vívidas e carregadas de energia, tornando este álbum em algo íntimo e assombroso ao mesmo tempo. Um livro de memórias sem filtros ou embelezamento que vos vai fazer querer revisitá-lo independentemente do quão angustiante possa ser.

Cause the world is a cruel cruel place without the love
So we’ll spend the rest of our life being brave
And hope that things will change
And age will still mark the time in the same way


Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

Apesar de considerar que há músicas mais fantásticas que outras, alguns álbuns merecem ser ouvidos como um todo pela sintonia com que são montados. Este é um deles. Obra-Prima!

Genesis Owusu – Smiling With No Teeth

Genesis Owusu Smiling With No Teeth

Género: R&B/Hip-Hop

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Smiling With No Teeth requer alguma perseverança para ser apreciado, dado que é dotado de uma sonoridade intimidatória. Contudo, é o exemplo perfeito da máxima: “primeiro estranha-se, depois entranha-se.”

Genesis Owusu, ganês de 23 anos apenas, acabou de embarcar na aventura do mundo da música e, apesar deste ser o seu álbum de estreia, tem aqui um excelente portfólio com ritmos frescos e muitos deles dançantes. Falando de ritmo, isso é algo que não falta, e há muitas faixas memoráveis difíceis de descrever, mas posso confirmar que a amplitude musical deste álbum vem revolucionar o género.

Apesar de ser um género completamente diferente, sinto em Genesis Owusu a mesma energia eletrizante que senti com Yves Tumor.

Se tudo correr como é suposto, daqui a uns anos Genesis Owusu não vai ser um nome estranho a quase ninguém, antes pelo contrário: De cabeça de cartaz para cima.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> The Other Black Dog
> Waitin’ On Ya
> Don’t Need You
> Drown
> Gold Chains
> A Song About Fish

Israel Nash – Topaz

Israel Nash Topaz

Género: Country Rock/Psychedelia

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Topaz, produzido com a ajuda de Adrian Quesada (Black Pumas), procura equilíbrio na corda bamba entre vários géneros e consegue ser um bom álbum, com baladas cheias de flow e alma.

Podia ser muito bom, mas fica a sensação que falta uma orientação musical mais vincada da parte de Israel Nash. Enquanto “Down In the Country” e “Stay” nos atiram para outra constelação com guitarradas de um rock mítico que já pouco se produz, “Canyonheart” ou “Indiana” puxam-nos de volta à Terra para a simplicidade do country. Depois há “Dividing Lines”, que traz consigo um instrumental digno de fechar um grande palco após duas horas de boa música, mas já “Southern Coasts” não fazia sentido entrar nessa setlist.

Não me interpretem mal. Não há músicas más ou vulgares, só acho que ficou a faltar a cola que as iria unir e faria este álbum funcionar em uníssono.

No fim do dia, Topaz proporciona uma viagem muito agradável a sonoridades vinda da alma do artista texano de apenas 40 anos.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Dividing Lines
> Down In the Country
> Stay

Jane Weaver – Flock

jane weaver Flock

Género: Synth-Pop/Dance

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Jane Weaver já não é nova nestas andanças, apesar de passar despercebida por cá. No entanto, depois deste álbum, com o qual se reinventa mais uma vez, ignorar começa a ser desculpa para os casmurros apenas.

Após experiências noutros campos (do indie rock à eletrónica), somos presenteados com um álbum focado essencialmente no pop, fazendo lembrar artistas como St. Vincent, Goldfrapp ou Kylie Minogue logo no arranque do álbum. À medida que este se vai desenrolando, os instrumentais tornam-se mais elaborados e, por sua vez, a música ganha mais densidade.

Inevitavelmente acabamos a debater-nos com Flock a meio do álbum e “All the Things You Do” e “Pyramid Schemes” mais perto do fim, três faixas brilhantes da artista de Liverpool, mas que, de alguma forma, destoam do resto do álbum. Isso mesmo é provado por “Solarised”, que as precede e fecha o álbum com mais uma melodia carregada de vitalidade.

Só não é um álbum excelente por esta distopia musical, mas do rótulo de qualidade bom não escapa.

Classificação do álbum: ★★★

Músicas a ouvir:

> Heartlow
> The Revolution Of Super Visions
> Sunset Dreams
> Solarised

Kings of Leon – When You See Yourself

Kings of Leon When You See Yourself

Género: Alternative Rock/Southern Rock

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Longe vai o último álbum realmente bom de Kings Of Leon, com um punhado de músicas com impacto e capacidade de meter a malta aos pulos. Tira-se isso à banda e ficamos entregue ao rock sulista ideal para ouvir em viagem num belo dia solarengo. Não me interpretem mal, eu gosto deste tipo de rock, mas a verdade é que, apesar de ser agradável, não surpreende.

Estes são uns Kings of Leon resignados, longe de grandes sons como “Red Morning Light”, “California Waiting”, “Sex on Fire”, “Use Somebody”, “Radioactive” ou “Supersoacker”. Apesar disso, continuam a ser uma banda acima da média e conseguiram com When You See Yourself um álbum com mais alma e carácter do que o lançado pelos Foo Fighters, em fevereiro.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> When You See Yourself, Are You Far Away
> The Bandit
> A Wave

Lake Street Dive – Obviously

lake street dive obviously

Género: Blue-Eyed Soul/Alt-Jazz

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Funky e jazzy são os melhores adjetivos para caracterizar este novo álbum da banda criada no Conservatório de Música de New England, em 2004.

O intuito original era serem uma banda de country music num estilo avant-garde improvisado, ideia abandonada mais tarde sob o pretexto de quererem tocar música que soasse bem (ainda que “Hush Money” traga memórias). Pode-se dizer que acertaram!

Obvisously é um álbum difícil de não se gostar dadas as suas composições agradáveis e perfeccionistas, que parecem sair de um playbook musical. Para além disso, trata temas sensíveis de interesse, tais como mudanças climáticas, feminilidade, empoderamento da mulher e relações falhadas.

Não estou muito familiarizado com os trabalhos passados da banda, mas, segundo consta, este é o seu melhor álbum. Vou dar o benefício da dúvida e acreditar, visto que o disco é realmente bom.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Hypotheticals
> Same Old News
> Being A Woman
> Making Do
> Know That I Know

Lana Del Rey – Chemtrail Over the Country Club

Lana Del Rey Chemtrails Over the Country Club

Género: Indie Folk/Chamber Pop

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Depois de Norman Fucking Roswell!, não ia ser fácil conseguir lançar um álbum capaz de ombrear com este. Ainda assim, Chemtrails Over the Country Club surpreende pela positiva, principalmente a nível de escrita, onde é raro a menina Lana Del Rey falhar. Desta forma, somos embalados em mais um álbum melancólico, onde a vulnerabilidade é mote. Ao fim de uma década, continua a ser impressionante as sensações que Lana Del Rey consegue proporcionar com a sua voz.

Mais um disco para a metade de cima da lista dos melhores álbuns, que faz caso para ajudar a cantora nova iorquina a cimentar ainda mais o seu nome no panorama folk romântico melodramático.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> White Dress
> Chemtrails Over the Country Club
> Not All Who Wander Are Lost
> Breaking Up Slowly
>
Dance Till We Die

serpentwithfeet – DEACON

serpentwithfeet DEACON

Género: R&B/Soul

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Sensivelmente três anos depois de Josiah Wise ter acertado em cheio em Soil, o seu álbum de estreia, o artista regressa às luzes da ribalta com Deacon.

Este álbum segue a linha romântica do seu predecessor, aprofundando-a a um nível quase espiritual.
Os trabalhos diretamente ligados a serpentwithfeet também ajudam perceber a amplitude que o R&B tem enquanto género. Mais de meio século depois da explosão do género e mais de uma década depois do último auge comercial que teve, numa abordagem completamente diferente da original, é bom saber que o R&B fornece aos artistas as ferramentas para continuar a dar asas à sua reinvenção enquanto género.

serpentwithfeet é um desses artistas e, com Deacon, prova que o tiro certeiro do álbum de estreia não foi coincidência.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> Hyacinth
> Same Size Shoe
> Sailor’s Superstition
> Old & Fine
> Fellowship

The Anchoress – The Art of Losing

The Anchoress The Art of Losing

Género: Art-Pop/Indie Rock

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Atrasado pela pandemia, The Art of Losing foi finalmente lançado e está qualquer coisa de espetacular. É só o seu segundo álbum, mas a qualidade musical que comporta faz parecer que Catherine Anne Davies já anda nisto há décadas.

A certeza na sua voz só traz credibilidade e intensifica a reflexão de momentos de pesar e sofrimento na sua música. Porém, ao invés da densidade sombria que as suas músicas acartam, estas surtem um efeito positivo, que é o de companhia nestes tempos menos brilhantes ou coloridos.

O ponto mais notável foi a evolução de Catherine enquanto ser humano e o despontar de The Anchoress enquanto banda em apenas cinco anos.

Nota positiva para a colaboração extremamente bem sucedida com James Dean Bradfield.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Let It Hurt
> The Exchange (ft. James Dean Bradfield)
> Show Your Face
> Unravel
> My Confessor

The Antlers – Green To Gold

The Antlers Green to Gold

Género: Indie Folk/Dream Pop

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Green To Gold é o álbum mais despreocupado e livre de rédeas dos The Antlers até à data. O resultado acaba por ser algo simples mas bonito, leve mas elaborado, aconchegante mas a um custo.

Um custo porque os The Antlers já passaram por muitos dissabores que colocaram em risco a saúde de membros da banda. Os mais supersticiosos acreditam que todos esses dissabores foram o karma fruto do teor das suas letras focadas em temas pesados.

Sete anos passaram desde o último álbum (na altura tinham lançado três em apenas cinco anos), o que dá a entender que não foi fácil esta viragem de eventos. A verdade é que conseguiram e Green To Gold é a prova viva disso. Fica um “Bem-vindos” a estes novos The Antlers.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Wheels Roll Home
> Solstice
> It Is What It Is
> Green To Gold

Tune-Yards – sketchy.

Tune Yards sketchy

Género: Indie Pop/Worldbeat

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Tune-yards foram uma das minhas grandes descobertas em 2014 e “Water Fountain” até entrou no meu top 50 de melhores músicas desse ano. Posto isto, em 2017 recebi o I Can Feel You Creep Into My Private Life com bastante entusiasmado, mas não satisfez.

Quando vi que em março iria sair novo álbum, veio ao de cima um sentimento agridoce. Felicidade por estar prestes a ouvir novo conteúdo desta banda, conhecida por ter um som muito peculiar e original, mas ao mesmo tempo um nervoso miudinho pela existência da possibilidade de se espalharem novamente. Sketchy não é dos melhores álbuns da banda, contudo não desiludiu e, a meu ver, isso é que importa.

Não acho que seja um álbum que funcione como um todo. Todavia, tem individualidades muito boas.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> hypnotized
> hold yourself.
> under your lip

Valerie June – The Moon and The Stars: Prescriptions For Dreamers

Valerie June The Moon And Stars Prescriptions For Dreamers

Género: Americana/Folk

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É certo e sabido que The Order of Time (2017) colocou a fasquia bem lá em cima, tendo sido na altura um dos meus favoritos na lista de álbum do ano respetivo. Esse mesmo álbum seria o de afirmação de Valerie June no género americana, que lhe deu outro estofo no panorama musical.

Este novo lançamento, apesar de considerar que está ligeiramente abaixo do anterior, continua a ser muito bom. E o que faz dele especial é a garra de June a cantar, tornando-o mais aliciante a cada reprodução. Para ser franco, já perdi conta às vezes que o ouvi! Aconselho-vos a fazer o mesmo.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Stay
> You and I
> Colors
> Call Me A Fool (ft. Carla Thomas)
> Why The Bright Stars Glow

Atraso enorme no artigo de essenciais de março, estão vocês a pensar. Há inúmeros motivos: um deles foi ter acontecido no mês do meu aniversário. Assim já ficam a saber e, para o ano, já me podem dar os parabéns.

Já quanto aos verdadeiros motivos, foram o facto de já ter acabado o artigo dos essenciais de fevereiro a meio do mês de passado e ter subestimado a quantidade de música que tinha para ouvir. Só o dia 26 de março foi uma loucura a nível de lançamentos, dos quais cinco álbuns constam neste artigo.

Fica o desejo que o essenciais de maio chegue a boas horas, que isto de estar sempre em contra-relógio é exaustivo.

Artigo de álbuns essenciais de Abril

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