WWDC 2020. Novos sistemas operativos e um novo processador foram as novidades apresentadas pela Apple

Num formato totalmente digital, o evento anual da Apple mostrou-nos ainda uma nova Siri e a possibilidade de desbloquearmos o carro com o iPhone.

WWDC 2020

Todos os anos a história repete-se. A Apple anuncia o seu evento anual WWDC, dedicado a programadores, e a Internet rapidamente fica em alvoroço, apesar de, por norma, nunca ser apresentado nada de verdadeiramente espetacular.

Na WWDC 2020, foram apresentadas novidades que já se esperavam, como novos sistemas operativos, e algo que os rumores vieram confirmar: os computadores da marca vão deixar de usar os processadores da Intel, contando antes com um processador próprio da Apple.

Mas vamos por partes.

iOS 14

Rumores anteriores sugeriam que a Apple poderia mudar o nome do seu sistema operativo móvel para iPhone OS, mas tal não aconteceu (ainda). O iOS 14 foi oficializado e, essencialmente, quer que fazer com que os utilizadores sintam que está tudo mais organizado.

Por exemplo, com a App Library, os utilizadores conseguirão organizar todas as apps que têm instaladas nos seus iPhones. No fundo, é uma forma de os utilizadores deixarem de ter todas as apps espalhadas por vários ecrãs, passando a ter somente um com todas elas organizadas por categorias.

Os widgets estão também diferentes. Surgem atualizados, podendo ser incorporados no ecrã principal.

Uma das maiores novidades apresentadas para o iOS 14, porém, foi o PiP (Picture in Picture). Por exemplo, podemos estar a ver um vídeo e, se quisermos, colocar uma aplicação de chat na segunda metade do ecrã, pelo que podemos estar a ver um vídeo e a ver as mensagens que estamos a receber. Sim, só agora o iOS ganhou esta funcionalidade.

Há também novidades no que toca à Siri, que surge com uma nova interface, sendo ainda mais subtil, a app das mensagens tem agora novos memojis (podemos mudar o penteado, colocar máscaras, etc) e a app Maps poderá ser utilizada com bicicleta.

Finalmente, e no toca ao CarPlay, um iPhone com o iOS 14 poderá abrir um carro. Claro, será necessário o automóvel ter o sistema operativo da Apple instalado e ser um modelo recente. Por exemplo, a marca deu o exemplo da versão 2021 do BMW 540i, que deverá ser muitíssimo caro. Ou seja, não é para qualquer bolso.

MacOS Big Sur

Assim se chama o novo sistema operativo da maça para computadores, sejam eles portáteis ou desktops.

A grande novidade aqui é a nova interface, fazendo com que este SO fique o mais parecido possível com o iOS.

Assim, há novos ícones neste MacOS Big Sur, uma nova barra de aplicações e, também, aplicações redesenhadas, como a das mensagens, Mapas e Safari. Sim, o browser que é exclusivo do SO da Apple está, segundo a marca, mais rápido e a consumir menos recursos, mas também mais seguro.

tvOS 14, watchOS 7 e iPadOS 14

Estes já são sistemas operativos secundários, uma vez que não são tão balados como iPhones ou Macs. No entanto, também merecem destaque, continuando a evoluir.

No caso do tvOS 14, as novidades não são muitas. Com a nova versão, a Apple TV passa a ser compatível para comandos Xbox Elite 2 e Xbox Adaptive e ganha também suporte para PiP.

O AirPlay também surge melhorando, suportando resoluções 4K, e será possível na Apple TV vermos o estado dos equipamentos inteligentes lá de casa.

Em relação ao watchOS 7, as novidades apresentadas pela Apple revelam um maior cuidado com o que o utilizador faz diariamente. Por exemplo, e a título de curiosidade, a nova versão do sistema operativo para o Apple Watch irá relembrar os utilizadores de que estes têm de lavar as mãos, referindo ainda qual o tempo indicado para tal ação.

De resto, há novos faces, o sistema poderá dizer ao utilizador quando se deve deitar, mas também a que horas deve acordar, a app de Mapas será atualizada para dar indicações a ciclistas e o Apple Watch terá agora suporte para exercícios de dança. Ou seja, o SO conseguirá identificar quais partes do corpo estão a ser utilizados durante esta atividade.

No que toca ao iPadOS 14, bem, as novidades não são nada por aí além. Acima da tudo, a Apple quer facilitar a vida a quem utiliza os seus tablets.

Apple Silicon, o novo processador dos Mac

Há algum tempo que os rumores circulavam, pelo que a WWDC tratou de os confirmar: a Apple vai introduzir nos seus Macs, sejam portáteis ou desktops, um processador próprio.

Chama-se Apple Silicon e o macOS Big Sur estará otimizado ao máximo para o uso com este processador. Essencialmente, trata-se do adeus da Apple aos processadores da Intel, optando por algo fabricado in house, tal como acontece desde sempre com os iPhones.

O novo processador promete um desempenho sem precedentes, sendo totalmente indicado para profissionais multimédia. Aliás, todos nós sabemos o quanto os Macs são usados para trabalhos pesadíssimos.

Esta transição para processadores Apple Silicon será feita ao longo das próximas gerações do Mac.

Apple TV+

Um pequeno destaque para o serviço de streaming da marca. Foi anunciado que a app ficará brevemente disponível em modelos recentes de TVs Sony e Vizio (de momento, a app somente está disponível em televisores recentes da Samsung e LG, algo incompreensível). De resto, a Apple limitou-se a lançar um teaser da sua próxima grande série, Foundation, que terá um total de 10 episódios. O projeto estreia em 2021.

2.ª temporada de Doom Patrol chega a 26 de junho à HBO Portugal

Ou seja, no dia seguinte à estreia nos Estados Unidos.

Doom Patrol

Ansiosos pela estreia da segunda temporada de Doom Patrol? Pois bem, essa espera termina já no próximo dia 26 de junho. É nesse dia que novos episódios chegam à HBO Portugal.

Sim, episódios. É que, nesse dia, ficam disponíveis os três primeiros episódios da nova temporada, que irá focar-se em Dorothy, uma nova personagem e no seu poder de dar vida a personagens imaginárias que cria na sua mente

Para quem não está a par, a série Doom Patrol mostra-nos uma equipa de super-heróis traumatizados e oprimidos, em que cada um deles sofreu um acidente terrível que lhes deu habilidades sobre-humanas, mas também os deixou marcados e desfigurados. Os membros deste grupo vivem juntos e dedicam-se a investigar alguns dos fenómenos mais estranhos do mundo.

No elenco de Doom Patrol estão nomes como Abigail Shapiro, Diane Guerrero, April Bowlby, Joivan Wade, Alan Tudyk, Matt Bomer, Brendan Fraser e Timothy Dalton.

CrossfireX para Xbox One com beta aberta no próximo fim-de-semana

0

CrossfireX requer uma subscrição Xbox Live Gold ou Xbox Game Pass Ultimate para ser jogado.

CrossfireX é o novo jogo de ação multijogador na primeira pessoa para a Xbox One, desenvolvido pela Smilegate com a ajuda da Remedy Entertainment, os masterminds de jogos como Alan Wake, Quantum Break e Control.

Revelado em 2017, esta sequela de Crossfire (2007), é o primeiro jogo da série a chegar às consolas. Antes disso, vai ter direito a uma fase de beta para todos os jogadores.

A partir de dia 25 de junho, pelas 8h da manhã, até 29 de junho, pelas 5h da manhã, todos os jogadores da Xbox One vão poder participar numa Open Beta que lhes dá não só a oportunidade de experimentar em primeira mão este jogo competitivo, como também vai oferecer um skin de arma, exclusiva aos futuros jogadores de CrossfireX.

Nesta versão experimental, o título vai contar com duas fações e três modos de jogo, mas não precisam de esperar até dia 25 para começar já a dar tiros.

Até lá, está a decorrer uma Closed Beta, fechada e controlada a um número limitado de jogadores que fazem parte do programa Xbox Insider. Para acederem a esta fase, basta seguir os seguintes passos, propostos pela Xbox:

  • A Closed Beta está disponível para download a partir do Centro Xbox Insider;
  • Na Xbox One, inicia sessão e abre a app Xbox Insider (ou instala-a primeiro a partir da loja, se não a tiveres);
  • Navega até à secção de conteúdo, pesquisa e selecciona a beta de CrossfireX;
  • Pressiona em “Join”;
  • Espera que o registo esteja completo para seres dirigido até à loja para instalar a beta. O número de participantes será limitado inicialmente, sendo aumentado de forma progressiva;

Para mais informações sobre o programa Xbox Insider e as suas regalias, visitem a sua página oficial.

CrossfireX requer uma subscrição Xbox Live Gold ou Xbox Game Pass Ultimate para ser jogado.

Governo prolonga Estado de Calamidade em 15 freguesias de cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa

Tudo isto devido ao elevado número de novos casos de Covid-19 nas últimas semanas.

Lisboa tem estado no centro das atenções nas últimas semanas devido ao aumento de casos acima de qualquer outra região do país. Tendo isto em conta, entram esta terça-feira em vigor, a partir da meia-noite, novas regras em cinco concelhos de Lisboa e Vale do Tejo: Amadora, Odivelas e algumas freguesias de Lisboa, Sintra e Loures.

No total, são 15 as freguesias que irão permanecer em Estado de Calamidade. A garantia foi dada pelo primeiro-ministro António Costa à saída de uma reunião com os presidentes dos cinco municípios da área metropolitana de Lisboa que despertam maior preocupação.

E quais as medidas? Bom, regressa o limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento. Haverá mais polícias na rua, até para fiscalizar os serviços municipais, que passam a fechar às 20h. Será também proibida a venda de bebidas em áreas de serviço e será reforçada a proibição do seu consumo na via pública. Quem não cumprir com as regras arrisca-se a uma multa pesada.

No que toca aos centros comerciais, haverá uma maior fiscalização, isto para controlar as entradas, saídas e percursos.

Estas restrições vão ser aprovadas ainda hoje, num documento que ficará disponível em Conselho de Ministros (eletrónico).

Izidoro apresenta novos formatos para os produtos mais procurados pelos portugueses

Há não só novos novos packs no mercado, como em alguns produtos a gramagem foi duplicada.

Izidoro

Os hábitos dos portugueses mudaram bastante nos últimos meses devido à pandemia de COVID-19. Assistimos a uma menor frequência de visitas às superfícies comerciais, com os clientes a apostarem em compras de maior formato, e o consumo fora de casa reduziu bastante, ainda que milhares e milhares de portugueses tenham continuado a ajudar restaurantes através de serviços tipo Uber Eats e Glovo.

Certo, porém, é que, passando mais tempo em casa, os hábitos alimentares acabam por mudar bastante. Sabendo disso, a Izidoro acaba de efetuar várias mudanças no que toca aos produtos que tem à venda no mercado, apostando no lançamento de packs familiares e económicos. Tudo isto para dizer que os produtos fumados, curados e cozidos, como fiambres, presunto, chourição ou toucinho, do grupo Montalva/Izidoro, foram reforçados.

Por exemplo, sabemos que, nos fiambres, a Izidoro duplicou a gramagem no Fiambre Perna Extra em Fatias Finas (2x120g, 3,99€) e passou a oferecer 30g adicionais nas suas embalagens de Fiambre Forno a Lenha Peru e Frango (cada a 2,59€).

Já através da marca Damatta, o grupo também duplicou a gramagem nas embalagens fatiadas de Presunto (2x150g, 5,49€), Chourição (2x125g, 3,99€) e Toucinho (2x120g, 3,99€).

E claro, também houve mudanças nos preparados de carne da Izidoro. Por exemplo, a Carne Picada de Bovino 500g, as 12 Almôndegas de Bovino 360g e os 10 Hambúrgueres de Bovino 950g passaram a estar disponíveis em formato ultracongelado e económico.

Estes novos packs económicos já estão disponíveis em diversos pontos de venda.

(Terminado) Temos três chaves de West of Dead para PC (Steam) para oferecer

Visita o nosso Twitter para te habilitares a ganhar uma chave.

West of Dead

O Echo Boomer, em colaboração com o portal de videojogos Future Behind, têm mais um giveaway.

Com o passatempo a decorrer no Twitter, vamos dar a oportunidade a três seguidores de ganharem uma chave do recente jogo da Upstream Arcade, West of Dead, lançado no passado dia 18 de junho no PC (Steam) e Xbox One.

Neste jogo de ação em perspetiva isométrica controlamos William Manson, protagonizado por Ron Perlman (Hellboy, Sons of Anarchy), que, ao acordar no purgatório enquanto um homem morto, vai ter que lutar entre hordas de inimigos por níveis criados proceduralmente, enquanto o desafio vai ficando mais intenso e brutal.

Desvia-te de balas, usa coberturas e move-te depressa, num jogo com um estilo artístico distinto que lembra painéis de bandas desenhadas.

E os vencedores deste passatempo são:

  • @pLaTaOpLoMOGP
  • @vinicius00133
  • @BabyDuck666

Obrigado a todos os que participaram e até à próxima.

Crash Bandicoot 4: It’s About Time recebe um primeiro trailer cheio de nostalgia

A sequela direta da trilogia original chega em outubro.

Crash Bandicoot 4: It’s About Time

É oficial. Crash Bandicoot está de volta com uma sequela verdadeira à trilogia original criada pela aclamada Naughty Dog.

Desta vez nas mãos da Toys for Bob, Crash Bandicoot 4: It’s About Time foi revelado por Geoff Keighley na transmissão do Summer Games Fest, onde tivemos direito a um primeiro olhar em forma de trailer, cheio de nostalgia.

Ao som da icónica música de Fatboy Slim, “Funk Soul Brother”, vemos o novo Crash em ação ao longo de uma variedade incrível de níveis e cenários coloridos, cheios de armadilhas e plataformas, onde usa novas habilidades e poderes.

Além de Crash, também Coco e Neo Cortex são personagens jogáveis desta aventura, prometendo novas perspetivas nesta aventura entre o espaço e o tempo.

O trailer termina também com um piscar de olhos à audiência, estabelecendo-se como uma verdadeira sequela, com uma das novas personagens a dizer que parece que já derrotaram Cortex mais do que três vezes.

Crash Bandicoot 4: It’s About Time tem lançamento na Xbox One e PlayStation 4 no dia 2 de outubro.

Fanta lança três novos sabores no mercado para assinalar a chegada do verão

Estes sabores de Limão, Framboesa e Melancia e estão disponíveis até setembro.

Fãs de Fanta, esta é para vocês. A conhecida marca acaba de assinalar a entrada no verão com o lançamento dos sabores Limão, Framboesa e Melancia, todos eles sem adição de açúcar.

Os novos sabores estão disponíveis no formato de lata de 330ml e podem ser encontrados nos supermercados, hipermercados, lojas de conveniência, estações de serviço e em cafés e restaurantes.

Mas atenção, somente estarão disponíveis até ao final do mês de setembro.

A Fanta tem ainda consolidado a sua aposta na redução dos açúcares presentes na gama de produtos. Desde 2014, a Fanta Laranja e a Fanta Ananás diminuíram o seu teor de açúcar adicionado em 65,4% e 91,2%, respetivamente. Assim, atualmente, todos os sabores da marca Fanta são sem ou de baixas calorias porque têm uma quantidade de açúcares adicionados igual ou inferior a 4,5 g/100 ml e 20 kcal/100 ml, proveniente do total de açúcares.

Empresas podem agora anunciar em jogos de futebol a partir de 500€

Alguns estádios de futebol já aderiram a esta tecnologia da STADS.

Até aqui, a publicidade em jogos de futebol no campeonato português era algo somente acessível a algumas empresas. Porém, isso está prestes a mudar graças à empresa israelita STADS.

A plataforma tecnológica da STADS, que permite uma democratização do mercado da publicidade, estreia-se finalmente em Portugal depois de ter ficado disponível em países como Espanha, Alemanha, Inglaterra ou Itália.

Na prática, tal quer dizer que, agora, até pequenas empresas podem anunciar os seus produtos ou serviços durante os jogos de futebol, com orçamentos que começam nos 500€. Parece um investimento bastante acessível considerando que milhares de pessoas estarão a ver os jogos.

O funcionamento é super simples, ficando concluído em somente três cliques. As empresas começam por registar-se no site oficial para que a equipa da STADS possa entrar em contacto. Uma vez dado o acesso à plataforma, basta selecionar o jogo em questão, o número de minutos que pretendem publicitar e carregar o conteúdo.

Esta é uma novidade que surge, segundo Filipe Magalhães, um dos representantes em Portugal da empresa israelita STADS, devido ao facto de se terem apercebido que “algumas empresas, para nós muito relevantes mas de dimensão menor, como por exemplo restaurantes, não têm elementos multimédia prontos para serem transmitidos”.

De momento, Boavista FC, CD Aves, CD Tondela, FC Paços de Ferreira, Gil Vicente FC, Moreirense FC, Rio Ave FC, SC Braga, Vitória FC e Vitória SC são os clubes que disponibilizam esta tecnologia nos seus estádios. A estes 10, espera-se que, até final da época, mais clubes se possam juntar.

Esta tecnologia faz com que não só seja possível às empresas anunciar para muita e muita gente, como os próprios clubes podem encaixar algum rendimento extra.

O melhor de tudo? A plataforma permite ainda que empresas portuguesas possam também comprar publicidade virtual nas ligas espanhola, alemã, italiana ou inglesa.

O novo Ratchet and Clank promete tirar partido das melhores novidades da PlayStation 5

Vamos viajar entre dimensões num piscar de olhos.

Ratchet and Clank

Ao olho menos treinado, Ratchet and Clank: Rift Apart pode parecer apenas um belíssimo jogo, não muito diferente do que a atual geração é capaz de produzir.

No trailer revelado no evento dedicado aos jogos da PlayStation 5, assistimos a um nível de fidelidade gráfica e de animações que podiam muito bem passar por um filme CGI, mas há muita “magia” técnica apenas capaz de ser produzida na nova consola da Sony.

O novo vídeo de desenvolvimento da Insomniac Games explora algumas das novidades técnicas, do jogo desenvolvido em exclusivo para a nova máquina, onde, por exemplo, é explicado como é que é possível viajar entre dimensões de forma instantânea.

Ratchet and Clank: Rift Apart promete ser mais denso, mais divertido e muito mais vasto, permitindo que os jogadores viagem entre cenários de forma instantânea graças às velocidades incríveis do SSD da PlayStation 5, que permite o carregamento de modelos, elementos e níveis muito mais rápido do que alguma vez assistimos em jogos atuais.

Além disso, Ratchet and Clank: Rift Apart promete também tirar partido das vantagens do novo comando da Playstation, o DualSense, onde é prometido um nível de feedback tátil sem precedentes, dando a sensação de que o leque de armas disponíveis no jogo tenha um efeito único entre si e imersivo.

Ratchet and Clank: Rift Apart chega à PlayStation 5 numa data ainda por revelar.

Novo trailer de The King’s Man leva-nos até às origens da organização

Chega aos cinemas em setembro.

The King’s Man

The King’s Man recebeu um novo trailer cheio de ação. Apesar do seu nome ser fácil de confundir com o do primeiro filme da série de espionagem realizada pelo britânico Matthew Vaughn, The King’s Man é uma prequela que se passa décadas antes do filme original e que nos traz novas aventuras, conflitos e todo um novo elenco.

A prequela, novamente realizada por Vaughn, passa-se durante a Primeira Grande Guerra e conta as origens da organização secreta inteligente que dá nome à série e que se dedica à proteção do status quo do mundo, face à ameaça de grandes mestres do crime.

O elenco é completamente novo e conta com nomes bem conhecidos como Ralph Fiennes, Gemma ArtertonMatthew GoodeTom HollanderHarris DickinsonDaniel BrühlDjimon Hounsou, Charles Dance e Rhys Ifans.

The King’s Man estreia nos cinemas portugueses a 17 de setembro.

99% das lojas dos centros comerciais já estão a funcionar

É o que diz a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).

Centros comerciais

Das 8600 lojas que integram os centros comerciais associados da APCC, 8483 estão em funcionamento, ou seja, 99% destes espaços estão de portas abertas, divulgou hoje aquela entidade, que representa 93 conjuntos comerciais e mais de 90% da área bruta locável total existente em Portugal.

Os centros comerciais estão a cumprir a exigente limitação de um máximo de cinco visitantes por cada 100 m2 de área destinada ao público, garantindo o distanciamento social e o uso de máscara por todos, e reforçaram medidas de higiene e segurança em linha com o definido pela Direcção-Geral da Saúde.

Até ao dia 12 de junho, os membros da APCC tinham já acordado com mais de 87% dos seus lojistas a concessão de apoios, num montante total de 305 milhões de euros durante este ano, tornando-se o agente económico que mais apoiou o sector do retalho no contexto da pandemia em Portugal. Em causa estão descontos aos lojistas e moratórias de rendas, que vão para além da “lei das moratórias” e que permitem diferir o pagamento destas mensalidades para 2021 e 2022.

Glovo já chegou a Santarém, Montijo, Castelo Branco e Figueira da Foz

A popular aplicação já cobre 43 cidades portuguesas!

Castelo Branco

À semelhança da Uber Eats, também a Glovo tem-se expandido por Portugal a um excelente ritmo. Após ter chegado a mais cinco cidades portuguesas no mês passado, a aplicação acaba de abranger mais quatro localidades.

Santarém, Montijo, Castelo Branco e Figueira da Foz são as mais recentes cidades a fazerem parte das operações da app espanhola.

Churrascaria da Quinta, Vamos à Nanda, Verde e Branco Café, Bijon Subúrbio e A Padaria Beiroa são alguns dos parceiros locais que já estão com a Glovo em Castelo Branco.

Já na Figueira da Foz, os utilizadores podem encomendar opções da II Camino, Ratolas, Kangle, Jet 7.5 Food & Drinks, Bijou Restaurant, entre outros.

No que toca a Santarém, é possível pedir os hambúrgueres da Hamburgueria da Baixa, os pratos do O Capote ou sobremesas da Myiced, entre outras opções.

E claro, também é possível pedir algo da McDonald’s ou Pans & Company, por exemplo, nas cidades que tiverem esses restaurantes.

Em Portugal, a Glovo está disponível de momento num total de 43 cidades portuguesas: Almada, Alverca do Ribatejo, Amadora, Aveiro, Barreiro, Braga, Cascais, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Ermesinde, Évora, Faro, Figueira da Foz, Funchal, Guimarães, Lisboa, Leiria, Loures, Maia, Marinha Grande, Matosinhos, Montijo, Odivelas, Oeiras, Olhão, Portimão, Porto, em Ponta Delgada, Póvoa de Santa Iria, Póvoa de Varzim, Queluz, Rio Tinto, Santarém, Seixal, Setúbal, Sintra, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia, Vila Real e Viseu.

Depois das teleconsultas, Doctorino já permite marcar consultas ao domicílio

A Doctorino foi lançada no início do ano e, até ao momento, conta com cerca de 1300 profissionais especializados nas mais variadas áreas.

Doctorino

No contexto da pandemia Covid-19, a Doctorino surgiu como uma solução para a marcação de consultas com profissionais especializados em formato online e de forma segura. Agora, após o Estado de Emergência, a empresa lança uma nova funcionalidade: consultas ao domicílio em apenas três cliques.

Desta forma, qualquer pessoa poderá agendar uma consulta na sua casa com um profissional de saúde especializado.

É muito simples marcar as consultas ao domicílio. Basta que os pacientes escolham a especialidade que necessitam, o profissional de saúde disponível, a data e hora pretendida e preencher com os dados necessários para que, na data agendada, o profissional possa dirigir-se ao local indicado.

Para já, esta novidade está somente disponível na região de Lisboa, abrangendo especialidades como Nefrologia, Clínica Geral, Fisioterapia, Gastrenterologia, Psicologia e Osteopatia. Porém, e ao longo dos próximos meses, o objetivo é ir chegando a cada vez mais cidades.

Taylor’s Port reabre sala de provas e loja em Lisboa esta quinta-feira

Nós já lá fomos e garantimos: é como provar o Porto… mas em Lisboa.

Taylor's Port

Têm curiosidade em saber mais sobre o vinho que leva o nome de Portugal a todo o mundo? Pois bem, há uma boa notícia para os lisboetas ou para quem estiver de visita à capital.

A partir desta quinta-feira, dia 25 de junho, a Taylor’s Porto reabre a sua sala de provas e loja em Alfama, Lisboa.

Como seria de esperar, a reputada cada de vinho do Porto adaptou os seus espaços às recomendações da Direção-Geral de Saúde e do Turismo de Portugal, para dar a conhecer e a provar os seus melhores vinhos, incluindo a mais recente edição comemorativa do 50º aniversário do lançamento do seu primeiro LBV – Late Bottle Vintage 2015 (15€/garrafa).

Além da loja, o espaço tem ainda uma sala de provas (na verde, o espaço de provas divide-se em três salas), disponibilizando uma ampla carta de vinhos a copo e experiências comentadas, permitindo provar e conhecer diferentes estilos de vinho do Porto. Para quem quiser algo mais descontraído, há ainda uma pequena esplnada ao ar livre.

Na carta, a Taylor’s Porto disponibiliza uma seleção de 15 vinhos do Porto a copo, a partir dos 5€, entre os quais algumas edições históricas da casa, como Taylor’s Quinta de Vargellas Vintage 2015 (10€) ou o Taylor’s Vintage 1994 (34€).

Porém, e além do vinho, será sempre possível experimentar os cocktails de assinatura, como o Taylor’s Chip Dry Tónico ou o Croft Pink Granizado, ambos por 6€, e uns belos petiscos a acompanhar, como uma seleção que queijos e enchidos portugueses.

Este espaço da Taylor’s Porto em Lisboa funcionará de quinta a segunda-feira, das 14h às 20h.

Go Natural está cada vez mais presente nas lojas Continente e Auchan

Em 2020, e apesar da pandemia, o objetivo passa por aumentar a oferta de produtos, continuando a apostar na inovação e chegar a cada vez mais portugueses.

Go Natural

Foi no ano passado que a Go Natural chegou a cidades onde nunca esteve presentes. Como? Disponibilizando os produtos em mais de 100 lojas Continente e My Auchan. Já este ano de 2020, o objetivo é entrar em mais lojas do universo Sonae e aumentar o número de artigos à venda.

Assim, e neste momento, são 30 os produtos de conveniência que nascem da experiência da restauração e que estão agora disponíveis nas secções de takeaway das insígnias Continente, Continente Bom dia, Continente Modelo, My Auchan e lojas Go Natural.

A gama à venda nestas lojas é composta por alguns dos produtos clássicos e bestsellers dos restaurantes da marca, tais como a Sopa de Tomate, que há muito faz parte da ementa, e o Penne com Frango e Nozes, adaptado para um packaging mais prático. Já a Sopa de Pera e Curcuma é ideal para quem gosta de se aventurar em sabores mais exóticos e, tal como as restantes sopas Go Natural, não leva batata, é baixa em calorias e utiliza os melhores e mais frescos ingredientes.

No que toca a novidades, os clientes poderão optar por, por exemplo, as Sopas Biológicas de Curgete e de Cenoura e Abóbora com Gengibre, compostas apenas por ingredientes da época e que não têm batata na sua composição, e os Gaspachos de Tomate ou Pepino, pensados para os dias quentes de verão e que, devido ao seu formato, podem ser levados para qualquer lugar.

Já para complementar as refeições surge o sumo funcional Mango Lemongrass e a recém-chegada gama de Limonadas, com manjericão e hortelã ou na versão frutos vermelhos, todos sem adição de açúcar.

Ainda para este ano, a marca não descarta entrar noutros supermercados que não os da Auchan e Sonae. É esperar para ver.

Crítica – Perry Mason (1ª temporada)

Das mãos da HBO, chega este ano um remake da série clássica, originalmente lançada entre 1957 e 1966, que reconta a história de Perry Mason, um dos advogados mais famosos da cultura pop.

Perry Mason

Los Angeles, ano de 1932. Perry Mason e Pete Strickland são contratados por um advogado para resolver um caso bastante mórbido que envolve o rapto de um bebé de um ano, cujo propósito passa por extorquir os pais da criança. O enredo desenrola-se ao longo de oitos episódios de uma hora, que tiveram um custo de produção de 74,3 milhões de dólares.

Esta produção tem como base a obra literária que Erle Stanley Gardner criou em 1933 e, até à data da sua morte (em 1970), escreveu mais de 80 capítulos. Ao desenvolver esta personagem (Perry Mason) ao longo de tantos volumes, o foco de Gardner passou essencialmente por defender os mais desafortunados, com o objetivo de chamar à atenção para as condenações criminais injustas – que na altura aconteciam ainda com mais frequência.

Os livros foram um enorme sucesso em Hollywood, dando origem a inúmeros filmes. No entanto, foi só com a série (1957-1966) que Perry Mason começou a ganhar popularidade, dado que os filmes foram, na sua maioria, um fracasso. Para além deste formato, Perry Mason também passou pela rádio em emissões de quinze minutos, cinco vezes por semana, e em banda desenhada, em pequenos spots de jornais.

Voltando à mais recente produção da obra de Perry Mason, é importante salientar que a HBO optou por uma abordagem diferente que gerou pontos positivos, mas também negativos. Para começar, Mason é, inicialmente, nesta mini-série, detetive/investigador privado, algo que, na minha opinião, trouxe frescura à história, lembrando um pouco Sherlock. A decisão de começar desta forma ofereceu algumas bases para a abordagem que Mason faz enquanto advogado, mais para a frente na narrativa.

O clima Hollywoodesco com pitada criminal desenvolvido ao longo da temporada é bastante convincente, focando-se num ponto de vista mais sombrio, bastante gráfico e, de certa forma, psicológico. Isto torna mais fácil ficarmos intrigados com o desenrolar de acontecimentos e deixar-nos absorver pela história.

Perry Mason

Apesar de, às vezes, parecer um bocado aleatória a diversidade de personagens introduzidas, todas elas acabam por encaixar de certa forma na linha de acontecimentos. Para além disso, para oito episódios, as personagens foram, na sua generalidade, muito bem exploradas. A seleção do elenco ajudou bastante, para ser franco.

Matthew Rhys é Perry Mason e foi a escolha perfeita. A estrela de The Americans (que originou duas nomeações para Globos de Ouro e um Emmy) é misteriosa, vigorosa e prática, tudo o que Mason precisa para ter sucesso.

Tatiana Maslany, que se tornou célebre pela sua versatilidade enquanto atriz em Orphan Black (valendo-lhe um Emmy e uma nomeação de Globo de Ouro), renasce na pela de Sister Alice e surpreende com mais uma ótima performance, apesar de ter um protagonismo mais secundário.

Lili Taylor é Birdy McKeegan (mãe de Alice) e o seu desenvolvimento como atriz faz lembrar um bom vinho – só melhora com o passar do tempo. Quem se lembra dela em Six Feet Under ou X-Files (que lhe garantiram ambas nomeações para Emmy) e a vê agora nota assim mesmo. É um papel muito secundário, mas prova que ainda tem em si muito para oferecer ao cinema/televisão.

Com mais experiência temos John Lithgow (protagonizando ‘E.B.’ Jonathan), que é, provavelmente, a grande estrela da série. O ator com uma carreira recheada de êxitos (que contou com duas nomeações para Óscar, dois Globos de Ouro e seis Emmy) é a minha escolha para melhor representação.

Perry Mason

Temos ainda Shea Whigham como Pete Strickland, parceiro de Mason na investigação. O ator que foi estrela em Boardwalk Empire oferece valor acrescentado a esta série.

Semelhante a esse valor acrescentado, temos também Chris Chalk (participou em When They See Us) que protagoniza Paul Drake. Na minha opinião, esta personagem é muito importante para a série face ao movimento em moção de Black Lives Matter, oferecendo algum contexto histórico no que toca à discrepância social e de oportunidades entre os cidadãos afro-americanos e brancos.

No entanto, a série não é perfeita e o que mais a prejudica foi o que devia ter sido o seu ponto forte, para garantir que esta abordagem fazia esquecer mais de 50 anos de remakes fracassados. O problema é que a narrativa é tão densa que, por vezes, torna-se confusa (principalmente na transição investigador-advogado de Mason), dando a sensação que nos distraímos em algum momento, resultando na perda de informação relevante. Senti a necessidade de voltar atrás em alguns episódios para tentar perceber se alguma coisa me passou ao lado. Mas com a exceção desta pedra no sapato, não há falhas assinaláveis.

Perry Mason chega, assim, à HBO Portugal no dia 22 de junho com o selo de série de qualidade. Todavia, ficou a uma unha negra de ser das melhores produções deste ano. Apesar disso, é uma ótima aposta se forem fãs de séries de crime.

Crítica – 7500

7500 necessita de um Joseph Gordon-Levitt impressionante para manter a sua altitude de voo, mas passa por demasiada turbulência.

7500

Quando terroristas tentam controlar um voo Berlim-Paris, um jovem copiloto americano, Tobias (Joseph Gordon-Levitt), faz de tudo para salvar a vida dos seus passageiros e tripulação enquanto cria uma conexão surpreendente com um dos sequestradores.

Sou um fã tremendo de thrillers claustrofóbicos de apenas uma localização. Se a atmosfera conter suspense e tensão suficiente, esta pode elevar o filme de maneiras inimagináveis. Também sou facilmente entretido por filmes em aviões como Non-Stop ou o clássico Snakes on a Plane. 7500 passa praticamente todo o seu tempo de execução dentro do cockpit de um avião sequestrado, seguindo uma representação mais realista do ponto de vista dos pilotos. Combina dois aspetos que aprecio profundamente em cinema, tornando-se um subgénero realmente cativante. Mas… é bom ou nem por isso?

Relativamente à sua história, não cria nada de extraordinariamente único. Em todo o caso, aprecio que não siga a ação over-the-top, completamente louca, por vezes demonstrada neste tipo de filmes, que pode ser incrivelmente exagerada, desafiando todas as leis da física e da realidade. Neste caso, o espetador segue o desenrolar do argumento apenas através dos olhos de Tobias, para além do ecrã e áudio do cockpit. Logo, não esperem um voo cheio de ação porque 7500 está longe disso. É simplesmente uma visão tecnicamente incomum de uma história contada várias vezes de muitas formas diferentes.

O melhor aspeto do filme é aquele que mais desejava que fosse bem executado: a sua atmosfera. Patrick Vollrath, a fazer a sua estreia como argumentista-realizador, consegue gerar tensão e suspense suficientes para agarrar os espetadores durante a primeira hora. Tobias enfrenta dilemas morais extremamente complicados, os quais não possuem resposta certa, e todos têm consequências graves. Esta parte do argumento é o componente mais cativante do filme, elevado pelo facto de tudo ocorrer dentro do cockpit claustrofóbico.

Joseph Gordon-Levitt, que está longe dos holofotes principais desde Don Jon, entrega uma das suas melhores prestações. Mantém o filme a voar ao demonstrar todas as suas qualidades enquanto ator, interpretando o seu guião de forma soberba. Sem a sua performance emocionalmente convincente, 7500 destruir-se-ia em mil pedaços. Omid Memar também é muito bom como Vedat, embora o ache um pouco exagerado durante alguns diálogos. Todos os outros são dispensáveis, tendo em conta que esta é uma peça centrada no protagonista.

Tecnicamente, como escrevi acima, 7500 é diferente das películas normais de sequestro aéreo. Além do ponto de vista exclusivo do cockpit, desenrola-se praticamente em tempo real, isto é, apesar do filme ter os cortes de edição comuns, noventa minutos são, de facto, perto de noventa minutos. Não existem muitos takes longos nos quais tenha reparado, mas a edição (Hansjörg Weißbrich) é tão perfeita que cria um ambiente em tempo real, o que ajuda a dar ao filme uma sensação bastante realista. Porém, e mesmo com todas estas qualidades, 7500 tem imensas dificuldades em se manter nas nuvens.

O ponto de vista do piloto não é cativante o suficiente para uma longa-metragem, pelo menos não da maneira que 7500 executa. Para um filme focado maioritariamente na personagem principal, esta carece de maior profundidade. A história pessoal de Tobias é tão genérica quanto poderia ser, o que não me ajuda a importar-me assim tanto com ele. A narrativa segue um caminho formulaico e previsível que possui alguns momentos supostamente chocantes, mas estes são tão antecipados desde o início que perdem parte do seu impacto.

É uma premissa que permite um suspense nervoso, mas, no geral, o argumento merecia uma maior exploração. Além disso, o estereótipo de “terroristas islâmicos” só prejudica (e muito) a intenção de Patrick Vollrath. Já passaram 19 anos desde o 11 de Setembro de 2001. Não existe necessidade de colocar os sequestradores gritarem constantemente “Allahu Akbar”.

O maior pecado de 7500 não é a falta de desenvolvimento das suas personagens, mas sim a sua representação superficial e estereotipada (não apenas dos sequestradores). Espero que não tenha um reação negativa online, pois está longe de ser um mau filme…

7500 necessita de um Joseph Gordon-Levitt impressionante para manter a sua altitude de voo, mas passa por demasiada turbulência. O argumentista-realizador estreante, Patrick Vollrath, entrega a sua visão incomum sobre o subgénero, demonstrando o sequestro de um avião exclusivamente através do ponto de vista do piloto. A atmosfera claustrofóbica do cockpit, repleta de suspense e tensão, origina algumas cenas de fazer roer as unhas, mas a falta de profundidade das personagens tira impacto aos dilemas morais emocionalmente convincentes impostos ao protagonista.

Apesar do excelente esforço técnico, a narrativa segue um caminho previsível, possuindo os pontos enredo convencionais, que reduzem o nível de interesse e entusiasmo. O estereótipo dos “terroristas islâmicos” afeta o filme muito negativamente, visto que não há necessidade de fazer os sequestradores pertencerem a essa religião pela centésima vez. Posso recomendá-lo para qualquer leitor que esteja à procura de um thriller aéreo diferente dos habituais carregados com ação desmedida. Apenas não esperem uma execução brilhante.

7500 pode ser assistido via Amazon Prime.

Análise – Ys: Memories of Celceta

Um simples e divertido RPG de ação que chega finalmente à PS4 depois de um lançamento na PS Vita e no PC.

Ys: Memories of Celceta

Muito mudou desde o lançamento de Final Fantasy VII em 1998. O clássico da PlayStation foi uma verdadeira mudança de paradigma na indústria, trazendo o género RPG para a ribalta e demonstrando como o público ocidental estava disposto a investir nas aventuras grandiosas e nos combates por turnos que alimentavam a imaginações dos jogadores japoneses.

Com o passar dos anos, o Ocidente abriu as suas portas ao género e vimos a chegadas de algumas das séries mais famosas, como o regresso de Dragon Quest e Shin Megami Tensei, mas também a estreia de títulos peculiares como Dark Cloud, Valkyria Chronicles e Legend of Legaia.

No meio de tantos lançamentos, a série Ys manteve-se perdida e longe da atenção dos jogadores. Depois do regresso na PS2 e na PSP, as aventuras de Adol continuaram a ser relegadas a um público restrito. Para muitos, Ys é uma série peculiar, perdida no tempo e com uma origem pouco ou nada conhecida.

Na verdade, Ys é uma das series mais antigas do género, com o primeiro título a ser lançado no NEC PC-8801 em 1987, e das primeiras a combinar a estrutura clássica dos RPG com um sistema de ação. Mesmo com o seu estatuto de culto, a Falcom voltou à carga e apostou, uma vez mais, no mercado ocidental com o lançamento de Ys Origins e do excelente Ys VIII: Lacrimosa of Dana. Agora, em 2020, Ys está de regresso, mas desta vez com a reedição de Memories of Celceta, anteriormente disponível no PC e PlayStation Vita.

A Falcom fez a escolha acertada ao dar uma segunda oportunidade ao exclusivo da Vita. Agora disponível para PC e PS4, Memories of Celceta dá-nos um olhar importante sobre a evolução da série, servindo como um ponto de transição entre Ys Seven, lançado na PSP, e Ys VIII, que cimentou a direção e estilo desta nova vertente da franquia.

Ys: Memories of Celceta

Para os que não estão familiarizados com as aventuras de Adol Christin, o RPG de ação segue o famoso aventureiro de cabelo vermelho à medida que explora a misteriosa floresta de Celceta. Após perder as memórias, Adol terá de regressar à floresta e descobrir o que está por detrás dos seus poderes misteriosos e do desaparecimento dos seus habitantes, culminando numa campanha rápida, repleta de ação e muito assente na estrutura, temas e mecânicas clássicas da série.

Memories of Celceta é um RPG de ação imparável, apresentando um sistema de combate muito intuitivo e variado. Apesar de não se focar nas tradicionais combinações, traz-nos um leque de ataques rápidos, várias habilidades especiais – com um golpe poderoso para cada herói – e um sistema de rotação de personagens que tornam os confrontos mais dinâmicos. Com um sistema de evolução bastante clássico, onde podemos melhorar os atributos de Adol de nível para nível, mas também pelos equipamentos e acessórios que equipamos, Memories of Celceta simplifica as suas mecânicas para manter o jogador focado na exploração e no combate.

O grande destaque vai, no entanto, para o sistema de rotação de personagens. Ao contrário dos títulos anteriores, Memories of Celceta expande as mecânicas de Ys Seven e coloca-nos no controlo de três personagens em combate. Cada personagem tem as suas habilidades e vantagens, e é essencial saber quando e como combinar os seus poderes ao longo da campanha. Na verdade, o jogo funciona quase como um jogo de pedra-papel-tesoura, no sentido em que cada personagem tem uma classe de ataque (slash, strike, pierce) que disfere mais pontos de dano a determinados tipos de inimigos. A rotação entre personagens é feita através de um único botão (no caso da versão PS4, é o círculo) e é instantânea, refletindo assim a velocidade do sistema de combate.

No fim do dia, Memories of Celceta é absolutamente divertido, mesmo não apresentando variações ou combinações nos ataques básicos, para além das habilidades especiais, e sofrendo de alguma repetição. A floresta de Celceta esconde vários segredos e caminhos alternativos, apesar de manter uma estrutura maioritariamente linear. À medida que exploramos, encontramos baús, novos recursos – que podemos utilizar através do sistema de crafting ou trocar por materiais mais poderosos – e inimigos secretos que irão desafiar-nos em combate.

A exploração é essencial, especialmente para os que quiserem completar o mapa a 100%, existindo sempre o incentivo das missões secundárias, que se relegam à descoberta de um item ou ao combate contra um monstros específico.

Ys: Memories of Celceta

Apesar da sua linearidade, Celceta procura dar aos jogadores incentivos para continuarem a exploração. Para além de completarem o mapa a 100%, existem tesouros e zonas da floresta que só ficarão disponíveis se tiverem a personagem com a habilidade correta na equipa. Seja cortar plantas, abrir tesouros ou destruir pedras, estas habilidades são essenciais e revelam alguns dos caminhos alternativos do jogo. Desta forma, cria-se uma certa rotatividade na gestão da equipa, dando aos jogadores a possibilidade de conhecerem melhor os protagonistas de Memories of Celceta.

Por fim, temos o foco nas memórias de Adol. Ao longo do jogo, Adol está amnésico, sem se lembrar do seu passado ou do que aconteceu na floresta de Celceta durante a sua primeira visita. Para um aventureiro, perder as memórias é um golpe forte e o jogo tenta, ainda que muito levemente, criar essa emoção tanto na personagem, como no jogador. Cria-se assim a missão de recuperar as memórias de Adol, espalhadas agora pela floresta, e ligar os vários momentos da sua vida. Desde a sua infância, ao ouvir histórias sobre o mundo, até aos seus primeiros passos como aventureiro, as memórias desbloqueiam pequenos trechos de história que revelam um pouco mais sobre Adol, um herói que é maioritariamente silencioso.

A passagem para a PS4 não é surpreendente. Apesar de termos modelos mais definidos e uma maior luminosidade e cor nos cenários e nas personagens, Memories of Celceta é um jogo da PS Vita e não há volta a dar. Os mapas são muito limitados, os modelos não apresentam grande detalhe, a IA das personagens é muito limitada (especialmente no que toca ao pathfinding) e há a sensação de estarmos perante um mundo muito pequeno e condicionado pelo hardware da portátil. Nada disto afeta a jogabilidade, felizmente, mas gostava que a série surpreendesse mais a nível visual.

No entanto, a banda sonora, composta por Hayato Sonoda, Takahiro Unisuga, Saki Momiyama e Tomokatsu Hagiuda, surpreende mais uma vez pela positiva, mantendo a energia e variedade que marcaram os títulos anteriores.

Ys: Memories of Celceta poderá não ser para todos, mas é um excelente RPG de ação que utiliza a sua simplicidade para criar uma campanha divertida, repleta de combate e com alguns momentos mais emocionantes. Depois de Lacrimosa of Dana, este é um pequeno passo atrás, mais limitado e seguro, mas é igualmente mais focado no sistema de combate e na exploração. Esperemos que Ys IX: Monstrum Nox chegue brevemente à Europa.

Nota: Muito Bom

Plataformas: PC, PlayStation 4
Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela Decibel PR.

The Last of Us Part II – À conversa com Joana Ribeiro, a voz de Ellie

É um dos jogos mais cinematográficos que já vi.”

Joana Ribeiro - The Last of Us Part II

Sete anos depois, The Last of Us está de volta à PlayStation com uma ambiciosa e emocional sequela.

The Last of Us Part II dá continuidade ao celebre jogo da Naughty Dog, lançado originalmente para a PlayStation 3, e, como seria de esperar, há caras e vozes familiares de regresso, como é o caso de Joana Ribeiro, a atriz portuguesa que dá a voz àquela que já é um dos maiores ícones femininos da PlayStation, Ellie, que, neste episódio, tem pela frente uma jornada negra de vingança e com alguns horrores à mistura.

Para celebrar o lançamento do jogo para a PlayStation 4, a PlayStation Portugal deu-nos a oportunidade de falar um pouco com Joana Ribeiro sobre a sua ligação à personagem principal de The Last of Us Part II, sobre o trabalho de dobragem, sobre as fugas de informação do jogo e até da adaptação que a HBO vai produzir.

joana ribeiro linhas tortas
Joana Ribeiro em Linhas Tortas (2019)

A seguinte entrevista foi editada para facilitar a leitura.

Echo Boomer (David Fialho) – Fala-nos um pouco sobre a Ellie. Como é que foi voltar à personagem após tanto tempo?

Joana Ribeiro – Quando soube que ia haver um segundo jogo fiquei muito contente com a hipótese de voltar ao mundo da Ellie e de voltar a interpretá-la. E quando soube que realmente estavam a contar comigo para o fazer, fiquei bastante contente, até porque podia descobrir o que é que tinha acontecido durante estes sete anos – no nosso mundo, no mundo da Ellie passaram quatro.

EB – Já estavas à espera de uma sequela?

JR – Eu lembro-me que, quando terminei, já se ouviam uns zumzuns de que ia haver um segundo. Não era nada de definitivo, até porque, quando eu fiz a dobragem, não sabia que o jogo ia ter o sucesso que teve. Esperava que assim fosse, porque o jogo estava realmente muito bem feito, mas não havia certezas. Portanto, só depois do jogo sair, das críticas começarem a sair e do jogo se ter tornado um sucesso é que se começaram a ouvir os tais zumzuns de que ia haver um segundo jogo. Tal como o Uncharted, que teve sequelas. Portanto, eu já estava mais ou menos à espera que isso acontecesse, mas agora eu não fazia ideia se a Ellie ia ter um papel importante.

EB – Tinhas noção do quanto os fãs gostam da tua versão da Ellie?

JR – Eu não tinha ideia! Fiquei muito contente por saber. Aliás, acho que este é o trabalho que tem mais pessoas a falar comigo. Eu tenho imensa gente no Instagram a mandarem-me mensagens, a perguntarem-me se ia voltar a fazer de Ellie, a dizer que gostavam imenso de jogar o jogo em português, que achavam que os atores que faziam a dobragem em português eram incríveis, etc… Fico muito contente, porque trabalhámos tanto para isto e foi tão intenso. E há uma equipa por detrás deste trabalho que é incrível e há uma atenção ao pormenor muito grande. Por isso, receber essas mensagens e carinho pelos fãs do jogo foi espetacular. E eu gosto muito de receber mensagens sobre a Ellie porque eu adoro a Ellie, acho que é das personagens que mais gosto!

EB – Como é ouvir a tua voz numa personagem que não és tu? Consegues desligar-te dela?

JR – Sim eu acho que consigo, até porque a Ellie vive numa situação completamente diferente da minha, numa realidade diferente, logo isso ajuda-me bastante. Mas acho que é sempre um pouco estranho ouvir a nossa própria voz, até porque eu digo imensas asneiras (risos). Eu tinha dias em que ia dobrar o jogo e estava muito cansada e, de repente, chegava ao estúdio e estava uma hora a dizer asneiras e era espetacular. Por vezes até tinha que as repetir 20 vezes seguidas. É libertador.

EB – Qual é a tua versão favorita da Ellie?

JR – Vou-te confessar que, quando estava a fazer a dobragem de The Last of Us Part II, as cenas de flashbacks eram do tipo: “Ah! A Ellie nova, outra vez!” Porque era mais leve. Mas ao mesmo tempo escolho a Ellie mais velha, porque tem também momentos da Ellie mais nova e é isso que eu gosto neste novo. Além de vermos que ela está mais dura, mais velha, mais fria, continua uma menina e há momentos em que isso vem ao de cima e é tão bonito de se ver.

Já havia momentos desses no primeiro jogo, no meio de guerras, lutas e mortes e, de repente, tens o momento das girafas, que é lindo. Dá-nos uma oportunidade de respirar e admirar o mundo, antes de voltarmos à luta para matar infetados. Neste jogo também acontece, também vemos a Ellie mais nova e até podemos tocar guitarra com ela, o que é maravilhoso.

EB – É muito difícil fazer a dobragem da Ellie?

JR – Houve cenas emocionalmente muito difíceis. E até mesmo tecnicamente porque tinham muitas respirações. Isso foi difícil e levou muito tempo, mas, depois de ver o resultado final, foi muito fixe poder ver tudo. Houve algumas cenas em específico que eu pedi no fim do tempo de dobragem para ver como tinha ficado, de modo a ver se tudo batia certo. Muitas vezes é difícil fazer um ficheiro inteiro seguido, temos que parar, ouvir outra vez, voltar. Connosco tivemos o mesmo técnico de som que fez o primeiro The Last of Us comigo, que é o André, e ele fez um trabalho espetacular. Eu não fazia ideia do trabalho que está por detrás de fazer dobragens. É mesmo um trabalho super difícil. E depois, lá está, quando vemos um trabalho bem feito, é muito gratificante poder fazer parte disto.

The Last of Us Part II
The Last of Us Part II – PlayStation 4

EB – Infelizmente The Last of Us Part II sofreu graves fugas de informação com cenas partilhadas intencionalmente na Internet. Qual é a tua opinião sobre isso?

JR – Acho que é uma pena as pessoas saberem o que vai acontecer. É tão especial assistir. A mim, os spoilers não me afetam, até me dão uma vontade maior de ver e de ler como é que aquilo acontece. Mas acho que é uma enorme falta de respeito para com as pessoas que não gostam disso e eu deparei-me com isso até na página do Instagram da PlayStation, porque as pessoas iam lá comentar o que acontecia no jogo só por maldade, só para estragar o jogo. Acho isso tão mesquinho. Se vocês querem saber o que acontece, ok, é uma escolha vossa. Agora não têm que obrigar as outras pessoas a saber se elas não querem saber. Acho que tem que haver um bocado de noção. Mas, na minha opinião, o que saiu não estraga, de todo, o jogo. O jogo tem tanta coisa a acontecer e é tão surpreendente que, mesmo quando pensam que sabem o que vai acontecer, consegue surpreender-nos.

EB – Tiveste oportunidade de conhecer alguém da produção original?

JR – Não… Foi tudo feito à distância. Mas eu adorava! Gostava mesmo de conhecer a Ashley Johnson (Ellie) e o Neil Druckmann (diretor do jogo), acho que ele é um génio. O meu irmão sabe a história toda. Ele é fã do jogo e da Naughty Dog e no outro dia estava a dizer-me: “Ele é um génio, ele começou como estagiário e foi subindo e fez o The Last of Us, que é espetacular.” E também me contou que este segundo The Last of Us foi escrito pela co-autora da série Westworld (Halley Gross).

Na verdade, este jogo é uma obra cinematográfica. Acho que é um dos jogos mais cinematográficos que já vi. E há uma razão pela qual vai ser adaptado a série, pela HBO, que vai fazer uma série baseada em The Last of Us.

EB – Vou partir do princípio que aceitarias fazer parte dessa série, por isso pergunto: Qual é o teu elenco de sonho para esse projeto?

JR – Amava. Aliás, estou muito triste por ser “velha” demais para ser a Ellie, mas adorava, acho que é uma personagem espetacular. Por acaso estava a falar com uma amiga minha, atriz, que é a Alba Batista, ela fez uma série para a Netflix, Warrior Nun, que vai estrear agora, e acho que ela dava uma ótima Ellie. Porque ela é mais nova que eu e parece mais nova. Acho que ela tem o perfil certo para fazer de Ellie, até porque inicialmente dizia-se que a Ellie era muito parecida com a Ellen Page e eu acho a Alba parecida com ela quando era mais nova.

Adorava que fosse uma atriz portuguesa a fazer a série. Vai ter o realizador do Chernobyl, vai ser uma megaprodução, vai ser espetacular. Portanto, o meu elenco de sonho tinha que ter a Alba Batista para fazer de Ellie e depois, para Joel, eu ia mais para um Viggo Mortensen. Eu gostava de ver um ator diferente, mas o Viggo foi assim o primeiro que eu pensei. É o único que consigo imaginar sem ser os outros que as pessoas já sugeriram.

EB – Para terminar, achas que conseguias sobreviver ao apocalipse zombie?

JR – Claro que sim.

EB – Por quantos dias?

JR – Era a última sobrevivente. Matava-os a todos. Aprendi com a Ellie (risos).

The Last of Us Part II já está disponível na PlayStation 4.