Análise – Control: The Foundation

The Foundation é o nome da nova expansão de Control, o ambicioso e aclamado jogo da Remedy que surpreendeu tudo e todos quando chegou ao PC e consolas em agosto de 2019.

Quase meio ano depois pode parecer muito tempo, especialmente para os fãs do jogo que ansiavam por mais desculpas para explorar o mundo de Control na pele de Jesse. Até aqui tivemos uma atualização gratuita que introduziu novos desafios e uma pequena nova área, mas nada comparado com The Foundation, que acrescenta um pedaço substancial de jogo, fazendo justiça à definição de expansão.

Com uma nova história, ou neste caso uma missão, The Foundation, como muitas outras expansões do género, poderia muito bem ser uma porção do meio do jogo que ficou de fora por razões criativas ou porque não estava preparado para o lançamento original, mas aqui não é o caso.

The Foundation dá continuidade a Control como se de uma micro-sequela se tratasse. Somos chamados a resolver mais um problema na Oldest House que, se não for resolvido a tempo, pode acabar com a realidade como a conhecemos.

Control: The Foundation

Numa nova área, a Foundation, que dá nome à expansão, viajamos até à fronteira entre a realidade e o plano astral, que correm o risco de se fundir e colapsar. Por muito fantástica que esta visão seja, a Remedy volta a criar cenários visualmente realistas, num misto de estranheza e fantasia, com a representação de novas áreas no plano astral, já apresentado no jogo original, e de uma série de zonas novas como grutas, escavações e outros espaços que contam com uma identidade muito única, com elementos de destaque como monólitos, areias vermelhas e cristais destruíveis, que apresentam também novas mecânicas ao jogo.

A nova área, que, na realidade, é composta por várias zonas, é extensa, detalhada e, tal como o jogo original, permite que sejam desbloqueados atalhos e zonas secretas. Tudo junto, além da história apresentada, a nova expansão acrescenta uma quantidade de atividades e side-quests substanciais dando cerca de mais cinco a seis horas de jogo, dependendo no nosso ritmo.

A jogabilidade de Control mantém-se divertida e dinâmica com um misto de shooting na terceira pessoa com as habilidades telequinéticas especiais de Jesse, que apimentam os nossos confrontos. Junto com The Foundation, Control recebeu também um novo update gratuito que inclui algumas melhorias ao jogo, que aqui são muito importantes. Além de um mapa mais fácil de ler, muito útil para não perder o norte em alguns objetivos, inclui uma nova habilidade – a possibilidade de alocarmos pontos na nossa árvore de habilidades – e, mais importante, um conjunto de novos mods que nos irão ajudar a recolher recursos, como a vida e a energia durante os combates.

Nesta nova aventura, temos também duas novas habilidades passivas para controlar os tais cristais que crescem um pouco por todo o lado e que não só nos ajudam a navegar e a desbloquear novas zonas, mas que podem também ser usadas em combate de forma ofensiva ou defensiva. É certo que só podem ser usadas quando esses cristais existem no ambiente, mas oferecem novas oportunidades de jogo quer nos momentos mais tensos, quer nos momentos de exploração e plataformas.

Estas melhorias são importantes na medida em que The Foundation é um enorme desafio para os jogadores. Tal como o jogo base, não há um nível de dificuldade a não ser o aumento da vida dos inimigos ao longo do jogo, e The Foundation requer mesmo que o jogo base seja completado ao máximo para podermos ultrapassar os seus objetivos e derrotar os inimigos de alto nível.

Control: The Foundation

Nesta expansão, temos apenas um novo tipo de inimigo comum, mas tanto este, como outros já conhecidos, apresentam-se muito mais fortes, mais inteligentes e mais imperdoáveis. Os reflexos e a gestão de recursos são mais ou quase tão importantes nos combates normais, como eram apenas nas boss battles do jogo base. Não há dúvida que é um deleite usar e explorar os poderes e habilidades de Jesse, mas The Foundation faz-nos suar desde o primeiro ao último encontro.

A narrativa é onde The Foundation perde alguns pontos face à forma como a história é explorada. A missão principal é clara e as implicações das nossas escolhas também, contudo, a história fica facilmente em segundo plano, com The Foundation a focar-se mais na construção do mundo e na história visual que cada zona nova conta. Mais uma vez, voltamos a encontrar muitos documentos e ficheiros perdidos que continuam interessantes de ler e ouvir, mas que não satisfazem tanto como a apresentação de uma cinemática ou sequências de diálogos, existentes em quantidades muito limitadas. Felizmente, temos também side-missions, segredos e sequências deliciosas que compensam a dificuldade no investimento da história principal.

No fim, fica o sentimento que The Foundation é só apenas mais um nível de Control, o que não é mau de todo para quem é muito fã do jogo e quer mais uma desculpa para o jogar. Para já, com uma segunda expansão a caminho da qual pouco sabemos do que se irá tratar, talvez ainda não seja, de todo, obrigatória. Mas é mais Control, e isso nunca será certamente demais.

The Foundation já está disponível para PC e PlayStation 4, em separado ou parte do Season Pass de Control, e vai chegar em breve, também, à Xbox One.

Nota: Muito Bom

Control: The Foundation

Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One
Este jogo e a sua expansão (versão PC) foram cedidos para análise pela 505 Games.

The Foundation expande o mundo de Control com uma nova missão, novas áreas e habilidades, num pacote delicioso para os fãs que querem mais aventuras neste mundo e que procuram um desafio à altura das suas habilidades acumuladas durante o jogo original.

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