Música – Álbuns essenciais (outubro 2021)

Um mês de regressos surpreendentes e de estreias muito interessantes.

Outubro é pautado pelo desapontamento com Coldplay, que trocaram a alma (de vez) por um sucesso comercial bacoco. E também pela mágoa com Duran Duran, que ficaram aquém do esperado numa tentativa de ajustar o seu som aos tempos atuais (recentemente até comprei o disco de essenciais da banda, tal era a minha excitação com este novo projeto).

Metendo as tristezas de parte, há bandas e artistas que conseguiram realmente maximizar o tempo passado em casa por influência da pandemia. Refiro-me ao caso de Biffy Clyro, Lana Del Rey e My Morning Jacket, que não tiverem sequer 15 meses de intervalo entre dois últimos álbuns lançados.

BadBadNotGood, Brandi Carlile, Helado Negro, Illuminatti Hotties, James Blake e Porches tiveram todos ótimos regressos. Contudo, nada bate os regressos de Self Esteem e The War On Drugs. Já em estreias contámos com Buffalo Nichols, Joy Crookes, Remi Wolf e a excitante Ray BLK.

Quase me esquecia… Estou a brincar, foi de propósito. Só para anunciar que os Limp Bizkit estão de volta!

Ei-los!

[Artigo de essenciais de setembro]

BADBADNOTGOOD – Talk Memory

BADBADNOTGOOD Talk Memory

Género: Jazz Fussion/Post-Bop

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A irreverência continua a ser a palavra que melhor define os BadBadNotGood. No entanto, Talk Memory traz-nos uma versão da banda mais ligada ao Jazz.

A composição instrumental deste álbum é absolutamente fantástica de tão refinada que é. Regra geral, poucas vezes encontro o que procuro em álbuns sem vocais porque exigem a passagem de emoção unicamente através de instrumentos e, embora seja bem difícil conseguir esse feito, este disco fá-lo na perfeição. Mesmo com as colaborações feitas com artistas distintos, nenhuma delas dá uma sensação heterogénea neste álbum com oito músicas.

Não sei se considero este o melhor álbum da banda. Estou um bocado dividido entre este e IV (2016), mas não tenho dúvidas que, em Talk Memory, encontramos uma sonoridade muito mais introspetiva.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Signal From The Noise
> Beside April (ft. Karriem Riggins & Arthur Verocai)
> Love Proceeding (ft. Arthur Verocai)

Biffy Clyro – The Myth of the Happily Ever After

Biffy Clyro The Myth of the Happily Ever After

Género: Alt-Rock/Progressive Rock

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Em agosto de 2020, a banda escocesa surpreendeu com o seu melhor trabalho até à data (A Celebraton of Endings), após alguns anos de carreira a lutar para encontrar o som que os viria a definir… Tudo isto para, um ano depois, voltarem a elevar o seu nível com esta nova produção.

The Myth of the Happily Ever After, para além de ser poderoso na progressividade sonora de cada música e em como estas vão ganhando dimensão ao longo da sua duração, é também poderoso na atenção com o detalhe e na emoção transportada de uma ponta à outra do álbum.

Uma coisa é certa, os Biffy Clyro chegaram finalmente ao nível em que qualquer banda de rock sonha chegar desde o primeiro dia de ensaios. Se, no ano passado, já tinha ficado encantado com o rock praticado por eles, este ano fiquei rendido e posso adiantar que, a partir de agora, facilmente os incluo numa seleção muito restrita de bandas célebres de rock moderno em atividade.

Este é, de longe, o trabalho mais ambicioso da banda e excede todas as expectativas. É, sem dúvida, material digno de estar entre os melhores álbuns do ano.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> A Hunger In Your Hunt
> Witch’s Cup
> Errors In The History Of God
> Haru Urara
> Unknown Male 01

Brandi Carlile – In These Silent Days

Brandi Carlile In These Silent Days

Género: Alternative Country/Folk Rock

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Para muitos portugueses, Brandi Carlile é conhecida como a artista da célebre música “The Story”, categorizada como One Hit Wonder. Porém, a realidade é bem diferente da perceção geral, visto que a cantora norte-americana nunca produziu um álbum abaixo de “bom” (em sete) e somente quase 10 anos após o lançamento de The Story é que começou a ter o seu trabalho na rota de grandes prémios, tais como os Grammy (já conta com cinco).

In These Silent Days é mais uma glória para uma artista que já pouco tem a provar no panorama Country/Americana, tocando em todas as vertentes de relevância para qualquer songwriter que se preze. Na sonoridade não há grande coisa a apontar, pois não pode ficar muito melhor que isto. A única dúvida que sobra, com Kacey Musgraves fora de competição, é: Quantos Grammy?

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Right On Time
> Broken Horses
> Letter To The Past
> Sinners, Saints and Fools

Buffalo Nichols – Buffalo Nichols

Buffalo Nicols Buffalo Nicols

Género: Country/Blues

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O objetivo de Nichols sempre foi claro: trazer mais histórias relacionadas com a sua etnia (afro-americana) ao género, com o propósito de aproximar os seu conterrâneos de um género que também lhes pertence. Bom, é caso para dizer que consegue fazê-lo com sucesso no seu álbum de estreia.

Ainda que haja um ótimo trabalho de guitarra na maioria das músicas (instrumento que foi a salvação durante a sua vida, segundo o artista), os arranjos musicais são mais sóbrios e simples do que o esperado. Fica a sensação que, devido ao foco residir no passar da mensagem durante o contar das histórias, a composição instrumental está um pouco em 2º plano. Resumindo, este álbum gira em torno de novas histórias contadas sob a alçada do som antigo.

Não obstante, é preciso ter em conta que este é o álbum de estreia de Buffalo Nichols, mas o artista “mexe-se” como se já andasse nisto há uns valentes anos. A verdade é que, durante os seus tempos de universidade, e após uma longa viagem pela Europa, a chama pela música intensificou-se, bem como o seu conhecimento musical, logo já partiu com um avanço para este álbum em seu nome. O foco está ligado, agora é ver o que faz daqui para a frente.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Lost & Lonesome
> These Things
> Back On Top

Helado Negro – Far In

Helado Negro Far In

Género: Lo-Fi/Latin Electronic

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É fascinante perceber até onde a curiosidade pode elevar a carreira de alguém. Aos 40 anos, Roberto Carlos lança o segundo álbum num espaço de três anos que rema na direção certa para afirmar a carreira do cantor de raizes equatorianas, pecando apenas por ser tardio.

Há beleza em todos os géneros musicais, mas a beleza sonora da simplicidade baseada nos Aesthetics é desafiante de igualar e replicar, pelo que fico perplexo ao observar a naturalidade com que Helado Negro o faz em Far In. Parece que, apesar de não haver qualquer esforço por parte do artista, tudo resulta e encaixa como num jogo de tetris perfeito.

De salientar duas músicas em concreto que nem são das mais ouvidas do álbum, mas que merecem destaque: “Agosto”, em colaboração com Buscabulla, o duo Porto-Riquenho que já teve um álbum nos meus essenciais (em 2020), cantada puramente em castelhano e cuja simbiose dos artistas envolvidos é deliciosa; e “Hometown Dream”, escrita após uma mudança geográfica e contempla a mesma, sendo que ao início pareceu algo forçada, mas após alguma reflexão tornou-se bem vinda, devido ao facto de haver beleza em todos os lugares, atirando a ideia de “casa” para um sonho. É assim renegada a ideia de ser-se nativo ou pertencer a um só sítio, coisa que não passa de uma fantasia, visto que somos todos do mundo.

Se não conheciam Helado Negro e querem começar por algum lado, vieram ao sítio certo, porque o flow sedutor deste álbum é hipnotizante. Todo este álbum é um estado de espírito e rodam-no três vezes sem dar pelo tempo passar.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Gemini & Leo
> There Must Be a Song Like You
> Hometown Dream
> Agosto (ft. Buscabulla)
> Outside The Outside
> La Naranja

Illuminati Hotties – Let Me Do One More

Illuminati Hotties Let Me Do One More

Género: Punk Rock/Indie Rock

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Já conheço as Illuminati Hotties desde as origens da banda e é com prazer que vejo o talento da multi-facetada Sarah Tudzin a ser reconhecido. Para além do seu trabalho com a banda fundada por ela por necessidades criativas, já colaborou enquanto engenheira na produção de álbuns dos Porches (que curiosamente entram neste artigo, mais para a frente), Logic, Slowdive, Pom Pom Squad e no célebre Titanic Rising, dos Weyes Blood, que foi um dos melhores álbuns em 2019.

Após uma longa e enfadonha disputa com a label anterior, que se encontrava em implosão (Tiny Engines), a banda lançou o último álbum previsto no contrato (Free I.H.) e abandonou. Este ano, Sarah Tudzin, em parceria com a Hopeless Records, criou a sua própria editora, Shack Shack Tracks. Poucos meses depois surgiu Let Me Do One More (coisa que agora não precisa de pedir a ninguém, pun intended), o melhor álbum da banda até à data.

Este álbum, apesar de começar a um ritmo alucinante e ter mais momentos desses pelo meio, é vulnerável no seu todo, emoções que Tudzin tem experiência em carregar e transparecer para todo o mundo, enquanto está em total controlo da sonoridade que acompanha todas essas emoções.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Pool Hoping
> MMMOOOAAAAAYAYA
> Threatening Each Other re: Capitalism
> u v v p (ft. Buck Meek)
> The Sway

James Blake – Friends That Break Your Heart

James Blake Friends That Break Your Heart

Género: Electronic/R&B

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O que James Blake ofereceu ao mundo da música com Assume Form mantém-se em Friends That Break Your Heart, mais concretamente no que toca a ritmos e melodias. Desta forma, Blake continua mais perto do R&B do que do Soul, que tão bem o definiu nos primórdios da sua carreira. Apesar de ser uma abordagem diferente, já há familiaridade.

Este novo álbum é uma pintura fiel a James Blake – uma vez mais com letras muito pessoais que cortam como facas, mesmo quando a voz do artista transparece um conforto melancólico. O mais impressionante é a capacidade lírica a tocar em pensamentos elaborados e algo trágicos de Blake, que não pára de nos oferecer mais e mais. A forma como o artista lidou com a pandemia só o ajudou a exteriorizar a sua experiência através deste álbum, ainda que essa não tenha sido a sua intenção original.

A produção conta com alguns artistas convidados que ajudam a dar outro toque ao álbum e os arranjos nem sempre são tão cativantes como em Assume Form, mas são tanto ou mais expansivos do que trabalhos anteriores do artista. E se a sonoridade não for suficiente, a força e impacto das letras, que surgem como um asteróide ao íntimo de cada um, compensa.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Life Is Not The Same
> Coming Back (ft. SZA)
> Say What You Will
> Friends That Break Your Heart
> If I’m Insecure

Joy Crookes – Skin

Joy Crookes Skin

Género: Neo Soul/Alternative R&B

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Uma estreia bastante completa da artista londrina de 23 anos, que do dia para a noite se torna uma referência no panorama Soul, estando presente nos 100 álbuns mais ouvidos de seis países. Numa abordagem moderna, pensada e organizada, Crookes consegue desfazer-se de clichês e regras mais clássicas do género, catapultando-a para o futuro através de Skin.

Crookes apoia-se em alguns temas relacionados com o seu passado mais pessoal, mas também tem em conta temas atuais com a confusão que vai no governo britânico e o lado negro do Brexit, fazendo deste álbum um produto com que os seus compatriotas mais progressivos se identifiquem.

Skin está de facto ótimo e abre portas a um futuro brilhante para Joy Crookes.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> When You Were Mine
> Feet Don’t Fail Me Now
> Wild Jasmine
> Skin

Lana del Rey – Blue Bannisters

Lana del Rey Blue Bannisters

Género: Dream Pop/Baroque Pop

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Quando Lana Del Rey iniciou a sua carreira, aproximadamente há uma década, foi sucesso instantâneo e muitos céticos colocaram em causa até quando é que o misto de baroque e dream pop com melodia melancólica e sedutora poderia prevalecer como algo apreciado. Até hoje ainda não obtiveram resposta às suas dúvidas redutoras.

Blue Cannisters assinala um feito impressionante na carreira da cantora, que é o facto de ser o seu segundo álbum em 2021 (sucede Chemtrail Over the Country Club) e tem um papel fundamental no que toca a enaltecer a sua abordagem musical e, por sua vez, a cimentar a sua carreira como um dos astros Pop do século XXI.

Este álbum é uma demonstração precisa de que, passe o tempo que passar, e independentemente do tempo disponível para produzir música, a capacidade de Lana em criar material lindíssimo é elevada e o impacto desse mesmo material é intemporal. A cantora está em total controlo do seu talento e processo criativo.

Classificação do álbum: ★★★

Músicas a ouvir:

> Blue Bannisters
> Arcadia
> If You Lie Down With Me
> Dealer
> Windflower Wildfire

Limp Bizkit – Still Sucks

Limp Bizkit Still Sucks

Género: Nu Metal

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Curto e grosso: Limp Bizkit Still Sucks.

Uma banda que viveu um início de carreira entre o amor incondicional dos fãs e o ódio incessante da crítica e, ainda assim, o amor prevaleceu até a banda entrar em espiral descendente com a perda de foco. O que tem mais piada? Muitos dos meios que deitaram os Limp Bizkit abaixo durante a primeira década do milénio hoje em dia já nem existem ou são menos relevantes que a banda em si.

Dez anos depois do lançamento do álbum anterior, a banda já não quer saber e, na verdade, nem compreende muito bem o que se está a passar nos Estados Unidos com a música, com as sucessivas estratégias corporativas em impingir determinados músicas/artistas/álbuns ao publico mainstream ao invés de deixar ser o público a escolher a música que quer ouvir.

Numa fase da carreira, os Limp Bizkit tiveram dezenas de milhões de fãs por todo o mundo porque estes identificavam-se com a sua música pesada e poderosa e é isso que eles sabem fazer: produzir música pesada e poderosa. Este ano, num álbum que não é o seu melhor, nem o segundo ou terceiro melhor, é o mais bem recebido pela crítica até à data. Curioso, não?

Still Sucks serve de retrato a uma auto-avaliação da banda que é feita como sátira a todos os que sempre os meteram abaixo, por gozo de o fazer.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:
> Out Of Style
> Dirty Rotten Bizkit
> Dad Vibes
> Goodbye

My Morning Jacket – My Morning Jacket

My Morning Jacket My Morning Jacket

Género: Psychedelic Rock/Roots Rock

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Para muitos críticos, os My Morning Jacket continuam longe do que prometeram em início de carreira. E este não é o álbum que os volta a colocar no caminho certo em busca pela aceitação global. Embora este “self-titled album” não seja o produto que vai desencantar novos fãs como um todo, dado que a banda não tem o share de mercado para isso, optei por dar uma oportunidade-lhe (visto que já em 2020 constaram num dos meus artigos de essenciais, com Waterfall II) e não me arrependi. As boas notícias é que a música “Love Love Love” está presente no tracklist de FIFA 22, por isso esta falta de exposição pode mudar em breve.

Não tem o mesmo nível de inventividade do seu predecessor, é certo, mas é um álbum mais cativante pela familiaridade com as sonoridades psychedelic apresentadas, trazida pelo misto com Roots Rock, num exercício de “eu já ouvi isto antes”. No meio disto tudo, continua a faltar foco e ousadia. Porque se há algo que torna este álbum agradável é a falta de risco, evidenciada por “jogar pelo seguro”, até nas músicas mais longas de improviso.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Love Love Love
> In Color
> Never In The Real World

Porches – All Day Gentle Hold!

Porches All Day Gentle Hold

Género: Synth Pop/Indie Rock

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Este álbum transpõe com detalhe a sensação relativa à duração que tem: de que sabe a pouco. O que acaba por ser bom e mau. Bom porque é sinal que é um álbum cativante e reconfortante, mau porque apesar de ser composto por 11 faixas. Não tem sequer 30 minutos de duração, o que, por sua vez, transparece a falta de engenho para explorar melhor cada música produzida.

Em todo o caso, o balanço é positivo, porque nos dois álbuns após Pools (álbum de estreia em 2016), que os trouxe reconhecimento imediato, andaram algo perdidos e as dúvidas face à real qualidade da banda surgiram, como seria de esperar. Dúvidas essas que se dissipam com All Day Gente Hold! e a carreira dos Porches ainda está só agora a começar…

Classificação do álbum: ★★★

Músicas a ouvir:

> Lately
> I Miss That
> Swimming Big
> Back3School

Ray BLK – Access Denied

Ray BLK Access Denied

Género: R&B/Neo Soul

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O talento da Nigéria não pára de surpreender. Burna Boy é a estrela mais brilhante, mas seguem-lhe os exemplos e Ray BLK é o mais recente a despontar. Pelo menos no que toca a lançar um álbum de estúdio, porque a música já faz parte da vida de Rita Ekwere desde 2007.

Aos 27 e já com um grau universitário em Literatura Inglesa no currículo, rebenta tudo com Access Denied, álbum que surgiu sob os seus termos e total poder criativo. Propositadamente ou não, este álbum de estreia é coeso, sem momentos baixos ou passagens inconsistentes, trazendo uma visão completamente diferente de Ray BLK, alguém que sabe o seu valor com exatidão e mostra-se pronta para brilhar nos maiores palcos. Não vão encontrar muitas estreias mais excitantes que esta em 2021.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> Lovesick
> Smoke (ft. Kojey Radical)
> 25
> Games (ft. Giggs)
> If I Die
> Go-go Girl (ft. Suburban Plaza)

Remi Wolf – Juno

Remi Wolf Juno

Género: Bedroom Pop/Funk

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Mais uma produção de Bedroom Pop, um género em crescimento espontâneo. Não só em quantidade, mas também em qualidade. O que começa como uma produção caseira, quase amadora, está a fazer desbotar novas artistas com potencial imensurável.

Este ano já perdi a conta à quantidade de álbuns deste género que já ouvi, mas de todos, este é talvez o mais único devido à sua sonoridade animada e funky que contraria a norma. O groove de Juno é o seu ponto mais forte, potenciado pelo carisma e confiança de Remi Wolf, numa produção difícil de ouvir sem ter vontade de bater pé. Outra boa estreia em outubro!

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Liquor Store
> Anthony Kiedis
> Quiet On Set
> Sexy Villain
> Street You Live In

Self Esteem – Prioritise Pleasure

Self Esteem Prioritise Pleasure

Género: Experimental Pop/Indie Pop

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Self Esteem ou Rebecca Taylor (como lhe preferirem chamar) tem tudo para ser a próxima estrela do Pop e tem o melhor álbum Pop do ano, mas simplesmente não quer saber. Conseguir expor emoções, pensamentos e ideias é algo fácil, mas fazê-lo de forma tão gráfica apenas usando palavras é algo de outro nível.

Sem querer saber, pegou no seu diário e transcreveu-o na perfeição para um álbum. Após lê-lo, aprendemos mais sobre o processo de Taylor na reivindicação pela sua independência, sexualidade e o seu direito para viver a sua vida como bem entender, após uma relação dolorosa em toda a sua extensão por influência de terceiros.

Prioritize Pleasure é sobre dar primazia ao nosso “eu” acima de tudo o resto e investir num processo continuo de auto-desenvolvimento que melhore a nossa presença (saber estar no momento e agarrá-lo), no mundo e na vida de quem nos rodeia e merece consideração.

A força de vontade de Taylor está bem patente e a mesma reconhece-a como algo que está, de facto, a melhorar a sua vida, mas esta também deixa claro as dificuldades anexadas. A artista britânica está ciente do quão difícil é ser-se humano e, em contra-partida, da montanha rua que é o balanço fácil entre extremos positivos e negativos.

A vida é um processo e Taylor decidiu finalmente abraçar esse processo. O resultado está à vista: um álbum extremamente sincero e intimista com sonoridades experimentais que revolucionam por completo a noção que temos da música Pop.
Reforço: melhor álbum Pop do ano.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> I’m Fine
> Fucking Wizardry
> Prioritize Pleasure
> I Do This All Time
> Moody
> Still Reigning
> You Forever

The War On Drugs – I Don’t Live Here Anymore

The War On Drugs I Dont Live Here Anymore

Género: Neo-Psychedelia/Americana

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A cada álbum que passa, melhores ficam os The War On Drugs. Após uma década de sucessos sucessivos, encontram-se em ascensão constante, com foco no que se querem tornar: uma banda de referência no panorama rock.

I Don’t Live Here Anymore reluz até nas passagens mais sombrias com guitarradas vibrantes típicas de psychedelia que absorvem quem se entregar a elas de corpo e alma. Apesar do ponto forte a nível instrumental continuar bem patente, o marco histórico deste álbum é a centralização da voz de Adam Granduciel, que confere uma profundidade sem precedentes à música da banda de Filadélfia.

Na verdade, esta exploração vocal que conquista mais tempo antena em cada faixa deste álbum (quando comparado com trabalhos anteriores) foi extremamente bem desenvolvida, criando uma dimensão Pop dentro do Rock que a banda está habituada a produzir. O resultado final é um pequeno e estranho “mundo” onde a banda se sente confortável para ser o que deseja: uma só.

Os The War On Drugs, com I Don’t Live Here Anymore, conseguem manter o som hipnótico de sempre, mas aprendem a guiar-nos através dele. É certamente um grande progresso e o produto final é um dos seus melhores álbuns até à data. Absolutamente fantástico!

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> Living Proof
> Change
> I Don’t Wanna Wait
> Victim
> I Don’t Live Here Anymore (ft. Lucius)

Quanto mais escrevo destes artigos, mais gozo me dá escrevê-los. Isto porque me obrigam a procurar, dar uma oportunidade e apreciar nova música. E a nova música que tem saído em 2021 é só brutal. Tanto que este ano devo comprar meia dúzia de CDs para a minha estimada coleção.

Contagem decrescente para o fim de 2021 e não podia estar mais entusiasmado com o que ainda me falta ouvir. Falamos daqui a umas semanas, sobre novembro.

Artigo de essenciais de novembro

Depois das trotinetes, bicicletas elétricas partilhadas da Bolt vão chegar a Setúbal

Estarão inicialmente disponíveis cerca de 50 bicicletas.

Quem mora em Setúbal ou veio recentemente à cidade decerto terá reparado nuns quantos utilizadores que já se deslocam nas trotinetes partilhadas da Bolt. Na cidade, estes veículos começaram a ser disponibilizados no início de junho e, desde então, têm sido percorridos mensalmente perto de 165 mil quilómetros em deslocações de curta distância na cidade com recurso às trotinetes elétricas da Bolt, numa média diária de 3.189 viagens, algo que a autarquia considera ser “a verdadeira expressão da grande aceitação da solução pela população”.

Dado o sucesso, ficou decidido na reunião pública que aconteceu na passada quarta-feira, dia 17 de novembro, que as trotinetes estarão disponíveis na cidade por mais seis meses “para aferir a possibilidade de uma solução sistémica e estabilizada, que poderá ser considerada como uma possibilidade real na diversificação das possíveis ofertas de serviços de mobilidade futuras para o concelho”.

Diz a Câmara de Setúbal que está a ser desenvolvido “um projeto de instalação de docas de atracação das trotinetas, para permitir um estacionamento de forma mais organizada”. Além disso, as trotinetes vão contar com o modo “Beginner” (Iniciado), o qual é ativado automaticamente nas primeiras três viagens de cada utilizador, e serão equipadas com um conjunto de novas funcionalidades, como sensores com capacidade para detetar acidentes, quedas, travagens bruscas e padrões de condução inseguros, bem como alertas de voz inteligentes para notificar os utilizadores sobre as áreas pedonais, áreas de baixa velocidade ou restrições de estacionamento.

Mas isto não é tudo. Na mesma reunião ficou decidido que, além das trotinetes, a cidade passará a contar com as bicicletas elétricas partilhadas da Bolt, num projeto-piloto com a duração de seis meses.

Inicialmente ficarão disponíveis cerca de 50 bicicletas elétricas partilhadas da marca. O preço inicial para o aluguer destes veículos é de 0,05€ por cada minuto de utilização, com uma taxa de desbloqueio gratuita. No decurso da viagem, o preço aumenta, progressivamente, para 0,20€. Ou seja, quanto mais tempo pedalarem, mais irão pagar por minuto.

Por motivos de segurança, a velocidade máxima permitida das bicicletas elétricas é de 20 quilómetros por hora. Os parques localizam-se na Avenida Luísa Todi, na zona nascente e poente, no Parque Urbano de Albarquel, na Praça do Brasil e na Avenida 22 de Dezembro na zona do Convento de Jesus.

Maiores de 18 anos vacinados com Janssen vão levar dose de reforço

E passam a ser aptos para a dose de reforço ou a terceira dose os recuperados da doença de Covid-19.

A novidade foi revelada esta quinta-feira pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa. Os maiores de 18 anos que foram vacinados contra a Covid-19 com a vacina da Janssen (vacina da Johnson & Johnsson de toma única) vão receber uma dose de reforço.

Essas pessoas poderão levar a vacina “90 dias depois de terem sido inoculadas, independentemente da idade”. Neste caso, o reforço será feito com a vacina da Moderna ou Pfizer (tecnologia mNA).

Além destes cidadãos, estarão aptos para a dose de reforço ou a terceira dose os recuperados da doença de Covid-19. A exceção? “Os que já levaram as duas doses da Covid-19 com 150 a 180 dias de intervalo”, disse Graça Freitas.

Ficámos também a saber que o prazo de intervalo entre a segunda e a dose de reforço foi encurtado para entre cinco a seis meses, pelo menos para o grupo atualmente elegível, isto é, a população com 65 ou mais anos, os profissionais de saúde e do setor social e os bombeiros.

Comida está no top 3 dos assuntos nos quais os portugueses mais pensam diariamente

75,6% dos portugueses admite pensar em comida entre duas a cinco vezes por dia…

Que os portugueses têm uma relação muito especial com a comida, não é novidade para ninguém. Afinal de contas, a nossa gastronomia é gabada por muitos. Mas também não é só por isso. Com tantas refeições que fazemos por dia, entre o pequeno almoço, pausa da manhã, almoço, lanche, jantar e, para os mais corajosos, ceia, é impossível não pensar várias vezes no tópico “comida”.

Ora, a Takeaway.com quis ir mais a fundo e, graças a um estudo, foi capaz de compreender de que forma esta relação se manifesta no dia-a-dia, quais os pratos preferidos e de que forma nos relacionamos com a comida. Os resultados? Surpreendentes.

Primeiro que tudo, a comida está no top 3 dos assuntos nos quais os portugueses pensam diariamente. Ou que pensam mais frequentemente num dia normal, vá. Primeiro surge a família (65,2%), depois o trabalho (57,1%) e, depois, a comida (48,8%). Fica à frente de assuntos como sexo (34,1%), amigos (36,5%) ou futebol (14,2%).

75,6% dos portugueses admite pensar em comida entre duas a cinco vezes por dia, com os pratos de carne a serem aqueles com que os portugueses mais “fantasiam” (51,8%), especialmente os homens (63,4), com as mulheres a tender mais para o segundo da lista, os petiscos (49,8%). A fast-food ocupa o terceiro lugar no geral, mas é o menos unânime do “pódio”, sendo o segundo preferido para as mulheres e apenas o quarto para os homens, atrás dos pratos de carne, dos petiscos, dos pratos tradicionais/regionais e (surpreendentemente) da fruta!

O estudo descobriu também que muitos portugueses sonham com comida, seja à noite ou durante o dia, ao sonhar acordados com os seus pratos preferidos. A sonhar, quase 40% dos portugueses tende a escolher opções menos saudáveis, colocando os hambúrgueres, pizzas e fast food (39,5%) em primeiro lugar e as sobremesas, gelados, doces e bolos (35,9 %) em segundo.

Quase metade (49,2%) dos inquiridos admite acordar a pensar nos seus pratos preferidos, pelo menos duas vezes por semana, sendo que, 61,8% admitiu estar a pensar em comida durante um filme ou uma série e não no enredo e 58,9% admite pensar em comida durante reuniões de trabalho, tanto que muitos confessam já ter encomendado uma refeição enquanto estavam numa reunião online. Esta tentação é particularmente dominante entre os 18 e os 34 anos, com cerca de ¼ dos inquiridos a admitir já o ter feito, pelo menos uma vez.

54,7% dos portugueses já deu por si a sonhar acordado com comida em momentos que os próprios consideraram inapropriados, com “inspiração” para a fome a vir dos sítios mais inesperados, como a natureza (89,1%), nuvens (81,4%) ou obras de arte (72%).

Klarna permite fazer compras online e dividi-las em três prestações iguais

Os clientes podem comprar com a Klarna em todas as lojas online, através da aplicação Klarna e diretamente em lojas integradas.

O Klarna, banco de retalho global, serviço de pagamentos e compras com 90 milhões de utilizadores a nível global, foi esta semana lançado oficialmente hoje em Portugal, proporcionando aos consumidores portugueses uma melhor experiência de compra e maior controlo, transparência e escolha sobre a forma como compram, pagam e efetuam transações bancárias.

Os consumidores em Portugal poderão fazer compras online e dividi-las em três pagamentos iguais, sem juros (“Pay in 3”), através da aplicação de compras da Klarna — e também no checkout em retalhistas parceiros integrados, como a Tradeinn, Sklum, Blackpeach ou ISTO, assim como mais marcas portuguesas e internacionais em breve.

O lançamento da Klarna, uma alternativa sem juros e sem taxas para o crédito de alto custo, acontece no momento em que Portugal tem uma das taxas de penetração de cartões de crédito mais baixas na Europa (cerca de 35%), com os consumidores a dependerem cada vez mais do débito na maior parte dos seus gastos diários.

Na aplicação da Klarna, os consumidores serão capazes de usar o serviço ‘Pay in 3’ em qualquer loja online, independentemente de serem ou não um parceiro da Klarna, graças à funcionalidade Shop Anywhere. A aplicação da Klarna fornece um navegador de compras com uma ampla gama de soluções e recursos que tornam as compras mais fáceis e agradáveis: desbloquear ofertas e alertas de queda de preços, gerir pagamentos e visualizar rastreamentos de entrega. Um espaço para guardar cartões de fidelidade, ferramentas adicionais para economizar dinheiro, eventos de compras ao vivo e integrações fornecidas por terceiros serão adicionados em breve.

Da mesma forma, os consumidores que usam a Klarna no checkout online de um parceiro poderão dividir as suas compras sem juros, beneficiando assim de um maior controlo, transparência e escolha sobre como pagar. O lançamento da Klarna ajudará os comerciantes portugueses, grandes e pequenos, a adaptarem-se a um cenário de retalho em constante mudança, permitindo-lhes melhorar a experiência do cliente em resposta às mudanças nas preferências do consumidor, enquanto chegam a uma comunidade muito mais ampla de consumidores globais.

Hotéis Amazing vão reembolsar totalmente o que gastarem na Black Friday, mas em vouchers

E assim se transforma a Black Friday na Color Friday.

A sexta-feira mais aguardada do ano está à porta e a Amazing Evolution vai celebrá-la com uma abordagem diferente e única em hotelaria. Transformar a Black Friday numa Color Friday é o mote desta campanha, que vai muito além de um simples desconto imediato.

Quem aproveitar o período de 26 e 30 de novembro para se hospedar num dos hotéis geridos pela Amazing Evolution vai ter a oportunidade de repetir esta experiência noutra altura, utilizando um voucher com a totalidade da despesa realizada agora.

Esta oferta abrange todas as unidades hoteleiras geridas pela Amazing e inclui todos os serviços e consumos realizados durante estes dias, quer seja a tarifa de alojamento, refeições, SPA, ginásio ou atividades desportivas, quase como se fosse uma espécie de 2 por 1. O voucher tem validade até ao final de março de 2022.

A campanha Color Friday abrange os seguintes hotéis: Czar Lisbon Hotel (Lisboa), Aldeia dos Capuchos (Costa da Caparica), Hotel Golf Mar (Vimeiro), Placid Village (Carvoeiro, Algarve), Aldeia da Pedralva (Vila do Bispo, Algarve), White Shell (Porches, Algarve), Monte da Bemposta (Porto Covo, Alentejo), Pelican Alvor (Alvor, Algarve), Evidência Belverde (Amora, Seixal), 1905 Zino’s Palace (Ponte do Sol, Madeira), Hello Villas (Carvoeiro, Algarve), Fonte Santa Hotel (Monfortinho, Castelo Branco), You and the Sea (Ericeira), 1908 Lisboa Hotel (Lisboa), Algarve Race Resort (Portimão, Algarve), Herdade dos Delgados (Mourão, Alqueva) e The Shipyard Angra (Angra do Heroísmo, Açores).

KFC abre novo restaurante em Ponta Delgada

É o segundo spot da marca nos Açores.

Foi em 2010 que a KFC abriu o seu primeiro restaurante nos Açores, mais especificamente em Ponta Delgada, no centro comercial Parque Atlântico, ocupando um local onde antes estava situado o Café de Roma. E era o único spot da marca na zona… até agora.

Esta semana, a marca abriu um muito pedido segundo restaurante nos Açores, novamente em Ponta Delgada. Podem visitar o novo espaço na Rua de São Gonçalo nº 232, onde poderão saborear as diversas especialidades na esplanada ou, se preferirem, levar convosco o vosso menu preferido através do Drive Thru.

No novo KFC de Ponta Delgada poderão provar o novo wrap para quem gosta de sabores tex-mex. Falamos, claro, do Chickadilla, um wrap com foco no frango com um twist mexicano. A Chickadilla é composta por um wrap com dois filetes de frango, molho cheddar, doritos, tomate, molho sriracha, alface e queijo ralado.

Para breve, sabe-se também que a KFC irá abrir um espaço em Angra do Heroísmo, ainda sem data de inauguração.

kevin. é uma nova fintech que chega a Portugal para competir com a Visa e Mastercard

Entra em Portugal para “perturbar o status quo e promover mais inovação no ecossistema de pagamentos”.

A kevin., uma startup de fintech que fornece uma infraestrutura de pagamento única para vendas online, móveis e físicas, anunciou formalmente hoje a sua chegada a Portugal. De acordo com o country manager ibérico, o português Rui Patraquim, a intenção é “perturbar o status quo e promover mais inovação no ecossistema de pagamentos”.

A kevin. desenvolveu uma solução avançada de infraestrutura de pagamento A2A [account-to-account], que permite redirecionar rapidamente pagamentos a partir dos dispendiosos pagamentos por cartão para pagamentos ligados diretamente às contas bancárias dos clientes.

“Atualmente, 95% dos bancos aqui em Portugal estão já ligados à nossa plataforma utilizando licenças de Serviços de Informação de Conta (AIS) ou de Serviços de Iniciação de Pagamentos (PIS)”, comentou Patraquim. “Até agora, os bancos, com os quais discutimos os nossos serviços, apoiam-nos porque, pela primeira vez em Portugal, se um consumidor quiser pagar online, pode efetivamente pagar diretamente a partir da aplicação bancária em que confia, sem comprometer quaisquer garantias de segurança. Isto poderá ajudar os bancos a otimizar melhor a experiência do utilizador quando utilizam a aplicação bancária, enquanto os clientes, por sua vez, têm mais opções de pagamento à sua escolha”.

Os pagamentos POS (pontos de venda) da kevin. permitirão aos clientes, pela primeira vez, pagar sem problemas mercadorias em lojas físicas a partir das suas contas bancárias através de terminais de cartões existentes utilizando tecnologia NFC, enquanto os comerciantes poderão evitar as redes de cartões e poupar muito nas taxas de transação.

A sua infraestrutura de pagamento baseia-se na “banca aberta” – (“open banking”, regulamentada pela Diretiva Europeia PSD2). Embora esta exija que todos os bancos e instituições financeiras abram as suas API para fornecedores terceiros licenciados, a kevin. desenvolveu, com especialistas internos, as suas próprias ligações aos bancos sem utilizar agregadores de terceiros, de forma a garantir transações seguras e sem problemas.

Antes do final do ano, a kevin. pretende aumentar as equipas locais de vendas e desenvolvimento de negócios para atrair novos comerciantes e aumentar significativamente o número de transações em pagamentos A2A. Quanto a 2022, os planos da empresa são ainda mais ambiciosos.

Na verdade, no próximo ano, o objetivo principal da kevin. é ser o terceiro método preferido em Portugal no comércio eletrónico e nos pagamentos em aplicações.

Super Sami Roll – O mestre de nada

Inspirado por alguns dos melhores jogos do género, Super Sami Roll é ocasionalmente divertido, mas quase sempre irritante.

A Sonzai Games entrou de rompante no mundo dos videojogos. Depois de apoiar o desenvolvimento de Bat Boy e Smelter, a produtora joponesa decidiu apostar fortemente num título de aventura e plataformas peculiar, mas igualmente adorável. Super Sami Roll é o resultado, um título muito inspirado pelas clássicas aventuras de Super Mario e Crash Bandicoot, onde a variedade é a palavra de ordem. Infelizmente, não consegui ficar apaixonado pela sua jogabilidade e pela aposta em níveis curtos, em jeito de contrarrelógio, mas não existem dúvidas de quem tem um pouco de tudo.

Parte Super Mario, Parte Super Monkey Ball e Parte Chameleon Twist, Super Sami Roll quer ser tudo e acaba por ser mestre de nada. Com uma campanha dividida por quatro mundos, que se apresentam em formato HUB – muito semelhante ao que vimos em Super Mario Bros. 3 –, a aventura de Sami, em busca da sua amiga Vera, é apetrechada por níveis curtos onde temos de colecionar moedas, frutos e evitar perigos enquanto corremos contra o relógio. No final de cada partida somos presenteados por uma classificação, que vai até S+, e temos ainda uma loja para comprar tintas e outros acessórios, tal como a possibilidade de encontrarmos níveis segredos. De certeza que esta descrição poderia ser aplicada a uma dezena de jogos do género, mas é assim que Super Sami Roll se apresenta: sem vergonha do seu legado.

No entanto, há algo que distingue o título da Sonzai Games: a movimentação de Sami. Ao contrário do que possam antever, especialmente quando existe um foco tão grande nas sequências de plataformas – com alguns níveis a relembrarem as zonas de desafio de Super Mario Sunshine –, Sami desloca-se como uma bola, existindo um grande foco no impulso, na direção e no controlo na sua forma esférica. Super Sami Roll não é um jogo de plataformas normal, daí a comparação a Super Monkey Ball, e encontra-se no equilíbrio entre os saltos tradicionais do género e a aposta na velocidade e na precisão de um Marble Madness. Para adocicar ainda mais a experiência, Sami tem a possibilidade de utilizar a sua língua para se agarrar às plataformas, algo que se torna essencial se caírem para fora dos níveis.

As zonas são extensas e apresentam sempre mais de 10 níveis, que se expandem pelo HUB. Os níveis são temáticos, mas focam-se quase sempre na recolha de moedas, que ajudam a aumentar o tempo limite, e nos saltos entre plataformas, não existindo combate na sua forma tradicional. Sami pode ser atordoado pelos inimigos, mas nunca os eliminar, demonstrando assim o foco da Sonzai Games nas corridas contra o tempo. Não vão encontrar grandes novidades na campanha de Super Sami Roll. Já viram antes o que tem para oferecer, desde os seus níveis secretos – e muitos mais desafiantes – até às batalhas contra os bosses e a possibilidade de jogarem com uma segunda personagem quando terminarem a campanha. Existe o incentivo para concluírem todos os níveis com a melhor pontuação e encontrarem todas as frutas, mas a paciência irá variar de jogador para jogador.

O problema de Super Sami Roll não está no design dos níveis ou na ausência de combate, algo que associamos aos jogos de plataformas, mas sim à combinação e equilíbrio de mecânicas. A Sonzai Games tentou homenagear demasiados jogos num só e criou uma campanha que considero um pouco desequilibrada. Ora é fácil, ora é absolutamente irritante porque nos obriga a conciliar mecânicas, como o wall jump e a língua, para ultrapassar obstáculos que nem sempre funcionam. A hitbox parece ser um pouco inconsistente, e se por vezes é muito exigente, especialmente quando temos de passar por picos, noutras, parece que nos perdoa quaisquer erros que possamos estar a cometer. Isto significa que nunca nos sentiremos em segurança e em controlo total de Sami. Nunca sabemos o que nos vai calhar, qual é o timing correto para as mecânicas e qual o ritmo necessário para ultrapassar estes obstáculos. A aposta na corrida contra o tempo e na precisão dos saltos colide, na minha opinião, com a mecânica da língua, que é pouco explorada. Quando encontramos o ritmo perfeito, Super Sami Roll pode ser divertido, mas rapidamente vemo-nos a passar os seus desafios sem grandes variações.

Se estiverem à procura de um jogo de plataformas colorido, muito clássico e focado na experiência que quer proporcionar, Super Sami Roll poderá ser uma boa opção. Os níveis são desafiantes, existe a motivação para comprarem todos os itens adicionais e terminarem os níveis secretos, e a possibilidade de repetirem a campanha com uma nova personagem irá deliciar os fãs mais acérrimos do género. No entanto, fica o aviso: Super Sami Roll não é tão limado como poderia ser. A junção de mecânicas complexifica o que deveria ser simples e intuitivo, o que acaba por prejudicar uma experiência que procurava ser tonalmente clássica. Não é um mau jogo, mas é um exemplo que demonstra como às vezes é necessário fazer alguns cortes antes de lançarmos o nosso videojogo.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Novy PR.

Macieira lança edição limitada Benfica

Esta edição é comercializada nos retalhistas habituais, nas lojas oficiais do clube e loja online.

Macieira, a marca centenária que remonta a 1865, criou uma edição especial em parceria com o Sport Lisboa e Benfica, o lendário clube multidesportivo português. A Macieira Edição Limitada Benfica, anunciada agora no mercado, visa celebrar esta ligação histórica ao longo dos anos.

De um lado, o sabor único de Macieira, do outro, o esforço contínuo para ser a melhor e mais titulada equipa. O resultado? Uma edição limitada imperdível que ficará na memória e no coração de muitos portugueses.

A edição Macieira Benfica mantém a habitual Macieira Royal Spirit, mas com uma embalagem exclusiva e comemorativa. Contém o logótipo oficial do SL Benfica, de 1930 a 1999, abrilhantando ainda o contra-rótulo com uma fotografia que remonta a 1905 – época em que o clube português estava a começar a dar os primeiros passos.

Desde então que a história destas duas marcas se tem cruzado: Macieira esteve presente em muitos jogos, estando nas linhas de bancada dos campos e tendo sido, ainda, patrocinadora da equipa de Hóquei em patins do SL Benfica. Outra curiosidade que liga estas duas marcas foi o facto do treinador Sven-Göran Eriksson, que treinou no SL Benfica entre 1982-1984 e 1989-1992, usar o icónico panamá Macieira. Agora, o lançamento de Macieira Edição Limitada Benfica que visa assinalar esta trajetória bem benfiquista num produto já tão acarinhado pelos consumidores portugueses.

Para os interessados, saibam que podem adquirir esta garrafa em formato 70cl nos locais habituais, nas lojas oficiais do clube e na loja online por 11,99€.

Glovo vai ter computadores, pequenos eletrodomésticos e roupa por apenas 1€ na Black Friday

O stock é limitado e apenas os mais astutos e rápidos os vão conseguir encontrar.

É certo e sabido que a Black Friday é conhecida pelas suas promoções incríveis, ainda que alguns retalhistas tentem passar a perna aos clientes com falsos descontos. Ora, como essas situações vão sendo cada vez mais expostas, as marcas não têm outra hipótese a não ser inovar.

Depois, há empresas com ofertas como não se vê em mais lado nenhum. É o que vai acontecer com a Glovo, que no dia da Black Friday 2021, que se celebra a 26 de novembro, vai ter vários produtos como computadores, pequenos electrodomésticos, roupa e kits de maquilhagem por apenas 1€. Worten, eupoupo.com e Mike Davis são apenas alguns dos parceiros aderentes.

Para comprar estes produtos a um preço imperdível, os utilizadores têm apenas de explorar as diferentes lojas da oferta multicategoria da Glovo em diferentes áreas das cidades de Lisboa e do Porto, estar atentos às pistas que vão ser partilhadas ao longo de todo o dia no Instagram da Glovo e, claro, ser os primeiros a encomendá-los através da plataforma. O stock é limitado e apenas os mais astutos e rápidos os vão conseguir encontrar.

Adicionalmente a esta iniciativa da tecnológica espanhola, vários parceiros como Worten, Zippy, iServices, Science4You e Well’s vão ter descontos que podem chegar aos 50% em alguns produtos. Os preços são iguais aos das lojas, evitando assim quaisquer deslocações e filas.

Battlefield 2042 – A solidão no meio do caos à larga escala

Os maiores mapas da série e o maior número de jogadores de sempre por partida podem parecer elementos para uma experiência épica, que só é verdade nas condições certas.

As sagas Battlefield e Call of Duty volta e meia sofrem de pequenas crises de identidade e, apesar de serem tão distintas, convergem mais vezes do que seria de esperar. Battlefield 2042, do ponto de vista do seu legado, tenta regressar às origens no que toca à oferta do seu pacote, mas olhando para a história moderna das últimas duas gerações, onde a EA e as equipas da DICE apostaram ativamente em criar experiências a solo, desta vez emulam o conceito de Call of Duty Black Ops 4, largando por completo a campanha em prol de experiências multijogador à larga escala.

100% multijogador, é assim que que Battlefield 2042 se apresenta. Mas mesmo com isto em cima da mesa, Battlefield 2042 procura um estilo de jogador muito específico, um tipo de jogador que saiba e consiga trabalhar muito bem em equipa, com amigos ou desconhecidos, ou aquele que está habituado ao popular “battle royale”, apesar de não encontrarmos um modo desse género puro nesta nova experiência.

Apesar da experiência multijogador, existe uma narrativa naquele formato adotado por todos os grandes jogos que marcam uma temporada com uma ou outra cinemática, largando teasers e mistérios na esperança que os jogadores descubram respostas a perguntas que… honestamente poucos querem saber, porque não é esse o foco do jogo. Porém, é importante para estabelecer o setup e o mundo em que ocorrem estes conflitos fictícios.

Em Battlefield 2042 estamos num futuro próximo, onde as condições climatéricas estão a pôr em risco a nossa sobrevivência e o mundo está dividido em duas grandes potências que lutam pelo domínio do planeta. Com esta premissa em cima da mesa, a equipa da DICE tem aqui a oportunidade de brincar com armamento bélico e tecnologias de guerra, dando-lhes aquele toque de ficção científica, com uso de robôs companheiros e armas divertidas de usar, ao mesmo tempo que apresenta confrontos dinâmicos onde os jogadores terão também que sobreviver a cenários com tempestades de areia, furacões e outros eventos catastróficos aleatórios. Ingredientes deliciosos que casam na perfeição com a ideia de combates à larga escala, que são um de três pilares da experiência Battlefield 2042.

Com a possibilidade de usarmos vários especialistas com loadouts dinâmicos e personalizáveis – que não tive muito tempo para explorar durante esta fase de early access devido à minha azelhice, algo que impediu um progresso satisfatório, e devido também aos aberrantes menus e submenus que requerem quase um curso -, foi em Conquest e Breakthrogh, os dois modos de grande escala, onde passei mais tempo. Dois modos que nas versões next-gen, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, suportam 128 jogadores em campo.

Com a mesma seleção de mapas, bem distintos e com oportunidades de jogo variadas e muito interessantes, no Conquest as equipas têm que lutar pelo controlo de vários setores com objetivos internos, até que não haja inimigos suficientes para contra-atacar. Quantos mais setores forem capturados, mais recursos a equipa adversária perde. Já no Breakthrough, as equipas tomam a posição de defesa ou ataque, sendo que o objetivo da equipa atacada é defender, até ao fim da partida, pelo menos um dos setores.

O Conquest é um modo de jogo mais liberto e direcionado aos jogadores mais solitários, dado que existe uma liberdade maior de decisão de escolha de objetivos. Já o Breakthrough requer estratégia e comunicação, uma vez que o objetivo é mais focado e ambicioso. Entre os dois, o meu favorito foi o Breakthrough, porque é onde o jogo revela melhor o design dos mapas e como estes afetam a estratégia de jogo, ao mesmo tempo que todos trabalham em equipa de forma consciente. Num dos mapas, o Kaleidoscope por exemplo, há uma zona de controlo no topo de dois arranha-céus onde a equipa de defesa se concentra e se torna uma barreira impermeável, o que requer medidas de ataque mais drásticas. E isto é apenas um exemplo de como a maré de combate pode mudar.

No entanto, estes modos de larga escala estão longe das minhas preferências individuais enquanto jogador solitário. Por serem grandes e vastos, tornam-se rapidamente desinteressantes, com landmarks espalhadas aqui e ali. E de facto, para uma sessão curta de jogo sem amigos, é altamente aborrecido, apesar de todo o caos, balas e explosões à nossa volta. Há uma enorme falta de controlo enquanto jogador a solo e o trabalho de equipa, uma mão amiga ou alguém a fazer cobertura contra campers e jogadores mais experientes é essencial.

Battlefield 2042 é também um daqueles casos em que, por vezes, mais é menos, e a apresentação visual do jogo diz muito disso. Sim, é um jogo de nova geração, com coisas impressionantes como muitos jogadores e uns furacões, mas apresenta-se e joga-se como um Battlefield de há duas gerações atrás. Em momento algum senti que estava a jogar algo de “espetacular” e refrescante. Em alguns mapas, o detalhe granular de certas áreas é vazio e pouco detalhado, em contraste com Battlefield 1 e Battlefield V que, por razões de setting e de escala, apresentavam muito mais detalhe ambiental e urbano, com edifícios detalhados por dentro e por fora, mais densos e, sem dúvida alguma, mais bonitos.

Mas voltando aos modos que nos restam, que em parte sofrem de todas as observações feitas até agora, temos o segundo pilar do jogo, o Hazard Zone, que por muito que tentem esconder é um battle royale disfarçado, onde várias squads de quatro jogadores aterram num mapa e têm que procurar intel espalhada, ao mesmo tempo que tentam sobreviver do ataque de outras squads com o mesmo objetivo. É uma espécie de gato e de rato, com muitos momentos de pouca ação e de “orelhas bem levantadas” para não se ser atacado de surpresa.

É um modo tenso, onde rapidamente tudo pode ser atirado a perder, e que requer, mais do que nunca, trabalho de equipa, algo que em nenhum dos jogos que fiz aconteceu, com jogadores a separarem-se e a ignorarem qualquer pedido de revive quando necessário. Boas ideias com uma execução muito dependente dos jogadores.

Por fim, temos o Portal, o modo que mais antecipava e que é uma ambiciosa celebração da saga Battlefield. Essencialmente, a EA e a DICE trouxeram para Battlefield 2042 conteúdos e elementos de jogos antigos, como Battlefield 1942, Battlefield: Bad Company 2 e Battlefield 3, incluindo soldados, classes, veículos, mapas e modos de jogo. Mas a cereja no topo do bolo é a possibilidade de podermos misturar tudo, com modos entre soldados da Segunda Guerra Mundial contra exércitos do futuro, robôs contra tanques antigos, espadas contra metralhadoras… É, no fundo, um modo sem limites que pode ser explorado de duas maneiras: através de playlists de modos e eventos, ou através da criação ativa de modos com uma profundidade enorme, onde os jogadores podem programar o seu próprio jogo Battlefield.

É difícil fazer grandes comentários sobre o Portal nesta altura e falar o construtor de modos iria requerer muito mais tempo e disponibilidade da minha parte, mas jogar os modos propostos na página de apresentação do jogo, como o Rush de BF: Bad Company 2, ou a recriação do modo Conquest de BF3, em que para além de divertidos, são autênticas bombas nostálgicas, como se estivéssemos a jogar as remasterizações do melhor que estes jogos têm para dar. Se do ponto de vista comunitário este é um modo incrível e absurdamente liberto, para os jogadores é um pouco mais limitador, com uma longa lista de eventos criados, sem jogadores, alguns privados e outros de ping demasiado elevado, tornando a escolha pouco interessante. No final, os jogadores tendem a ir sempre para os modos da aba Featured.

Não há dúvidas que Battlefield 2042 é um pacote sólido e completo, agarrando-se confiantemente à sua visão. O combate à larga escala é, sem dúvida alguma, o mais importante deste jogo e o que torna Battlefield realmente o que é enquanto série, mas é também o jogo da série que me fez sentir mais solitário, apesar de o jogo motivar e forçar a união e o trabalho de equipa.

Com muitos aspetos por polir, nomeadamente bugs, tempos de espera, equilíbrio de armas e outros pormenores que jogadores mais exigentes serão os melhores para comentar, Battlefield 2042 tem aqui um arranque forte. Mas o seu sucesso, a sua marca entre os melhores da saga, bom, isso é algo que virá com o tempo, com o suporte e com a comunidade.

Cópia para análise (PlayStation 5) cedida pela Electronic Arts

CTT reabrem loja em Gavião

Esta é a 33ª Loja em sede de Concelho a ser reaberta.

Os CTT – Correios de Portugal reabrem já na próxima segunda-feira, dia 22 de novembro, a loja CTT do Gavião, no distrito de Portalegre, selando assim o compromisso assumido publicamente em 2019, de voltar a abrir todas as Lojas CTT em sede de Concelho.

A loja CTT do Gavião vai voltar a abrir portas na mesma localização, na Avenida José Marcelino Lote 1 R/C, e funcionará todos os dias úteis das 09h às 12h30 e das 14h às 17h30.

Esta é a 33ª loja em sede de Concelho a ser reaberta, no âmbito do compromisso de reabertura de todas as Lojas únicas em sede de concelho, tendo em vista o reforço da elevada proximidade às populações e da capilaridade da rede, não procedendo, como já tinha sido reforçado pela administração da empresa, a novos encerramentos.

Em 2019, os CTT reabriram duas lojas únicas em sede de Concelho: Vila Flor e Alpiarça; em 2020, abriram portas a lojas de Melgaço, Redondo, Aljustrel, Manteigas, Pedrógão Grande, Ourique, Sousel, Alvaiázere, Portel, Mondim de Basto, Almodôvar, Vidigueira, Ribeira de Pena, Vila Velha de Ródão, Fronteira, Avis, Viana do Castelo, Cuba, Vila de Rei, Alcoutim, Arraiolos, Barrancos e Terras de Bouro; já este ano foram reabertas as lojas de Fornos de Algodres, Alvito, Marvão, Armamar, Mora, Óbidos, Penedono e, por fim, Gavião.

Português de Castelo de Paiva é das pessoas mais inteligentes do mundo

Nasceu no Brasil, vive em Castelo de Paiva e é considerado uma das pessoas mais inteligentes do mundo. Fabiano de Abreu é o primeiro português a integrar a Intertel.

O português Fabiano de Abreu já era considerado como uma das pessoas mais inteligentes do mundo, ao ter sido aceite pela Mensa, a mais antiga e conceituada sociedade de QI alto do mundo, em 2018. Agora, esse estatuto acaba de ser reforçado com a entrada na Intertel, uma sociedade ainda mais restritiva do que a Mensa, onde só entram pessoas com 99 de percentil (na Mensa, o valor é acima de 98).

A Mensa Internacional, fundada em 1946, em Inglaterra, é a maior, mais antiga e mais conhecida sociedade de alto QI do mundo, onde só são aprovados quem mede pontuações acima de 98 de percentil nos testes de QI, que equivale a acima de 131 pontos com cálculo desvio padrão 15. A segunda mais antiga e ainda mais restrita que a Mensa é a Intertel, fundada em 1966 nos Estados Unidos inspirada na Mensa, mas com a exigência de que a pontuação do aprovado seja acima de 99 pontos de percentil, que equivale a 135 ou superior na escala Wechsler (média estatística 100, desvio padrão 15).

“É uma grande honra ser aceite pela Intertel, uma sociedade que tem obra feita. Ao chegar a este patamar não me interessa a vaidade que o momento possa trazer, mas, sim, continuar a utilizar o meu intelecto para aprender mais e me sentir realizado, bem como tentar ajudar as comunidades onde me insiro: Castelo de Paiva e Portugal, onde tenho o meu coração; o Brasil, onde nasci, trabalhei muitos anos e onde tenho negócios e muitas ligações; Angola e EUA, onde também tenho ligações pessoais e profissionais”, afirma Fabiano de Abreu.

O português nascido no Brasil, que trocou o Rio de Janeiro por Castelo de Paiva em busca de uma vida mais tranquila, tem um currículo vasto e em constante crescimento: é PhD em neurociências, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas Áreas de Neurociências e Psicologia, Mestre em psicanálise, com formações também em neuropsicologia, história, antropologia e formação avançada em nutrição clínica. Possui mais de 50 títulos entre diplomas, registros e certificados.

Em Portugal, tem o título reconhecido pela Universidade Nova de Lisboa, com formações na Cognos, TrainingHouse e atualmente é aluno de neurociências da educação na Universidade Católica. Conta com demais formações no Brasil, Estados Unidos, França e Espanha.

Marca de calçado Kickers chegou finalmente a Portugal

Com coleção de Homem (do tamanho 40 ao 44), Mulher (do tamanho 36 ao 40) e Criança (do tamanho 20 ao 34).

Famosa e intemporal. Assim é a marca de calçado francesa Kickers, que chegou finalmente a Portugal.

Nascida em 1970 em França, no meio da revolução de ideais de liberdade e autoexpressão, o seu fundador, Daniel Raufast, concebeu o seu sonho de desenhar sapatos para os mais jovens. Depois de observar, enquanto estava parado num semáforo, que a grande maioria destes andavam descalços em plena avenida, juntou todos os seus sapatos que tinha criado até à altura e visitou as boutiques mais notórias de Paris à procura de os vender.

As gerações mais novas apaixonaram-se completamente pelos Kickers, o seu design pouco convencional foi capaz de atrair multidões, os jovens tinham encontrado finalmente calçado com que se identificassem.

Assim nasce a Kickers, o reflexo de uma geração que definiu um novo estilo de vida, e hoje os valores pilares da marca são autenticidade, irreverência, criatividade e liberdade. O calçado distingue-se pela qualidade de fabrico e materiais, rege-se por princípios eco-friendly e pelo design jovem com alguns modelos icónicos que fazem parte da história da marca. Kicklegend, Legendiknew, Orilegend e Meetkiknew são alguns dos clássicos da marca.

Sempre ligada às artes performativas, em especial à música, a Kickers distingue-se também por alguns elementos de inovadores que definem a sua identidade. Criou um sistema para os mais pequenos distinguirem os pés, com uma rodinha vermelha na sola do sapato do pé esquerdo e uma rodinha verde no sapato do direito. A etiqueta em forma de flor e o logo gravado na parte exterior são outros elementos que fazem parte da essência visual da marca.

À medida que os anos foram passando, o sucesso da marca cresceu significativamente. Em menos de 10 anos grande parte dos seus modelos tornaram-se clássicos na indústria e vendem atualmente para mais de 70 países.

Na loja online poderão ver os mais diversos modelos da coleção de Homem (do tamanho 40 ao 44), Mulher (do tamanho 36 ao 40) e Criança (do tamanho 20 ao 34).

Festival Authentica adiado para 2022

Fiquem descansados pois poderão pedir o reembolso dos bilhetes.

Foi no passado mês de setembro que demos a conhecer o novíssimo Festival Authentica, que nascia pela mão da promotora Malpevent. Prometido para os dias 10 e 11 de dezembro, e a acontecer no Altice Forum Braga, o festival apresentava nomes como KodalineRag’n’Bone ManJames BayZara LarssonNothing But ThievesDe La Soul e Luísa Sonza. Sim, apresentava. É que o festival acaba de ser adiado.

“Cumprindo com todas as Normas e Orientações Técnicas da Direção-Geral da Saúde (DGS) atualmente em vigor, o Festival AUTHENTICA elaborou e submeteu, em outubro deste ano, o Plano de Contingência do Evento à DGS para pedido de parecer. O parecer técnico da DGS foi-nos enviado no dia 15 de novembro, limitando-se a uma só frase, por e-mail, a comunicar que é necessária a realização de testagem prévia, nas 24 horas anteriores, a todos os participantes do Festival AUTHENTICA, mesmo aqueles que já se encontrem vacinados e estejam na posse do respetivo certificado. Esta medida não consta das Normas e Orientações da DGS atualmente em vigor para a realização de eventos, sendo bastante mais exigente de que, por exemplo, as regras aplicáveis a outras atividades como a restauração, bares ou discotecas. Tendo a empresa que elaborou o Plano de Contingência do Festival AUTHENTICA participado nos quatro eventos-piloto realizados entre abril e maio deste ano, sabemos, com fonte na experiência obtida, que a operacionalização desta medida é inviável de um ponto de vista logístico e financeiro, impedindo, infelizmente, a realização deste importante evento na cidade de Braga”, começa por dizer a organização do festival em comunicado.

“Apesar do Festival AUTHENTICA ter demonstrado a sua inteira disponibilidade para a implementação de outras medidas para a mitigação do risco, não houve até à data, qualquer resposta da DGS, pelo que o Festival Authentica foi forçado a acionar medidas urgentes durante o dia 17 de novembro, de forma a minimizar os já enormes gastos ocorridos como: artistas, voos, hotéis, marketing, entre outros, com o objetivo de salvar a empresa e garantir os vários postos de trabalho. Contudo, a Malpevent lamenta que a situação e os sinais dados pelo Governo tenham motivado as empresas nacionais a avançar com investimentos significativos que poderão colocar em risco a saúde do sector e a segurança de milhares de postos de trabalho. De referir que a organização se encontrava nesta fase preparada para dar inicio às montagens do recinto”, pode ler-se no mesmo comunicado.

Assim, o festival não irá realizar-se este ano, mas somente entre os dias 9 e 10 de dezembro de 2022. Naturalmente, os bilhetes já adquiridos são válidos para a próxima edição.

Já para quem pretende o reembolso, podem ficar descansados que não irão passar pelo processo de guardar o bilhete mesmo que não o queiram. Recorde-se que, de acordo com a lei, espetáculos adiados não dão direito a reembolso, somente em caso de cancelamento. Felizmente, o Authentica pensa de forma diferente.

Desta forma, caso pretendam devolver os bilhetes, deverão contactar o respetivo ponto de venda onde os adquiriram (seja físico ou online), a partir de segunda-feira, dia 21 de novembro de 2021. O prazo de reembolso terminará nos 30 dias posteriores à data prevista para o fim do evento, neste caso 11 de janeiro de 2022.

Dr. Bernard abre espaço de cowork na Costa da Caparica

Os preços começam nos 10€ por dia.

Quem acompanha de perto o Echo Boomer decerto deverá lembrar-se quando, no passado mês de abril, falámos do Dr. Bernard, localizado na Costa da Caparica, que se tinha reinventado para passar a apostar em comida mexicana, vinhos biológicos e sumos naturais.

Ora, e uma vez que várias pessoas aproveitam o local para trabalhar à distância com uma vista maravilhosa sobre a praia, o Dr. Bernard resolveu apostar num espaço dedicado ao coworking. Quer isto dizer que, agora, é possível oficializar o trabalho na praia com o Dr. Bernard’s Coworking, localizado a um minuto das praias da Costa da Caparica e a cerca de 15 minutos de carro de Lisboa.

O Dr. Bernard’s Coworking é um espaço que alia empresários locais e internacionais ávidos por trabalhar remotamente a poucos passos da praia e do comércio local da Costa da Caparica, num espaço que proporciona conforto e uma atmosfera tranquila e descontraída.

A vibração do espaço está alinhada com a simplicidade e o minimalismo moderno-industrial. O espaço dispõe de uma ligação fiável à Internet de alta velocidade, mesas privadas dentro de cubículos de vidro coloridos que fornecem uma dose extra de positivismo, uma sala de reuniões e uma varanda exterior virada para o oceano. Cafeína não vai faltar e a possibilidade de ir surfar entre reuniões e afazeres.

Os preços começam nos 10€ por dia, com diferentes packs (5 dias – 40€, 10 dias – 70€, 1 mês – 95€). Ao aluguer da secretária é possível associar outras experiências, tais como, refeições no Dr. Bernard ou no Palms Blitz, aulas de surf, ginásio ou ioga.

Há alterações de última hora no Super Bock em Stock 2022

Os bilhetes continuam à venda.

É já entre esta sexta-feira, dia 19 de novembro, e o próximo sábado, dia 20 de novembro, que o Super Bock em Stock volta a encher a Avenida da Liberdade de música. Porém, se estavam à espera de um concerto dos Black Country, New Road, não vão gostar de saber da mais recente novidade.

É que, por motivos de saúde de um dos elemento da banda, os Black Country, New Road não poderão atuar do festival. Desta feita, havia uma slot por preencher, sendo que esse espaço no cartaz fica agora dedicado a The Legendary Tigerman, que atuará no Teatro Tivoli BBVA no formato que muitos de nós o conhecemos: One Man Band.

Há outra alteração no cartaz. Os Iceage mudam de dia e de sala, passando a atuar no sábado, dia 20, no Coliseu dos Recreios – Sala Super Bock.

Quanto aos bilhetes, continuam à venda por 45€. Se quiserem adquirir nos dias do festival, o preço sobe para os 50€. O bilhete tem obrigatoriamente de ser trocado por pulseira, pelo próprio, colocada apenas pela organização do Festival no Coliseu dos Recreios, a partir do dia 18 de novembro. A pulseira dá acesso a todos os espaços do Festival até ao limite de lotação de cada um. Ou seja, haverá sempre lugar para assistir a um concerto, mas, para assistir aos mais concorridos nos palcos com menor lotação, será conveniente chegar cedo.

Dada a obrigatoriedade de apresentação de Certificado Digital COVID ou teste negativo, recomendamos que se chegue cedo e se prepare desde logo o seu certificado e documento de identificação, uma vez que a sua verificação é mais um passo necessário para a troca do bilhete por pulseira.

Cepsa inaugura novo posto na Portela, em Lisboa

É a quarta abertura do ano para a empresa.

Já se encontra em funcionamento o novo posto de abastecimento da Cepsa em Lisboa, na Portela. Com esta abertura, a quarta do ano, a Cepsa continua a crescer e a expandir a sua marca por todo o território nacional.

Com um horário alargado das 07 às 23h, o novo posto conta com três ilhas de abastecimento com combustíveis premium Óptima, para além dos combustíveis simples, e uma loja de conveniência DEPASO com cafetaria. O posto tem também serviço de lavagem automática WASHHH e aspiração e conta com um amplo espaço de parqueamento para viaturas pesadas e ligeiras. Tem à disposição a venda de gás engarrafado e conta ainda com uma ilha de ar/água.

O posto é aderente à Campanha “Corte nos Preços”, com um desconto fixo de 10cts/Lt, dos quais 5cts são atribuídos de forma direta no preço de bomba e os restantes 5cts carregados no cartão Porque EU Volto sob a forma de pontos-desconto que podem ser rebatidos no abastecimento seguinte.

Para além do cartão Porque Eu Volto, no novo posto são aceites todos os cartões emitidos pela Cepsa bem como os dos parceiros DECO e WIZINK.

Testes rápidos à COVID-19 voltam a ser gratuitos a partir de 19 de novembro

Isto numa altura em que os casos têm estado a aumentar.

Foi no passado mês de setembro que o Ministério da Saúde revelou que os testes rápidos de antigénio à COVID-19 iriam deixar de ser gratuitos, numa decisão justificada pelo facto de Portugal, na altura, estar prestes a atingir 85% da população com a vacinação completa. Essa comparticipação acabou a 1 de outubro, mas vai agora voltar ao ativo já esta sexta-feira, dia 19 de novembro.

À Lusa, o Ministério da Saúde garantiu que os testes rápidos de antigénio efetuados nas farmácias e laboratórios aderentes ao regime excecional de comparticipação vão voltar a ser gratuitos, sendo que os moldes de funcionamento são os mesmos que anteriormente: comparticipação limitada ao máximo de quatro testes por mês e por utente.

Este regresso dos testes gratuitos deve-se à atual situação epidemiológica, numa altura em que se espera que, em breve, Portugal contabilize cerca de 2.000 casos positivos por dia.

Recorde-se que, apesar deste mês e pouco sem testes comparticipados, algumas câmaras municipais tinham continuado a disponibilizar testes grátis, como tem sido o caso da Câmara Municipal de Lisboa.