Quando utilizamos serviços de entrega como o Uber Eats, é quase inevitável que, em algum momento, surjam problemas: atrasos na entrega, pedidos incompletos ou até cobranças indevidas. Nestas situações, recorrer ao apoio ao cliente é a solução mais comum. No entanto, muitos utilizadores desconhecem que existe um número de apoio ao cliente específico para situações mais urgentes. Embora a empresa ofereça uma variedade de formas de contacto, como chat e e-mail, nem sempre é fácil encontrar o número de telefone necessário para resolver questões mais complexas.
Para os utilizadores que já enfrentaram problemas com o Uber Eats, como atrasos na entrega ou pedidos mal executados, sabem que a experiência nem sempre é 100% positiva. É aqui que entra o suporte ao cliente. Na aplicação, é possível pedir ajuda diretamente através das várias opções disponíveis. No entanto, ao selecionarem um pedido antigo e optarem por “Obter Ajuda”, serão conduzidos a diversas opções de assistência, como problemas com pedidos entregues ou questões de segurança. Contudo, nenhuma dessas alternativas dá acesso direto ao número de apoio ao cliente.
A surpresa para muitos é que o número de apoio ao cliente da Uber Eats não está facilmente disponível nas opções da app, especialmente para problemas com pedidos passados. No entanto, existe uma forma de o encontrar, mas apenas em casos de pedidos em curso. Se um pedido estiver em andamento e a entrega estiver a demorar demasiado, é possível encontrar o número de telefone através da secção de “Ajuda”. A partir daí, deve-se seleccionar a opção “Problema com um pedido em curso” e, em seguida, escolher a opção “Cancelar o meu pedido”. No ecrã que aparece, verão uma ligação com o texto “LIGUE-NOS”. Ao clicarem, o número de apoio ao cliente, 800180047, será chamado automaticamente.
Este número é a chave para resolver problemas urgentes relacionados com pedidos em curso, mas não se sabe ao certo se pode ser útil para resolver questões relacionadas com pedidos antigos. É importante ter em mente que a Uber Eats oferece outros meios de contacto, como a central de ajuda na aplicação, onde podem ser resolvidos problemas mais comuns. Contudo, o número de telefone serve como uma alternativa quando a situação exige uma resolução mais rápida.
No entanto, vale a pena notar que, embora o número de apoio ao cliente seja uma boa opção para problemas com pedidos em andamento, nem sempre será a solução para todos os casos. É recomendável que verifiquem todas as opções de suporte disponíveis antes de recorrerem à chamada telefónica, já que muitos problemas podem ser resolvidos através de outros canais, como chat ou e-mail.
A Nespresso é neutra em carbono em todas as suas atividades comerciais desde 2017 e compromete-se agora a atingir a neutralidade total em carbono na cadeia de abastecimento e ciclo de vida do produto.
Todas as chávenas de café da Nespresso vão ser neutras em carbono até 2022. Pelo menos é esse o objetivo da marca até daqui a dois anos. Esta nova meta dá seguimento a mais de dez anos de trabalho, durante os quais a Nespresso reduziu as suas emissões de carbono e as compensou através da aposta em sistemas agroflorestais.
Tendo já conquistado a neutralidade de carbono nas suas atividades comerciais desde 2017, o novo compromisso da empresa está focado nas emissões que ocorrem na sua cadeia de abastecimento e no ciclo de vida do produto.
A Nespresso vai alcançar a neutralidade de carbono através da redução da emissão de carbono (o objetivo é utilizar 100% de energia renovável em todas as lojas), da plantação de árvores nas plantações de café e nas paisagens envolventes (será triplicada a capacidade de plantar árvores em países produtores de café como a Colômbia, Guatemala, Etiópia e Costa Rica) e, ainda, através de apoio e investimento em projetos de compensação de alta qualidade, ou seja, com a conservação das florestas.
Está prestes a chegar ao PC e consolas um novo e divertido jogo cooperativo para quem gosta de jogar com amigos, no sofá ou online.
Unrailed é a aposta da Daedalic Entertainment e da Indoor Astronaut que promete testar as capacidades dos jogadores em partidas cooperativas, onde terão que construir uma linha férrea, de forma a levar de forma segura um comboio e as suas carruagens até à estação seguinte.
O jogo já se encontra em formato Early Access na Steam, para PC, onde é possível começar já a testa as habilidades nestes desafios, mas irá chegar na versão completa ao PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch já no próximo dia 23 de setembro, com novas carruagens, biomas e modos, onde se inclui um modo single-player para que o jogador possa ser acompanhado pela inteligência artificial do jogo.
O mundo de Harry Potter recebe finalmente o RPG de ação que muitos desejavam.
Durante a revelação das novidades da PlayStation 5, a Warner Bros. revelou Hogwarts Legacy, um novo jogo de ação e RPG desenvolvido pela Avalanche Studios, que nos promete levar até ao mundo mágico de Harry Potter pelos corredores e salas de Hogwarts, num capítulo que serve de prequela das histórias que conhecemos.
A aventura passa-se no século XIX e os jogadores vão poder vestir a pele de um estudante da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e explorar todos os seus segredos numa aventura muito perigosa.
A revelação foi acompanhada por um emocionante trailer que mostra não só algumas cinemáticas, como também o aspeto do jogo em ação, com pequenos trechos de jogabilidade.
Hogwarts Legacy tem data marcada para 2021 e promete chegar ao máximo de jogadores, com lançamento no PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X e S.
Seja simples, quente, com leite ou até gelado, opções não vão faltar.
Numa altura em que cada vez menos gente está em teletrabalho (até podem estar, mas vão começando a “rodar” entre estar em casa ou no escritório da empresa), há rotinas que regressam. Muitas são as pessoas que não dispensam o cafézinho de manhã ou uma bebida à tarde para relaxar após um dia intenso de trabalho.
Pois bem, a Subway promete ajudar a tornar esses momentos mais prazerosos. Sabendo da importância que o café tem para os portugueses, a conhecida marca decidiu reforçar a sua aposta nestes produtos, trazendo de volta algumas edições limitadas.
Seja quente, gelado, com leite, puro ou aromatizados, são cada vez mais as opções que os apreciadores de café têm na Subway, reforçadas agora com o regresso dos iced coffes aromatizados com coco e a estreia do caramelo salgado no menu. Há também os lattes de caramelo e baunilha, os capuccinos e, para os mais tradicionais, o café expresso.
Os Iced Coffees já estão disponíveis em todos os restaurantes Subway, por tempo ilimitado, e têm um custo de 1,95€.
Atenção que a tarifa dos carregadores rápidos é fixa, enquanto a tarifa dos carregadores normais depende da potência média utilizada por cada veículo.
Já é possível carregar o vosso automóvel elétrico enquanto fazem compras no supermercado Continente Matosinhos. Esta loja inaugurou hoje, dia 17 de setembro, o primeiro hub Continente Plug&Charge do país, composto neste caso por 18 pontos de carregamento, onde se incluem dois de carregamento rápido (50kW).
Este serviço, reservado a clientes que descarreguem a app Continente Plug&Charge (iOS e Android) e a app Cartão Continente, permite carregar veículos elétricos com até 200km de autonomia em 60 minutos, a partir de 0,01€/minuto. Atenção que a tarifa dos carregadores rápidos é fixa, enquanto a tarifa dos carregadores normais depende da potência média utilizada por cada veículo, ou seja, do próprio carregador interno.
Sabe-se ainda que os detentores de Cartão Continente que realizarem compras superiores a 30€ nas lojas poderão beneficiar de carregamentos gratuitos, com cerca de 35km de autonomia.
Com este serviço, que chegará também ao Continente da Amadora já na próxima semana, a Sonae pretende ter uma cobertura nacional com centenas de pontos de carregamento. O objetivo é ter uma distância máxima entre hubs de aproximadamente 100km.
O imperdoável jogo tem lançamento no mesmo dia em que a consola chega às lojas.
A Bluepoint Games e a Japan Studios revelaram um novo vídeo do remake aclamado jogo da From Software, Demon’s Souls, lançado originalmente para a PlayStation 3.
Agora, na nova geração de consolas, Demon’s Souls mostra-se melhor do que nunca, com visuais modernos, iluminação melhorada, novas animações, nova música e arte, mas o mais próximo possível do original.
O vídeo de jogabilidade mostra como o jogo se comporta na PlayStation 5 e vê-lo em ação é um deleite, com uma qualidade de imagem que parece tirar partido das resoluções 4K e da fluidez de jogo a 60fps.
O novo título vai tirar também partido das capacidades imersivas da nova máquina da Sony, via DualSense, com os seus sensores hápticos que permitem que o jogador sinta todos os hits, cortes e batidas desta nova aventura.
Demon’s Souls é um exclusivo PlayStation 5 e chega à consola no dia do seu lançamento, a 19 de novembro, por 79,99€.
A longa saga Final Fantasy prepara-se para receber a sua próxima história com Final Fantasy XVI. Revelado juntamente com as novidades para a PlayStation 5, a Square-Enix mostrou o primeiro olhar ao jogo com um longo trailer que nos leva novamente a um mundo fantástico com ambiente medieval, cheio de magias, monstros, dragões e uma missão maior que a vida.
Segundo o produtor Naoki Yoshida, esta é apenas uma amostra do que a sua equipa foi capaz de produzir para este novo título, com uma demonstração dos visuais a correrem em tempo real num PC, que tenta replicar as características da PlayStation 5.
Yoshida revelou ainda que serão dadas mais novidades sobre o jogo em 2021, mas salientando também que irá demorar algum tempo até os jogadores poderem colocar as mãos nesta aventura.
Final Fantasy XVI encontra-se em desenvolvimento para a PlayStation 5, onde será um exclusivo para consola, e a possível versão para PC não está totalmente confirmada. A acontecer, será algum tempo depois do lançamento para PlayStation.
Em troca, o jogo original de 2018 recebe uma versão para a PlayStation 5.
Na noite em que a Sony revelou a data e o preço das consolas PlayStation 5, os fãs do Homem-Aranha receberam um novo trailer da sua sequela/spin-off, focado em Miles Morales, devidamente intitulado como Marvel’s Spider-Man: Miles Morales.
Ao longo de sete minutos, podemos ver o jogo em todo o seu esplendor, onde acompanhamos Miles e o seu amigo Ganke Lee pelas ruas iluminadas de East Harlem, antes de sermos presenteados com muita ação explosiva. O vídeo dá destaque à jogabilidade desta nova aventura, às habilidades únicas de Miles Morales, mas também aos visuais do novo jogo, que puxam pelas capacidades da PlayStation 5.
Juntamente com este novo vídeo, a Insomniac Games revelou que os fãs deste universo aranha vão poder jogar a aventura de Miles também numa versão da PlayStation 4, ao mesmo tempo que quem tiver uma PlayStation 5, poderá reviver, ou viver pela primeira vez, as aventuras de Marvel’s Spider-Man de 2018, em formato remasterizado, que vem incluído na Ultimate Edition deMarvel’s Spider-Man: Miles Morales.
Por 79,99€, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales tem data de lançamento conjunta com a consola da Sony, a PlayStation 5, no dia 19 de novembro.
Se não começaram já a juntar os trocos, então é bom que comecem. A Sony revelou finalmente a data e o preço das suas novas consolas, que também já podem ser pré-reservadas nas lojas nacionais.
Disponível em dois modelos, a PlayStation 5 chega às lojas no dia 19 de novembro, com um preço de 499€ para a versão com leitor de Blu-Ray e por 399€ pela versão sem leitor, conhecida como Digital Edition.
Ambas as consolas são iguais, com os mesmo componentes, as mesmas funções e compatíveis com os mesmos jogos, diferindo apenas no suporte de títulos físicos ou funções multimédia enquanto leitor de CDs e Blu-Ray, o que significa que, se tiverem jogos físicos, não conseguirão jogá-los na Digital Edition.
Ambas as consolas, com e sem leitor de discos, contam com armazenamento de 825GB para instalação e download de títulos e incluem também no pacote um dos novos comandos DualSense, que poderão ser adquiridos em separado por 69,99€ cada um.
PlayStation 5 Digital Edition
PlayStation 5
Além da consola, a Sony revelou também os preços dos periféricos das consolas e dos jogos da SIE Worldwide Studios que vão acompanhar o lançamento da consola.
Juntamente com as PlayStation 5, os jogadores vão poder adicionar novos auscultadores sem fios com microfones por 99,99€; uma nova câmara HD com captura 1080p, dedicada para transmissões de conteúdos, por 59,99€; um comando dedicado a funções multimédia por 29,99€ e, por fim, há ainda uma base de carregamento para comandos DualSense por 29,99€.
E como não podiam faltar jogos, além de uma seleção de títulos disponíveis por estúdios terceiros, a Sony terá o seu line-up principal constituído por seis jogos, onde se inclui um remaster. Contudo, convém também referir que vamos começar a ver os jogos de consola a ficarem mais caros, atingindo os 80€.
São eles:
Astro’s Playroom (Japan Studios) – que já vem pré-instalado na PlayStation 5;
Demon’s Souls (Bluepoint Games / Japan Studio) – 79,99€
Destruction AllStars (Lucid Games /XDEV) – 79,99€
Marvel’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games) – 59,99€
Marvel’s Spider-Man: Miles Morales Ultimate Edition (Insomniac Games) – 79,99€
Sackboy A Big Adventure (Sumo Digital /XDEV) – 69,99€
Para ficarem a conhecer melhor a consola e as suas características e funcionalidades, podem visitar a página oficial da PlayStation 5.
Basicamente são salas que garantem uma instalação rápida e promovem a igualdade de acesso à educação e tecnologia.
Em época de regresso às aulas, a ésistemas acaba de lançar uma solução que prevê diversas salas tipo para implementação do ensino à distância de forma total ou parcial.
Chama-se éducatiON e permite:
Dotar as escolas dos equipamentos tecnológicos necessários para implementar o ensino à distância;
Garantir a continuidade do ensino de todos os conteúdos programados num ambiente colaborativo;
Assegurar uma interação on time entre professor e alunos;
Fomentar a partilha de conteúdos pedagógicos;
Potenciar experiências interativas de múltiplos conteúdos programáticos;
Avaliar a assimilação de conhecimentos;
Promover a igualdade de acesso à educação e à tecnologia
Tratando-se de uma solução completa que preconiza o sucesso escolar acessível todos, a éducatiON é adaptável a qualquer nível do ensino, desde o primeiro ciclo ao ensino universitário.
Esta solução dispõe de:
Software facilitador de aprendizagem quer para professores quer para alunos;
Compatibilidade com qualquer plataforma de colaboração Ms Teams, Zoom, Google Meet, Cisco Webex ou outros.
Kit de videoconferência para máxima conexão entre professor e aluno em ambiente colaborativo
Display interativo com múltiplas ferramentas destinadas ao universo pedagógico
Monitor adicional para imagem dos alunos ligados remotamente
A instituição pode escolher/utilizar o seu software de videoconferência e colaboração que deseje de acordo com as suas necessidades e estratégias adotadas para o ensino online, visto que a solução que propomos é totalmente compatível com qualquer uma delas, sendo que no caso da Microsoft e da Google o SMART Learning Suite Online integra nas plataformas destes dois fabricantes.
No que toca às salas tipo, são três, com cada uma adaptada a diferentes necessidades. Contudo, podem ser criadas outras configurações de salas, isto se as escolas assim o desejarem.
Esta terça-feira, dia 15 de setembro, a Apple teve mais um evento virtual onde anunciou uma série de novidades. Além de novos relógios e novos iPads, houve uma novidade que achámos particularmente interessante: o Apple One, pacote que reúne numa só assinatura quatro serviços distintos, permitindo ainda que o utilizador poupe 6€/mês.
Porém, outra novidade bem recebida por parte dos utilizadores dos sistemas da maçã, mas vista com maus olhos pelos programadores, uma vez que ficaram sem tempo para afinar as apps, foi o facto de a Apple ter anunciado que os sistemas operativos iOS 14 (iPhone), iPadOS 14 (iPad), tvOS 14 (Apple TV) e watchOS 7 (Apple Watch) iriam ficar disponíveis para download durante o dia de hoje.
Pois bem, a Apple já disponibilizou essas atualizações, pelo que podem desde já instalar. Contudo, e uma vez que podem existir problemas durante os primeiros dias – é bastante frequente, tanto que a Apple tem já por norma lançar atualizações para corrigir bugs -, aconselha-se a que façam backup dos vossos dados, seja através do iCloud, Finder (no Mac) ou iTunes (Windows).
Só falta mesmo chegar o Big Sur, a próxima grande atualização do MacOS. A Apple ainda não definiu uma data de lançamento, dizendo somente que o update está prometido para o outono. Porém, e tendo em conta lançamentos anteriores, é provável que chegue já no próximo mês de outubro.
The Devil All The Time pode não ser indicado para aqueles que têm uma visão muito pessoal sobre a religião. Já para outros será um filme que tardará a desaparecer da memória.
Sinopse:“Em Knockemstiff, no Ohio, e nas redondezas, estranhas personagens – um falso pregador (Robert Pattinson), um casal de assassinos em série (Jason Clarke e Riley Keough) e um xerife corrupto (Sebastian Stan) – convergem em torno do jovem Arvin Russell (Tom Holland) enquanto ele luta contra as forças do mal que o ameaçam a ele e à sua família. Passado entre entre o fim da Segunda Guerra Mundial e o início da guerra do Vietname, o filme do realizador Antonio Campos, apresenta um cenário ao mesmo tempo horrendo e sedutor que opõe justos e corrompidos.”
A Netflix tem sido capaz de disponibilizar filmes com elencos repletos de estrelas com bastante regularidade. Se as pessoas acabam por gostar ou não dos filmes, isso é outro assunto, mas como argumento convincente para fazer as pessoas sentarem-se no sofá a ver o serviço de streaming, este tipo de elenco é perfeito.
Quase todos os atores deThe Devil All The Time são favoritos dos fãs devido à presença em universos cinemáticos, sagas icónicas ou filmes vencedores de Óscares, logo não é surpresa se apenas este aspeto consegue convencer o público a ver um filme com um tempo de execução de quase duas horas e meia. Esta é a primeira vez que assisto a um filme de Antonio Campos e as minhas expetativas eram moderadamente altas, tendo em conta a sinopse e o género em si.
Não sabia verdadeiramente o que o filme abordava, já que a sinopse não dá pistas concretas sobre a narrativa principal. Apenas vejo o primeiro trailer oficial depois de assistir ao filme e, sendo honesto, é um pouco enganador quando se trata do tempo de ecrã relativamente a certos atores (TomHolland só aparece após 45 minutos, por exemplo). Assim, durante a primeira hora e meia, senti algumas dificuldades em entender que caminho a história estava a seguir. Existe mais do que uma mão cheia de personagens e linhas narrativas relevantes, sendo este o meu principal problema com o filme. Mas já lá vou.
Vou começar com o elenco e as suas personagens. O primeiro grupo é impecável, como esperado. Tom Holland é, sem dúvida, a maior surpresa, dando-nos uma parte dele que ninguém tinha visto até agora. A personalidade de Arvin é moldada com base na sua infância traumática, trágica e violenta. A transição de “friendly neighborhood Spider-Man” para uma personagem tão assombrada não é uma tarefa fácil, mas Holland encontra uma maneira de lidar com o caminho emocionalmente avassalador e sombrio percorrido por Arvin. No entanto, este é um filme longo, onde cada personagem tem um papel importante a desempenhar, mesmo aqueles que mal impactam a história até aos últimos minutos.
Bill Skarsgård interpreta o pai de Holland, incorporando perfeitamente um homem cuja fé cega na religião gera não só uma sequência de eventos horríveis, mas também estabelece o tema geral do filme. Riley Keough e Jason Clarke formam um casal estranho com um modus operandi perturbador, mas a primeira é genuinamente impressionante. Está a tornar-se uma atriz muito interessante ao escolher papéis únicos em filmes pouco convencionais. Todos os outros atores são ótimos, Robert Pattinson, Eliza Scanlen, Sebastian Stan, é só nomear, mas Holland, Skarsgård e Keough são os destaques absolutos, assim como as suas personagens. Estas são mais desenvolvidas do que as outras, o que me leva a um dos meus pontos negativos.
Com tantas personagens, o equilíbrio entre as inúmeras linhas narrativas não é consistente o suficiente para me manter cativado durante todo o filme. Antonio e Paulo Campos oferecem a todas as personagens uma boa porção de tempo, dando ao espetador a oportunidade de entender as motivações por detrás destas personagens e de se ligar com a sua história particular. Um método excelente de storytelling, sem dúvida.
No entanto, quando o filme chega ao fim, algumas personagens têm praticamente zero impacto na narrativa em retrospetiva. Contrastando com os destaques mencionados acima, várias personagens parecem unidimensionais, usadas apenas como um dispositivo de enredo para fazer a história mover em frente ou como um objeto para homícidios gratuitos, sangrentos e visualmente nojentos.
Este último aspeto pode ser um grande “não” para imensos espetadores. Existem dezenas de sequências onde uma personagem é brutalmente baleada ou espancada quase até à morte, logo fica o aviso para quem for mais sensível. Passa de puro entretenimento a excessivamente violento em poucos segundos. Contudo, o que mais adoro em The Devil All The Time será exatamente o mesmo que muitos espetadores definitivamente odiarão: a visão sobre a religião. Semelhante a mother! de Darren Aronofsky, este é um filme que não se retrai em demonstrar como a fé cega em religiosidade hardcore pode ser negra, sombria, pecaminosa e que leva as pessoas pelos caminhos mais terríveis. É o tema geral que coneta os vários enredos.
Ao longo do filme, quase todas as decisões de personagens são tomadas com base nas suas crenças religiosas. Se acreditam que rezar é a solução para o cancro, vão rezar durante dias seguidos e irão fazer sacrifícios. Se acreditam que Deus está a oferecer poderes sobrenaturais, farão de tudo para testar a sua vontade. Se acreditam que Deus está a dizer para tomarem as decisões mais ilógicas, para realizarem ações desumanas e para pecarem da maneira mais horrenda possível, fazem tudo num piscar de olhos. Esta manipulação religiosa é retratada de uma maneira tão realista que transforma The Devil All The Time numa visualização bastante complicada. Para mim, foi tão autêntico que posso facilmente ligá-lo ao estado atual do mundo real.
A partir do momento em que percebi este tema subjacente, a segunda metade do filme ficou muito mais interessante. Os arcos das personagens começam a entrelaçar-se, perguntas anteriores começam a receber respostas e tudo se encaixa nos últimos 30 a 45 minutos.
Porém, o tempo de execução continua a parecer muito longo e, apesar de Antonio e Paulo Campos fazerem um trabalho notável ao juntarem coerentemente as várias histórias, algumas simplesmente não acrescentam nada à narrativa ou ao arco do protagonista. O filme é tecnicamente impressionante de forma geral, mas há que dar destaque à cinematografia prolongada de Lol Crawley e à banda sonora subtil de Danny Bensi e Saunder Jurriaans.
The Devil All The Time está destinado a ser incrivelmente divisivo. Antonio Campos e Paulo Campos criaram um argumento sombrio, dark, extremamente violento, repleto com inúmeras linhas narrativas e um tema subjacente que vai causar alguma controvérsia. Com um elenco cheio de estrelas, é impossível não existir prestações extraordinárias.
Todos são impecáveis, mas Tom Holland (o destaque absoluto), Riley Keough e Bill Skarsgård merecem as menções devido às suas interpretações impressionantes. Todavia, o elevado número de personagens e os respetivos arcos estendem desnecessariamente o tempo de execução. Demasiado tempo é oferecido a personagens que, em retrospetiva, pouco ou nenhum impacto têm na narrativa ou no protagonista. Algumas são simplesmente usadas como meros plot devices ou alvos de violência por entretenimento.
Em todo o caso, o foco da narrativa na religião é ousado e audacioso, demonstrando como a fé cega pode influenciar negativamente a vida das pessoas, levando as próprias e outras pelos caminhos mais dolorosos. Dependendo da visão pessoal que se tem da religião, do quão aberta a mente é capaz de ser e da sensibilidade à violência sangrenta, fica o meu aviso de que este filme pode não ser para todos. Mas, para quem for, é, sem dúvida, um filme que tardará a desaparecer da memória.
The Devil All The Time já está disponível na Netflix.
Muitas são as dúvidas relacionadas com a existência da app para determinados televisores.
Foi ontem, dia 15 de setembro, que o Disney+estreou finalmente no nosso país. Desde então, muitos têm sido os utilizadores fascinados com os conteúdos do serviço, principalmente devido aos filmes antigos que tantos de nós conhecem, mas também muito por culpa de séries como Os Gárgulas, Recreio ou aquelas com o Rato Mickey e companhia.
Pois bem, e apesar da disponibilidade do serviço, muitos têm sido os utilizadores com questões frequentes acerca da compatibilidade da plataforma com determinados aparelhos.
Para já, é possível ter uma ideia dos equipamentos suportados no site oficial, onde existe uma lista. Sabe-se, por exemplo, que a app funciona na Apple TV (4.ª geração e posterior), Chromebook, Chromecast, Sony PlayStation 4, Xbox One, smartphones e tablets Android (a partir do Android 5.0), iPhones e iPads (versão 11.0 ou posterior).
Porém, é na questão das TVs que surgem as maiores dúvidas. Ora, qualquer TV cujo sistema operativo seja o Android TV deverá funcionar sem problemas. Ou seja, se possuírem uma TV da Hisense, Philips, Sharp, Sony ou TCL, e cujo sistema operativo seja o Android TV, tal significa que deverão poder fazer download da app.
Contudo, pode não ser assim tão linear, até porque existem relatos de utilizadores com TVs Hisense, modelos de 2019, e que não conseguem encontrar a app para download.
Já em relação às TVs da Samsung e LG, marcas que detêm a maior fatia do mercado no que a televisores diz respeito, fiquem a saber que o Disney+ é compatível com modelos de 2016 ou posteriores.
Porém, se o vosso televisor for mais antigo, tal significa que não terão hipóteses de instalar/usar a app diretamente. Mas aí há solução: adquirem um stick/box Android TV.
O Xiaomi Mi Stick é uma boa solução para quem possui uma TV cuja resolução não chega aos 4K. Contudo, se quiserem dar o salto para o Ultra HD, podem fazê-lo com a Mi Box S, estando preparada para essa resolução. Qualquer um dos dispositivos irá resolver o vosso problema, pelo que tudo dependerá da vossa necessidade.
Curto, difícil e muitas vezes implacável – assim é este metroidvania que acaba de chegar às consolas.
Acho fascinante o mundo das séries independentes, das estórias cruzadas que se expandem por vários jogos e que partilham, entre outros elementos, uma estética e narrativas fortes que compõem uma experiência de nicho. Séries como Touhou, que se multiplica também por vários géneros, e Fate, representando o mesmo modelo através de animes e visual novels, são apenas alguns dos exemplos de destaque, mas quero dar-vos a conhecer a série Momodora, produzida pela brasileira Bombservice, e Minoria, o seu sucessor espiritual.
Apesar de abandonar a pixel-art e os sprites por modelos e cenários em alta definição, Minoria mantém o ADN da série e transporta-nos para um mundo de bruxas e freiras, de monstros e maldições, onde no papel da Irmã Semilla temos de parar uma rebelião e salvar o reino em nome da Sacred Office. Como seria de esperar, nem tudo é o que parece e Semilla terá de lutar para descobrir a verdade por detrás da sua ordem e da missão que lhe foi incumbida. A originalidade não é o seu forte, mas nota-se uma forte mitologia que é auxiliada por vários jogos e uma forte compreensão das personagens e das suas motivações por parte da Bombservice, onde destaco os diálogos diretos, mas bem escritos.
Minoria é um metroidvania, tal como Momodora: Reverie Under the Moonlight, apresentando várias zonas distintas – ainda que não surpreendam a nível visual e no seu design, relegando-se a secções de plataformas nada empolgantes e a corredores sem vida –, onde o foco está no combate, na exploração e na descoberta de armas, habilidades, chaves e outras curiosidades. O controlo de Semilla é muito intuitivo e fluído, algo que a Bombservice já tinha aperfeiçoado no título anterior, e a passagem para HD não influenciou negativamente a jogabilidade de Minoria. Os controlos são responsivos, especialmente o botão de desvio, e há um ritmo lento, mas ponderado nos confrontos, auxiliados pelo foco no contra-ataque face aos ataques destrutivos dos monstros.
A navegação nunca se torna confusa e temos sempre um mapa disponível que nos permite verificar as zonas que ainda não visitámos. Visualmente, Minoria adota um estilo cel-shaded que dá aos modelos das personagens uma maior vivacidade e expressividade, seja Semilla ou qualquer outra das freiras ou bruxas. Já os cenários, como havia mencionado, surpreendem pouco, até no seu design e nos seus corredores aborrecidos, mas existe sempre um efeito visual, a iluminação ou a presença de uma direção artística mais proeminente que lhe dão alguma beleza. Os quebra-cabeças, por mais simples que sejam, injetam alguma variedade ao design e a exploração requer algum jogo de memória para podermos voltar atrás e descobrir os itens que deixámos para trás.
Como metroidvania, Minoria mantém a aposta nas habilidades e no desbloqueio de caminhos, mas há um foco mais presente no combate que se sente pela inserção de um sistema de níveis – que influencia o poder de ataque e pontos de vida de Semilla –, novas armas, atributos e poderes. A dificuldade é um destaque e a Bombservice não se limitou nesse aspeto, apresentando inimigos com um poder de ataque assustador, ao ponto de ser quase injusto. Esta sensação é contornada pelo foco no contra-ataque, mas nem sempre é fácil conseguir ultrapassar estes picos de dificuldade inesperados. No entanto, existe uma barra de atordoamento que devem explorar para conseguirem uma maior eficácia contra os inimigos.
A Bombservice quis dar mais variedade e liberdade aos jogadores sob a forma de novas armas e habilidades. As armas encontram-se espalhadas pelo mapa e apresentam atributos únicos, não só pelos pontos de ataque, mas também por poderes que podem alterar o rumo de um combate. Os incensos são o segundo foco deste sistema de combate e são habilidades especiais, com um limite de utilização, que dão a Semilla a possibilidade de usar magias desde raios, projéteis ou a invocação de monstros. São complementos de peso, passivos e ativos, mas o combate corpo a corpo continua a ser o destaque e é necessário dominar o contra-ataque se não quisermos perder minutos de progresso.
Na verdade, penso que isso irá acontecer quer estejam preparados ou não. Minoria é difícil, às vezes demasiado, e o facto de apresentar tantos pontos de gravação revela que a Bombservice tentou equilibrar mais o seu jogo. No entanto, há algo que não funciona tão bem. Existem inimigos que tiram sempre mais de metade da barra de energia e cujos ataques surgem em sucessão rápida. É certo que temos o contra-ataque, mas quando estamos perante mais do que um inimigo, torna-se difícil de controlar os seus ataques e manter a distância. Com prática, acabarão por dominar a dificuldade do jogo, mas os picos de desafio são reais e demasiado inesperados.
O mesmo não pode ser dito dos bosses que apresentam um leque limitado de habilidades e padrões muito fáceis de prever. Os seus designs são interessantes, mas as batalhas são fáceis. Parece que Minoria quer desafiar constantemente os jogadores enquanto exploram e dar-lhes um merecido descanso quando encontram um dos seus vilões, uma escolha com a qual não consigo concordar. A aposta na dificuldade e num posicionamento de inimigos pouco interessante em campo dão aso a um design de níveis limitado, como havia mencionado, e se num metroidvania a exploração não é um dos destaques, então algo se perdeu na produção. Momodora: Reverie Under the Moonlight é mais equilibrado neste sentido.
Apesar dos desequilíbrios, Minoria é um bom jogo que chega finalmente às consolas. A ação é rápida, os controlos são fluídos e existe variedade no sistema de combate que vos permitirá experimentar com as várias habilidades do jogo para construírem a vossa própria personagem. Está longe de ser perfeito e é ocasionalmente frustrante, mas conseguimos sentir o carinho e dedicação da Bombservice através do design e da narrativa do jogo.
Plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela DANGEN Entertainment.
Durante a última década, a preocupação com a compilação de dados e a privacidade tem-se tornado quase epidémica.
À medida que o mundo parte para descobrir o valor das suas próprias informações, alguns dos browsers de Internet mais conhecidos são alguns dos maiores culpados desta reflexão.
Falamos do Google Chrome, do Microsoft Edge e do Safari, por exemplo. Browsers que usam todos os cookies para traçar um perfil acerca do utilizador, mantendo um registo de todo o histórico, de modo a segmentar a publicidade adequada para cada um.
Se estiverem preocupados com a vossa privacidade e com a proteção da vossa informação, irão querer começar a pensar em alternativas e medidas de segurança, como uma VPN, o que é simplesmente uma das opções mais populares e eficazes dentro do meio.
Felizmente, todas as sugestões que irão ler de seguida evitam o tracking e contêm, em si, medidas de proteção contra tracking invasivo.
Vantagens e desvantagens dos browsers privados
Quando começamos a considerar a possibilidade de migrar os hábitos online para um browser privado, surgem considerações positivas e negativas sobre o aspeto. São elas:
Vantagens:
Não terão que fazer ajustes às definições de privacidade, manualmente, para assegurar a vossa integridade contra invasões;
Não se preocuparão com a possibilidade de estarem a reunir dados sobre os vossos hábitos, ou a traçar um perfil político ou comercial da vossa pessoa;
Não estarão a compactuar com nenhuma empresa ligada à NSA;
Não estarão a entregar os vossos dados a nenhuma empresa privada ou governamental;
Estarão a manter o vosso anonimato;
Não receberão publicidade com base no vosso histórico de internet.
Desvantagens:
Os websites não guardarão os vossos dados para memória futura e login facilitado;
As vossas pesquisas e visitas não serão guardadas localmente;
Dados e cookies não serão guardados localmente e serão eliminados assim que a sessão termine;
Não poderão desfrutar das vantagens que apenas um browser comercial pode oferecer, como a de uma experiência personalizada de sugestões e publicidade segmentada para os vossos hábitos.
Browsers privados vs. Modo Incógnito
Muitos poderão argumentar que, se quiserem anonimato ou, simplesmente, não guardar determinadas pesquisas e visitas no histórico, poderão simplesmente utilizar o modo incógnito que vem incluído com a maior parte dos browsers.
Na verdade, este modo incógnito providência apenas uma falsa sensação de segurança, como se ninguém conseguisse ver o que fazem online, quando este modo está ativado.
Ou seja, não serão anónimos desta forma. Aliás, entidades terceiras ou governamentais conseguirão ver o que estão a fazer de qualquer maneira, sendo possível registar as vossas ações.
No modo incógnito, podem estar certos de que qualquer malware que, porventura, esteja instalado no vosso computador, poderá fazer tracking das vossas atividades. E ficheiros descarregados durante esta sessão serão guardados como ficheiros normais.
E como seria de esperar, a vossa operadora de Internet continua a poder ver tudo o que estiverem a fazer online.
Já os websites até podem não guardar cookies, mas guardarão outros dados, como o vosso comportamento dentro do site. Estamos a falar do comportamento do rato dentro do site, por exemplo.
Apenas através do comportamento do ponteiro do rato, será possível perceber como é que utilizadores interagem com a interface do website, sendo assim possível estudar o comportamento dos seus consumidores, de forma a construir uma experiência de utilizador com base nestas informações.
Finalmente, qualquer website poderá ver o vosso IP enquanto o estiverem a visitar.
Conclusão
Este tipo de software de browsing privado destina-se a qualquer internauta que tenha preocupações do foro da privacidade e do registo de dados com os browsers mais comerciais.
Podemos, por exemplo, pensar na cooperação da Google com a NSA para o seu programa de vigilância à grande escala.
Verdade seja dita, se realmente estiverem a considerar migrar a vossa atividade online para um browser privado, terão algumas questões em mente. No entanto, será que valerá mesmo a pena?
Browsers comerciais e bem sucedidos são bem menos seguros do que possam imaginar.
Na verdade, o modo incógnito pode dar-vos uma experiência semelhante à de um browser privado, mas, se querem ter a certeza de que a vossa privacidade está assegurada, recomendamos que experimentem um browser privado.
São aplicações preparadas para serem concorrentes diretas de browsers mais conhecidos, como o Google Chrome, mas que, de facto, têm em consideração as preocupações razoáveis dos seus utilizadores com controlo e privacidade.
Estamos a falar de software que foi desenhado para providenciar acesso seguro a uma rede de anonimidade, com características embutidas, exclusivamente para a proteção dos seus utilizadores, mantendo a identidade de cada um secreta.
Descubram esta homenagem russa à série Fallout e aventurem-se por um RPG clássico e bastante sólido.
Sem aviso ou fanfarra, Atom RPG chegou à Nintendo Switch. A homenagem a Fallout, lançada no PC em 2018, é um RPG de ação à antiga com um enorme foco na exploração e na personalização, onde um atributo, seja a destreza da fala ou a força física, pode influenciar o rumo e o tom de uma campanha. É uma experiência clássica com uma longevidade empolgante, várias missões e um sentido de humor mordaz que nos transportam para um mundo desafiante que é prejudicado por bugs e problemas de desempenho.
A estreia na Nintendo Switch é estranha. Atom RPG é uma experiência pesada, repleta de menus e diálogos que exigem uma atenção aos pormenores, algo que poderá contrastar com a aposta na portabilidade da consola. No entanto, aqui estamos nós, com um RPG clássico e produzido para PC que cai que nem uma bomba na plataforma híbrida da Nintendo. Este caso é tão curioso que fui automaticamente atraído para Atom RPG e vi-me preso à sua campanha.
As influências de Fallout são claras e a Atom Team usa-as com orgulho. Até certo ponto, temos um Fallout na Rússia, com o Governo Soviético a servir de pano de fundo para esta aventura pós-apocalíptica. Como membro da ATOM, temos de encontrar uma caravana desaparecida e o misterioso bunker #317. Munido com uma pista vaga e mantimentos, somos atirados para o mundo selvagem e cruel deste RPG desafiante, e depois de um tutorial curto, somos assaltados, deixados para morrer e sem armas. Assim é a experiência de Atom RPG.
Mas nem tudo é cruel ou injusto. O mundo divide-se por várias zonas, através de um mapa extenso, onde encontramos vilas, acampamentos e fações amistosas ou hostil à medida que tentamos descobrir o paradeiro do bunker. Estamos constantemente a encontrar missões, aliados e novos itens que nos permitem continuar em frente. As zonas são curtas, relembrando muitos dos RPGs da década de 90, onde o foco está mais no diálogo e na construção do mundo do que no design imaculado de níveis. O que interessa é a consistência visual deste mundo, os seus desertos e a estética soviética que decora os edifícios desta sociedade em recuperação. Por isso, explorem e descubram todos os secretos e particularidades de Atom RPG, mas não esperem encontrar um mundo aberto e demasiado expansivo.
Na Nintendo Switch, o jogo assume uma jogabilidade mais tradicional, mantendo a sua visão isométrica, mas permitindo o controlo livre da personagem. Os movimentos são suaves e intuitivos, auxiliados pelo desempenho a 60fps, e raramente fiquei preso nos cenários ou nas personagens à minha volta. As salas estão repletas de itens e é necessário vasculhar armários, mesas, baús ou até cofres – seja por lockpicking ou por mera curiosidade – para encontrarmos materiais que nos permitem construir novas ferramentas e armas ou simplesmente sobreviver mais um dia. Os menus são, como seria de esperar, pensados para o PC, mas a Atom Team conseguiu simplificar e cortar alguma da frustração. É impossível substituir o rato nesta gestão de equipamentos, mas Atom RPG nunca se torna confuso, o que é perfeito.
Existem momentos em que parece que estamos perante um spin-off ou até mesmo uma sequela perdida de Fallout. Não só pelo design do mundo e das suas zonas mais curtas, mas também pelo sistema de combate, que assume uma vertente mais estratégica. Os combates surgem em tempo real, enquanto exploramos, e funcionam por turnos, oferecendo aos jogadores vários pontos de ação para se movimentarem ou atacar os inimigos. É preciso saber posicionar as personagens e escolher as armas – que são quebráveis, fica o apontamento – ideais para cada confronto, com cada ataque a ter uma percentagem de sucesso de acordo com a sua distância e o tipo de arma que estamos a utilizar. Se jogaram Fallout, sentir-se-ão em casa e saberão que Atom RPG não vive do seu combate, mas sim do mundo em si. É apenas funcional.
A personalização, por seu lado, dá uma enorme liberdade aos jogadores. É certo que não encontramos grandes novidades no seu sistema de atributos, mas podemos criar uma miríade de personagens distintas que mudam por completo a experiência da campanha. O meu foco manteve-se na diplomacia e na versatilidade em arrombar fechaduras, mas com o tempo, vi-me a utilizar a minha força para intimidar personagens através do diálogo. As opções vão surgindo de acordo com a personalidade que construímos para o nosso protagonista e como nos outros RPGs, existe também uma percentagem de sorte que determina o nosso sucesso. Seja um guerreiro implacável, a pessoa mais calma e diplomática, um autêntico ladrão ou vigarista, Atom RPG dá-vos espaço para experimentarem várias abordagens às missões da campanha.
Infelizmente, a sua estreia nas consolas não está livre de problemas. Os tempos de loading são extensos, especialmente quando entramos no mapa, e encontrei vários bugs que me retiraram da experiência. É normal vermos texturas que se sobrepõem às personagens, modelos desinteressantes, efeitos inacabados e uma sensação de vazio nos cenários. Não nos podemos esquecer que Atom RPG já tem dois anos e que se trata de uma produção independente, mas a Atom Team podia ter dado alguns retoques ao motor gráfico. O que é imperdoável, no entanto, são as gralhas constantes nos diálogos e a movimentação lenta no mapa-mundo, dois elementos que começam a pesar ao longo da campanha.
Apesar de alguns problemas técnicos, Atom RPG vive da narrativa, das missões e das estórias das suas personagens. Torna-se viciante encontrar novas opções de diálogos e situações inesperadas à medida que exploramos os acampamentos abandonados. Ouvimos estórias assustadoras sobre monstros radioativos e sobre assassinos implacáveis e ficamos a pensar se algum dia os iremos encontrar nas nossas viagens. Há uma sensação impecável de mundo vivido, coeso e com a sua própria fauna, apesar de ser sempre tão próximo do nosso.
Dou-vos um exemplo. Num encontro aleatório, deparei-me com três personagens à volta de uma fogueira. No início, pensava que se tratavam de mercadores com quem podia trocar mantimentos, mas estava longe da verdade. A primeira personagem com que falo, um guia, revela que está assustado porque não sabe se pode confiar nos seus dois companheiros. Durante a viagem, caíram num pântano e ele está desconfiado que um deles foi infetado por um parasita capaz de controlar humanos e manipulá-los para se alimentar. O guia não sai dali até ter a certeza que os dois companheiros não foram infetados e deixa-nos com uma pista: o parasita, ao controlar o seu hospedeiro, acaba por baralhar informações e memórias. O problema? Os três contam estórias ligeiramente diferente. Como resolver este problema? Está totalmente ao nosso critério e é essa a magia de Atom RPG.
Se já terminaram Pillars of Eternity 2: Deadfire e procuram uma experiência clássica na Nintendo Switch, então Atom RPG é obrigatório. É um RPG muito sólido repleto de ação, exploração e diálogos que nos agarra desde o início. Não impressiona a nível visual e sonoro, e existem mecânicas, como a necessidade de nos alimentarmos, que não são devidamente exploradas, mas compensa através da liberdade que oferece aos jogadores. Existem problemas de desempenho, mas o framerate mantém-se sólido e as gralhas são um descuido que se torna progressivamente irritante. Não tenham medo de explorar este mundo pós-apocalíptico.
Se já terminaram Pillars of Eternity 2: Deadfire e procuram uma experiência clássica na Nintendo Switch, então Atom RPG é obrigatório. É um RPG muito sólido repleto de ação, exploração e diálogos que nos agarra desde o início. Não impressiona a nível visual e sonoro, e existem mecânicas, como a necessidade de nos alimentarmos, que não são devidamente exploradas, mas compensa através da liberdade que oferece aos jogadores. Existem problemas de desempenho, mas o framerate mantém-se sólido e as gralhas são um descuido que se torna progressivamente irritante. Não tenham medo de explorar este mundo pós-apocalíptico.
Plataformas: PC e Nintendo Switch Este jogo (versão Nintendo Switch) foi cedido para análise pela ATOM RPG.
A nova promoção é mais vantajosa para os subscritores do serviço.
Além do acesso às capacidades online de alguns jogos e das ofertas mensais, uma das grandes vantagens do PlayStation Plus é o acesso a descontos exclusivos.
A PlayStation tem agora uma nova campanha a pensar nos seus subscritores, mas não deixa ninguém de fora, já que os subscritores do serviço têm a vantagem de dobrar o desconto em relação aos restantes jogadores.
A campanha está em vigor na PlayStation Store até ao dia 30 de setembro e está carregada de títulos imperdíveis para juntar à nossa biblioteca digital. Entre eles encontramos, por exemplo, a Ultimate Edition de Red Dead Redemption 2, que com o PS Plus está apenas por 33,99€ (em vez dos 99,99€), a Edição Deluxe de Assassin’s Creed Odyssey por 23,79€, a Edição Deluxe deStar Wars Jedi: Fallen Orderpor 39,99€ e Mortal Kombat 11 por 24,99€.
Há também alguns pacotes de jogos em promoção, como o Need For Speed Ultimate Bundle por 19,99€.
Além desta promoção de descontos a dobrar para os subscritores do PlayStation Plus, a PS Store tem mais outra campanha, neste caso dedicada a jogos por menos de 20€, onde podem encontrar jogos em desconto como Call of Duty: Modern Warfare 2 Campaign Remastered e Just Cause 4 – Gold Edition, e em particular até Beyond: Two Souls, Far Cry Primal e Heavy Rain, os três a 9,89€ cada um.
Para ficarem a conhecer o vosso próximo jogo favorito, visitem a PlayStation Store e fiquem a conhecer os restantes jogos em promoção.
O primeiro milhão não custou nada ao novo jogo de Tony Hawk.
Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 não é apenas um hit entre a comunidade e a crítica, onde tem sido gabado como um dos melhores remakes modernos, num equilíbrio perfeito entre o nostálgico e o moderno. Este regresso ao passado é também um hit de vendas.
AActivision Blizzard revelou que Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 é oficialmente o jogo de toda a série que mais rapidamente atingiu um milhão de vendas. Pode parecer pouco, mas são números impressionantes tendo em conta que os últimos jogos da série, incluindo outras tentativas de remake dos jogos deste pacote, foram um desastre.
Esta nova versão do jogo chega-nos pelas mãos da Vicarious Visions que, no passado, foi também responsável pelo excelente remake da trilogia de Crash Bandicoot, valendo-lhe uma continuação que chega já em outubro, com a ajuda da Toys for Bob.
Este mais recente título da conhecida série pode ser jogado no PC, PlayStation 4 e Xbox One.
É o mesmo que dizer que os espetáculos foram novamente adiados.
Foi no mês passado de março que aqui falámos pela primeira vez desta jovem artista, que deveria ter vindo dar concertos a Portugal em abril. Porém, surgiu a COVID-19 e, numa primeira instância, esses espetáculos foram adiados para setembro.
Pois bem, essas datas já passaram e os concertos não se realizaram, uma vez que não existiam condições. Assim, são agora divulgadas novas datas para a estreia de Agnes Nunes em Portugal: 6 de março de 2021 no Hard Club, no Porto, e 13 de março em Lisboa, no Estúdio Time Out. Os bilhetes já adquiridos são válidos para as novas datas.
Enquanto não aterra em palcos lusos a cantora e compositora brasileira presenteou os fãs portugueses com o avanço do single “Lisboa”, a segunda faixa do projeto Romaria. O EP, apresentado faixa a faixa, presta homenagem a cidades por onde a jovem artista já passou ou gostaria de conhecer. Desta vez, Agnes faz homenagem a Lisboa, onde esteve a gravar no início deste ano, pouco antes da quarentena, em trânsito para uma viagem a Luanda na qual marcou a sua estreia em território Angolano.