Crítica – Midway

Esta é uma recriação dos dias da famosa batalha de Midway, um confronto entre a Frota Norte-Americana e a Marinha Imperial Japonesa que mudou o rumo dos acontecimentos no teatro de guerra do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. O filme baseia-se em eventos verídicos e heróis verdadeiros, narrando a história da audácia e da coragem, de ambos os lados, naquela que foi a mais longa batalha marítima da Segunda Grande Guerra.

Com todo o respeito por Roland Emmerich e pelo seu fantástico Dia da Independência, os seus filmes nunca atingem o seu potencial, acabando em desilusões constantes. Não importa se possuem elencos excelentes ou equipas incríveis de efeitos visuais (VFX), os argumentos das suas produções estão quase sempre carregadas com problemas narrativos.

Midway é simplesmente mais uma parcela na sua saga de deceções. Sem conhecer o realizador, quem olhar para este filme irá sentir-se instantaneamente cativado. Desde o elenco incrivelmente talentoso aos visuais de deixar o queixo caído, tem dois ingredientes de chamar a atenção, o que pode resultar num filme notável… apenas e só se os dois pilares de qualquer produção cinematográfica forem decentes o suficiente: história e personagens.

Estes são os principais problemas com os filmes de Emmerich. As suas personagens não são convincentes ou intrigantes o suficiente e os seus guiões não têm criatividade nem entusiasmo (sejam estes escritos por ele ou outra pessoa). Quando notei que Midway tinha um elenco tão aclamado e que era sobre a famosa batalha, fiquei imediatamente interessado. Épicos de guerra são um género que aprecio bastante. No entanto, quando verifiquei quem ia “comandar o barco”, as minhas expetativas rapidamente diminuiram. Honestamente, é exatamente aquilo que esperava: visualmente impressionante, mas emocionalmente vazio.

Não quero que fique pouco claro. O trabalho da equipa de efeitos especiais neste filme é absolutamente incrível. A guerra em si é arrebatadora, com sequências aéreas fenonemais e uma produção sonora poderosa. Mesmo numa sessão normal com as colunas habituais 7.1 Dolby Surround Sound, o chão tremia com as explosões e os aviões. É por isto que acho que o público vai desfrutar deste filme. Talvez não uma grande maioria, mas certamente um bom número de pessoas vão deixar o cinema e sentirem que foi bom entretenimento.

Efeitos especiais em Midway

Tem um longo tempo de execução e é difícil ultrapassar a história com exposição pesada, mas, no final, aposto que o público em geral vai apreciar a ação de guerra o suficiente para recomendar a amigos e familiares.

No entanto, não deixa de ser um filme muito superficial. Embora tenha imenso respeito com todos aqueles que lutaram na guerra (incluindo os japoneses) e com o evento histórico por si só, falta-lhe uma conexão emocional às suas personagens. Dunkirk foi elogiado por críticos e audiências por todo o mundo, mas a crítica negativa mais comum está relacionada ao que acabei de escrever. O filme de Christopher Nolan também não tem personagens emocionalmente convincentes.

No entanto, há uma grande diferença entre estas duas produções. Tanto o seu marketing como o seu objetivo final são distintos. Dunkirk é sobre mostrar a guerra em si. Nunca se comercializou como um character-study ou que teria um foco significativo em alguns dos heróis que lutaram nesse evento. Nolan repetiu várias vezes: é sobre a guerra e a guerra apenas.

É realmente um dos melhores, se não mesmo o melhor, filmes de guerra pura que alguma vez vi. Quando se trata de demonstrar o quão claustrofóbica, irrespirável, cansativa, sangrenta e barulhenta uma guerra devastadora é, Dunkirk é tão realista que pode até se tornar desconfortável apenas sentados nas nossas cadeiras (pelo menos, eu senti-me assim em IMAX).

Do outro lado, o marketing de Midway assentou sobre prestar homenagem às “pessoas que lutaram na Batalha de Midway”. Daí o elenco espetacular em comparação com os atores simplesmente competentes de Nolan (com exceções óbvias de Mark Rylance ou Tom Hardy). Passa a maior parte do tempo de ecrã a tentar desenvolver as personagens baseadas em heróis verdadeiros que ajudaram a vencer essa batalha, mas não com a ação em si. Portanto, estas personagens precisam de guiões cativantes e arcos emocionalmente ressoantes.

Wes Tooke oferece um argumento repleto de tanta exposição que muita parece claramente irrealista, como personagens discutirem tópicos específicos que não fazem qualquer sentido de estar numa conversa num determinado tempo e espaço. Ao longo do período de execução, existem sequências de diálogo com o único propósito de dizer explicitamente ao público o que precisamos de saber para entender a história, o que acaba por tornar a narrativa confusa, complicada e com necessidade de um ritmo mais rápido.

É difícil ultrapassar os períodos sem ação e não consigo imaginar o quão maçante seria sem um elenco tão impecável. Ed Skrein interpreta notavelmente Dick Best, a única personagem que é genuinamente convincente e carrega um arco completo e bem desenvolvido.

Elenco de Midway
MID_D34_11436.NEF

Infelizmente, não me senti investido em qualquer outra personagem. Apenas os melhores filmes de cada ano podem dar-se ao luxo de ter um elenco numeroso e talentoso, dando a cada ator um papel emocionante. Midway tem demasiadas personagens para a história que quer contar. Além disso, é obrigado a esticar a sua duração, pois não se pode ter Woody Harrelson ou Dennis Quaid a desempenharem papéis secundários e não lhes dar mais do que apenas um par de falas. Com o passar do tempo, a estrutura narrativa de Emmerich fica desnecessariamente cada vez mais complicada de seguir. É mais um filme adicionado à lista de “potencial desperdiçado”…

Potencial devido ao quão sinceramente magníficas as sequências de ação conseguem ser. É inegável que estas são entretidas, arrepiantes e excitantes. As cenas com os bombardeiros de mergulho (dive bombers) estão carregadas com tanta tensão que fiquei cada vez mais frustrado sempre que falhavam o alvo e uma bomba parava no mar. Queria imenso que triunfassem e este sentimento só pode ser desencadeado por algo extraordinário. A guerra de Midway está tão perto de ser épica quanto poderia estar, mas como acontece com todas as outras produções cinematográficas, se a sua história e as suas personagens não estão à altura da ação, não há efeitos visuais surpreendentes que possam salvar um mau argumento.

Concluindo, Midway é uma homenagem respeitosa aos heróis que lutaram na batalha de mesmo nome, mas não consegue entregar uma história envolvente com personagens emocionalmente convincentes. Com mais personagens daquelas que realmente precisava, o tempo de execução é esticado para lá do seu limite devido aos inúmeros atores aclamados que nunca participariam num filme se não tivessem mais do que um par de falas.

Roland Emmerich tem que agradecer à sua equipa de efeitos visuais por ter apresentado uma ação de guerra o mais realista possível da famosa batalha. Visuais verdadeiramente épicos com sequências aéreas tensas e fascinantes, além de uma produção sonora poderosa, obrigam os dentes a morder as unhas.

Infelizmente, com exceção da personagem de Ed Skrein, não me senti investido o suficiente para apreciar os momentos sem ação devido à narrativa confusa, complicada e extremamente pesada em exposição. É uma pena que um filme visualmente impressionante possua uma história tão emocionalmente vazia. No entanto, recomendo a quem gosta de épicos de guerra e adaptações “baseadas em histórias verídicas”.

PS: Não faz mal pesquisar um pouco sobre a Batalha de Midway. Não o fiz e penso estar a arrepender-me disso agora. Não cometam o mesmo erro. Ir com um conhecimento básico de “o quê, como e porquê” do evento só irão ajudar-vos a desfrutar mais deste filme.

(Terminado) Passatempo “Os Aeronautas” – Temos 30 convites duplos para as antestreias (Lisboa e Matosinhos)

Poster Passatempo - Aeronautas

Título Original: The Aeronauts
Género: Aventura, Drama
Elenco: Felicity Jones, Eddie Redmayne, Himesh Patel
Realização:
Tom Harper
Argumento: Tom Harper e Jack Thorne

Sinopse: “Londres, 1862. James Glaisher (Eddie Redmayne), um jovem cientista que deseja desesperadamente ser levado a sério, junta-se a Amelia Wren (Felicity Jones), piloto de balão de ar quente, para uma viagem única. O voo deles cumprirá o duplo objetivo de quebrar o recordede altitude e de ajudar James a reunir dados que permitam comprovar as suas controversas teorias sobre a previsão do tempo. Mas à medida que a dupla for subindoaté alturas onde nenhum Homem chegou antes, o ar fica mais rarefeito e mais frio, impondo-se decisões difíceis, das quais dependerá a continuidade da viagem e a sobrevivência dos dois aventureiros.”

“Os Aeronautas” tem estreia marcada para Portugal a 5 de dezembro.

“VIVE A EXPERIÊNCIA NOS CINEMAS”

Kevin Morby cancela concerto no Super Bock em Stock

Temos más notícias. Kevin Morby, o norte-americano que era um dos nomes mais esperados do cartaz do Super Bock em Stock, acaba de cancelar a tour que incluía o concerto no festival, no Teatro Tivoli BBVA, por ordem médica.

Dicas para criar uma casa sustentável

O mundo tem vindo a mudar muito nestes últimos anos, e assuntos como o aquecimento global e os desequilíbrios do meio ambiente mostram-se cada vez mais preocupantes e impossíveis de adiar. Os jornais, sejam online ou impressos, encontram-se cheios de notícias que constatam o aumento do nível das águas do mar devido ao derretimento das calotes polares, diversas espécies de animais a entrar em extinção, e, talvez uma das mais alarmantes destes dias, que é a Amazónia em chamas.

Extinta Wow Air dá lugar à companhia aérea PLAY

Se os leitores do Echo Boomer são daquelas pessoas que viajam bastante, ou têm o mínimo de curiosidade para saber o que se passa no mundo das companhias aéreas, decerto devem ter notado que, em março deste ano, a WOW Air cessou atividade, prejudicando uma série de passageiros. Agora, das cinzas da empresa, renasce outra, a PLAY.

Na altura da extinção, a WOW Air fez saber que os passageiros que sofreram uma perturbação de voo elegível para compensação já não poderiam solicitar qualquer indemnização, a menos que o seu voo tivesse sido operado por uma companhia aérea diferente. No entanto, havia possibilidade de serem ressarcidos. Basicamente, os passageiros afetados poderiam assegurar o bilhete de regresso a casa se tiverem adquirido o bilhete como parte de um pacote de viagem.

Além disso, se os passageiros tivessem reservado voo através de uma agência de viagens ou de uma companhia aérea parceira, podiam ser ressarcidos neste caso, uma vez que as agências dão a opção de se optar por um plano de seguro de viagem. Já outra opção era destinada a quem tivesse pago com cartão de crédito, uma vez que esse pagamento poderia ser creditado na conta da companhia aérea. Mesmo que os montantes já tivessem sido debitados, tratando-se de um caso de falência, era possível conseguir o reembolso.

Tudo isto para dizer que, na nova PLAY, isso não interessa nada. Passado é passado e não há quaisquer referências à extinta WOW Air ou a compensações financeiras. Há, sim, pontos em comum.

Por exemplo, o modelo de negócio é o mesmo. Isto é, uma agressiva política de preços low cost, o que pode não funcionar em relação a outras concorrentes já bem estabelecidas no mercado que, além de terem a preferência do cliente, garantem também preços baixos.

Outro ponto em comum é o facto de usar os mesmos aviões da extinta WOW Air, como os Airbus A320. Afinal de contas, uma empresa pode falir, mas os seus equipamentos estarem impecáveis. Neste caso, foi o que aconteceu com estas aeronaves.

No entanto, espera-se que, até julho de 2020, a PLAY possa ter seis aviões Airbus A321.

Quanto às rotas, serão primeiramente operadas pela Europa, sendo que a chegada aos Estados Unidos irá somente acontecer quando a empresa tiver seis aviões em sua posse.

De resto, este anúncio da PLAY foi feito muito discretamente. De forma a angariar clientes, a PLAY anunciou que irá distribuir 1000 bilhetes a quem se inscrever no site para receber novidades sobre o início das vendas de passagens.

Belle & Sebastian na Aula Magna – Redenção para os amantes de livros

Parece esquisito, mas desde 2006 que os Belle & Sebastian não visitavam Lisboa. Na verdade, houve a promessa de um concerto no Coliseu dos Recreios cancelado em 2015, aquando da saída de Girls in Peacetime Want to Dance, por motivos de doença de Stuart Murdoch (várias concertos pela Europa sofreram desse padecimento), e a norte deste jardim à beira mar plantado Paredes de Coura e o Porto receberam festivaleiramente aparecimentos da trupe escocesa em anos recentes.

O primeiro trailer para The Invisible Man é intenso

A Universal está de regresso com mais uma adaptação que quer trazer monstros clássicos até ao cinema. A próxima vítima é o Homem-Invisível, com The Invisible Man, num filme com Elisabeth Moss no papel principal.

Soul da Pixar recebe um primeiro trailer

Pelo que é que queres ser recordado na Terra? Não desperdices o teu tempo com as futilidades da vida!” É com esta mensagem que abre o primeiro trailer do próximo filme da Pixar, Soul.

Pode ser mais fácil fazer jogos para a PlayStation 5

É já em 2020 que a próxima consola da Sony vai chegar ao mercado. E ao que tudo indica, fazer jogos para a nova máquina vai ser mais fácil.

Uber Comfort. Quais são os veículos aceites pela plataforma?

Foi no início do mês passado que a Uber estreou uma nova opção premium em Portugal. O Uber Comfort é dedicado a quem procura mais conforto e, acima de tudo, espaço extra para as pernas e para a bagagem.

Cabify acaba com serviço para empresas em Portugal

Não está fácil a vida da Cabify em Portugal. A plataforma de TVDE chegou a maio de 2016 em Portugal e, desde logo, teve na Uber a sua principal concorrente. Depois foram aparecendo outras, como a Bolt e Kapten, que dificultaram ainda mais a vida à empresa. E agora, depois de um 2018 já bastante complicado, o presente ano está a ser ainda mais desafiante, obrigando a plataforma a encerrar serviços.

The Witcher para a Netflix tem material para 20 anos

The Witcher chega à Netflix no próximo dia 20 de dezembro e, antes de podermos julgar o “livro pela capa”, a produtora da série revela que o seu destino pode ser brilhante.

Café Starbucks at Home já chegou à Madeira

Foi no passado mês de setembro que a Nestlé anunciou que, pela primeira vez, os produtos Starbucks iriam poder ser consumidos em casa, isto é, com uma nova gama de produtos (Café Starbucks at Home) que ia chegar às prateleiras das lojas.

Pokémon Sword e Shield recebem um novo vídeo dedicado às funções do jogo

A Nintendo e a The Pokémon Company revelaram um novo vídeo de Pokémon Sword e Shield que dá destaque às características e estatísticas das criaturas e a itens que podem ser usados nesta nova aventura na região de Galar.

Análise – Razer Viper Ultimate

Durante as últimas semanas tive a oportunidade de experimentar alguns dos novos produtos da Razer, entre eles a mais recente adição ao catálogo de ratos gaming da marca chinesa, o Razer Viper Ultimate.

Disney+ pode chegar a Portugal já no início de 2020

É já para a semana que o serviço Disney+ é lançado nos EUA, Canadá e Holanda, seguido logo de um lançamento na Austrália e Nova Zelândia.

Regressa o festival de comédia que junta comediantes portugueses e brasileiros

É entre os dias 5 e 6 de dezembro, no Casino do Estoril, que acontece a 2ª edição do Festival Luso-Brasileiro de Comédia. O propósito deste festival de comédia é o de “misturar” comediantes portugueses e brasileiros para vários espetáculos de intercâmbio de culturas humorísticas. E tendo em conta os perfis de cada humorista, podemos esperar um festival com stand-up comedy, teatro, improviso e outras surpresas.

Razer atualiza os seus ratos com tecnologias de ponta

0

O Razer Viper Ultimate não é a única aposta nova na oferta de soluções para gamers dedicados. Apostando nas novas funcionalidades desenvolvidas pela marca, temos agora o Razer Basilisk Ultimate e o Razer Basilisk X HyperSpeed.

Kelsey Lu e Jordan Rakei no ID NO LIMITS 2020

Depois das confirmações de Rejjie Snow, Kindness, Ezra Collective, Moses Boyd e Coucou Chloe, o festival ID NO LIMITS 2020 acaba de anunciar mais uma série de nomes importantes: Kelsey Lu, Jordan Rakei, Biig Piig.

Hobo Johnson and The Lovemakers no NOS Alive 2020

Há mais uma banda confirmada no NOS Alive 2020. Trata-se dos Hobo Johnson and The Lovemakers, grupo que vem diretamente da Califórnia para o Passeio Marítimo de Algés no dia 10 de julho, dando um concerto no Palco Sagres.