Fortnite vai estar preparado para a PlayStation 5 e Xbox Series X e S

Há muitas melhorias à vossa espera.

Sim, Fortnite vai correr melhor nas novas consolas. A Epic Games está a preparar o jogo para as novas plataformas e revelou esta semana as melhorias que os jogadores poderão encontrar na PlayStation 5, na Xbox Series X e na Xbox Series S.

No lado das Xbox, o jogo recebe as melhorias no dia de lançamento das consolas, a 10 de novembro, e vai permitir que os jogadores da Xbox Series X possam tirar partido das capacidades da máquina com resoluções 4K a 60FPS, elementos do mundo dinâmicos (como água, arvores e efeitos especiais). Já a Xbox Series S, preparada para uma experiência mais acessível, vai desbloquear os 60FPS a 1080p, com todas as restantes melhorias de jogo da Series X.

No caso da PlayStation 5, a partir do dia 19 de novembro, a sua experiência será também de 4K a 60FPS. Terá o mesmo tipo de melhorias do ecossistema Xbox, mas terá a vantagem de tirar partido das capacidades do DualSense, para melhor imersão, dando efeitos especiais graças aos sistemas hápticos e aos gatilhos especiais.

Outra vantagem da versão da PlayStation 5 será a possibilidade de entrar no nosso modo favorito, diretamente do menu da consola, através dos cartões de atividade.

Todas as versões vão ter suporte para carregamentos mais rápidos, graças aos discos SSD das novas consolas, e terão modos de ecrã dividido com suporte de 60FPS.

Os jogadores da geração atual vão poder levar consigo o seu progresso, graças ao sistema cross-platform da Epic Games, e, nas respetivas plataformas da mesma marca, vão poder levar consigo os seus VBucks já adquiridos.

Star Wars Jedi: Fallen Order chega ao EA Play e Xbox Game Pass a 10 de novembro

Há uma nova aventura à nossa espera.

Star Wars Jedi Fallen Order

Lançado no final de 2019, Star Wars Jedi: Fallen Order vai ficar disponível para os subscritores do EA Play.

A partir do dia 10 de novembro, os jogadores de PC, PlayStation e Xbox vão poder explorar a galáxia mais distante na pele de um Jedi em fuga numa aventura na terceira pessoa, onde podemos explorar as poderosas habilidades da Força.

A notícia é ainda melhor para os subscritores do Xbox Game Pass Ultimate que, graças ao acesso direto ao EA Play, sem custos adicionais, terão também a oportunidade de embarcar nesta aventura canónica, que se passa pouco após os eventos de Star Wars Episode III: Revenge of the Sith.

Até lá, aproveitem para (re)ler a nossa análise.

O remake de Demon’s Souls promete mais personalização e incluirá um modo fotografia

Vai ser possível criar mais de 16 milhões de permutações na nossa personagem.

demons souls cc4

Os jogos da From Software sempre ofereceram aos jogadores a oportunidade de criarem as suas personagens. Infelizmente, os seus modos de personalização nunca foram propriamente os melhores, ainda que fosse possível recriar aberrações hilariantes.

Agora, com Demon’s Souls para a PlayStation 5, a Bluepoint Games promete oferecer um personalizador de personagens revisto, com a possibilidade de criar 16 milhões de permutações diferentes. O objetivo é podermos criar personagens mais realistas e diversas, abrindo as portas à representação e criação de avatares à nossa imagem, para nos aventurarmos no mundo assustador de Demon’s Souls.

Além do modo de criação, o jogo irá contar com um modo de fotografia, que será uma estreia na linhagem Souls da From Software, para os jogadores poderem imortalizar os seus triunfos e tragédias ou, até, explorar o mundo numa nova perspetiva.

A Bluepoint Games promete um modo de fotografia completo e versátil, à semelhança dos modos de fotografia modernos que simulam máquinas fotográficas, acesso a filtros e muito mais.

Demon’s Souls é um jogo de lançamento exclusivo para a PlayStation 5, chegando à nova consola a 19 de novembro.

Ghost Of Tsushima e Days Gone vão estar otimizados para a PlayStation 5

Vão correr ainda melhor na nova máquina.

Ghost of Tsushima

No dia 19 de novembro, quando colocarem Ghost of Tsushima e Days Gone nas vossas novas PlayStation 5, vão ter uma experiência nova. Os exclusivos da Sucker Punch e da Bend Studio, respetivamente, vão estar preparados para tirarem partido das capacidades da nova máquina.

Em condições normais, a PlayStation 5 tem um suporte quase completo dos jogos da PlayStation 4, com as melhorias exclusivas à PlayStation 4 Pro a serem aplicadas automaticamente, por vezes com ligeiras vantagens de desempenho.

Contudo, estes dois novos jogos vão correr ainda melhor, com tempos de carregamento mais rápidos, melhor qualidade de texturas e objetos, resoluções até 4K mais consistentes e uma fluidez de jogo a 60fps constantes.

Os patches dedicados à PlayStation 5 vão estar à espera dos jogadores no dia de lançamento da nova consola. Aqui no Echo Boomer já pudemos experimentar Ghost of Tsushima e Days Gone na nova máquina com estas melhorias e podemos confirmar que estão agora melhores do que nunca. Basicamente, é como se fossem remasters da versão da PlayStation 4.

Até agora, estes são os únicos jogos exclusivos, de estúdios da PlayStation, a receberem este suporte, o que significa que poderá haver mais no futuro.

Isto não são só ótimas notícias para os fãs de Ghost of Tsushima e Days Gone, como também para os jogadores que ainda estão a desvendar os seus segredos nestes mundos abertos, que vão poder continuar na exploração, de forma melhorada, na nova geração.

A PlayStation 5 tem lançamento marcado no dia 19 de novembro.

Setúbal. Praça de Touros Carlos Relvas vai transformar-se numa espécie de Campo Pequeno setubalense

Em todo o caso, e à semelhança do que acontece com esse espaço da capital portuguesa, as touradas irão continuar a poder realizar-se em Setúbal.

Inaugurada a 15 de setembro de 1889, a Praça de Touros Carlos Relvas, situada no Bairro Batista, em Setúbal, chegou a ser considerada uma das praças de touros mais importantes do seu distrito. A arena, encerrada desde 2017, foi entretanto adquirida pela Câmara Municipal de Setúbal, que revelou agora os seus planos para o imóvel: transformar num espaço multiusos.

No pequeno texto publicado no Facebook, o Município de Setúbal refere que “a remodelação desta antiga praça tem, acima de tudo, como finalidade criar um novo espaço cultural na cidade, qualificado para os mais variados espetáculos, tal como acontece com a Praça do Campo Pequeno, em Lisboa. Importa assim clarificar que a Praça Carlos Relvas, depois da sua requalificação, não se destina, exclusivamente, à tauromaquia, atividade já com pouca expressão no concelho e que, de forma alguma, poderia estar no centro desta requalificação”.

Ou seja, e à semelhança do que acontece com o conhecido espaço lisboeta, esta remodelação da Praça de Touros Carlos Relvas espaço servirá, principalmente, para que Setúbal tenha um local em condições para receber grandes eventos culturais, seja de música, cinema, teatro, stand-up comedy e até outro tipo de espetáculos, com a touradas a ficarem, sempre, para segundo plano.

Já o PAN Setúbal recorda que esta decisão “vai em sentido diametralmente oposto àquele que foi decidido na Assembleia Municipal de Setúbal, que aprovou por unanimidade, a 21 de dezembro de 2017, uma moção do PAN que defendia a saída de Setúbal da União Internacional das Cidades e Vilas Taurinas”, com o partido a mencionar que “o facto de o espaço, adquirido pela autarquia, ter sido, em tempos, uma praça de touros, não obriga a que continue a sê-lo”.

Surpresa! System of a Down apresentam duas novas músicas

São as primeiras gravações do grupo em 15 anos.

Quem segue ou já seguiu os System of a Down, saberá que Hypnotize (2005) foi o último álbum do grupo. Desde então, e devido às desavenças Serj Tankian e Daron Malakian, a banda nunca mais lançou temas originais, apesar de terem chegado a trabalhar em nova música.

Contudo, a banda tem dado concertos um pouco por todo o lado desde 2011, o que tem sido suficiente para deixar os fãs minimamente satisfeitos.

Pois bem, e sem nada que o fizesse prever, eis que, durante o dia de hoje, o grupo lançou dois temas originais: “Protect the Land” (que também tem videoclipe) and “Genocidal Humanoidz”.

Ambas as canções foram inspiradas pelo conflito entre o Azerbeijão e a Arménia, algo que diz muito ao System of a Down, ou não tivessem os seus integrantes raízes arménias.

“O tempo para fazê-lo é agora. Nós os quatro temos algo extremamente importante a dizer a uma só voz”, anunciaram os SoaD nas redes sociais.

Apesar de os novos temas estarem disponíveis nas plataformas de streaming do costume, a banda apela a que os fãs, dentro das suas possibilidades, façam um donativo a favor do ArmeniaFund. Além disso, as canções estão também disponíveis para compra no Bandcamp.

Recorde-se que, caso a pandemia o permita, os portugueses terão oportunidade de ver os System of a Down ao vivo no VOA – Heavy Rock Festival. A banda é cabeça de cartaz do primeiro dia, tocando a 16 de junho.

Entregas online do Minipreço chegam às regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto

Tudo graças a uma parceria celebrada com a plataforma 360hyper.pt.

Entregas online Minipreço

Em abril deste ano, em plena primeira vaga da pandemia, foi lançado o 360hyper, supermercado online que surge de uma parceria da 360imprimir com o Recheio. Dois meses depois, o Minipreço, cadeia de supermercados tão conhecida, lançou finalmente uma loja online, mas com um senão: o raio de entregas é muito limitado.

Ora, o Grupo DIA e a plataforma 360hyper viram aqui uma belíssima oportunidade de parceria, pelo que, a partir de agora, as lojas Minipreço passam a estar presentes na plataforma da 360hyper.pt nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto. Este é, portanto, um novo canal de entregas domiciliarias para os clientes das lojas Minipreço, para além da plataforma online em minipreco.pt e das restantes parcerias já efetuadas neste domínio.

Para o lançamento desta parceria, foi desenhada uma campanha promocional, com oferta de 5€ de desconto até este domingo, 8 de novembro.

Estado de Emergência aprovado. Fica em vigor até 23 de novembro

Há uma série de medidas a ter em conta.

máscaras de proteção

Desde há uns dias que o primeiro-ministro António Costa referiu que estava a ser pressionado para avançar com o Estado de Emergência, de modo a que medidas adicionais pudessem ser consideradas. Agora, eis que o Estado de Emergência acaba de ser aprovado na Assembleia de República.

Com a duração de 15 dias, este novo Estado de Emergência inicia-se às 00h da próxima segunda-feira, dia 9 de novembro, e termina às 23h59 de 23 de novembro, sem prejuízo de eventuais renovações, nos termos da lei.

Na prática, o que significa este novo Estado de Emergência?

Para já, a evolução da pandemia de COVID-19 justifica garantias reforçadas da segurança jurídica de medidas adotadas ou a adotar pelas autoridades competentes para a correspondente prevenção e resposta, em domínios como os da convocação de recursos humanos para rastreio, do controlo do estado de saúde das pessoas, da liberdade de deslocação e da utilização de meios do setor privado e social ou cooperativo.

A declaração do Estado de Emergência abrange todo o território nacional. Como tal, eis algumas das possíveis medidas do decreto:

  • Proibição de circulação na via pública durante determinados períodos do dia ou determinados dias da semana;
  • Utilização dos recursos, meios e estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde integrados nos setores privado, social e cooperativo, mediante justa compensação, em função do necessário para assegurar o tratamento de doentes com COVID-19 ou a manutenção da atividade assistencial relativamente a outras patologias;
  • Mobilização de quaisquer colaboradores de entidades públicas, privadas, do setor social ou cooperativo, independentemente do respetivo tipo de vínculo ou conteúdo funcional e mesmo não sendo profissionais de saúde, designadamente servidores públicos em isolamento profilático ou abrangidos pelo regime excecional de proteção de imunodeprimidos e doentes crónicos, para apoiar as autoridades e serviços de saúde, nomeadamente na realização de inquéritos epidemiológicos, no rastreio de contactos e no seguimento de pessoas em vigilância ativa;
  • Impor a realização de controlos de temperatura corporal, por meios não invasivos, assim como a realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2, designadamente para efeitos de acesso e permanência no local de trabalho ou como condição de acesso a serviços ou instituições públicas, estabelecimentos educativos e espaços comerciais, culturais ou desportivos, na utilização de meios de transporte ou relativamente a pessoas institucionalizadas ou acolhidas em estruturas residenciais, estabelecimentos de saúde, estabelecimentos prisionais ou centros educativos e respetivos trabalhadores.

Ólafur Arnalds acaba de lançar novo disco

some kind of peace está já disponível nas plataformas de streaming do costume.

some kind of peace é o deslumbrante novo álbum do compositor e produtor Ólafur Arnalds. O disco inclui o novo tema “The Bottom Line” ft. Josin, disponível juntamente com um belíssimo vídeo com o trabalho do artista japonês Azuma Makoto, e “Loom”, colaboração de Arnalds com Bonobo.

Também já está disponível finding some kind of peace, um filme de bastidores muito especial sobre o novo álbum e que podem ver aqui em cima.

Mais do que qualquer coisa que já tenha feito, este disco é a história de vida de Ólafur Arnalds – e há uma grande história de vida para contar. No disco encontramos um perfecionista confesso a lutar com as realidades mais confusas da vida quotidiana: as possibilidades do amor, de se estabelecer e como navegar por tudo isso durante uma pandemia global (metade do álbum foi escrito antes do confinamento e concluído no estúdio de Arnalds, no centro de Reiquejavique).

some kind of peace resultou num álbum sobre como baixar as defesas e, em última análise, sobre o que significa estar vivo.

Abriu uma nova loja Continente Modelo em Loures

É o quinto espaço no concelho.

Continente Modelo

Há uma nova loja Continente no concelho de Loures. Localizado na Avenida do Rali, no Loteamento Quinta da Vitória, o Continente Modelo da Portela conta com cerca de 2.100m2 de área de venda e uma gama com milhares de produtos, onde se inclui os de marca própria Continente.

Esta nova loja tem também uma zona de frutas e legumes 100% livre de plástico descartável. É a terceira loja da marca na zona da Grande Lisboa a adotar a política single-use-plastic free, a seguir ao Continente Modelo Alta de Lisboa e do Continente Bom Dia Martim Moniz.

Em alternativa aos sacos de plástico de uso único, os clientes poderão utilizar, na secção de Frutas e Legumes, os sacos de papel (que suportam até 2,5 kg) disponibilizados gratuitamente, os sacos reutilizáveis e laváveis de algodão 3€/unidade) ou poliéster (1,50€/pack de duas unidades), ou trazer os seus próprios sacos de casa. Destaque ainda para o facto de, neste espaço específico, não existirem alimentos embalados em plástico.

Na vertente ambiental, há a destacar ainda a disponibilização de equipamentos onde os consumidores podem depositar óleos alimentares usados, pilhas usadas e rolhas de cortiça, que serão posteriormente levados para reciclagem. Os consumidores têm também à disposição uma variedade de Sacos Reutilizáveis na zona de frescos e junto às caixas. Ao nível da iluminação, a loja dispõe de lâmpadas de baixo consumo, 100% LED e ainda de equipamentos de controlo e redução de potenciais consumos excessivos de água.

O melhor de tudo? Os donos de veículos elétricos podem carregar os seus automóveis enquanto fazem as suas compras. Existem dois pontos de carregamento no local, sendo que os detentores de Cartão Continente, ao realizarem compras superiores a 30€, beneficiam ainda de uma oferta de carregamento gratuito, com cerca de 35km de autonomia.

A inauguração do espaço, que conta ainda com os serviços de Well’s, Note!, Zu, Bagga e Washy, é assinalada com uma campanha de 10% de desconto em Cartão Continente, em toda a loja, a decorrer até este domingo, dia 8 de novembro.

Auchan vende caixa de álcool gel amiga do ambiente e de origem portuguesa

Uma solução útil e, também, mais sustentável!

Auchan álcool gel

Nos dias de hoje, a lavagem e a desinfeção constante das mãos passou a estar presente na rotina diária de todas as pessoas. Tendo isso em conta, a Auchan resolveu disponibilizar uma solução que, além de eficaz, prima pela funcionalidade e comodidade: o novo formato Bag-in-Box de álcool gel.

O desinfetante antisséptico apresenta uma elevada eficácia contra os microrganismos da pele, garantindo a sua hidratação, e cumpre todos os requisitos exigidos pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Disponível em diferentes tamanhos, esta opção pode ser colocada à entrada de casa para garantir logo a lavagem das mãos. As caixas com maiores dimensões, de 3 e 5 litros, podem ser utilizadas, por exemplo, num café ou numa loja.

Além de ser mais económica, a Bag-in-Box é Eco Friendly e de origem portuguesa, sendo por isso uma solução mais sustentável.

Como referimos anteriormente, estão disponíveis três tamanhos desta Bag-in-Box de álcool gel: um litro (6,79€), três litros (14,99€) e cinco litros (22,99€). Existem ainda outros sites a vender esta solução da Levigal, até porque não é um produto exclusivo Auchan.

Análise – PlayStation 5. O nascimento de um novo ícone

A PlayStation mais avançada de sempre é, também, a mais Premium até à data.

análise PlayStation 5

Unidade cedida para cobertura pela Sony Interactive Entertainment e PlayStation Portugal.

Aqui está ela, a muito aguardada PlayStation 5. Depois de meses de secretismo e mistérios, pudemos finalmente colocar as mãos numa unidade e confirmar que é real e muito especial.

O lançamento de uma nova geração de consolas, ou de novos modelos, é sempre entusiasmante, mas o lançamento de uma nova geração PlayStation, especialmente em territórios como o nosso, é um marco histórico para a indústria dos videojogos. As expectativas são elevadas e, por vezes, exageradas, mas isto acontece devido à lealdade e confiança dos jogadores que, de alguma forma, sempre viram a promessa do que as suas novas máquinas conseguem fazer a ser cumprida.

A aposta da Sony para esta geração é tão interessante e entusiasmante como é arrojada, com uma máquina que se apresenta em dois formatos, com um deles sendo um inédito modelo 100% digital, a PlayStation 5 Digital Edition, que vê apenas a exclusão do leitor de Blu-Rays UHD e a redução do preço em 100€, face ao modelo completo da PlayStation 5. Em tudo o resto, é exatamente a mesma máquina.

Grande, futurista e bela

Desde o lançamento da primeira PlayStation que a Sony estabeleceu uma enorme expectativa em oferecer um dispositivo não só poderoso, mas igualmente belo, de fazer virar o pescoço e de se tornar uma peça digna de admirar antes de a ligar. A PlayStation 5 não é exceção, algo que foi registado aquando da sua revelação inicial, dividindo opiniões sobre o arrojado aspeto da máquina, diferente de todas as consolas lançadas até hoje.

Mais do que uma peça de hardware dedicada ao entretenimento digital, a PlayStation 5 apresenta-se como uma peça decorativa e de destaque, com um design sinuoso e elegante, mas que, de alguma forma, respeita as regras e a linguagem de design de gerações passadas, em particular da era da PlayStation 2 e PlayStation 3.

Eu próprio não sabia muito bem o que achar desta direção da marca, mas algo que não pude negar logo de início é que é, de facto, uma máquina bela. Ao vivo, esta opinião cimenta-se facilmente. A consola torna-se ainda mais especial, mais elegante e mais imponente, pois além de elegante, é enorme.

análise PlayStation 5

Não só é a maior consola alguma vez produzida pela Sony, como é, também, a maior consola de sempre, com dimensões que se aproximam de uma torre de PC: 39cm de altura quando colocada na vertical, 26cm de profundidade e uma espessura de 10cm. Aliado a estas dimensões temos o seu peso de 4,5kg.

É uma máquina grande, pelo que devem colocar no móvel e mexer o menos possível. É, também, uma máquina com dimensões que requerem espaço, não só para colocá-la, mas também para que esta possa respirar confortavelmente.

O aspeto da PlayStation 5 é automaticamente icónico, com acentos claros e pontos de destaque fortes. A sua frente em forma de jarra revela as saídas de ar que fazem lembrar guelras, apresenta uma textura escura lisa e polida e conta ainda com uma iluminação escondida que lhe dá um ar orgânico, como se de um ser vivo se tratasse. É de uma elegância e delicadeza tal que contrasta de forma muito interessante com o seu lado mais imponente e poderoso das suas características internas.

Na frente, encontramos então o botão de ligar e desligar e, no caso da versão física que recebemos para esta cobertura, o botão de ejetar. São muito semelhantes e sem uma iluminação que revela os ícones de função, podendo, por vezes, tornarem-se difíceis de encontrar e identificar. O mesmo aplica-se às duas portas USB frontais, uma USB-C de alta velocidade e uma USB-A, que, apesar de distintas, não são tão percetíveis em ambientes escuros. De notar que estão bem posicionadas, muito ao centro da consola, mas temo que podiam ter sido colocadas noutra zona da consola, longe da superfície polida que, ao longo do tempo útil da consola, poderá acumular riscos e dedadas, com o uso destas portas.

Na traseira, onde encontramos a maior parte da ventilação da consola, temos também as restantes portas, que não são muitas, mas que serão as suficientes. Alimentação, porta de rede, saída HDMI 2.1 e mais duas portas USB 3.0 tipo A, todas elas de relativo fácil acesso e fáceis de identificar.

A PlayStation 5, tal como a PlayStation 4 original (mas evocando mais a nostalgia da Xbox 360), conta com tampas, em tons de branco, que podem ser removidas e potencialmente trocadas por tampas personalizadas. A superfície removível da consola não potencia só a sua personalização, como dá acesso a pequenos depósitos de pó acumulado para fácil limpeza e manutenção, e, também, acesso à slot de expansão do armazenamento de dados através dos ultra-rápidos SSD NSMEe M.2.

Ainda a nível de design e utilização, destaca-se a forma invulgar que a Sony optou para o posicionamento da consola. Tal como em gerações anteriores, a PlayStation 5 pode ser colocada na vertical ou na horizontal, sem vantagens notórias sob qual das duas será a escolha mais indicada a nível de desempenho. Desta vez, a Sony optou por dar a opção de escolha aos utilizadores, com a inclusão da base de suporte na caixa. Uma base que requer algum manuseamento para a sua colocação segura, mas que é uma experiência interessante no processo do setup da mesma: na vertical temos que aparafusar a base e, na horizontal, temos que conhecer bem o seu encaixe.

No geral, a PlayStation 5 é uma consola bastante robusta, com um design confiante onde parece que tudo foi pensado ao milímetro. Existem exemplos disso em todo o lado, não só pelo seu aparato, como nos pequenos pormenores, como a textura no interior das tampas, composta por milhares de símbolos icónicos da PlayStation. Uma autêntica homenagem ao legado e aos fãs da marca.

O comando que promete mudar tudo

Com uma textura de aderência muito semelhante aos pormenores da consola, tendo milhares de símbolos a cobrirem o seu corpo, temos o novo e incrível comando da PlayStation 5, o DualSense, que promete ser um dos aspetos mais inovadores da consola. Se tiver o devido suporte da marca e dos produtores de jogos, as minhas primeiras impressões com ele levam-me a crer que poderá mesmo obrigar a concorrência a adotar o mesmo tipo de inovações.

Da mesma forma que o DualShock original mudou o jogo (mesmo depois da vibração ter sido introduzida com o Rumble Pack para os comandos da Nintendo 64), o DualSense promete elevá-lo a outro nível, introduzindo novas camadas de imersão extra em situações que nem tínhamos noção que queríamos ou se resultavam.

Dito e descrito, não parece nada de espetacular. Como já contei na antevisão a Astro’s Playroom, o DualSense vem equipado com um conjunto de motores e sensores que, no fundo, não são muito mais do que o que já tínhamos no passado, mas mais precisos e trabalhados. Há mais motores espalhados ao longo do corpo do comando, os gatilhos podem ser programados e adaptados a diferentes situações e a coluna de som tem mais qualidade, mas é no casamento das diferentes funções e o nível preciso com que elas atuam que transformam a experiência.

Com todas estas funcionalidades bem aplicadas, como em Astro’s Playroom, o comando pode simular a navegação em diferentes texturas de terreno, dar a sensação de resistência a puxar ou a quebrar itens e simular o lançamento de projéteis de mil e uma formas. Podemos encontrar outros tipos de exemplos em Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, onde é possível sentir a força das teias ao pressionar os gatilhos ou o efeito do choque elétrico dos poderes de Miles durante as lutas.

Estas novidades (mais detalhadas na antevisão a Astro’s Playroom) revelam um futuro promissor que, na realidade, já chegou. Resta apenas perceber como é que os produtores de jogos estão dispostos a puxar pelos limites do DualSense, algo que podem aprender ao tirar notas deste jogo gratuito.

Mas o DualSense não é uma novidade apenas pelas novas funções. É, também, um novo marco de ergonomia, funcionamento e design para a marca nipónica, que teve a coragem de largar o perfil icónico do DualShock, cuja linguagem visual se manteve intocável desde o primeiro comando da PlayStation.

Com uma disposição de botões muitíssimo semelhante aos comandos antigos, o DualSense apresenta-se com um look muito mais desportivo e futurista, com um perfil que, de alguma forma, lembra o infame “Boomerang”, o comando de conceito para a PlayStation 3.

Apesar das dimensões semelhantes às do DualShock 4, o DualSense é mais ergonómico, enchendo um pouco mais a mão. É também mais robusto, sólido e com um feeling muito mais Premium que, mesmo assim, mantém tudo ao nosso alcance, sem necessidade de uma curva de aprendizagem. É, no fundo, muito familiar.

A nível de utilização, uma das maiores diferenças, que pode não ser do agrado de todos, é o perfil dos novos botões, mais baixos e de ação muito suave. É uma diferença subtil, que não muda muito a experiência tradicional, mas que se pode sentir de forma inconsciente.

O trackpad do comando está agora mais largo, embutido no seu corpo, temos novamente uma porta de áudio para auscultadores e, finalmente, uma porta USB-C para carregamento do comando, que é agora de 1500mAh, quase o dobro do DualShock 4. Porém, em termos práticos, com os sensores e motores no máximo, tem um tempo de vida muito semelhante.

De cara lavada, com um novo nome que faz justiça às funções aumentadas do mesmo, o DualSense apresenta um potencial enorme que pode, para já, ser experimentado em Astro’s Playroom, pré-instalado na PlayStation 5. Mal posso esperar por ver os novos efeitos aplicados a alguns dos meus tipos de jogos favoritos.

Uma nova casa

Também renovado surge o sistema operativo da PlayStation 5, uma interface que ficámos a conhecer recentemente num State of Play dedicado ao mesmo.

A nova geração aposta forte na rapidez. Na rapidez de navegação, de acesso, de nos dar tudo o que queremos com o menor número de cliques e tempos de espera possíveis. E a PlayStation 5 não é exceção. Apesar do seu look novo, a sua navegação não é muito diferente do que tínhamos na PlayStation 4, mas não deixa de ser uma grande evolução. Com um tempo de carregamento ultrarrápido, desde o momento em que ligamos a consola, é possível entrar num jogo numa questão de segundos, algo que se torna ainda mais rápido se tivermos a consola em modo de repouso.

Com um visual moderno e ajustado à nova linguagem visual da consola e da marca, os jogos são o grande destaque deste sistema operativo. Apresentados por ordem de acesso, com ícones mais pequenos, abrem espaço para as grandes capas de fundo e informações úteis, como atividades por fazer, os troféus, as tendências nas redes sociais e conteúdos extra que podem ser adquiridos.

O fator incrível não está na apresentação por si só, mas sim na rapidez com que todas estas informações carregam de forma fluida e orgânica, sem tempos de espera, onde o que separa o “virar de página” são apenas as animações do sistema. No que toca à gestão de conteúdos, ficou de fora a possibilidade de criar pastas; por outro lado, temos uma biblioteca muito mais agradável e rápida de aceder e gerir, com opção de escolher diferentes filtros e com abas mais acessíveis aos jogos instalados, do PlayStation Plus e do PlayStation Now.

Uma das mudanças mais agradáveis que encontrei no sistema da PlayStation 5 foi, no entanto, a nível do perfil de utilizador. Não só este é agora muito mais rápido de aceder e a apresentar os nossos objetivos cumpridos, como temos noção de quanto tempo investimos em determinado jogo, com o sistema a apresentar o número de horas por título.

Em termos de mudanças mais drásticas, temos o menu de acesso rápido. Agora, ao invés de aparecer no lado esquerdo do ecrã, surge do fundo e dá-nos acesso a tudo o que é importante, de forma muito mais prática. A partir daqui, podemos aceder ao ambiente de trabalho da consola, a aplicações e jogos recentes, notificações, grupos de amigos, player de música, controlo de volume do comando e do microfone (com ajustes mais precisos), opções de comando, perfil e ligar e desligar. Há ainda a possibilidade de personalizar este menu de acordo com as nossas preferências.

Já no que diz respeito aos menus de sistema, estes mantêm-se em tudo muito semelhantes e familiares ao que tínhamos no passado, mas há, agora, um grande foco na acessibilidade e na gestão de conteúdos. Algumas funções de destaque permitem, por exemplo, a transferência de jogos diretamente de uma PlayStation 4 para a PlayStation 5 via Wi-Fi, juntamente com os dados guardados; a possibilidade de escolhermos a dificuldade padrão de um jogo assim que o começamos; ou a que modo é que queremos dar prioridade em jogos que oferecem modos de desempenho e qualidade.

Mas de todas as novidades de sistema da PlayStation 5, a melhor de todas diz respeito aos cartões de desafios. Já tinham sido explicados no State of Play dedicado ao sistema da consola, mas poder experimentar em primeira mão, com exemplos práticos, deixa-nos imaginar um futuro muito interessante para jogos que possam vir a suportar esta funcionalidade.

Estes cartões podem indicar-nos o que falta para um determinado troféu e propor guias para ultrapassar objetivos mais difíceis, mas podem, também, convidar-nos a fazer um objetivo, nível ou missão de forma imediata. Esta função foi, por exemplo, extremamente útil durante a minha jornada em Marvel’s Spider-Man: Miles Morales. Com um simples clique num botão e uma “longa” espera de um a dois segundos, o sistema enviava-me para uma missão secundária sem necessidade de procurar no jogo o que fazer a seguir ou procurar por pontos de interesse num mapa.

Esta função serve, também, como um olhar à rapidez da máquina, uma vez que estas ações são feitas a nível de sistema e não no jogo em questão. É incrível e de um enorme potencial, pois dependendo dos jogos e dos seus objetivos, pode poupar imenso tempo aos jogadores. Em jogos de corridas podem enviar-nos diretamente para um evento, em jogos de mundo aberto para determinadas missões ou locais… Lá está, dependerá dos produtores.

Desempenho de topo

A velocidade, como indicava anteriormente, é a palavra de ordem desta geração. Quando bem aplicada, como nos dois exemplos já otimizados, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales e Astro’s Playroom, os tempos de carregamento da consola prometem ser mais imediatos, se não forem mesmo inexistentes. Esta promessa de maior rapidez também poderá ter um impacto drástico a nível de design de jogos, com mundos maiores, mais interconectados e imersivos e um maior nível de detalhe de assets nos jogos.

Com o objetivo de oferecer experiências a 4K nativos e jogos com framerates até 120fps (algo possível apenas em ecrãs compatíveis e com recurso ao cabo HDMI 2.1 incluído no pacote), atualmente o desempenho da máquina fica à mercê do seu futuro. Neste momento, já temos acesso a algumas funções únicas, como é o caso da tecnologia de Ray-Tracing em Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, que está ativa no modo de qualidade de imagem, com resolução 4K a 30fps, e que torna o jogo muito mais vivo, rico e dinâmico do que na versão da PlayStation 4, o jogo anterior desta série. É, neste momento, uma das melhores demonstrações técnicas da consola. E este é apenas o início de um futuro promissor.

Mas esta geração não tem os olhos colocados apenas no futuro. Ao contrário do que aconteceu na geração passada, a PlayStation 5 abre as portas ao legado da geração anterior, com a compatibilidade praticamente completa de todos os jogos da PlayStation 4. Nesta altura de lançamento, serão muitos os jogadores que, certamente, irão continuar a jogar títulos da PlayStation 4 na sua PlayStation 5, o que levanta a pertinente questão: Como é que correm?

A resposta é: muito bem. Mas vai depender de título para título e da sua otimização para a geração passada. No fundo, a PlayStation 5 (seja a normal ou a Digital Edition) opera como se fosse uma PlayStation 4 Pro, oferecendo aos jogadores diferentes modos de jogo em títulos que o suportem e a melhor experiência possível na geração passada. Jogos lançados para PlayStation 4 Pro, que suportem resoluções 4K ou modos de jogo a 60fps, vão tirar partido dessas melhorias sem problema nenhum de forma nativa.

Existe, no entanto, a possibilidade de alguns jogos receberem melhorias através de atualizações, como é o caso de Ghost of Tsushima ou Days Gone, que, na PlayStation 5, operam agora a 4K limpos e a gloriosos 60fps constantes, tornando-se nas melhores versões destes jogos. E, em muitos casos de lançamentos atuais, teremos atualizações, melhorias e até conversões de jogos para a PlayStation 5. Todavia, jogos que nunca tenham recebido melhorias para a PlayStation 4 Pro ficarão como sempre estiveram.

Dependendo do jogo, existem outros tipos de melhorias observáveis, como por exemplo em tempos de carregamento mais breves, graças ao uso de tecnologia SSD. Há também outros títulos que podem apresentar uma melhor fluidez de jogo e a surpreendente aplicação automática de HDR. Foi o que constatei em Bloodborne que, apesar de ainda se jogar na mesma resolução da PlayStation 4, surge com HDR ativo (pelo menos é o sinal que a televisão apresenta), onde as cores do jogo aparentam ser mais vibrantes do que nunca.

Toda a experiência da PlayStation 5 roça o perfeito dentro das expectativas propostas pela marca. É a sua máquina mais avançada e as primeiras impressões revelam um potencial tremendo. Mas existem alguns pontos a considerar a nível de desempenho, tanto bons como menos bons.

Em funcionamento, a PlayStation 5 é uma consola muito silenciosa. Não é um som nulo (se nos aproximarmos ouvimos a sua ventoinha), mas é mesmo muito silenciosa. Acabaram as sessões com auscultadores isolados e cancelamentos de ruído em divisões mais pequenas, uma vez que passa a ser possível jogar alguns dos títulos mais exigentes da geração passada sem medo que a consola levante voo e salte pela janela. E isto é ótimo para quem usa sistemas de som, porque vai poder finalmente ouvir em maior detalhe toda a experiência áudio dos jogos.

Também positivo é o aquecimento da consola que, obviamente, ainda aquece, mas não a níveis exagerados ou preocupantes. Na realidade, diria que, em tarefas pesadas, a consola nem morna fica, o que é fantástico.

Contudo, há um pequeno senão nesta experiência, especialmente para os adeptos dos jogos físicos e donos da versão com leitor. A instalação dos jogos ainda demora algum tempo, 10-20 minutos por disco, dependendo do tamanho dos títulos, e, nesse momento, a consola debita um volume considerável de barulho. O mesmo ocorre aquando da inicialização dos jogos e, noutras vezes, de forma aleatória mesmo em outros títulos, se um disco estiver metido no leitor.

Outro aspeto que tem sido motivo de discussão está relacionado com o armazenamento da consola. Os dois modelos da PlayStation 5 estão equipados com discos de alta velocidade de “apenas” 825GB, onde podemos cortar o espaço ocupado pelo sistema operativo e por Astro’s Playroom (pré-instalado), que ocupa cerca de 10GB.

No total, temos 667.2GB de espaço disponível. Sim, em termos práticos podem ficar limitados por titãs como jogos Call of Duty, mas, de forma moderada, serve perfeitamente para ter instalados entre meia dúzia a uma dúzia de jogos, de tamanhos variados.

Em todo o caso, é sempre possível usar discos USB para o armazenamento de jogos e correr títulos da PlayStation 4 diretamente a partir destes. No futuro, poderão também expandir a memória da consola com discos SSD NSMEe M.2 padrão na slot dedicada.

Jogos há muitos

A oferta da nova geração ainda está limitada aos jogos de transição, mas, felizmente, a PlayStation 5 já tem grandes armas para esta temporada. Além de um jogo incluído na consola, vai ser possível viver as aventuras de Miles Morales no novo Marvel’s Spider-Man: Miles Morales ou tentar lutar pela sobrevivência em Demon’s Souls. No entanto, é a retrocompatibilidade que poderá ocupar muito tempo de antena aos jogadores. A PlayStation sabe disso e oferece um pequeno bombom aos seus jogadores, caso optem pela subscrição do PS Plus.

Apesar de não ter uma oferta tão vasta como o PS Now ou o concorrente Xbox Game Pass, a Coleção PS Plus é um excelente ponto de partida para quem vier para a PlayStation 5 com alguns dos maiores jogos da geração anterior por jogar. Entre uma seleção de 20 jogos, encontramos títulos como Days Gone, God of War, The Last Guardian, Uncharted 4, Bloodborne ou The Last of Us Remastered, prontos a jogar sem custos adicionais à subscrição do PS Plus, que continua a ser um dos pilares da experiência PlayStation, com o acesso às funções online da consola e descontos únicos.

Este pequeno incentivo é uma pequena dádiva aos futuros jogadores da PlayStation 5, servindo também de carta de convite para quem já está afastado da marca há algum tempo.

A PlayStation mais avançada de sempre é, também, a mais Premium até à data

análise PlayStation 5

A minha primeira semana de utilização da PlayStation 5 tem sido uma maravilha. Apesar de não ir mais a fundo no legado da consola, oferecendo uma compatibilidade além da da PlayStation 4, tudo o que a PlayStation 5 coloca em cima da mesa é de uma otimização e de uma qualidade incrível. Não deixa muito espaço para imaginar melhorias, mas deixa, sim, espaço para imaginar o verdadeiro potencial da máquina ao longo do tempo.

Em gerações passadas, assistimos a jogos mais completos e complexos a puxarem pelas capacidades das consolas até à última gota, como vimos este ano em Ghost of Tsushima e The Last of Us Part II. Por isso, será uma questão de tempo até a PlayStation 5 libertar todo o seu potencial.

Uma coisa é certa: é uma aposta segura para os fãs da marca e fãs de videojogos em geral, naquela que já é, pelo menos aos meus olhos, um novo ícone da história da PlayStation.

Análise – Astro’s Playroom (PlayStation 5)

Mais do que uma demonstração técnica, Astro’s Playroom é uma viagem pelo tempo e pela história da PlayStation.

Astro's Playroom

Quando os jogadores colocarem finalmente as mãos na PlayStation 5, no próximo dia 19 de novembro, vão poder ter acesso imediato a um dos jogos da nova geração, Astro’s Playroom. Um jogo que é, também, uma experiência interativa, uma demonstração técnica do que poderá ser o futuro dos jogos na PlayStation 5 e, até, um excelente exemplo académico para atuais e futuros produtores de jogos. Mas vamos por partes.

Nasceu na geração da PlayStation 4, mas é com Astro’s Playroom que a Sony reconhece Astro como a sua mascote oficial. É o frontman do lançamento da PlayStation 5 e chega com um jogo focado na personagem, direcionado para todas as idades e que só resultaria na nova consola graças às suas funcionalidades.

Apresenta-se como um jogo de plataformas 3D à “antiga”, com vários níveis para explorar, bichinhos para bater, moedas para apanhar e tesouros por encontrar. Não conta com uma história tradicional, pois é uma viagem pela história da própria PlayStation, construída por segmentos com objetivos muito próprios, e tem uma longevidade de satisfazer qualquer jogador. Mas Astro’s Playroom tem a coragem de elevar a fasquia com uma questão que abre as portas a uma nova geração de videojogos: Como reinventar o jogo 3D? E a resposta é: Com imersão.

Com gráficos adoráveis e coloridos, entre mundos diversos e temáticos a quatro gerações de videojogos, Astro’s Playroom é um título de plataformas que podia ser como muitos outros, mas é graças ao DualSense (que já falei na antevisão deste jogo e na análise da consola) que tudo muda.

Tirando partido das capacidades hápticas da consola, a viagem pelos mundos de Astro’s Playroom é inesperada e emocionante, uma vez que nunca sabemos bem o que o jogo nos propõe a fazer com o comando. Para além de todas as nuances de navegação entre diferentes terrenos e a imersão aumentada por condições atmosféricas e outros obstáculos, todas as atividades e ferramentas que o jogo oferece são diferentes e mantêm-no fresco ao longo das suas 5-6 horas de exploração, com calma.

Não é um jogo difícil, mas requer alguma “atividade” e destreza, por vezes física, pois propõe o uso dos sensores giroscópicos do DualSense com alguma regularidade e precisão. Mas isto sem se tornar impossível de ultrapassar, até mesmo para quem não está muito habituado a videojogos, porque esta é uma experiência tão nova para esses como para jogadores já habituados.

A demonstração técnica de Astro’s Playroom é muito interessante e alimenta as nossas expectativas de futuros jogos para a PlayStation 5, na medida em que como é que diferentes jogos e géneros vão tirar partido das funcionalidades do DualSense de forma tão original e única como Astro’s Playroom.

É por esta razão que acho que este não é só um jogo para o consumidor comum, mas também para produtores, que podem experimentar e tirar notas, dando asas à sua imaginação para criarem experiências únicas que só são possíveis na PlayStation 5. Astro’s Playroom tem, assim, uma relevância educativa e académica substancial, especialmente numa era em que temos programas como o PlayStation Talents e jogos experimentais e criativos como Dreams que, no futuro, poderão adotar a criação de jogos pensados com o DualSense.

Além da experiência imersiva e do potencial do DualSense, Astro’s Playroom promete ser uma delícia para os fãs da PlayStation. Sem uma grande narrativa de suporte e salvação do universo, Astro’s Playroom é um jogo de exploração e aventura, com alguma liberdade à mistura, onde temos que procurar por artefactos escondidos nos mapas, que não são nada mais, nada menos, que consolas, periféricos e outros produtos lançados pela Sony desde a estreia da PlayStation original.

Estes artefactos, altamente bem recriados, são interativos, tirando partido dos sensores do DualSense. Podem ser admirados numa espécie de museu PlayStation, onde podemos observar toda a sua história e legado.

Nesta aventura, não poderiam também faltar os easter-eggs que, como seria de esperar, são aos pontapés. Dos mais descarados aos mais gratuitos, o mundo é populado por elementos e iconografias relacionadas com a PlayStation. Mas talvez o mais interessante seja mesmo encontrar todos os Bots vestidos de personagens de todos os videojogos que definiram a marca desde a sua aventura por terras virtuais. A cada canto, lá temos mais um Bot a fazer cosplay ou a recriar uma cena, sendo impossível não parar e tirar uma screenshot, como se de uma viagem a um parque temático com mascotes se tratasse.

A melhor parte de Astro’s Playroom é que é, efetivamente, um jogo gratuito. Incluído na versão normal e digital da PlayStation 5, apresenta, no entanto, valores de produção, um cuidado e um carinho igual ou superior a muitos jogos lançados em standalone, tornando-se facilmente mais do que uma simples experiência interativa.

Por isso, se neste fim de ano adquirirem uma PlayStation 5, antes de instalarem o que quer que seja nas vossas consolas e para terem um pouco do gosto do futuro, iniciem Astro’s Playroom. De certeza que não se vão arrepender.

Nota: Muito Bom - Recomendado

Disponível para: PlayStation 5
Jogado na PlayStation 5
Cópia para análise cedida pela PlayStation Portugal.

Análise – Marvel’s Spider-Man: Miles Morales (PlayStation 5)

A bombástica estreia com a PlayStation 5.

Depois de um lançamento espetacular em 2018 na PlayStation 4 com Marvel’s Spider-Man, a Insomniac Games regressou à sua Nova Iorque virtual para nos contar mais uma história deste novo mundo criado de propósito para uma nova franquia de videojogos.

Marvel’s Spider-Man: Miles Morales é, para todos os efeitos, uma sequela do jogo original, com toques de spin-off ou expansão, pelo foco num novo elenco de personagens e pela extensão da sua aventura. Com Peter Parker de férias, Nova Iorque fica à mercê de novas ameaças, mas felizmente, Miles Morales, apresentado no primeiro jogo como personagem secundária, também tem habilidades únicas que permitem ocupar o lugar do super-popular Spider-Man. E com isso, todas as suas responsabilidades.

Naquela que é uma das obras de ficção mais culturalmente e socialmente relevantes da atualidade, devido à popularidade do ícone que é Spider-Man na pop-culture, pelos temas que aborda e pelo excelente foco na diversidade, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales tem todos os ingredientes que o tornam um excelente jogo e mais uma fantástica história do Homem-Aranha de referência.

Tal como os filmes de Sam Raimi e, mais recentemente, o jogo de 2018, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales apresenta novamente uma jornada de aprendizagem e crescimento sobre um rapaz, Miles, com um coração de ouro, que quer proteger todos aqueles que estão à sua volta e viver à altura das expectativas e responsabilidades que os seus poderes lhe conferem, tudo isto enquanto Parker está de férias.

Sem entrar muito em pormenores e potenciais spoilers, até porque Marvel’s Spider-Man: Miles Morales é um pouco previsível logo desde o início, o lado mais dramático do jogo recorre a todos aqueles momentos de tensão, identidades secretas, investigações e cenas de ação épicas, que tanto caracterizam as aventuras de Spider-Man seja em que meio for.

Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

Com um excelente equilíbrio no tempo de antena dado ao elenco de personagens e às suas relações e motivações, é muito fácil ficar agarrado à história principal do jogo e embarcar na sua satisfatória e trágica jornada, mas isto acontece, também, graças ao ritmo e longevidade de Marvel’s Spider-Man: Miles Morales. É, para todos os efeitos, um jogo completo. Não se deixem enganar: oferece cerca de 20 horas de história, mais umas quantas para completar todas as missões secundárias e objetivos.

Apesar deste novo formato, a Insomniac Games tirou partido da excelente oportunidade em criar um jogo mais focado e coeso em todos os níveis. A história avança de forma mais orgânica e sempre com alguma emoção, as atividades extra são mais recompensantes e as missões secundárias são agora muito mais interessantes e elaboradas, assim como muitos eventos com NPCs, revelando um cuidado e trabalho melhorado a nível de interações.

Mas as oportunidades não se ficaram por oferecer um jogo mais consistente. Houve também uma preocupação para expandir em todas as direções, especialmente a nível de jogabilidade, interação, imersão e visuais.

Para quem jogou (e deve jogar) Marvel’s Spider-Man, aqui vai sentir-se em casa, com um leque de movimentos e ataques básicos muito semelhantes, mas com habilidades únicas que tornam Miles um super-herói muito diferente. Miles conta com habilidades elétricas que podem ser usadas para parar inimigos com uma barra que cresce à medida que nos mexemos, atacamos e defendemos, e tem ainda poderes de camuflagem que o tornam invisível para missões de ação furtiva. Juntamente com quatro gadgets de suporte, estas duas novidades e os movimentos básicos do Spider-Man multiplicam as nossas opções de ataque e defesa, resultando em combates frenéticos e cheios de adrenalina onde, com algum treino, nos sentimos superpoderosos, mesmo em dificuldades mais altas.

Navegar pela cidade virtual de Nova Iorque já era satisfatório, mas, nesta nova aventura desenhada já a pensar nas capacidades da PlayStation 5, é ainda mais. Com recurso ao fantástico DualSense, é possível sentir a tensão das teias a cada swing ou a sensação de ar contra Miles com os seus motores hápticos, especialmente em momentos do jogo em que os efeitos atmosféricos são mais prevalentes. Durante os combates, o DualSense também brilha, com cada murro e pancada a dar feedback preciso e as habilidades especiais de Miles, como as elétricas, a responderem fisicamente como se espera.

Para quem jogar com o áudio da TV ou colunas, o comando também debita som aliado a cada efeito, pancada e sensação, aumentando o nível de imersão um pouco mais, tornando quase impossível de jogar Marvel’s Spider-Man: Miles Morales sem estas funções.

Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

As vantagens da PlayStation 5 não se ficam apenas pelas funções do comando. Como seria de esperar, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales apresenta-se com um salto visual, oferecendo uma fidelidade gráfica superior e alguns elementos que fazem justiça às promessas desta nova geração. As personagens e o mundo surgem muito mais detalhados do que no passado, estando mais dinâmicos e ricos, e ficando ainda melhor com uma excelente implementação do sagrado Ray-Tracing, que não só aplica reflexos realistas em superfícies refletivas, como também ajuda a criar cenas e cenários mais realistas com sombras de maior qualidade, dinâmicas e com melhor contacto entre objetos.

Comparado com o que tínhamos na geração anterior, as poças de água refletem o mundo à sua volta, assim como os enormes edifícios envidraçados, que apresentam agora reflexos realistas da cidade inteira, em vez de texturas estranhas que nada tinham a ver com o ambiente em redor. Tudo isto está aplicado até em pequenos pormenores, como a fibra e texturas do fato de Miles, que apresentam sombras e reflexos com um detalhe que era impossível na PlayStation 4.

As somas das suas partes tornam Marvel’s Spider-Man: Miles Morales numa espetacular demonstração técnica neste início de geração. Porém, tudo isto é apenas possível a 30fps, ainda que se atinjam uns incríveis 4K em televisões que o suportem. Para quem preferir uma experiência mais fluida, sacrificando algumas destas novidades, há uma opção de desempenho que permite que o jogo corra a uma resolução dinâmica inferior, sem efeitos de Ray-Tracing, mas a uns super suaves 60fps.

Também de destacar, e apenas possível na PlayStation 5, são os incríveis tempos de carregamento. Estes, simplesmente, não existem. Iniciar o jogo é incrivelmente rápido (podendo ter que passar apenas pelos logos iniciais) e é possível entrar no jogo, fazer fast travel e iniciar atividades num simples segundo. Se quisermos, não há tempos mortos até clicarmos na pausa, e esta capacidade transforma o jogo em diferentes níveis, tornando o mundo e as missões muito mais orgânicas de navegar.

Esta função de carregamento rápido tira também partido das novas capacidades da PlayStation 5 a nível de sistema operativo, com os seus cartões de progresso através do menu da consola. Ao clicarmos no botão da PlayStation do DualSense, são mostrados cartões de progresso, onde podemos perceber, por exemplo, quanto nos falta do jogo em objetivos específicos, enquanto que alguns outros cartões são dedicados a missões principais e secundárias. Em vez de navegarmos nos menus do jogo, procurando o que fazer a seguir e ativando o fast travel, o acesso a estes cartões coloca-nos imediatamente no sítio onde queremos do jogo, ao selecionar e pressionar o botão, cortando assim bastante tempo nas nossas sessões.

Depois de um pacote de DLCs para Marvel’s Spider-Man que deixou um pouco a desejar em longevidade e variedade, Miles Morales volta a ser um pacote digno de se colocar ao lado do jogo original, tanto a nível técnico como a nível narrativo e emocional.

É um jogo completo, cheio de alma, com uma jogabilidade soberba e uma experiência da nova geração tão bem aplicada como extremamente promissora para o futuro da PlayStation 5 e desta série. Marvel’s Spider-Man: Miles Morales para a PlayStation 5 é simplesmente espetacular.

Nota: Excelente - Recomendado

Disponível para: PlayStation 4, PlayStation 5
Jogado na PlayStation 5
Cópia para análise cedida pela PlayStation Portugal.

Xiaomi vai abrir uma Mi Store em Gaia

E será num centro comercial.

Xiaomi Mi Note 10 Lite

Recentemente, a Xiaomi abriu no Chiado, em Lisboa, aquela que é, atualmente, a sua sexta Mi Store a nível nacional. Entretanto, e ainda antes desta abertura, ficámos a saber que a tecnológica chinesa vai também contar com uma loja no Algarve. A loja, com abertura prevista para o próximo mês de dezembro, ficará localizada no MarShopping Algarve, em Loulé.

Agora, eis que chega mais um anúncio de expansão: a marca vai chegar a Gaia. Será mais uma loja num centro comercial, uma vez que o o Gaia Shopping foi o local escolhido para a oitava Mi Store em território nacional.

A loja terá um total de 110m2 inteiramente dedicados a todos os seguidores da marca e amantes de tecnologia. A inauguração está agendada para o início de dezembro e já se encontra aberto o processo de recrutamento.

A multinacional dispõe, atualmente, de seis Mi Stores distribuídas por território nacional, localizadas na Rua Sá da Bandeira (Porto), Braga Parque, MarShopping (Matosinhos), Oeiras Parque, Centro Comercial Colombo e, a mais recente, na Baixa Pombalina.

Até ao final do ano, e caso a Xiaomi não anuncie entretanto mais lojas, serão oito as Mi Store espalhadas pelo país.

Alice Phoebe Lou regressa a Portugal em abril de 2021

Para dois concertos: um em Lisboa e outro no Porto.

Depois de, no ano passado, ter atuado no Vodafone Paredes de Coura, a sul-africana Alice Phoebe Lou já tem regresso marcado para Portugal.

Apontem na agenda: 6 e 7 de abril de 2021, com actuações no Capitólio, em Lisboa, e no Hard Club, no Porto, respetivamente. A artista virá ao nosso país apresentar o novo disco, com lançamento previsto para a primavera do próximo ano, sucedendo ao anterior Paper Castles (2019).

No que toca aos bilhetes, custam 20€ e já estão disponíveis na BOL, Blueticket e locais habituais.

Facebook lançou programa gratuito que ajuda os jovens portugueses a navegar com segurança na Internet

Mas não é a primeira vez que o Facebook faz isto.

Facebook programa

Durante o dia de ontem, o Facebook revelou o lançamento de um programa de literacia digital para os pais, educadores, e jovens portugueses. Chama-se Get Digital e vem substituir o anterior programa educativo, GeraZão (cujos recursos continuam disponíveis), que atingiu 30 mil jovens portugueses.

O programa gratuito oferece recursos educativos para ajudar os jovens portugueses a navegarem de forma segura num mundo digital progressivamente mais complexo, e ao mesmo tempo, que tenham capacidade e conhecimento suficiente para influenciar a comunidade digital de forma positiva.

Neste momento particular de pandemia, em que os jovens estão cada vez mais tempo online, os recursos do Get Digital foram desenhados para ser usados tanto pelos jovens, como pelos pais e educadores, seja em casa ou na sala de aula.

Os recursos educativos do Get Digital estão organizado em cinco pilares: Alicerces digitais, Bem-estar digital, Interação digital, Emancipação digital e Oportunidades digitais. Os cinco pilares estão distribuídos num módulo de três partes distintas: educadores, pais e jovens. Esta abordagem holística permite que a mensagem da segurança online esteja presente tanto em casa como na sala de aula.

Enquanto os educadores têm acesso a 37 lições para apresentar a alunos dos 11 aos 18 anos, os pais podem aceder a cinco vídeos que sugerem como interagir com os filhos relativamente a estes temas. Por fim, os próprios jovens têm uma série de exemplos de impacto positivo na comunidade online, assim como exercícios e atividades.

MEO está a vender um pacote TV/Net/Voz com limite de tráfego

E como se isso não bastasse, as operadoras no geral aumentaram os seus preços.

limite de tráfego

Excluindo os tarifários móveis, há algum tempo que não tínhamos conhecimento de um pacote de Internet limitado a determinados GB de consumo. Pois bem, em pleno 2020, a MEO voltou a vender um pacote TV/Net/Voz com limite de tráfego.

Não, não estamos a brincar. Esta informação está disponível no site oficial da operadora. Basta que escolham a opção M3 TV NET VOZ para constatarem este pacote. E nem sequer é propriamente barato.

Por 30,99€/mês, sem ofertas de adesão à mistura, o pacote oferece 120 canais (sem MEOBox), chamadas incluídas para redes fixas nacionais e 50 destinos internacionais (atenção que as operadoras não têm por hábito fornecer telefone hoje em dia) e, a cereja no topo do bolo, 30Mbps de download e 10Mbps, com 500GB de tráfego incluído.

Pior ainda: caso esgotem esse plafond, a MEO cobra 1€ por cada dia de utilização de net fixa, correspondente a um plafond adicional de 25GB/dia. Verificámos nas restantes operadoras, mas não reparámos em mais nenhuma que oferecesse um limite de tráfego semelhante a este.

Isto é especialmente preocupante nos dias de hoje, muito por culpa dos serviços de streaming, tão em voga. Também estão para chegar as consolas da nova geração, com jogos que irão requerer vários GB de download, pelo que devem evitar este pacote a todo o custo… a não ser que não possam pagar mais por outros pacotes.

Sim, é que os pacotes de Internet nas operadoras móveis aumentaram todas de preço. O site Aberto Até de Madrugada começou por destacar estas mudanças, revelando a estranha tendência de cobrarem mais aos clientes, mas baixando as velocidades disponibilizadas.

Até há bem pouco tempo, ter um pacote 3P na Vodafone custava 29,90€, oferecendo 100/100Mbps, 100 canais sem box e chamadas. Agora, não só o valor aumentou para 30,90€, como a velocidade diminui para 30/30Mbps.

A mesmíssima situação acontece com a NOS, se bem que ainda é pior no caso do upload, oferecendo apenas 10Mbps. E com a MEO também, com os 30/10Mbps a juntarem-se à fabulosa oferta de 500GB de tráfego incluído.

A única operadora que escapa é a menos utilizada, a NOWO. Indo ao site oficial, verificamos que temos um pacote que, por 25€/mês, oferece 120Mpbs, 90 canais e box. Nenhuma das outras empresas oferece atualmente estas condições.

Não deixa de ser lamentável quase em finais de 2020 as operadoras venderem pacotes base com velocidades de 30Mbps. Uma realidade bem diferente relativamente aos outros países europeus.

Depois da UCI Cinemas, também os Cinemas NOS abrem o aluguer de salas a toda a gente

E o preço é muito mais convidativo.

Cinemas NOS aluguer

Durante o dia de hoje, o UCI Cinemas anunciou um novo serviço: a possibilidade de aluguer de salas de cinema para sessões de filme privadas, mas não só. Esta novidade pode ser usufruída por particulares, claro, como para reunir amigos/família para uma festa de aniversário, e também por empresas, caso queiram anunciar algum produto, fazer alguma ativação, entre qualquer outro motivo.

Pois bem, os Cinemas NOS resolveram seguir esses passos e, a partir de agora, também já permitem que qualquer um pague pelo aluguer de salas de cinema.

A novidade foi anunciada através da página oficial no Facebook, onde referem que mais informações deverão ser solicitadas nas bilheteiras dos cinemas. Recorde-se que a empresa já permitia o aluguer de salas, mas numa ótica mais pensada para empresas.

A grande vantagem em relação ao UCI Cinemas é o preço. Se aquela empresa cobra 220€ para uma sala onde poderão estar um máximo de 20 pessoas, os Cinemas NOS cobram 120€, uma diferença considerável.

À semelhança dos UCI Cinemas, cada sala pode ter um máximo de 20 pessoas, sendo que a respetiva reserva deve ser feita com um mínimo de 72 horas de antecedência. Se fizermos as contas, e se estiverem 20 pessoas numa sala, o custo do aluguer para cada é de 6€. O preço é mais convidativo uma vez que a NOS não inclui um menu com pipocas e bebidas.

Curiosamente, no comunicado oficial, a NOS afirma que esta iniciativa inclui todas as salas de cinema NOS e os filmes em cartaz. Quer isto dizer, então, que as salas IMAX, 4DX e Screen X também estão incluídas nesta iniciativa. É curioso, até porque cada bilhete IMAX custa 10€.