Carne de borrego Continente é a primeira a receber certificação internacional em bem-estar animal

A preocupação da Sonae MC é garantir a promoção de práticas sustentáveis que garantam a qualidade de um sistema alimentar

Mais de 2000 produtores nacionais de carne de Borrego Continente receberam agora a certificação internacional em Bem-Estar Animal, em toda a cadeia de produção, segundo os Protocolos Internacionais do “Welfare Quality”. O Continente é a primeira marca a certificar toda a carne de Borrego nacional à venda nas suas lojas.

O Borrego Nacional Continente junta-se assim às marcas de talho Aberdeen-Angus Continente e Limousine Continente, à venda em exclusivo nas lojas Continente, que já tinham recebido este ano a mesma certificação.

A certificação em Bem-estar Animal, controlada e certificada por uma entidade externa independente, assenta em 12 critérios sobre os quais se avaliam parâmetros principais como a alimentação, alojamento, saúde e liberdade de exprimir os comportamentos naturais dos animais.

A preocupação da Sonae MC é garantir a promoção de práticas sustentáveis que garantam a qualidade de um sistema alimentar bem como o respeito pelo meio ambiente durante todo o processo – do prado ao prato. Esta certificação é mais um passo na preocupação que o Continente tem em promover práticas sustentáveis que garantem a qualidade de um sistema alimentar e o respeito do meio ambiente.

A produção, abate, desmancha e embalamento da gama de Borrego Continente no Livre Serviço, foram todos os pontos alvo de auditorias para verificação do cumprimento das medidas do Protocolo Welfare Quality, que deu depois origem ao selo Welfair, certificado pela AENOR, entidade certificadora nacional acreditada pelo IRTA (entidade internacional responsável pelo controlo e atribuição do selo a nível Ibérico), sendo que todo o Borrego da marca Continente está ao abrigo desta certificação.

As gravações automáticas da MEO estão mais inteligentes

E assim se consegue uma experiência melhorada e mais eficaz.

Quem usa e abusa da funcionalidade de gravações automáticas sabe que o sistema não é perfeito. Além da recente inserção de publicidade antes de se começar a ver efetivamente alguma coisa, por vezes os conteúdos não correspondem ao que é anunciado, temos de andar para trás ou para a frente… Uma chatice que a MEO vem agora resolver com o Smart Start.

Essencialmente, trata-se de um conjunto de funcionalidades nas Gravações Automáticas que permitem melhorar a experiência de consumo de conteúdos, numa aproximação às principais tendências e aos hábitos dos clientes.

Na prática, foram implementadas as seguintes melhorias:

  • Uma vez selecionado o conteúdo que se quer ver, a gravação arranca efetivamente no início do mesmo, evitando a necessidade de andar para trás ou para a frente;
  • Agora, os episódios da série favorita podem ser vistos de seguida. Após o fim de cada episódio, passa-se imediatamente para o episódio seguinte disponível nas gravações automáticas, independentemente da sua data de emissão, acompanhando uma das principais tendências de consumo de conteúdos de entretenimento;
  • Uma vez terminado o conteúdo selecionado, pode optar-se por continuar a ver a emissão em contínuo a partir do fim do programa ou parar a visualização da gravação.

As novas funcionalidades agregadas no Smart Start, disponíveis numa primeira fase nas tradicionais MEO Box, tornam o consumo de conteúdos não lineares de TV ainda mais personalizado, rápido e eficiente.

Elden Ring vai ter beta e é adiado para fevereiro

Será um Teste de Rede Fechado para tornar a experiência de jogo melhor.

Como a From Software já nos habituou no passado, Elden Ring, a sua grande próxima aposta no género Souls, terá também um Closed Network Test.

O Closed Network Test para o Elden Ring é, no fundo, um período de beta, em que os jogadores poderão experimentar o jogo numa versão de pré-lançamento em ambiente online, de forma a que os produtores possam fazer ajustes de última hora, ao mesmo tempo que os jogadores podem explorar algumas das novidades.

Como o nome indica, esta será uma fase fechada, de entradas limitadas e acontecerá em cinco sessões ao longo de novembro, mais especificamente entre os dias 12 e 15.

  • Sessão 1 – das 11h00 às 14h00 – 12 de novembro
  • Sessão 2 – das 02h00 às 06h00 – 13 de novembro
  • Sessão 3 – das 19h00 as 22h00 – 13 de novembro
  • Sessão 4 – das 12h00 às 15h00 – 14 de novembro
  • Sessão 5 – das 02h00 às 06h00 – 15 de novembro

Para tentarem a vossa sorte e experimentarem o novo mundo de Hidetaka Miyazaki, criado com a ajuda de George R. R. Martin, só precisam de ir até ao site oficial do jogo, aqui, inscreverem-se e escolherem a plataforma.

Infelizmente, esta fase de teste está fechada às consolas PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X|S.

Há também a lamentar o ligeiro adiamento de um mês que Elden Ring recebeu. Juntamente com o anúncio da beta, Elden Ring perdeu a data de lançamento para dia 21 de janeiro, tendo agora data de chegada ao mercado a 25 de fevereiro.

Estudo diz que Guarda, Santarém e Bragança são os distritos mais seguros de Portugal

O Barómetro de Segurança inclui a lista dos distritos mais seguros. O top 5 é completado por Évora (0,62%) e Viseu (0,65%), todos com uma taxa de incidência igual e inferior a 0,65%.

Guarda, Santarém e Bragança são os três distritos mais seguros de Portugal, de acordo com o Barómetro de Segurança da Securitas Direct de 2020, que avalia as zonas do país mais seguras, tendo em conta o número de incidências (disparos reais dos alarmes e intrusões) por distrito registados pela Central Recetora de Alarmes da empresa face ao total de instalações de segurança dos seus mais de 160 mil clientes.

Segundo o mesmo barómetro da empresa, a maioria dos assaltos e tentativas de assalto em 2020 ocorreu entre a 1h e as 4h manhã, o que representa cerca de 29,5% das incidências reais durante este período de tempo. A segunda-feira é o dia da semana onde se registam mais incidências deste tipo.

De acordo com o Barómetro, o distrito da Guarda é o mais seguro, com uma taxa de incidência de 0,36%, seguido de Santarém (0,51%) e Bragança (0,52%). A completar o Top 5 estão Évora (0,62%) e Viseu (0,65%).

A nível nacional, os pequenos negócios – lojas e restaurantes – registaram cerca de seis em cada 10 tentativas (59%) de roubo ou intrusão, enquanto os escritórios e empresas registaram 29% das incidências e as naves industriais e oficinas apenas 12%.

No segmento dos particulares, as vivendas e moradias representam a esmagadora maioria das incidências com nove em cada 10 casos. Os apartamentos representam apenas 10%.

FMM Sines – Festival Músicas do Mundo ganha datas para 2022

Agora queremos é saber do cartaz.

Foi em maio deste ano que nos chegou uma notícia triste, mas praticamente inevitável: o adiamento do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo. Na altura, a Câmara Municipal de Sines concluiu que “seria prudente esperar por 2022 para o regresso do FMM em moldes mais próximos dos que conhecemos, um festival que possa voltar a oferecer a experiência de encontro de culturas e pessoas para o qual foi criado e sem o nível de constrangimentos que teriam necessariamente de ser introduzidos este ano“.

E como 2022 promete ser diferente, eis que acabam de ser divulgadas as datas para a edição do próximo ano do festival. Primeiro que tudo, irá acontecer em Porto Covo, de 22 a 24 de julho. Já de 25 a 30 de julho, o evento terá lugar em Sines. E isto é basicamente tudo o que sabemos por agora, pelo que ficamos a aguardar mais detalhes sobre o cartaz.

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, criado em 1999, é uma organização da Câmara Municipal de Sines. Ao longo de 21 edições, recebeu 1 milhão e 300 mil espectadores, que assistiram a 640 concertos, em que atuaram mais de 3400 músicos, oriundos de mais de 100 países e regiões.

Lidl de Estremoz reabre totalmente remodelado

E com novidades, pois claro.

É já esta quinta-feira, dia 21 de outubro, que o Lidl Portugal reabre mais uma loja totalmente remodelada, à semelhança do que tem feito um pouco por todo o país.

Desta vez, é a Loja de Estremoz que reabre com um espaço moderno e funcional, contando com muita luz natural. Com cerca de 1.300 m2, a loja terá, além da zona de padaria com uma máquina de corte de pão, onde diariamente são disponibilizadas dezenas de variedades de pão e pastelaria, uma máquina de sumo de laranja natural, espremido na hora, e uma zona de bacalhau a corte.

A remodelada loja da marca localiza-se na IP-Adega do Perdigão, em Estremoz, e estará aberta diariamente das 8h às 21h.

Há novos espaços de teletrabalho em três locais da rede Aldeias de Montanha

Os três espaços inaugurados fazem parte da Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho ou Coworking no Interior.

Alvoco das Várzeas, em Oliveira do Hospital; Folgosinho, em Gouveia; e Videmonte, na Guarda. São estas as três freguesias que contam agora com espaços de coworking e teletrabalho.

Os locais estão abertos 24 horas por dia e sete dias por semana, fazendo parte da Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho ou Coworking no Interior. De momento, são 88 os municípios que integram esta rede, num trabalho em parceria entre autarquias, comunidades locais e empreendedores.

A rede conta com uma série de espaços devidamente equipados com computadores, impressoras e acesso à Internet, sendo divididos em áreas de diferentes tipologias que contemplam zonas privadas para videochamadas, áreas para reuniões e locais para a realização de apresentações ou ações de formação.

Os espaços situam-se em locais centrais de aldeias, vilas ou cidades do Interior, próximos de serviços, espaços culturais ou destinados à prática de desporto. O objetivo é que contribuam para fixar mais trabalhadores e famílias ou atrair novos nómadas digitais para estes territórios.

Portugueses consomem duas vezes mais calorias do que o recomendado

Os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) levaram a Ordem dos Nutricionistas a pedir medidas ao Governo.

Há um novo estudo que está a preocupar, e muito, diversos especialistas. De acordo com um recente relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), os portugueses estão a comer o dobro do que deviam por dia. Mais especificamente, os cidadãos estão a consumir, em média, 4.075 kcal por dia, o que representa duas vezes o valor recomendado para um adulto com um peso médio saudável.

Balança Alimentar Portuguesa (BAP) é o nome de estudo, que serve como um instrumento analítico de natureza estatística baseado na oferta de alimentos no território nacional numa perspectiva de consumo aparente, enquadrando as disponibilidades alimentares e a respetiva evolução em Portugal, em termos de produtos, nutrientes e calorias.

Nesta edição, o INE atualiza e divulga a BAP para o período 2016-2020, recorrendo, sempre que se justifique, à comparação com o período anterior (2012-2015).

No estudo, o INE conclui que os portugueses continuam a comer demasiada carne, que representou mais de quatro vezes o total das calorias recomendadas pela Roda dos Alimentos para o grupo Carne, Pescado e Ovos e para uma dieta média de 2.000 kcal.

Já em relação ao período anterior, notou-se um aumento de cerca de 14% no consumo de álcool, sendo atualmente de 302,2 ml por habitante e por dia.

Resumindo e concluindo, as disponibilidades alimentares para consumo no período 2016-2020 continuam a evidenciar uma oferta alimentar excessiva e desequilibrada. O estudo está disponível para consulta no site do INE.

The Lightbringer – Uma aventura poética

Um jogo de plataformas interessante com algumas escolhas de design que o tornam num produto bizarro.

E agora, algo completamente comum. Sem pretensões, grandes invenções ou ideias, assim é The Lightbringer, o título de estreia da Rock Square Thunder, uma aventura de plataformas, em visão isométrica, que combina os seus saltos, combates e exploração com uma narrativa em formato de poema, onde um jovem é guiado pela voz da sua irmã à medida que procura colocar um fim à corrupção que se instalou pelo mundo. Simples, eficaz e divertido.

De facto, The Lightbringer ganha por ser tão simples. Dividido por níveis, que se combinam entre capítulos, o jogo de plataformas aposta em cenários surpreendentemente extensos onde o foco se mantém nos saltos desafiantes, na procura por colecionáveis – que aqui surgem em três tipos – e na resolução ocasional de puzzles, que podem ser tão intuitivos como mover uma caixa para o local certo ou necessitar que encontremos chaves para abrir as portas certas: muitas vezes do outro lado do nível.

Com a visão isométrica, The Lightbringer tem um certo charme nostálgico e gostei dos jogos ocasionais que faz com a perspetiva, pedindo aos jogadores que girem os mapas para verem plataformas ou colecionáveis escondidos. É tudo muito intuitivo e o nosso protagonista é fácil de controlar, com um bom arco de salto, habilidades pouco ou nada complexas – como um duplo salto – e ainda uma mira que serve para a resolução de puzzles, mas também para o combate rápido e pouco desafiante. Parece que estamos perante um jogo de aventura de outra época e é isso que torna The Lightbringer num projeto tão reconfortante.

Os níveis são suficientemente variados entre si e até existem fases em que temos de navegar não só através de plataformas exteriores, como explorar masmorras e cavernas em busca da saída. As plataformas nunca foram frustrantes ou irritantes e senti que o design dos níveis, apesar de não apresentarem nada de novo – já viram este formato inúmeras vezes noutros jogos e noutras eras –, são equilibrados entre as sequências de salto e a manipulação de objetos nos cenários para criarmos caminhos ou chegarmos à alavanca anteriormente inacessível. The Lightbringer é tão simples que vos pode aborrecer devido à sua repetição de desafios e à ausência dos mesmos, especialmente durante os primeiros níveis.

Existe, no entanto, um enorme problema em The Lightbringer. Um problema que, julgo, irá depender de jogador para jogador, mas que, no seu cerne, parece-me ser apenas errado. The Lightbringer não é um jogo muito exigente ou difícil, mas é absolutamente cruel se perderem durante um nível. Com vários pontos de vida e a possibilidade de aumentar o seu número através da descoberta de poções, o nosso protagonista não é propriamente frágil, especialmente se tivermos em conta que o combate também não é injusto. No entanto, o jogo constrói-se em torno dos colecionáveis, é uma das suas maiores forças, pois motiva-nos sempre a encontrar tudo antes de chegarmos ao final: ou assim pensava. Se morrermos antes de chegarmos ao fim, iremos perder todos os colecionáveis que encontrámos até ali. Isto significa, como podem depreender, que teremos de fazer tudo do início, todos os cristais vermelhos e verdes: tudo. E não me queixo pela dificuldade, mas sim por ser um aborrecimento enorme. É uma escolha que não consigo compreender.

Mas no final, The Lightbringer é uma aventura sólida, muito colorida e com um foco poético que é refrescante. Existem momentos em que parece ter saído diretamente do mercado mobile, muito pelos seus modelos básicos e pela jogabilidade simplificada, mas é um título que irá satisfazer os fãs do género, ainda que esteja longe de ser memorável. Apesar de ter experimentado a versão PC, sinto que The Lightbringer é mais indicado para a Nintendo Switch, seja na televisão ou na versão portátil.

Cópia para análise (versão PC) cedida pela Mountain Giant PR.

Suicide Squad: Kill the Justice League com direito a trailer de história

Suicide Squad está de regresso numa aventura virtual com uma missão impossível.

Os estúdios que nos trouxeram a saga Arkham estão de volta para expandir o seu universo com a ajuda dos anti-heróis da DC, a equipa da Suicide Squad.

Desenhado em exclusivo para a nova geração de consolas e PCs, Suicide Squad: Kill the Justice League, como o seu nome propõe, coloca o quarteto composto por Harley Quinn, Captain Boomerang, Deadshot e King Shark, frente a frente com a Justice League, aparentemente controlada pelo Brainiac.

O jogo foi inicialmente revelado no ano passado também na DC Fandome, através de uma breve cinemática, onde foi também revelado que o título irá suportar uma experiência cooperativa, além da tradicional jornada a solo. Este ano, o novo olhar é um trailer de história, onde podemos ter uma noção dos visuais do jogo, assim como a direção da história, que reúne ainda personagens como Green Lantern, Flash, Wonder Woman, Superman e muitos mais.

Tendo como alvo o PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, Suicide Squad: Kill the Justice League chegará algures em 2022.

Dwayne Johnson apresenta-se como Black Adam no primeiro teaser

Após vários anos de desenvolvimento, um dos anti-heróis mais poderosos da DC terá direito a um filme.

Durante a mais recente DC Fandome, os fãs do multiverso da DC puderam espreitar o primeiro olhar ao ambicioso projeto liderado por Dwayne “The Rock” Johnson, que já está em desenvolvimento há vários anos, Black Adam.

Com direito também a um pequeno behind the scenes, Johnson ostenta o fato do anti-herói que dá nome ao filme, revelando que nos espera um filme negro, mas cheio de ação e com uma escala épica.

Black Adam irá fazer-se acompanhar pela Justice Society of America, com Noah Centineo enquanto Atom Smasher, Aldis Hodge como Hawkman, Quintessa Swindell como Cyclone, Sarah Shahi como Adrianna Tomaz e Pierce Brosnan enquanto Doctor Fate, que poderão ser aliados ou rivais nesta estreia de Black Adam no cinema, que estava inicialmente prevista para ser em Shazam!.

Realizado por Jaume Collet-Serra, de Jungle Cruise, Black Adam ainda não tem, para já, data de estreia nos cinemas, mas chegará para o final de 2022.

The Flash recebe um curto, mas energético teaser

Ezra Miller regressa a duplicar no filme a solo de Flash.

Ezra Miller apresentou-se enquanto Flash no infame filme da Justice League, e mais recentemente no seu Director’s Cut de Zack Snyder, pelo que só faltava um filme a solo.

Atualmente em produção e nas mãos de Andy Muschietti, que nos trouxe recentemente a saga IT, The Flash promete lançar-nos a toda a velocidade para o multiverso da DC, com o teaser a levantar o véu do que podemos esperar.

Curto, mas cheio de energia com a sua música pulsante, o teaser para The Flash mostra-nos um novo fato para o speedster escarlate, Ezra Miller a dobrar, o primeiro olhar para a Supergirl de Sasha Calle e Michael Keaton novamente no fato de Batman.

Alegadamente, Ben Affleck também aparecerá no fato do Cavaleiro das Trevas, mas teremos que esperar para ver como todas estas personagens e mundos culminam até ao final de 2022.

The Batman recebe um incrível trailer e data de estreia

Matt Reeves revelou um novo olhar à sua adaptação de Batman com Robert Pattinson.

Faz um ano desde que tivemos o primeiro olhar à nova versão de Batman, que se prepara para receber em breve um novo filme a solo. E agora, Matt Reeves aproveitou o DC Fandome para nos dar mais um trailer e uma data de estreia para apontarmos na agenda.

The Batman será o primeiro filme a solo da lendária personagem da DC desde a marcante trilogia de Christopher Nolan e coloca Robert Pattinson no fato do Cavaleiro das Trevas, num filme que promete ser um thriller de investigação noir como nunca antes visto nas apostas cinemáticas da DC.

The Batman – Trailer Legendado
The Batman – Trailer em 4K

Disponível também em 4K no canal do Vimeo do realizador Matt Reeves, podemos assistir ao incrível novo trailer de The Batman, que desenvolve um pouco mais a misteriosa espiral negra que nos aguarda para Batman, ao mesmo tempo que podemos conhecer melhor o incrível elenco composto por Jeffrey Wright enquanto comissário Jim Gordon, Andy Serkis como Alfred, Colin Farrell como o Pinguim, Paul Dano como Riddler e Zoe Kravitz como Selina Kyle/Catwoman, que irá partilhar o protagonismo com Pattinson.

Este novo olhar revela também a data de estreia do filme, que está marcada para 4 de março nos cinemas norte-americanos, entretanto confirmado para 3 de março em Portugal.

Crítica – Dune: Parte Um

Se vieram aqui à procura de puro espetáculo, podem ficar desapontados. Mas, se vieram à procura de uma visão original de um dos universos de ficção científica mais amados de sempre, este é o filme certo.

“O mistério da vida não é um problema que deve ser resolvido, mas uma realidade que deve ser experienciada.” Frank Herbert, Dune.

No futuro longínquo, a humanidade avançou ao ponto de existir um império intergalático que governa o universo conhecido, tudo graças ao controlo da especiaria melange, um produto que permite, entre outras coisas, manobrar o espaço-tempo. Esse produto só existe num lugar em todo o universo conhecido, o planeta Arrakis, também conhecido por Duna. Vai ser neste planeta que Paul Atreides, um jovem nobre, vai encontrar o seu destino e, possivelmente, mudar a ordem do universo.

Este primeiro capítulo da saga realizado por Denis Villeneuve, realizador de Sicario, Arrival e Blade Runner 2049, adapta a história correspondente à primeira metade do livro de Frank Herbert. Sendo o primeiro volume de uma saga que se expandiu ao longo de seis livros escritos por Herbert, e vários spin-offs escritos pelo seu filho, Dune Parte Um é um primeiro passo numa tentativa de adaptar novamente a saga ao grande ecrã. Com uma história que é conhecida por ser complexa e minuciosa, é um grande feito da parte de Villeneuve admitir que o filme deveria resumir-se apenas a uma parcela dessa narrativa.

Mas não pensem que, apesar de este ser um filme introdutório ao universo, que a narrativa é reduzida. Estamos a falar de quase duas horas e meia de filme que, apesar de não nos fazerem sentir perdidos, algumas pessoas que não estejam familiarizadas com o universo, as complexidades das intrigas políticas e dramas existenciais dos seus personagens podem sentir-se um pouco desorientadas. Mesmo assim, Villeneuve e os guionistas, Jon Spaihts e Eric Roth, fazem um bom trabalho de apresentar o universo do filme, estabelecer as suas regras, os seus personagens e os detalhes dos conflitos, de forma clara e, ao mesmo tempo, misteriosa o suficiente para nos deixar a desejar por mais. Se há uma falha na estrutura narrativa, prende-se com o protagonista, Paul, quando a certa altura do filme sentimos que as suas escolhas estão a ser um bocado forçadas, fazendo-nos questionar sobre a sua motivação.

Crítica - Dune: Parte Um

No que toca aos personagens em si, estes são conhecidos por serem o elemento mais atrativo da saga. Agora neste filme, Villeneuve escolhe eliminar qualquer excentricidade fantástica desses personagens, o que é curioso e corajoso, já que essa era uma característica dos livros. É uma escolha intrigante, mas que funciona melhor, dando aos personagens um tom mais natural e credível. Numa história com tantos personagens ricos, ainda por cima interpretados com atores de destaque, há uma pequena sensação de desequilíbrio de alguns personagens em relação a outros, principalmente para quem conhece o livro. Mas no fim de contas, os atores estão todos ótimos nos seus papéis. Timothée Chalamet veste bem a pele do herói Paul Atreides, passando facilmente de frágil e ingénuo para capaz e letal. Rebecca Ferguson encanta pela sua vulnerabilidade e impiedade enquanto guerreira Dama Jessica. Josh Brolin e Oscar Isaac, Gurney Halleck e Leto Atreides respetivamente, parecem saídos das páginas do livro.

Alguns personagens, no entanto, poderiam ter recebido um pouco mais tempo de ecrã. Estou a falar dos fremen, como Stilgar e Chani, interpretados por Javier Bardem e Zendaya, mas fica claro que estes personagens misteriosos, nativos de Arrakis, serão uma presença mais habitual na sequela. Também os antagonistas como o Doutor Yueh, interpretado por Chang Chen; Glossu “A Besta” Rabban, interpretado por Dave Bautista; ou Piter De Vries, interpretado por David Dastmalchian, são cativantes o suficiente para os querermos ver mais. Destes três, Bautista destaca-se por conseguir imbuir num personagem tão agressivo uma humanidade frágil na sua necessidade de impressionar o seu tio, o Barão Vladimir Harkonnen. E falando do Barão Harkonnen, o grande vilão do filme, este talvez seja o personagem que mais se destaca entre os presentes. Mesmo sob camadas de próteses e maquilhagem, Peter Sarsgaard assume o papel de antagonista flutuante com uma sobriedade, frieza e melancolia que o tornam tão perturbador como trágico.

Quanto ao lado fantástico e operático, Villeneuve, até agora um realizador mais ponderado e subliminar, mostra que dá bem conta do elemento de espetáculo. Não esperem grandes batalhas espaciais ou sabres de luz, porque o universo de Dune é mais terreno e verosímil. Mesmo assim, há muitos momentos de aventura quase operáticos, mas sem artifício visual barato. Villeneuve usa uma abordagem mais sóbria para mostrar o conflito, e a destruição que vemos representada no ecrã, nos confrontos entre a casa Atreides e os seus inimigos, os Harkonnen, é representada quase com uma melancolia trágica mais adequada a uma peça de Shakespeare que a um blockbuster.

Agora, no que toca a espetáculo puro, devo dizer que as sequências que acabam por impressionar mais são os momentos que envolvem os famosos vermes, as criaturas gigantes que habitam por baixo da areia de Arrakis. Há uma sequência de resgate durante um ataque de uma dessas criaturas que é de tirar o fôlego e, quando o tamanho real delas é revelado, ficamos boquiabertos. O design das criaturas nesta versão é bem diferente das versões anteriores, quase todas inspiradas nas ilustrações de John Schoenherr. Aqui os vermes têm a mesma imponência de sempre, mas são mais realistas em termos de design, mais simples e, ao mesmo tempo, mais presentes como personagem do que se esperava. Há um momento de particular impacto, quando um verme é visto pela primeira vez em toda a sua glória, e denota-se uma consciência dentro dessa criatura tão alienígena.

Crítica - Dune: Parte Um

O filme acaba por ser mais um drama trágico do que uma aventura. Villeneuve preocupa-se em mostrar uma história ponderada sobre o crescimento e o impacto do ser humano na sociedade e no universo. Sentimos a angústia dos personagens ao terem consciência que são peças num jogo que lhes é desconhecido, e aqui Paul destaca-se. Como herdeiro dos Atreides, sente-se dividido entre a sua vontade de assumir o seu papel na família e a descoberta de toda a sua vida ter sido manipulado para assumir um papel de salvador universal. O filme sofre um pouco por não explorar mais esse conflito interno do protagonista, mas fica uma promessa para as sequelas vindouras.

Quanto ao universo em si, desde os costumes dos povos e suas características, desde os ponderados Atreides, aos industrializados Harkonnen, ou os nativos indomáveis Fremen, às várias linguagens representadas, os combates corpo a corpo quase obedecendo a um sistema de honra ou bushido, os vestuários com claras influências de culturas humanas antigas interligadas, os veículos estranhamente funcionais, até a arquitetura egípcia de Arrakeen, a capital de Arrakis, tudo parece real e plausível de ter seguido a evolução da nossa espécie e sociedade.

Já a estética encontra muitas semelhanças a outros trabalhos do realizador, como Arrival e Blade Runner 2049. Tanto nos vestuários, como no design das naves, das cidades, das armaduras, tudo é semelhante à nossa civilização, curiosamente verosímil. Destaco, no entanto, algumas influências de Moebius, o conhecido ilustrador francês que participou no desenvolvimento da primeira tentativa de adaptar o livro para cinema com Alexandro Jodorowsky. As naves e guerreiros presentes na sequência inicial, e a sequência em que visitamos o planeta dos Sardaukar e conhecemos pela primeira vez essa temida legião, são claramente tiradas das páginas de Moebius. Também é de destacar a influência de H.R. Giger – outro colaborador de Jodorowsky nesse projeto – no design de Giedi Prime, o planeta dos Harkonnen, um pesadelo industrial que não deixa de ter a sua beleza.

A direção de fotografia é muito boa, sendo particularmente interessante na sua textura. O Diretor de Fotografia Greig Fraser, o responsável pela imagem de Vice, Maria Madalena e Star Wars: Rogue One, e que está neste momento a filmar The Batman com Matt Reeves, conseguiu capturar quer a imensidão de Arrakis, como a textura da sua luz, de forma impressionante.

Como último destaque, tem que se referir a incrível banda-sonora de Hans Zimmer. O veterano compositor apresenta alguns dos seus trunfos habituais, mas também uma versatilidade impressionante. A banda-sonora encanta não só pela sua melodia, como pela sua sonoridade quase alienígena. Parece que a música que acompanha o filme ao mesmo tempo parece estar a falar connosco numa língua de Arrakis.

Como aludi antes, as falhas do filme estão em ser demasiado introdutório na sua estrutura e em sentirmos que a transformação de Paul é um pouco forçada. A culpa não é de Chalamet, mas parece que os guionistas estavam mais preocupados em forçá-lo a tornar-se um líder do que em construir essa transformação. É uma pena porque, no livro, Paul sempre foi um protagonista interessante, uma vez que mesmo quando assume o manto de messias, continua intrinsecamente humano.

O livro nunca foi só uma space opera ou só um drama de personagens ao longo de gerações. É um misto orgânico entre fantástico e dramático, a viagem do herói e determinismo humano. Nesta adaptação, temos o prenúncio disso. Dune Part One é o início desta mítica jornada do herói. Que isto não vos afaste do filme porque pensam que fica muito da história por contar. Cada parte é fundamental e este é um início que vale a pena ver. É estranho, é diferente, é uma experiência original. Bem vindos a Dune. Isto é só o começo.

Sumol-Compal investe 15 milhões de euros num armazém automático em Almeirim

E irá reduzir a pegada de dióxido de carbono em cerca de 1.000 toneladas por ano.

Foi inaugurado esta semana o novo armazém automático da Sumol-Compal em Almeirim, no distrito de Santarém.

Com 12 mil m2, o armazém vai permitir duplicar a capacidade de armazenagem no centro logístico da Sumol-Compal (ficando com capacidade total para 30.000 paletes) e aumentar a rapidez de expedição, eliminando ainda duplos transportes e reduzindo assim a pegada de dióxido de carbono em cerca de 1000 toneladas por ano.

Além disso, o armazém dispõe de equipamentos que vão permitir processar mais de 600 paletes por hora.

A centralização das operações em Almeirim e o investimento em tecnologia vão permitir maior eficiência energética, nomeadamente a redução de 50% no consumo dos equipamentos.

Durante a inauguração, na qual António Costa esteve presente, o Primeiro-Ministro afirmou a importância de manter o ciclo de investimento e de modernização, aproveitando os recursos financeiros disponíveis, elogiando o exemplo de investimento efetuado em Almeirim, referindo que “a chave da modernização está na inovação e a base da inovação assenta na produção de conhecimento”.

Mão Morta, Bizarra Locomotiva, Process of Guilt e The Quartet of Woah! no Back to Back Festival

Rock e metal voltam a ouvir-se ao vivo nas salas de espetáculos pelas mãos de quatro dos seus maiores ícones nacionais.

É no próximo mês de novembro, nos dias 19 e 20, que o LAV Lisboa ao Vivo e o Hard Club, em Lisboa e no Porto respetivamente, recebem um cartaz 100% nacional para duas noites de concertos em que a energia reprimida durante o confinamento vai finalmente poder soltar-se.

A primeira edição do Back to Back Festival reúne quatro autênticos pesos pesados, Mão Morta, Bizarra Locomotiva, Process of Guilt e The Quartet of Woah!, numa forte união do melhor que a velha e a nova geração de talento made in Portugal têm para oferecer.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais, custando 20€ cada. A Prime Artists, promotora do festival, refere que o uso de máscara é obrigatório.

Exames de acesso ao ensino superior poderão ser usados durante quatro anos

E os alunos podem escolher a melhor qualificação se optarem por repetir as provas.

Há novas regras no acesso ao ensino superior, neste caso relacionadas com os exames nacionais. A partir do próximo ano letivo, o de 2022-2023, os exames nacionais vão poder ser utilizados na candidatura ao acesso ao ensino superior durante quatro anos após a sua realização, sendo que os alunos que optem por repetir as provas podem escolher a melhor qualificação.

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) decidiu assim que os exames nacionais do secundário podem ser utilizados como provas de ingresso no acesso ao ensino superior “no ano da sua realização e nos quatro anos seguintes, sem necessidade de repetição no ano em que for concretizada a candidatura ao ensino superior”.

Contudo, convém realçar que só se poderão utilizar os exames do ensino secundário da respetiva fase para efeitos de candidatura ao ensino superior. Isto é, “os exames finais nacionais do ensino secundário realizados na 2.ª fase de exames não podem ser utilizados na 1.ª fase dos concursos a que se refere o número anterior, quer no ano da sua realização, quer nos quatro anos subsequentes”, esclarece o CNAES no diploma publicado em Diário da República.

Claro, existem exceções, que neste caso diz respeito aos alunos que não puderam realizar um qualquer exame na 1.º fase porque coincidia com a data de uma outra prova, que também fizeram. Nessas situações, poderão concorrer à 1.º fase com um exame realizado na 2.º fase. No entanto, não são considerados os casos em que os alunos realizaram o exame na 1.ª fase do mesmo ano, “com o mesmo código ou código diferente”.

Além disso, “para efeitos de candidatura ao ensino superior, não é permitida a realização na mesma fase de exames de mais do que um exame final nacional do ensino secundário para satisfação da mesma prova de ingresso. Caso tal se verifique, apenas é considerado válido o exame realizado em primeiro lugar”.

Gleylancer – Da Mega Drive, com Amor

O título da Masaya Games chega finalmente ao ocidente, 29 anos depois da sua estreia.

Apesar de não já não gozar da popularidade que conquistou no passado, o género de ação espacial, ou shmups, continua a marcar presença na indústria dos videojogos, seja através de reedições de clássicos de décadas passadas ou de novas tentativas em expandir as suas mecânicas para novos formatos e visuais. Existe, de facto, um trabalho de arqueologia constante que tem vindo a ressuscitar títulos que se julgavam perdidos, como o recente G-Darius HD, que já analisámos, mas o caso de Gleylancer é mais curioso. Lançado originalmente em 1992, o título da Masaya Games ficou preso no mercado japonês e na antiga Mega Drive para agora, quase 30 anos depois, renascer como uma pérola do passado, revelando a um novo público aquele que é um jogo muito divertido e desafiante.

O trabalho de reedição da Ratalaika Games tentou respeitar ao máximo a versão original de Gleylancer e à exceção de novos menus, onde podemos efetuar gravações, da presença de um botão de “rewind”, que nos permite corrigir alguns lapsos da nossa parte, e de alterações estratégicas para controlos mais modernos, o título da Masaya Games chega ao PC e novas consolas tal como se estreou em 1992. O foco continua a estar na sua história clássica, de uma filha que procura salvar o seu pai no meio de uma enorme batalha galáctica, contada através de sequências inspiradas por animes da década, muito detalhadas e coloridas, perfeitas para os mais nostálgicos do género; mas também nos combates espaciais e na dificuldade extrema que se desenvolve ao longo dos seus 11 níveis, intercalados por estes momentos narrativos.

Não podem regressar a Gleylancer à procura de inovações, mas existem vários elementos que evidenciam como é uma entrada peculiar e muito forte no género de ação. Ao contrário de outros títulos da época, Gleylancer não aposta nas melhorias da nave titular, nos tradicionais power-ups, nos padrões impossíveis de balas ou nas bombas destrutivas que servem para eliminar todas as naves inimigas em ecrã. A Masaya Games despiu o jogo dessas distrações e focou a atenção na utilização de dois canhões secundários que dão ao jogador a possibilidade de utilizar novos tipos de disparos, desde lasers até a balas que refletem nos cenários e a bolas de fogo. Estes canhões nunca evoluem ao longo da campanha, não adicionam novos padrões de disparo ou oferecem novas oportunidades estratégicas, mas servem sempre um propósito dentro das várias fases de cada nível e é absolutamente necessário saberem trocar entre eles para serem mais eficazes.

Em comparação a títulos mais recentes, esta ausência de melhorias significativas poderá ser contraproducente ou menos entusiasmante, mas a campanha de Gleylancer está devidamente construída para enaltecer a troca entre canhões. Não só o design dos níveis nunca vai além das capacidades da nave, abusando em padrões injustos de inimigos e projeteis, como o jogo dá-nos a possibilidade de escolhermos sete métodos de funcionamento para os vários canhões, que podemos ativar no início da campanha. Temos, por exemplo, métodos de utilização com padrões normais, com os canhões a moverem-se com a direção da nossa nave, até a padrões invertidos, miras automáticas e três miras diferentes. Existe variedade num jogo que quer ser simples e intuitivo do princípio ao fim.

Mas o que me deixou absolutamente fascinado com Gleylancer, especialmente quando equacionamos que foi lançado há 29 anos, foi o seu design de níveis e a aposta regular em novos elementos e em sequências que adicionam sempre um novo desafio a cada partida. Apesar de não ter adorado os padrões dos inimigos e a falta de visibilidade dos projéteis devido às cores e animações dos fundos de cada nível, foi impossível não ficar rendido à dedicação da Masaya Games em proporcionar ao jogador uma sensação de mistério e desafio permanentes. Um nível tem, por exemplo, uma enorme sequência de plataformas, onde temos de evitar blocos que se movem em alta velocidade, e também um nível onde temos de quebrar gelo para fazer o nosso caminho, relembrando o clássico Salamander. Nunca sabemos o que vamos encontrar no próximo nível e isso é de louvar.

Não conhecia a história de Gleylancer e da produtora Masaya Games, que também produziu Cybernator, Langrisser e Cho Aniki, mas fiquei feliz por conhecer um clássico nunca antes lançado no ocidente. A minha recomendação é direcionada aos fãs do género, mas é limitada por um simples fator: o seu preço. Pelo valor certo, Gleylancer é uma excelente aposta, mas é preciso relembrar que é um relançamento limitado, muito fiel à versão original e sem extras que justifiquem um investimento avultado – tem apenas a opção rewind, de gravação e um esquema de controlo mais modernos (como a possibilidade de movermos os canhões com o analógico direito). De facto, existem melhores ofertas nas lojas digitais, outra versão incontornável. Mas pelo preço certo? Não pensem duas vezes.

Recomendado

Cópia para análise (versão PlayStation) cedida pela PR Hound.

Blade of Darkness – À lei da espada

Um regresso ao passado competente que merecia algumas melhorias na jogabilidade.

A Nightdive Studios parece ter começado uma revolução. Depois do relançamento de sucesso de títulos como Turok e Shadow Man Remastered, várias produtoras aceitaram o desafio de recuperar clássicos do PC e, para alegria de novos e velhos fãs, lançá-los com uma nova camada de tinta. Desta vez temos o regresso de Blade of Darkness, um interessante RPG de ação que impulsionou o género anos antes de Dark Souls, agora disponível para todos os amantes do género. Este poderia ter sido um regresso ao passado absolutamente essencial se existisse um trabalho de atualização dos controlos, mas não é o que temos nesta reedição, o que a torna num produto algo peculiar.

É difícil recomendar Blade of Darkness devido aos seus controlos. Esta é a verdade. Com uma mira pouco satisfatória e a ausência de movimentos na horizontal (ou strafe), o título da Rebel Act Studios torna-se num pequeno pesadelo para jogar em 2021. O lançamento é muito fiel à versão original, ao ponto de ser possível jogar sem o rato e apenas com o teclado, mas perde-se muito com a ausência de controlos atualizados, especialmente porque Blade of Darkness faz inúmeras coisas bem e que merecem o vosso tempo.

Como um RPG de ação, Blade of Darkness aposta muito no seu sistema de combate e este é certamente o seu destaque. Com várias armas à disposição, um sistema de evolução simples e eficaz, e a presença de vários tipos de armaduras, tal como a possibilidade de escolhermos quatro personagens distintas, existe muita profundidade nas suas mecânicas. Temos, por exemplo, combinações à nossa disposição, que desbloqueamos de acordo com o nível da nossa personagem e a arma que utilizamos, vários ataques e ainda uma barra de stamina que funciona perfeitamente com a velocidade mais lenta dos combates. Podemos juntar ainda a possibilidade de atirarmos qualquer objeto, tal como utilizar qualquer objeto como projéteis, armas que se partem e uma boa gestão de espaço e de inimigos através de um desvio/salto eficazes.

Todas as mecânicas que são atualmente insubstituíveis num RPG de ação podem ser encontradas aqui, de uma forma ou de outra, e isso é de louvar. É por isso que irei sempre defender a preservação de videojogos. Não podemos perder estas rotas de influências e evoluções que continuam a ditar como a indústria caminha em frente. Apesar de estar esquecido, Blade of Darkness influenciou de certeza produtores que hoje estão a dar cartadas no género e quem sabe que criadores irá ajudar agora, 20 anos depois da sua estreia, e num relançamento muito básico, mas que lima alguns dos seus gráficos. É pena que não seja tão acessível como deveria.

Faltou trabalho neste relançamento que não o tornam num jogo obrigatório, muito prejudicado pela passagem do tempo e pelo envelhecimento dos seus controlos, mas continua a ser uma montra para o género. Venham pela nostalgia e fiquem pela preservação.

Cópia para análise (PC) cedida pela Jaleo PR.

Maior e mais original parque temático de Natal do país está de regresso este ano

O programa ideal para todas as famílias.

O projeto nasceu em 2008 da vontade de estender as celebrações da quadra natalícia a toda a cidade de Santa Maria da Feira. A “Terra dos Sonhos”, como foi inicialmente batizada, foi instalada na emblemática Quinta do Castelo e tinha como objetivo proporcionar momentos únicos de celebração da quadra natalícia em família.

De ano para ano, a originalidade do parque e a qualidade dos conteúdos e divertimentos atraiu milhares de visitantes a Perlim, transformando uma pequena iniciativa num incrível espaço mágico.

Assim, o mês do Natal em Santa Maria da Feira passou a ser especial. Em Dezembro, a cidade pinta-se de alegria e luz e vibra com o parque de Natal. O projeto Perlim à Mesa estende os festejos à restauração do centro de Santa Maria da Feira que prepara ementas, decoração e animação inspirada nas personagens de Perlim.

Porém, veio a pandemia e, tal como tantos outros grandes eventos, aquele que é considerado o maior e mais original parque temático de Natal do país não se realizou no ano passado. Mas este ano o panorama é diferente, havendo todas as condições para a sua realização.

Na verdade, essa confirmação chegou no final do mês passado, com o Presidente da Câmara Municipal, Emídio Sousa, a ter anunciado a abertura do melhor parque temático de Natal do país este ano. Haverá teatro, música, exposições, jogos, divertimentos e, claro, muita magia.

Pelim abre as portas a 1 de dezembro e, durante 23 dias, até 30 de dezembro, o que significa que não estará em funcionamento durante alguns dias do mês, irá receber milhares de famílias de todo o país.

Quanto aos bilhetes, já estão à venda na Ticketline e locais habituais. Nos dias de semana, maiores de 65 anos e crianças dos 3 aos 12 anos de idade pagam 6€, ao passo que os restantes terão de desembolsar 7€ por bilhete. Aos fins de semana, os preços sobem 1€. Para quem quiser ir mais do que uma vez, o mais sensato será optar pela pulseira de acesso, que permite a repetição da visita em todos os dias de realização do evento.