Blade of Darkness – À lei da espada

Um regresso ao passado competente que merecia algumas melhorias na jogabilidade.

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A Nightdive Studios parece ter começado uma revolução. Depois do relançamento de sucesso de títulos como Turok e Shadow Man Remastered, várias produtoras aceitaram o desafio de recuperar clássicos do PC e, para alegria de novos e velhos fãs, lançá-los com uma nova camada de tinta. Desta vez temos o regresso de Blade of Darkness, um interessante RPG de ação que impulsionou o género anos antes de Dark Souls, agora disponível para todos os amantes do género. Este poderia ter sido um regresso ao passado absolutamente essencial se existisse um trabalho de atualização dos controlos, mas não é o que temos nesta reedição, o que a torna num produto algo peculiar.

É difícil recomendar Blade of Darkness devido aos seus controlos. Esta é a verdade. Com uma mira pouco satisfatória e a ausência de movimentos na horizontal (ou strafe), o título da Rebel Act Studios torna-se num pequeno pesadelo para jogar em 2021. O lançamento é muito fiel à versão original, ao ponto de ser possível jogar sem o rato e apenas com o teclado, mas perde-se muito com a ausência de controlos atualizados, especialmente porque Blade of Darkness faz inúmeras coisas bem e que merecem o vosso tempo.

Como um RPG de ação, Blade of Darkness aposta muito no seu sistema de combate e este é certamente o seu destaque. Com várias armas à disposição, um sistema de evolução simples e eficaz, e a presença de vários tipos de armaduras, tal como a possibilidade de escolhermos quatro personagens distintas, existe muita profundidade nas suas mecânicas. Temos, por exemplo, combinações à nossa disposição, que desbloqueamos de acordo com o nível da nossa personagem e a arma que utilizamos, vários ataques e ainda uma barra de stamina que funciona perfeitamente com a velocidade mais lenta dos combates. Podemos juntar ainda a possibilidade de atirarmos qualquer objeto, tal como utilizar qualquer objeto como projéteis, armas que se partem e uma boa gestão de espaço e de inimigos através de um desvio/salto eficazes.

Todas as mecânicas que são atualmente insubstituíveis num RPG de ação podem ser encontradas aqui, de uma forma ou de outra, e isso é de louvar. É por isso que irei sempre defender a preservação de videojogos. Não podemos perder estas rotas de influências e evoluções que continuam a ditar como a indústria caminha em frente. Apesar de estar esquecido, Blade of Darkness influenciou de certeza produtores que hoje estão a dar cartadas no género e quem sabe que criadores irá ajudar agora, 20 anos depois da sua estreia, e num relançamento muito básico, mas que lima alguns dos seus gráficos. É pena que não seja tão acessível como deveria.

Faltou trabalho neste relançamento que não o tornam num jogo obrigatório, muito prejudicado pela passagem do tempo e pelo envelhecimento dos seus controlos, mas continua a ser uma montra para o género. Venham pela nostalgia e fiquem pela preservação.

Cópia para análise (PC) cedida pela Jaleo PR.

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