Análise – iPhone X – Quando o preço não justifica tudo

Foi no ano passado que a Apple celebrou 10 anos de iPhone no mercado. Em 2007, era lançado o primeiro iPhone, equipamento que veio revolucionar a indústria ao eliminar os teclados numéricos físicos com a introdução de um ecrã tátil.

Após várias iterações com pouca diferença a nível de design e ergonomia, a marca achou por bem seguir as tendências do mercado e apresentar uma versão especial do seu produto estrela, o iPhone X (lê-se dez, o X é romano), um smartphone com ecrã estendido e com tecnologia OLED – novidade total no dispositivo – e com um notch (leia-se monocelha) no topo que pode irritar alguns utilizadores. Outras novidades incluem o sistema de identificação Face ID, e a eliminação do tão famoso botão Home. É o iPhone com melhor ecrã e com as características mais diferenciadoras, mas é excessivamente caro.

Arte Pública Fundação EDP vem dar cultura a todo o país

40 localidades, mais de 35 artistas, 79 intervenções. Este são os números apresentados pelo Arte Pública Fundação EDP, um programa orientado para territórios de baixa densidade populacional e que tem como objetivo envolver a população em novas experiências culturais.

Em todo o país, artistas nacionais são convidados a desenvolver um processo de colaboração com as populações locais, estimulando o desenvolvimento e a economia local através da realização de obras de arte pública. Por exemplo, estão previstas intervenções artísticas em fachadas de edifícios, muros ou postos de transformação da EDP Distribuição.

De momento, o programa está presente no Algarve (projeto WATT?), Alto Alentejo (projeto Mayor.Art), Ribatejo (projeto UniArt), Médio Tejo (projeto ARTEJO) e Trás-os-Montes (projeto Voltagem). Em cada uma desta regiões, o trabalho dos artistas e comunidades dá forma a um roteiro de arte pública. Os guias produzidos pela Fundação EDP dão a conhecer a viagem por cada um desses roteiros. Estão disponíveis os do Alto Alentejo, Ribatejo e Algarve, estando por ser lançados os de Trás-os-Montes, Médio Tejo e Minho.

Entre os mais de 35 artistas, destacam-se Alexandre Farto aka Vhils, Manuel João Vieira, Luís Silveirinha, XANA, Mariana A Miserável e Gonçalo MAR.


 

“Conta-me Tudo” vai ter espetáculo especial no Cinema São Jorge

É um espetáculo de storytelling, mas também um podcast e um programa de televisão no Canal Q. Desde novembro de 2015, altura em que se começaram a efetuar os espetáculos mensais do “Conta-me Tudo“, que por lá passaram nomes bem conhecidos do grande público como Manuel João Vieira, Vítor Norte, Guilherme Duarte, Ana Garcia Martins (A Pipoca Mais Doce), Toy, Joana Latino ou Luísa Barbosa, mas também de “anónimos” com histórias marcantes que podem ser escutadas em formato podcast na Internet.

Este “espetáculo de proximidade” como indica João Dinis, um dos criadores do formato, surgiu há cerca de dois e meio quando convidaram o humorista David Cristina para criar um espetáculo que se propunha a levar ao público “histórias reais, de pessoas especiais”, todos os meses, em Lisboa.

Pouco tempo depois, o ator Pedro Górgia juntou-se ao projeto. E, para dia 2 de fevereiro, naquele que será um espetáculo especial, Fernando Alvim juntou-se à equipa. A acontecer no Cinema São Jorge, em Lisboa, este espetáculo irá contar com seis nomes, sendo que cada um terá uma história para contar: José Cid, Mariana Cabral (Bumba na Fofinha), Vitorino, Rita Marrafa de Carvalho, Zezé Camarinha e Filipa Gomes.

Os bilhetes estão à venda na Ticketline e na bilheteira do Cinema São Jorge por 10€, subindo para os 12€ no dia do evento.


 

“Subsolo”, a nova websérie da RTP estreia amanhã

Depois de “Amnésia” e “#CasaDoCais”, “Subsolo” é a próxima websérie a sair do RTP Lab, um laboratório criativo e experimental criado pela estação pública para a concepção de séries orientadas para os mais jovens. Será uma série igual a tantas outras, mas com a diferença de não chegar à televisão, daí o termo websérie. Estreia já amanhã, dia 31 de janeiro.

A ideia desta produção portuguesa surgiu a partir de várias conversas e da leitura de vários artigos sobre o suposto surgimento de uma nova geração. Os criadores quiseram incitar um diálogo sobre uma geração nascida depois de 1990, que cresceu a ouvir que era especial e que lhe esperavam possibilidades infinitas de sucesso, uma garantia de estabilidade e de triunfos profissionais e pessoais, alimentando-se uma identidade de protagonista.

Ou seja, “Subsolo” propõe-se a falar sobre este jovens, quase-adultos, mas ainda adolescentes, que, após duas décadas de protecção se vêem, agora, lançados para o mundo, apercebendo-se de que são só mais um, num mundo rápido e competitivo em que, apenas, numa atmosfera alternativa, numa busca pela legitimação alheia, se consideram capazes dese distinguir.

Nesta websérie, outros dos objetivos era, também, trabalhar com uma nova geração de atores, menos conhecidos no panorama nacional, trazendo para as personagens e para a série as suas próprias experiências e visões sobre Lisboa, algo essencial para o desenvolvimento de uma perspetiva sincera e despretensiosa sobre um universo alternativo de Lisboa, o que, por si só, também estará latente nos próprios meios e equipa de produção.

Em “Subsolo”, cada episódio é centrado numa personagem: Rúben (Tomás Cabeleira), João (Francisco Belard), Nazim (Jadeja Pradeepsinh), Margarida (Francisca Salvado) e Júlia (Diana Narciso). Os protagonistas vão sendo envolvidos pelo ambiente dos próprios espaços que frequentam e pela excitação na construção da sua imagem numa perspetiva futura, cruzando olhares e caminhos uns com os outros, ou não chegando, de todo, a conhecer-se.

É a primeira série escrita, realizada e produzida pela VIDEOLOTION, sendo que cada episódio é realizado por cada um dos protagonistas. Os cinco episódios têm entre 12 a 14 minutos cada e poderão ser vistos de seguida, num total de cerca de uma hora, na RTP Play e YouTube.


 

Análise – Shadow of the Colossus – Belo e intemporal

Quando foi originalmente lançado em 2005 para a PlayStation 2, Shadow of the Colossus tornou-se rapidamente um jogo de culto e é, até hoje, considerado um dos melhores videojogos de sempre.

Vem aí a segunda residência artística do novo disco dos Black Bombaim

Vai acontecer entre os dias 22 e 24 de fevereiro e vai reunir a segunda toma do projecto junta o trio nortenho ao universo electrónico de Luís Fernandes, músico associado a coletivos como Peixe:Avião, Quest, La La La Ressonance ou Harmonies. Pretende-se questionar e desafiar o espaço sonoro conquistado pela banda que, aqui, se desprende da composição, entregando-a a um novo produtor com linguagens e espaços musicais diferentes.

Para Luís Fernandes, “a ideia subjacente ao trabalho passa por transportar o som dos Black Bombaim, literalmente, para um domínio auto-referencial no qual este é usado como matéria-prima para esculpir uma nova música. Uma meta-música inspirada nas metodologias e técnicas da música eletroacústica.” “O principal desafio”, acrescenta “será fazê-lo mantendo presente a identidade da banda, criando pontes para todos os elementos sonoros e musicais que, a meu ver, a tornam tão especial e interessante.”

Tal como aconteceu com o primeiro episódio, esta residência culminará com uma apresentação pública do trabalho, em formato ensaio aberto, a 24 de Fevereiro no Palácio dos Correios, nos Aliados, no Porto. A entrada será livre e limitada a 80 pessoas.

Esta residência vai dar continuidade ao trabalho iniciado com o produtor Pedro Augusto (Ghuna X) em Dezembro de 2017 e terá como ponto final o encontro com Jonathan Saldanha (HHY & The Macumbas), marcado para Abril deste ano. No final de todo o processo, os Black Bombaim irão editar um disco, através da Lovers & Lollypops, resultante destes encontros.

Para registar toda a experiência, será lançado um documentário com o relato de todo o processo, que contará com realização de Miguel Filgueiras e argumento de Manuel Neto.

Este é um projeto que conta com o financiamento do Criatório, uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto destinada ao apoio à criação artística contemporânea.


 

Pipedrive já ultrapassou os 70 mil clientes

A plataforma de CRM de vendas focada nos comerciais de empresas em crescimento está cada vez mais forte. Os dados mais recentes revelam que a Pipedrive acabou de alcançar 70 mil clientes empresariais em mais de 170 países, continuando a aumentar a quota de mercado mundial entre as mais ambicionais pequenas e médias empresas.

A empresa, que está também presente em Lisboa no Atrium do Saldanha, contratou 45 talentos em 2017 e, neste ano, pretende chegar a 100 colaboradores na capital portuguesa, oferecendo condições atrativas para engenheiros.

Fundada por profissionais de vendas reconhecidos, a Pipedrive surgiu em 2010 e é uma das empresas de Software como Serviço baseado na Cloud com maior e mais rápido crescimento, tendo arrecadado 30M€ em rondas de investimento incluindo a Atomico, Bessemer Venture Partners, Rembrandt Venture Partners e Paua Ventures.


 

Crítica – “Altered Carbon” – Um futuro pouco interessante

Altered Carbon tinha os ingredientes essenciais para se tornar num fenómeno sem precedentes. Adaptado do romance homólogo de 2002 de Richard K. Morgan e aproveitando a boleia do ressurgimento do estilo cyberpunk, esta superprodução da Netflix mostra-nos um mundo futuro onde a humanidade desenvolve uma tecnologia capaz de quebrar barreiras biológicas, permitindo que se viva, praticamente, para sempre.

Em Altered Carbon, a imortalidade é dada aos humanos através da cópia da consciência para discos, podendo depois ser implantada em novos corpos. Corpos de outras pessoas ou até clones.

O nosso protagonista é Takeshi Kovaks, interpretado por Will Yun Lee no passado e Joel Kinnaman no futuro. Kovaks é um ex-militar com treinos especializados que é perseguido, morto e acordado 250 anos no futuro num novo corpo. Confuso e assustado por este estranho mundo novo, rapidamente percebe o seu propósito.

Kovaks regressa à vida graças a Laurens Bancroft (James Purefoy), um sujeito tão rico e poderoso que, neste mundo, tem basicamente, o estatuto de um Deus, mas um Deus limitado pelo seu meio e por pessoas com interesse na sua fortuna. Tendo sido assassinado sem saber por quem, cabe a Kovaks partir numa jornada para descobrir o que se passou.

Estamos, portanto, com uma série com um conceito inteligente, com foco no mistério e com potencial para excelentes cenas de ação, tudo isto num mundo futurista o suficiente para sermos deliciados com coisas estranhas e interessantes.

Nesta primeira temporada, composta por 10 episódios, são poucos os que se destacam ou que dão realmente vontade de continuar a ver. A inconsistência de ritmo é tanta que torna alguns episódios longos demais; já noutros são apresentadas reviravoltas que seriam perfeitas para terminar o episódio.

A parte central da história passa-se em pleno século 24, mas vamos andar a saltitar entre esse período e 250 anos no passado, através de flashbacks que nos vão sendo apresentados apenas quando convém à narrativa, tentando replicar o efeito que víamos em LOST, algo que, ao longo da série, se reflete num fraco desenvolvimento das personagens, especialmente de Kovaks.

Mas é logo no primeiro episódio que acontece o momento mais desapontante para os fãs do género e curiosos da futurologia. Aquele que seria o momento de vender a ideia, o mundo e as personagens, tem um lançamento morno com todos os clichés que podemos imaginar de uma banal série de televisão, tanto a nível escrita como de realização.

Foi com algum choque que, depois do primeiro episódio, descobri que tinha sido realizado por Miguel Sapochnik, cujos trabalhos mais conhecidos pelos fãs de séries de televisão são “só” três dos melhores episódios de Game Of Thrones, “Hardhome”, “Battle of the Bastards” e “The Winds of Winter”.  Neste episódio, que começa com a grande cena de ação em que Kovaks é “morto”, Sapochnik seria, de longe, o nome do realizador que me viria à memória. A acção é confusa, cheia de cortes, num ambiente claustrofóbico. Este seria um nível de execução facilmente encontrado em filmes de pancadaria de série B, não numa série deste calibre. Mas, se tolerarem este episódio, certamente que irão sentir-se satisfeitos com a restante série.

Passando para o futuro, se não fosse a própria série a dizer-nos um data, seria difícil de perceber quanto é que viajámos no tempo. Bay City, antigamente conhecida como San Francisco, é facilmente identificada pela sua Golden Bridge, coberta de contentores com a aparência de uma favela. Tudo o resto é a cidade do futuro genérica, com prédios altos e ruas estreitas e sujas cheias de luzes néon e prostitutas em todos os cantos.

Também não ajuda a repetição de localizações, que dão a sensação de não serem mais do que uma dúzia, o que torna este mundo demasiado pequeno para as ambições da série.

Apesar da sua produção elevada, Altered Carbon parece também não apostar muito na diferença, com um mundo que já vimos em imensas peças de ficção e tão preso a conceções atuais, ou seja, podia passar-se em 3030 ou 2030 que não haveria diferença.

O elenco também não parece fazer grandes favores. Joel Kinnaman sofre com a escrita da sua personagem e com a direção que lhe é dada. O modo como a sua história é contada faz dele um barco à deriva em correntes de águas desconhecidas, com pouco espaço para crescer ou para se tornar minimamente interessante, até porque sabemos sempre que vamos ter uma resposta via flashback quando interpretado por Will Yun Lee.

Depois temos o elenco secundário, que se destaca pelo por atuações exageradas e estereotipadas, como o caso de James Purefoy, no papel de Laurens Bancroft, a típica personagem misteriosa, da qual nunca sabemos as suas verdadeiras intenções, mas que tem sempre um monólogo filosófico na ponta da língua. Ou o caso de Martha Higareda, no papel de Kristin Ortega, uma polícia latina, extremamente latina, que faz questão de sacar do castelhano sempre que se enerva, com uma das piores interpretações de que tenho memória. Felizmente, ao longo da temporada, fica menos irritante.

E claro, numa série deste calibre não podia faltar uma montra de seios e genitais gratuita, em que em todas as oportunidades somos presenteados com belas vistas das partes íntimas de figurantes. Em casos muito específicos, os atores principais também mostram uns segundos do seu “material”.

Altered Carbon não precisava de muito para fazer justiça ao potencial que tinha. A premissa é interessante e diferente o suficiente para se destacar de ideias apresentadas em obras de Isaac Asimov ou Philip K. Dick. Infelizmente, o que tem de inteligente é colocado de parte a favor de um espetáculo com pouco brilho, pouco inovador e sem grandes argumentos para nos prender ao longo dos 10 episódios.

A primeira temporada de Altered Carbon chega à Netflix já no dia 2 de fevereiro.


 

Arctic Monkeys fazem companhia aos Nine Inch Nails no NOS Alive’18

Depois de começarem a confirmar os primeiros concertos do ano e algumas presenças em festivais, os Arctic Monkeys começaram a ser desejados em Portugal. Agora, foi hora do NOS Alive jogar mais uma cartada: os britânicos são a mais recente confirmação para o Palco NOS no dia 12 de julho, o primeiro dia do festival, que já contava com os igualmente gigantes Nine Inch Nails.

Os Artic Monkeys são formados por Alex Turner, Jamie Cook, Nick O’Malley e Matt Helders e, desde que começaram a carreira, já passaram por diversas vezes por Portugal. Considerados atualmente uns gigantes do indie rock, podendo, mesmo, tornar-se numa das maiores bandas de todos os tempos, trazem na bagagem discos incríveis como Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, Favourite Worst Nightmare (2007), Humbug (2009), Suck It and See (2011) e AM (2013), devendo, este ano, lançar um novo álbum de originais. Ao NOS Alive, é bem provável que venham apresentar uns quantos temas novos.

Além de uma das bandas britânicas mais bem-sucedidas de sempre, o grupo já conquistou sete Brit Awards, um Ivor Novello, um Mercury Prize, 20 prémios NME, cinco prémios Q e três nomeações nos Grammy.

Até ao momento, o NOS Alive anunciou Future Islands, Mallu Magalhães, Queens Of The Stone Age, Real Estate, The National, Wolf Alice, Pearl Jam, Two Door Cinema Club, Franz Ferdinand, Friendly Fires, At The Drive In, Khalid, Perfume Genius, Portugal. The Man., CHVRCHES, Rag’n’Bone Man, The Kooks, Marmozets, Yo La Tengo, Snow Patrol, Eels, Jack White, MGMT, Alice in Chains, Sampha, Nine Inch Nails e, agora, os Arctic Monkeys.

Também já são conhecidos os nomes do palco Coreto para dia 13 de julho, que conta com Surma, Beatriz Pessoa, Minta & The Brook Trout e Bernardo, e para dia 12 de julho, dedicado a uma batalha de produtores de hip-hop luso.

O festival de verão da Everything is New já tem esgotado o bilhete diário de 14 de julho e o passe geral de três dias a sete meses do evento, feito único na história dos festivais em Portugal. De momento, a hipótese passa por comprar bilhete diário para dia 12 ou 13 de julho ou adquirir o novo passe de dois dias.

O NOS Alive’18 está de regresso ao Passeio Marítimo de Algés nos dias 12, 13 e 14 de julho de 2018.


 

Bruno Mars foi o grande vencedor dos Grammy 2018

Nomeado em seis categorias e vencedor em todas elas, onde se incluem as de “Melhor Álbum”, “Melhor Gravação” e “Canção do Ano”, Bruno Mars, artista que vem ao Rock in Rio-Lisboa, dominou por completa a famosa cerimónia, onde o rock teve um papel secundário. Fará sentido, em 2018, dizer que o rock está morto?

É preocupante, mas a verdade é que rock quase que foi ridicularizado nos Grammy, já que os vencedores das categorias foram divulgados antecipadamente. Os The War on Drugs, por exemplo, ganharam na categoria de “Melhor Álbum Rock“, enquanto que os Foo Fighters ganharam na categoria de “Canção do Ano” com a incrível “Run” e o malogrado Leonard Cohen foi o vencedor na categoria de “Melhor Performance” com o tema “You Want It Darker“.

Os The National, que regressam este ano ao NOS Alive, venceram na categoria de “Melhor Álbum de Música Alternativa” com Sleep Well Beasts, e os LCD Soundsystem, também de regresso a Portugal, foram congratulados com “Melhor Gravação de Dança” com o tema “Tonite“.

Além de Bruno Mars, também o rapper Kendrick Lamar teve uma excelente noite ao levar cinco prémios para casa. Já no lado oposto esteve Jay-Z, que, com oito nomeações, não levou um único prémio para casa.

Entre outros vencedores, destacamos Ed Sheeran, que venceu nas duas categorias em que esteve nomeado, “Melhor Performance Pop a Solo” e “Melhor Álbum de Pop Vocal“.

A cerimónia, que decorreu no Madison Square Garden, em Nova Iorque, teve vários momentos musicais, uns mais bem conseguidos que outros. Kendrick Lamar, por exemplo, abriu a cerimónia com “XXX” e “DNA”, faixas em que o rapper contou com uma pequena participação de Bono e The Edge, dos U2, e do comediante Dave Chappelle. Houve ainda atuações de Lady Gaga, Sam Smith, Luis Fonsi e Daddy Yankee, Childish Gambino, Pink, Bruno Mars e Cardi B, Sting e Shaggy, DJ Khaled e Rihanna, Kesha, U2 com uma atuação pré-gravada, Elton John e Miley Cyrus e SZA. Atuações para todos os gostos, exceto para quem gosta de rock.

Fiquem com todos os nomeados:

Álbum do ano
Childish Gambino – “Awaken, My Love!”
JAY-Z – 4:44
Kendrick Lamar – DAMN.
Lorde – Melodrama
Bruno Mars – 24K Magic

Gravação do ano
Childish Gambino – “Redbone”
Luis Fonsi & Daddy Yankee featuring Justin Bieber – “Despacito”
JAY-Z – “The Story of O.J.”
Kendrick Lamar – “HUMBLE.”
Bruno Mars – “24K Magic”

Canção do ano
Luis Fonsi & Daddy Yankee featuring Justin Bieber – “Despacito”
JAY-Z “4:44”
Julia Michaels – “Issues”
Logic – “1-800-273-8255”
Bruno Mars – “That’s What I Like”

Artista Revelação
Alessia Cara
Khalid
Lil Uzi Vert
Julia Michaels
SZA

Melhor performance pop a solo
Kelly Clarkson – “Love So Soft”
Kesha – “Praying”
Lady Gaga – “Million Reasons”
P!nk – “What About Us”
Ed Sheeran – “Shape Of You”

Melhor performance pop de duo ou grupo
The Chainsmokers and Coldplay – “Something Just Like Us”
Luis Fonsi & Daddy Yankee featuring Justin Bieber – “Despacito”
Imagine Dragons – “Thunder”
Portugal. the Man – “Feel It Still”
Zedd and Alessia Cara – “Stay”

Melhor álbum de pop vocal
Coldplay – Kaleidoscope EP
Lana Del Rey – Lust For Life
Imagine Dragons – Evolve
Kesha – Rainbow
Lady Gaga – Joanne
Ed Sheeran – ÷ (Divide)

Melhor gravação de dança
Bonobo featuring Innov Gnawa – “Bambro Koyo Ganda”
Camelphat and Elderbrook – “Cola”
Gorillaz featuring DRAM – “Andromeda”
LCD Soundsystem – “Tonite”
Odesza featuring WYNNE and Mansionair – “Line of Sight”

Melhor álbum de dança/eletrónica
Bonobo – Migration
Kraftwerk – 3-D The Catalogue
Mura Masa – Mura Masa
Odesza – A Moment Apart
Sylvan Esso – What Now

Melhor performance rock
Leonard Cohen – “You Want It Darker”
Chris Cornell – “The Promise”
Foo Fighters – “Run”
Kaelo – “No Good”
Nothing More – “Go To War”

Melhor canção rock
Metallica – “Atlas, Rise!”
K.Flay – “Blood in the Cut”
Nothing More – “Go to War”
Foo Fighters – “Run”
Avenged Sevenfold – “The Stage”

Melhor álbum rock
Mastodon – Emperor of Sand
Metallica – Hardwired…To Self-Destruct
Nothing More – The Stories We Tell Ourselves
Queens of the Stone Age – Villains
The War on Drugs – A Deeper Understanding

Melhor álbum de música alternativa
Arcade Fire – Everything Now
Gorillaz – Humanz
LCD Soundsystem – American Dream
Father John Misty – Pure Comedy
The National – Sleep Well Beast

Melhor performance de metal
August Burns Red – “Invisible Enemy”
Body Count – “Black Hoodie”
Code Orange – “Forever”
Mastodon – “Sultan’s Curse”
Meshuggah – “Clockworks”

Melhor performance R&B
Daniel Caesar featuring Kali Uchis – “Get You”
Kehlani – “Distraction”
Ledisi – “High”
Bruno Mars – “That’s What I Like”
SZA – “The Weekend”

Melhor canção R&B
PJ Morton – “First Began”
Khalid – “Location”
Childish Gambino – “Redbone”
SZA – “Supermodel”
Bruno Mars – “That’s What I Like”

Melhor álbum urbano contemporâneo
6LACK – Free 6LACK
Childish Gambino – “Awaken, My Love!”
Khalid – American Teen
SZA – Ctrl
The Weeknd – Starboy

Melhor Álbum R&B
Daniel Caesar – Freudian
Ledisi – Let Love Rule
Bruno Mars – 24K Magic
PJ Morton – Gumbo
Musiq Soulchild – Feel the Real

Melhor performance rap
Big Sean – “Bounce Back”
Cardi B – “Bodak Yellow”
JAY-Z – “4:44”
Kendrick Lamar – “HUMBLE.”
Migos featuring Lil Uzi Vert – “Bad and Boujee”

Melhor performance rap/cantado:
6LACK – “Prblms”
Goldlink featuring Faiyaz & Shy Glizzy – “Crew”
JAY-Z featuring Beyoncé – “Family Feud”
Kendrick Lamar featuring Rihanna – “LOYALTY.”
SZA featuring Travis Scott – “Love Galore”

Melhor canção rap
Cardi B – “Bodak Yellow”
Danger Mouse featuring Run the Jewels and Big Boi – “Chase Me”
Kendrick Lamar – “HUMBLE.”
Rapsody – “Sassy”
JAY-Z – “The Story of O.J.”

Melhor álbum rap
JAY-Z – 4:44
Kendrick Lamar – DAMN.
Migos – Culture
Rapsody – Laila’s Wisdom
Tyler, the Creator – Flower Boy

Melhor banda-sonora para media visual
Baby Driver
Guardians of the Galaxy Vol 2.: Awesome Mix Vol. 2
Hidden Figures
La La Land
Moana: The Songs

Melhor partitura para media visual
Jóhann Jóhannsson – Arrival
Hans Zimmer – Dunkirk
Ramin Djawadi – Game of Thrones: Season 7
Benjamin Wallfisch, Pharrell Williams & Hans Zimmer – Hidden Figures
Justin Hurowitz – La La Land

Melhor álbum de comédia
Dave Chappelle – The Age of Spin & Deep in the Heart of Texas
Jim Gaffigan – Cinco
Jerry Seinfeld – Jerry Before Seinfeld
Sarah Silverman – A Speck of Dust
Kevin Hart – What Now?

Melhor álbum de spoken word
Neil deGrasse Tyson – Astrophysics for People in a Hurry
Bruce Springsteen – Born to Run
Shelly Peiken – Confessions of a Serial Songwriter
Bernie Sanders and Mark Ruffalo – Our Revolution: A Future to Believe In
Carrie Fisher – The Princess Diarist

Melhor canção escrita para media visual
Ryan Gosling and Emma Stone – “City of Stars” (La La Land)
Lin Manuel Miranda – “How Far I’ll Go” (Moana)
Zayn and Taylor Swift – “I Don’t Wanna Live Forever” (Fifty Shades Darker)
Sia – “Never Give Up” (Lion)
Andra Day featuring Common – “Stand Up For Something” (Marshall)

Produtor do ano, não clássico
Calvin Harris
Greg Kurstin
Blake Mills
No I.D.
The Stereotypes

Melhor videoclip
Beck – “Up All Night”
Jain – “Makeba”
JAY-Z – “The Story of O.J.”
Kendrick Lamar – “HUMBLE.”

Garmin apresenta os seus mais avançados relógios para desporto

A Garmin conta com um portefólio de soluções de pulso completo e diverso, mas isso não a impede de introduzir novos dispositivos mais modernos e avançados.

O Forerunner 645 e o Forerunner 645 Music são as duas novas adições ao catálogo e definem-se como os relógios desportivos mais avançados da Garmin, sendo a diferença principal entre os dois modelos a capacidade de reprodução de música diretamente do pulso.

A aposta da Garmin para estes relógios inteligentes vai para lá das capacidades do tradicional relógio de desportista, com funcionalidades únicas para a utilização diária.

No modelo mais completo, o Forerunner 645 Music, vamos poder armazenar até 500 músicas na memória interna de 4GB. Apesar de ser uma capacidade modesta, é perfeito para aqueles momentos em que nos distanciamos do smartphone ou precisamos de poupar na sua bateria.

A gestão de músicas é feita a partir da aplicação Garmin Express, que permite transferência de playlists, álbuns e temas a partir dos players de música tradicionais como iTunes, Windows Media Player, entre outros.

Os utilizadores da plataforma Deezer também encontrarão aqui uma vantagem, se tiverem subscrição Premium, uma vez que podem transferir músicas, álbuns e playlists diretamente do serviço para o relógio.

Disponível em ambos os modelos é a capacidade de utilização destes relógios para fazer pagamentos. O Forerunner 645 e o 645 Music estão preparados com o sistema Garmin Pay, logo poderão ser usados nos locais aderentes para fazer pagamentos de produtos e serviços sem recorrer à carteira ou a smartphones.

Nas características mais expectáveis vamos ter os sensores de orientação, controlo de saúde e fitness graças à tecnologia de GPS, Glonass e ao Garmin Elevate.

A personalização também é uma das apostas da marca para estes equipamentos, indo desde a função ao estilo. Dependendo do tipo de treino ou das condições do utilizador, os relógios permitem a personalização de diferentes perfis, com alertas e dicas de treino que ajudam a controlar as sessões. A personalização visual dos ecrãs também é algo possível aqui, existindo várias máscaras, mostradores e widgets de aplicações.

Construídos com materiais resistentes e de alta qualidade, onde se destaca o Garmin Chroma Display protegido com vidro Corning Gorilla, estes relógios são ainda compatíveis com a gama de braceletes QuickFit.

O Garmin Forerunner 645 e o 645 Music poderão ser adquiridos ainda durante o primeiro trimestre deste ano por um preço recomendado de 399,99€ e 449,99€ respetivamente.


 

DeepThinQ 1.0 é a Inteligência Artificial para futuros dispositivos da LG

Não é novidade que o futuro das tecnologias passa por termos acesso a equipamentos inteligentes capazes de responderem às necessidades dos utilizadores de forma simples e orgânica. É apenas uma questão de tempo até termos plataformas inteligentes em todo o lado.

Análise – Street Fighter V Arcade Edition – A versão definitiva de um excelente jogo de pancada

Sou daqueles jogadores que teve o primeiro contacto com o universo Street Fighter no jogo X-Men: Children of the Atom, lançado em 1995 para a Sega Saturn. Era um jogo que continha Akuma, personagem que surgiu primeiramente no jogo de arcade Super Street Fighter II Turbo e que mais, tarde, ganhou versões para a PlayStation, Sega Saturn e Dreamcast, além de um remake, Super Street Fighter II Turbo HD Remix, para a PlayStation 3 e Xbox 360.

easyJet apresenta um novo avião e aposta num futuro amigo do ambiente

Viajar na easyJet vai ser mais confortável e simpático para a natureza. A companhia aérea britânica de voos lowcost anunciou esta semana, no Aeroporto de Lisboa, a sua nova aquisição, o easyJet A320neo, um novo avião da frota da companhia aérea que se distingue por ser um modelo sustentável e económico. Este avião promete até 15% de economia de combustível e emissões de CO2 e uma redução de 50% de ruído em relação aos modelos tradicionais.

Esta aquisição faz parte de um programa de atualização da frota da easyJet, que conta com a instalação de novos geradores em aviões anteriores a 2014 com o objetivo de reduzir o impacto sonoro. Ao todo, serão atualizados cerca de 200 aviões até ao final da primavera deste ano.

Segundo José Lopes, diretor da easyJet para Portugal, o A320neo é um novo marco na contribuição na redução de emissões de CO2 e para a existência de transportes mais eficientes. Desde o ano 2000 que a companhia tem vindo a reduzir continuamente o impacto do carbono no planeta e, até 2020, espera atingir 77 gramas por quilómetro percorrido por passageiro. Em 2022, se tudo correr como o previsto, existirá uma melhoria de 38% nas emissões de carbono em relação ao ano de 2000.

Sendo a easyJet a terceira maior companhia aérea do aeroporto de Lisboa, comprometemo-nos com o crescimento sustentável da ANA Aeroportos de Portugal. Acreditamos que, dentro do limite atual, ainda é possível aumentar a sua eficiência, incentivando, por exemplo, taxas de ocupação mais elevadas, assim como o uso de aviões mais eficientes e modernos, como é o caso do Airbus A320neo, o qual também tem impacto para os residentes”, concluiu o representante da companhia aérea para Portugal.easyjet a320neo 02


 

Espetáculo “Quarto Escuro” vai ajudar a Operação Nariz Vermelho

Um evento solidário onde todos entram às escuras e ninguém sabe o alinhamento nem quais serão os convidados. Chama-se “Quarto Escuro” e vai decorrer no próximo sábado, dia 3 de fevereiro, entre as 17h e as 19h, pelo segundo ano consecutivo no Cinema São Jorge, em Lisboa. O objetivo é ajudar a Operação Nariz Vermelho.

A ideia é do radialista/apresentador/escritor Fernando Alvim, que se juntou à também radialista/apresentadora Ana Galvão e à empresária Rita Nabeiro, para serem os anfitriões do evento. Quem estiver por lá, o garantido é que irão entrar com um bilhete na mão, pois tudo o resto está envolto em mistério.

Na primeira edição do “Quarto Escuro”, realizada o ano passado, passaram pelo evento nomes como Bruno Nogueira, Nuno Markl, Manuel João Vieira, Márcia, Samuel Úria, Filipe Melo, Catarina Molder, Ricardo Ribeiro, entre outros, pelo que este ano a expetativa está ainda mais alta.

Certo mesmo é que, quem adquirir o bilhete para o espetáculo, estará a ajudar a Operação Nariz Vermelho. Custam 10€ cada e o valor total da bilheteira será entregue a esta instituição que trabalha há 15 anos em Portugal e que, através de um trabalho sério e profissional de 26 Doutores Palhaços, espalha alegria junto das crianças hospitalizadas.


 

Crítica – “Phantom Thread” – A bela e melancólica retirada de Daniel Day-Lewis

Phantom Thread (por cá conhecido como Linha Fantasma), vai chegar a Portugal com a fasquia elevada. Não apenas por receber seis nomeações nos Óscares de este ano, mas por ser, oficialmente, o último filme de Daniel Day-Lewis. É o único ator da história a vencer na categoria de Melhor Ator, por três vezes (My Left Foot, There Will Be Blood e Lincoln), tendo anunciado anteriormente a sua reforma depois de se sentir profundamente triste nas filmagens da longa-metragem de Paul Thomas Anderson. “Antes de fazer o filme, não sabia que ia parar de atuar. Paul e eu rimos imenso antes de filmar. Até que parámos de rir, porque ficámos sobrecarregados pelo sentimento de tristeza. Isso apanhou-nos de surpresa. Não notámos que tipo de coisa tínhamos criado. Foi difícil viver assim. Ainda é”, explicou Day-Lewis, na altura, à W Magazine.

Esta é a oitava longa-metragem de Anderson, que concorre ao Óscar como melhor filme e melhor realizador. O americano, que já tinha trabalhado com Day-Lewis em There Will Be Blood, certamente não imaginou que a sua primeira história toda filmada em Inglaterra adiantaria a reforma do britânico, mas cada detalhe na construção de Reynolds Woodcock, o responsável por toda essa melancolia, foi escrito para Daniel Day-Lewis. É na pele do estilista de renome da alta costura de Londres, dos anos 1950, que ele mergulha na referida região sombria.

Obsessivo, meticuloso e sedutor, Woodcock é cercado de mulheres. É logo nos primeiros minutos de filme que ele as põe no papel de servidão e, por vezes, de descartáveis. À frente de todas elas, está Cyril (Lesley Manville), que faz o ateliê andar, e não só. É também ela quem se certifica que o irmão tenha todos os caprichos atendidos, tentando tirá-lo do tédio em que ele insiste permanecer. Enquanto Cyril está ocupada em livrar-se de um affair por quem o estilista perdeu o interesse, ele conhece a empregada Alma (Vicky Krieps). Bonita, desajeitada e atrevida, encanta Woodcock, que a vê como uma boneca defeituosa que ele se dispõe a consertar. Mas não é exatamente assim que as coisas se dão. Alma torna-se musa, assistente, amante e, acima de tudo isso, a primeira paixão do então solteiro incorrigível.

Woodcock, que até ali tem uma vida planeada e controlada, deixa claro quem é no primeiro encontro, ao tirar o batom de Alma com o guardanapo, porque gosta de ver com quem está a falar. Talvez fosse capaz de proteger-se da reviravolta que viria com aquele futuro relacionamento se tivesse levado a sério a fala da empregada quando se encaravam. “Se está a competir comigo sobre quem vai desviar o olhar primeiro, vai perder”, avisou Alma. E foi exatamente o que fez em todas as circunstâncias pelas quais passaram em seguida.

Embora o universo da alta costura esteja obviamente sempre presente e tão bem representado que mereceu a nomeação de melhor guarda-roupa para Mark Bridges, é nas refeições que estão as melhores metáforas e as principais ações do filme. Logo no começo, à mesa do pequeno almoço, a jovem Johanna (Camilla Rutherford) tenta agradar ao amante, oferecendo-lhe uma cesta de apetitosos croissants, ao que Woodcock responde que não quer mais coisas pesadas. O pequeno almoço seguinte passa-se no restaurante em que conhece Alma e, diante da gorda lista de comida que lhe faz, fica-se a saber que o peso a que se referia anteriormente não era o das calorias dos croissants. Além disso, é nessa mesma manhã que o estilista chama a empregada para jantar. Ela aceita e entrega-lhe um bilhete chamando-o de “menino faminto”, uma perceção que se confirmaria com a convivência.

Rapidamente, os dois tornam-se próximos, mas os papéis do primeiro encontro mantêm-se à mesa – e na vida: Woodcock sempre faminto e Alma a servi-lo. Num dos poucos momentos em que ela está a comer, é quando parece que a ex-empregada seguirá o destino das que vieram antes dela. Paul Thomas Anderson utiliza um recurso que resulta num momento divertido, ao amplificar o som de cada movimento de Alma no pequeno almoço. A faca a partir a manteiga, o atrito da compota ao ser barrada na tosta, a água a borbulhar no caminho do bule para a chávena. Para o ouvido de Woodcock, o alto volume é proporcional ao incómodo causado pelo espaço ocupado por Alma na sua rotina. Cyril sugere que ela deixe de dividir a mesa com o seu irmão. Em vez disso, Alma prepara um jantar surpresa para ele, que termina numa grande discussão e, por sequência, numa decisão radical por parte dela.

A partir daí, as ações de Alma, ao mesmo tempo que a aproximam cada vez mais de Woodcock, demonstram que a relação não é tóxica apenas por parte dele. É nesta altura que a obsessão ultrapassa os outros temas que, com a elegância de um vestido desenhado pelo exigente e talentoso protagonista, costuram o filme. Numa das suas primeiras frases, Alma diz que Woodcock realizou todos os seus sonhos e que, em troca, ela lhe deu o que ele precisava: cada pedaço dela. A beleza do filme está na subtileza de como é feita essa troca.

São igualmente subtis e belas as atuações, que renderam as nomeações de Day-Lewis (nomeação para Melhor Ator) e Lesley Manville (nomeação para Melhor Atriz Secundária). Assim como a banda sonora de Jonny Greenwood, que ajuda o espectador a embarcar na densidade de cada momento experienciado por Woodcock. O guitarrista dos Radiohead, na sua quarta parceria com o realizador no cinema, também concorre ao Óscar de Melhor Banda Sonora.

Considerado um dos melhores realizadores do momento, Paul Thomas Anderson não nega a influência de génios de outros tempos. Em Phantom Thread, notam-se referências a Alfred Hitchcock, tanto na estética como na execução de algumas cenas. Os próprios nomes dos personagens remetem ao mestre do suspense e à sua mulher, Alma Reville. A esse respeito, porém, também deve-se considerar que Woodcock é o nome de uma ave solitária que revira o lodo à procura dos pequenos invertebrados dos quais se alimenta, o que não está longe do perfil do protagonista. Assim como o significado de “Alma”, que dispensa explicação, em português, acerca do que a ex-empregada levou para a vida do estilista.

De todas as metáforas do filme, talvez a mais difícil para Day-Lewis e Anderson seja o sofrimento do brilhante e obcecado artista diante consciência da sua finitude e da falta de controlo sobre as suas criações. Daí pode ter surgido o sentimento de profunda tristeza de ambos, ao longo das filmagens. A confirmar-se o seu anúncio, Daniel Day-Lewis, um conhecido obcecado pelo ofício nos 40 anos de carreira, atingiu o seu limite ao viver/ser Woodcock. Que Paul Thomas Anderson, um especialista em tocar profundas dores humanas, continue a saber lidar com essa fronteira delicada. Assim, não priva o mundo de novas histórias fascinantes.

Phantom Thread estreia a 1 de fevereiro nos cinemas nacionais.

Texto de: Hérica Marmo

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