A novidade foi avançada na semana passada, aquando da realização da 4ª edição dos Encontros do Cinema Português, organizado pela NOS Audiovisuais, e que decorreu nos Cinemas NOS Alvaláxia. E foi precisamente naqueles cinemas que foi anunciada a criação de uma sala dedicada a exibir cinema português, entre longas e curtas-metragens, ficção e documentário.
O Xbox Game Pass já chegou ao PC
O serviço de subscrição da Xbox que dá acesso a centenas de jogos através de uma mensalidade já chegou ao PC. E está em promoção.
Billie Eilish: Vão haver mais bilhetes à venda para o concerto na Altice Arena
Tudo começou quando foi anunciado o concerto de Billie Eilish para o Coliseu de Lisboa no dia 4 de setembro. No mesmo dia em que os bilhetes foram colocados à venda, as entradas para o espetáculo esgotaram.
NOS Primavera Sound – Dia 3: O terramoto Rosalía e Jorge Ben Jor a dar cartas
É dia de aproveitar o recinto do NOS Primavera Sound desde cedo, e pelas 17h já se ouve O Terno, projeto liderado por Tim Bernardes, o paulista que depressa se transformou num clássico instantâneo por estas bandas. Aquele visual Crosby, Stills and Nash esconde muita segurança e classe. Vamos voltar a ver-nos por aí.
Lena d’Água tem sido um caso feliz de reencontro com o público após vários de penumbra. É bonito e o recém publicado Desalmadamente prova que há ali vitalidade artística, e não apenas nostalgia. Lena está visivelmente feliz por estar ali e o palco Super Bock dá um bom enquadramento, numa espetáculo que mistura clássicos do seminal Perto de Ti, como o animado e muito 1982, “Nuclear, Não Obrigado”, com temas novos. Já os Primeira Dama mostram que ainda têm muita estrada para andar.
Os Viagra Boys são um dos casos de programação mais bizarros do NOS Primavera Sound deste ano e, pelas 18h, já Sebastian Murphy nos está a cumprimentar com um “Olá, Barcelona”. Há de tudo nesta confusão, pensamentos sobre o orgulhosa que deve estar a mãe, saxofone estridente e um vocalista deitado com apenas as solas dos ténis a verem-se. E há “Sports”, claro. Quem estiver à procura de profundidade pode continuar a andar, mas acaba por ser entretido e funcionar num patamar de divertimento.
Contraste radical para Lucy Dacus, que nos oferece mais um belo concerto para estar deitadinho na relva. Está contente com o aquilo que chama o best festival set ever, e o público responde alegremente, em contraste com a temática sombria de músicas com o belo “Pillar of Truth”. Dacus não tem o ar de ser a pessoa mais feliz do mundo e a sua voz melancólica acaba por encaixar bem. Até se perdoa a curiosidade de um “La Vie en Rose” esforçado, mas questionável, e aquele habito estranho de pedir desculpa por ser de onde é.
Jorge Ben Jor foi um ás tirado da manga da organização do Porto para equilibrar o barco, e foi aposta ganha. A idade passa pouco por Ben Jor, firme na sua posição no palco mas a destilar uma força tranquila. A banda que o acompanha é uma máquina bem oleada e o piano excecional.
A genuína fuga ao domínio anglo-saxónico tem de passar por aqui. Celebra-se a audição dos multi-copiados “Mas que Nada” e “País Tropical” pela voz do criador, mas é em momentos como “A Banda do Zé Pretinho”, “A Minha Menina” ou o extraordinário “Bebete Vãobora” que Ben Jor melhor mostra as suas qualidades. Onde noutros lados há dúvida, há aqui fé. Amanhã há um lindo dia para nascer.
Os Guided By Voices foram o maior caso de injustiça a que assistimos nesta edição do NOS Primavera Sound. O Seat é um palco cruel, e a menos de meia casa, com generosidade, dá um ar desolador à sua estreia em Portugal, e último show da tournée antes de voltarem a Dayton. Ao contrário de muitas bandas de indie rock que já marcaram aqui presença nos últimos anos, Robert Pollard e amigos e dão um concerto energético e interessado em contactar com o público, e teimam em não desanimar. “You Own the Night” e “Dead Liquor Store”, entre outras, provam que um concerto em sala seria uma coisa bonita de acontecer.
Em seguida dirigimo-nos para a expetativa maior da noite, talvez do festival: Rosalía. E poucos minutos bastam para perceber que sim, é tudo verdade. Temos estrela do maior quilate. Carisma, voz, força, num espetáculo simples (sem ser simplista), que mostra gosto e cuidado na transposição de El Mal Querer que, vamos recordar, tem menos de um ano.
Rosalía, vestida de igual às suas dançarinas, por vezes confunde-se com elas, noutras fica sozinha em palco. Até desaparece para os bastidores quando passa um vídeo onde ela olha para nós, simplesmente. Tem pés firmes na tradição do flamenco e na inovação e é um verdadeiro furacão vocal, como se vê em “Malamente”. A sonoridade de El Guincho vai aparecendo de quando em quando, a sua produção ajuda naquele conjunto feliz. Há ali tudo para ser uma figura de primeiro plano mundial, assim queira. A única pena é ter aparecido tanta coisa em inglês, onde a intensidade baixa. Fabuloso.
Depois desta pancada, Low parece uma boa proposta para acalmar na chegada à reta da meta do festival, mas a sobreposição dos palcos não nos deixa. Kate Tempest está lá do outro lado à beira da entrada, mas as suas notas chegam longe e o Super Bock é bombardeado. Há humor e Sparhawk até diz que a inglesa está a cantar a sua música preferida, mas é um mau contexto para aquelas sonoridades.
Ficamos com saudades do Auditori, em Barcelona, e com pena que a experiência da Casa da Música, na edição inaugural do Porto em 2012, não se tenha repetido. Faz muita falta e esperamos que os corajosos que ficaram nas primeiras filas tenham acabado por ser recompensados.
Tarefa dura, pois pouco depois Neneh Cherry começa o seu concerto na clareira ao lado. Não dá para perceber este atropelamento, mas a recordação dos anos trip hop começa a vir ao de cima no à frente do seu tempo “Manchild”. A voz é belíssima e a forma ótima.
Passa-se à beira de Modeselektor, o pessoal corre para lá e parece estar a divertir-se, mas passa da meia-noite e os foguetes do Senhor de Matosinhos já estão a ser soltos. Está na hora de abandonar o NOS Primavera Sound.
Recordem as reportagens do primeiro e segundo dia do NOS Primavera Sound. É de crer que os bilhetes para a edição de 2020 estejam à venda muito em breve.
Fotos de: Telmo Pinto
As novidades da EA diretamente de Los Angeles em altura de E3
A EA Play começou com Star Wars: Jedi Fallen Order, claro, e depois fixou atenções noutros jogos. Neste artigo, vamos falar de três deles: Apex Legends, FIFA 20 e The Sims 4.
NOS Primavera Sound: Passaram 75 mil pessoas pelo festival
É o que diz a organização. No total, durante os três dias do NOS Primavera Sound 2019, passaram 75 mil festivaleiros pelo Parque da Cidade, no Porto. Entre os nomes maiores tínhamos Solange, Interpol, J Balvin, James Blake, Rosalía e Erykah Badu.
A Força é forte no primeiro vídeo de jogabilidade Star Wars: Jedi Fallen Order
A Electronic Arts abriu o fim de semana da E3 2019 com o seu evento EA Play, onde começou por levar até aos jogadores de todo o mundo, em particular aos fãs de Star Wars, o primeiro vídeo de jogabilidade do próximo jogo da saga.
Rosalía hoje no NOS Primavera Sound. Conhece aqui o provável alinhamento
Estamos no terceiro e último dia do NOS Primavera Sound, após um segundo dia que teve em James Blake, em Interpol e um pouco consensual J Balvin os momentos de maior destaque. E hoje temos mulheres ao poder, como é o caso de Rosalía, que sobe ao Palco NOS às 22h10.
Análise – Unruly Heroes
Depois do lançamento na Nintendo Switch, Unruly Heroes chega agora ao PC, PS4 e Xbox One, trazendo consigo uma campanha extensa, quatro personagens distintas e uma jogabilidade simples, mas muito eficaz. Para os fãs de ação e plataformas, é um jogo muito completo e perfeito para partidas rápidas cheias de colecionáveis e inimigos para derrotar.
“Pesadelo na Cozinha” já está a aceitar inscrições
Pois é. Como revelámos em março passado, estava mais que confirmada uma nova edição do programa Pesadelo na Cozinha, que tanta audiência deu à TVI nas primeiras duas temporadas. Agora, parece que as inscrições para a terceira temporada já estão abertas, a dar conta dos vídeos promocionais que surgiram na Internet.
Trikk junta-se ao cartaz do NOS Alive’19
Dia 13 de julho conta com mais um nome forte da cena eletrónica. E não é um nome qualquer, uma vez que vai representar Portugal. Trikk, o jovem talento e orgulho nacional, junta-se aos já anunciados Bob Moses, George Fitzgerald, Tourist e Golden Features no Palco NOS Clubbing.
Razer aposta no conforto com os novos auscultadores Kraken X
Há uma nova adição ao extenso catálogo de periféricos dedicados aos jogadores da Razer.
Os Razer Kraken X são os novos auscultadores com fios da marca que, nesta edição, apostam num peso reduzido e num conforto melhorado, para quem passa muito tempo em frente ao ecrã a jogar ou a ouvir música.
Para tal, a Razer começou por reduzir o peso dos Razer Kraken para 250 gramas, tornando-os num dos auscultadores do género mais leves do mercado. E para conforto extra, para além de serem uns auscultadores ajustáveis, a marca colocou umas novas almofadas suaves e canais para passar hastes de óculos.
Além do conforto, os Kraken X prometem um som envolvente com suporte de som surround 7.1, para experiências mais envolventes.
Como não podia deixar de ser, estes auscultadores incluem um microfone retrátil e flexível para gravações e conversas.
Os Razer Kraken X são compatíveis com o PC, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e outros dispositivos móveis e surgem com duas tonalidades, em preto e outro modelo com detalhes em azul, designado para consola.
Os Razer Kraken X já podem ser adquiridos através da loja da Razer, e chegam ao resto do mundo em breve, por apenas 59,99€.
Para mais informações detalhadas, espreitem a loja da Razer em Razer.com. Em todo o caso, podem sempre ler a nossa análise aos Razer Kraken Tournament Edition.
Os melhores sítios para ver a Final da Liga das Nações
É já este domingo, dia 9 de junho, que acontece a final da primeira edição da Liga das Nações. O torneio, que começou em setembro do ano passado, é um campeonato bienal de seleções europeias organizado pela União das Federações Europeias de Futebol (UEFA), reunindo os 55 países membros da UEFA. Essencialmente, esta nova competição vem ocupar os espaços em que não existia um campeonato oficial, ou seja, pretende-se que as seleções europeias possam disputar jogos oficiais contra equipas de nível semelhante.
Além disso, e muito importante, é que a classificação geral da Liga das Nações vai acabar por ser a base para construir o ranking UEFA, determinando os cabeças de série aquando dos sorteios da fase de qualificação e na fase final dos Campeonatos da Europa.
O que é que Portugal tem a ganhar caso vença a Holanda na final da Liga das Nações?
Portugal disputa a final já amanhã, com a Holanda, num jogo que vai ser transmitido em direto na RTP1, às 19h45.
Para já, a seleção portuguesa já arrecadou sete milhões de euros por ter chegado à “final four”. Já se ganhar a final de amanhã, esse valor sobe para 10,5 milhões. Já se for finalista vencida recebe nove milhões.
Além disso, a seleção portuguesa acaba por ganhar uma “espécie” de segunda oportunidade para se qualificar para o Euro 2020. Sabendo-se que Portugal está no Grupo B (Ucrânia, Luxemburgo, Sérvia e Lituânia) da qualificação para o Europeu do próximo ano, a seleção das quinas pode dar-se ao luxo de não terminar nos primeiros dois lugares do grupo (que garantem qualificação direta) pois terá direito a jogar um “playoff”, dado ter vencido o seu grupo da Liga das Nações.
Neste caso, a seleção irá disputar um ambicionado lugar para o Euro 2020 com outros três vencedores da Liga A, a divisão de melhores equipas europeias.
E quais os melhores sítios para ver esta final da Liga das Nações?
A Liga das Nações ainda é uma competição pouco amada no mundo do futebol, mas isso não quer dizer que a malta não se junte para ver o encontro de amanhã. Afinal de contas, é a nossa seleção que vai entrar em campo.
Além dos “estádios improvisados” em locais públicos, quais serão os melhores locais para ver o jogo entre amigos, enquanto se bebe algo bem fresquinho? E é aqui que nós entramos, com uma seleção dos melhores sítios para ver a bola em Lisboa e no Porto.
Têm outras sugestões?
NOS Primavera Sound – Dia 2: O sol brilhou para todos
Há que chegar ao recinto do NOS Primavera Sound e o 502 tem sido um bom amigo. Ao lado, uns americanos discutem as dificuldades em conseguir trabalhar por conta própria e comparar o custo de vida em Vancouver (diz que é muito caro) com Nova Iorque. Estes dias pelo Porto também são muito isto.
Quando entramos, Courtney Barnett toca “Elevator Operator”, mas é notória a evolução desde os dias em que lançou Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit. Mantendo o mesmo estilo seco, está mais à vontade e com um ar menos sofrido do que no Alive há uns anos. A estrada fez-lhe bem.
Só que temos as quatro baterias de Sons of Kemet XL à espera. E quando se chega lá temos festa, a primeira de que nos lembramos com tuba incluída. Aliás, as baterias acabam por surpreendentemente não dominar o conjunto, com os metais a resistir bem ao abafamento e o mestre Shabaka Hutchings a mostrar a sua mestria no saxofone neste cadinho de influências que alguns definem como turbo-jazz. O Palco Pull & Bear é como o cantinho certo para a pequena e média multidão que se vai aglomerando neste final da tarde do NOS Primavera Sound.
Quando chegamos a Shellac já é noite escura. Faz sentido, o pulmão de ferro do NOS Primavera Sound sempre teve um ar severo. Steve Albini continua chateado com a vida, e os lençóis de Ed Sheeran são hoje o alvo. Parece que não são mudados há muito tempo e que os hábitos de higiene do rapaz são questionáveis. Chovem baquetas quando acabamos no final de sempre, “The End of Radio”. Courtney Barnett e banda assistem atentamente e mandam bocas para o palco. As malhas são irrepreensíveis. Como é obvio, as notícias da morte do rock são exageradas.
São 22h, hora de ponta. Liz Phair já tinha começado, mas Fucked Up costumam começar forte, vamos arriscar por aí. Há pouca gente no público, e quando um grupo de jovens sobe ao palco, quase parecem estar mais pessoas do lado de lá das grades do aqui à nossa beira. Ao melhor estilo do Coro de Santo Amaro de Oeiras, o grupo lê o papel e depois retira-se ordenadamente. Sandy Miranda, a baixista, é de origem portuguesa e cumprimenta alegremente. O punk hardcore da banda está lá e Damian Abraham continua aos pulos como sempre, mas há algumas margens de evolução no som, como foi visível no longa duração Dose Your Dreams. Os Fucked Up parecem estar em transição.
Claro que há curiosidade por tentar perceber o que é J Balvin ao vivo, e é imensa a gente que está no topo da colina a admirar à distância. Lá em baixo também está cheio, e a malta admira as bailarinas a roçar e a bonecada a aparecer. A máquina parece bem oleada, mas continua o mistério de tentar perceber o que é este rapaz tem de diferente de tantos outros do género que andam por aí nas ultimas décadas, e como é que chegou aqui.
O facto de a música latino-americana ser adorada em Espanha, fenómeno que não tem a mesma repercussão por cá, ajuda a explicar esta porta de entrada, e ficamos curiosos sobre como é que o fenómeno iria funcionar por cá num contexto menos internacional, com menos malta que está a mudar-se de Vancouver para Nova Iorque.
Não se duvida que há quem goste, e há quem queira muito gostar, mas estes breves minutos fazem apreciar ainda mais o esforço por existir alguma liberdade na programação do Porto e conseguirmos ter o privilégio de ter um Jorge Ben Jor aqui no no NOS Primavera Sound.
Há uns anos que não ouvíamos os Interpol ao vivo, e com disco fresquinho do prelo, a altura parece boa. Os óculos escuros continuam bem fortes na cara de Paul Banks e a cadência forte e acelerada também. Os ecrãs, que nos últimos anos são de muito melhor qualidade, mostram o público e parecem estar muitos asiáticos na primeira fila (serão Big in Japan, talvez). “CMere” arranca forte, “Length of Love” soa bem e “Evil” é uma grande canção. O portfólio dos Interpol é desigual, mas há muita coisa boa para escolher. Das novas, “The Rover” parece colher junto do público que agora enche por todos os lados o palco Seat.
As jammy jams, como são chamadas por Banks, continuam a ser debitadas e poucos arredam pé. Passam “Slow Hands” e “Obstacle 1”, pena mesma só de não terem acabado com a imorredoira “Pioneer to the Falls”, como se fazia no Incógnito quando a pista estava prestes a fechar.
No bar ouve-se jornalistas ingleses a elogiar o recinto e o límpinho que é, dizem que lá náo é nada assim, em modo auto-depreciativo. De vez em quando sabe bem ouvir estes elogios. Já é uma da madrugada, mas queríamos ainda confirmar se o caso de amor do público com James Blake continua. Claro que sim, e a verdade é que a simplicidade do jovem londrino é desarmante. Encostado à direita do palco, em que a bateria está bem no centro, é provável que boa parte dos espectadores nem o veja. É uma espécie de anti-J Balvin. Se continuarmos assim, com tudo e o seu contrário, o NOS Primavera Sound vai continuar a valer a pena.
Fotos de: Telmo Pinto
Começaram as promoções da E3 2019 para a Xbox
Como a Microsoft já tinha anunciado, durante os próximos dias (até 17 de junho), é possível adicionar à biblioteca de jogos da Xbox alguns dos títulos mais importantes da plataforma, e não só, a preços reduzidos. São descontos Xbox a preços bem apetecíveis.
Futebol feminino em dia de Mundial 2019
Começou hoje o Campeonato do Mundo Feminino de Futebol de 2019, a disputar-se em França, um dos países em que o desporto mais cresceu na categoria, à semelhança de outros países… do hemisfério norte!
James Blake hoje no NOS Primavera Sound. Conhece aqui o provável alinhamento
Decorre o segundo dia do NOS Primavera Sound, após um primeiro dia em que teve em Jarvis Cocker (com o espetáculo JARV IS…) e Solange os seus momentos maiores. Há nomes pouco consensuais, como J Balvin, mas outros que já agradam à maioria, como é o caso de James Blake, que sobe ao Palco NOS à 01h da madrugada.
NOS Primavera Sound – Dia 1: O triunfo sónico dos Stereolab e os chocolates de Jarvis
O início de mais um NOS Primavera Sound foi muito reminescente da anterior: com chuva. Muita chuva. Mas aquilo que foi uma constante da vida em 2018, em 2019 foi apenas um susto sério e uma forma de testar a logística dos festivaleiros (evidentemente que um impermeável é obrigatório).
Pelo final da tarde tudo amainou e quando chegámos a Built to Spill até uns simpáticos raios de sol se faziam sentir.
Banda com história e uma daquelas jóias tardias que foram adicionadas depois do cartaz do NOS Primavera Sound ter sido anunciado, vieram tocar um dos discos clássicos do rock independente americano dos anos 90: Keep It Like a Secret.
Performance competente, com as guitarras a assumir a preponderância face à voz de Doug Martsch. Não desiludiram os que se iam agremiando pelo relvado enquanto se ia procurando alguma alteração no terreno para esta edição.
Pelas 21h chega Jarvis Cocker, que apresenta o seu novo projeto JARV IS. O palco coloca algum medo, é o Seat ali à beira da entrada, bem em cima do alcatrão. Foi novidade o ano passado no NOS Primavera Sound e houve algumas experiências menos positivas por lá. Desta vez, e não obstante algumas empilhadoras a apitar por detrás da bancada do lado esquerdo, não se está mal.
A figura esguia de Cocker surge à frente da nova banda de espelho virado para o público, após uns minutos de aquecimento em que o público ouvia versões de Blondie. Com um início mais para o morno, a chegada de “Further Complications”, dos primeiros temas a solo do artista, ajuda a aquecer.
Experimentam-se umas palavras em português, tenta-se encontrar uma língua através de cliques. Jarvis vai rondando, à procura de fazer a ligação com os espectadores em número razoável a apreciar o cair da noite. Estão atentos, mas calmos.
Afinal há aqui temas bem frescos, como “Children of the Echo”, e os arranjos elaborados com direito a harpa e saxofone levantam interesse, mas ainda não há entusiasmo. O homem está em boa forma, e é bom voltar a estar com ele.
E depois o clique chega, sem ser precisa a clicky language. Jarvis lembra a última vez que esteve por terras lusas – foi em 2011 em Paredes de Coura – e pergunta quem esteve lá. Somos muitos, e ele fica genuinamente surpreendido, parece.
Toca-se “His n Hers” , a única de Pulp. De repente o céu cai sobre nós. Muitos fogem, é natural. Mas muitos outros correm para junto do palco. Cocker está solidário, começa a atirar chocolates – Toblerones pequenos e Twix, passo a publicidade – e diz que um dos seus grandes receios é ser eletrocutado e está na altura de enfrentar isso, avançando de microfone em punho para as grades à chuva.
Pergunta-se às pessoas o que elas temem. Há quem diga aranhas, há quem diga cobras. Jarvis pede para fechar os olhos e cura os medos. Para a chuva. Rebentam-se com os horários, chega-se à hora e meio de concerto. Fala-se que há cunts a mandar no mundo mas não há de ser sempre assim. Compensa sempre ver este senhor, volte em breve.
Os planos de horários foram à vida neste primeiro dia de NOS Primavera Sound, mas há tempo para passar por Danny Brown, que à frente do seu colega de palco a soltar uns bits, atrai bons números, mas acaba-se por parar em Allen Halloween, um craque da rima. Continua em grande forma.
23h20: Stereolab, o nome mais aguardado por muitos nesta quinta-feira. Laetitia Sadier e seus companheiros cumprem os horários, e são a antítese do último ocupante daquele palco. Ultra-discretos, aqui há uma sessão contínua de interpretação – muito importante esta palavra.
Esta malta toca, e ridiculamente bem. Este palco nunca soou tão limpo, tão sala fechada. Que maravilha. Com boa voz e pouca conversa, o ritmo constante do festão segue. Os êxitos estão lá, há muito de Emperor Tomato Ketchup. Este hiato não lhes fez mal, temos aqui vinho do Porto.
Um espetáculo programado ao milímetro e glorioso na execução, tendo terminado exatamente uma hora depois de termos começado a bater o pezinho. A única pena do concerto foi mesmo ter-se bem comportado em relação ao tempo, a fazer lembrar os escandalosos 55 minutos de Nick Cave em Barcelona em 2013. Da próxima façam tão bom, mas em maior.
Depois da pena de só conseguir a despedida das jovens Let’s Eat Grandma – pareciam extremamente felizes e saem de mãos nos ombros uma da outra – , aguarda-se Solange.
Com alguns, poucos, minutos de atraso, Solange aparece e tem uma grande produção em palco. Com escadaria branca por detrás, onde há recortes para parte da banda se alojar, um conjunto de dançarinas surge, sempre em tons de preto e branco. Há aqui talvez influências de Grace Jones, ou mais recentemente de Janelle Monae.
De vez em quando uma barra de néon liga, uma dançarina de twerk dá tudo em cima das escadarias, enquanto outras sobem ritmadamente os degraus (agora a memória imediata é o vídeo de “Around the World” , dos Daft Punk).
Solange canta bem, mas parece revelar alguma frieza, a contrastar com tanta gente em cima do palco. Há muito destaque para o último When I Get Home, e esforço para entreter a multidão qb que se reúne. Só que volta a chover e de A Seat at the Table não há assim tanto. Foi interessante de ver, mas está na hora de voltar para casa.
Hoje há mais NOS Primavera Sound, com nomes como Interpol e James Blake. E nós vamos andar por lá. Ainda há bilhetes à venda.
Fotos de: Telmo Pinto
Os snacks naturais da Urban Nature estão agora em sacos produzidos com menos 80% de plástico
É uma marca portuguesa que surgiu no mercado em 2018 e que, desde então, chegou às prateleiras das lojas Pingo Doce, fazendo com que esteja disponível em mais de 400 estabelecimentos da cadeia de supermercados de norte a sul de Portugal. Falamos, claro, da Urban Nature, a marca de snacks saudáveis e naturais que está agora mais amiga do ambiente.
Interpol hoje no NOS Primavera Sound. Conhece aqui o provável alinhamento
Depois de um dia em que teve em Jarvis Cocker (com o espetáculo JARV IS…) e Solange os seus momentos maiores, chega o segundo dia do NOS Primavera Sound. Há nomes pouco consensuais, como J Balvin, mas outros que já agradam à maioria, como é o caso dos Interpol, que sobem ao Palco Seat às 23h45.
Como escreveu o nosso Bruno Ferreira, “a expetativa será a manutenção da sua forma rápida e concentrada em modo concerto, sem grande exteriorização”. Ou seja, há o receio de que seja um espetáculo muito automático, sem grandes momentos de sobressalto.
Em todo o caso, o trio formado por Paul Banks, Daniel Kessler e Sam Fogarino tem novo disco na bagagem, Marauder, lançado no ano passado, de onde saíram os singles “The Rover”, “Number 10” e “If You Really Love Nothing”.
E quanto ao alinhamento dos Interpol do NOS Primavera Sound?
Bom, se tivermos em conta a setlist tocada no Primavera Sound de Barcelona, teremos direito a 15 temas, tocando os Interpol somente dois temas do novo álbum. Depois vão buscar músicas a álbuns mais antigos, como ao seminal Turn On The Bright Lights.
Conheçam, em baixo, o provável alinhamento/setlist para o concerto de mais logo.
C’mere
If You Really Love Nothing
Public Pervert
PDA
Say Hello to the Angels
Fine Mess
Evil
Take You on a Cruise
All the Rage Back Home
Rest My Chemistry
The Rover
Slow Hands
Leif Erikson
Obstacle 1
Roland
