Crítica – John and the Hole (Sundance 2021)

John and the Hole é mais uma obra ambígua do festival, mas bem mais intrigante que todas as outras vistas até ao momento.

John and the Hole
Foto: Sundance Institute | Paul Özgür

Sinopse: “Enquanto explora a floresta vizinha, John (Charlie Shotwell), de 13 anos, descobre um bunker inacabado – um buraco profundo no chão. Aparentemente sem qualquer provocação, droga os seus pais ricos (Michael C. Hall e Jennifer Ehle) e a sua irmã mais velha (Taissa Farmiga) e arrasta os seus corpos inconscientes para o bunker, onde os mantém como prisioneiros. Enquanto esperam ansiosamente que John os liberte do buraco, o rapaz volta para casa onde pode finalmente fazer o que bem entender.”

Esta edição do Festival Sundance já apresentou alguns filmes algo atmosféricos e ambíguos (Human Factors, In The Earth), mas nenhum foi capaz de me surpreender ou impactar de forma positiva até agora. John and the Hole ficou perto de obter uma reação positiva da minha parte, mas acaba por deixar muitas questões em aberto.

É sempre desafiador rever um filme cuja história é bastante vaga e subjacente ao ponto de não a conseguir compreender totalmente. Sendo sincero, existe uma storyline sobre a qual tenho a sensação que ainda existe muito por descobrir… ou então é apenas uma parte subjugada e insignificante do guião. Como não consigo, neste momento, provar o meu ponto, vou ignorá-lo por enquanto e voltar mais tarde numa segunda visualização.

No entanto, quase todo o filme lida com algo (aparentemente) separado da storyline anteriormente mencionada. E é precisamente aqui que o filme falha, não conseguido oferecer uma narrativa mais cativante. O argumento de Nicolás Giacobone está repleto de premissas e bases intrigantes, mas os respetivos desenvolvimentos e resultados estão longe de serem extraordinários ou surpreendentes. Durante todo o tempo de execução, esperei por uma grande explosão de energia ou um evento impactante, mas estes raramente chegam. O espectador segue a personagem de Charlie Shotwell enquanto o miúdo se vê responsável por tudo o que acontece na sua vida, mas, apesar da atmosfera misteriosa que me deixou preso ao sofá, confesso que esperava que ocorresse algo mais substancial.

Michael C. Hall, Jennifer Ehle e Taissa Farmiga são formidáveis, transformando um pequeno bunker no lugar mais interessante do filme devido às suas interações fascinantes. Ver as suas personagens tentarem permanecer foi surpreendentemente divertido. No entanto, Shotwell rouba os holofotes, tal como como esperado de uma narrativa centrada no protagonista. Excelente desempenho. Tecnicamente, a cinematografia de Paul Özgür oferece algumas cenas memoráveis que elevam algumas sequências particulares, mas é a produção musical de Caterina Barbieri que consegue gerar o ambiente tenso, o que me deixou curioso até o fim.

A realização de Pascual Sisto também merece elogios, mas, até ver o seu filme uma segunda ou até mesmo terceira vez, não creio que seja justo criticar um filme que não percebi totalmente por deixar tantas perguntas sem resposta. Ainda assim, acredito que existe uma tentativa forçada de ser totalmente ambíguo em vez de equilibrar esse aspeto com elementos mais simples.

John and the Hole é mais uma entrada ambígua na edição deste ano do festival Sundance, mas, desta vez, ficou perto de me deixar satisfeito. Ignorando um enredo em particular que ainda não consigo entender completamente (segunda visualização necessária), a realização de Pascual Sisto e o argumento de Nicolás Giacobone deixam demasiadas perguntas pendentes para o meu gosto, mas não posso negar que algumas geram um debate bastante interessante na minha mente.

Ou estou apenas a arranhar a superfície de algo maiorou os desenvolvimentos básicos, desapontantes e pouco ativos de situações intrigantes não são nada mais do que exatamente isso. As prestações fenomenais de todos os atores envolvidos (e refiro-me mesmo a todos), o trabalho de câmara requintado e a banda sonora viciante adicionam à atmosfera carregada com suspense que me manteve investido até ao último segundo. Mesmo assim, aquele final… Não sei não.

Crítica – In the Earth (Sundance 2021)

In the Earth tem uma banda sonora impactante, mas contém daquelas narrativas ambíguas que fará a grande maioria do público questionar o tempo despendido.

In The Earth
Foto: Sundance Institute | Neon

Sinopse: “Enquanto o mundo procura uma cura para um vírus desastroso, um cientista e um segurança de parque aventuram-se nas profundezas da floresta para uma verificação de equipamento de rotina. Ao longo da noite, a sua jornada transformar-se numa viagem aterrorizante através do coração das trevas, com a floresta a ganhar vida em seu redor.”

Um festival com tanto conteúdo deve ter filmes ambíguos, sombrios e perturbadores. In the Earth é um desses filmes, pelo que não tenho dúvidas que será incrivelmente divisivo. Infelizmente, não funcionou para mim.

Passa de ter um lunático excessivamente obcecado com algum tipo de entidade espiritual a misturar ciência real, recorrendo a imagens assustadoras e confusas durante todo o tempo de execução. Ben Wheatley não é exatamente um estranho quando se trata de criar um filme com uma atmosfera sinistra (Rebecca), mas, sendo totalmente honesto, tive dificuldades para criar algum tipo de ligação com qualquer aspeto deste filme.

O elenco e a banda sonora impactante e inesquecível de Clint Mansell – que alguns espectadores irão recordar pelas piores razões – são os únicos pontos que posso realmente elogiar. Joel Fry tem que lidar com tanta dor física, assim como Martin Lowery, que senti cada grunhido e grito de socorro. No entanto, é realmente a produção sonora, pesada, de Mansell, que afeta profundamente a visualização em geral. Os níveis extremos de baixo e sons assustadores prejudicarão severamente as habilidades auditivas de algumas pessoas, mas desempenha um papel inegavelmente importante na narrativa e nos sentimentos do espectador.

Infelizmente, a narrativa é mais confusa do que intrigante. Não só se torna cada vez mais complicado seguir e compreender o que está a acontecer, como o final está longe de ser satisfatório. Há uma evidente tentativa de uma conclusão filosófica baseada em crenças espirituais e autoconsciência, mas não me levou a descobrir nada de significativo. No geral, é apenas uma história oca e vazia.

In the Earth é um daqueles filmes em que a maioria dos espectadores se sentirá desconfortável durante a visualização. Desde as luzes fluorescentes a piscar sem parar até às imagens extremamente confusas e estranhas, passando por alguns momentos visuais chocantes, esta obra de Ben Wheatley encontra-se rodeada por um ambiente misterioso e sinistro que acaba por não transmitir nada de minimamente cativante ou significativo para o público.

O ritmo lento e desenvolvimento ambíguo deixam imensas perguntas sem resposta, mas é a falta de investimento emocional tanto na história, como nas personagens, que acabam por prejudicar o filme. Apesar de algumas prestações notáveis (nomeadamente a de Joel Fry) e uma banda sonora inegavelmente impactante de Clint Mansell, não existem outros elementos que me pudessem convencer a apreciar mais este filme.

Monster Hunter World está a caminho do Kickstarter com um jogo de tabuleiro

A campanha da Steamforged começa em abril.

monster hunter world board game 1

Monster Hunter World tornou-se rapidamente um fenómeno quando foi lançado no início de 2019. Com um novo jogo da série prestes a chegar à Nintendo Switch, o ainda atual título da Capcom vai agora continuar a época de caça longe dos equipamentos digitais.

Como já fez com outros jogos, como Horizon Zero Dawn, Devil May Cry 5 e Resident Evil 2, a Steamforged vai iniciar uma campanha no Kickstarter para converter as caçadas de Monster Hunter World com um jogo de tabuleiro.

A campanha de angariação de fundos para Monster Hunter World: The Board Game começa em abril e, agora, temos acesso aos primeiros detalhes que incluem figuras de caçadores, monstros, o tabuleiro e outros itens.

A Steamforged promete ainda revelar os diferentes monstros de várias dimensões L, XL, XXL e XXXL, em que patamares de patrocínio se inserem e novas informações sobre o jogo durante as próximas semanas.

Os famosos travesseiros da Casa Piriquita, em Sintra, já chegam a todo o país

Basta ir à loja online e perder o amor ao dinheiro.

Casa Piriquita

Começou como uma padaria, no longínquo ano de 1862, mas eventualmente lá evoluiu para a pastelaria que tanta gente conhece. Falamos, claro, da Casa Piriquita, famosa pelos seus travesseiros, cuja receita do pastel recheado com doce de ovos e com um toque amendoado é secreta e apenas a família, responsável pelo negócio, tem acesso à mesma.

Pois bem, desde o passado dia 21 de janeiro passou a ser possível encomendar esta famosa iguaria, bem como outras especialidades da casa. Tudo graças à loja online, com entregas para todo o país. O que é perfeito nestes tempos de confinamento.

Na loja, além dos travesseiros (recheio clássico ou com Nutella), disponíveis também em tamanho grande, podem ainda encomendar queijadas, nozes douradas, pastéis da Cruz Alta, pastéis de Sintra, Tarte de Queijada, fatias de salame de chocolate e, ainda, brigadeiros de chocolate.

Para que consigam mandar vir algo para casa, terão de fazer uma encomenda no valor mínimo de 9€. O problema? Os portes de envio. Pelas simulações que fizemos, custam 7,69€ para qualquer zona do país, exceto na zona de Lisboa, onde a entrega é gratuita. Sugestão? Dividir os portes de envio com mais pessoas interessadas nas iguarias da Casa Piriquita.

Vincitables tem uma nova alternativa independente às plataformas de delivery

E com custos residuais.

Vincitables

Num segundo confinamento em que o takeaway e o delivery se apresentam, mais do que nunca, como a tábua de salvação de muitos negócios na área da restauração e hotelaria, cresce também o descontentamento acerca das elevadas taxas praticadas pelas plataformas de delivery no mercado. A boa notícia? A solução já existe e surge por parte da Vincitables, marca portuguesa que se afirma como o único software do mercado com central de reservas, gestão de take-away e, agora, também de delivery.

Nesta primeira fase, são já vários os restaurantes e grupos aderentes ao novo serviço da Vincitables, localizados em vários pontos do país. É o caso dos grupos Cafeína e Romando, a norte; da Quinta do Lago, a sul; e do Palácio Chiado, Rice Me e Rice Me Deli e Sauvage, localizados em Lisboa. Outras referências estão já em fase de implementação e estarão disponíveis em breve.

Como funciona para os restaurantes?

Tal como acontece com a solução de takeaway, os restaurantes e hotéis podem, através da Vincitables, digitalizar o serviço de delivery de forma independente, com vendas diretas e custos residuais – as percentagens cobradas pela Vincitables são irrisórias. A implementação das lojas é simples e pode ser feita em apenas algumas horas.

Além de permitir a gestão da carta delivery no software, todos os parâmetros deste serviço são costumizáveis na Vincitables: é possível configurar os raios de entrega, atribuir os respetivos os custos e inserir outros detalhes, como mínimo de encomenda, valor em que a entrega fica gratuita, dias da semana, datas específicas, entre outros.

Como funciona para os clientes?

É bem simples. Após entrarem na loja online do restaurante ou hotel eleito, o primeiro passo é colocar a morada de entrega. Se a morada estiver dentro do raio de entrega definido pelo restaurante, aí poderão prosseguir com a compra, sendo que todos os cálculos da encomenda são feitos automaticamente pela Vincitables.

Crítica – How It Ends (Sundance 2021)

How It Ends é uma recomendação clássica de filme de fim-de-semana para entreter a família e amigos.

How It Ends
Foto de: Sundance Institute | Daryl Wein

Sinopse: “No dia em que se antecipa que um asteróide vai destruir a Terra, Liza (Zoe Lister-Jones) é convidada para uma última grande festa antes que tudo desapareça. Chegar não será fácil após o seu carro ser roubado e o relógio não abrandar para o seu plano de resolver pontas soltas com amigos e familiares. Com uma pequena ajuda da sua versão mais jovem e engraçada (Cailee Spaeny), Liza embarca numa aventura a pé através de Los Angeles enquanto procura fazer as pazes com os seus arrependimentos – e encontrar a companhia certa para estas últimas horas.”

Depois de um dia com um CODA emocionalmente avassalador, um Human Factors dececionante e um Cryptozoo divisivo, estava incrivelmente animado para terminar o meu primeiro dia no Sundance 2021 com uma leve, direta e engraçada visão sobre uma premissa tola, mas intrigante. E tive exatamente aquilo de que estava à espera.

How It Ends dá-nos uma série de interações divertidas e momentos interessantes de procura de almas com as duas versões do personagem principal. Apesar da sua repetição e estrutura formulaica, nunca fiquei desinvestido na história, não só pela curta duração do filme, mas, principalmente, devido às duas performances centrais e fenomenais.

Zoe Lister-Jones e Cailee Spaeny são uma dupla brilhante, formando uma aura de puro prazer e colocando um sorriso no rosto de todos os espectadores. A sua química palpável eleva todo o filme, mas não se trata apenas de serem divertidas ou conseguirem fazer-nos soltar gargalhadas. Lister-Jones e Daryl Wein mergulham profundamente na essência de Liza através de conversas sinceras e debates pesados sobre tantas coisas que todos se arrependem de fazer durante a vida, mas que nunca pensam em fazer as pazes. Desde perdoar erros da família e amigos, até aceitar os nossos próprios erros e falhas, abordar questões pessoais por resolver no último dia na Terra não deveria ser motivo de preocupação, isto caso tudo tivesse sido resolvido antes deste último dia.

Filmado durante a pandemia, assistir a um filme inteiro gravado em exteriores é uma lufada de ar fresco. Algumas pessoas podem não gostar das dezenas de participações de celebridades que contribuem para a história, mas defendo que essas cenas servem para um determinado propósito, desenvolvendo a protagonista um pouco mais em cada uma dessas cenas.

Como escrevi acima, a natureza cíclica do filme acaba por arrastar-se, especialmente durante as intermináveis caminhadas, o que se torna um pouco chato. Uma curta nota para a banda-sonora de Ryan Miller, um dos aspetos mais divertidos desta aventura.

How It Ends é um estudo de personagem inofensivo, leve e com imenso valor de entretenimento que, no fim, cumpre o seu objetivo de ser uma introspeção divertida da vida da protagonista.

Recorrendo a um plot genérico, Daryl Wein e Zoe Lister-Jones criam uma narrativa simples, mas repetitiva, com dezenas de cameos famosos numa sequência non-stop de caminhar no meio de uma rua vazia até que uma nova personagem aparece para oferecer mais um momento engraçado. No entanto, contém mais coração e alma do que o que se encontra à superfície.

Lister-Jones e Cailee Spaeny carregam e elevam o filme inteiro nos seus ombros, entregando duas prestações impressionantes que me permitiram ter os olhos bem fixados no ecrã. Apesar da tendência óbvia de ser “apenas” um filme brincalhão e inocente, a personagem principal é alguém com quem os espectadores podem relacionar-se, algo que, definitivamente, torna o filme muito mais cativante.

Fazer algo que as pessoas se arrependem mais tarde é uma inevitabilidade da vida, mas fazer as pazes com essas situações não deve ser deixado para uma sorte extrema ou para o último segundo em que tudo o que conhecemos está prestes a desaparecer… e esta é uma mensagem a qual apoio totalmente.

Sundance 2021 – Primeiro dia

Opiniões concisas sobre os filmes que assisti durante o primeiro dia do festival Sundance 2021, incluindo links para as respetivas críticas.

Sundance 2021

Depois de um primeiro dia deste reconhecido festival, está na altura de fazer um breve resumo do que consegui ver. Em baixo, poderão ler um breve resumo dos quatro filmes que fizeram parte das nossas escolhas: CODA, Human Factors, Cryptozoo e How It Ends.

CODA

CODA - Sundance Film Festival 2021

CODA pode muito bem terminar como o meu filme favorito da edição de 2021 do Sundance e irá, sem dúvida, tornar-se num filme imperdível quando estiver disponível. Siân Heder oferece a sua realização impecável e argumento lindamente escrito, repleto com momentos emocionalmente poderosos que me deixaram de lágrimas nos olhos durante os últimos quarenta e cinco minutos.

Possuindo uma mensagem educativa e importante sobre a comunidade surda e o que a sociedade interpreta como uma deficiência/limitação tremenda, a narrativa visual caraterística e as interações cativantes dentro da família surda provam ser incrivelmente merecedoras do investimento dos espetadores, elevando profundamente o filme em geral.

Com a ajuda de prestações sinceras e genuínas do elenco secundário (principalmente de Troy Kotsur e Eugenio Derbez), Emilia Jones descola e entrega uma das minhas performances femininas favoritas dos últimos tempos. Um filme lacrimoso e pensativo que espero que conquiste audiências por todo o mundo. (link para a crítica completa)

Human Factors

human factors sundance 2021 critica echo boomer 1

Human Factors carrega uma premissa interessante e uma estrutura de storytelling que permite que temas subjacentes importantes sejam explorados através de linhas narrativas isoladas. No entanto, apesar da cinematografia notável de Klemens Hufnagl e do compromisso de Ronny Trocker com o seu argumento, a atmosfera filosófica e ambígua presente durante todo o tempo de execução só prejudica o ritmo já pesado e as interações desprovidas de energia, transformando o arco de cada personagem em algo difícil de se investir emocionalmente.

O ato final é o mais próximo que os espectadores recebem de desenvolvimento intrigante, mas os vários twists narrativos não afetam a história geral de uma maneira cativante ou surpreendente. Boas prestações de Sabine Timoteo e Mark Waschke salvam o filme de uma deceção mais significativa. (link para a crítica completa)

Cryptozoo

Cryptozoo

Cryptozoo é, sem dúvida, um dos filmes de animação 2D mais chocantes e violentos que alguma vez vi… e escrevo isto tanto como um elogio como um aviso para os espectadores mais sensíveis. Dash Shaw entrega aquele que pode muito bem ser um dos filmes mais divisivos desta edição do festival Sundance devido ao seu conteúdo visual e às suas escolhas narrativas e de personagens.

O trabalho de voz de todo o elenco merece elogios, nomeadamente o de Lake Bell, mas as personagens que todos retratam são extremamente difíceis de apoiar ou até mesmo concordar com as suas motivações. Apesar do final resolver este grande problema, todo o filme anda à volta de uma missão e um propósito no qual não só acredito que é errado, como a personagem principal também devia ter percebido que o seu sonho não iria funcionar mal o explicou em voz alta pela primeira vez.

A animação desenhada à mão é, por vezes, um pouco confusa, mas eleva um filme bastante complicado de se analisar. Levo as mensagens essenciais sobre a natureza, animais e até discriminação comigo. Espero que todos façam o mesmo. (link para a crítica completa)

How It Ends

How It Ends

How It Ends é um estudo de personagem inofensivo, leve e com imenso valor de entretenimento que, no fim, cumpre o seu objetivo de ser uma introspeção divertida da vida da protagonista.

Recorrendo a um plot genérico, Daryl Wein e Zoe Lister-Jones criam uma narrativa simples, mas repetitiva, com dezenas de cameos famosos numa sequência non-stop de caminhar no meio de uma rua vazia até que uma nova personagem aparece para oferecer mais um momento engraçado. No entanto, contém mais coração e alma do que o que se encontra à superfície.

Lister-Jones e Cailee Spaeny carregam e elevam o filme inteiro nos seus ombros, entregando duas prestações impressionantes que me permitiram ter os olhos bem fixados no ecrã. Apesar da tendência óbvia de ser “apenas” um filme brincalhão e inocente, a personagem principal é alguém com quem os espectadores podem relacionar-se, algo que, definitivamente, torna o filme muito mais cativante.

Fazer algo que as pessoas se arrependem mais tarde é uma inevitabilidade da vida, mas fazer as pazes com essas situações não deve ser deixado para uma sorte extrema ou para o último segundo em que tudo o que conhecemos está prestes a desaparecer… e esta é uma mensagem a qual apoio totalmente. (link para a crítica completa)

Suop. Esta app permite trocar tudo o que não precisam por aquilo que mais querem

Querem obter livros, equipamentos, mobília e outros objetos sem gastar dinheiro? Então experimentem esta novidade.

Suop

Quantas e quantas vezes temos produtos em casa que já não utilizamos e, consequentemente, a apanhar pó, e que acabamos por vender no OLX para, depois, comprar outra coisa qualquer? Ora, chegou a aplicação que permite não fazer vendas, mas, sim, efetuar trocas.

Chama-se Suop e, essencialmente, é uma app que permite carregar gratuitamente objetos que já não precisam e trocá-los por peças do vosso interesse. Assim, acabamos por dar uma nova vida a várias coisas que, para algumas pessoas, não têm utilidade neste momento.

O funcionamento é simples. Fazem download da app, instalam, abrem uma nova conta e começam a disponibilizar produtos. A partir daí, basta irem registando o vosso interesse noutros produtos disponíveis na app.

Por exemplo, se virem alguma coisa do vosso interesse, basta que cliquem no botão do coração ou deslizem o dedo para a direita. A partir daí, e se o outra pessoa também tiver interesse em algo que queiram trocar, acontece um match. Depois, basta ajustarem o melhor modo de efetuarem a troca.

Para segurança de todos, a Suop verifica a identidade de todos os inscritos. Mas fiquem descansados, pois os vossos dados não serão divulgados ou partilhados com terceiros.

Melhor de tudo? A Suop é gratuita. Não existem comissões nem nada do género. Contudo, a app acaba por ter duas versões: uma gratuita e uma premium. Na gratuita, existe um limite de cinco anúncios que podem publicar. Já na versão premium não existe qualquer limitação. Nesta fase de lançamento, a Suop está a oferecer seis meses de conta premium aos novos utilizadores.

Sequela de Cloverfield está em desenvolvimento

Agora sim, vamos ter uma verdadeira continuação do primeiro filme.

Cloverfield

Lembram-se de Cloverfield, filme de 2008, que fez sucesso na altura devido ao facto de ter sido gravado no estilo found footage, simulando um documentário que é filmado através de uma simples câmara amadora? Preparem-se: uma sequela está em desenvolvimento.

Diz o The Hollywood Reporter que a Paramount Pictures e a Bad Robot estão de volta do projeto, com J.J. Abrams responsável pela produção e com Joe Barton responsável pelo argumento. Não se sabe, contudo, quem será o realizador. O original foi realizado por Matt Reeves.

Esta sequela de Cloverfield também não será gravada ao estilo do primeiro, até porque esse formato já não se adequa aos dias de hoje. De resto, não temos mais detalhes para divulgar.

Recorde-se que, além do filme original, o “Cloverfield universe” ainda deu origem a outros dois filmes em nada relacionados: 10 Cloverfield Lane e The Cloverfield Paradox. Originalmente concebidos como filmes autónomos, acabaram por ser modificados para se tornarem parte de uma série antológica. Aliás, The Cloverfield Paradox mostrou-nos que uma falha no espaço-tempo fez com que vários tipos de monstros aparecessem em diferentes timelines e realidades, o que ajuda a perceber como é que estes filmes estão “ligados” nesta temática.

Crítica – Cryptozoo (Sundance 2021)

Cryptozoo termina com mensagens importantes que desejo que todos levem no coração, mas não compensa a falta de empatia para com as personagens e o propósito principal.

Cryptozoo
Foto: Sundance Institute | Johnny Dell’Angelo.

Sinopse: “Cryptozoo é uma parábola fantástica desenhada à mão sobre a sociedade versus o indivíduo. Um zoológico que resgata criaturas mitológicas na cidade psicadélica de San Francisco da década de 60 corre contra o Exército dos EUA para encontrar e salvar um Baku, um ser japonês que come sonhos, para impedir que os militares usem os Baku para comer os sonhos da contracultura e suprimir o movimento anti-Guerra do Vietnam.”

Quando penso em animação 2D, imagino belas histórias contadas através de um estilo de desenho único que permite outro tipo de expressividade e emoções. Lembro-me logo de Wolfwalkers, um dos meus filmes favoritos de 2020. Honestamente, esperava que Cryptozoo seguisse uma fórmula semelhante, ostentando mensagens esclarecedoras sobre a forma como estamos a cuidar da Natureza, crueldade/exploração animal, caça excessiva e, claro, discriminação baseada na aparência de alguém. Dito isto, nunca antecipei uma representação tão chocante, violenta e sangrenta do que parecia ser uma aventura divertida que os pais pudessem mostrar aos filhos.

A menos que os vossos filhos sejam todos adultos, isto, claro, se forem pais, não recomendo que lhes mostrem Cryptozoo. Atenção, não escrevo isto de uma forma negativa. Dash Shaw desenvolve este seu conceito original de uma maneira não convencional, mas cativante, na tentativa de educar os espectadores através de sequências visualmente brutais, pelo que convém deixar um aviso para pessoas sensíveis. O problema é que, apesar do comentário social ser evidente e significativo, é-nos transmitido de uma forma tão desnecessariamente explícita que acaba por impactar negativamente quem assiste ao filme.

Embora o final compense parcialmente este problema, não consigo concordar com a maioria das motivações do personagem principal. Lake Bell oferece um maravilhoso trabalho de voz como a protagonista, Lauren Grey, assim como todos os outros do elenco. No entanto, incomoda-me que Lauren não tenha conseguido entender o que vinha a fazer de errado até que tudo seja demasiado flagrante. Achei quase impossível torcer por qualquer personagem, exceto todos os animais bonitos, o que me leva a terminar esta crítica numa nota positiva.

Mesmo que o estilo de animação seja confuso durante certas cenas de ação, ainda é incrivelmente envolvente e uma das principais razões pelas quais me senti cativado até ao final. Como amante dos animais e firme crente de seus direitos, devo mostrar gratidão pelo final do filme, que, sem dúvida, transmite a melhor mensagem possível sobre a liberdade do reino animal. Os últimos minutos são ainda mais importantes pelo facto de carregarem tantos outros assuntos tabu desenvolvidos ao longo do tempo de execução, o que acaba por educar o público da maneira mais simples. Uma última nota para a belíssima banda-sonora de John Carroll Kirby.

Cryptozoo é, sem dúvida, um dos filmes de animação 2D mais chocantes e violentos que alguma vez vi… e escrevo isto tanto como um elogio como um aviso para os espectadores mais sensíveis. Dash Shaw entrega aquele que pode muito bem ser um dos filmes mais divisivos desta edição do festival Sundance devido ao seu conteúdo visual e às suas escolhas narrativas e de personagens.

O trabalho de voz de todo o elenco merece elogios, nomeadamente o de Lake Bell, mas as personagens que todos retratam são extremamente difíceis de apoiar ou até mesmo concordar com as suas motivações. Apesar do final resolver este grande problema, todo o filme anda à volta de uma missão e um propósito no qual não só acredito que é errado, como a personagem principal também devia ter percebido que o seu sonho não iria funcionar mal o explicou em voz alta pela primeira vez.

A animação desenhada à mão é, por vezes, um pouco confusa, mas eleva um filme bastante complicado de se analisar. Levo as mensagens essenciais sobre a natureza, animais e até discriminação comigo. Espero que todos façam o mesmo.

Crítica – Human Factors (Sundance 2021)

Human Factors apresenta uma premissa interessante, mas poderá ser demasiado ambíguo e filosófico para agarrar os espectadores…

Human Factors

Sinopse: “Para escapar das tensão crescente na agência de publicidade que co-possuem, o casal franco-alemão Nina (Sabine Timoteo) e Jan (Mark Waschke) levam os seus filhos, Max (Wanja Valentin Kube) e Emma (Jule Hermann), para a sua casa de férias à beira-mar. O casal assinou com um novo cliente politicamente acusado, forçando-os a confrontar as suas prioridades conflituosas. Mas o que é para ser um retiro idílico fora da época de férias torna-se sinistro quando ladrões entram em casa, invisíveis ao olhos de todos, exceto Nina.”

Uma das minhas intenções com esta edição do Festival Sundance era dar a maior atenção possível a filmes em língua estrangeira, mas sem me sentir forçado a assistir a um filme que não me diga nada. Human Factors tem uma premissa intrigante que captou imediatamente a minha atenção e, por acaso, foi o primeiro filme internacional que adicionei à minha lista de longas-metragens a seguir, logo estava definitivamente animado. Infelizmente, Human Factors não consegue construir o seu conceito de forma convincente durante todo o tempo de execução, mesmo que seja tecnicamente impressionante.

A cinematografia de Klemens Hufnagl é, sem dúvida, o destaque de todo o filme. Ronny Trocker serve-se de takes longos e usa as performances físicas do elenco para passar as mensagens e dicas necessárias para a compreensão dos temas subjacentes que cercam o mistério abrangente. Portanto, diferentes espectadores poderão interpretar esses tópicos de maneiras distintas, e a estrutura do guião permite que a perspetiva de cada personagem sobre a invasão aborde questões como isolamento, paranoia, medos pessoais e muito mais. Infelizmente, estes vão-se tornando menos interessantes e filosóficos demais devido às histórias individuais que se tornam, aparentemente, separadas da trama principal.

Human Factors

O trabalho fantástico e suave da câmara deixou-me à espera de algo que afetaria profundamente o filme de forma positiva, mas o terceiro ato acabou por não compensar o ritmo lento, conversas chatas e falta de energia. O final garante mais tempo para pensar sobre o que aconteceu, mas o sentimento desanimador irá, provavelmente, permanecer. Também achei muito difícil relacionar-me com um único personagem e, se não fosse pelos desempenhos dos atores, este filme teria sido uma grande desilusão.

Human Factors carrega uma premissa interessante e uma estrutura de storytelling que permite que temas subjacentes importantes sejam explorados através de linhas narrativas isoladas. No entanto, apesar da cinematografia notável de Klemens Hufnagl e do compromisso de Ronny Trocker com o seu argumento, a atmosfera filosófica e ambígua presente durante todo o tempo de execução só prejudica o ritmo já pesado e as interações desprovidas de energia, transformando o arco de cada personagem em algo difícil de se investir emocionalmente.

O ato final é o mais próximo que os espectadores recebem de desenvolvimento intrigante, mas os vários twists narrativos não afetam a história geral de uma maneira cativante ou surpreendente. Boas prestações de Sabine Timoteo e Mark Waschke salvam o filme de uma deceção mais significativa.

Rádios começam a passar mais música portuguesa a partir de 27 de fevereiro

A portaria que estabelece a quota mínima obrigatória de 30% de música portuguesa na programação musical das rádios foi publicada hoje em Diário da República.

Rádios portuguesas

No passado dia 14 de janeiro, a Ministra da Cultura, Graça Fonseca, revelou que as rádios portuguesas teriam de começar a passar mais músicas de artistas nacionais. Isto porque a quota, até aqui de 25%, subiu para os 30%.

Contudo, não ficou uma definida uma data para que esta medida tivesse efeito. Hoje, em Diário da República, foi publicada a portaria que estabelece a quota mínima obrigatória de 30% de música portuguesa na programação musical das rádios.

Quer isto dizer que esse aumento de quota tem efeito a partir de 27 de fevereiro, sendo que, a começar nesse dia, as rádios estão obrigadas a dar um maior destaque à música nacional.

Recorde-se que, na altura deste anúncio, Graça Fonseca lembrou que a quota se mantinha inalterada desde o início da sua aplicação, quando estava prevista a sua revisão anual, pela tutela. A Lei da Rádio, de 2006, previa uma quota de música portuguesa entre os 25 e os 40% para os canais generalistas.

O Croissant da Vila chegou à Ericeira

Os habitantes da zona já podem provar este delicioso produto cuja massa, estaladiça por fora e suave no interior, resulta da fusão entre o brioche e o folhado.

Croissant da Vila

Foi em 2019 que o chef João Calhordo abriu provisoriamente uma loja no Oeiras Parque, servindo para testar um modelo de negócio e análise de mercado. Agora, o responsável resolveu expandir a sua marca de croissants e levar os seus produtos a outras paragens, neste caso para a Ericeira, onde os habitantes da região já se podem deliciar com estas criações.

O espaço está localizado no Largo Condes da Ericeira, n.º 8A e, por lá, poderão encontrar este delicioso produto cuja massa, estaladiça por fora e suave no interior, resulta da fusão entre o brioche e o folhado.

Simples ou com recheio, o Croissant da Vila aposta na variedade de seleção e combinação de ingredientes, com novidades regulares e edições limitadas. Entre os recheios doces, é possível escolher sabores como chocolate, Nutella, Kinder Bueno, Oreo, doce de morango, de ovo ou doce de abóbora. Nos salgados, há ingredientes como presunto e queijo curado, atum, frango, salmão e queijo filadélfia.

Todos os produtos que compõem o menu alinham no mesmo patamar de qualidade, mantendo o sabor autêntico “da vila”. Produzido de forma artesanal por quem faz da pastelaria uma arte, o Croissant da Vila é fiel ao paladar que remonta às memórias de infância, ao mesmo tempo surpreende pela criatividade.

O espaço na Ericeira funciona das 8h às 19h, sendo que, durante o Estado de Emergência, está a apostar no formato takeaway e delivery, neste caso através de uma parceria com a empresa Ericeira Eats.

Criado pelo chef João Calhordo na prestigiada fábrica familiar Liansini, fundada em 1996, na Cotovia, no concelho de Sesimbra, o Croissant da Vila guarda um dos melhores segredos da pastelaria nacional.

Crítica – CODA (Sundance 2021)

CODA possui uma narrativa emocionalmente poderosa, elevada por um elenco, realização e argumento fenomenais. Emilia Jones pode ter aqui o seu breakthrough enquanto atriz.

CODA - Sundance Film Festival 2021

Sinopse: “CODA segue Ruby (Emilia Jones), de 17 anos, a única criança ouvinte de uma família surda, enquanto se vê dividida entre perseguir o seu amor pela música e a confiança da sua família nela como sua intérprete e conexão com o mundo sonoro.”

Eu sei que o Sundance é um daqueles festivais que apresentam dezenas de filmes impressionantes e impactantes de argumentistas e realizadores que apostam tudo na arte do cinema e da narrativa. Antecipei ser surpreendido por muitos filmes sobre os quais nada sei ou sem sequer reconhecer a equipa e elenco envolvidos. E também espero que alguns filmes causem um impacto emocional tal que fará com que me lembre deles perto do final do ano. Dito isto, estava incrivelmente longe de imaginar que a primeira exibição seria um grande concorrente para o meu filme favorito absoluto de todo o festival.

CODA (Child Of Deaf Adults) é o primeiro filme que assisto de Siân Heder e, depois desta sessão, mal posso esperar para ver o que fez até agora e o que irá fazer no futuro. A premissa é desenvolvida através de uma narrativa muito mais emocional do que eu esperava. Da narrativa rica ao uso excecional da linguagem de sinais, Heder é capaz de capturar algo único e profundamente importante para transmitir ao público e à sociedade atual. O mundo teve a sorte de obter Sound of Metal no ano passado e, com CODA, é reforçada a mensagem essencial de que ser surdo não deve ser visto como uma deficiência que iniba de fazer alguma coisa.

Como o filme comunica habilmente através de seu guião impecável, ter algum tipo de “limitação” não caracteriza automaticamente alguém como estranho, diferente ou que os respetivos membros da família não se amam tanto ou mais do que as chamadas famílias “normais”. Exceto por uma relação amorosa um tanto insignificante da personagem principal (que poderia ter trazido à tona um tema totalmente diferente, desnecessário e que podia desviar os temas centrais e vitais do filme), eu estava incrivelmente investido em cada história.

CODA - Sundance Film Festival 2021

Na verdade, acho cada interação dentro da família surda muito mais atraente e cativante do que qualquer outro diálogo no filme. Isso deve-se principalmente aos desempenhos incríveis do elenco. Deixando o protagonista até o fim, Daniel Durant (Leo Rossi, irmão) e Marlee Matlin (Jackie Rossi, mãe) são ótimos como personagens coadjuvantes, mas Troy Kotsur (Frank Rossi, pai) e Eugenio Derbez (Bernardo Villalobos, professor de música) deixaram-me em lágrimas graças às suas performances sinceras. Consegui sentir o compromisso excecional com os seus papéis, e estou encantado que Bernardo Villalobos não seja apenas mais um adulto estereotipado, clichê e histérico.

No entanto, os meus maiores elogios vão para alguém que mantém tudo junto, elevando todo o filme a um outro nível: Emilia Jones como a única membro ouvinte da família, Ruby Rossi. Em primeiro lugar, eu amo música, e os Pentatonix são, na verdade, o meu grupo favorito (acapella ou não), logo o facto de ouvir tantas vozes maravilhosas a cantarem juntas seria uma grande vantagem para a CODA no que à minha crítica diz respeito.

No entanto, não só a voz de Jones é comovente, como a sua atuação tem tudo o que um ator precisa para receber indicações de como desempenhar o seu papel. Não me lembro da última vez que fiquei investido num único personagem de uma maneira tão poderosa a nível emocional, pelo que Jones é, definitivamente, uma das principais razões.

Um elogio final ao trabalho visual de Paula Huidobro e a Demius de Vries, que compôs a subtil e eficiente banda-sonora do filme e que eu acho que teve importância nas escolhas da música. De qualquer forma, ótimo trabalho.

CODA - Sundance Film Festival 2021

CODA pode muito bem terminar como o meu filme favorito da edição de 2021 do Festival Sundance e irá, sem dúvida, tornar-se num filme imperdível quando estiver disponível. Siân Heder oferece a sua realização impecável e argumento lindamente escrito, repleto com momentos emocionalmente poderosos que me deixaram de lágrimas nos olhos durante os últimos quarenta e cinco minutos.

Possuindo uma mensagem educativa e importante sobre a comunidade surda e o que a sociedade interpreta como uma deficiência/limitação tremenda, a narrativa visual caraterística e as interações cativantes dentro da família surda provam ser incrivelmente merecedoras do investimento dos espetadores, elevando profundamente o filme em geral.

Com a ajuda de prestações sinceras e genuínas do elenco secundário (principalmente de Troy Kotsur e Eugenio Derbez), Emilia Jones descola e entrega uma das minhas performances femininas favoritas dos últimos tempos. Um filme lacrimoso e pensativo que espero que conquiste audiências por todo o mundo.

Lojas Clarel vão desaparecer de Portugal

O Grupo Dia irá focar-se no online e na rede de lojas Minipreço.

clarel

Conhecem ou costumam frequentar as lojas Clarel? Pois bem, esses espaços vão desaparecer em breve do território nacional.

A decisão foi confirmada pela DIA Portugal à Marketeer, afirmando que, das 71 lojas Clarel em Portugal, 41 vão ser encerradas, 12 vão ser transformadas em lojas Minipreço e nove passarão a ser armazéns para dar suporte às encomendas efetuadas no site online no Minipreço.

Então e as restantes nove lojas? Continuarão abertas por tempo limitado, neste caso para “escoar stocks como última oportunidade de aquisição do sortido a preços únicos”.

Com este fecho da Clarel em Portugal, cuja transição deverá completar-se até ao final do primeiro semestre deste ano, o Grupo Dia tem como objetivo reforçar a aposta no retalho alimentar.

Sabe-se, também, que nenhum colaborador Clarel será dispensado, uma vez que serão integrados na atividade do Minipreço.

The Courier, com Benedict Cumberbatch, recebe primeiro trailer

Chega às salas de cinemas algures este ano.

Foi divulgado esta semana o primeiro trailer de The Courier, novo thriller sobre um dos mais marcantes episódios da Guerra Fria.

O filme conta-nos a história de um modesto empresário britânico Greville Wynne (Benedict Cumberbatch), recrutado para um dos maiores conflitos internacionais da história. A pedido do MI-6 do Reino Unido e de um agente da CIA (Rachel Brosnahan), ele forma uma parceria secreta e perigosa com o oficial soviético Oleg Penkovsky (Merab Ninidze), num esforço para fornecer inteligência crucial necessária para prevenir um confronto nuclear e neutralizar o Crise dos mísseis de Cuba.

Realizado por Dominic Cooke e escrito por Tom O’Connor, The Courier chega às salas de cinema nacionais algures durante este ano.

A PlayStation Store da PlayStation 5 já tem uma aba dedicada a promoções

Todos os descontos, num único lugar.

A PlayStation Store da PlayStation 5

Fartos de irem à PlayStation Store no PC ou no smartphone para encontrarem jogos a preços baixos? Agora já o podem fazer a partir da vossa PlayStation 5.

A PS Store nativa da nova consola da Sony recebeu agora uma aba dedicada a promoções, descontos e reduções de preço. Para quem usa a consola em Inglês será a aba de Deals, enquanto que, na língua portuguesa, será a aba das Pechinchas.

Nela, é possível aceder às diferentes campanhas em vigor e aos descontos exclusivos para subscritores do PS Plus, permitindo encontrar os nossos jogos favoritos e comprá-los diretamente na consola.

Atualmente, os jogadores podem encontrar duas campanhas de descontos, a Remasters e Retro!, de poupanças até 75%, e a campanha de Jogos Por Menos de 20€.

A Razer revelou o Viper 8KHz, o rato mais rápido do mundo

O novo Razer Viper 8KHz é o primeiro rato gaming para esports com tecnologia Hyperpolling.

No caminho da perfeição e precisão, a Razer parece ter atingido um novo patamar, ao criar uma nova tecnologia oito vezes melhor que a utilizada na maioria dos ratos convencionais, o Hyperpolling.

Esta tecnologia eleva a taxa de polling dos novos ratos até os 8000Hz, ou seja, a capacidade de informar o computador da sua posição oito mil vezes durante um segundo.

Com esta arma capaz de tornar os ratos do seu catálogo os mais rápidos do mundo, a Razer revelou o Razer Viper 8KHz, o primeiro do mundo com a tecnologia proprietária Hyperpolling.

Esta versão aumentada do seu modelo convencional conta ainda com novos switches óticos da Razer de segunda geração e o sensor ótico Razer Focus+, tornando-o uma das melhores armas para o jogador competitivo.

O Razer Viper 8KHz já se encontra à venda por 89,99€ na página oficial da Razer. Adicionalmente, e caso gastem mais de 149€ na loja online da marca, insiram o código VDAY21 para um miminho da tecnológica.

Returnal para a PlayStation 5 foi adiado para abril

Estava previsto para 19 de março.

Returnal

Mais um adiamento de um jogo muito antecipado, desta vez pelos fãs da PlayStation, que poderiam colocar as mãos em Returnal já em março.

A PlayStation anunciou que o projeto da Housemarque irá chegar agora no dia 30 de abril, para efeitos de polimento e melhoramento do jogo. Além disso, mais nenhuma razão foi dada.

Returnal é um exclusivo para a PlayStation 5 que nos convida a viajar até um planeta alienígena e muito hostil, onde teremos que ajudar Selene a sobreviver e a descobrir como sair de um loop temporal onde, cada vez que morre, o planeta muda de ambiente, com diferentes objetivos e ameaças, de forma aleatória.

Justice League de Zack Snyder vai estrear na HBO Portugal a 18 de março

A versão Director’s Cut de Justice League terá lançamento simultâneo com a estreia na HBO Max nos EUA.

Preparem as pipocas. A versão de Justice League editada por Zack Snyder não vai deixar os fãs portugueses de fora. A Warner Bros. e a HBO anunciaram que o filme irá chegar a Portugal através do nosso serviço de streaming da HBO, no dia 18 de março.

Fora do grande ecrã, esta será a única forma de assistir legalmente ao filme em território nacional, enquanto a HBO Portugal não é convertida a HBO Max.

Esta estratégia inédita vai permitir que os fãs da DC possam assistir a Justice League de Zack Snyder em simultâneo com o público norte-americano, que recebe o filme também no mesmo dia.

Esta edição de Justice League terá sensivelmente quatro horas e promete ser uma versão diferente daquela a que assistimos nos cinemas em 2017, num filme realizado parcialmente por Joss Whedon, recebido de forma pouco calorosa pelos fãs e pelos críticos. Com a nova versão, Snyder promete um filme mais coeso e alinhado com a sua visão original.

Além de Portugal, Justice League de Zack Snyder ira estrear noutras versões do serviço de streaming da HBO nos Países Nórdicos, Europa Central, Espanha e, também, no serviço HBO GO na Ásia. Na América Latina, o filme vai estrear exclusivamente na HBO Max, quando for lançada na região, ainda este ano.