Os Pulse 3D para a PlayStation 5 vestem-se de negro

Agora em Midnight Black.

Tal como os comandos DualSense, a PlayStation revelou uma nova cor dos periféricos áudio para a PlayStation 5, os Pulse 3D.

Em breve, será possível encontrar nas lojas os Pulse 3D Midnight Black, que são essencialmente os mesmos, mas totalmente em preto.

Os Pulse 3D são a solução áudio da PlayStation desenhada de propósito para a nova consola, tirando partido do suporte áudio 3D e da tecnologia Tempest 3D AudioTech, que promete uma experiência sonora mais imersiva.

Atualmente, os Pulse 3D tiveram novas funcionalidades graças a atualizações do sistema da consola, sendo possível controlar equalizadores e escolher três perfis de utilização: Standard, Bass Boost ou Shooter.

Com esta nova opção em Midnight Black, só fica mesmo a faltar uma versão da PlayStation 5 também ela nos mesmo tons, mas isso fica para quando a PlayStation assim o decidir.

Há novos dados sobre pegadas de dinossauros carnívoros do Jurássico no Cabo Mondego

Com estas descobertas, ampliou-se o número de camadas com pegadas de dinossauro caracterizadas no Monumento Natural do Cabo Mondego.

Um estudo que acaba de ser publicado na revista científica Palaeoworld reporta a descoberta de novas pegadas de dinossauros carnívoros do Jurássico no Cabo Mondego e revela ambientes e modos de vida destes animais.

Nesta investigação, que envolveu cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil, da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), foram encontradas dezenas de pegadas.

Há mais de um século, na Figueira da Foz, “foram descobertas as primeiras pegadas de dinossauros em Portugal. Assim, o nosso país entrou na rota dos estudiosos dos dinossauros. Através de novos estudos pormenorizados das rochas sedimentares com cerca de 156 milhões de anos, que ocorrem no Cabo Mondego, descobriu-se um registo que amplia o conhecimento acerca destes répteis do Mesozoico”, explicam os autores do artigo científico, Ismar de Sousa Carvalho (UFRJ), Pedro Proença Cunha (UC) e Silvério Figueiredo (IPT).

O estudo agora publicado na revista Palaeoworld, com o título Dinoturbation in Upper Jurassic siliciclastic levels at Cabo Mondego (Lusitanian Basin, Portugal): evidences in a fluvial-dominated deltaic succession, apresenta a “caracterização dos aspetos morfológicos das pegadas e a sua relação com as superfícies arenosas por onde caminhavam. Os resultados obtidos evidenciam condições de humidade variadas associadas à génese das pegadas e uma grande diversidade de dinossauros”.

Além disto, salientam os cientistas, “reconheceu-se que no decorrer do intervalo de 160 a 156 milhões de anos atrás existiu uma modificação nos grupos de dinossauros produtores de pegadas: predomínio inicial por herbívoros e carnívoros de grande porte e, ulteriormente, predomínio dos carnívoros de menor tamanho”.

Com estas descobertas, ampliou-se o número de camadas com pegadas de dinossauro caracterizadas no Monumento Natural do Cabo Mondego, transformando-o “num dos mais importantes marcos do registo fóssil ibérico, valorizando ainda mais o Geoparque do Atlântico”, concluem.

Battlefield 2042 sofre um ligeiro atraso, mas ainda sai em 2021

A temporada dos atrasos de jogos continua.

Há mais uma “vítima” de atrasos no calendário de videojogos, mas desta vez não é assim muito mau. Trata-se de Battlefield 2042, que inicialmente tinha data marcada para outubro, mas que agora encontra um novo lugar no calendário, a 19 de novembro.

O anúncio foi feito nas redes sociais de Battlefield, onde como seria de esperar referem a pandemia como uma das responsáveis pelos desafios impostos nesta última fase de desenvolvimento, que impossibilitou que muitos programadores pudessem trabalhar em conjunto de forma segura.

Battlefield 2042 será a aposta mais ambiciosa da DICE e regressa ao formato exclusivamente multijogador, com alguns dos mapas e sequências em tempo real mais espetaculares da série.

Battlefield 2042 chegará ao PC, consolas PlayStation e Xbox.

Os novos monitores Agon by AOC têm novidades da nova geração

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A AOC revelou novos monitores para jogos com HDMI 2.1 e outras novidades de nova geração.

Não é só o novo computador para jogos que pede um novo monitor à altura. Desde o seu lançamento no final de 2020 que as novas consolas, PlayStation 5 e e Xbox Series X|S, pedem novos painéis para tirar total proveito das suas capacidades. E com o mercado dos esports em erupção, a AOC revelou uma nova linha de monitores que vem responder às necessidades de todos os jogadores, especialmente os mais exigentes.

São dois monitores: o AG324UX de 80cm (31,5 polegadas), de resolução 4K, taxa de atualização a 144Hz e suporte de HDR400; e o AG274FZ de 68,6 cm (27 polegadas) de resolução FHD a 260 Hz.

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Os grandes destaques vão para o modelo maior, o AG324UX, que promete uma experiência com tempos de resposta imbatíveis de 1ms, compatibilidade com AMD FreeSync Premium Pro e NVIDIA G-Sync e, ainda, certificação DisplayHDR 400. Para ser possível tirar partido das suas resoluções 4K a 144Hz e com HDR, o monitor inclui ligação HDMI 2.1, tornando-o compatível com as placas gráficas mais modernas, mas também com as novas consolas da PlayStation e Xbox, onde já encontramos uma seleção de jogos capazes de atingir a barreira dos 120FPS.

Já o AG274FZ é mais modesto, mas com as suas vantagens. De resolução reduzida para 1080p, temos a taxa de atualização aumentada para 240Hz, permitindo uma fluidez de jogo ainda mais elevada que, juntamente com 1ms de tempo de resposta, torna-se o ecrã ideal para quem quer o máximo de desempenho.

Os novos modelos está disponíveis para venda a partir deste mês por 1.139€ para o AG324UX e 489€ para o AG274FZ.

Lidl vai estar a oferecer casas em novo passatempo

Tudo graças a uma parceria com a Remax.

Quem costuma participar em passatempos sabe que, por norma, os supermercados conseguem ser generosos quando os promovem. Seja com ofertas de carrinhos de compras, de vales para utilizar nessas superfícies ou, até, fazendo com que os participantes possam ganhar automóveis… Mas e casas? Não é assim tão frequente quanto isso, mas vai mesmo acontecer.

O novo passatempo do Lidl vai oferecer casas no valor de 150.000€. Mais especificamente, a marca alemã vai estar a sortear um cheque-oferta Remax desse valor por semana, com cada vale a corresponder a um imóvel na tipologia de moradia ou apartamento.

A participação é feita através da recente app Lidl Plus. Basta que façam download da app e o respetivo registo. Depois, em cada compra, deverão passar o vosso QR Code pelo leitor da caixa, sendo que ganham uma participação por cada 25€ em compras.

Por fim, devem submeter as vossas participações na app. Este não é um processo automático, pelo que requer mesmo a vossa ação manual para que se possam habilitar a ganhar um dos cheques-oferta.

O passatempo vai estar a decorrer de 20 de setembro a 14 de novembro.

Há uma nova plataforma que permite comparar municípios para viver, visitar e investir

Lisboa assume-se como uma das cidades europeias mais procuradas por investidores, turistas e talento nacional e internacional.

Mais do que um estudo baseado em dados que classificam o desempenho das marcas dos municípios portugueses de forma tangível e realista, a edição deste ano do Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking 2021 conta com uma renovada plataforma online que permite não só aceder aos estudos como, também, explorar, através de dashboards personalizados, toda a informação disponível sobre os municípios, podendo compará-los entre si.

Esta é uma ferramenta que surge depois de um ano de interregno devido ao aparecimento e rápido desenvolvimento da pandemia, algo que levou a Bloom Consulting a investir não só em estudos que permitam avaliar o impacto da pandemia na realidade dos 308 municípios portugueses, como a desenvolver uma nova ferramenta capaz de apoiar os municípios na criação de melhores estratégias de promoção.

Lisboa volta a liderar o Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking na 5ª edição do estudo. Apesar dos excelentes resultados obtidos por municípios como Porto, Cascais e Braga, é a capital quem continua a dominar todas as dimensões do estudo, com uma performance exemplar em todas as variáveis estatísticas e digitais. Com o aumento progressivo do volume de pesquisas, Lisboa assume-se como uma das cidades europeias mais procuradas por investidores, turistas e talento nacional e internacional.

Algumas curiosidades da edição de 2021

  • Afirmação do Rural: A Lousã é um dos municípios que mais se destaca positivamente face a 2019, sendo que o interesse proativo para este município tem especial incidência em tópicos como Praias (+121%), Atrações turísticas (+114%) e Maravilhas naturais (+173%). A procura por estes três temas da dimensão turismo está em linha com a subida a nível nacional das procuras por “Turismo rural e sustentável” que no último ano subiram também 59%;
  • O Ano do Alentejo: O Alentejo assume especial destaque, pois apesar de apenas crescer 2% no último ano, foi a única região de Portugal a apresentar um volume de interesse proativo superior ao ano anterior. A situação pandémica levou muitas pessoas a querer afastar-se de meios urbanos, o que pode justificar o facto desta região com muitos ativos de interesse no interior ter apresentado esta subida face às restantes;
  • “Habitação” em destaque: Com um abrandamento claro na procura por temas mais ligados ao turismo como “Hotéis” e atrações turísticas, a procura por habitação e outros temas ligados à qualidade de vida passou a ter uma preponderância muito especial nesta edição do Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking. A Pandemia que vivemos ajudou a trazer mais relevância aos fatores sociais que muitas vezes apareciam num segundo plano.

Crítica – Schumacher (2021)

Um documentário para todos os fãs de Michael Schumacher, mas acima de tudo um documentário para os fãs de Formula 1.

Uma volta à pista do Mónaco, o célebre carro vermelho, um piloto no controlo total do mesmo. Narração da simbiose entre a máquina e o homem, a música começa a desvenecer e ganha volume a melhor música para um aficionado deste desporto, a de um carro de Fórmula 1.

Desse carro foi dono Michael Schumacher, que dispensa introduções. O piloto alemão era, em 2004, uma das personalidades mais populares à face da terra, ano em que somou o 7º título mundial de pilotos na Fórmula 1. Mas podiam ter sido 8, 9, 10 ou mais. Este documentário ajuda em muito a perceber o génio por detrás do ídolo.

Vindo de uma família modesta e trabalhadora, qualidades que caracterizaram Schumacher durante toda a sua vida e carreira, só havia uma ambição: pilotar – maioritariamente por ser desafiante.

Este documentário da Netflix aborda a carreira do piloto na íntegra, os momentos de glória e os momentos de frustração, até ao seu regresso da reforma e a integração na modesta equipa da Mercedes Petronas, equipa que Michael ajudou de forma a tornar a Mercedes naquilo que é hoje. Nada de novo, pois como é evidente neste documentário, não foi a primeira vez que o fez.

Por detrás de cada piloto há um ser humano, e Schumacher foi campeão em ambos. Um homem de família, amigo do próximo e com uma vontade imensa em valorizar quem merece. Apesar dos acontecimentos que lhe trocaram as voltas, até à data ninguém pode tirar uma coisa ao alemão: enquanto a saúde lhe permitiu, aproveitou a vida no seu expoente máximo de beleza e criou tantas ou mais memórias fora da pista do que dentro dela.

schumacher netflix critica echo boomer 2

O documentário em si está extremamente bem conseguido. Consegue retratar a vida e carreira de Schumacher de uma ponta à outra com objetividade. Foca-se na glória, sem nunca serem esquecidas as adversidades e momentos menos bons. O que é algo que traz sempre credibilidade a este tipo de produções. O arquivo resgatado e montagem feita com a narração está um trabalho de qualidade exímia, onde repetição não existe e todo o conteúdo é entusiasmaste. Juntando os inúmeros testemunhos de familiares, amigos e rivais (alguns deles carregados de emoção), este documentário conta com uma produção sublime.

Michael Schumacher foi um piloto genial, apaixonado, motivado e trabalhador, mas foi também um ser humano excecional. Após acabar o documentário, decidi voltar a ver e não me arrependo, pois esta produção emocionante faz justiça à genialidade do campeão mundial, tanto no palco principal como nos bastidores.

Para quem não está por dentro da Formula 1, é provável que não vá conseguir absorver tudo o que este documentário tenta transparecer. Quem está à espera do sensacionalismo de Drive To Survive vai acabar desiludido, visto que isto é um documentário (como o nome indica) e não uma novela. Não obstante, é um fantástico documentário desportivo dedicado ao melhor piloto da história da Fórmula 1 e vale cada segundo.

Crítica – The Night House (MOTELX)

Não é um filme que pareça trazer algo de novo, mas esconde boas surpresas sob a superfície, com um enredo que é tanto clássico como original.

Sinopse: “Em choque pela morte inesperada do seu marido, Beth é deixada sozinha na casa à beira do lago que ele construiu para ela. Ela tenta o melhor que pode para não se deixar ir abaixo – mas então começam os sonhos. Visões perturbadoras de uma presença na casa chamam-na, acenando com um fascínio fantasmagórico, mas a forte luz do dia elimina qualquer prova de assombração. Ignorando os conselhos dos seus amigos, Beth começa a vasculhar os pertences dele, ansiando por respostas que só vão adensar o mistério.”

Depois do inesperado suicídio do seu marido Owen, Beth tenta lidar com o luto enquanto arruma os assuntos pendentes do marido, permanecendo na casa de verão junto ao lago onde ele se matou. Logo desde a primeira noite sozinha, uma estranha presença começa a visitar Beth e ela assume que se trata do espírito de Owen, a comunicar com ela do outro mundo. Sentindo-se abandonada e traída pelo homem que amava, Beth exige respostas desta presença que todas as noites a visita através de pesadelos perturbadores, impelindo-a a procurar uma casa que ela desconhecia existir. Ignorando os conselhos dos seus amigos, Beth lança-se numa viagem para descobrir a verdade e usando as pistas que vê nos seus sonhos, começa a vasculhar o passado de Owen. O que ela vai descobrir é um segredo tenebroso que coloca em causa todo o seu casamento, e a sua vida. Beth pode ser a próxima vítima de um mal obsessivo e implacável, que está mais perto do que ela imaginava.

David Bruckner, o realizador por trás de Signal, The Ritual e de alguns dos melhores segmentos das antologias VHS e Southbound, regressa ao grande ecrã com um fantástico drama sobrenatural. The Night House é um dos melhores filmes de terror do ano de 2020 e só é uma pena que só agora esteja a ter o reconhecimento merecido, depois de mais de um ano perdido, sem acesso a distribuição devido à pandemia Covid-19.

Escrito por Ben Collins e Luke Piotrowski, os guionistas por trás de Siren, Stephanie e do excelente Super Dark Times, The Night House conta-nos uma história familiar de assombração através de um prisma original e inquietante sobre luto, casamento e obsessão.

Com um guião sólido e surpreendente, Bruckner guia-nos por uma viagem de descoberta sobre os segredos de um casamento através de fantásticas sequências de terror em que Beth tenta comunicar-se com o fantasma do marido. Durante o filme, ela segue os vestígios da sua vida passada, suspeitando de casos amorosos, mas a sua busca leva-a a procurar por uma estranha casa invertida, que pode ser a resposta para o porquê do suicídio de Owen e das visitas da entidade que a atormenta.

Uma personagem forte, desolada pelo acontecimento fatal e já afetada por uma depressão duradoura, Beth é uma protagonista complexa e cativante. Logo de início acreditamos na sua dor e conseguimos sentir o desespero de exigir respostas, retribuição, por uma tragédia inexplicável. Ao longo do filme estamos do lado dela conforme vai juntando as peças do puzzle por trás do misterioso suicídio e, se o guião se torna um pouco previsível, a realização sublime e a representação maravilhosa de Rebecca Hall elevam o filme a um patamar maduro e sofisticado de terror.

Não é um filme que apresenta sustos fáceis, antes utiliza jogos de perspetiva e ideias únicas, para representar tanto sequências perturbadoras como o testemunhar de homicídios, como a manifestação de uma presença invisível e sobrenatural. Sem querer revelar demasiado, vou só dizer que nada é o que parece.

Há que destacar as sequências de sonho capturadas com um excelente uso da câmara e iluminação, e uma direção de som inquietante, sem nunca depender de algo que nos salte para a frente da câmara só para provocar um arrepio fácil. Destaco o momento em que Beth enfrenta a entidade no molhe da casa, à noite, depois de ter sido ali atraída por visões do passado. A realização de que as passadas ensanguentadas são reais e estão a aproximar-se culmina num momento brilhante de contato, garantindo que o que estamos a ver é um filme que brilha pela simplicidade.

the night house motelx critica echo boomer 2

Outra sequência a destacar, pela originalidade, é um momento na casa de banho em que Beth, determinada a abandonar a sua busca e a desesperar por respostas, é finalmente confrontada pela entidade cara a cara. Digamos que é uma sequência única na forma como nos envolve, tal como os personagens, na emoção e terror de um romance único. A reviravolta que acontece neste momento é perturbadora e segue-se uma sequência alucinante de terror.

O guião não é a coisa mais original do mundo, mas é tão sólido que pode ser usado como referência para estruturar um mistério sobrenatural sem excessos, reduzido ao essencial. Há um momento em que a protagonista faz uma revelação sobre os detalhes do suicídio do seu marido durante um encontro com amigos que perturba tanto pelo realismo, como pela sensação iminente de desgraça. Prestem bem atenção a todos os detalhes. Todas as respostas deste mistério estão presentes desde o início e, se a estrutura pode ser previsível, a revelação final não será.

E que revelação final. O clímax do filme mostra um dos confrontos entre protagonista e antagonista mais sóbrios, maduros e inquietantes que já vi num filme de terror. Esta sequência é feita com tanta mestria e confiança que, apesar de ser tão simples e ter uma caracterização tão modesta, perturba pela forma direta como o mal representado é perene.

Um filme sobre o sacrifício do amor e o trauma da morte, The Night House é uma história de amor sem tempo para o romance, apenas para a inquietação e sofrimento inerentes às relações.

David Bruckner já tinha mostrado com The Ritual que é capaz de representar histórias clássicas de terror com uma abordagem original. Em The Night House, o terror é tanto subtil e inquietante, como assumido e impactante. Não é um filme que pareça trazer algo de novo, mas esconde boas surpresas sob a superfície, com um enredo que é tanto clássico como original. Em The Night House, nada é o que parece.

Valorant Circuito de Elite ganha novo parceiro com a Volkswagen Digital Solutions

A Volkswagen vem apoiar o VCE com um segmento de previsões e comentários.

O Valorant Circuito de Elite está a caminho da sua terceira etapa, que acontece já a 25 de setembro, e traz consigo novidades para os adeptos e o público que acompanha a competição.

Com a sua nova parceria com a Volkswagen Digital Solutions, o VCE irá contar com o apoio da Volkswagen em Predictions, um segmento extra à competição, onde casters e analistas comentam e fazem previsões sobre as partidas.

Esta colaboração marca a entrada da Wolkswagen no mundo dos esports, na qual a organização admite ver como uma “revolução”: “Para nós é um momento único e especial. O mundo do Gaming em Portugal tem cada vez mais relevância e a Volkswagen Digital Solutions enquanto marca tecnológica não pode passar ao lado desta revolução”, afirma Ana Gaspar, responsável pela marca da empresa.

O VCE vai agora para a sua terceira etapa antes da grande final de novembro e tem as inscrições em aberto até ao dia 24 de setembro em vce.gg.

Razer Wolverine V2 está de regresso com mais cores

O comando para prós da Razer para Xbox, agora melhorado.

A Razer revelou mais uma revisão do seu mais recente comando da Xbox, o Razer Wolverine V2, que recebe agora suporte RGB Chroma.

Compatível com PC, Xbox One e Xbox Series X|S, a nova versão conta com botões meca-táteis com tempos de atuação imediatos; seis botões multi-funções, como os seus dois botões de ombro e quatro gatilhos traseiros; capas dos analógicos substituíveis; modo de gatilho rápido com ajuste; um design melhorado; e claro, suporte Razer Chroma.

Este é um modelo com fios, cujo cabo pode ser removido para fácil armazenamento, e já está disponível por 159,99€ na loja da Razer.

Crítica – Mad God (MOTELX)

Se aceitarem que um filme pode ser como um sonho, demente, descontrolado e desnecessário de ser explicado, então irão apreciar Mad God.

Sinopse: “”Mad God” é um filme experimental em stop-motion ambientado num mundo miltoniano de monstros, cientistas loucos e porcos de guerra, que demorou 30 anos para ser concluído. Concebido e realizado pelo pioneiro Phil Tippett, um artesão à antiga dos efeitos especiais e stop-motion, “Mad God” foi projectado pelo animador após completar as gravações de ‘Robocop 2’, de 1990. Após conflitos de agenda, ao aceitar trabalhar em “Jurassic Park”, colocou o projeto em pausa e só o retomou quase 30 anos depois quando uma equipa de animadores do Tippett Studio encontrou caixas com as maquetes e os bonecos guardados, decidindo assim completar a obra que sempre desejou fazer.”

Uma torre de Babel algures num mundo alienígena é derrubada e o caos cobre o mundo. Um pergaminho anuncia que a fúria divina arruinará as cidades dos homens. Um agente humanóide com uma máscara de gás, chapéu tigela e armado com uma mala onde esconde uma bomba, é enviado para as profundezas de um reino apocalíptico e corrupto para o destruir. Dentro dele, o humanóide carrega a essência para a criação de um novo mundo, destinado à ruína. O ciclo de renascimento e destruição nunca termina. Isto é Mad God.

Desenvolvido ao longo de trinta anos, Mad God é um produto da imaginação de Phil Tippett, o premiado mestre dos efeitos especiais cujo trabalho pode ser visto em filmes como a trilogia Star Wars, O Dragão do Lago de Fogo, Robocop, Willow, Querida encolhi os Miúdos, Jurassic Park, Starship Troopers e, mais recentemente, na nova trilogia Jurassic World. Ao contrário de muitos especialistas de efeitos especiais mais tradicionais, ele evoluiu com a mudança da indústria, mas manteve-se ligado ao seu meio de origem, o stop-motion.

Daí origina Mad God, uma carta de amor aos efeitos especiais analógicos e tradicionais, cujo conceito parte de referências de sonhos que o próprio Tippett teve ao longo da vida, crenças ideológicas e uma sátira à criação artística e ao complexo industrial humano. Inicialmente criado durante o trabalho de Tippett em Robocop 2, com a chegada da animação digital Tippet deixou o projeto de lado, acreditando que não haveria abertura no cinema atual para este tipo de obra. Foram os jovens artistas no estúdio do próprio Tippett, ao encontrarem amostras das personagens, designs e algumas das sequências já filmadas para o projeto há 30 anos, que influenciaram Tippett a retomar o trabalho concluir esta que pode ser a obra definitiva da sua vida.

Assim surgiu esta produção independente, financiada pelo Kickstarter, sem compromissos criativos, que segue uma visão única criativa, a de Tippett. Agora, a visão é um pouco demente na sua expressão, as ideias representadas são um pouco repulsivas e pode ser demasiado forte ou absurda para alguns. Há um momento em que testemunhamos uma autópsia grotesca, realizada num personagem que ainda está vivo, que é arrastada ao ponto de se tornar incómoda. Também há toda uma sequência de viagem que passa por um gigante complexo fabril, onde criaturas vivas e colossais são torturadas para gerar alimento, através de um processo repugnante. Todo o filme está super populado com este tipo de sequências líricas, alusivas, sátiras da nossa sociedade e habitadas por criaturas e cenários fascinantes e perturbadores. No entanto, há uma ausência de estrutura. Para alguns, a história do filme pode ser demasiado vaga e a mensagem pode perder-se no meio do grotesco. Tortura, escravatura, industrialização sem limites, guerra total, o filme faz questão de nos atacar com sequências que realçam o caos, decadência e corrupção moral.

Temos um breve intervalo nessa viagem perturbadora, para visitarmos um aquário tropical de um anão alquimista, onde estranhas e pacíficas criaturas sobrevivem em paz neste cativeiro. Logo de seguida, o alquimista solta uma aranha monstruosa que se alimenta de uma destas criaturas. Outros habitantes do aquário testemunham isto e continuam a sua vida, como se nada fosse, como se este sofrimento arbitrário fosse a norma. Não há forma de ver o filme e não sentir um fatalismo inerente à mensagem. Não será um filme onde vão sentir prazer.

Mad God é um filme experimental e segue as vagas criativas do autor. Se Tippet pretende passar de uma jornada por um mundo apocalíptico, para o laboratório de um homem que usa as premonições de bruxas para orquestrar a destruição de mundos menores, ou para a criação de um novo universo decadente a partir dos restos de uma criatura bebé que foi, tudo bem. O fascínio do filme está tanto no sentido que possamos retirar dele, como na tecnologia usada. Mensagem e estética fazem a viagem.

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E a tecnologia é bem utilizada. Além da stop-motion, conseguimos detetar outros efeitos como maquetes e marionetas, bem interligados. Apesar dos efeitos em si não serem de topo, estão de tal modo equilibrados e bem utilizados, que a imersão é total. No início sente-se mesmo que estamos a viajar por um mundo alienígena, estranhamente semelhante ao nosso. Essa sequência em que vemos a descida de um humanóide, que passa por vários patamares de um mundo em ruínas, cada um deles diferente e mágico à sua maneira, é incrível. Arrasta-se um pouco demasiado, mas está tão cativante na animação, na estranheza e imaginação, e no uso de uma banda-sonora excelente, que vale a pena ser vista só por si. Aliás, vou mais longe em dizer que esta sequência é a parte que vale a pena ver. O resto? Torna-se redundante. Há por exemplo algumas partes do filme, feitas com atores em live-action, que não impressionam tanto pela abordagem e mensagem e tornam-se mesmo cansativas. Mas fora isso, o filme é uma delícia visual.

Infelizmente, Mad God perde-se um pouco em repetição e mensagens vagas. Na sua conclusão, resta-nos a ideia de que Tippett pretende fazer uma crítica tanto ao processo criativo, como alertar-nos para o perigo do crescimento descontrolado da civilização.

Para aqueles que procuram um filme de animação mais coerente, com uma estrutura definida, protagonista, um conflito, procurem noutro lugar. Este filme é uma experiência para ser testemunhada. É complicado, nem sempre dá prazer, mas a mensagem que procura passar, de que somos criaturas de autodestruição, condenadas à industrialização, canibalizando-nos uns aos outros num ciclo ininterrupto de destruição e renascimento, apesar de não ser original, merece ser vista.

Venham pela animação e estranheza, pela viagem. Se aceitarem que um filme pode ser como um sonho, demente, descontrolado, e desnecessário de ser explicado, então irão apreciá-lo. Senão estiverem dispostos a isso, porque é que iriam ver um filme chamado Mad God?

Back 4 Blood recebe trailer dedicado à campanha

O Co-Op também pode ser cinemático.

Back 4 Blood chega em outubro, mesmo a tempo da temporada dos monstros e das bruxas, com um jogo aterrorizante, mas que promete juntar amigos à volta do ecrã.

A caminho do seu lançamento, a Warner Bros. revelou agora mais um trailer do jogo que se foca na campanha, dando ao título um “flair” mais cinemático e apresentando as ameaças que nos esperam.

Essencialmente, a humanidade está em vias de extinção devido à invasão de parasitas e monstros mutantes. Zombies, para simplificar. E cabe aos jogadores, em conjunto, reclamarem o mundo.

Back 4 Blood é um jogo original da Turtle Rock, que no passado nos trouxe o aclamado Left 4 Dead. Se o nome não é indicativo o suficiente, nós apostamos que é mesmo uma sequela espiritual do jogo da Valve, com um estilo de jogo muito familiar que vai juntar quatro jogadores contra o resto do mundo.

Back 4 Blood tem data de lançamento a 12 de outubro no PC e consolas, ficando também disponível para todos os subscritores do Xbox Game Pass.

Concerto dos Cut Copy em Portugal passa para 2022

Já se esperava.

Já é um hábito, mas é mesmo assim: enquanto a pandemia não estiver totalmente ultrapassada, ou quase, torna-se difícil que concertos com muita gente em espaços fechados, e com artistas internacionais, possam acontecer sem restrições. Desta vez, são os Cut Copy a adiar o seu concerto em Portugal.

Assim, ao invés de tocarem no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no próximo mês de outubro, como estava agendado, a banda adiou o concerto no nosso país para 4 de novembro de 2022.

Os bilhetes já adquiridos mantêm-se válidos para a nova data, sem necessidade de troca. Para quem não adquiriu, estes encontram-se à venda nos locais habituais.

O mote deste espetáculo é o último álbum de originais, Freeze, Melt, editado a 21 de agosto de 2020.

Xbox Cloud Gaming já pode ser usado nativamente no Windows 10

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E é possível fazer streaming da Xbox Series X|S para o PC.

É mais um passo em direção a um ecossistema da Xbox cada vez mais sólido, onde é possível jogar de diferentes maneiras.

O Xbox Game Pass já permite que os subscritores do serviço consigam jogar uma biblioteca de jogos nativos no PC. O Xbox Cloud Gaming, ou xCloud, permite que seja possível jogar via streaming sem máquinas muito avançadas, e claro, temos as consolas a fazerem o que fazem bem. Agora, a nova atualização da aplicação da Xbox para PC vem abrir novas possibilidades.

Até aqui, o xCloud era acedido nos PCs através de navegadores de Internet, como Microsoft Edge, Firefox, Google Chrome ou Safari. Enquanto que os utilizadores de MacOS e iOS terão que recorrer ao seu navegador, os utilizadores de PCs Windows 10 e Windows 11 podem agora encontrar os seus jogos favoritos, à distância de um clique, através da aplicação nativa da Xbox. Tudo o que precisam é de uma ligação à Internet e um comando.

Xbox Cloud Gaming Windows 10

O streaming de jogos conta com cross-progression e cross-play, significando que é possível saltar da consola para o streaming e continuar a jogar. Tal como a experiência via navegador ou dispositivos Android, contamos aqui com um stream até 1080p e 60FPS, com alguns jogos a correrem na sua versão da nova geração.

Além desta novidade, a Xbox relançou o Xbox Remote Play para PC, compatível com a Xbox Series X|S, significando assim que será possível usar o PC ou tablet para continuar a jogar Xbox na rede doméstica, incluído jogos da Xbox 360 e Xbox Original.

Para tirar partido do Xbox Cloud Gaming, é necessária a subscrição Xbox Game Pass Ultimate. Já o Xbox Remote Play está disponível de forma gratuita para todos.

A Nintendo Switch já suporta dispositivos áudio Bluetooth

Afinal sempre era possível.

Até hoje, a Nintendo Switch não suportava dispositivos áudio Bluetooth, limitando o potencial da consola e obrigando muitos utilizadores a usarem recetores específicos para o efeito, ou até mesmo recorrendo ao tradicional áudio por cabo com ficha de 3.5mm.

Agora, tudo muda. Uma pequena atualização lançada para a Nintendo Switch desbloqueou a função, com uma nova aba no menu para sincronizarmos os nossos pares sem fios à consola.

Mas podemos dormir descansados? Mais ou menos. Após alguns testes com vários pares, reparámos que nem todos são compatíveis, significando que não há garantias de que todos os equipamentos funcionem.

Além disso, a Nintendo alerta para algumas notas, nomeadamente que esta funcionalidade não desbloqueia a capacidade de chat, pois não permite a utilização de microfones.

Segundo a página de suporte da Nintendo, estas são as suas limitações:

  • É possível ligar até dois comandos sem fios em simultâneo a uma consola Nintendo Switch com o áudio Bluetooth ativado. Não será possível ligar comandos sem fios adicionais até o dispositivo de áudio Bluetooth ser desativado.
  • O áudio Bluetooth será desativado durante a comunicação local, por exemplo, ao iniciar uma partida no modo multijogador local.
  • Só é possível ligar um dispositivo de áudio Bluetooth de cada vez, mas é possível guardar até dez dispositivos na consola Nintendo Switch.
  • Não é possível utilizar microfones Bluetooth.
  • Dependendo do dispositivo Bluetooth, é possível que o áudio sofra alguma latência.

DPD já só faz entregas em Lisboa com viaturas zero emissões

Semana da Mobilidade Europeia marca o arranque da circulação dos veículos na capital.

A partir de hoje, inicia-se a distribuição na cidade de Lisboa apenas com veículos verdes pela DPD. 55 veículos 100% elétricos eSprinter da Mercedes-Benz Vans passam a circular para fazer as entregas de encomendas da DPD, representando uma redução de 87% das actuais emissões de CO2 e 84% de NOx e evitando perto de 330 toneladas de gases poluentes por ano.

O abastecimento destas viaturas é possibilitado pela disponibilização de bases de carregamento da Repsol nas instalações da DPD em Lisboa.

Segundo Olivier Establet, CEO da DPD, a empresa está “a preparar igualmente a descarbonização da cidade do Porto, entre outras medidas de redução do impacto ambiental nas entregas de encomendas”.

Francisco Ferreira, Presidente da Associação Zero, considera que “a DPD, ao garantir uma frota totalmente elétrica em Lisboa ainda este ano, estabelece um marco importante no esforço de redução da poluição do ar e para a descarbonização que outras empresas e entidades devem seguir. A transição para a mobilidade elétrica é uma enorme valia pela redução da poluição do ar, das emissões de gases com efeito de estufa que causam as alterações climáticas, para além da redução significativa do ruído”.

3 Moscatéis de Setúbal no Top 10 dos melhores do mundo

Durante os dois dias do concurso, foram provados 182 moscatéis de todo o mundo. O júri internacional atribuiu 60 medalhas, 35 de ouro e 25 de prata.

A 21.ª edição do concurso internacional Muscats du Monde, que decorreu nos dias 7 e 8 de setembro na região Occitânia, no sul de França, colocou 3 Moscatéis de Setúbal no Top 10 – Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior Do 10 anos 2004, Adega de Palmela Moscatel de Setúbal Doc 10 anos e Venâncio da Costa Lima Moscatel Roxo de Setúbal Doc Reserva da Família 2017.

Dos 19 países representados, Portugal conquistou 11 medalhas – seis de ouro e cinco de prata – nove das quais atribuídas a Moscatéis de Setúbal, contribuindo para a afirmação internacional da Região Vitivinícola da Península de Setúbal como o berço privilegiado para a produção destes generosos.

Nesta edição do concurso que premeia a extraordinária diversidade aromática dos Moscatéis, foi ainda distinguido, com a medalha de ouro, o Venâncio Costa Lima Moscatel de Setúbal DO Reserva 2009. Os produtores Adega Cooperativa de Palmela, Sociedade Vinícola de Palmela, Casa Ermelinda de Freitas, Venâncio da Costa Lima e Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões conquistaram ainda cinco medalhas de prata.

Almada passa a contar com um Centro Integrado de Respostas de Saúde e Sociais

É também no local que acontecerá a primeira consulta descentralizada de profilaxia pré-exposição (PrEP) do país.

Almada acaba de inaugurar o Centro Integrado de Respostas de Saúde e Sociais (CIRSS), que pretende reforçar a resposta complementar aos serviços de saúde já existentes, quer em meio comunitário, quer no contexto das estruturas públicas de saúde no concelho, promovendo a prevenção, rastreio, acesso e retenção em tratamento das pessoas que vivem com VIH, hepatites virais e outras Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

No CIRSS, as respostas serão centradas na pessoa, mediante avaliação das suas necessidades de saúde e sociais, bem como para aquisição de estratégias e competências com vista à autonomia e melhoria da sua qualidade de vida.

Instalado no Edifício Luís de Camões, no Laranjeiro, espaço disponibilizado pela Administração Regional de Saúde Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), o Centro Integrado de Respostas de Saúde e Sociais do concelho de Almada terá a primeira consulta descentralizada de profilaxia pré-exposição (PrEP) do país, implementada pelo Hospital Garcia de Orta (HGO). Esta consulta, de prevenção da infeção, demonstrou ter um impacto muito importante na redução da incidência de VIH.

O HGO implementará também no CIRSS uma consulta descentralizada para o tratamento hepatites víricas, disponibilizando um infeciologista, oito horas por semana, assegurando a realização de exames auxiliares de diagnóstico e a cedência de medicação de uso exclusivo hospitalar prescritos no âmbito da consulta.

O Centro Integrado de Respostas de Saúde e Sociais disponibiliza:

  • Serviço de rastreio: testes rápidos do VIH, hepatite C, hepatite B e sífilis (serviço gratuito e anónimo, também disponível para a população em geral);
  • Prestação de cuidados de saúde: consulta médica e de enfermagem, apoio na medicação, referenciação para as consultas especializadas do SNS;
  • Apoio social para avaliação das necessidades da pessoa ao nível social (situação financeira, habitação, emprego, questões jurídico-legais, documentação, entre outras), referenciação e encaminhamento para estruturas relevantes – realizado por uma técnica de serviço social;
  • Apoio por pares: acompanhamento das pessoas rastreadas com resultados reativos às consultas médicas da especialidade e serviços de apoio social e jurídico-legal, entre outros; partilha de conhecimento/educação para saúde na área do VIH, hepatites virais e infeções relacionadas, funcionamento e navegação nas estruturas hospitalares; direitos e deveres sociais; aconselhamento e promoção da autonomia da pessoa que vive com VIH em aceder aos cuidados de saúde e de resposta social bem como contribuir para a tomada de decisões informadas;
  • Distribuição de material de prevenção de IST: preservativos femininos, preservativos masculinos e lubrificante;
  • Distribuição de material para consumo fumado e injetado;
  • Distribuição de material informativo.

O CIRSS estará a funcionar às quartas-feiras, das 9h às 17h30, e às quintas e sextas, das 14h às 20h. Para qualquer questão, podem ligar para o 910 250 553 ou enviar um email.

Música – Álbuns essenciais (agosto 2021)

Chamam-lhe o mês mais feliz do ano e, em 2021, voltou a fazer justiça a esse título! Tantos artistas e bandas pelas quais tenho um carinho especial a evidenciar-se.

Bon Iver voltou a juntar-se com Aaron Dressner e chamaram Taylor Swift, os Fleet Foxes e Ben Howard para um momento enorme de paz interior, CHVRCHES e The Killers lançaram possivelmente os melhores álbuns de carreira, Nas e Jungle brilham mantendo a essência, Deafheaven e Lorde continuam a explorar novas vertentes musicais com sucesso.

Isto e muito mais, analisado mais ao pormenor, no artigo de álbuns essenciais deste mês. Começamos?

[Artigo de álbuns essenciais de julho]

Big Red Machine – How Long Do You Think It’s Gonna Last?

big red machine how long do you think its gonna last

Género: Folk/Indie Folk

Ouvir no Spotify

O nome Big Red Machine pode passar despercebido para os mais desatentos, mas basta ouvir a primeira música para perceber o quão especial é este projeto. Projeto esse desenvolvido por Justin Vernon, mais conhecido por Bon Iver, juntamente com Aaron Dessner, um dos membros fundadores dos The National.

Posto isto, o caso muda logo de figura e, para muitos, já vale a pena dar uma espreitadela a esta colaboração. A somar ao quão especial são Vernon e Dessner enquanto músicos, este segundo álbum conta com uma série de colaborações de renome, ajudando a tornar o produto final deveras homogéneo e constante. As que saltam logo à vista são Taylor Swift, que em julho do ano passado incluiu “Exile“, em colaboração com Bon Iver, no seu aclamado álbum Folklore; Fleet Foxes, que também estiveram em altas em 2020 com Shore, um dos melhores álbuns de carreira da banda; e Ben Howard, que também não é um nome estranho para os portugueses, apesar dos últimos trabalhos não terem feito justiça ao talento do músico.

Todos estes ingredientes misturam-se de forma natural, dando origem a um produto final onde a falta de química não é, de todo, um problema. É um álbum muito aprazível e sem dúvida que tem sabor a pôr do sol numa tarde amena de verão, com uma brisa suave proveniente do horizonte onde se pode ver o oceano. O problema é que é só um álbum agradável… Faltou foco e engenho para o elevar a algo maior que um produto humilde, que fica a dever à qualidade dos músicos que o compõem. Em última instância, não duvido que Vernon e Dessner se tenham divertido e passado um bom bocado a gravar How Long Do You Think It’s Gonna Last? e, por sua vez, eu também fiquei satisfeito… mas não impressionado.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Latter Days (ft. Anaïs Mitchell)
> Phoenix (ft. Fleet Foxes & Anaïs Mitchell)
> Renegade (ft. Taylor Swift)
> June’s A River (ft. Ben Howard & This Is The Kit)

Chvrches – Screen Violence

Chvrches Screen Violence

Género: Synth-Pop/Indietronica

Ouvir no Spotify

Quando se fala de CHVRCHES posso parecer suspeito, visto que é uma banda que vi “nascer” e foi amor à primeira vista. No entanto, a verdade é que, desde que despontaram no panorama musical de Synth-Pop, em 2013, nunca baixaram de qualidade musical, sendo uma presença assídua nos meus tops anuais de melhores músicas.

Este é um álbum especial porque, apesar dos seus dois antecessores terem sido bons, ficaram um pouco aquém da arte por detrás da produção do álbum de estreia, The Bones Of What You Believe. E Screen Violence não só o consegue igualar, como o ultrapassa.

A destreza instrumentista de Martin Doherty e Iain Cook atinge um novo nível de maturidade e a voz da maravilhosa Lauren Mayberry continua a derreter e a encantar, como se de uma poção mágica se tratasse. Neste álbum, há ainda uma música que conta com a colaboração de Robert Smith, à qual não há muito a acrescentar, visto que tudo em que toca se transforma em ouro.

Já lá vão mais de três anos desde a última vez que tive o prazer de os ver ao vivo (num dos concertos mais especiais do NOS Alive 2018) e depois deste novo álbum, o desejo é de voltar a encontrar-me com a banda escocesa da próxima vez que voltar a colocar pés em território nacional.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Asking For A Friend
> He Said She Said
> How Not To Drown (ft. Robert Smith)
> Good Girls

Deafheaven – Infinite Granite

Deafheaven Infinite Granite

Género: Post-Rock/Shoegaze

Ouvir no Spotify

Este é só o 4º álbum dos Deafheaven e já é o 4º álbum muito bom que gravam. Um feito arrebatador, dado que a banda só foi criada em 2010 e o seu primeiro álbum foi lançado apenas há oito anos.

Infinite Granite afasta-se um pouco do black metal que tem vindo a caracterizar a sonoridade da banda californiana ao longo dos últimos anos e aproxima-se mais do post rock. O factor chave nesta mudança é que os Deafheaven não só demonstram o quão versáteis são, como deixam claro que conseguem ser exímios em géneros musicais distintos, sem nunca deixar a criatividade ser ofuscada pelo desejo de mais sucesso comercial. Prova disto é o formato das músicas, e até do álbum, continuar a fugir à norma, deixando claro que são eles quem está em controlo do seu próprio destino.

Este 4º álbum é caracterizado por melodias belíssimas e profundas, extremamente bem compostas e, apesar dos tons mais leves terem ganhado espaço face a trabalhos passados, a alma do início de carreira dos Deafheaven continua toda cá.

Classificação do álbum: ★★

Músicas a ouvir:

> In Blur
> Great Mass of Color
> Lament for Wasps
> Villain
> The Gnashing

Foxing – Draw Down The Moon

foxing draw down the moon

Género: Indie Rock/Emo

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O que de cativante conquistou os fãs ao longo destes últimos anos não só se mantém, como é enaltecido em Draw Down The Moon.

A base é o indie rock e, como tal, há uma fórmula pré-definida. Contudo, os Foxing fogem ao ordinário e fazem questão de adicionar o seu toque pessoal, diferenciando-se da maioria das bandas célebres do género. Esta diferenciação é impulsionada, sobretudo, pelos vocais únicos de Connor Murphy. A sua entrega é admirável, o que confere imensa intensidade e impacto emocional à generalidade das músicas do álbum (quer as letras acompanhem ou não).

A verdade é que, com a música de abertura, que por si só é incrível, nada faz esperar a orientação musical do resto do álbum. “737” começa de forma analítica e de mansinho, emergindo em crescendo até atingir uma entropia distópica que surpreende os que se deixam apanhar pela primeira metade da música. A partir daí, é um álbum de indie rock, mas pertencente a uma liga onde neste momento os Foxing têm a hegemonia.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> 737
> Draw Down The Moon
> Cold Blooded
> If I Believe In Love

Halsey – If I Can’t Have Love, I Want Power

halsey if i cant have love i want power

Género: Alternative Pop/Punk-Pop

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O rumo que a carreira de Halsey tomou com Manic ganhou outra profundidade com este novo lançamento (e uma luz ao fundo do túnel para um novo género musical).

If I Can’t Have Love, I Want Power é o álbum mais intenso da cantora norte-americana até à data. Essa intensidade deve-se muito à capacidade de produção e lírica de Halsey e à forma como consegue encaixar com naturalidade letras autênticas, sem filtro, com um espetro de instrumentais tão distintos.

Numa montanha russa ultra-sónica que vai do Pop ao Punk, Halsey consegue dominar as suas emoções e atingir uma produção coerente, desenvolvida em paralelo com a sua primeira gravidez.

Pessoalmente, apesar de ter noção que Halsey é valorizada devido ao seu impacto no Pop, não tenho dúvidas que a sua voz encaixa na perfeição no Punk. Após ter tido uma experiência positiva com Machine Gun Kelly nessa vertente musical, este álbum voltou a tocar nela com “Easier than Lying”.

Fica no ar se lançar um álbum Punk (na íntegra) faz parte dos planos de Halsey num futuro próximo. Espero que sim!

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> The Tradition
> Easier than Lying
> honey
> I am not a woman, I’m a god

Jungle – Loving In Stereo

jungle loving in stereo

Género: Dance/Electronic

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Jungle iguais a eles mesmos no seu triunfo mais gritante até à data.

Em 2014 explodiram com “Busy Earnin’” (um hino à música eletrónica), single que viria a aparecer no soundtrack de FIFA 15 e a integrar o self-titled album de estreia da banda. Apesar de terem perdido o comboio do mainstream que os ia receber de braços abertos, mas partiu rumo ao folk, uma coisa é certa: nunca se deixaram afetar por isso, mantendo-se fiéis ao género que os acolheu e sempre lhes sorriu de volta.

Este ano, os Jungle ascenderam ao próximo nível ao serem convidados para dar som à apresentação do novo modelo de carro de Fórmula 1 para a época 2022, com o novo single “Keep Moving”, cuja letra faz jus à mudança que a F1 vai incorporar.

Se este convite era um bom presságio para o que aí viria com o novo álbum, Loving In Stereo veio confirmar as suspeitas, assumindo-se como um álbum à altura das expetativas, refutando a ideia de “one hit wonder”.

O que se dilui no comprimento em demasia do álbum traz consistência e frescura a um bom punhado de músicas, fazendo deste disco um sucesso imediato. Posto isto, é sensato dizer que os Jungle podem ter perdido o comboio para o mainstream, mas desenvolveram o seu próprio meio de transporte. E neste momento, viajam à velocidade que bem lhes apetece.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Keep Moving
> All Of The Time
> Talk About It
> Truth
> Can’t Stop The Stars

Kanye West – Donda

Kanye West Donda

Género: Rap/Gospel

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Kanye West é um génio criativo sem igual. Já o provou dezenas de vezes, nomeadamente quando redefiniu o rap enquanto género musical. E isto remonta ao seu impressionante início de carreira, numa época onde o R&B e o Rap disputavam um lugar no mainstream com o Rock.

A diferença é que, na altura, o Rap usava a ostentação e vida de excessos de sujeitos vindo do nada como pivô para o sucesso. Não só era repetitivo, como muita vezes oco, e Kanye revolucionou-o tornando num género mais versátil, com temáticas mais sensíveis e conscientes, permutando entre estas, com sonoridades que foram sofrendo metáteses ao longo de quase uma década até chegar a Yeezus (2013), álbum que veio impulsionar o trap enquanto género.

A criatividade de Kanye era imbatível e refletia-se em tudo em que ele tocava, mas a sua saúde mental, que já se vinha a deteriorar desde a morte da sua mãe, ganhou outros contornos por volta do ano em que lançou Yeezus, através de comentários/comportamentos sem filtro e, por vezes, descontextualizados.

Nestes últimos anos, Kanye encontrou conforto na religião que, apesar da bipolaridade (diagnosticada), acabou por “justificar” muitos dos comportamentos e comentários anteriores do rapper, tendo influenciado em muito a música que passou a produzir.

Kanye tornou-se inconstante, imprevisível e perdeu grande parte do foco que outrora teve na hora de produzir e filtrar o conteúdo final dos seus álbuns. A primeira bandeira vermelha apareceu com The Life of Pablo (2016), dotado de boas faixas, mas não funcionava como um todo. Seguiu-se Ye (2018), que pouco veio acrescentar à carreira do rapper, e Jesus Is King (2019) veio fazer uma primeira apresentação à sua faceta mais religiosa, mas sem qualquer impacto.

Donda foi um dos álbuns mais antecipados do ano. O problema foi que esteve a sofrer mudanças constantes desde a primeira apresentação ao vivo e o seu lançamento foi adiado semana atrás de semana. A somar a isso, segundo consta, quando foi lançado ainda não estava finalizado.

Basicamente, toda uma confusão que se reflete num álbum com ambição de ser uma prima-dona, mas que se estendeu sem efeito ao longo de quase 2 horas e contém 27 músicas no cartório, muitas delas dispensáveis.

Por muito que respeite o processo criativo de cada artista, a verdade é que isso nem sempre significa que o produto final vai estar à altura das pretensões do mesmo, e Donda ficou aquém da capacidade de coesão na hora de construir um álbum que Kanye tem/teve.

Em todo o caso, não deixa de ser um bom álbum – o melhor desde The Life of Pablo.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Jail
> Off The Grid
> Jonah
> Moon
> Keep My Spirit Alive

Lorde – Solar Power

Lorde Solar Power

Género: Folk Pop/Psichedelic Pop

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Os álbuns da Lorde funcionam quase como uma forma de estar – nem todas as alturas são as certas para os absorver. Ainda assim, em 2017 conseguiu atingir um nível de inventividade inesperado com Melodrama, retrato com frescura de uma fase da sua vida. Esse álbum acabou por ser o melhor de 2017 a par de Damn, de Kendrick Lamar. Melodrama veio também afastar Lorde da premissa de produto pop que a indústria criou depois de Pure Heroine (2013) – quando tinha apenas 16 anos – e deu-a a conhecer a outro segmento do “mercado”.

Em 2018 era cabeça de cartaz de festivais mais indie, como é o caso do Primavera Sound, cujo foco é impulsionar artistas com bons álbuns e não pela bagagem musical. Adivinhem? Yup, fui ao Porto vê-la a atuar ao vivo e foi tudo o que esperava e mais alguma coisa!

Atualmente, com 24 anos, a artista continua a afastar-se das pretensões do mainstream e a trilhar o seu próprio caminho noutras vertentes pop, tais como folk e psychedelic.

Acompanhado de uma mudança radical de sonoridade, Solar Power é o álbum mais desafiante de absorver dos três já lançados, mas mantém-se acima do limiar do que define um bom álbum. Posso dizer que não fiquei completamente convencido após a primeira rodagem, mas desde aí já o ouvi pelo menos uma dúzia de vezes e a sensação que fica é que é um álbum alegre e de qualidade, logo merece que lhe seja atribuído o devido valor.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Solar Power
> Stoned at the Nail Salon
> Fallen Fruit
> Mood Ring

Maisie Peters – You Signed Up For This

Maisie Peters You Signed Up For This

Género: Pop

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Mais uma estreia que salta imediatamente à vista oriunda do Reino Unido, estando já a fazer estragos nos tops britânicos.

Maisie Peters começou aos 15 anos a gravar vídeos para o YouTube, usando o seu quarto como palco para o mundo, a cantar músicas escritas e compostas por si, acompanhada somente de uma guitarra acústica. Três anos depois já tinha um contrato em cima da mesa da Atlantic Records para lançar dois Extended Plays. Este ano assinou pela editora de Ed Sheeran, através da qual lançou o seu álbum de estreia.

Na sua maioria, You Signed Up For This foge do tão esperado Bedroom Pop no que toca a sonoridade, mas mantém essa nuance a nível de mensagem. Cada música tem o seu propósito e cumpre-o sem pressas para ser mais do que é, o que faz com que cada qual seja única e especial (até mesmo a que teve mão do Ed Sheeran diretamente).

Maisie Peters não tinha nada a provar, mas ficou mais do que visto que talento é algo que não lhe falta, com um álbum de estreia bastante promissor!

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> John Hughes Movie
> Psycho
> Villain
> Elvis Song

Nas – King’s Disease II

Nas Kings Disease II

Género: Hip-Hop/Rap

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Nunca fui o maior fã do trabalho de Nas, mas sempre lhe reconheci o talento e engenho. Ainda assim, considero que, após o lançamento de Life is Good (2012), caiu numa crise criativa grave e perdeu algum do meu apreço.

Em 2021, o rapper nova-iorquino consegue, finalmente, dar a volta por cima e voltar ao negócio com King’s Disease II, completando esta série de álbuns em alta.

Caracterizado pela composição instrumental “90s Aesthetics”, que sempre estiveram bem patentes nos álbuns do Nas, King’s Disease II não é exceção e consegue alguns clássicos instantâneos, como é o caso de “Composure” (com Hit-Boy).

Não deixa de ter piada que, num género dominado maioritariamente por homens que defendem que ser-se inventivo e insistente na hora de produzir é a única forma de sucesso, foi quando Nas deixou de tentar e limitou-se a mandar umas rimas com bom storytelling (incrível em “Store Run”) que conseguiu atingir a satisfação pessoal. Em simultâneo, ofereceu uma prenda aos amantes de Classic Rap.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:

> Death Row East
> EPMD 2 (ft. Eminem & EPMD)
> Rare
> Store Run
> Nobody (Ms. Lauryn Hill)
> Composure (ft. Hit-Boy)

The Killers – Pressure Machine

The Killers Pressure Machine

Género: Folk Rock/Heartland Rock

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Depois de, no ano passado, os The Killers terem atingido o auge de carreira com o seu melhor álbum, Imploding Mirage, seria de esperar que Brandon Flowers e companhia tirassem um tempo para desfrutar dos louros. O problema é que, com a pandemia, ficou complicado os músicos darem-se ao luxo de parar, porque mesmo sendo uma banda de renome, os festivais satélite dão sempre prioridade a bandas com álbuns mais recentes para elaborar o cartaz. Isto significa que a janela para se ser cabeça de cartaz seria este ano. Como os grandes festivais de verão voltaram a ficar em stand-by até 2022, significa que as bandas a lançar álbuns em 2021 vão ter mais margem para negociar bons contratos para espectáculos.

Posto isto, a decisão de lançar outro álbum exatamente um ano depois, tendo sido pensada ou não, foi acertada. Estou certo que terem tido tempo livre também ajudou, porque a banda deixou claro que não tinha quaisquer intenções de usar faixas de sobra de Imploding Mirage e exigiu inspiração extra.

De acordo com o baterista da banda, Ronnie Vannucci Jr., esta escolha deveu-se a um sentimento: “But the sky was falling and we were hit with this emotion – especially Brandon. We wanted to do something following that feeling. I remember him saying, ‘Follow me down this road’. We put those songs to the side and embarked on something new and fresh.”

As boas notícias? Inspiração não faltou. É certo que há algumas diferenças notáveis entre os dois últimos álbuns, na medida em que este novo tem um conceito documental e é muito mais introspetivo, baseado na infância de Brandon Flowers, em Nephi (Utah). O processo criativo por detrás de Pressure Machine começou por escrever todas as letras e só depois produzir a melodia para lhes dar ritmo e personalidade. Outra diferença para todos os trabalhos anteriores da banda é que, desta vez, optaram por gravar e misturar tudo de forma analógica, com cassetes e mesa de mistura.

Muda a década e, subitamente, somos presenteados com a melhor versão dos The Killers, o que me deixa bastante feliz, visto que foram uma das bandas da minha adolescência.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> West Hills
> Quiet Town
> Sleepwalker
> Runaway Horses (ft. Phoebe Bridgers)
> In The Car Outside

Turnstile – Glow On

Turnstile Glow On

Género: Hardcore Punk/Melodic Hardcore

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Há seis anos estavam a lançar o primeiro álbum que os metia no radar em solo norte-americano. Agora? Já não há radar que os acompanhe.

Definir Turnstile é difícil, dado que ainda que o hardcore esteja bem patente na base sonora da banda, esta não se restringe propriamente a géneros normalmente ligados ao hardcore. Não há quaisquer regras! Simplesmente fazem o que bem lhes apetece, empregando texturas instrumentais energéticas cheias de detalhe que rasgam colunas e amplificadores por detrás de camadas de emoção. Testemunho disso são as duas músicas em colaboração com Blood Orange, azeite e água que se misturaram sem dificuldade neste álbum.

Glow On é o terceiro álbum em nome próprio e é, de longe, o mais ambicioso, inventivo e potente, mesmo quando se achava tal ser impossível. Durante 35 minutos, tudo funciona a favor da banda estado-unidense e esta segue de vento em poupa rumo ao estrelato.

Sem dúvida que Glow On é um dos grandes álbuns de 2021 e tem tudo o que é preciso para redefinir o futuro do Punk. Depois de o ouvir em loop, só me deixou com mais vontade de ver Turnstile ao vivo, que ascenderam ao topo da minha lista de desejos.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:

> BLACKOUT
> MYSTERY
> UNDERWATER BOI
> ALIEN LOVE CALL (ft. Blood Orange)
> WILD WRLD
> NEW HEART DESIGN

Willie Nile – The Day the Earth Stood Still

Willie Nile The Day the Earth Stood Still

Género: Folk/Americana

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Velhos são os trapos! Willie Nile teve uma carreira um bocado conturbada (para além de já ter começado tarde), porém continua a correr como se tivesse acabado de a começar.

Aos 73 anos de idade, Nile lança mais um álbum contemporâneo à altura de artista como Bod Dylan, Bruce Springsteen ou Steve Earle (que entra neste álbum).

The Day the Earth Stood Still vem relembrar 2020 e provar que Nile não parou. Os indícios são que neste novo trabalho se reflete a firmeza, resiliência e genica do artista nova-iorquino.
Nile pode muito bem ser tratado como tesouro nacional pela paixão e entrega que coloca na música que produz, e este álbum faz jus a essa distinção.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> The Day The Earth Stood Still
> Sanctuary
> Where There’s a Willie There’s A Way
> Way of Heart

Que mês fantástico e ainda nem falei dos EPs que também merecem ser referidos. Aqui vão eles:
> Model Citizen EP dos Meet Me @ The Altar
> Aisles da Angel Olsen

See you later!

Artigo de essenciais de setembro

Análise – Arboria (PC)

Um roguelike com algum potencial que é prejudicado por um combate pouco entusiasmante e uma mão cheia de bugs irritantes.

De certeza que já pararam e pensaram “isto não é para mim”. Fosse um filme, um álbum de música ou um videojogo, existe sempre um momento onde somos obrigados a parar e a admitir que não somos o público certo para aquele objeto artístico. O problema pode não ser inerente ao que vemos ou jogamos, mas sim a um gosto pessoal e é isso que me traz a Arboria: um videojogo que tinha tudo para me tornar num fã, mas que me cansou e desmotivou sempre que regressei ao seu mundo de trolls.

No papel, Arboria devia ser um sonho para mim. Como roguelike, o título da Dreamplant leva-nos a explorar um mundo invulgar que se constrói entre lendas e mitos escandinavos, onde ogres e trolls habitam através de zonas aleatórias e repletas de segredos. Não existem duas partidas iguais e Arboria é um título suficientemente desafiante para criar alguma tensão dentro e fora dos combates, com armadilhas e outros perigos à espreita neste mundo de visibilidade reduzida e cenários repletos de raízes e formações rochosas que mais parecem ser os músculos de um ser indescritível.

A estrutura roguelike funciona como em qualquer outra experiência do género e está assente na repetição progressiva à medida que conhecemos melhor o mundo de Arboria e melhoramos as habilidades passivas das nossas personagens. Uma das diferenças, ainda que esteja longe de ser uma novidade, é que temos sempre várias personagens à disposição, com os seus próprios atributos e habilidades únicas, quando regressamos à aldeia. Com a personagem morta, perdemos tudo, mas podemos influenciar o favor dos deuses, oferecer Veri, que funciona como moeda em Arboria, e melhorar as nossas hipóteses na próxima tentativa.

Esta é outra mecânica que aprecio, pois adiciona alguma tensão à jogabilidade e leva-nos a tentar recolher o maior número de Veri possível antes de morrermos. Podemos estar a jogar uma partida e a pensar já na próxima porque a raiva dos deuses é penosa. Se não atingirmos a meta exigida, podemos perder atributos, vermos habilidades alteradas e receber uma personagem repleta de problemas que dificultarão a nossa nova tentativa em todos os sentidos. Gosto desta tensão e da necessidade de ter cuidados redobrados para não prejudicar futuras partidas e criar aquilo que poderá ser uma sucessão de azares facilmente contornáveis.

O problema de Arboria surge na sua vertente RPG de ação, nomeadamente o combate, e a forma como as habilidades, desde a sua combinação até à sua utilização, surgem na progressão da campanha. O combate é lento, as animações são pouco satisfatórias e Arboria parece funcionar dentro de um arrasto constante que prejudica não só a leitura dos nossos inimigos, como os tempos de resposta da personagem. Talvez seja necessário adotar uma estratégia mais ponderada, mas as mecânicas não refletem essa abordagem e motivam a um combate mais rápido e violento do que realmente é. Nunca me senti em controlo dos confrontos e a falta de impacto nos golpes, tal como a escassa variedade de armas, cimentou ainda mais essa ausência de “controlo”.

A experiência é prejudicada constantemente por bugs e problemas de desempenho. Não existiu uma única partida onde não encontrasse um bug. Ora o som falhava, ao ponto de ficar sem efeitos sonoros, ora os inimigos ficavam presos nos cenários. As quedas de framerate também são constantes e dá para perceber que Arboria não está otimizado. Experimentei a versão Early Access no início do ano e os problemas mantiveram-se: talvez até tenham piorado. Consegui jogar sempre em Ultra e pelos testes não se trata de um problema do meu PC, mas sim do jogo, o que é uma pena. Felizmente, Arboria é muito simpático com as suas mecânicas roguelike, ao contrário de títulos como Returnal, e nunca perdi progresso devido aos bugs, mas é irritante ter de sair do jogo porque os menus e a UI desapareceram.

Existe muito potencial em Arboria e a sua popularidade revela exatamente isso. A comunidade acompanhou o seu desenvolvimento e deu vida a este RPG de ação, em formato roguelike, que é também munido de um sentido de humor que nem sempre será o agrado de todos. As mecânicas estão lá, mas a forma como a Dreamplant as conciliou afastou-me daquele que parecia ser um videojogo feito à medida para mim. Acontece. A vida é assim. No entanto, se ficaram curiosos, não percam a oportunidade de explorar e perceber se o mundo de Arboria é aquilo que procuram.

Nota: Satisfatorio

Disponível para: PC
Jogado na PC
Cópia para análise cedida pela Plan of Attack