3ª edição dos Prémios PlayStation em Portugal com candidaturas abertas até 19 de setembro

É a terceira vez que acontece a iniciativa. Os Prémios PlayStation visam desafiar o talento português na questão do desenvolvimento de videojogos, e, se fores estudante universitário, jovem programador ou tiveres uma pequena empresa com faturação até 100 mil euros em 2016, podes participar e apresentar o teu projeto até dia 19 de setembro.

Se saíres vencedor, irás ganhar 10 mil euros para apoiar o desenvolvimento do videojogo, kits de desenvolvimento PS4, um espaço físico para trabalhar durante 10 meses em Lisboa e uma campanha promocional nos canais próprios da PlayStation no valor de 50 mil euros, além de, claro, veres o teu jogo ser publicado para a PlayStation 4 através da PlayStation Store.

Mas, antes de pensares em tudo isto, necessitas de garantir uma equipa de, pelo menos, três tipo de perfis diferentes: game designer, programador e artista. Depois, tens de concorrer até dia 19 de setembro em premiosplaystation.com, como já referimos, e incluir na candidatura um vídeo de apresentação do jogo com uma duração máxima de cinco minutos, um documento PDF de Concept Design e os CVs dos membros da equipa.

Na fase seguinte, os estúdios com as melhores propostas serão anunciados na segunda semana de outubro, tendo a oportunidade de apresentar os seus projetos num evento em novembro. Já o vencedor na categoria de Melhor Jogo será anunciado na cerimónia de entrega dos Prémios PlayStation em janeiro de 2018.

Os Prémios PlayStation arrancaram em Portugal em 2015, e, desde então, contaram com a participação de cerca de 100 projetos. Na primeira edição, Strikers Edge, do estúdio Fun Punch, foi o jogo vencedor, indo chegar à PS4 ainda este ano. Já o vencedor do ano passado foi o título VRock, do Game Studio 78, para o PlayStation VR.

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Brother propõe duas soluções para o regresso às aulas

Mais um ano letivo a chegar, mais um ano em se tenta gerir o orçamento da melhor forma. Comprar material escolar, novos livros… No entanto, há sempre aquelas alturas em que é preciso fotocopiar ou imprimir uma série de coisas. Para isso, a Brother propõe um scanner portátil e uma impressora multifunções laser monocromática.

Começando pelo scanner portátil DS-820W, é o equipamento ideal para utilizar quando precisamos de digitalizar documentos com uma qualidade nítida e de alta resolução. Portanto, é possível digitalizar notas dos alunos, faturas A4 e formulários, tudo em tamanho pequeno, para que tanto alunos e professores os possam ter sempre à mão. Conta com uma bateria de lítio, cartão SD e Wi-Fi, para que possa ser levado para qualquer lugar e sem necessidade de ligar a outros equipamentos via cabo.

Já a impressora multifunções laser monocromática DCP-L2520DW permite economizar nos custos com impressão em frente e verso automática (duplex), além de não poluir o meio ambiente. O toner XL permite imprimir até 2600 páginas de forma rápida, contendo, ainda, uma bandeja com capacidade para 250 falhas.

Conta ainda com uma ranhura de alimentação manual para trabalhos que precisam de papéis especiais, além de se ligar via Wi-Fi a outros dispositivos ou aplicações móveis.

Quanto a preços, o scanner portátil DS-820W custa 214€ e a impressora DCP-L2520DW tem um preço de mercado de 176€.

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Bell & Ross tem dois novos modelos na coleção Vintage Aeronavale

É uma marca que sempre teve paixão pela história militar e pelos seus valores, fazendo dos instrumentos aeronáuticos uma das principais fontes de inspiração através do seu design e técnica.

Com toda esta exigência, os pilotos e utilizadores de instrumentos relojoeiros profissionais vêm os relógios da Bell & Ross como objetos funcionais e ergonómicos. A linha Vintage Aeronavale, por exemplo, simboliza a excelência e tradição militar, ganho agora dois novos modelos.

O BR V2-92 Aeronavale tem três ponteiros, enquanto o BR V2-94 Aeronavale conta com cronógrafo. Disponíveis em bracelete em pele azul ou em aço polido-acetinado, ambos apresentam uma caixa menor (41mm), vidro ultraconvexo em safira com tratamento antirreflexo e resistência à água até 100 metros de profundidade, entre outras características.

Na loja oficial, o BR V2-92 Aeronavale custa 2990€ e o modelo BR V2-94 Aeronavale tem um preço de 3990€.

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Análise – TV LG Super UHD 55SJ850V

Sejam bem vindos à primeira análise de gadgets aqui do Echo Boomer. E vamos começar em grande. Mais precisamente com 55 polegadas, ou 139 cm, que é o tamanho da tela da televisão Super UHD que a LG, muito simpaticamente, enviou-nos para teste durante três semanas.

O que não falta no mercado são televisões de todos os tamanhos e feitios, mas, volta e meia, existem modelos que se destacam. No caso da LG, temos a 55SJ850V, que, apesar do seu tamanho gigantesco, é a televisão mais pequena da série de meia gama SJ85. De salientar que esta TV ganhou recentemente o prémio de melhor LCD TV-2017-2018 na European Imaging and Sound Association (EISA).

As nossas primeiras impressões foram de espanto. Primeiro, devido ao seu tamanho nos diversos espaços onde a montámos, e, depois, pelo seu design simples e bonito, apesar do plástico (embora com acabamento premium) na parte traseira. Se pudéssemos dividir esta televisão por partes, teríamos a sua bela traseira branca, um pé em forma de arco bastante estável e a sua tela rectangular. Não há botões visíveis, apenas ecrã.

Nos dias de hoje procura-se uma televisão “invisível” e que seja uma janela ou um portal para outros mundos. No caso da 55SJ850V, somos presenteados com uma moldura extremamente pequena, com apenas 0.9 cm, oferecendo, assim, uma televisão que é só ecrã.

Na nossa análise, tivemos oportunidade de experimentar um pouco de tudo a nível de conteúdos. Filmes, jogos, séries, serviços de streaming, etc. Mas apesar da 55SJ850V suportar resoluções 4K (3840x2160px) e tecnologia HDR (High Dynamic Range), a nossa primeira experiência foi feita com um blu-ray, mais precisamente o filme Interstellar, cuja imagem é “apenas” 1080p.

Assim que o filme começou, percebemos que, apesar de não estarmos a tirar partido da tecnologia de topo da televisão, estávamos perante algo fantástico. A imagem aparecia bem definida, as cores estavam muito naturais e as diferenças entre cenas claras e escuras muito bem balanceadas.

Depois foi a vez de testar o 4K e a tecnologia Active HDR da LG. Este foi o nosso primeiro contacto com ambas as tecnologias, e, apesar de parecerem chavões para vender televisões, na realidade são características que marcam a diferença e podem ser decisivas para o investimento numa televisão, quer seja a pensar na qualidade de imagem que se vai retirar da televisão ou nos futuros conteúdos que vamos tendo acesso em maiores quantidades.

55SJ850V não só faz um excelente trabalho a esticar imagens de resoluções mais pequenas para 4K (upscaling), como a apresentação de filmes e imagens, na resolução nativa de 4K, é brilhante e muito bem definida. Esta excelência na qualidade de imagem é garantida pelo seu painel IPS de 10 bits com filtros Nano Cell, conseguindo um aumento no leque de cores e na melhoria na qualidade de imagem ao nível do contraste.

Já para podermos tirar partido da tecnologia HDR, não é só a televisão que precisa de estar tecnologicamente preparada para tal, mas também os conteúdos. Isto porque o HDR mostra muito mais cores do que aquelas a que estamos habituados, e esses conteúdos necessitam de ter essa informação adicional.

Durante as três semanas que a 55SJ850V esteve connosco, testámos esta tecnologia com filmes 4K, como La La Land, Rogue One: A Star Wars Story e Patriots Day, e videojogos, como Horizon: Zero Dawn e Uncharted 4 (ambos para PlayStation 4), que oferecem suporte HDR nativamente. No caso dos filmes, demorámos a reparar nos seus efeitos, mas, assim que começámos a ter imagens com um maior leque de cores ou com muito contraste, a experiência tornou-se incrível. Isto fez com que fossem várias as vezes em que pausámos os filmes para reparar em pequenos detalhes escondidos em sombras, ou, simplesmente, para “namorar” as cores. E, perto ou longe, é impossível não ficarmos impressionados.

Nos dois jogos foi bastante simples de comparar. Bastava desligar nos menus de cada um o modo HDR, algo que a certa altura se tornou difícil, porque só queríamos jogar com o HDR ligado.

Mas então e o conteúdo que não tem suporte? Para uma experiência ideal, e tendo oportunidade para tal, diríamos para escolherem sempre filmes e jogos com HDR. No entanto, o conteúdo normal não se fica nada atrás, graças ao processamento de imagem da televisão e aos diferentes modos de imagem que podemos escolher. Por exemplo, a TV vem com TruMotion, que ajuda a eliminar arrastos de imagens em cenas de grande movimento.

Infelizmente nem tudo são rosas. Um dos aspetos mais negativos da televisão fica-se no reflexo da tela. Nos dois setups que usámos, havia uma janela do lado esquerdo da TV ou na parede à sua frente. Apesar de ter sido sempre possível ver as imagens sem problemas, bastava que nos colocássemos um pouco mais de lado, ou abríssemos mais as janelas, que estas refletiam muito mais do que o ideal.

Impressionante também é o som da 55SJ850V. Para este modelo, a LG aliou-se à Harman Kardon, oferecendo uma experiência sonora com uma qualidade muito acima da média e capaz de dar bigode a alguns sistemas stereo mais convencionais. Seja um filme, jogo ou até o sinal normal de televisão, o som apresenta-se forte, cristalino e bastante envolvente. Obviamente que continua a faltar um baixo de um subwoofer dedicado, mas o som da televisão tem qualidade suficiente para nos fazer esquecer a vontade de querer um pequeno sistema em separado. A nível de modos, existem menus equalizadores, modos dinâmicos e não faltam configurações para ligar a outros sistemas de som por cabo ou por Bluetooth.

Já existente noutros modelos, continua a adição fantástica do Magic Remote da LG, que nos coloca na pele de um “Harry Potter” a controlar a televisão. No fundo, este comando permite que a nossa televisão seja controlada ao apontar para o ecrã, tal como um rato de computador, tornando a experiência imensamente orgânica.

Com este comando, e graças ao sistema WebOS 3.5, podemos navegar pela Internet, navegar nos menus do Netflix, Youtube e Amazon Prime e explorar pequenas funcionalidades extra como o modo 360 graus em imagens e vídeos panorâmicos. É tão fácil e intuitivo de usar – o rápido processador ajuda bastante – que só a navegação pelos menus recebe nota 5.

Apesar de tudo, o primeiro contacto com a televisão pode também ser avassalador com a quantidade de opções que oferece por ser extremamente completa. Isto também refletiu-se assim que se pegou no comando para explorar as entradas de sinal e as características de imagem.

As opções de imagem pré-definidas são aceitáveis, mas podem nem sempre ser as ideais para os olhos de cada utilizador. Esta aprendizagem inicial torna-se numa experiência por si só, que apenas utilizadores mais experientes poderão tirar total partido.

A nível de portas, a 55SJ850V apresenta-se completa, mas sem nada que se destaque. Temos quatro portas HDMI (inclui uma HDMI ARC (Aúdio Return Channel)), três portas USB com uma USB 3.0, portas de áudio óticas, porta de satélite e antena e ligação de rede ethernet. É ainda possível ligar a televisão à Internet via Wi-Fi e a dispositivos periféricos (como um teclado ou uma coluna de som) via Bluetooth.

Somando a nossa experiência às características, foi fácil perceber para quem se destina a 55SJ850V. Esta proposta da LG é destinada para o consumidor que procura uma televisão a pensar no futuro, para utilizadores que querem um sistema media center unificado sem pensar em equipamentos extra e que querem chegar a casa e fazer binge watching na Netflix com a melhor qualidade possível, e, por fim, a utilizadores aficionados e experientes que sabem explorar e dar uso de tudo que a televisão tem para dar.

No fim do dia, não há outra palavra que nos venha à cabeça a não ser “Excelência”. Apesar de ser um equipamento de média gama, apresenta-se como uma televisão de topo e não há tecnologias 3D ou ecrãs mais finos que papel que substituam a experiência que a SJ85 é capaz de proporcionar.

A LG Super UHD 55SJ85 já se encontra no mercado com um preço recomendado pela marca de 1799€, sendo possível encontrá-la mais barata em promoções como a das lojas Worten.

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O equipamento foi cedido para análise pela LG Portugal.

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Nokia 8 é oficial

Foram vários os smartphones de média gama lançados pela HMD Global, empresa que adquiriu a Nokia. O “remake” do Nokia 3310, o Nokia 3, 5 e 6, toda uma nova família de smartphones. Mas faltava um verdadeiro topo de gama. Ei-lo, finalmente, pronto para destruir a concorrência.

O Nokia 8 foi apresentado esta quarta-feira, dia 16 de agosto, num evento em Londres, no Reino Unido, destacando-se por ter boas características e por afigurar-se como um concorrente de outros terminais de marcas bem conhecidas. Vamos conhece-lo mais a fundo.

Comecemos pelo design. Se bem te lembras dos smartphones Nokia da altura da Microsoft, então este não irá ser indiferente. É o aspeto típico da famosa marca, a alma da fabricante está toda neste dispositivo. E conta com um leitor de impressões digitais ao fundo da parte frontal, o que é de destacar.

Quanto a características, vem com um octa-core Qualcomm Snapdragon 835, GPU Adreno 540, ecrã IPS QHD de 5,3 polegadas, 4GB de RAM, 64GB de memória interna (fala-se ainda numa versão com 6GB de RAM e 128GB de memória interna), câmara traseira dupla Carl Zeiss (um sensor de 13 MP RGB com IOS e outro de 13MP monocromático) com abertura de f/2.0, câmara frontal de 13MP também com abertura de f/2.0 e bateria de 3090 mAh.

De destacar o facto de as câmaras poderem funcionar ao mesmo tempo, isto é, serás capaz de captar uma fotografia normalíssima ao mesmo tempo que tiras uma selfie, podendo ainda fazer streaming em direto para o Facebook ou YouTube com as três câmaras. Esta funcionalidade de utilizar todas as câmaras ao mesmo tempo chama-se Dual-Sight.

Podes ainda gravar áudio em 360 ° graças à tecnologia OZO Audio, o que permitirá uma experiência sonora totalmente imersiva nos vídeos 4K.

A complementar está ainda a certificação IP54 para resistência à água e a poeiras e a certificação Bluetooth 5.0.

Quanto a preços, as versões Tempered Blue, Steel, Polished Copper por 599€. A versão Polished Blue, que supostamente terá 6GB de RAM e 128GB de memória interna, não teve o seu preço revelado. Quanto à disponibilidade, não há informações para o mercado português, no entanto, o novo Nokia 8 chegará às lojas europeias já no próximo mês de setembro.

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A HP tem quatro sugestões para o regresso ás aulas

É já em setembro que começa mais um período letivo. Como é necessário, por vezes, proceder a algumas atualizações nos computadores, seja para levar para as aulas ou porque necessitam de ser mais potentes para edição gráfica, a HP sugere quatro equipamentos para um regresso às aulas em grande estilo.

Começamos pelo HP Spectre x360, um dos portáteis premium da marca. Muito fino e leve – tem apenas 13,9mm de espessura e 1,3 kg de peso, este portátil com um ecrã de 13,3 polegadas vem com uma bateria de longa direção e com carregamento rápido, ideal para alunos que andam sempre de um lado para o outro. Tem também uma dobradiça articulada para que o possas usar em modo de tablet, modo de suporte, modo notebook e modo de tenta, cada um com a sua especificidade. Conta ainda com processador Intel Core i7 de 7ª geração, até 16GB de RAM e colunas frontais da Bang & Olufsen para uma experiência de áudio mais imersiva. Brevemente à venda a partir de 1.499€.

Seguimos para o HP Pavilion x360. Muito mais que um portátil com ecrã touchscreen, a marca refere que é o único dispositivo criado para satisfazer todas as necessidades dos alunos. Conta, tal como o modelo referindo anteriormente, com uma dobradiça engrenada durável de 360 graus, permitindo que o adaptes facilmente ao modo stand, tenda ou tablet, por exemplo, consoante as tuas necessidades de cada momento. Disponível a partir de 849€.

Ainda dentro da gama Pavilion, a marca tem novos portáteis com um novo design, o que lhes confere mais estilo e uma aparência sexy e elegante. São ideais para alunos que criam e editam fotos e vídeos. Estão disponíveis em várias cores como Dourado sedoso, Prateado mineral, Prateado natural, Vermelho realeza, Rosa orquídea ou Azul opulento. Disponíveis a partir de 699€.

E, para terminar, temos os novos laptops HP ENVY, com um chassi de metal resistente em prata natural e ouro de seda. Com uma dobradiça de elevação angular elegante, são bons equipamentos em termos de performance, contando, também, com um ótimo aspeto. Fornece ainda recursos de segurança adicionais ao contar com leitor de impressões digitais embutido. O preço de venda no mercado é de 999€.

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Crítica – Death Note

É uma questão de tempo até que qualquer história já existente seja adaptada para um filme de imagem real, seja um videojogo, um livro ou até uma animação.

Death Note é a mais recente grande adaptação de um dos animes mais populares do mundo. Não é, no entanto, a primeira tentativa. Depois de uma adaptação japonesa em 2006, a Netflix apresenta uma versão ocidental desta série, e, felizmente, não é má de todo. Ainda assim, pode não ser do agrado dos fãs.

Death Note conta a história de Light Turner, um jovem que, por razões misteriosas, tem acesso a um caderno que, ao escrever o nome de uma pessoa, esta morre de maneiras tão absurdas como algumas cenas do Saw ou Final Destination.

Podemos dizer que quando tentam fazer uma adaptação fiel a fonte, as hipóteses dessa experiência correr mal são muito elevadas. Neste caso, o filme de Adam Wingard (The Guest, Blair Witch) apenas manteve o conceito geral da série. Um drama escolar e policial num mundo onde existe um caderno que permite matar pessoas escrevendo o seu nome. As alterações mais notáveis serão a óbvia passagem do Japão para os Estados Unidos, juntamente com uma série de situações culturais e sociais, e a apresentação de L, que é agora um jovem afro-americano, protagonizado por Lakeith Stanfield.

À lista de desafios, junta-se a condensação do conteúdo. Como é que se conta uma história de 37 episódios de 20 minutos cada num filme de duas horas? Cortando histórias secundárias e apostando no conflito principal das personagens. Nesta parte, podemos dizer que Death Note está de parabéns quando comparado com a versão animada, mas ficámos também com a sensação que podia ter sido mais ambicioso.

Apesar de termos uma prestação excelente pela voz de Willem Dafoe, no papel de Ryuk, também este fielmente adaptado, e de Lakeith Stanfield, no papel de L, que traduz na perfeição todos os maneirismos e tiques da sua versão animada, Nat Wolff no papel de Light, e Margaret Qualley no papel de Mia, raramente são credíveis nas suas interpretações, tornando-se difícil, por vezes, perceber as suas verdadeiras intenções ou estados de espírito.

Felizmente o trabalho de Wingard atrás da câmara é muito melhor do que se tem visto em adaptações do género, usando movimentos de câmara e composições de imagem interessantes e que se contextualizam com a situação. Um desses exemplos ocorre sempre que Light vê Ryuk, questionando a realidade desses momentos.

Ainda que não seja perfeito, é provavelmente uma das adaptações de anime para filme mais aceitáveis dos últimos anos, ficando a perder pela falta de ambição do guião, dos dois atores principais, e, infelizmente, por uma certa banalização do material original. No entanto, não deixa de ser uma boa adição ao catálogo da Netflix, e, se for motivo para mais público espreitar a versão animada, então temos aqui um vencedor.

Death Note estreia na Netflix no próximo dia 25 de agosto. Até lá podem ver ou rever a versão animada, também disponível na Netflix.

nota 3

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Moto X4 é o novo smartphone da Motorola

Ao contrário da gama Moto Z, que ainda este ano ganhou o Moto Z2, a gama Moto X não tem recebido novos smartphones desde 2015. Mas isso vai mudar com o novíssimo Moto X4, o próximo dispositivo de gama média da Motorola, marca detida pela Lenovo.

Com dimensões de 148.35 x 73.4 x 7,99 mm e 163 gramas de peso, será um equipamento com ecrã Full HD de 5,2 polegadas, processador Qualcomm Snapdragon 630, GPU Adreno 508 e, à Europa, chegará com 3GB de RAM e 32GB de memória interna. Quanto a câmaras, teremos uma câmara dupla na parte traseira – um sensor principal de 12MP com dual autofocus e abertura de f/2.0 e um sensor secundário de 8MP grande angular com abertura de f/2.2. Já a câmara frontal terá 16MP com uma abertura de f/2.0, ideal para selfies, mesmo em ambientes de muito pouca luz. Poderás gravar vídeos 4K com esta câmara frontal.

O Moto X4 será alimentado por uma bateria não removível de 3.000mAh, contendo a tecnologia TurboCharging da Motorola, capaz de recarregar a bateria do telemóvel em questão de minutos. Será ainda resistente a poeiras e água graças à certificação IP68, ideal para quem tem “mãos de manteiga”.

Quanto a preços e disponibilidade ainda nada de sabe, mas é de crer que o Moto X4 chegue ao mercado ainda este ano.

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Uma viagem à Nova Iorque d’Os Defensores

Estamos praticamente a meio do mês de agosto. Enquanto faltam alguns dias para a estreia de The Defenders ou Os Defensores na Netflix (lê a nossa análise aqui), a mesma propôs-nos um desafio.

Boa-Bao, o restaurante asiático que tens de conhecer

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O projeto saiu da mente de um casal – ele americano e ela holandesa – que, com a ajuda de um chef belga, abriram um espaço diferente no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, no Chiado, em Lisboa.

O restaurante Boa-Bao leva os clientes numa viagem pelo sudeste asiático, aliando a tradição, partilha e amor às refeições que ali se servem. O espaço recria o ambiente descontraído de um mercado de Saigão dos anos 20 na sala principal, balcão e bar. Podes ainda optar pelo pátio interior ou a esplanada.

A aventura começa com um cocktail de assinatura ou uma cerveja Singh. Logo de seguida, chega-nos a carta pan-asiática, querendo dizer que respeita as receitas tradicionais e ingredientes originais dos países da Ásia. Pratos da Tailândia, Vietname, Laos, Cambodja, Malásia, Japão e China, Coreia, Índia, Filipinas e Malaia, entre outros, estão ali expostos, mostrando ao cliente que irão comer especialidades que se costumam preparar nas ruas desses países.

Nas entradas, vais encontrar opções como dim sum (8,50€), rolos vietnamitas (9€) ou sopas de noodles de arroz ou ovo (os preços variam), nos pratos principais caris de frango, vaca e camarão (15€), e, para terminar, sobremesas como crème brûlée de coco com manjericão e erva príncipe (6€) ou carpaccio de ananás com loempia de chocolate & baunilha (6,50€). Tens ainda opção take-away para levares todas estas experiências paladares para casa.

O Boa-Bao está aberto todos os dias da semana das 12h às 23h e de quinta a sábado até às 00h30.

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AOC estreia novo monitor QHD dedicado a profissionais

O AOC Q2790PQU, a ser lançado em setembro, vem alargar a mais recente gama da marca destinada a negócios, a 90 Series.

Deste leque fazem parte quatro monitores: os modelos I2490VXQ e I2490PXQU de 24 polegadas e os modelos I2790VQ e I2790PQU, de 27 polegadas. Também o novíssimo Q2790PQU terá 27 polegadas.

Estes monitores contam com um acabamento em cinzento escuro na base e na moldura inferior e não possuem moldura em três dos quatro lados. O modelo Q2790PQU, assim como os modelos I2490PXQU e I2790PQU possuem opções de ajuste ergonómico para que os trabalhadores encontrem uma postura confortável e saudável para trabalhar. Por exemplo, oferecem um ajuste de altura de 130 mm, inclinação entre -5°/+25°, ajuste giratório de 165°/+165° e rotação do pivô em 90°. Já a tecnologia Flicker Free altera a luminosidade do ecrã sem Modulação por Largura de Pulso (PMW), para que o efeito de cintilação seja reduzido, e, dessa forma, a fadiga ocular seja diminuída.

Todos os modelos da gama contêm painéis IPS com cobertura de 100% sRGB e 90% NTSC e resolução Full HD, à exceção do modelo agora anunciado, o Q2790PQU, que conta com um painel QHD (2560 x 1440 píxéis), sendo capaz de reproduzir quatro streams de vídeo HD em simultâneo.

Vêm também com várias entradas disponíveis, sendo que o mais recente irá contar com porta VGA, duas portas HDMI, uma porta DisplayPort e USB 3.0.

Importa ainda destacar que estes monitores foram desenhados tendo em vista a sustentabilidade e eficiência, por isso, o software E-saver permite que os ecrãs mudem para um perfil de baixo consumo quando o utilizador está afastado.

Quanto a preços, os quatro modelos anunciados em julho, I2490VXQ, I2490PXQU, I2790VQ e I2790PQU já se encontram disponíveis por 169€, 199€, 249€ e 279€, respetivamente. Quanto ao modelo Q2790PQU, a ser lançado no próximo mês de setembro, custará 399€.

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Nuno Markl leva O Homem Que Mordeu o Cão ao Coliseu

Tudo começou a 6 de outubro de 1997. Na altura, tinha ido para o ar a primeira edição de O Homem Que Mordeu o Cão e Outras Histórias, uma rubrica composta por notícias bizarras apanhadas pelo relativamente desconhecido Nuno Markl. Mal sabia ele que seria o início de uma história de sucesso.

A rubrica continua até hoje, ganhou ainda mais fama graças à Internet e deu origem a uma digressão nacional de espetáculos ao vivo, livros, um programa de televisão, e, claro, ferverosos seguidores. Agora, exatamente 20 anos após a estreia da rubrica, ou seja, no dia que completa duas décadas de existência, Nuno Markl leva O Homem Que Mordeu o Cão 20 Anos: Uma Vida de Cão ao Coliseu de Lisboa.

Neste espetáculo, ficarás a conhecer notícias clássicas e inéditas, histórias embaraçosas de bastidores e um elenco de convidados da área da rádio, comédia e música.

Portanto, aponta na agenda: 6 de outubro, Coliseu dos Recreios. Os bilhetes já estão à venda e vão desde os 8€ (galeria de pé) aos 22€ (cadeiras orquestra).

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Canon tem uma nova impressora portátil

Imagina que estás num sítio onde tiras uma foto espetacular e querias imprimi-la, mas não tens como fazê-lo, ou que querias oferecer uma fotografia a alguém especial. Não procures mais. A Canon tem a solução para ti.

A nova impressora portátil da marca chama-se SELPHY CP 1300, é compacta e moderna quanto baste e imprime fotos em alta qualidade, bastando estar conectada via Wi-Fi a um dispositivo iOS ou Android. Para fotos de tamanho normal, postais, cartões de visita, mini-autocolantes, entre outras opções personalizadas a teu gosto, esta máquina é a opção ideal.

A marca garante uma qualidade profissional com esta impressora ultracompacta ao incorporar nela a tecnologia de impressão Dye Sublimation, podendo imprimir até 256 tons de cada cor, o que resulta num total de 16,3 milhões de cores possíveis.

Este equipamento tem ainda outra tecnologia que faz com que reconheça automaticamente o sujeito e o fundo das imagens, removendo os ruídos e melhorando o brilho e a nitidez.

dia da mae selphy cp1200

É possível escolher entre acabamento gloss ou três opções de semi-gloss, sem que seja necessário trocar de papel ou de tinteiros. Portanto, são precisos apenas 47 segundos para uma foto resistente aos efeitos do tempo e com proteção contra manchas e dedadas.

Além disso, quantas foram as vezes em que precisaste de uma fotografia tipo passe? Pois é, aqui escolhes o modo Face Frame Guide e terás 43 tamanhos pré-definidos para escolheres.

Para ligares o teu dispositivo Android ou iOS, basta que estejas num local com Wi-Fi, ligas os dois à mesma rede, usar a app Canon PRINT e já está. Depois, no ecrã LCD tátil inclinável de 8,1 cm (3.2 polegadas), escolhes o que desejas imprimir. Tens ainda a possibilidade de inserir um cartão SD com fotos para que não precises sequer de transferir imagens de outros dispositivos.

Podes, também, imprimir fotos diretamente do Instagram naquele formato quadrado tradicional para fixares numa parede da tua casa.

Disponível em branco, preto e rosa, a SELPHY CP 1300 está à venda por 129,99€, mas é sempre possível encontrar mais barato online.

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Embaixadores da Máfia estreia no canal História

São dois episódios duplos, separados por uma semana de exibição. Embaixadores da Máfia é a nova série do canal História que estreia já na próxima segunda-feira, dia 14 de agosto, e que se baseia na reunião em Havana, Cuba, em finais de dezembro de 1946, onde estiveram todos os líderes representantes das famílias do crime da Cosa Nostra dos Estados Unidos, mostrando, ainda, como se iniciou a expansão dos interesses da Máfia no centro da América Latina.

A série revela-nos um autêntico império de falsificação, tráfico de droga, jogo e prostituição gerido pelos quatro líderes principais: Abelardo Rodríguez, Bugsy Segel, Virginia Hill e Meyer Lansky.

O episódio dedicado a Abelardo Rodriguez é exibido segunda-feira, dia 14 de agosto, às 22h. Nesse mesmo dia, 45 minutos depois, é apresentado o episódio dedicado a Bugsy Siegel.

Na semana seguinte, é Virginia Hill a protagonista do episódio a ir para ao ar segunda-feira, dia 21 de agosto, às 22h. Logo a seguir, às 22h45, é exibido o último episódio desta série, neste caso dedicado a Meyer Lansky.

O canal História está disponível em todos os operadores nacionais – MEO, NOS, NOWO e Vodafone.

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Algarve novamente nomeado para “Melhor Região de Turismo Nacional”

Depois de vencer a edição de 2016, o Algarve volta a estar nomeado na categoria de “Melhor Região de Turismo Nacional” dos Publituris Portugal Travel Awards, considerados por muitos como os óscares do turismo nacional. Neste ano, a região algarvia conta com 20 nomeações no total, podendo ganhar nas categorias de “Melhor Hotel Resort”, “Melhor Hotel de Praia”, “Melhor Hotel Cinco Estrelas”, “Melhor Hotel de Três Estrelas”, “Melhor Hotel MICE” e “Melhor Campo de Golfe”.

A Região de Turismo do Algarve (RTA) volta a estar na corrida aos prémios daquela instituição, num ano que, até maio, já tinha registado perto de 6 milhões de dormidas.

A iniciativa, que pretende distinguir os melhores agentes do setor do Turismo em Portugal, é promovida pelo maior jornal para profissionais da indústria do turismo e destina-se a premiar as melhores empresas, instituições, serviços e profissionais que se destacaram no setor do Turismo durante o último semestre de 2016 e o primeiro de 2017.

A votação online está a decorrer até 11 de setembro, sendo que ainda existirá uma votação do júri, constituído por diversas personalidades do setor. A conjugação dos dois resultados irá determinar os vencedores da 14ª edição destes prémios, a serem anunciados a 21 de setembro.

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Samsung Galaxy Note 8 é relevado a 23 de agosto

O próximo topo de gama da Samsung, o phablet Galaxy Note 8, vai ser revelado ao mundo em menos de duas semanas, num evento que irá ocorrer a 23 de agosto em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Os rumores sobre o dispositivo começaram a surgir pouco depois do anúncio oficial dos Galaxy S8 e Galaxy S8+. Acontece que os rumores nem sempre estão corretos, e, muitas vezes, o que se diz acaba por não ser concretizado. Mas a poucos dias da revelação do novo equipamento ao mundo, o jornalista Evan Blass, conhecido na Internet como @evleaks, decidiu colocar online fotos do equipamento, assim como as especificações técnicas.

Portanto, é um terminal com dimensões de 162.5mm x 74.6mm e 8.5mm de espessura e com cantos mais quadrados e a caneta S-Pen Stylus, como é hábito na linha Note. Conta com um ecrã Super AMOLED de 6.3 polegadas com resolução de 2960×1440 pixéis, sendo ligeiramente maior que o ecrã do S8+, processador Qualcomm Snapdragon 835 para os Estados Unidos e Exynos 8895 para o resto do mundo, 6GB de RAM, 64GB de memória interna expansíveis via cartão microSD, duas câmaras traseiras – uma grande angular com abertura de f/1.7 e dual pixel autofocus e outra telefoto com abertura de f/2.4 e zoom ótico de 2x -, uma câmara frontal de 8MP e abertura de f/1.7 com autofocus e, finalmente, uma bateria de 3.300mAh com carregamento rápido via porta USB-Type-C ou wireless, o que não deixa de ser estranho, tendo em conta que o Galaxy S8+ tem uma bateria de 3.500mAh.

O novo smartphone terá ainda certificação IP68, ou seja, é resistente a poeiras e à água até 1.5 metros de profundidade durante 30 minutos.

Ao que tudo indica, estará disponível inicialmente nas cores Midnight Black e Maple Gold, e, algum tempo depois, nas cores Orchid Grey e Deep Blue Sea. Quanto a preços, não esperes menos de 1000€ pela compra do terminal.

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Crítica – The Defenders (Primeiros 4 Episódios)

The Defenders, Os Defensores, é como preferires. Se esperavas ansiosamente pelo regresso dos teus heróis preferidos da Marvel na Netflix, podemos adiantar que não vais ficar desiludido. Tens é de ter alguma paciência até que a série ganhe mais interesse.

A importância do Plano Ecológico do Bons Sons para um futuro mais sustentável

A cada nova edição do Bons Sons, existe uma maior preocupação com a sustentabilidade do festival. A organização é mais empenhada que nunca, cada vez mais organizada, procurando melhorar o que se faz, sempre tendo em conta os interesses dos habitantes de Cem Soldos.

Nesta edição, a organização continua a apostar na diminuição da pegada ecológica do festival, aplicando não só medidas já implementadas em anos anteriores, mas também novas propostas. Nesse sentido, estivemos uns minutos à conversa com Ana Brazão, responsável pelo Plano Ecológico do Bons Sons, para saber concretamente as novidades deste ano.

Echo Boomer (EB) – Ana, como veio parar ao Bons Sons? O que faz de profissão, além de ter estes dias dedicados ao festival?

Ana Brazão (AB) – Eu trabalho numa Associação de Defesa do Ambiente de âmbito nacional, isto é, sem sede aqui em Cem Soldos, num projeto que tem como objetivo preservar os rios de Portugal. Trabalho na área, mas de uma forma muito diferente. O meu namorado é de cá, portanto acabei por fazer parte da família (risos).

EB – Fale-me um bocadinho das novidades do Plano Ecológico para esta edição.

AB – Nós somos um dos festivais selecionados para estar abrangidos por uma nova linha de financiamento criada pelo Ministério do Ambiente. O objetivo é financiar medidas que melhorem o desempenho ambiental dos festivais de música que decorrem este ano Portugal. Portanto, nós propusemos medidas, e algumas delas foram selecionadas para serem financiadas nesta edição.

EB – E que medidas propuseram?

AB – Propusemos cinco medidas, ao passo que quatro delas acabaram por ser elegidas. Uma diz respeito aos consumos de água – vamos instalar um conjunto de torneiras com redutor caudal (medida que teve maior classificação) -, que vem na consequência de outra medida (não financiada) que é o facto de eliminarmos por completo os copos de plástico descartáveis utilizados nas cervejas e nos refrigerantes. A partir de agora as pessoas vão ter de usar uma caneca. Essa caneca vai ter de ser limpa muito mais vezes e prevê-se um consumo acrescido de água. Portanto, pensámos na instalação das torneiras para que esse acréscimo de água não seja assim tão significativo.

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Foto: Carlos Manuel Martins

Outra das medidas – esta de teste – é a instalação de sanitários secos apenas no parque de campismo para ver como os festivaleiros reagem e quais os usos e os comportamentos em relação a estas casas de banho. Vamos ter um plano de monitorização que vai medir todo o desempenho ambiental do festival, sendo que esta medida está incluída nesse plano, o que permitirá compreender se os festivaleiros preferem estas casas de banho ou as outras. Há aqui duas grandes vantagens. Por um lado não precisamos de usar água acrescida e energia acrescida no tratamento e transporte dos influentes líquidos gerados nas casas de banho normais, e, por outro lado, os resíduos produzidos vão sofrer compostagem durante um ano, portanto, o composto será depois utilizado em jardins e espaços florestais da própria aldeia. Tentamos, assim, fechar o ciclo do impacto que é gerado em um ano. E queremos dar a ideia de que a aldeia recebe muito de fora, mas dá muito de si, com o objetivo de querer que isto se torne um hábito não só a nível cultural, mas também ambiental.

EB – Mas notavam muitos copos no chão para pensarem nesta medida?

AB – Cada vez há menos copos no chão. Não só porque existe maior consciência ambiental por parte dos festivaleiros, mas também porque há alguns anos, mais precisamente em 2010, o Bons Sons inseriu no festival uma caneca de metal. A essa os festivaleiros aderiram muito bem e gostam de a utilizar e andam sempre com ela. Portanto, tem sido cada vez mais usual, menos pessoas a usar copos de plástico descartáveis e mais pessoas a utilizarem a caneca. Ainda assim, havia muito desperdício de plástico, que era usado apenas uma vez, e logo encaminhado para tratamento. E isto não fazia qualquer sentido. Agora com este apoio financeiro complementar, decidimos avançar com esta medida. E complementam-se umas às outras.

EB – Acha que aqui na aldeia, como estão num ambiente mais rural e não urbano, as pessoas vão aderir bem à medida do copo reutilizável?

AB – Sinceramente não me parece que as pessoas tenham reagido muito bem. Pode haver alguma confusão logística com o procedimento em si de comprar a caneca num sítio, dar um euro, ficar com uma senha e devolvê-la só para ficar com esse euro novamente. As pessoas pensam que têm um trabalho acrescido que antes não tinham. Vão perder uns minutos a perceber isto e a fazê-lo. Mas certamente que muitos vão olhar para os contentores de outra forma ao perceber que não estão cheios de lixo, não é? E como será a primeira vez que implementamos os copos reutilizáveis, certamente que haverá algo a melhorar.

EB – Havia uma preocupação da população da aldeia com o lixo que poderia resultar da existência do festival?

AB – Havia muito essa preocupação, sobretudo com as beatas. Lixo no chão, guardanapos… Fazia alguma confusão. O Bons Sons tem essa particularidade de não ser feito num recinto, mas sim dentro de uma aldeia. Lá está, o comportamento das pessoas vai mudando, portanto, há cada vez menos pessoas a deitar as beatas no chão. No geral, a mentalidade tem mudado.

EB – O financiamento é usado apenas para o plano ecológico ou será também aplicados noutras áreas?

AB – O financiamento (co-financiamento na realidade) é exclusivo do Ministério do Ambiente, portanto, é apenas para medidas de questão ambiental e ecológica. Não tem de ser reembolsado. Mas as verbas só serão disponibilizadas se as medidas correrem dentro do previsto e se forem corretamente implementadas, que é o esperado, obviamente. O ambiente é, talvez, das áreas mais transversais que existem, portanto, não existe nenhuma medida que depois não vá ter um impacto nas restantes. Outra das medidas, por exemplo, diz respeito ao Espaço Criança, que já existia há dois anos, e que este ano tem uma programação específica para sensibilizar os mais novos para algumas temáticas ambientais. Com este financiamento, conseguimos adquirir material educacional, conseguimos melhorar a oferta informativa, mas, por outro lado, acabamos por não estar apenas a tratar de questões ambientais. Estamos a falar da educação, de sensibilização das camadas mais jovens, ou seja, estamos a falar da própria oferta em termos de programa do festival. Nunca conseguimos dizer que o financiamento é só para o ambiente.

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EB – Provavelmente serão pioneiros em tudo isto.

AB – Em algumas medidas sim, somos pioneiros. Na questão das torneiras, por exemplo, fomos os únicos a fazê-lo até hoje. O Espaço Criança também é uma oferta que não existe em muitos festivais e também sabemos que este ano, financiados pelo Fundo Ambiental, somos os únicos que têm uma oferta nesse sentido. O próprio Bons Sons já é um festival muito diferente, o facto de ser um festival de grande dimensão organizado e executado por uma comunidade faz com que haja outros desafios. E isso também se vê depois noutra escala.

EB – Desde o início do festival, isto é, desde a sua concepção, sempre tiveram presente a área da sustentabilidade? Tentaram fazer disso a vossa missão?

AB – Sim, o plano ecológico sempre existiu. Aliás, ao longo destes últimos anos, o Bons Sons foi nomeado várias vezes para essa componente. Havia a preocupação das canecas, havia e sempre houve a preocupação com a reciclagem no recinto, e este ano continuará a haver a distribuição gratuita de cinzeiros portáteis. Havia um conjunto de preocupações, mas, como este é um festival com um base voluntária muito forte – a grande maioria são voluntários, fazem mesmo parte da comunidade –, a verdade é que várias medidas necessitavam de financiamento, mas nunca conseguiam sair do papel. Abrindo essa possibilidade, conseguimos que algumas se tornem realidade.

EB – Consigo trabalham mais quantas pessoas?

AB – Neste momento, estão comigo mais cinco voluntários. Têm funções diferentes, fazem coisas diferentes. São voluntários externos, ou seja, não são da comunidade, mas gostam e identificam-se com o projeto. Vêm cá passar uma semana e são responsáveis pelo plano de monitorização, isto é, vão estar em diferentes períodos do dia a perceber como é que as medidas estão a correr, qual o impacto que têm no festival, mas também o impacto que têm no ambiente e no desempenho ambiental deste evento.

EB – Há pouco falou-me no parque de campismo. Em anos anteriores, qual tem sido o feedback de quem acampa por lá? Se gostam das condições, se podiam existir melhorias, se há muita sujidade…

AB – Neste momento uma das coisas que estamos a tentar melhorar é precisamente a limpeza do parque de campismo. Estamos a tentar que seja mais frequente e que haja mais e melhores recursos. Mas, lá está, sendo um festival com base voluntária, tem sido mais difícil, e esse é um dos aspectos a melhorar. É um desafio grande, de facto. Estamos a falar de uma área que tem usos muito diferentes, tem entre 3 a 4 mil pessoas e não é possível fazer limpezas quando queremos.

EB – Mas a limpeza em anos anteriores era feita diariamente ou apenas quando terminava o Bons Sons?

AB – Era feita pelo menos uma vez por dia de forma exaustiva. Como estamos a falar de um grupo de voluntários, acaba por ser desafiante melhorar essa componente. Mas agora com estas novas medidas, vamos também perceber o impacto no próprio parque de campismo e em como podemos melhorar para anos seguintes.

EB – Por último, alguma coisa que queira dizer a quem vai ao Bons Sons?

AB – Venham viver a aldeia! Informem-se, há muita informação que está disponível no próprio recinto sobre as várias formas para melhorarem o seu desempenho. Acima de tudo, que estes “ensinamentos” da nossa parte estendam-se após a visita ao Bons Sons.

O Echo Boomer falou ainda com João Silva, responsável pela assessoria de imprensa, e com alguns voluntários do grupo de trabalho, uma equipa indispensável para a realização do festival.

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Huawei Mate 10 é apresentado em outubro

São várias as fugas de informação relacionadas com o próximo equipamento de topo da Huawei. O Mate 10, a ser apresentado em Munique em outubro, mais precisamente a dia 16 desse mês (carece de confirmação por parte da marca), promete chegar e competir sem medos com os dispositivos de topo da concorrência. E, ao que tudo indica, deverá chegar em duas variantes.

Os leaks que têm surgido na Internet indicam que deverão existir duas versões do terminal: uma mais básica, para mercados selecionados, e outra versão mais potente, para países onde a marca aposta em força. Diz-se que poderão ter o cognome Stantard, Lite ou Pro. E, a Portugal, deverá chegar a opção mais potente.

Quanto a especificações técnicas, a versão mais básica deverá ter 4GB de RAM e 64GB de memória interna, enquanto a mais potente deverá ostentar 6GB de RAM e 128GB de armazenamento interno. Terão ambos os dispositivos o processador Kirin 970, e, quanto ao ecrã, espera-se um terminal com uma tela esticada de 6 polegadas, ao estilo do Samsung Galaxy S8, e resolução de 2160×1080 pixéis. No entanto, fala-se que a versão Lite ou Standard terá uma dimensão mais reduzida. Mas tudo isto são rumores.

Quanto a preços, fontes seguras da indústria alegam que a versão a chegar ao nosso mercado, a mais potente, deverá custar 799€.

Resta-nos esperar por dia 16 de outubro para termos todas as informações oficiais sobre o novo topo de gama da Huawei.

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Bons Sons: Viver a aldeia não é apenas viver o festival

Só quem vai ao Bons Sons é que consegue sentir o ambiente da aldeia.

Antes do início de qualquer festival de verão, é necessária toda uma preparação de bastidores. Meses de planeamento, contratação de artistas, definir programação de palcos e organização de horários, conseguir parceiros, arranjar novidades todos os anos… São tantos parâmetros que, sem uma equipa de trabalho, fica impossível construir o que quer que seja.

A convite do Bons Sons, fomos conhecer um pouco melhor o trabalho que se faz por detrás do que o publico vê, ou seja, tudo o que acontece antes de se transformar no festival.

O cenário em Cem Soldos nada tem a ver com os dias de festa. É a típica aldeia, igual a tantas outras. Passam alguns tratores com materiais, vemos gatos a dormir e algumas pessoas no Café da Tonita. Mas tudo isso muda uns dias antes, com o assunto Bons Sons a ficar na ordem do dia. Afinal de contas, é uma aldeia pequena – não tem mais de 700 habitantes.

Encontrámo-nos com João Silva, responsável pela assessoria de imprensa no Bons Sons, na SCOCS (Sport Club Operário de Cem Soldos), para uma breve conversa antes de passarmos ao campo de trabalho, um dos pilares do festival e que acaba por passar despercebido aos meios de comunicação.

Eu sugeri o campo de trabalhos porque acho que passa um bocado ao lado. Apesar de ser falado, penso que é uma coisa muito importante do Bons Sons. E é preciso um bocadinho de sensibilidade para falar de certos temas”, desabafou João.

Questionado sobre o que traz o festival à aldeia, João referiu que é aí que o Bons Sons é importante. “Por exemplo em 2014, fizemos muitas ações de comunicação aqui na região. Festas de Abrantes, Festas do Entroncamento, Feira Medieval de Torres Novas… A adesão dependia muito do tipo de evento em si. Por exemplo, em Abrantes era um sucesso. Em Torres Novas já passava um bocado despercebido, até porque era um evento diferente e mais orientado para as famílias. Mas sempre adorei essa parte da comunicação, dava-me imenso gozo.

Só quem vai ao Bons Sons é que consegue sentir o ambiente da aldeia. A edição de 2014 foi, talvez, a mais bem-sucedida. Não só pelo cartaz, pelo lucro, mas porque o próprio clima ajudou à festa. Se 2015 e 2016 foram um pouco mais frios, a edição de 2014 foi forte em altas temperaturas, e isso ajudou, até nas próprias fotos. Quem as viu, quase que conseguia sentir a alegria de quem por ali passava.

Passámos a anual em 2015. Estou cá desde o início, mas em 2006 e 2008 fiz apenas alguns trabalhos. Já em 2010, quando comecei como voluntário a sério, e 2012, o Luís Ferreira (diretor do festival) confiava em nós. Lembro-me de uma vez, nessa edição de 2012, tivemos uns CDs, mas só chegaram domingo. Foi um grande flop. Ainda temos ali os CDs todos (na SCOCS) e temos estado a distribuir nas quermesses.

E dificuldades para arranjar um cartaz de qualidade? “Neste momento já não há, já não temos dificuldades para trazer bandas ou artistas. Em 2010, era difícil trazer cá o Rodrigo Leão ou os Mão Morta, por exemplo. Já tivemos artistas a quererem vir tocar a Cem Soldos fora do festival, e também temos artistas que querem mesmo vir cá tocar ao Bons Sons porque gostam da experiência. O próprio José Cid vem cá dar um concerto exclusivo. Não sei se sabem, mas o Bons Sons é o único festival este ano a receber o concerto centrado no álbum ‘10.000 anos Depois Entre Vénus e Marte’.

João Silva revela que Luís Ferreira acaba por ser “massacrado” com todas as sugestões que lhe são dadas, mas que é sempre muito aberto a todas elas. “Por exemplo, o ano passado, antes do programa estar feito, eu falei-lhe da Da Chick, e vais a ver e ela esteve no programa.”

Bons Sons

Crescer dentro da aldeia não está nos planos. “Queremos manter este tamanho. Damos valor à descentralização, temos orgulho na capacidade que temos neste momento. Mas há imensos festivais que já se inspiraram no Bons Sons. Quando o festival nasceu, fomos um dos primeiros ou mesmo o primeiro dedicado à música portuguesa. E isso antes não existia.”, diz João, cheio de regozijo.

A maioria dos festivaleiros, se assim os podemos chamar, compra o bilhete à última hora, como manda a tradição do bom português. “Temos o nosso parque de campismo e recomendamos alguns locais para as pessoas ficarem alojadas aqui nas redondezas.”

Em termos de acessos, existem uns transferes que fazem o percurso Tomar-Cem Soldos-Paialvo (onde está a linha de Coimbra), e depois o percurso inverso.

O festival tem oito palcos, cada um com o seu estilo. É assim que é feita a divisão de artistas, consoante a sua popularidade e estilo musical. O Palco Lopes Graça recebe os artistas mais consagrados, no Palco Eira passam as bandas mais alternativas, no Palco Giacometti (limpo e preparado pelo grupo de trabalho), que é um coreto, atuam artistas que estão a emergir, na Igreja acontece a parceria com a Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, ao ar livre acontecem concertos no âmbito da Tarde ao Sol… E não há concertos em simultâneo, o que possibilita que toda a gente consiga ver todos os concertos.

Bons Sons

O campo de trabalho é um dos pontos fulcrais do funcionamento do Bons Sons. São estes jovens, dos 12/13 aos 22/23 anos de idade, que se juntam, trabalham durante quatro semanas antes do festival, e mais uma depois do final. Após todo esse trabalho, a SCOCS recompensa estes jovens com uma semana de férias em São Martinho do Porto. “Antes existia a colónia de férias aqui em Cem Soldos, que acabava por juntar a comunidade. Sempre foi um ponto forte na aldeia. Eu não cheguei a apanhar a colónia de férias. O ano em que me inscrevi foi precisamente o ano em que acabou, infelizmente. Mas andam a tentar voltar com isso.”, refere João, algo nostálgico.

Percebe-se o porquê da importância destes jovens nos trabalhos de preparação do Bons Sons. Durante as quatro semanas, ficam a “trabalhar” os dias inteiros. “Estão aqui de manhã, depois almoçam e estão aí de tarde. Basicamente, preparam o trabalho para os mais velhos, que fazem limpezas de terrenos ou montagem de edifícios. Há trabalhos mais exigentes e que requerem pessoal mais qualificado ou experiente.”

O crescimento contínuo do festival também levou a que estes voluntários viessem de outras aldeias ou cidades. Ao início, apenas estavam presentes jovens de Cem Soldos, mas, hoje em dia, jovens dos arredores já participam nos trabalhos. E, acima do trabalho diário, acabam por fazer amizades para a vida.

“Eles vão e vêm todos os dias. Por exemplo, vieram aí duas raparigas, amigas da minha irmã, ter comigo, e trouxeram mais duas amigas com elas. O campo de trabalho corre bem, mas infelizmente não corre exatamente como nós esperaríamos. Até porque só participa normalmente pessoal mais novo, aqueles dos 16 anos para cima não se identificam muito com esta vertente.”

O papel do Bons Sons é de unir gerações. A escola da aldeia de Cem Soldos esteve para fechar, mas lutaram contra isso. Pensaram num método de ensino diferente para atrair mais gente, o que envolve muito a comunidade em atividades intergeracionais. “Os nossos campos de férias são muito engraçados porque diferem dos restantes, e isso reflete-se no método de ensino aqui na escola primária. Não há programa definido. São eles que decidem o que querem fazer. E é preciso uma grande confiança dos pais. E, de facto, eles confiam em nós.”

Como é que se fecha uma aldeia? Esta acaba por ser uma questão recorrente e complicada de responder. “Foi um processo longo e só em 2014 é que as pessoas começaram a aceitar melhor. Este ano fizemos um questionário, andámos pela aldeia a perceber o que é que as pessoas acham, e 95% das inquiridas concordam em avançar com o Bons Sons novamente. Nós fazemos uma lista de residentes para oferecer a pulseira e já recebemos mensagens de pessoas que têm cá casa, mas nunca estão pela aldeia, a perguntarem como devem fazer para dar o nome. A lista de residentes que tem direito à pulseira deve ser constituída por quem participa no Bons Sons, porque, no fundo, o festival é isso mesmo.”

Os trabalhos de preparação do festival começam com a festa da aldeia de Cem Soldos, em junho. Há coisas que já vão ficando, como barracas, e isso poupa bastante tempo.

Bons Sons

Saindo da SCOCS para a igreja da aldeia, vislumbramos, ao longe, um grupo de jovens algo tímido. João confidencia-nos que a ajuda destes amigos é preciosa. “Sinceramente não sei como faríamos sem a ajuda deles. Nunca pensei muito nisso”.

Margarida e Raquel são duas das voluntárias que integram o campo de trabalho. “Somos aqui da terra. Começámos há dois anos, tomei conhecimento através do meu irmão”, refere Raquel, a mais tímida das duas.

“Tudo tem de se fazer. Gostamos mais de fazer umas coisas, menos de outras. É normal. Limpar casas é o que custa menos, e custa menos limpar a dos outros que a nossa própria casa!”, ri-se Margarida, que acaba por estar mais à vontade nesta pequena conversa.

Montam estruturas, levam sofás e mesas para a zona dos camarins e têm sempre de limpar muita coisa, para que fique tudo em condições antes de se dar início ao festival. Mas também se percebe que não é pela semana de férias em São Martinho do Porto que estas jovens participam no campo de trabalho, apesar de ser uma recompensa “justa”. “É mais pelo convívio”, senão ficavam em casa “ao computador ou a ver televisão”. Mas a união faz a força e, com todos, “acaba por ser super fácil fazer as coisas”.

Apesar de não se conhecerem na totalidade, a amizade vai surgindo no grupo de trabalho de forma fácil. E esse é também um dos objetivos, porque, em situações normais, provavelmente estes jovens não se relacionariam uns aos outros.

Por norma o dia começa às 10h. Reúnem-se no largo, ou no ATL, e fazem equipas. As raparigas ficam com tarefas mais leves, já os rapazes podem ter tarefas que requerem maior força física. Almoçam às 12h – e são as raparigas que cozinham para todos – e, normalmente, saem às 17h. Mas com o aproximar do festival, deixa de haver horas para sair. Por vezes, os rapazes têm de montar barracas na parte da noite. Mas ninguém se importa e ninguém considera isto um trabalho. Param para falar, sentam-se para descansar ou para contar piadas. Não é puxado, nem é difícil. E é importante realçar isso.

Margarida gostava de, daqui a uns anos, ficar responsável por um grupo de trabalho. “Acho que ninguém se importava. O Bons Sons é uma mais-valia para a aldeia e, se não houvesse uma direção com ideias, a aldeia morria. É ótimo, acho que toda a gente gostava de estar nesses lugares e ter ideias. Já temos algumas e vai-se concretizando o que é possível.”

Apesar do cartaz musical não se enquadrar bem nos gostos destas jovens, destacam a importância do mesmo para o convívio. Conhecem pessoas novas, criam relações. É mais do que música, no fundo. O festival traz vida à aldeia, caso contrário seria apenas mais uma aldeia como tantas outras.

Este grupo de trabalho tem uma importância extraordinária para a organização do evento. “Basicamente, sem nós a direção teria de contratar pessoas para fazerem as nossas tarefas.” Isto podia ser um entrave para a realização do festival, mas os jovens acabam por ganhar, também, valências importantes para a futura carreira profissional.

“Temos de saber trabalhar em equipa. Não posso só contar com aquilo que eu sei fazer. E eu acho isso ótimo. É melhor que na escola… e os horários não são rígidos!”

O passa a palavra acaba por ser importante para este grupo de trabalho, constituído por pessoas da zona, mas também por algumas de outras regiões.

Filipe, coordenador do campo de trabalho, junta-se à conversa e confessa que não é fácil gerir todas estas personalidades. “É um bocado complicado. Há situações mais apertadas, mas às vezes são muitas pessoas para gerir e muitas funções para delegar, então quando acabam fico sem saber bem o que hei de fazer (risos). Eles trabalham bem e portam-se todos bem.”

São perto de 30 voluntários. Em anos anteriores chegou a haver um maior número, mas, este ano, conta Felipe, está mais fraco. “Mas o que interessa é que a equipa tem qualidade na mesma!”

Bons Sons

Para Felipe, “é uma mais-valia para o festival. Esta equipa consegue preparar muitas das coisas que aquela equipa mais forte do festival que monta grandes estruturas não conseguia fazer. Desde preparar camas, limpezas de alguns espaços como camarins… Ontem andámos a limpar o Eira. Agora andamos a colocar colchões em algumas casas para acolher malta da nossa equipa que vive fora. É um trabalho um bocado duro, mas vai correr bem. Esta equipa é mais nova, tem outra garra. Já esses mais velhos têm tarefas mais específicas – eletricidade, outros espaços, ou a programação, por exemplo”.

Esta é a terceira semana de trabalhos. As primeiras duas foram “muito soft”, confessa Filipe. Mas com o aproximar do festival, os prazos apertam. Costumam planear o dia. “Amanhã temos de fazer isto, vamos buscar material ali para colocar balcões no outro lado. Normalmente é assim que fazemos e normalmente corre sempre bem.”

Nesta altura, Filipe ainda se dá ao luxo de dormir uma média de “cinco a seis horitas por dia”. “Mas os dias vão passando e vai ser cada vez menos. Três, quatro horas. Ontem, por exemplo, saí de casa às 9h e só cheguei era 00h30”.

Nestes dias, o “chefe” campo de trabalho respira Bons Sons. Ficou responsável por este projeto de voluntariado em 2014, quando lhe começaram a pedir outras coisas. Em 2015, quando o festival passou a anual, chegou-se a maio/junho, e a organização pensou criar uma atividade, uma equipa de montagens. “Há pessoas que não gostam do nome grupo de trabalho”, esclarece Filipe. Bateram à porta de toda a gente, e, nesse ano, quase todos disseram que sim. A equipa foi aumentando, decidindo que, todos aqueles que tinham nascido em 1996, seriam monitores. Filipe, que neste caso já estava na equipa, ficou responsável pelos monitores. “Mas como haviam alguns que não tinham muita ligação com a SCOCS, eu acabei por ganhar uma posição de maior importância.”

Margarida e Raquel estão na cozinha. “Acho que já têm responsabilidade para isso”, assume o jovem coordenador. Questionado sobre os cozinhados das duas jovens, Filipe alega que “peixe não puxa carroça”. “A massa de peixe estava espetacular”, riposta Margarida. “Mas olha que febras com espinhas não dá, eu sempre disse”, conclui Filipe, divertido.

“Mas é com estas coisas que vão aprendendo. Por exemplo, a seguir ao campo de trabalho, fazemos uma colónia que é o “Remember Colónia”, em homenagem a uma colónia que acontecia antigamente (acabou em 2003). Basicamente vamos todos para São Martinho do Porto – vai ser o terceiro ano -, vamos lá para o campismo, fazemos o acampamento Cem Soldos, metemos lá a carrinha do Bons Sons e criamos várias atividades.”

Apesar de muitos dos voluntários serem bastante novos, Filipe sente neles uma diferença em relação a edições anteriores. Estão mais responsáveis. “O futuro deles começa aqui, não é? Eu próprio comecei muito novo e orientei logo uma equipa de 10 ou 15 pessoas.”

Há um elemento ou outro com outra idade que, por vezes, se junte à equipa, mas, regra geral, a idade anda sempre nos 22/23 anos no máximo. “As pessoas procuram-nos muito para fazermos outro tipo de trabalhos. Ontem à noite, quando eu saí daqui, veio o Pedro Fonseca, que é dos palcos, pedir se ajudava alguém para o ajudar no auditório a montar o sistema todo.”

Este ano, a média de idades anda nos 13 anos, muito por culpa da indisponibilidade de voluntários do ano passado. “Repara, o festival nasceu em 2006, a média de idades este ano anda naquela idade que te disse. Ou seja, a diferença é mínima, e o objetivo é ter sempre malta jovem a colaborar connosco. Há um ou outro que vem obrigado pelos pais, mas depois tudo se resolve”, declara Filipe. “É impossível não gostar”, conclui Margarida.

Deixámos os jovens voltarem ao trabalho. A volta final foi uma rota habitual que se faz com os jornalistas, desde a zona de imprensa até ao auditório, por exemplo. E é assim, o dia-a-dia em Cem Soldos, enquanto o festival não começa. Muita ajuda, muita comunhão, muita partilha. E ainda bem, porque, sem isso, dificilmente existia Bons Sons.

O Echo Boomer também falou com Ana Brazão, responsável pelo Plano Ecológico do festival, que este ano conta com novas e inovadoras medidas.

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