Análise – Energy Sistem Party 6 – Uma torre multiusos

A Energy Sistem Party 6 é uma coluna de música dedicada para animar qualquer festa e vem cheia de funções e ligações.

Este equipamento é mais um exemplo do tipo de soluções áudio que a espanhola Energy Sistem dispõe e que, comparando com outros equipamentos que já aqui passaram, mostra que é uma das áreas onde a marca se sente bem a vontade.

Apesar de podermos usar a Party 6 enquanto uma coluna bluetooth, estamos perante um centro de entretenimento dedicado. É uma coluna para festas e vem preparada com uma série de ligações e modos perfeitos para eventos em casa ou no jardim, para ter numa associação, para usar em karaoke, ou, até, em eventos de rua.

Começando pelo seu aspeto, esta coluna causa uma primeira impressão pouco positiva, muito graças aos materiais usados na sua parte frontal, onde temos, basicamente, duas colunas, uma em cima da outra, com dois grandes anéis de iluminação LED, tudo revestido em plástico.

Não é propriamente uma coluna bonita e os plásticos deixam muito a desejar. Este é capaz de ser o elemento menos positivo da coluna, porque, a partir daqui, quase tudo melhora, e, ignorando esta capa, a coluna é basicamente construída em madeira, criando o ambiente necessário para o débito de um melhor som.

É na parte superior que começamos a ver as potencialidades desta coluna com os seus muitos controlos. Além dos habituais Ligar/Desligar e controlos de música, podemos encontrar um equalizador muito simples e agradável de usar, tendo ainda um mostrador com informação importante.

Temos ainda os botões para definir todas as ligações ativas, perfis de equalização e um botão vermelho, o Energy Music Power 600, que é a definição de “por favor não carregue”. Podem ler mais sobre este botão em baixo.

Também neste painel podemos encontrar uma ranhura para o nosso smartphone ou tablet e algumas ligações adicionais, como duas USB (uma de para leitura de ficheiros e outra de carregamento de dispositivos) e dois jacks 3.5mm para headphones e uma entrada de áudio.

Passando para a traseira, vamos também encontrar aqui funções interessantes como uma entrada de antena para rádio, entrada de áudio para o microfone incluído, entrada de áudio para ligar uma guitarra (acompanhado por um botão de volume) e duas conexões RCA para entrada e saída.

Por fim, podemos ainda controlar a Party 6 através de um simples e belo comando e usá-la como uma coluna Bluetooth graças à sua ligação 4.0.

Apesar da sua ligação Bluetooth, esta não é uma coluna sem fios, ou seja, necessita de alimentação. Ainda assim, é relativamente fácil de transportar.

Tem cerca de 10kg, mas é bem mais leve do que aparenta com as suas dimensões. Também estas são suficientes para colocar num carro e levar para qualquer lado sem complicações. Mas, ainda neste ponto, seria interessante termos tido aqui uma ou outra pega para a transportar com maior facilidade.

Olhando para as ligações que encontramos, é fácil perceber o potencial desta coluna. E funciona como pretendido, ainda que a ligação Bluetooth se tenha mostrado um desafio.

Quando selecionado o Bluetooth, o seu mostrador diz estar “Desligado”, o que não é de todo verdade, levando em erro o utilizador de que esta ligação não está ativa. Numa primeira utilização, este processo tornou-se desafiante, até percebermos que os dispositivos em volta estavam, de facto, a reconhecer a Party 6.

O alcance da ligação é o aceitável. Dentro de uma casa é possível afastarmo-nos cerca de duas a três divisões da coluna antes de começar a perder sinal. E tal como outros equipamentos deste género, ao usarem vídeos para acompanhar, esta ligação tem alguma latência.

Isto pode ser resolvido com a utilização de ligações físicas para o efeito, algo que se pode revelar útil caso queiramos acompanhar a festa com projeção de vídeos.

No que toca ao microfone, a Party 6 incluiu um microfone pronto a usar e que funciona como seria de esperar. É ligar e usar.

O som é o ponto mais importante de qualquer coluna e a Party 6 tem um excelente desempenho nesta área. Equipada com um sistema 2.1 vertical com 240W de potência, esta coluna comporta-se bastante bem. Tem um excelente alcance de volume e um uso de baixos bem moderado, sem efeitos de amplificação extra ou proprietários. O som é bastante nítido, mesmo mesmo com o volume elevado, mas, no máximo, é possível encontrar alguma distorção, dependendo da fonte do sinal.

Ou seja, a qualidade do som irá depender muito da fonte sonora. Os melhores resultados obtiveram-se quando se experimentou a coluna ligada a um amplificador dedicado, onde apresentou um som particularmente claro e encorpado quando comparado com o som digital de um Spotify. Expetável? Sim, mas com uma diferença tão grande numa coluna destas, surpreendeu.

A coluna dá ainda toda a flexibilidade de equalização ao utilizador, quer pelos perfis pré-definidos, quer pelo seu painel de ajuste manual.

Mas se quiserem ver do que a coluna é capaz, basta carregar no tal botão vermelho, o Energy Music Power 600, que automaticamente coloca o volume no máximo e a equalização padrão. Uma função a usar com cuidado e em último recurso.

Mais uma vez, a Energy Sistem apresenta um equipamento bastante interessante e completo com um valor bastante competitivo de 209€ na sua loja online.

Tirando aquele plástico horrível na parte frontal, a Energy Sistem Party 6 é extremamente completa e apresenta resultados bastante satisfatórios, sendo, assim, uma solução recomendável para quem procura algo do género.

O equipamento foi cedido para análise pela Energy Sistem.

A nova Powerbank da Duracell promete 72 horas extra de bateria

Com o objetivo de garantir uma fonte de energia fiável que podes levar para qualquer lugar, a Duracell desenvolveu a bateria portátil Duracell Powerbank que, além de carregar os dispositivos duas vez mais rápido do que na tomada, conferem uma carga extra desde 24 horas, permitindo que os consumidores não percam tempo presos à parede.

Bons Sons: Quem vai uma vez volta sempre

O estudo realizado junto do público do Bons Sons mostra que há todo um país a convergir no calor da aldeia, em agosto. Em termos nacionais, o festival é visitado desde o Porto (15%) e região norte (24%), passando por Lisboa e grande Lisboa/Vale do Tejo, de onde provém a grande maioria (58%). Em termos regionais, 48% dos visitantes são de localidades a menos de 40 km de Cem Soldos – Tomar, Ourém, Alcanena, Torres Novas, Abrantes e Fátima.

Fechada a programação do IndieLisboa 2018

Serão mais de duas centenas de filmes que, entre 26 de Abril e 6 de Maio, farão o alinhamento final de mais um IndieLisboa Festival Internacional de Cinema. Dos heróis Independentes, Jacques Rozier e Lucrecia Martel, às competições principais, aos olhares singulares compilados na secção Silvestre, passando pelo cinema sobre o cinema do Director’s Cut, as propostas extremas da Boca do Inferno ou o cinema infanto-juvenil do IndieJúnior, a escolha nesta 15ª edição do IndieLisboa volta a ser diversa, plural e atual.

Sleepwalk, de Filipe Melo, tem estreia marcada no IndieLisboa

Sleepwalk, a curta-metragem que marca o regresso de Filipe Melo à realização – e a estreia da Força de Produção na produção cinematográfica – vai estrear na próxima edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema que decorre entre os dias 26 de abril e 6 de maio, em Lisboa. Este projeto do artista nacional integra a Competição Portuguesa de Curtas Metragens.

Sleepwalk é a adaptação ao cinema do conto de BD com o mesmo nome, de Filipe Melo e Juan Cavia, publicado pela primeira vez na revista Granta Portugal. Esta história de um homem que percorre o interior dos EUA em busca de uma tarte de maçã deu também origem ao livro Comer/Beber, editado pela Tinta da China.

Em 2018, Sleepwalk chega ao grande ecrã em formato de curta-metragem. Rodado em Los Angeles, na California, em novembro de 2017, o filme é produzido por Sandra Faria (Força de Produção, PT), em co-produção com Carlos Berrizbeitia (Libre, EUA) e conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Filipe Melo assina a realização, argumento e a banda sonora original, que conta com a participação de Norberto Lobo na guitarra. Dillon Bennett (Black Mirror, Alien: Convenant, Capitão Phillips) é o responsável pelo desenho de som e Juan Cavia (O Segredo dos Seus Olhos), juntamente com Walter Cornás, assinam a direcção de arte.

Coliseu do Porto muda de nome

O Grupo Ageas Portugal estabeleceu uma nova e importante parceria com o Coliseu Porto, que entre várias outras vertentes, adquire a partir de hoje o nome “Coliseu Porto Ageas”.

Facebook torna as suas ferramentas de privacidade mais fáceis de encontrar

Os acontecimentos do mês passado mostraram que ainda há muito a fazer para o Facebook aplicar as suas políticas e ajudar as pessoas a perceberem como funciona, assim como as opções de escolha ao seu dispor relativamente aos seus dados. 

Bordalo II cria instalação artística em parceria com a National Geographic

Inspirado na nova série do National Geographic, One Strange Rock, que se debruça sobre a história do planeta Terra contada por astronautas, o artista Bordalo II desafia a sua própria visão sobre o planeta na criação de uma instalação construída com plásticos e lixo encontrado pelos pescadores do concelho de Cascais e noutros locais. A obra está exposta na praia de Carcavelos até 2 de abril.

Há um novo iPad para estudantes que suporta a Apple Pen

Esta semana, mais precisamente na passada terça-feira, dia 27, a Apple realizou um evento em Chicago, nos Estados Unidos, dedicado à educação. E foi precisamente neste evento que a marca da maça decidiu revelar ao mundo um novo iPad.

Este novo tablet da tecnológica difere principalmente por incluir o suporte ao Apple Pencil, um acessório que, inicialmente, só estava disponível para a linha iPad Pro, e que demonstra claramente a aposta da marca em oferecer mais e melhores recursos a estudantes.

Com um ecrã Retina de 9,7 polegadas, um peso de 450gr e uma espessura de 7,5 milímetros, este iPad traz um processador A10 Fusion de quatro núcleos, câmara traseira de 8MP, câmara FaceTime HD, autonomia de 10 horas e, claro, sistema Touch ID.

É um tablet que não deverá deixar nada a desejar em termos de performance ou na qualidade de ecrã, mas que também não é revolucionário, surgindo mais como uma versão revista relativamente à anterior geração. No entanto, foi dito no evento que este iPad chega a ser mais poderoso que um Chromebook ou alguns PC.

Novo iPad 9,7 polegadas

Lá está, o grande foco deste tablet é o suporte da caneta da Apple, algo fundamental para estudantes que precisavam de algo mais prático na utilização das apps da suite iWork. Traz também a app Boulevard AR, para que os artistas tirem partido da realidade aumentada.

Este novo iPad está disponível em três cores e pode ser adquirido em prateado, dourado ou cinzento escuro, nas versões com Wi-Fi ou com Wi-Fi e ligação 4G.

Já está disponível na loja online da Apple, pelo que podes adquri-lo por 369€, ou, então, se fores estudante, com um desconto de 10%, ficando o equipamento por 354,04€. Com a caneta Apple Pencil acontece o mesmo: 99€ de preço normal ou 88,56€ para estudantes.

É uma opção a considerar, principalmente para quem não quer levar um PC para a escola e vê neste tablet uma escolha ideal em termos de portabilidade.

Os Trailers da Semana para (re)ver (24 a 30 de março)

Isle of Dogs, La Casa de Papel – Parte 2 e Far Cry 5 são as estrelas desta semana no que toca a trailers.

Sejam filmes, séries ou videojogos, todas as semanas são lançados novos trailers para promover a chegada ou o anúncio destes produtos, que, por vezes, nos levam a mundos fantásticos.

A semana foi uma correria e não conseguiste acompanhar as novidades? Fica aqui uma seleção de alguns dos trailers que marcaram as indústrias do entretenimento durante esta semana de 24 a 30 de março.

First Reformed

Isle of Dogs

Kodachrome

Krystal

La Casa de Papel – Parte 2

Lu Over the Wall

Terminal

The Darkest Minds

The House with a Clock in Its Walls

Far Cry 5

Hellblade: Senua’s Sacrifice

Jurassic World Evolution

LEGO: The Incredibles 2

Soul Calibur VI


Conan Osiris na festa de Antecipação do IndieLisboa

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São raros os fenómenos fulminantes e consensuais do universo cultural português. Em cerca de três meses, Conan Osiris passou de ilustre desconhecido a um dos mais elogiados produtores e cantautores do mercado, fazendo de Adoro Bolos paragem obrigatória de escuta nas prateleiras de novas edições nacionais.

Da estreia no programa 5 para a Meia Noite ao palco da Galeria Zé dos Bois, umas quantas semanas de elogios da crítica e entusiasmo do público batizaram o seu trabalho como “música do futuro”. Tiago Miranda discorda, chama-lhe música normal, daquela que dá para rir, chorar, dançar, viajar ou tomar banho.

Do futuro ou do agora, certo é que de “Borrego” a “Adoro Bolos” há mundos imensos de referências, do eterno Variações ao funaná, do electro-chunga ao hip hop, num caldeirão que nunca se ouviu antes, que grita urgência e se prova tão pensante quanto divertido. Um vício, portanto, este que marca a festa de antecipação do IndieLisboa, apontada para dia 14 de Abril, na Fábrica do Pão (HUB Criativo do Beato, Marvila). Já Dj Quesadilla estende a festa até à madrugada.

Os bilhetes para a festa que antecipa o arranque do IndieLisboa Festival Internacional de Cinema podem ser adquiridos na Tickeline e no local no dia da festa por seis euros. As portas abrem às 21h30 e as atuações começam às 22h00.

Em abril a Xbox dá-nos assassinos e a PlayStation leva-nos à wasteland

Com a chegada do fim do mês, chegam também as novidades para os subscritores dos serviços online da PlayStation e da Xbox.

Uns meses são incríveis, outros só satisfazem alguns e às vezes temos meses que são uma alegria para todos. Abril parece ser um destes últimos.

No Man’s Sky vai chegar à Xbox One e recebe uma nova atualização

Pelo melhor e pelo pior, No Man’s Sky já marcou esta geração. Depois das enormes expetativas criadas durante a produção do jogo, o seu lançamento foi um desastre, com um produto que nada tinha a ver com o que já se tinha visto sobre ele e sem os promissores conteúdos prometidos.

Philips tem um novo monitor de produtividade de alta resolução

O novo monitor Philips QHD de 27 polegadas é uma nova solução para utilizadores que necessitem de uma boa área de trabalho com o máximo de cores possíveis e conforto de utilização a um custo relativamente acessível.

O 272B8QjEB é um monitor de tecnologia IPSD com e sistema de retroiluminação W-LED. O seu painel suporta uma resolução Quad HD 2560×1440, gama de cores sRBG e 10-bit, o que aumenta o leque de cores para 1,07 mil milhões de cores, mostrando um salto significativo dos tradicionais 16 milhões de ecrãs 8-bit.

Este monitor vem equipado com uma série de ligações úteis, tais como conetividade VGA, DVI-Dual Link Digital, DisplayPort 1.2 e HDMI. Para além das portas vídeo, tem ainda uma USB 3.0 com tecnologia SuperSpeed.

Para facilitar tarefas em que seja preciso usar som, este monitor tem ainda duas colunas de 2W embutidas.

A pensar na ergonomia, o 272B8QjEB promete ser flexível com a sua base SmartEgo, que permite a inclinação e rotação do painel, de acordo com as necessidades do utilizador.

O Philips QHD 272B8QjEB estará disponível no mercado a partir de junho por um preço recomendado de 269€.

Para mais informações sobre este equipamento, podem visitar a página oficial da Philips.

Benjamin Clementine confirmado no Super Bock Super Rock

É oficial: Benjamin Clementine tem uma paixão especial por Portugal. Já deu cá vários concertos, para este ano de 2018 tinha agendado mais três concertos e, agora, surge mais uma oportunidade: o britânico está confirmado para o dia 21 de julho do Super Bock Super Rock.

Taxify promove a maior caça ao ovo em carros

Para celebrar a chegada da Páscoa, a Taxify desafia os utilizadores a encontrarem surpresas escondidas em apenas alguns dos carros que habitualmente circulam pela cidade de Lisboa. Durante o dia de hoje, a caça ao ovo irá premiar os utilizadores da Taxify com ofertas e descontos em atividades desportivas, de turismo e em restauração.

Não há nenhum truque para conseguir entrar num carro com ovo, apenas alguma sorte. As regras da caça são muito simples: os utilizadores só têm de chamar o motorista através da aplicação e procurar pelo ovo Taxify assim que entrarem dentro do carro. Em jogo estão cerca de 60 ovos, com atividades desportivas, turísticas, gastronómicas e muito mais.

Os utilizadores poderão ganhar descontos nos jogos de Bubble Football da Beat Balls, em tours por Lisboa nos anfíbios da HIPPOtrip, em entradas no parque de trampolins Bounce, em bilhetes para o Jardim Zoológico de Lisboa, em experiências pelo mundo disponíveis na agência de viagens de aventura The Wanderlust e em compras na plataforma de design de moda Minty Square.

Os ovos incluem ainda experiências no mundo gastronómico, com vouchers de desconto para o restaurante de petiscos dedicado ao futebol O Reserva e vales no El Bulo Social Club, do chef Chakall, um restaurante para ver um jogo e comer um prego, ou assistir a tango argentino dançado ao vivo, e em cerveja na Fábrica MUSA. Entre os ovos estão ainda vários vales com crédito Taxify prontos a serem usados numa próxima viagem na plataforma.

Crítica – “Ready Player One” – Um sonho molhado para os fãs da cultura pop

Desde que foi anunciado, Ready Player One não só aguçou a curiosidade e entusiasmo de todos aqueles que gostaram do livro de Ernest Cline, em que se baseia, mas tornou-se também um tópico sensível nas comunidades da Internet, onde acusavam o filme de uma tentativa de tirar partido desta nova onda nostálgica ou destruíam qualquer anticipação em funçao da qualidade do livro.

Mas eis que para Ready Player One temos Steven Spielberg, o único realizador capaz de remisturar todas as suas propriedades inteletuais referidas no livro, como todas as outras importantes para a cultura pop moderna.

Spielberg não é estranho a adaptações de livros, blockbusters, ficção-científica, ou videojogos e Ready Player One, ainda que não seja perfeito, apresenta o melhor que este realizador é capaz, com um filme divertido e entusiasmante para fãs da cultura pop e não só.

A história leva-nos até ao ano de 2045, uma realidade em que existe excesso de população, caos e escassez de recursos. Num mundo tão distópico e desinteressante, as pessoas acabam por refugiar-se no OASIS, um mundo virtual onde o ser humano assume um avatar à sua escolha – e logo aqui começam as referências ao mundo da cultura pop – e interage com outros personagens, que, na verdade, são também seres humanos na vida real. É naquele mundo que o Homem pode ser o quiser e fazer o que quer.

Seguimos o percurso do órfão Wade Watts (Tye Sheridan), o típico geek, que se refugia no mundo virtual de OASIS, uma vez que é lá que tem os seus amigos e, digamos, a sua “vida”. No jogo, é conhecido como Parzival, e o seu avatar mais parece saído de um conhecido RPG.

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James Halliday (Mark Rylance), também ele fã de tudo o que é cultura pop e criador do OASIS, morreu, mas, antes do adeus, deixou um apetecível desafio a todos aqueles que se encontram ali: descobrirem as três chaves escondidas que dão acesso a um easter egg e que dará ao melhor jogador a riqueza de um falecido multimilionário, além do controlo total do OASIS.

É assim que a história começa a desenrolar-se. Parzival vai pensando nas pistas e no que querem dizer, ao mesmo tempo que conta com a ajuda do seu amigo de longa data, Aech (Lena Waithe), para resolver o desafio.

Pelo caminho, Parzival vai encontrando outros personagens que acabam por tornar-se seus aliados, mas também encontra quem lhe queira mal e o queira impedir de chegar ao fim do quebra-cabeças, como por exemplo Nolan Sorrento (Ben Mendelsohn), dono da empresa que gere o OASIS e, consequentemente, o vilão do filme.

O engraçado em Ready Player One é que as referências definem o rumo do filme, sendo importantes não só para as personagens, como para nós próprios, espetadores na sala de cinema.

O OASIS acaba por ser um mundo onde todos nós, fãs de videojogos, séries e filmes no geral, gostávamos de viver. As referências apresentadas filme acabam por ser tantas que facilmente se tornam em elementos naturais daquele mundo, sendo impossível identificá-las todas mesmo que vejamos o filme só para isso, o que não é, de todo, aconselhável.

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Apesar de muitas referências serem mais que óbvias – existirão inúmeras personagens que vão conseguir identificar –, há muitas delas obscuras que só os mais atentos é que irão apanhar, e é nestes momentos que esta órgia de referências tem a sua magia. Existem com um propósito e não são gratuitas, mas nota-se claramente que existem para agradar a todos: aos que cresceram com certos mundos desde há 30 anos para cá, como a malta mais jovem com jogos de computador.

Convenhamos, a história em si não é extraordinária e não é nada que não tivesse sido já explorado na história do cinema, mas o facto de reunir tanta nostalgia num só filme dá a Ready Player One uma enorme profundidade e imensos momentos de entretenimento, que ficarão certamente na história, muito graças à realização de Spielberg.

Dentro das referencias mais conhecidas, podem contar com tudo aquilo que já vimos em trailers e muito mais. Regresso ao Futuro, King Kong, Final Fantasy, Jurassic Park, Star Wars, Godzilla, Dragon Ball, entre tantos e tantos outros, está tudo lá, com mais tempo de antena do que um simples frame. E não nos ficamos só por personagens, mas sim por cenários bem icónicos, como uma particular cena baseada num certo filme de Stanley Kubrick. É incrível!

Os visuais do mundo digital de Ready Player One são excelentes, um regalo para os olhos, apostando num hyper-realismo característico de um videojogo. O mais difícil mesmo será acompanhar tudo o que se passa no ecrã. Haverão vários momentos em que tudo será um caos, mas outros em que poderão ver que anda por ali o Robocop ou o Ryu da série Street Fighter. É isto que o filme de Spielberg oferece: variedade e conteúdo.

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Contudo, não deixa de ser curioso perceber o facto do filme criticar a relação dos seres humanos com o mundo virtual, como se perdessem a sua essência na realidade. Muitos podem encontrar abrigo num mundo alternativo, mas é a realidade que define quem nós somos e que nos permite alcançar a verdadeira felicidade. E basta chegarem ao fim do filme para perceberem o que quero dizer.

No final de tudo, Ready Player One vai deixar-vos de sorriso na cara, nem que seja somente porque fez lembrar de bons tempos passados. É uma viagem nostálgica maravilhosa que mostra que a veia geek de Spielberg está bem viva.

Ready Player One chega aos cinemas a 29 de março.

Segunda temporada de “Legion” estreia na FOX

Depois de uma primeira temporada onde ficamos a conhecer um dos mutantes mais poderosos do universo X-Men, os perigos que assombram David Heller (Dan Stevens) estão longe de um fim e esta guerra interior pode tomar contornos à escala global.

Rock in Rio Academy transforma Cidade do Rock em Laboratório de Gestão

Na 8.ª edição do Rock in Rio-Lisboa, a Cidade do Rock transforma-se, uma vez mais, numa verdadeira academia de gestão e empreendedorismo. Depois de duas edições de sucesso no Brasil (2015 e 2017) e uma primeira vez em Lisboa (2016), que levou mais de 200 executivos ao Parque da Bela Vista, o Rock in Rio Academy está de regresso para a sua 4.ª edição (a segunda em Portugal).

Em Abril, na Netflix

No mês da Páscoa o que não faltam são estreias e regressos de filmes e de séries. E no mês em que também se celebra o Dia Mundial do Livro, o que também não faltam são sugestões de adaptações do papel para o vosso ecrã.