Foi há quase três meses que referimos que, em maio, os animais de estimação passavam a poder entrar nos restaurantes. A medida, aprovada em fevereiro no Parlamento a partir de projetos do Partido Ecologista “Os Verdes”, partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e BE, revelava que estes animais passavam a ser permitidos em restaurantes devidamente sinalizados para o efeito.
Liga MEO Surf: Ação de limpeza de praia recolheu 100 quilos de lixo
A iniciativa inaugural, na Ericeira, das limpezas concertadas de praia a nível nacional que decorrem durante a Liga MEO Surf, teve como resultado final a recolha de aproximadamente 100kg de lixo, com especial incidência no plástico (99%).
Motorola chega oficialmente ao mercado português a 1 de junho
Há 5 anos, a Motorola decidiu dar resposta a uma lacuna existente no mercado: smartphones de qualidade que poderiam fazer muito a um preço que ainda mais pessoas pudessem pagar. Esses telefones tinham que ser atuais, projetados naquele ano – não modelos do ano passado a preços mais baratos.
O primeiro moto g tornou-se o smartphone mais vendido da história da Motorola e, após esse dispositivo, a marca estreou o moto e, um smartphone que foi totalmente equipado a um preço justo.
Este ano, o legado continua com as mais recentes gerações de famílias moto g e moto e. Estão mais rápidos, trazem mum ecrã melhorado e um design refinado, além de trazerem de origem o Android 8.0 Oreo.
Isto podia ser somente mais uma notícia sobre novos telemóveis, mas importa realçar que, agora, em 2018, a Motorola chega finalmente de forma oficial a Portugal, depois de anos de ausência do mercado português. Recorde-se que a marca foi adquirida pela Google há uns anos atrás, tendo sido depois vendida à Lenovo em 2015.
A Motorola aterra em território português com os novíssimos moto g6 e moto e5, que foram apresentados num evento de lançamento global em São Paulo, Brasil, no mês passado.
Existe três versões do g6: g6, g6 plus e g6 play. Já da gama e5 estarão disponíveis os moto e5 e moto e5 plus.
Começando pelo g6, traz um ecrã iPS LCD 5.7″ Full HD Max Vision que oferece cores vivas e detalhes precisos, câmaras traseiras de 5MP e 12MP, câmara frontal de 8MP, leitor de impressões digitais multifuncional, processador Qualcomm Snapdragon 450, 3 ou 4GB de memória RAM,32/64GB de armazenamento interno, bateria de 3000mAh e proteção P2i contra salpicos.
Já o g6 play é essencialmente o mesmo smartphone, mas com diferenças a nível de características internas. O ecrã é na mesma de 5,7 polegadas, mas é True HD-IPS; a câmara traseira é somente uma e é de 13MP, o processador é um Snapdragon 427, tem 2/3GB de RAM e 16/32GB de memória interna. Já a bateria é consideravelmente maior, saltando para os 4000mAh.
Por último deste gama, o g6 plus, é, claro, o modelo mais poderoso. É muito semelhante ao modelo g6, com a diferença, de nesta versão, contarmos com um ecrã Full HD Max Vision de 5.9 polegadas, processador Qualcomm Snapdragon 630, 4/6GB de RAM, 64/128GB de armazenamento interno e uma bateria de 3200mAh.
Já a gama e5 apresenta-nos dispositivos de entrada de gama, sendo mais modestos que os da linha g6. Começando pelo e5, falamos de um smartphone com um grande ecrã Max Vision de 5,7”, processador quad-core Qualcomm Snapdragon 425, 16GB de memória interna expansível via cartão de memória microSD, 2GB de RAM, câmara traseira de 13MP e frontal de 5MP e bateria de 2800mAh.
Já o moto e5 plus é bem mais poderoso. Traz um ecrã HD+ de seis polegadas, processador ocra-core Snapdragon 427, 3GB de RAM, 32GB de armazenamento interno,câmara traseira de 12MP com laser autofocus,, câmara frontal de 8MP e uma enorme bateria de 5000mAh.
Há ainda um terceiro modelo desta gama, o e5 play, mas, para já, não vai estar disponível em Portugal.
Quanto a preços e disponibilidade, estarão disponíveis na Fnac Online e nas lojas PC Diga a partir de 1 de junho com estes preços:
– Moto g6 plus: 299€;
– Moto g6 : 249€;
– Moto e5 plus: 169€;
– Moto e5: 149€;
O moto g6 play será um exclusivo das lojas NOS e terá um preço de 199€.
Mundial de Futebol chega gratuitamente ao FIFA 18
Longe vão os tempos em que a série FIFA lançava versões dedicadas aos diferentes campeonatos de futebol, como o Mundial ou o Europeu, que marcaram a infância de muitos jogadores.
Análise – Razer Hammerhead Pro V2 – Pesados como um martelo
Os Razer Hammerhead Pro V2 são a segunda iteração de soluções áudio da Razer no segmento de auscultadores intra-auriculares.
Disponível em três modelos diferentes com ligação estéreo de 3.5mm, USB-C e completamente wireless, a Razer disponibilizou-nos a primeira versão para este teste.
Os Hammerhead Pro V2 saltam logo à vista por duas razões: cor verde néon característica dos produtos da Razer e formato do cabo achatado, uma decisão que, em termos de design, ajusta-se ao formato achatado da ficha do modelo USB-C, que serve de base de todas as variações deste produto.
Os auscultadores, com drivers de 10mm, são construídos em alumínio e apresentam um design bastante básico e sólido, apenas com o branding a destacar-se na sua face, resultando num aspeto muito premium.
Ainda nos auscultadores. a Razer oferece também a possibilidade de podermos mudar as pontas, com três novos pares de dimensões diferentes, para além da ponta de membrana dupla instalada por defeito.
No cabo direito vamos encontrar os controlos de volume e o botão do atendimento de chamadas, também estes simplificados e dispostos sob o formato do cabo.
Dentro do pacote dos Hammerhead Pro V2, para além das ditas pontas extra, encontramos uma pequena bolsa circular para colocar este equipamento, assim como um adaptador extra que divide o sinal áudio em duas fichas de 3.5mm, de entrada e de saída de som, para ligar a dispositivos que usem esta configuração, como alguns computadores.
Não é por acaso que estes auscultadores se chamam “Hammerhead” (cabeça de martelo). Essencialmente pretendem dar uma experiência de áudio bastante encorpada e forte.
Os baixos são bastante acentuados e a divisão entre graves e agudos está muito bem conseguida. Curiosamente, no geral, o som apresenta-se um pouco seco e não muito dedicado ao bass que este tipo de equipamentos costuma apostar, dando a sensação que estamos perante um som mais puro e aproximado do que é pretendido de cada fonte.
É também um equipamento claramente mais direcionado para ouvir música do que, por exemplo, ver filmes ou jogar, uma vez que a mistura de sons, dependendo da música, torna-se mais agradável de ouvir e não requer tanta distribuição a nível de sons ou da sua posição. De uma forma geral, são bastante competentes em todo o tipo de utilização e apresentam uma qualidade de som bem ajustada ao seu valor.
Claro que esta perceção depende do nível de isolamento na utilização e do conforto das pontas utilizadas. Admito que tive alguma dificuldade em escolher a melhor ponta, acabando por usar a mais pequena. Em comparação com outros equipamentos do género, a ponta padrão ou de tamanho médio ajustar-se-iam na perfeição, mas aqui senti dificuldade nas pontas maiores.
Os Hammerhead Pro V2 são exímios no que toca ao material de construção dos auriculares. Contudo, os materiais metálicos, juntamente com a sua ergonomia, podem tornar-se difíceis de usar durante muito tempo, acabando por ser pesados e não correspondendo à expetativa de um isolamento a 100%.
Voltando também ao seu cabo achatado há um lado bom e um lado mau. No bom é que parece bastante forte e pouco propício a enrolar com facilidade, algo que é um pesadelo para qualquer utilizador deste tipo de equipamentos. Por outro, as suas terminações dão a ideia de que podem partir com qualquer dobra, o que não deixa de ser irónica. Mas talvez seja uma questão de hábito, até porque, no fim do dia, o cabo apresenta-se bastante robusto.
E o veredito é que são uns auscultadores bastante interessantes. Oferecem uma qualidade de som ótima para ouvir música, num equipamento que também prima pela qualidade de construção. Todavia, apesar de terem nota positiva naquilo que realmente importa, os Hammerhead Pro V2 fazem jus ao seu nome, pelo dos auscultadores, resultando numa experiência pouco confortável.
O equipamento foi cedido para análise pela Razer.
Próximo filme da nova saga de “Star Trek” já tem realizadora
Realizadora. Sim, leram bem. S.J. Clarkson vai ser a capitã ao leme da nova produção de J.J. Abrams no universo Star Trek, sendo a primeira mulher a realizar um filme da icónica saga de ficção científica.
Sugestões da Netflix: Documentários para ver no Dia Internacional do Jazz
Hoje é um dia especial para os amantes de música, em particular de música Jazz.
O dia 30 de abril comemora o Dia Internacional do Jazz desde 2012, data instaurada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) que pretende celebrar este género pelo “seu papel diplomático de unir pessoas em todos os cantos do globo“.
Os monitores Momentum são a resposta da Philips para os jogadores
A Philips anunciou uma nova linha de monitores desenhada para os adeptos dos videojogos e das altas resoluções.
Com os computadores cada vez mais poderosos e as consolas de sala a receberem modelos com capacidades 4K, a necessidade de ter ecrãs à altura é cada vez maior, e os novos monitores Momentum são a resposta.
O primeiro modelo desta linha é o Philips 436M6VBPAB, de 43 polegadas, que oferece uma resolução UHD 4K. Mas não é só na resolução que vem preparado para tirar total partido dos jogos.
Este painel promete uma enorme quantidade de cores com elevada precisão graças à tecnologia Quantum Dot, substituindo a tradicional tecnologia LED, e surge com certificação VESA DisplayHDR 1000.
Para minimizar a latência nas taxas de atualização, este monitor tem 4ms de resposta, tecnologia Adaptive-Sync e inclui modos de Low Input Lag e SmartResponse.
Com este monitor de 43 polegadas para jogos, algo que poderia ser substituído por uma recente televisão, a Philips afirma que a procura de painéis grandes dedicados aos jogos é cada vez maior, uma vez que são muitos os que começam a querer trocar o teclado e o rato da experiência de secretária pelos comandos na experiência do sofá a distancias maiores dos ecrãs. Isto, claro, suportado pela ascensão do mercado das consolas nos últimos anos.
O Philips 436M6VBPAB da nova linha Momentum chega ao mercado em maio por um preço recomendado de 799€.
Os Trailers da Semana para (re)ver (21 a 27 de abril)
Quem diria que, 50 anos depois, o magnífico filme 2001: Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, iria regressar aos cinemas?
Sejam filmes, séries ou videojogos, todas as semanas são lançados novos trailers para promover a chegada ou o anúncio destes produtos, que, por vezes, nos levam a mundos fantásticos.
A semana foi uma correria e não conseguiste acompanhar as novidades? Fica aqui uma seleção de alguns dos trailers que marcaram as indústrias do entretenimento durante esta semana de 21 a 27 de abril.
2001: Odisseia no Espaço – 50 Anos
A Good Dream
Crazy Rich Asians
It came from the Desert
KIN
Leave no Trace
Smallfoot
The Rain
The Tale
Troia: A Queda de Uma Cidade
Uncle Drew
Venom
Woman Walks Ahead
Dark Souls: Remastered
Shadow of the Tomb Raider
Sonic Mania Plus
Peixola: O restaurante que leva peixe ao Cais do Sodré até altas horas
Situado na Rua do Alecrim, uma das mais emblemáticas ruas de Lisboa, o Peixola é já um espaço emblemático onde se pode provar diversas iguarias do mar, combinadas com elaborados cocktails, ao balcão, num ambiente sofisticado e intimista.
A nova carta, agora com assinatura do chef Vítor Hugo (Eleven, 100 Maneiras), introduz uma combinação de pratos inovadores que evidenciam a simplicidade e riqueza dos próprios ingredientes, aqui reinventados pelas mãos do chef e sob a influência das diferentes cozinhas do mundo. “Gravlax de salmão com zimbro e molho de endro”, “Ostras com maracujá e espuma do mar”, “Sopa fria de clorofila de espinafres com garoupa marinada e pó de avelã” ou “Taco de polvo com molho de caril vermelho e coentros” são apenas algumas das sugestões desta nova
carta.
Os ingredientes são sempre frescos, da época e selecionados pelo chef, mas nem sempre existirão as ostras mais frescas, por exemplo. Nesse caso, pode existir alguma surpresa especial para aquele dia em específico em termos de pratos elaborados.
Para finalizar a refeição, recomenda-se ainda o “Petit Gateaux de caramelo com gelado de frutos vermelhos”, um dos ex libris da casa.
A carta de bebidas também está diferente. Os vinhos e espumantes ganham novo protagonismo nesta carta que é também rica em cocktails, em particular de rum.
Como o Peixola está localizado próximo de diversas casas de espetáculos e teatros da capital, os responsáveis viram-se na necessidade de alargar o horário de funcionamento do restaurante para permitir, aos mais notívagos, a possibilidade de cear ou jantar um pouco mais tarde. Nasce, então, o “Maré Alta”, um horário especial, até às 02h00, disponível apenas de quarta a sábado. Nos restantes dias está aberto de domingo a segunda-feira das 19h às 00h.
O restaurante Peixola está ainda disponível nas plataformas Glovo e Uber Eats, sendo possível degustar toda a carta em casa ou surpreender num jantar de amigos. Alguns dos pratos incluem um cartão com dicas do chef Vitor Hugo para poder servir e empratar, como um profissional.
O Peixola abriu portas em 2016 e apostou num espaço inovador, centrado no grande balcão revestido a marmorite, uma técnica artesanal e manual cada vez menos usada que confere ambiente mais sofisticado. O balcão central tem capacidade para 30 pessoas, havendo ainda algumas mesas para quem preferir um ambiente mais reservado. O preço médio por pessoa ronda os 25/30€.
Foz Côa promove sétima edição do Festival do Vinho do Douro Superior
A palavra “Douro” é quase certa em qualquer ocasião vínica pelo valor da cultura da vinha e do vinho, pelo seu património paisagístico e pela sua diversidade. Com o propósito de enaltecer a sub-região do Douro Superior no mapa vitivinícola do país, a cidade de Vila Nova de Foz Côa recebe, nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2018, a 7.ª edição do Festival do Vinho do Douro Superior (FVDS), que volta a ter como palco principal o EXPOCÔA – Centro de Exposições de Vila Nova de Foz Côa.
Hybrid Manufacture 3.0 é o primeiro relógio híbrido da Frédérique Constant
O novo modelo Hybrid Manufacture da Frédérique Constant, criado consoante os princípios da relojoaria clássica e com atualizações de técnicas do século XXI, combina a relojoaria mecânica de garantia “Swiss Made” com a funcionalidade smartwatch num relógio de estilo clássico.
Campeonato do Mundo e da Europa de Freeride acontece este fim-de-semana
O Campeonato do Mundo e da Europa de Freeride, competição desportiva de jet ski, regressa à Nazaré de 27 a 29 de Abril.

Sendo atualmente o desporto motorizado aquático com maior crescimento a nível mundial, o Freeride oferece um espetáculo de saltos, perícias e inúmeras acrobacias de jet ski em que as ondas do mar são utilizadas como rampa para as manobras mais radicais.
Na edição deste ano, participarão na prova os melhores atletas de todo o mundo em duas modalidades distintas: jet ski e motas de água. Cada piloto disputa, numa corrida a dois, uma manga de oito minutos para demonstrar o seu talento e habilidade, tendo a sua prestação avaliada por um júri internacional composto por cinco membros que avaliam o nível de dificuldade, estética, nível de risco e fluidez da atuação.
Considerada por muitos como a vila mais típica do país e reconhecida mundialmente pelas suas ondas gigantes, a Nazaré serve de pano de fundo para esta prova que promete muito entusiasmo. O evento será transmitido em mais de 45 países em Live Stream pelo canal da jetskinworld.
Este evento será realizado em parceria com a PJSBA – Portugueses Jet Sports Boating Association -, formada por amantes de jet ski e motas de água, e contará com diversas atividades paralelas como um escorrega gigante e uma sunset party.
O Campeonato do Mundo de 2018 de Freeride passará por diversos países além de Portugal, entre eles a Austrália, Estados Unidos da América, México, França, Inglaterra e o Japão.
Em maio, na Netflix
Depois de um estudo lançado pela Netflix revelar que os animais de estimação são os melhores companheiros para assistir às séries e filmes daquele serviço de streaming, o mês de maio chega-nos com novas estreias e adições para reunir a família, amigos e companheiros de estimação em frente ao ecrã.
Metro de Lisboa promove projetos de intervenção cultural
No âmbito do 70.º aniversário da fundação do Metropolitano de Lisboa, que se comemora ao longo deste ano de 2018, a empresa associou-se ao lançamento do NEXT STOP, projeto de intervenção cultural no Metro de Lisboa, promovido pela LARGO Residências e integrado no Plano de desenvolvimento Local, do GABIP-Almirante Reis.
Reportagem: Caminhos do Ferro 2018 – Domingo (22/04/2018)
Após o dia culturalmente rico e poético de sábado, as atividades diurnas do Caminhos do Ferro no domingo, dia 22 de abril, foram mais dedicadas às famílias e às crianças.
Começamos a vida a baloiçar. Mesmo antes de existirmos, baloiçamos… Na imaginação dos nossos pais. É com esta premissa que surge, em palco, a simbolização de uma mulher grávida, que carrega em si o mais belo milagre da vida. Estamos em plena oficina de música e movimento para bebés “Baloiçar”, numa pequena encenação para bebés entre os 4 e os 36 meses, criado pela Associação Cultural Quinto Palco.
NOS Primavera Sound: Podes comprar dois bilhetes diários pelo preço de um
Mas para isso é necessário que sejas cliente NOS do segmento residencial com o serviço de TV ativo.
Já chegou o novo Gmail a todos os utilizadores
A Google já disponibilizou uma nova experiência Gmail. Vem com novo visual, novas e robustas funcionalidades de segurança, novos recursos de inteligência artificial e uma maior integração com outras aplicações G Suite.
Reportagem: Caminhos do Ferro 2018 – Sábado (21/04/2018)
Caminhos do Ferro é um recente programa cultural em rede que engloba 13 municípios e que consiste num itinerário repleto de percursos e atividades culturais.
A aventura do Echo Boomer pelos Caminhos do Ferro começou, precisamente, com uma viagem de comboio cujo destino era o Entroncamento – cidade dos caminhos-de-ferro por excelência – numa manhã de muita chuva. Estava, assim, lançado o mote para um fim-de-semana culturalmente rico, recheado de música, teatro, dança e percursos artísticos.
A primeira paragem foi nas piscinas municipais do Entroncamento, com um percurso guiado por João Bento – artista plástico que compõe som para performances, dança, filmes experimentais, peças de teatro e live acts há mais de dez anos – que nos deu a conhecer a cidade do Entroncamento pela perspetiva de alguns dos seus habitantes. Em oito postos distintos, em que nos era apresentado, a cada posto, uma fotografia a preto e branco de cada habitante, pudemos ouvir os seus relatos, histórias, vivências repletas de memórias – ora felizes, ora trágicas, material de que é feita a vida.
Este percurso transportou-nos para junto destas pessoas (de várias idades e com diversos backgrounds, numa ilustração do que é a diversidade humana) e foi como se, de repente, estivéssemos a ouvir as suas estórias, em pessoa, numa experiência que arrancou muitos sorrisos de quem as escutava. A este percurso foi dado a designação de “8 Linhas – Percurso Sonoro e Fotográfico”, numa analogia direta entre as linhas de comboio do Entroncamento, os oito testemunhos ali apresentados, bem como as oito pistas da piscina em cujas instalações se realizou o percurso.
Não só para os passageiros deste percurso foi uma experiência única. Para o próprio artista, toda a concretização do projeto, desde a ideia, até aos pormenores técnicos finais (preparação dos oito postos), passando por todo o processo (fotografias, entrevistas), teve um impacto extremamente positivo em termos pessoais. Em entrevista, João Bento revelou ao Echo Boomer que a escolha das pessoas para recolha dos testemunhos foi fruto tanto de encontros propositados como de encontros espontâneos e inesperados, num cruzamento de histórias cujo denominador comum é o facto destas pessoas voltarem sempre ao lugar que as viu nascer, crescer, viver – num verdadeiro cruzamento e entroncamento de vivências.
O artista revelou também que a realização deste projeto foi uma fonte intensa de aprendizagem que o fez desenvolver mais a empatia e a escuta ativa, que o ajudou a perceber os seus próprios problemas e a olhar para eles com uma perspetiva diferente. Para os participantes, foi também algo que fortaleceu o seu senso de comunidade, de pertença, e de sentir que podem ser agentes de mudança nas suas próprias cidades.
Uma experiência enriquecedora que retrata a diversidade humana e que, definitivamente, nos possibilitou conhecer a cidade muito para além das suas infraestruturas – porque as cidades são feitas também (e sobretudo) das pessoas que as habitam.
O almoço nesse dia fez-se no restaurante Pezinhos no Rio, na pequena e simpática vila de Constância, que nos deu as boas-vindas com a sua energia acolhedora. Aconselha-se a vinda a este restaurante, numa visita à vila, para uma experiência gastronómica muito agradável e com uma vista para o ponto onde o Rio Tejo e o Rio Zêzere se cruzam.
Finalmente a chuva deu tréguas, o sol mostrou o ar de sua graça, e veio mesmo a tempo de nos acompanhar numa tarde que se viria a revelar extremamente inspiradora e até mesmo imersiva: um percurso pela vila de Constância guiado por Marina Palácio. Autora e ilustradora, e com ligações familiares a Constância, começou por lançar uma pergunta desafiadora: o que é, para nós, a poesia? Com base nesta questão (e nas diversas respostas possíveis e muito próprias a cada um), todo o percurso foi alicerçado na base de que todos somos poetas e de que é possível criar poesia com os elementos mais simples – desde as portas e janelas muito peculiares de Constância, às flores que ilustram algumas casas, aos nomes comuns dados às borboletas, entre tantos outros pormenores que tantas vezes nos passam despercebidos.
Marina conseguiu puxar-nos para um tempo e espaço passados mas, simultaneamente, presentes. Um tempo de antigamente, em que se vivia com calma, em que se vivia com tempo, em que simplesmente se vivia – um fenómeno ao qual hoje a sociedade chama de “mindfulness”, tão raro que é necessário dar-lhe um nome. Mas ali, e durante aquelas horas, o viver no presente era um dado adquirido, em que nada mais interessava a não ser absorver ao máximo todos os ensinamentos e desafios que foram sendo lançados.
A ideia de poetizar a nossa existência humana é antiga – talvez tão antiga quanto a própria humanidade ou, pelo menos, a capacidade de síntese do ser humano – e foi aqui retratada através de legados deixados pelas avós-ninfas. Estas avós são as habitantes mais antigas da vila. São carinhosamente apelidadas de avós-ninfas, pela sua capacidade de transformação e de reinvenção, preservando a jovialidade. E desta transformação e reinvenção é feita também a própria vila – com espaços que revelam tantas histórias por contar, tantas metamorfoses… Tantas vidas!
Ao longo deste percurso, pudemos conhecer a vila muito para além das suas ruas e das suas casas. Pudemos entrar na vida das pessoas que nasceram ali, que viveram ali, que morreram ali. Conseguimos visualizar as crianças que passavam pela loja do Sr. Raimundo depois da escola para buscar rebuçados. E a relação de amor-ódio-obsessão do casal que vivia na casa onde hoje é um café. E a casa onde viveu Alexandre O’Neil. E como a roupa era lavada no rio. E como a avó-ninfa D. Mariazinha fazia bonecas de pano, com restos de tecidos e retalhos, para as meninas pobres da vila.
Vivemos aquilo. Entoámos, em conjunto, poemas que foram escritos por estas avós-ninfas; provámos o mel feito na região; deixámos uma mensagem especial a estas avós, bem como a futuros moradores que fossem ocupar os espaços vazios de algumas ruas – dando início a um novo ciclo, a uma nova metamorfose!
Assim, esta experiência – completamente imersiva – foi poesia em estado puro. Poesia em duas vertentes – aquela que retrata aquilo que é ser-se humano e que nos foi deixada pelos nossos avós, refletindo centenas de tradições e memórias que foram passando de geração em geração, e aquela que todos somos capazes de criar perante a complexidade que é esta mesma existência, este mesmo ser-se.
Para fechar este percurso fabuloso, e ainda em Constância, eis que nos surge uma pitada mais de magia. Com mistério, humor e um sorriso que se quer esconder mas que acaba por revelar-se, surge em plena Praça Alexandre Herculano o trio Les Chants Des Pavillons. Com recurso a instrumentos artesanais (um violino Stroh, um baixo Stroh e um violoncelo Stroh), era impossível a qualquer transeunte ficar indiferente à, uma vez mais, poesia – desta vez em formato musical – que estes brilhantes músicos traziam consigo e espalhavam à sua volta. Num misto entre provocação e brincadeira, sempre a mudar de local de atuação e a interagir com o público, este foi um momento imprevisível e genuinamente envolvente. Um (mini) concerto desconcertante, que fez com que os espetadores deixassem de ser meros espetadores para passarem a fazer, também eles, parte do espetáculo.
E depois de experiências culturais tão ricas, a paragem seguinte foi Mação, onde jantámos no restaurante O Pescador – que nada deixou a desejar, desde as deliciosas entradas que roubaram parte do apetite, passando pelo saboroso prato principal, terminando com apetitosas sobremesas, e não descurando do simpático e prestável atendimento.
O relógio batia nas 21h30 e era hora de seguir para o auditório Elvino Pereira – onde a noite prometia, com atuação do músico brasileiro Castello Branco. Numa mistura de estilos muito própria (bossa nova, eletrónica, experimental, chill out e minimalista – sim, tudo isto, numa obra chamada Sintoma, o seu mais recente álbum), Castello conseguiu envolver-nos desde o primeiro minuto, com a notória paixão pelo que faz, com o sentimento que imprimiu em cada canção, em cada letra e em cada mensagem, pela forma como namorava a sua guitarra e o microfone.
O concerto teve um toque genuinamente intimista, no qual o artista tomou o seu tempo para partilhar com a audiência o seu percurso de vida e o que o fez chegar ali, àquele momento, àquele encontro. Com dois álbuns lançados (bastante aclamados pela imprensa especializada), muitos concertos marcados e até mesmo um livro editado, Castello é, sem qualquer dúvida, um dos nomes mais recentes de maior destaque no panorama musical brasileiro – mas que aos poucos conquista vários países espalhados pelo mundo fora. Ficámos também a saber que, como tantas outras pessoas, o artista adora a gastronomia portuguesa e afirma que nunca comeu tão bem como aqui. Por nós será sempre bem-vindo, para nos brindar com a sua musicalidade, espiritualidade e uma sensibilidade extrema.
Ainda que este concerto fosse uma apresentação do seu álbum mais recente, Sintoma, a última música foi “Necessidade”, do primeiro álbum Serviço, que merece destaque por parte da sua letra: “Viver gera necessidade / E aí Chega que me confundo todo / Amar gera propriedade, daí / Já não é mais aquele amor / Que vem, vai, vem, vai e vem vai / Cheio de si, vai e vem, vai, vem, vai / Cheio de si”. A letra perfeita para terminar a noite com um tom poético – como o foi o dia todo, como é a nossa vida toda.
