MEO Marés Vivas 2018 | O funk dos Jamiroquai e o calorzinho dos Goo Goo Dolls

Esperava-nos ainda 20 minutos de caminhada e no ar já “cheirava” a festival, não só pela música que ecoava a escassos quilómetros mas também pelas centenas de pessoas que se deslocavam a passo largo, na esperança de não perderem os primeiros acordes da 12ª edição do Meo Marés Vivas.

A Antiga Seca do Bacalhau, em Gaia, foi o local escolhido este ano pela organização, no sentido de expandir o evento gaiense. Com uma nova “casa” mais espaçosa, ampla e com melhores condições, o festival manteve-se na praia do Cabedelo, a poucos metros do antigo espaço.

Um pôr-do-sol de cortar a respiração acompanhou o primeiro dia do festival, no passado dia 20 de julho, abençoado por S. Pedro com bom tempo. No entanto, as típicas badanas, lenços e calções curtos, que caracterizam o look festivaleiro, não foram suficientes a partir das 22h. E aqueles que não levaram casaco sentiram na pele a famosa “nortada” de verão.

O novo espaço, cinco vezes maior que o anterior, trouxe certamente muitas vantagens. Para além do palco principal, onde atuariam Goo Goo Dolls e Jamiroquai no primeiro dia, o festival contava ainda com mais três palcos: RTP Comédia, Santa Casa e Palco Digital.

Já com pizzas e pães com chouriço no bucho, a multidão começou a juntar-se para assistir à estreia dos Goo Goo Dolls em Portugal. Sim, foi a primeira vez da banda americana em terras lusas.

Provaram que são mais do que “aquela banda que toca “Iris””, e animaram o público com alguns êxitos dos anos 90 – período áureo do grupo -, não deixando de parte reportório do seu último álbum, Boxes.

O vocalista, John Rzeznik, que interagia com o público entre canções, foi animando a malta com comentários do género: “Escrevi esta canção para a minha esposa, quando bebia muito. Ela não está aqui… porque não a convidei. Mas ela vai ver isto no Youtube, enquanto eu vou estar a dormir na cave!”.

Êxitos como “Come to Me” ou “Slide” entoaram por entre a fresca noite de sexta, mas nada equivaleu ao impacto que os primeiros acordes de “Íris” tiveram nos festivaleiros, que, de resto, fechou o concerto da banda. Muitos que até ali possivelmente nem sabiam quem estava a atuar em palco, foram subitamente sobressaltados pelas palavras “And I’d give up forever to touch you“, e rapidamente ajudaram John Rzeznik a entoar o épico tema.

Depois do “quentinho” que os Goo Goo Dolls deixaram no público, foi a vez da banda de Jay Kay pisar o palco.

Por esta altura já o vento chateava os mais “descapotáveis”, mas nada demoveu as milhares de pessoas que queriam ver a banda britânica. É já a sexta presença dos Jamiroquai em Portugal – sendo que a última foi em 2017, no MEO Sudoeste -, e não desiludiram.

Dos mais novos aos mais velhos, os fãs da banda eram notórios, homenageando o cantor usando a sua peça característica – o chapéu de penas.

Ainda que notoriamente em “baixo de forma” (a idade não perdoa a barriguinha), Jay Kay deu tudo em palco, com a energia que tanto o caracteriza. A interação com o público foi quase inexistente, em comparação com os Goo Goo Dolls, mas o músico contagiou com a sua atitude em palco, onde dançou, saltou e soou a píncaros.

Envergando o clássico fato de treino e um chapeú animatrónico e futurista, o cantor soltou o funk “espacial” que havia no público, criando um ambiente único, com clássicos como “Virtual Insanity”, “Alright” ou “Lovefool”.

Foi, sem dúvida, uma noite dedicada ao público “sénior” do Marés, que embarcaram numa viagem pela “memory lane”, como dizem os americanos, e que fechou com o português Richie Campbell.

Texto: Ana Cláudia

Tasty District – Sabores para todos

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Com oito opções gastronómicas, o Tasty District apresenta um espaço interior acolhedor e descontraído e uma esplanada.

Situado nas antigas garagens da PSP e do Governo Civil do Porto, na zona da Batalha, o Tasty District é um espaço que promove uma diversidade gastronómica que vai desde a tradicional cozinha portuguesa à italiana de fusão.

Com diversas opções gastronómicas, apresenta um espaço interior acolhedor e descontraído e uma esplanada para a degustação dos vários sabores. Sabem aqueles jantares de grupo em que cada um quer uma coisa? Pode ser aqui o local ideal.

Oreggin

Começámos por experimentar os sabores do espaço Oreggin, que é o sítio ideal para quem tem restrições alimentares, é vegan ou, simplesmente, gosta de comida saudável. Começámos por provar cenoura do Algarve com azeite e alho, seguindo-se um ovo escalfado com ervilhas, tomate e cebola (para quem adora ovos, é uma excelente opção este ovo escalfado ou Benedict). Como sobremesa experimentámos a mousse de chocolate sem glúten e sem adição de açúcar (simplesmente deliciosa!).

Wine@District

Após esta experiência saudável, passámos para o Wine@District, onde encontrámos uma enorme variedade de vinhos, maioritariamente nacionais, e, para acompanhar, várias opções de queijos e enchidos de origem nacional. Com várias opções de Tábuas & Sandes, provámos uma Tábua Mista, em que haviam vários queijos (Queijo de Ovelha Curado, Queijo de Cabra Curado, Queijo de Ovelha Maturado Colorau), assim como Presunto Porco Ibérico Reserva 18M, Paio de Porco Ibérico Bolota, Salpicão de Porco Bísaro, Azeite Alentejano com Vinagre Balsámico e, ainda, uma deliciosa compota de abóbora.

A acompanhar esta Tábua Mista tivemos um espumante, ajudando a dar um toque doce à degustação. Claro, não finalizámos esta nossa experiência sem provar um Porto Magalhães LBV de 2012.

Walkin´Chips

Passando para o Walkin´Chips, e porque as batatas fritas sabem sempre bem, este espaço dispõe de duas opções de batatas frita: a batata normal e a batata doce, além de três molhos especiais (para além dos comuns Ketchup, maionese e molho Barbecue). Experimentámos os três molhos especiais: o molho de maionese com cebola caramelizada; o molho maionese com mostarda, mel e malagueta; e o molho de maionese com ervas aromáticas e lima. A eleição do molho favorito foi difícil e as opiniões dividiram-se,  até porque os três eram muito bons.

Osteria di Porto

Na Osteria di Porto o chef Douglas Oliveira traz-nos as especialidades italianas feitas da forma mais simples e artesanal utilizando os produtos portugueses.

Para aperitivos podem encontrar as famosas Bruschettas, a polpetta na lata, o suppli ao telefono e as mini piadinas. Para quem não dispensa a sopa, a mesma é de creme de vegetais e há, também, a insalata tricolore. Indo para os quentes, temos três opções de risotto: toscana al vino rosso, a pere e montasio ou de cogumelos.Já nas pastas temos a alla sorrentina e a de perme, atum e espinafre.

Claro, não podiam faltar as pizzas. Mas há um twist: são fritas, isto é, feitas da forma tradicional siciliana – margherita, pepperoni, di tonno, presunto serrano, zuca ou fiore di latte. Foi a primeira vez que provámos e adorámos. Por fim, a sobremesa, o delicioso cannoli di brigadeiro de café.

Xau Laura

Mas quem é a Laura? Talvez um dia destes o dono, Ricardo Moura, nos desvende. É no Xau Laura que poderás provar diversas comidas típicas portuguesas.

Podes começar a degustação gastronómica com uns petiscos à moda portuguesa: alheira, chouriço, moelas, pataniscas, rissóis ou bolinhos de bacalhau. De seguida a escolha entre um bacalhau à Laura, uma posta barrosã ou uma alheira grelhada, ou, para quem procura uma refeição mais “leve”, a já famosa sandes de pernil com queijo da serra acompanhada de um caldo verde ou um creme de legumes.

Para finalizar não faltam as tradicionais sobremesas como a mousse, o pudim, pão de ló com queijo ou a deliciosa molotoff com molho de caramelo e framboesas. Mas atenção, estas boas opções não se servem sem um bom vinho, e, como tal, Ricardo serviu-nos um agradável rosé Lago Casa da Calçada.

Maria Palito

O Maria Palito não é somente uma gelataria artesanal. Também tem crepes, galletes e cervejas. Nos gelados, não se ficam pelos simples sabores de caramelo, morango, iogurte, manga, baunilha, limão, stracciatella ou maracujá; contam com uns ousados sabores de Red Bull, pudim de passas e natas do céu (que adorámos).

Quanto aos crepes, são os tradicionais de Nutella, açúcar e canela e compota com bolas de gelado, com frutas ou apenas com topping, havendo, também, os crepes de palito, que podem ser de Nutella, Kit Kat ou diversos sabores da Milka – morango, oreo, negro, branco e de caramelo.

Indo para os salgados, o Maria Palito conta com diversas opções de galettes, entre elas a de salsicha, queijo e ovo; a de salmão com queijo creme, salada e alcaparra; alheira com espinafres, ovo e queijo ou ainda muxama com azeitonas, tomate, queijo e alecrim. Para acompanhar há cidras e cervejas, nomeadamente a Loba: Session IPA e a Dat Pale Ale.

Segafredo

Pelo nome facilmente associamos ao café italiano, mas não são apenas produtos de cafetaria aqueles que o espaço Segafredo oferece.

A nível de cafetaria podem solicitar café moka, iced cappuccino, expresso machiatto, chocolate quente ou carioca de limão. Há também diversos chás mais tradicionais como o verde, camomila, cidreira ou tília ou ainda os de maçã e manga, citrus & lemongrass, forest fruits ou peppermint. Para matar a fome, há folhados mistos, tostas mistas, torradas e os tradicionais pastéis de nata.

O Tasty District funciona atualmente em horário de verão (até outubro) de segunda à sexta, das 12h às 00h, e aos fins de semana e vésperas de feriados até às 02h.

Semanalmente existem momentos culturais programados, que contemplam, por exemplo, stand up comedy e concertos. Esta quinta e sexta-feira, dia 26 e 27, respetivamente, são as próximas datas com eventos. Não deixem de visitar.


 

Alcatel 5V: Boas características num smartphone com preço acessível

A TCL Communication lança o Alcatel 5V como flagship de um renovado portefólio de smartphones com características atuais, entre as quais um ecrã integral. O Alcatel 5V surpreende pelo seu design premium, um ecrã otimizado 19:9 FullView e uma câmara aperfeiçoada que recorre à inteligência artificial (AI). 

Swatch e Nova School of Business & Economics criam relógio para angariar fundos para a nova escola

A Swatch juntou-se à Nova School of Business & Economics (Nova SBE) para agora apresentarem o relógio NOVA SBE X SWATCH. Esta edição especial da marca suíça tem em vista a contribuição para o projeto da escola em ter um ensino colaborativo e aberto à comunidade, que em breve estará disponível a todos numa nova morada – em Carcavelos, Cascais – a qual será inaugurada dia 29 de setembro deste ano.

Ricardo Araújo Pereira no cartaz do Almada Forum Fun Fest

De 26 de julho a 23 de agosto, os espetáculos vão tomar conta da praça exterior do Almada Forum, centro gerido pela Multi Portugal. Se “rir é o melhor remédio” então ninguém vai querer perder os espetáculos de Eduardo Madeira e Manuel Marques, Ricardo Araújo Pereira, Daniel Leitão e Joana Marques, Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, Vasco Palmeirim e Nuno Markl que pisam, pela primeira vez, o palco do Almada Forum para fazer chorar a rir.

Blaya fecha cartaz do Côa Summer Fest

Meses depois de ter regressado à música, Blaya irá marcar presença no “maior festival da juventude do interior”, a decorrer entre os dias 2 a 4 de agosto. A artista fecha o cartaz da 8ª edição do Côa Summer Fest e junta-se a outros nomes conhecidos como Jimmy P, Putzgrilla e Mundo Segundo.

Conquest V.H.P.: um novo marco para a tecnologia de quartzo

Com base na experiência de vários anos com o movimento de quartzo, a Longines revive a história de sucesso dos anos 80. Com o Conquest V.H.P. (Very High Precision), marca o regresso à tecnologia na qual foi pioneira e especialista, particularmente através das suas atividades de cronometragem.

Super Bock Super Rock 2018 | The The: Matt Johnson e a sua génese

Disse Matt Johnson, o frontman e mente por detrás dos The The – grupo nascido e crescido nos 80’s, dos quais soube aproveitar uma série de boas referências – que a primeira cidade que tem recordação de visitar é, precisamente, Lisboa, numa visita com os pais. Pois nós já praticamente não tínhamos recordação da última passagem deste por terras lusas: são precisos 18 anos para regressarmos à última atuação dos The The em terras lusas – inseridos no Paredes de Coura – ou ainda uns bons 29 anos (1989!) desde um concerto no Coliseu de Lisboa. Estas datas traduzem-se numa plateia cuja média de idade já traz alguma história, não obstante um ou outro grupo jovem que, incrível e genuinamente, vibrava com igual intensidade.

No ano passado, Matt Johnson voltou a montar o seu ensemble para um novo single (“We Can’t Stop What’s Coming”) e acaba por dar azo a uma tournée onde se inseria este concerto dado no Palco EDP. Munidos de uma discografia que, claramente, poderia ser dividida em mais que um concerto best of, os The The deram um bom espectáculo, muito bem executado e sem quaisquer subterfúgios. Tendo seis álbuns para percorrer – e sendo os primeiros três os mais desejados (presunção de autor!) seria de esperar que o concerto se focasse nestes.

Abrindo a performance com “Global Eyes” – dum, talvez, menos amado Nakedself editado em 2000 – foi isso mesmo que transmitiram: a obra dos The The não se cinge apenas aos temas mais antigos e que há canções (algumas sublimes!) que fizeram de Matt Johnson e os seus The The nomes incontornáveis da cena alternativa britânica dos anos 80.

Com uma visível boa disposição, Matt Johnson mostrou que, incrivelmente mais de 30 anos depois de se estrear, a sua voz continua a debitar-nos a sua magia – a força que guia as melodias dos The The – e que estes temas continuam a encaixar-se em temas extremamente atuais, com uma sonoridade que se preservou muito bem (nuns casos mais que outros).

Ao segundo tema “Sweet Bird of Truth” (do álbum Infected, 1986) Matt Johnson lembra-nos que, nesta altura, o envolvimento dos EUA no Médio-Oriente era também tema emergente da altura, servido num pop-post-punk altamente viciante. Não nos proporcionando a mesma riqueza das versões em estúdio, todos os temas foram tocados irrepreensivelmente mostrando que o grupo vinha bem preparado.

Fomos ainda servidos com algumas raridades – neste caso um single perdido – com “Flesh and Bones” (1985) e ainda temas dos álbuns Mind Bomb (1989) – singela aparição de “Armaggedon Days Are Here (again)” – e Dusk (1992), para além de outros temas dos álbuns acima citados. Pelo meio houve ainda direito à brilhante dicotomia ditada pelas “This Is The Night” e “This is The Day” – sendo esta a primeira, e também mais famosa, incursão pelo álbum de estreia Soul Mining (1983).

Chegados à parte final, esperava-nos uma fabulosa tríade: “Infected”, “I’ve Been Waitin’ For Tomorrow (All of My Life)” e “Uncertain Smile” – onde, com alguma desilusão, se nota que a mistura de som não foi a melhor, pois o espetacular solo de piano (uma obra-prima composta e tocada por Jools Holland no original) esteve, apesar de bem executado, assoberbado pelo som dos restantes instrumentos. Ainda assim, a chave de ouro.

Dadas as poucas oportunidades que tivemos de os ver, penso que os The The cumpriram a quem os desejava voltar a ver, ou – tal como o autor – nunca os tinham visto. Ficaram a faltar outros grandes trunfos – “The Sinking Feeling”, “Good Morning Beautiful” ou “Out Of The Blue (Into the Fire)”, só para citar alguns – que fariam este concerto mais grandioso, mas tais composições têm sido deixadas à parte nesta tourneé. Talvez Matt Johnson não estivesse para aí virado. Maybe next time…

Exposição de fotografias únicas de David Bowie vai chegar a Portugal

“Let’s dance”! A exposição Iconic Bowie by Terry O’Neill, Markus Klinko, Norman Parkinson, Justin de Villeneuve, Gerald Fearnly – com fotografias de David Bowie – é apresentada pela primeira vez em Portugal, de 5 de setembro a 4 de novembro, no ArrábidaShopping (Vila Nova de Gaia), numa parceria com a conceituada agência de gestão de arquivos fotográficos no mundo, Iconic Images.

Forum Summer Sound agita as noites de Verão em Sintra e no Montijo

É já esta quinta-feira, dia 26 de julho, que arrancam cinco noites de concertos incríveis. O Forum Summer Sound junta, pela primeira vez, a RFM e os centros comerciais Forum Sintra e Forum Montijo, geridos pela Multi Portugal, que prometem agitar as noites de verão aos seus visitantes. De 26 de julho a 23 de agosto, Carolina Deslandes, Carlão, Áurea, The Black Mamba e Os Azeitonas sobem ao palco, em concertos únicos, de entrada gratuita.

Netflix e Shondaland anunciam primeiro conjunto de séries

A Netflix e a Shondaland anunciaram o primeiro conjunto de séries a ser desenvolvidas por Shonda Rhimes, Betsy Beers e a sua equipa e que irão estrear em exclusivo para membros da Netflix em todo o mundo.

Sony Xperia XZ2 – Análise: uma boa adição ao catálogo Xperia

No entanto, não parece ter forças ou características suficientes para dar o salto do XZ1 para o Sony Xperia XZ2

Desde que o Sony Xperia XZ2 foi apresentado, a sequela do XZ1 que experimentámos o ano passado, que ficámos interessados em ver como é que a Sony pretende manter-se no mercado dos smartphones topo de gama.

Tal como o seu antecessor, o XZ2 pode ser um dispositivo com características atuais, mas parece não ir atrás de todas as tendências da indústria, apresentando apenas algumas características expectáveis para um dispositivo de 2018, mantendo-se estática no tempo noutras e apresentando, ainda, características novas ou diferentes da concorrência.

O Xperia XZ2 é o novo topo de gama da Sony

Dentro do XZ2 vamos encontrar o processador Octa-Core topo de gama Snapdragon 845, neste modelo acompanhado por 4GB de memória RAM (disponível também com 6GB), 64GB de memória interna, uma câmara traseira de 19 MP e um frontal de 5MP, um ecrã de 5.7 polegadas e resolução de 1080×2160 com formato 18:9 e uma bateria de 3180mAh.

Tecnicamente pode dizer-se que é um equipamento atual, mas, ao mesmo tempo, demasiado convencional.

O seu design é drasticamente diferente do equipamento do ano passado. A Sony parece ter largado o seu design monolítico característico dos seus equipamentos móveis e aposta agora num equipamento menos industrial e mais arredondado.

Com um chassis em metal, temos uma traseira brilhante e arredondada, revestida a Gorilla Glass 5, tal como no painel frontal, o que lhe confere uma excelente ergonomia de utilização e uma resistência a danos acrescida.

Contudo, embora seja um dispositivo aparentemente bonito, o que o XZ1 tinha de melhor aqui desapareceu, nomeadamente o sensor biométrico, que passou da zona lateral (onde os nossos polegares instintivamente pousavam), para quase o centro da traseira, obrigado a uma ginástica de dedos.

A câmara traseira também mudou de sítio, passando do canto superior esquerdo para o centro do equipamento, num local onde deveria ficar o sensor biométrico. Não são pormenores propriamente negativos, mas podem ser um passo atrás daquilo que já estava estabelecido.

Na lateral direita vamos encontrar todos os botões físicos, do ligar/desligar, aos de volume e, até, ao botão dedicado ao disparo da fotografia.

No fundo temos uma porta USB-C e, no topo, a slot para os cartões microSD e SIM, que se podem trocar com muita facilidade. Mas atenção, abrir esta porta é muito fácil e desliga o dispositivo automaticamente.

Porta áudio 3.5mm, nem vê-la, obrigando, assim, ao uso de auriculares sem fios ou a um adaptador, uma decisão que se manteve.

Por fim temos o ecrã. O seu tamanho é impecável, mas o mesmo não se pode dizer o mesmo da moldura. É um equipamento de 2018 que parece saído de 2015.

O que também não ajuda é o seu peso e a sua finura. É um dispositivo grande e pesado, e que , apesar dos seus acabamentos premium e do uso de bons materiais de construção, não reflete aquilo que os utilizadores de hoje podem estar à procura.

O ecrã é fantástico e vem equipado com as últimas tecnologias da Sony

Mas naquilo que a Sony é mesmo boa é no que toca a tecnologias de imagem, e o ecrã não é exceção. Com a sua resolução de 1080×2160 é, efetivamente, um ecrã Full HD, e não precisa de mais do que as resoluções QHD ou 4K que já se encontram noutros equipamentos, poupando-se assim a problemas de performance e de consumo de energia.

A qualidade de imagem é impecável e o painel vem com algumas características interessantes, como a tecnologia XReality que transforma conteúdo SDR em HDR (High Dinamic Range), tornando os escuros mais escuros e os brancos mais brilhantes, resultando em imagens mais ricas em detalhe. Isto afeta as cores que se sobressaem muito mais do que num ecrã tradicional e podemos assistir a isso facilmente ao visualizar vídeos, fotografias ou jogos.

Os subscritores de serviços de streaming como a Netflix, ou quem procurar no Youtube vídeos neste formato, irão ficar bastante satisfeitos com os resultados.

A Sony continua a apostar em inovações desnecessárias

No que toca a características que pretendem melhorar ou tornar a experiência de utilização diferente, o XZ2 inclui um sistema chamado Dynamic Vibration System, que faz com que o dispositivo vibre consoante o que acontece no ecrã.

A ideia é interessante, na prática nem tanto. Ver filmes ou ouvir música com esta função ligada é problemático. O som sai distorcido, como quando colocamos os altifalantes no máximo, e tudo treme. E colocar o equipamento em cima de uma mesa com a função ligada não nos parece recomendado devido a eventuais danos causados pelo excesso de vibração. É uma função imersiva que destoa e que pode preocupa o utilizador em vez de oferecer algo de novo e agradável.

Contudo, há espaço para a sua utilização, que é com jogos. A Sony tem os seus dispositivos preparados para serem sincronizados com as consolas PlayStation 4, e o XZ2 não é exceção, sendo que podemos tornar o equipamento numa consola portátil.

Tudo funciona extremamente bem se tivermos uma boa ligação à rede. Claro, nem todos os jogos são ideais para usarem controlos táteis, mas nada que um suporte e o emparelhamento com o DualShock 4 não resolva.

Todavia, é precisamente quando jogamos que o sistema de vibração funciona melhor. Não imita o feedback de um comando, uma vez que reage de acordo com o que acontece no ecrã, mas faz algum sentido e aqui já acrescenta algo à experiência.

Mais uma vez, a Sony volta a incluir funções AR e de Scan 3D, que são extras engraçados, mas que pouco evoluíram da versão anterior. Usar o scanner é tão demorado e arcaico como era no XZ1, e o modo de realidade aumentada não é mais do que um modo para meter crianças a interagir com dinossauros e gnomos.

Rápido a tirar fotografias ótimas para guardar e partilhar

Se estão à procura de um Xperia, provavelmente esperam por um bom equipamento para a fotografia. Neste departamento há coisas boas e coisas menos boas.

Para quem não se preocupa com as melhores fotografias no segmento dos smartphones, o XZ2 é uma boa escolha.

A Sony colocou na traseira do XZ2 um novo sensor de 19MP bastante completo, que, para além da fotografia, está preparado para captura de vídeo 4K, colocando-se facilmente no patamar da concorrência.

O XZ2 não vos vai tornar no melhor fotografo de telemóvel do mundo, nem vai permitir que tirem fotografias tão fantásticas como os exemplos guardados na galeria. Ainda assim, é extremamente fácil captar boas fotografias com a aplicação padrão da Sony.

O XZ2 é extremamente rápido a perceber as condições de luz e os sujeitos das fotografias. Os resultados são impecáveis, com imagens pouco tremidas e sem ruído.

Há, também, um modo manual extremamente completo, que nos continua a ajudar nas diferentes opções para conseguirmos tirar aquela fotografia perfeita se quisermos perder algum tempo a compô-la.

A câmara do XZ2 é capaz de capturar níveis de cor e detalhes incríveis, mas que, no fim do dia, só são realmente perceptíveis no próprio dispositivo ou em televisões compatíveis com 4K HDR. Apesar da captura 4K HDR ser conteúdo com uma resolução superior à do dispositivo, é possível reparar na vasta gama de cores que o dispositivo é capaz de capturar.

O Super Slow-Motion está de volta

Outra característica de peso é a possibilidade de gravar vídeo em super-slow-motion a 960fps. O XZ1 pode ter sido o primeiro, mas o XZ2 não é certamente o segundo.

A característica, ainda que não fosse perfeita, foi timidamente adotada pela concorrência e, aqui, a Sony aproveitou para aumentar a resolução de captação para 1080p. Os resultados podem ser impressionantes se as condições de luz forem ótimas. Nunca um abanar de cauda de um cão ou um pingo de café a cair na chávena foram tão dramáticos e emocionantes. A luz continua a ser um inimigo deste modo, sim, mas é bom ver a Sony a apostar nesta tecnologia.

Apesar de termos apenas uma lente, a Sony consegue aplicar efeitos de bokeh nas fotografias de duas maneiras: da maneira real através da app e da manipulação dos parâmetros da fotografia manual, como numa câmara tradicional, ou artificialmente através de uma aplicação própria que tira duas fotografias com abertura diferente e as processa numa só. Esta segunda opção não é, de todo, prática, e os resultados são algo horrível.

É claro que ter uma segunda câmara só para este efeito é desnecessário, portanto nem pode ser visto como um aspeto negativo, pois o que o XZ2 tem de mais “normal”, tudo funciona e os extras, como esta aplicação, são passíveis.

O Android do futuro

O XZ2 vem já com o Android 8 Oreo instalado, escondido por detrás da sua máscara. A Sony volta a ter um conjunto de aplicações e guias bastante úteis para introduzir os utilizadores e, depois disso, temos uma navegação bastante familiar e compatível com o ecossistema Android.

Infelizmente encontrámos algumas aplicações pré-instaladas que não podem ser desinstaladas, como as aplicações da Amazon ou o AVG Protection, ocupando não só espaço na memória do dispositivo, como um lugar nos menus da própria interface. Mas isso pouco ou nada interessa quando a experiência de utilização, foram alguns bloqueios, é rápida e familiar.

Os mais curiosos ficarão contentes em saber que este dispositivo está preparado para receber o Android P, fazendo parte da lista de equipamentos compatíveis com a versão beta.

O XZ2 tem uma bateria de 3180mAh que se comporta de forma expectável para um equipamento moderno, isto é, um dia sem carga com uso moderado a intensivo. Há segurança para sair um dia inteiro e tirar fotografias à paisagem sem ter que ir a carga, mas, pelo sim pelo não, uma powerbank noutro bolso pode ser uma mais-valia.

Considerações finais

O Sony Xperia XZ2 é um bom smartphone. É uma boa adição ao catálogo Xperia. No entanto, não parece ter forças ou características suficientes para dar o salto do XZ1 para o XZ2, parecendo mais uma alternativa no catálogo da Sony por causa do seu design, em vez de uma verdadeira sequela com as suas novidades.

Há coisas novas neste equipamento que são de louvar, mas, ainda assim, parece mais um dispositivo em fase de conceito do que propriamente um produto final, sendo também um testamento de que, apesar dos avanços, a Sony ainda se mantém muito conservadora, o que poderá ser complicado face à concorrência.

O Sony Xperia XZ2 está disponível no mercado por um preço recomendado de 799€.

Gallo apresenta novo Piri-Piri Extra Forte para provar na Hamburgueria do Bairro

A Gallo desafiou a Hamburgueria do Bairro a testar os limites dos amantes de picante e, em parceria, lançam um hambúrguer especial para celebrar o lançamento do novo Gallo Piri-Piri Extra Forte.

The Vaccines fazem a primeira parte do concerto dos Imagine Dragons

Os Imagine Dragons acabam de confirmar os britânicos The Vaccines, que estiveram a semana passada no Super Bock Super Rock, para a primeira parte do concerto que terá lugar dia 4 de setembro em Lisboa. A banda de indie rock liderada por Justin Hayward-Young vai juntar-se aos norte-americanos numa noite já esgotada.

Jogo interativo ensina a reduzir o consumo de energia

A brincar também se aprende e prova disso é o novo jogo desenvolvido por um projeto internacional, integrado por uma equipa de investigação do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). O EnergyCat é uma aplicação que ensina a diminuir o consumo de energia nas habitações através de pequenas mudanças no quotidiano.

MOTELX está quase a regressar ao Cinema São Jorge

É o mítico festival de terror que continua a conquistar fãs à medida que os anos passam. O MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa vai regressar ao Cinema São Jorge, em Lisboa, de 4 a 9 de setembro, e promete uma edição provocadora e fervilhante de surpresas (e segredos) por desvendar.

Já aproveitaste uma Bola de Berlim nos carros da Taxify?

A iniciativa começou na primeira segunda-feira deste mês, 2 de julho, e está ainda disponível hoje, 23 de julho, assim como na última segunda-feira do mês, 30 de julho. É a forma que a Taxify arranjou de levar a praia aos seus clientes.

MIMO Festival Amarante volta a 26, 27 e 28 de julho de 2019

O MIMO Festival Amarante terminou hoje com os concertos de Hudson, o super-grupo norte-americano que junta em palco Jack DeJohnette, John Scofield, John Medeski e Scott Colley, e os sérvios Goran Bregovic Wedding and Funeral Band.

Super Bock Super Rock 2018 | Julian Casablancas + The Voidz – Provavelmente o pior concerto da história do festival

Aquando da confirmação do líder dos The Strokes, mas desta vez com o seu outro projeto para o Super Bock Super Rock, poucos foram os que ficaram verdadeiramente felizes. Primeiro porque não existem muitos fãs dos The Voidz cá em Portugal; depois porque é uma banda que não tem estatuto de cabeça de cartaz. E se alguém duvidava disto, bastava assistir a uns minutos do deplorável espetáculo que deixou esta personagem que é Julian Casablancas a cantar para uma Altice Arena vazia. É algo que não se admite, nem se tolera, num festival como o Super Bock Super Rock.

No que toca ao espetáculo, e dado o excelente concerto que Benjamin Clementine tinha presenteado os (poucos) festivaleiros que por ali andavam – este tinha mais estatuto de headliner, vejam lá – o interesse pelos The Voidz era pouco ou nulo.

O concerto, que começou atrasado, tal como aconteceu com muitos outros ao longo do três dias, mostrou logo que algo não estaria bem: “M.utally A.ssured D.estruction”, que iniciou o que seria cerca de hora e meia de espetáculo, ouviu-se com o som bem estridente, com batidas insuportáveis e riffs de guitarras que quase faziam sangrar os ouvidos. Os temas que se seguiram foram, infelizmente, o confirmar daquele que viria a ser um sofrível e temeroso concerto: “Pyramid of Bones”, “Pointlessness”, “Where No Eagles Fly”, “Father Electricity” e todas as outras sofreram do mesmo mal, manchando o que poderia ter sido um bom serão.

Quem estava lá dentro – e eram mesmo poucos – notava algo: era um constante de pessoas a entrar e a sair, pelo menos nos primeiros temas. À medida que o concerto foi decorrendo, a Altice Arena quase parecia um pavilhão que não tinha recebido música. Se estavam ali mil pessoas estou a ser muito generoso. Os que por lá passaram depressa notaram na tristeza – não no sentido lato da palavra – de concerto que ali decorria; muitos saíram a fazer má cara e com as mãos a tapar os ouvidos.

Não se sabe, efetivamente, de quem foi a culpa: se dos engenheiros de som, se da organização ou da própria banda, que, diga-se de passagem, com o uso exagerado de reverb, autotune e distorções nos instrumentos e voz de Casablancas, que mais parecia murmurar do que cantar, nada ajudou.

Casablancas, que não se sabe muito bem o que anda a fazer da vida neste momento, parecia que estava num mundo só seu. Tiradas como “Eu engulo ao primeiro encontro” nem soaram engraçadas, foram só estúpidas.

Já no encore, que ninguém queria saber, Casablanca ainda arriscou em “I’ll Try Anything Once”, demo de “You Only Live Once”, dos The Strokes, mas rapidamente se arrependeu, terminando com outro tema dos The Voidz muito sofrível.

No final de tudo, as queixas eram muitas. Alguém se deu ao trabalho de medir o volume de decibéis que se faziam ouvir na Altice Arena – na última fila do lado oposto do palco registava-se um valor médio de 107 decibéis. Ora, o limite de segurança para o ouvido humano situa-se nos 80 decibéis. Agora imaginem ouvir cerca de hora e meia com um valor perto dos 110db. É vergonhoso, no mínimo.

Basta também vaguear um pouco pelas redes sociais para ler as queixas e ver as fotos de uma Altice Arena vazia que só mancha a imagem de um festival que já nos ofereceu tantas coisas boas.

No final de mais uma edição, muitos são os que pedem um regresso ao Meco. Já temos datas para 2019 – 18, 19 e 20 de julho – mas, até lá, a organização do Super Bock Super Rock precisa de repensar, e muito, a sua estratégia.

Com o cartaz deste ano, os palcos foram sempre bem maiores para os concertos que eram apresentados. Apostar, também, num nome como os The xx, que já tinham passado por cá e tocado para 55 mil pessoas, e, consequentemente, sem novidades para apresentar, e em Julian Casablancas e The Voidz, que se revelou a pior decisão de sempre, foram más jogadas.

Não é assim que se enche um festival. Até o próprio espetáculo dos La Fura dels Baus deixou a desejar, não se percebendo muito bem o porquê de constarem no cartaz oficial.

De momento, apenas o hip-hop está a resultar. Considerado o novo rock, este estilo conquista cada vez mais adeptos e garante verdadeiras enchentes. Será, certamente, uma opção cada vez mais preponderante de um festival que, à beira de completar 25 anos, continua sem rumo definido.

Primeiro trailer de “Shazam!” mostra o que falta aos filmes da DC

Do negro e realista de Batman V Superman, ao radical e popular de Suicide Squad, a DC tem tido alguma dificuldade em arranjar um tom aceitável aos olhos do público e dos críticos, mas Shazam! pode mudar isso.