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Análise – Sony Xperia XZ1

O Sony Xperia XZ1 é o modelo topo de gama da Sony para 2017, surgindo no mercado acompanhado por um modelo mais modesto, o Xperia XZ Compact.

Este ano, a Sony apetrechou os seus dispositivos de alta tecnologia e funções bastante interessantes, mas mantendo um design que parece um pouco atrasado em relação à competição e muito agarrado ao seu legado.

O Sony Xperia XZ1 que tivemos para análise mostrou-se um smartphone algo bizarro, em grande parte devido ao seu aspeto e em como se reflete na sua utilização.

Não é um smartphone feio. Na verdade, é um dispositivo bastante bonito se ignorarmos as tendências. É um autentico monólito revestido a metal com as suas laterais arredondadas, o chamado OmniBalance Design, recorrente nos dispositivos móveis da Sony, e que lhe conferem um visual altamente simétrico.

Esta simetria é aparente quando olhamos para o ecrã FullHD de 5.2 polegadas, que se apresenta exatamente ao centro do dispositivo. Este é um daqueles detalhes que nos fazem torcer o nariz, mas que, ao mesmo tempo, revelam alguma praticabilidade em alguns tipos de utilizações.

O Sony Xperia XZ1, à semelhança de muitos smartphones recentes, não incorpora botões de menu físicos, sendo estes apresentados no ecrã. E isto é algo que, aliado ao espaço apresentado em cima e em baixo do ecrã, acaba por comer espaço útil de imagem. É nestes espaços que vamos encontrar apenas os altifalantes estéreo e a câmara frontal e sensores.

A parte positiva em tudo isto, é que o equipamento revela-se bastante fácil de utilizar em modo horizontal, especialmente se experimentarem em jogos mobile, já que permite uma melhor colocação dos dedos no ecrã tátil.

Nas suas laterais também encontramos coisas boas e más. No lado esquerdo, temos a slot de cartões microSD (até 256GB) e a slot do cartão SIM. Estas portas são demasiado fáceis de aceder e remover, bastando uma unha para puxar a gaveta e expor os nossos cartões, o que pode relevar alguma insegurança ao utilizador.

Do lado direito temos um botão dedicado ao disparo de fotografias, que se revela extremamente útil e quase essencial, e um botão de ligar/desligar com sensor biométrico.

A colocação e a precisão deste sensor são uma solução muitíssimo interessante, quando olhamos para o restante mercado. Utiliza-se basicamente como um botão normal que se apresenta no sítio certo para posicionar o nosso polegar. Não basta passar com o dedo, requer o clique, mas a precisão e rapidez de desbloqueio torna a sua utilização muito orgânica.

Já na traseira vamos ter apenas o flash e a câmara fotográfica, que aqui surge com um sensor bastante especial.

Apesar do seu aspeto já quase desatualizado, o Sony Xperia XZ1 é um smartphone, com o Android 8.0, bem equipado, especialmente no seu processador que é um Snapdragon 835. Depois temos uns modestos 4GB de memória RAM, 64GB de memória interna, uma câmara de traseira de 19MP e frontal de 13MP e uma bateria de 2700mAh, que vão permitir dar uso das funcionalidades especiais do Xperia XZ1.

Há muita coisa promissora neste dispositivo. Super Slow Motion a 960fps, Scan tridimensional de caras e objetos, Realidade Aumentada, uma excelente câmara fotográfica, capacidade de streaming de jogos da PlayStation 4 e até tecnologia HDR encontrada nas televisões da Sony.

Tudo isto funciona, e bem, mas quase sempre com algumas contrapartidas, ao ponto de o Sony Xperia XZ1 parecer-se mais como um dispositivo de conceito do que um equipamento acabado.

Um dos grandes pontos de destaque é a capacidade de fazer vídeos em super slow motion a uns impressionantes 960 frames por segundo. É incrível ter este tipo de poder nas nossas mãos e ainda mais incrível é fazer o teste e perceber o quão rápido o mundo gira à nossa volta. O abanar da cauda de um cão, a roupa ao vento ou um levantar de um copo tornam-se momentos altamente dramáticos se imaginarmos a O Fortuna a tocar de fundo. Mas esta é uma funcionalidade que não nos dá resultados de imediato, comparativamente a utilizações de modos destes com a concorrência.

Aqui, o sensor apenas permite a gravação a 720p e aplica um certo zoom à imagem. E necessita de muita luz para termos uma imagem sem ruído e de aspeto menos amador. Depois temos de ter em atenção o momento da ação que queremos captar, clicando no botão indicado que grava o próximo segundo a 960fps. Não é uma utilização que se vá tornar regular, até por não ser muito intuitiva, mas quando resulta é espetacular.

A segunda função especial do Sony Xperia ZX1 é a capacidade de conseguirmos fazer modelos tridimensionais com as nossas caras e objetos, que podem ser posteriormente imprimidos em 3D.

Esta funcionalidade não é uma novidade. O Honor 9 (que já por aqui passou), por exemplo, também permitia o scan facial, mas não com esta precisão. Para a utilização desta funcionalidade, esta incluído um guia que nos ensina as bases para cada tipo de scan e que ajuda a compreender as melhores condições para os resultados ideais. E sim, resulta bastante bem.

O que é que podemos fazer com os nossos modelos 3D? Usá-los como objetos virtuais em fotografias, gravar as capacidades de realidade aumentada e imprimir modelos com a ajuda de uma impressora 3D.

A nível de fotografia, como seria de esperar, não ficamos nada mal servidos, já que temos o sensor móvel topo de gama da Sony neste dispositivo. A câmara traseira de 19MP faz gravação de vídeo 720p até 960fps, 1080p até 60fps e 2160p até 30fps.

É um sensor que, aliado ao software, permite utilizações bastante interessantes, como por exemplo tirar sequências de fotos com o objeto de foco em movimento até 100 fotografias num espaço de 10 segundos, de modo a que consigamos escolher a melhor no fim do disparo.

Também interessante é o reconhecimento de sorrisos. Isto faz com que o telemóvel tire autonomamente três fotografias antes de premirmos o botão. Propósito? Evitar que o fotógrafo de serviço falhe aquele sorriso especial.

A qualidade das fotografias no geral é excelente, mesmo em situações de pouca iluminação, revelando ser um equipamento que substitui bastante bem uma máquina fotográfica de bolso.

Talvez um dos aspetos mais desapontantes deste dispositivo, será a sua bateria de 2700mAh. Daqui não se esperam grandes milagres, dificilmente aguenta um dia inteiro de uso casual com os dados ligados. Quase que obriga a ter um power bank a complementar.

Claro está que é um dispositivo que tem tecnologias um pouco à frente do seu tempo e outras muito atrás. Já começamos a sentir a falta do segundo sensor fotográfico traseiro, o design dos Sony Xperia já necessita de uma revisão, e o ecrã, por muito fantástico que seja, precisa de ser melhor aproveitado no corpo do dispositivo.

O Sony Xperia XZ1 é, no fim de tudo, um equipamento algo versátil e competente em todas as suas áreas, com funções bastante interessantes e diferentes do que encontramos no mercado. É claramente um dispositivo desenhado para o ecossistema Sony. Tem as suas capacidades de emparelhamento com outros dispositivos da marca, o que permite uma exploração da máquina muito mais a fundo, mas não é isso que o faz destacar-se perante a concorrência.

O Sony Xperia XZ1 já se encontra disponível no mercado a partir de 729€.

O equipamento foi cedido para análise pela Sony.

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