O Battle Royale vai chegar finalmente ao Battlefield V

Um dos modos mais aguardados para os grandes jogos de tiros no final de 2018 foi o Battle Royale, popularizado por jogos como PlayerUnknown’s BattleGrounds, Fortnite e mais recentemente Apex Legends.

A Kind of Magic – Vamos celebrar os Queen

Este artigo tem uma inspiração. Num episódio de Top Gear, o grande James May faz a crítica do Porsche 911 modificado pela Singer, uma empresa americana, incluindo contador de rotações de 1 a 11, por sua vez uma inspiração do magistral This Is Spinal Tap. A ideia é que esta era uma carta de amor a um carro icónico. Poderá ser assim na música?

Devil May Cry 5 recebe um modo de sobrevivência no dia 1 de abril

Parece uma piada, mas não é. É mesmo no dia 1 de abril que Devil May Cry 5 recebe uma nova atualização com um modo muito aguardado pelos fãs da série.

A Sagres também já tem um cerveja com 0% de teor alcoólico

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Depois da Heineken ter lançado a sua cerveja com 0% de teor alcoólico, a Heineken 0.0, é a vez da Sagres dar a conhecer a sua versão com a Sagres 0.0. Os nomes são iguais, só muda a marca.

Sagres 0.0

No caso da Sagres 0.0, é uma cerveja 100% malte, que combina maltes de cevada e de trigo, e tem um sabor frutado, com notas de banana e cereais.

Sendo apropriada para todas as ocasiões, deve ser bebida fresca, a uma temperatura de 4-8ºC. No que toca a calorias, e como por norma não se revelam as calorias por garrafa, sabe-se que tem somente 25 kcal por cada 100 ml.

A nova Sagres 0.0 já está disponível em formato 33cl, OW, Retornável e lata.

Razer dá uma revisão aos seus periféricos com um novo teclado, rato e auscultadores

Assim que a primavera se começa a aproximar, chega também aquela altura de nos atualizarmos. A pensar nisso, a Razer prepara-se para trazer para cima da mesa, ou neste caso a secretária, novas versões de alguns periféricos.

Os Vingadores juntam-se para a derradeira batalha no novo trailer de “Avengers: Endgame”

Supresa das surpresas. A Marvel revelou o segundo trailer completo para Avengers: Endgame, que está mesmo aí ao virar da esquina.

Jeep Renegade TrailHawk – Estiloso, pequeno… mas cheio de força

Desta vez tive o prazer de testar o Jeep Renegade TrailHawk 2.0 Multijet II 4×4 170cv AT9 e a primeira coisa que chamou à atenção foi o seu aspeto. Não é muito grande, mas dá logo uma sensação de robustez, e, na configuração que me foi entregue -Amarelo Solar com decalques em preto -, não passa despercebido a ninguém.

Agora sim, o cartaz do North Music Festival está fechado

Faltam pouco mais de dois meses para a 3.ª edição do North Music Festival, mas já temos o cartaz completo.

Efterklang regressam a Portugal em outubro para dois concertos

Contam-se quase sete anos desde os últimos sinais de atividade de um dos trios mais prolíficos da pop contemporânea, mas as máquinas estão de novo a funcionar. E em força.

Mishlawi no Coliseu de Lisboa – Como sentir a música com todas as células do corpo!

Em pleno início de uma carreira bastante promissora, Tarik Mishlawi, luso-americano de 21 anos, torna-se num nome cada vez mais proeminente no panorama de hip-hop/rap português, mas não só.

Orchestral Manoeuvres in the Dark celebram 40 anos de carreira com dois concertos em Portugal

Em 1979, quando muitos dos nossos leitores ainda não eram nascidos, os Orchestral Manoeuvres In The Dark lançavam Electricity, que é, ainda hoje, um dos mais aclamados discos da banda. Já neste ano de 2019, a banda regressa a Portugal para celebrar o seu 40º aniversário com dois concertos – 15 de outubro na Aula Magna, em Lisboa, e 16 de outubro na Casa da Música, no Porto.

Um carnaval em Fiesta (ST-line)!

Como somos malta divertida, nada melhor do que ter passado o Carnaval num grande reboliço e a sermos constantemente surpreendidos por um Ford Fiesta (ST-line) que, na gíria, dizem que “é manco”, pois o seu “fraquinho” motor 1.0 de três cilindros a gasolina só tem qualquer coisa como 125 cavalos com binário máximo de 170Nm.

Bom, fizemos o melhor possível para termos os melhores consumos, mas a diversão de conduzir este veículo é uma Fiesta constante!

Vejamos bem. Com um depósito cheio, dizia o seu belo computador de bordo que só tínhamos autonomia de 405km e, como bons aventureiros que somos, desafiámos esses quilómetros todos (e mais alguns). Certo é que nos enganou. Decidiu dar-nos a sua bela partida de Carnaval, uma vez que, após os 400km, dizia ainda que tinha mais 95km para fazer, isto sem esquecer que a sua bela jante 17 de cinco raios, com o seu belíssimo acabamento em “Rock Metallic”, nos fez pensar que teríamos menos autonomia.

Como a emoção foi mais forte, só conseguimos fazer médias de 7.8/7.9l/100km, falhando por muito os consumos anunciados pela fabricante (urbano 5,4, estrada 3,6 e combinado 4,3). Aliás, não foi fácil fazer menos, já que circuitos mistos e trânsito na grande metrópole de Lisboa são uma constante, especialmente em horas de ponta ou quando há obras. Em todo o caso, o modo Eco e o sistema start and stop ajudaram a poupar bastante.

O sistema de navegação deixou-nos agradados e, embora haja ali uma ou outra estrada que esteja desatualizada no sistema, portou-se lindamente. Já o sistema de som estava a desiludir-nos, até que, como somos muito curiosos, entrámos nos menus de configurações e (mais uma) surpresa. Afinal, o sistema de som que nos chegou aos ouvidos podia ser muito melhor! O problema? O som estava configurado em modo Stereo em vez de Surround, o que faz uma diferença da noite para o dia.

Querem spotify? Não há problema. O sistema de navegação do Ford Fiesta (ST-Line) suporta Bluetooth e já vem com Apple Music incluído. Também podem ligar uma pen, seja na parte da frente ou na parte de trás do carro. O emparelhamento também é uma coisa bastante simples, e o sistema de voz simplifica imenso o uso do mesmo, especialmente em chamadas.

Muita coisa foi melhorada neste Fiesta, e isso foi algo que nos deixou satisfeitos e a chorar por mais na hora da despedida. Mas claro, ainda há espaço para melhorias, tais como: mais brecagem na direção, um sistema de Cruise Control mais simples, a suspensão poderia ser ligeiramente mais trabalhada… Além disso, o veículo deveria trazer de série uns faróis em LED, em vez de ser apenas opção, e não só as luzes diurnas (que estão espetaculares e anunciam bem a presença deste “pequeno brinquedo”).

Além do mais, o volante (forrado em pele, bem como o travão de mão e punho) não é a melhor escolha para as manobras, já que os cantos em baixo para os menos habituados a volantes desportivos e a outro tipo de condições vão causar estranheza. Falta também um sítio para carregar o telemóvel sem a bela necessidade dos habituais cabos e a última queixa está relacionada com os assentos dianteiros.

Apesar de termos tido bancos dianteiros em estilo desportivo com o dito apoio lombar ajustável, a realidade é que, na hora de fazermos curvas em que o cinto não nos prende, o banco deixa-nos deslizar, para além de que, após mais de duas horas de condução seguidas, os bancos fazem-nos sentir algum desconforto, tal como nas últimas edições do Fiesta.

Todavia,  é um problema que se resolve ao colocar a opção dos bancos desportivos da Recaro (que é uma marca já bem conhecida e com renome, por saber o que faz numa das partes mais essenciais), pois um banco não se define apenas pela parte estética ou pelo conforto. É mais do que isso, já que é onde nos sentamos e é essencial, acima de tudo, que nos dê segurança. Ou seja, se escorregamos do assento, é porque algo de mal está a acontecer.

No meio de tanta diversão, houve até espaço para uma última partida por parte deste Fiesta. Não é que na entrega do mesmo nos esquecemos da chave (que estava no bolso)? 

É verdade. E isto explica-se uma vez que, durante todo o fim de semana, não usámos uma única vez a chave.

Na verdade, acho que era vontade de ambos não nos despedirmos um do outro, pois a ligação foi tão natural que vai deixar certamente saudades.

Esta gama, que nos foi cedida pela Ford Portugal para o ensaio, custa 19.877€(s/despesas), dos quais 4522€ seriam só extras que fizeram muita diferença. Pessoalmente tirava um ou outro extra e adicionava também mais alguns, como por exemplo o apoio de braço, que é uma opção bastante essencial e que nesta versão não existia. Mas também não precisamos muito, já que o carro nos puxa a termos ambas as mãos no volante a maior parte do tempo por tão confortável que era o volante).

Texto de: Rui Rodrigues

Análise – City of Brass

Ao fim de dois anos, não existem dúvidas de que a Nintendo Switch começa a ser sinónimo de lançamentos únicos e de um forte apoio às produções independentes. É, portanto, natural encontrar cada vez mais casos de sucesso na consola híbrida da Nintendo, cuja popularidade continua a fascinar os jogadores e fãs da marca nipónica. Mas será City of Brass mais um marco na história da consola? Quase.

Crítica – “Turn Up Charlie”, Idris Elba vira DJ numa comédia com pouca graça

Turn Up Charlie é uma série para os resilientes com fé na indústria do entretenimento porque só esses conseguirão passar do primeiro episódio e ter a oportunidade de perceber que a série não é terrível. É apenas moderadamente má.

Bem, o primeiro episódio é uma espécie de lata de sardinhas em termos de conteúdo. Com o intuito de introduzir o maior número possível de personagens e explicar o passado de Charlie (Idris Elba), um Dj com uma carreira estagnada, o espetador assiste a um enxurro de informação a ser despachada em vinte e quatro minutos. A sensação que fica quando terminamos o episódio é que acabamos de ver uma encenação dos apontamentos que um assistente qualquer tirou enquanto o Idris Elba tentava vender a sua ideia à Netflix.

Apesar de tudo, os episódios seguintes vão melhorando. Quer dizer, os diálogos continuam a não ter muita graça, mas, para quem gosta dos filmes de Will Ferrell ou de Kevin Hart, é capaz de ser interessante. Outro ponto positivo é a mudança de ritmo dado que a história passa a desenrolar-se a um passo muito mais agradável. Além disto, a dinâmica entre Charlie e Gabby (Frankie Hervey), uma criança prodígio filha do melhor amigo de Charlie, vai-se afastando da interatividade forçada e artificial criada no primeiro episódio e aproximando-se mais de uma relação orgânica e credível.

Todavia, não há nada neste projeto que acrescente valor ao espetador: a história não é nova, os diálogos são redundantes e as relações entre as personagens são demasiado superficiais para nos fazerem nutrir qualquer apego emocional.

Portanto, no próximo dia 15 de março, data em que a série estreará na Netflix, não se entusiasmem. Mais do que isso, aconselho-vos a reler esta crítica segundos antes de dar uma oportunidade a Turn Up Charlie, uma vez que, desta forma, as vossas expetativas estarão tão baixas que a série poderá agradar-vos.

Dito isto, se costumam gostar de sitcoms e têm um apreço especial por buddy films cujo duo principal remete para o companheirismo entre um adulto e uma criança, esta série poderá ser uma opção válida para os vossos interesses.

A saga completa de Halo vai chegar finalmente ao PC

As equipas da Xbox e da 343 Industries anunciaram que vão levar a saga Halo até ao PC com Halo: The Master Chief Collection, através da Windows Store e Steam.

Reportagem: Paixão Pelo Vinho Awards Wine Party (I/II) – Piso de Cima

No passado dia 2 de março, o restaurante Beatus, curiosamente situado já na freguesia de Marvila, recebeu mais uma edição dos prémios da revista Paixão pelo Vinho. Este evento, para além da entrega de prémios para aqueles que foram, e foram 56, os melhores para os redatores da publicação durante o ano de 2018 – nas categorias Prestígio, Excelência e Escolha – foi também uma oportunidade para poder provar vários dos vinhos premiados, para além diversas novidades do produtores que ali marcaram lugar. Tudo isto num ambiente de festa, DJ incluído.

Adicionalmente, aconteceu também um conjunto de “Conversas com Enólogos”, com cerca de 20 minutos de duração cada, e que ocorreram a bordo do típico autocarro londrino que se encontra permanentemente estacionado no interior do Beatus.

Tendo tido a oportunidade de provar várias opções de grande interesse, demasiadas para caber num artigo só, vamos seguir o enquadramento dos diversos expositores que se encontravam distribuídos pelos dois pisos do restaurante e, inspirados por um popular anúncio a detergentes de há alguns anos atrás, separar os vinhos por Villa Riba e Villa Bajo.

Maçanita Irmãos & Enólogos / Azores Wine Company: António Maçanita mostrou-se em campo com duas ofertas distintas, apresentando o seu Arinto dos Açores, de travo bem característico desta região ainda muito por descobrir a nível vinícola, mas foi o Maçanitas Branco – um Vinhas Velhas do Douro – a brilhar, com um nariz rico e um travo decidamente mais floral.

Espaço para uma nota que ajuda a explicar parte das diferenças de perfil entre vinhos brancos. A fermentação no vinho apresenta dois tipos, a alcoólica e a malolática. Este segundo processo é imprescindível nos tintos mas não nos brancos, e consiste na passagem do ácido málico, mais ácido para o ácido láctico, de carácter mais suave. Desta forma, um branco sem maloláctica é mais fresco, razão pela qual a maioria acaba por ser produzida desta forma. No entanto, com maloláctica, torna-se um vinho com tendência a ser mais complexo e com mais corpo. É, pois, um equilíbrio em que importa acertar.

Anselmo Mendes: Um dos porta-estandartes da região dos vinhos verdes, embora com outros projetos interessantes também, Anselmo Mendes trouxe muitas prendas para a festa dos prémios da Paixão pelo Vinho. Assim, a prova começou pelo Muros Antigos Loureiro, estagiado em pequenas cubas de inox, o que garante frescura e intensidade de sabores para este clássico de óptima RQP (relação qualidade/preço). De seguida, os Alvarinhos. De Monção, o Contacto. Também com estágio em cubas de inox, com o floral e fruta fresca a destacar-se. Refira-se que recentemente, começou a ser explorada neste emblemático concelho a Quinta da Torre, de 50 hectares, invulgares para a zona. Com sete tipos diferentes de solo e muita vinha nova a ser plantada, daqui a cinco ou seis anos esperam-se resultados entusiasmantes.

Expressões de Melgaço vem a seguir, um Alvarinho mais mineral, de maior nervo, a sinalizar estes vinhos como claramente de terroir. Estágio em carvalho francês de 300/400 litros. O Curtimenta, Alvarinho Monção/Melgaço, apresenta já estágio de um ano em barrica sobre as borras totais, com fermentação em pele. Perfil cítrico forte e complexidade elevada, um branco de guarda. Os verdes brancos terminam com o Parcela Única, Alvarinho de Melgaço, um vinho especial. Estágio em barricas de 400/500 litros. Tradicionais notas minerais no início, mas depois muitas outras notas, citrino, frescura, corpo, um final muito prolongado. Uma estrela, que só ganha em ser guardado mais três ou quatro anos.

Para acabar, uma transição com o Blanc de Noirs 2018, Alvarelhão, casta antiga e injustamente esquecida. Um vinho branco de uvas tintas, ácido mas de boa finura, e o Pardusco Private 2018, blend de Vinhão, Alvarelhão, Cainho e Pedral, com 15% Alvarinho. Mais de um ano em barricas usadas, com mais lastro, embora não deixando de ser leve. Um verde tinto o final da tarde. A provar que o Alvarelhão de Monção pode ser a resposta aos Pinot Noirs da Borgonha, como afirma o mestre.

First Breath After Coma no Porto: “NU” e o labirinto emocional

Após passagens pelo Teatro José Lúcio da Silva em Leiria e pelo Time Out Market em Lisboa, foi a vez dos leirienses First Breath After Coma rumarem ao Porto, no dia 8 de março, para a apresentação do seu mais recente álbum no Hard Club, que, apesar de não ter lotado, ficou bem perto disso.

NU é o mais recente trabalho dos First Breath After Coma, que contam já com três álbuns no seu currículo, sucedendo assim a Drifter que, recorde-se, recebeu uma nomeação para melhor disco europeu do ano de 2016.

Parece que a banda se vai transformando e transcendendo de álbum para álbum e, neste último, há, sem dúvida, um progresso notório em relação aos anteriores. NU é diferente e percebemos isso logo na primeira vez em que entramos em contacto com esta produção audiovisual dividida em oito temas e que acaba por resultar numa verdadeira aventura sensorial.

Para os First Breath After Coma, é tempo de falar de sentimentos e de abraçar cada emoção, sem medos. Esta simplicidade e honestidade está bem presente e à superfície em NU. A transformação artística da banda é produto de um processo de maturação da mesma sem nunca perder a capacidade de nos materializar uma realidade onde sentir é a unica regra.

“Don´t fight your demons. Your demons are here to teach you lessons”. Esta é uma famosa citação do escritor Charles Bukowski que assenta bem na forma como cada elemento da banda expõe as suas maiores fraquezas e nos transmite essa necessidade de caminhar lado a lado com os nossos maiores medos.

Regressando ao concerto no Hard Club, o mote de entrada foi dado pelo tema “The Upsetters”, do novo álbum, e que deixou o público mais relaxado depois da habitual espera impaciente que antecede cada concerto. Seguiram-se mais duas músicas de NU, “Howling For A Chance” e “Change”, e já se percebia a excelente aceitação ao novo álbum da parte dos fãs. Sentia-se uma enorme proximidade entre o público e a banda, uma empatia geral. Este álbum tem, de facto, essa capacidade tão especial de nos expor emocionalmente perante o próximo.

Claro, houve espaço para algumas músicas dos álbuns anteriores, como é o caso de “Apnea”, do álbum Misadventures of Anthony Knivet, ou ainda temas como “Nagmani”, “La Mar”, “Nisshin” e “Salty Eyes”, de Drifter. De salientar a “ponte” aboslutamente genial criada entra a música “Salty Eyes” para “Heavy” ( sétimo tema de NU) e que foi recebida em êxtase pelos presentes no Hard Club, tendo culminado na primeira saída da banda em palco.

Regressaram para tocar os restantes temas do novo álbum, “I Don´t Want Nobody”, e, de seguida, “Feathers and Wax”, que arrancou mais uma merecida ovação ao quinteto de Leiria. Nova saída do palco e uma surpresa reservada para o fim com o grupo a encerrar com “Blup”, um dos temas mais intensos da banda.

Os First Breath After Coma partem agora para uma digressão europeia com desejo de mostrar o filme em festivais de cinema. Em Portugal há, para já, concerto marcado para o Vodafone Paredes de Coura.

Fotos de: Telmo Pinto

Google revela um teaser misterioso sobre o futuro dos videojogos

Já tínhamos mencionado aqui as intenções da tecnológica Google em atirar-se finalmente à indústria dos videojogos.

Análise – PlayStation Now: Centenas de jogos à distância de um clique

chegou a Portugal o novo serviço de streaming de jogos da PlayStation, o PlayStation Now.

A promessa do PlayStation Now é relativamente simples. É um serviço onde os seus subscritores podem ter acesso direto a uma biblioteca de jogos da PlayStation 2, PlayStation 3 e PlayStation 4 à distância de um simples clique, podendo começar  logo a jogar. Mas o seu potencial é muito maior.

Através da PlayStation 4, é agora possível jogar alguns dos jogos mais importantes do catálogo da PlayStation 3, entre eles o legado de Metal Gear Solid (a título de exemplo), algo que, até agora, era impossível devido à falta de retrocompatibilidade.

A solução da PlayStation para conseguir tal feito foi recorrer a tecnologias de streaming, com uma consola na “nuvem” a processar o jogo e a enviar um vídeo até à nossa consola.

Além desta capacidade, é ainda possível jogar alguns títulos da PlayStation 2 e PlayStation 4 baixando-os diretamente para a consola, um pouco à semelhança do que temos com as ofertas do PlayStation Plus.

Mas o melhor de tudo é que não estamos limitados à consola atual da Sony. Com este serviço, é possível jogar os mais de 600 jogos do catálogo no PC. Foi algo que nos chamou à atenção e que quisemos por logo à prova.

Há algo de fascinante em jogar quase de forma instantânea títulos como Bloodborne, The Last of Us, Metal Gear Solid 4 ou God of War 3 num computador. Através do cliente do PlayStation Plus, podemos aceder facilmente (com o auxílio do nosso rato) a uma biblioteca bastante agradável e rápida navegação, onde podemos navegar entre os jogos em destaque, o nosso histórico, ordem alfabética ou por nomes dos estúdios.

Numa primeira impressão, é muito simples de usar. Basta escolher o título em questão, ver a sua informação e entrar nele como se de uma PlayStation se tratasse. Há apenas um breve carregamento e estamos no jogo.

Um pormenor bem interessante é que é possível continuar jogos guardados na nuvem graças ao PS Plus, o que significa que, por exemplo, se quiserem continuar as vossas aventuras de Bloodborne no PC, isso é possível. Contudo, não é possível fazê-lo se obtiverem originalmente a versão GOTY com os seus DLCs, por exemplo.

No PC, a qualidade de imagem é, no mínimo, aceitável. Há a constante sensação de estarmos a jogar um vídeo, cuja qualidade máxima se assemelha a uma resolução de 720p. Dependendo do jogo pode, ou não, observar-se algum ruído de imagem, mas, no geral, funciona perfeitamente para o efeito.

Impressionantes são os tempos de resposta, uma vez que não existe quase latência nenhuma. Isto é fantástico em jogos mais competitivos ou que requerem tempos de reação maiores, como o caso de Street Fighter IV, também testado.

Com uma ligação de fibra 100/100, observou-se que, no PC, o serviço consome cerca de 15 a 20Mbps, ainda que o recomendado pelo serviço seja de 5Mbps.

A aplicação do PC vem preparada para se poder usar o DualShock 4, que funciona tão bem como na consola. No entanto, é possível usar outros comandos compatíveis, onde, entre eles, e também testado, se encontra o comando oficial da Xbox One. Ainda assim, há que ter em atenção que nem todos os botões funcionam de forma pretendida, como o caso do Guide, que abre o painel de jogos do Windows 10 em vez do menu da aplicação.

A experiência no PC é satisfatória, mas amplificada pelo leque de jogos disponíveis e pelo potencial em trazer os jogos PlayStation até um novo público que, por exemplo, não tem uma PlayStation 4 ou não pretende investir numa.

Uma nota menos positiva vai para o próprio cliente, que não tem ainda uma barra de pesquisa, o que é, de alguma forma, incompreensível com um catálogo tão grande.

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Mas na PlayStation 4 as coisas são muito, muito melhores, desde a qualidade do serviço à gestão de jogos.

Com uma apresentação igualmente simples, há agora várias formas de procurar jogos – diretamente por uma barra de pesquisa, por géneros ou categorias de faixa etária -, o que torna os nossos zappings bem mais agradáveis.

Na Playstation 4, temos também a vantagem de guardar os títulos da PlayStation 4 e alguns da PlayStation 2 na nossa consola, sendo que todos os jogos que iniciarmos ficam posteriormente guardados e acessíveis no menu principal da PlayStation 4.

Outra grande vantagem de jogar aqui é que os jogos disponíveis incluem todos os DLCs, e, como seria de esperar, temos acesso a uma transmissão com muito melhor qualidade.

Este é um dos aspetos mais impressionantes deste serviço na PlayStation 4. Ainda que se note a suavidade de imagem do vídeo, a resolução 1080p torna a apresentação dos jogos bem mais agradável e próxima do jogo real.

Juntamente com uma fluidez de imagem a 60fps nos jogos e uma latência quase inexistente, começar a jogar um novo jogo, nem que seja só para experimentar, nunca foi tão fácil.

Foi apenas nos jogos da PlayStation 3 que encontrámos um senão. Dependendo do jogo e da sua popularidade, podemos ficar sujeitos a uma lista de espera, isto é, as máquinas virtuais podem esta ocupadas por outros jogadores, o que parece estranho, mas que se torna de alguma forma compreensível quando pensamos na logística de um serviço destes.

Foi com muita antecipação que se esperava pela chegada do PS Now a Portugal, que já estava disponível em territórios norte-americanos há algum tempo. Ainda que não seja tão perfeito como se poderia desejar, o PS Now apresenta-se agora como um serviço bastante sólido e funcional e que se revela, provavelmente, o mais completo disponível no mercado.

Mas estas são só as nossas primeiras impressões do serviço que promete trazer muitos mais jogos à extensa lista de mais de 600 jogos e, obviamente, melhorias de utilização.

O PlayStation Now chega a Portugal em duas modalidades, com um mês a custar 14,99€ e 12 meses a custarem 99,99€ (o equivalente a 8.34€ por mês). Mas antes de se lançarem nesta aventura, há ainda sete dias de teste, para garantir que conseguem jogar estes jogos nas melhores condições possíveis.

Uma noite intimista com Kimbra

Sete anos passaram desde que descobri a voz doce e potente desta senhora e desde essa altura esperava pela oportunidade de a poder experienciar ao vivo. A estreia de Kimbra nos palcos portugueses deu-se na passada quinta-feira, num armazém perdido para os lados de Marvila, que, agora, é uma das salas de espetáculos mais versáteis de Lisboa, o LAV, e que acabou por criar o ambiente certo e intimista, que esta nova turné, “An intimate, reimagined evening”, esperava transmitir.

Lia-se no press release da turné: “sempre quis construir uma coleção de canções acústicas onde me afastasse dos beats e despisse as coisas. Acho que as pessoas encontram intimidade no meu trabalho quando o apresento de um modo mais minimalista.” Não posso discordar mais! Apenas com um piano e um contrabaixo, Kimbra brincou com as nossas perceções do real ao transportar-nos no som da sua voz, tal como uma caixa de ritmos inebriante. Aliás, para quê uma caixa de ritmos quando temos uma voz assim?

A sala não estava cheia e ocorre-me que talvez fosse essa a intenção, mas as cerca de 100 pessoas presentes no espaço puderam presenciar a versatilidade de um espetáculo que, despido de efeitos, viajou pelos três álbuns de Kimbra, com uma maior incidência em Primal Heart.

As canções, despojadas, ganhavam novas roupagens com a sua voz melódica, com o contrabaixo que marcava o ritmo e a sonoridade do piano. “The Good War”, “Everybody Knows”, “Old Flame” ou “Cameo Lover”, não sendo totalmente diferentes do que nos habituámos a ouvir, foram alteradas na forma, som e estilo para se recomporem de forma simples mas meticulosa, nas nossas cabeças.

Kimbra parecia verdadeiramente feliz por estar connosco, cumprimentou-nos num português quase perfeito, envolvendo-se com o público enquanto passeava de um lado para o outro do palco, tomando o tempo para cantar para os que estavam à sua frente.

Depois de, em 2018, lançar o seu terceiro disco, Primal Heart, a artista confessava sentir que algumas das músicas mereciam ser despojadas de grandes efeitos e ouvidas de uma forma mais crua e minimal. Reuniu-se com alguns produtores, como Zach Tenorio e Lars Horntveth, e criou o EP Songs From Primal Heart, Reimagined, que serviu de mote ao concerto.

Uma coisa é certa, Kimbra é uma talentosa vocalista e performer. A sua presença em palco é encantadora e o seu visual marca. A única coisa que lhe falta é uma ou duas músicas fortes o suficiente para transportá-la ao próximo nível, mas, de uma maneira ou de outra, a espera valeu a pena.

Setlist
The Magic Hour
Plain Gold Ring (Nina Simone)
The Good War(Reimagined)
Everybody Knows (Reimagined)
Hi Def Distance Romance (Reimagined)
Withdraw
Waltz Me To the Grave
Old Flame
Rescue Him
Black Sky (Reimagined)
Lightyears
Past Love
Version of Me

Encore
Cameo Lover

Fotos por: Graziela Costa