Análise – PlayStation Now: Centenas de jogos à distância de um clique

por David Fialho

chegou a Portugal o novo serviço de streaming de jogos da PlayStation, o PlayStation Now.

A promessa do PlayStation Now é relativamente simples. É um serviço onde os seus subscritores podem ter acesso direto a uma biblioteca de jogos da PlayStation 2, PlayStation 3 e PlayStation 4 à distância de um simples clique, podendo começar  logo a jogar. Mas o seu potencial é muito maior.

Através da PlayStation 4, é agora possível jogar alguns dos jogos mais importantes do catálogo da PlayStation 3, entre eles o legado de Metal Gear Solid (a título de exemplo), algo que, até agora, era impossível devido à falta de retrocompatibilidade.

A solução da PlayStation para conseguir tal feito foi recorrer a tecnologias de streaming, com uma consola na “nuvem” a processar o jogo e a enviar um vídeo até à nossa consola.

Além desta capacidade, é ainda possível jogar alguns títulos da PlayStation 2 e PlayStation 4 baixando-os diretamente para a consola, um pouco à semelhança do que temos com as ofertas do PlayStation Plus.

Mas o melhor de tudo é que não estamos limitados à consola atual da Sony. Com este serviço, é possível jogar os mais de 600 jogos do catálogo no PC. Foi algo que nos chamou à atenção e que quisemos por logo à prova.

Há algo de fascinante em jogar quase de forma instantânea títulos como Bloodborne, The Last of Us, Metal Gear Solid 4 ou God of War 3 num computador. Através do cliente do PlayStation Plus, podemos aceder facilmente (com o auxílio do nosso rato) a uma biblioteca bastante agradável e rápida navegação, onde podemos navegar entre os jogos em destaque, o nosso histórico, ordem alfabética ou por nomes dos estúdios.

Numa primeira impressão, é muito simples de usar. Basta escolher o título em questão, ver a sua informação e entrar nele como se de uma PlayStation se tratasse. Há apenas um breve carregamento e estamos no jogo.

Um pormenor bem interessante é que é possível continuar jogos guardados na nuvem graças ao PS Plus, o que significa que, por exemplo, se quiserem continuar as vossas aventuras de Bloodborne no PC, isso é possível. Contudo, não é possível fazê-lo se obtiverem originalmente a versão GOTY com os seus DLCs, por exemplo.

No PC, a qualidade de imagem é, no mínimo, aceitável. Há a constante sensação de estarmos a jogar um vídeo, cuja qualidade máxima se assemelha a uma resolução de 720p. Dependendo do jogo pode, ou não, observar-se algum ruído de imagem, mas, no geral, funciona perfeitamente para o efeito.

Impressionantes são os tempos de resposta, uma vez que não existe quase latência nenhuma. Isto é fantástico em jogos mais competitivos ou que requerem tempos de reação maiores, como o caso de Street Fighter IV, também testado.

Com uma ligação de fibra 100/100, observou-se que, no PC, o serviço consome cerca de 15 a 20Mbps, ainda que o recomendado pelo serviço seja de 5Mbps.

A aplicação do PC vem preparada para se poder usar o DualShock 4, que funciona tão bem como na consola. No entanto, é possível usar outros comandos compatíveis, onde, entre eles, e também testado, se encontra o comando oficial da Xbox One. Ainda assim, há que ter em atenção que nem todos os botões funcionam de forma pretendida, como o caso do Guide, que abre o painel de jogos do Windows 10 em vez do menu da aplicação.

A experiência no PC é satisfatória, mas amplificada pelo leque de jogos disponíveis e pelo potencial em trazer os jogos PlayStation até um novo público que, por exemplo, não tem uma PlayStation 4 ou não pretende investir numa.

Uma nota menos positiva vai para o próprio cliente, que não tem ainda uma barra de pesquisa, o que é, de alguma forma, incompreensível com um catálogo tão grande.

Mas na PlayStation 4 as coisas são muito, muito melhores, desde a qualidade do serviço à gestão de jogos.

Com uma apresentação igualmente simples, há agora várias formas de procurar jogos – diretamente por uma barra de pesquisa, por géneros ou categorias de faixa etária -, o que torna os nossos zappings bem mais agradáveis.

Na Playstation 4, temos também a vantagem de guardar os títulos da PlayStation 4 e alguns da PlayStation 2 na nossa consola, sendo que todos os jogos que iniciarmos ficam posteriormente guardados e acessíveis no menu principal da PlayStation 4.

Outra grande vantagem de jogar aqui é que os jogos disponíveis incluem todos os DLCs, e, como seria de esperar, temos acesso a uma transmissão com muito melhor qualidade.

Este é um dos aspetos mais impressionantes deste serviço na PlayStation 4. Ainda que se note a suavidade de imagem do vídeo, a resolução 1080p torna a apresentação dos jogos bem mais agradável e próxima do jogo real.

Juntamente com uma fluidez de imagem a 60fps nos jogos e uma latência quase inexistente, começar a jogar um novo jogo, nem que seja só para experimentar, nunca foi tão fácil.

Foi apenas nos jogos da PlayStation 3 que encontrámos um senão. Dependendo do jogo e da sua popularidade, podemos ficar sujeitos a uma lista de espera, isto é, as máquinas virtuais podem esta ocupadas por outros jogadores, o que parece estranho, mas que se torna de alguma forma compreensível quando pensamos na logística de um serviço destes.

Foi com muita antecipação que se esperava pela chegada do PS Now a Portugal, que já estava disponível em territórios norte-americanos há algum tempo. Ainda que não seja tão perfeito como se poderia desejar, o PS Now apresenta-se agora como um serviço bastante sólido e funcional e que se revela, provavelmente, o mais completo disponível no mercado.

Mas estas são só as nossas primeiras impressões do serviço que promete trazer muitos mais jogos à extensa lista de mais de 600 jogos e, obviamente, melhorias de utilização.

O PlayStation Now chega a Portugal em duas modalidades, com um mês a custar 14,99€ e 12 meses a custarem 99,99€ (o equivalente a 8.34€ por mês). Mas antes de se lançarem nesta aventura, há ainda sete dias de teste, para garantir que conseguem jogar estes jogos nas melhores condições possíveis.

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