A Kind of Magic – Vamos celebrar os Queen

Este artigo tem uma inspiração. Num episódio de Top Gear, o grande James May faz a crítica do Porsche 911 modificado pela Singer, uma empresa americana, incluindo contador de rotações de 1 a 11, por sua vez uma inspiração do magistral This Is Spinal Tap. A ideia é que esta era uma carta de amor a um carro icónico. Poderá ser assim na música?

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Os A Kind of Magic são uma banda de tributo aos Queen. Essa banda com o mais icónico dos vocalistas, o muito recomendável, e nos dias de hoje tão na berra, Freddie Mercury. Uma banda portuguesa, com certeza.

Com cinco anos de vida, os A Kind of Magic têm três digressões no currículo e ganho paulatinamente os seus fãs, até chegar ao ponto de poderem encher uma das principais salas da capital, o Capitólio, com preços a mostrar que esta não é uma banda de bairro. Assim foi no passado dia 9 de março.

E foi num sábado de tempo primaveril que, pelas 21h50, os artistas entraram. Com três membros no coro, um no piano, um na bateria, um guitarrista (a que em breve se juntariam outro guitarrista e um baixista), o nosso Freddie Mercury entra em palco, perante aplauso geral.

Com voz distinta mas boa dinâmica com o público (muitas vezes foram pedidos braços no ar e público de pé, neste espectáculo em que a sala estava em modo sentado), a banda mostra que tem a lição bem estudada, com um “Rádio Gaga” entusiasmante. Em particular, as teclas soam imponentes.

E numa ocasião especial numa cultura em que as bandas de tributo ainda ocupam um lugar essencialmente marginal, esta coroação merecia algo especial. E ela chegou na figura da Orquestra Círculo de Música de Câmara, com um apropriado “Breakthru”.

O público senta-se e levanta-se alegremente, sendo até reveladas músicas novas no repertório, como “One Vision”, enquanto o nacional vocalista se mostra junto do maestro , isto quando não vai experimentando os visuais icónicos dos Queen. A frase “Vocês amanhã não conseguem com os braços” é proferida, e não em vão.

O tempo passa rápido. Todos sabem o repertório, claro, e do lado do palco dá-se o litro para que não se o tempo como perdido. É uma carta de amor bonita.

Num ambiente mais relaxado, de cerveja na mão (obrigado, bar do Capitólio) mais bonita se torna. Tens razão, James May.

Foto de: Pedro Mendonça

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