First Breath After Coma no Porto: “NU” e o labirinto emocional

Após passagens pelo Teatro José Lúcio da Silva em Leiria e pelo Time Out Market em Lisboa, foi a vez dos leirienses First Breath After Coma rumarem ao Porto, no dia 8 de março, para a apresentação do seu mais recente álbum no Hard Club, que, apesar de não ter lotado, ficou bem perto disso.

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NU é o mais recente trabalho dos First Breath After Coma, que contam já com três álbuns no seu currículo, sucedendo assim a Drifter que, recorde-se, recebeu uma nomeação para melhor disco europeu do ano de 2016.

Parece que a banda se vai transformando e transcendendo de álbum para álbum e, neste último, há, sem dúvida, um progresso notório em relação aos anteriores. NU é diferente e percebemos isso logo na primeira vez em que entramos em contacto com esta produção audiovisual dividida em oito temas e que acaba por resultar numa verdadeira aventura sensorial.

Para os First Breath After Coma, é tempo de falar de sentimentos e de abraçar cada emoção, sem medos. Esta simplicidade e honestidade está bem presente e à superfície em NU. A transformação artística da banda é produto de um processo de maturação da mesma sem nunca perder a capacidade de nos materializar uma realidade onde sentir é a unica regra.

“Don´t fight your demons. Your demons are here to teach you lessons”. Esta é uma famosa citação do escritor Charles Bukowski que assenta bem na forma como cada elemento da banda expõe as suas maiores fraquezas e nos transmite essa necessidade de caminhar lado a lado com os nossos maiores medos.

Regressando ao concerto no Hard Club, o mote de entrada foi dado pelo tema “The Upsetters”, do novo álbum, e que deixou o público mais relaxado depois da habitual espera impaciente que antecede cada concerto. Seguiram-se mais duas músicas de NU, “Howling For A Chance” e “Change”, e já se percebia a excelente aceitação ao novo álbum da parte dos fãs. Sentia-se uma enorme proximidade entre o público e a banda, uma empatia geral. Este álbum tem, de facto, essa capacidade tão especial de nos expor emocionalmente perante o próximo.

Claro, houve espaço para algumas músicas dos álbuns anteriores, como é o caso de “Apnea”, do álbum Misadventures of Anthony Knivet, ou ainda temas como “Nagmani”, “La Mar”, “Nisshin” e “Salty Eyes”, de Drifter. De salientar a “ponte” aboslutamente genial criada entra a música “Salty Eyes” para “Heavy” ( sétimo tema de NU) e que foi recebida em êxtase pelos presentes no Hard Club, tendo culminado na primeira saída da banda em palco.

Regressaram para tocar os restantes temas do novo álbum, “I Don´t Want Nobody”, e, de seguida, “Feathers and Wax”, que arrancou mais uma merecida ovação ao quinteto de Leiria. Nova saída do palco e uma surpresa reservada para o fim com o grupo a encerrar com “Blup”, um dos temas mais intensos da banda.

Os First Breath After Coma partem agora para uma digressão europeia com desejo de mostrar o filme em festivais de cinema. Em Portugal há, para já, concerto marcado para o Vodafone Paredes de Coura.

Fotos de: Telmo Pinto

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